História Flor de Cactos (GaaSaku) - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Karin, Matsuri, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Gaara, Gaasaku, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke
Visualizações 247
Palavras 3.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Harem, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente linda do meu cuore.

Como eu prometi, segue o primeiro capítulo. Ele passa muito tempo antes do prólogo. Gaara ainda não aparecerá no capitulo que vem. Estarei deixando o foco primeiro na Sakura, mas verão, vai valer a pena!

O discurso será todo em terceira pessoa e é uma fic de médio tamanho. Sasuke vai aprontar, e, vai aprontar muito… O texto em itálico são lembranças do passado.

Adoro fazer os ninjas irem à terapia, acho seriamente que todos precisam, sem exceção; então, quando tenho oportunidade, faço eles frequentarem um tratamento psicológico. Auto análise é algo extraordinário, recomendo…

Obrigada pelos comentários e favoritos, meu coração vibra a cada vez que leio.

Espero que gostem... Sempre faço com carinho.

Kissis da Kah-chan

Capítulo 2 - 1. Eu não quero mais a solidão...


Fanfic / Fanfiction Flor de Cactos (GaaSaku) - Capítulo 2 - 1. Eu não quero mais a solidão...

As dança das folhas envelhecidas e vermelhas com borrões amarelados, desprendiam-se dos galhos, rolando e dançando cintilantes ao som silencioso do vento, bem diante dos olhos verdes e expressivos da bela kunoichi oferecendo-lhe uma prazerosa e calmante visão. Sakura estava deitada sobre um tecido com estampa floral, com a cabeça apoiada nos braços que descansavam cruzados atrás da nuca, deleitando-se com incrível momento do outono.

A estação, mais fria do que quente, indicava que o inverno seria rigoroso e mesmo não sentindo tanto frio, Sakura usava um agasalho e calças contra a temperatura que despencava a cada dia.

Suspirava, com as pernas cruzadas, rolando o pé direito descalço, displicentemente, sentindo-se como uma das folhas que caiam a cada segundo, mortas e sem vida.

A guerra havia passado, a vida voltara ao normal e alianças entre as vilas era uma maravilhosa tranquilidade. Entretanto, isto não diminuía o rancor e a dor que lhe atormentavam o peito. A mágoa e a tristeza eram uma eterna lamúria no subconsciente da bela rosada.  Depois do ocorrido, naquele fatídico dia, sentia-se vazia, sem amor e sem vida. Sasuke praticamente abusou dela, deflorando sua inocência, a usando para saciar-se e depois a descartou como uma fruta pobre do meio da fruteira.

Aquilo doía, e muito…

Seu coração sangrava toda vez que pensava naquele dia. Como fora tola ao acreditar nele. Como fora tola em ter de entregado a ele.

Agora já doía menos, mas ainda assim machucava.

As lagrimas já deixaram de rolar de seus olhos há algum tempo. Ele, seu grande amor, havia lhe roubado a pureza e logo no dia a seguir partiu seu espirito, jogou-a fora da pior maneira possível. Jamais devia ter cedido àqueles olhos enormes e ônix, sedutores e intrusivos, devia ter imaginado. Uchiha Sasuke não era capaz de amar. Era um homem egoísta e sempre usou de baixas artimanhas para conseguir o que queria.

As lembranças vivas da noite ainda sangravam em sua mente. Isto foi exatamente três dias logo a seguir a Sasuke sair da prisão…

Os conselheiros e o Rokudaime Hokage, Hatake Kakashi, o liberou da prisão, pois justiça seja feita, sem ele a quarta guerra nunca teria tido final feliz e todos estariam presos num genjutso eterno. Entretanto, foi decretado que Sasuke não poderia deixar a vila por todo um ano e ficaria vinte e quatro horas sob o olhar vigilante do esquadrão de elite especializado ou alguém designado e qualificado.

Ele queria sair numa tal viagem de redenção, mas alegaram que se o fizesse seria declarado nukkenin novamente. A escolha era dele. Assim Sasuke deu outro rumo a sua vida, e, traçou um plano simples. Decidiu que reconstruiria seu clã e mesmo sendo doloroso para ele, pediu a Kakashi permissão para reestruturar o distrito Uchiha.

Assim, já havia passado um mês desde a guerra, e, desde que Sasuke voltava a morar no distrito Uchiha. Raramente se viam, tendo em vista que ela estava muito ocupada devido as intensas baixas e doentes depois da guerra.

Sakura estava cansada, passara os dias no hospital fazendo operações extremamente difíceis e emitindo chakra em muito doentes. Um deles era Neji que ainda estava em coma. Depois que o Hyūga prostrou-se a frente da prima recebendo as estacas pelo corpo, Sakura correu a ele e prