História Floco de Neve - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Chouji Akimichi, Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kakashi Hatake, Karin, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Shion, Temari, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags Fanficsnaruhina, Fnh, Naruhina, Naruhina4ever, Naruto, Revolução Naruhina
Visualizações 217
Palavras 2.278
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal!
Novo capítulo!
Hoje sobre a nossa Hinatinha!
Vamos descobrir um pouco mais sobre ela?
Boa leitura!
Bjs Mi_namikaze
P.S. Não se esqueçam de ler as notas finais

Capítulo 3 - Terceiro passo...


Fanfic / Fanfiction Floco de Neve - Capítulo 3 - Terceiro passo...

Hinata vestiu-se. O frio que corria lá fora era de rachar e o gelo que percorria cada parte do seu corpo fazia-a lembrar daquilo que ela iria fazer. Estava com medo. Era verdade que uma grande parte de si dizia para ela não fazer aquilo, se saísse iria-se lembrar do que fez no passado e tinha a certeza que sofreria. Mas outra parte que ela pensou ter morrido naquele dia, estava ali viva e à espera que Hinata tivesse a coragem de enfrentar os seus medos. Naruto, pensou. Tinha que fazer aquilo por ele, não só por ele, mas por ela mesma, tinha de ter força e vontade de seguir em frente. Sem Naruto, não estaria a tomar uma decisão tão importante como esta, sem ele não teria sido capaz de uma atitude. Naruto. Aquele com quem falou durante dois anos, aquele que a ouviu sem perguntar quem era, como era e nem a julgou. O abraço que ele lhe dava, reconfortava-a sempre que se sentia triste e bem, a sua tristeza era como uma melhor amiga, e fazia com que raramente abrisse um sorriso sincero. Hinata estaria a mentir se dissesse que nunca pensara que ele podia ser um pedófilo ou alguém assim, afinal na Internet o que não faltava eram perigos e ela não era boba nenhuma, sabia bem o que este tipo de pessoas queria e quando começou a falar com Naruto, sempre teve um pé atrás, mas tudo mudou quando ele lhe desabafou o que sofrera e ela percebera que ele era só mais um como ela, alguém que procurava quem o entendesse.

Hinata abaixou-se e espreitou por baixo da cama. A caixa estava lá. Tudo o que tinha acontecido há quatro anos antes estava ali guardado. A mão da dona dos olhos pérolas tocou nela, hesitou e parou. Os dedos tremiam com a ansiedade e a caixa permanecia imóvel esperando o contacto quente da menina. Tocou-a novamente e fechando os olhos puxou-a. Ela sabia perfeitamente que o cemitério das lágrimas esperava-a, mas o que queria que fizessem? Hinata achava que merecia aquilo.

Trinc... Trinc...

O som das dobradiças a se destrancarem era ouvido pela moça, o som do seu inferno. Levantou a parte de cima e observou minimamente cada detalhe, cada memória que escondera ali, debaixo da cama, pensando estar protegida do passado e dos seus erros. Mas se ao menos ela não tivesse insistido em querer brincar naquele dia, ela ainda estaria aqui!

Hinata pegou na fotografia. A maldita foto estava a sorrir para si e lembrá-la do que fizera. Os olhos pérola estavam completamente encharcados pela mágoa e dor que a abraçavam, as mãos brancas estavam quietas e frias, o seu coração batia tão rápido que chegava a aleijar de tanta força com que se movimentava. Merecia estar assim? Ela dizia que sim, que ela era a culpada de ter causado sofrimento à própria família.

A menina parecia que estava a ter um ataque de pânico. O nervosismo tomava conta dela como uma mãe tomava conta de um filho. Atirou a caixa para longe, não aguentava mais, tentou rasgar a fotografia, mas não conseguia, não tinha coragem de fazer aquilo, por isso, simplesmente atirou também para longe. A respiração entre cortada era alta e ecoava pelo quarto da moça. Não havia ar naquele quarto que a fizesse  respirar. Os passos da garota eram irregulares e sem noção, ela apenas continuava em direção ao seu destino. As lágrimas banhavam-lhe o rosto sem parar, dificultando a sua visão, mas isso não a impediu de abrir o que tanto queria. A janela. Abriu-a e logo recebeu o ar gélido que caminhava pelas ruas de Konoha. Esse mesmo ar tocou-lhe na cara e beijou-lhe os pulmões. Hinata tossia sem parar. Quando a tosse enfim cessou, a sua respiração calmamente normalizava e as correntes de água começavam a fechar-se. Escorregou pela janela e caindo sentada no chão, encostou a cabeça à parede e fechou os olhos. Contou até dez e viu que estava novamente tranquila. Libertou o ar que tinha inspirado e sem sequer olhar, pegou na caixa e na fotografia fechando-a a sete chaves e colocando-a na fortaleza que a guardara durante estes anos todos.

Com a palma das mãos secou as pérolas e fechou a janela do quarto. Deitou-se na cama encarando o teto. Maldito Inverno! Ai! Como odiava o inverno! A sua personalidade podia-se assemelhar à estação fria, mas os dias do passado faziam-na lembrar que o inverno era o seu pior inimigo!

O toque suave na porta era ouvido por Hinata. Sabia, era a sua mãe pela suavidade que o som passava pela madeira da porta. Tratou logo de recompor-se, levantou-se rapidamente e abriu um sorriso falso para fingir que estava bem. Abriu a porta e do outro lado estavam a sua mãe e o seu pai com sorrisos simples e cheios de alegria a observá-la.

-Vamos? - os grandes olhos perolados do patriarca chocaram com os seus - Estás preparada? - Hinata ainda se mentalizava, iria sair de casa. O medo como quem aparece do nada, sussurrava-lhe ao ouvido as suas palavras cruéis e frias. Ela cederia ou não? Fitou os pais e apenas respondeu com um aceno de cabeça. Estaria preparada? Não sabia, ela apenas queria se livrar da mágoa e da culpa que caminhavam de mãos dadas junto com ela.

O silêncio reinava pelos corredores, os olhares de preocupação por parte de Hiromi e Hiashi eram inquietos e hesitantes. Já o de Hinata era puro medo e coragem misturados num só. A menina colocou a mão no corrimão das grandes escadas da casa que levavam diretamente à porta de saída. O fim estava próximo, os olhares de todos eram direcionados para a porta. Hinata foi a primeira a dar o primeiro passo rumo à fechadura que se encontrava presa na sua mão. Ela hesitou e fechou os olhos. Os pais observavam cada movimento até ao mínimo mexer, eles estavam dominados pela ansiedade e pelo nervosismo. Já Hinata continuava de olhos fechados e quando os abriu colocou a mão na porta e rolou a fechadura. A neve que caía lá fora era a testemunha de que ela estava a libertar-se das amarras do passado. Ela encarava tudo calmamente, há quanto tempo não abria a porta? Há quanto tempo estava ali? Há quanto tempo não punha um pé pra lá da barreira que a protegia?

Tudo era visto em câmara lenta. As botas que calçava iam contra o manto fofo de neve. O seu olhar encontrava-se fechado como se pudesse sentir a tranquilidade daquele dia de Inverno. Os dois pés pousaram no cobertor branco e as feições dos pais da garota eram de um êxtase e felicidade que nunca tiveram. Mas logo desfizeram os sorrisos quando viram a filha a ir para o grande e velho carvalho que estava no jardim todo coberto de neve. Olharam o baloiço que estava todo desgastado e destruído. Maldito baloiço! Pensavam, a culpa de a sua filha ter ficado presa no quarto era dele, por causa dele é que a sua pérola se culpava por algo que ela nem sequer tinha culpa.

Hinata caminhava rapidamente, quase correndo até ao carvalho da infância. O baloiço ainda estava lá como no dia em que aquilo acontecera. Estava quebrado e só de se lembrar de como partira, as lágrimas já reluziam no canto dos olhos, dispostas a escorrer-lhe pelo rosto. Tocou na pequena cicatriz que deixara na grande árvore. H H rodeado de um coração. Olhou para o balanço que estava à sua beira e empurrou-o com força. Não conseguia raciocinar, ela apenas queria desaparecer dali, voltar para a sua fortaleza, de onde nunca devia ter saído. Correu para os braços dos pais e chorou como nunca. Era consolada pelos abraços e beijos dos seus pais no rosto como se dissessem que eles estavam ali com ela e lá no fundo estavam a conseguir passar essa tranquilidade para Hinata. Quando parou de chorar, foi abraçada com os pais até ao carro, antes de se encontrar com Naruto ainda tinha de visitá-la.

O carro percorria as ruas da pequena cidade onde vivia, Konoha. Estava dispersa nos seus pensamentos, olhava cada ponto atentamente, algumas coisas haviam mudado. A pequena loja de fruta da senhora Tanakika já não existia, o que teria acontecido com ela? Morrera? Não queria acreditar que a doce senhora podia ter morrido, a velhinha era como uma avó para si. A velha igreja estava mudada, havia crescido e tinha tinta novas nas paredes que estavam cobertas com a queda de neve da noite anterior. O carro seguia por uma rua que Hinata conhecia bem, aquela rua era a sua preferida desde criança lá havia a pequena loja de música que a fazia sonhar. Lembrava-se perfeitamente que adorava ver o senhor Namikaze tocar piano, as mãos ágeis do homem loiro pareciam deslizar pelo piano antigo que se encontrava na loja. E isso era o que encantava Hinata, o som do velho piano soava maravilhoso e fazia-a perder horas a fio apenas observando o toque dos dedos nas teclas brancas. A loja tinha um nome não muito comum, chamava-se "Floco de Neve", não sabia bem o porquê, chegara-lhe a perguntar, mas a única resposta que obteve foi:

"-Hinata, quando as pessoas encontram o amor de verdade, elas têm algo que as une. Assim como os seus pais que se amam, eu amo a minha mulher, Kushina. O que me uniu a Kushina foi o nosso floco de neve e o fruto desse floco foi o nosso filho. Enquanto ela estava grávida, nós decidimos criar uma loja de música e colocámos esse nome, para nunca nos esquecermos o que simbolizava o nosso floco de neve! Eu sei que tu entendes muito bem o que estou a dizer, mas tu irás  perceber quando descobrires  o que é! "

Na altura não entendera bem o que ele quisera dizer, nem hoje percebia muito bem, mas havia algo naquela fala que a fazia acreditar nesse" floco de neve ". O carro passava em frente ao prédio onde se situava a loja, o olhar da menina ficou perplexo ao ver que daquele incrível lugar só restara o grande floco de neve que ficava ligado durante a noite. O que tinha acontecido com o senhor Namikaze?

-Mãe, o que aconteceu com a loja do senhor Namikaze? - o olhar da garota estava aflito, aquele sítio era especial para ela.

-Bem... Filha, a "Floco de Neve" não existe mais. - Hiromi pausou um pouco, não sabia qual seria a reação da filha ao descobrir sobre a morte do senhor Namikaze e da senhora Kushina - Há quatro anos, o senhor Minato, a sua mulher e o filho sofreram um acidente de comboio. Os pais do garoto acabaram por não resistir e faleceram. E a loja de música acabou por ser encerrada, apesar de continuar na posse da família Uzumaki-Namikaze.

Hinata estava surpresa e triste ao mesmo tempo. Surpresa por causa daquela história e triste porque o senhor Minato era um grande amigo seu e a sua mulher também e porque naquela loja tivera memórias felizes. Sentia pena do filho do casal, o que ele tivera de passar.

A viagem continuou silenciosa e o som do motor do carro em movimento era a conversa que havia naquele lugar. Os pais de Hinata apenas pararam numa floricultura e compraram um bonito ramo de girassóis. Eles iam visitar quem os havia deixado antes da hora e para Hinata isso era muito difícil, as lembranças daquele dia ainda estavam bem presentes na sua mente.

O automóvel ficara estacionado em frente ao cemitério. Hiashi e Hiromi seguiam atrás de Hinata que ia na frente indo em direção à lápide que estava à sua espera. O nome estava bem gravado na pedra sendo apenas visível o apelido :

"Hyuuga *******"

Hinata não queria que fosse ela que estivesse enterrada, mas sim ela própria, pois ela era a culpada da morte. Onde devia estar uma fotografia nada existia, apenas o vazio de algo. A garota começou a se lembrar de tudo o que se passou, as lágrimas e os soluços já se estavam a formar e a ficar cada vez mais altos. O que começara com pequenos sussurros era agora ouvido em alto e bom som :

-Por favor perdoa-me!  Desculpa... Desculpa...Tu  não merecias estar aí, eu é que merecia! Por favor desculpa-me ! Por favor! - Hinata estava agarrada aos pais, os soluços e o choro deixavam-os aflitos, era angustiante ver assim a filha.

-Hinata, tu  não tiveste  culpa nenhuma! Foi um acidente, nem eu sabia que aquilo iria acontecer! Acalma-te! - Hiromi tentava acalmar a filha com palavras reconfortantes, mas nada parecia resultar.

-Filha, olha para mim - Hiashi colocou os seus olhos fixados nos da filha e calmamente disse - Tu  vais respirar fundo, vais te  acalmar! Tu  não tiveste  culpa de nada! - o pai da moça falava devagar, a sua pérola estava muito nervosa e isso mexia muito com ele.

Hinata fez o que pai mandou e respirou serenamente até normalizar, apesar de as lágrimas não terem parado estava mais calma.

-Queres  visitar o senhor Namikaze? - perguntou Hiromi.

-Pode ser. - Hinata estava nervosa.

Seguiu de mãos dadas com a mãe atrás do seu pai que parou em duas lápides, uma possuía a fotografia do senhor Minato e a outra da senhora Kushina. Ambos tinham sorrisos nos rostos e pareciam estar a descansar em paz. E lá novamente estava o floco de neve. O que seria aquele floco afinal? Rezou um pouco e antes de partir para o carro olhou novamente para a lápide dela e em pensamento pediu-lhe desculpas.

Depois de uma conturbada manhã Hinata finalmente  encontraria-se  com Naruto! Como seria o rapaz?


Notas Finais


E aí! Gostaram?
Quem acham que é a garota pela qual a Hinata se culpa pela sua morte?
Agora sabemos como Minato e Kushina morreram! Mas como o mundo é pequeno, Hinata já conhecia os pais do loiro!
Como será que vai ser o encontro de Naruto e da Hinata?
Deixem a vossa opinião /comentário ou favorito!
Bjs Mi_namikaze


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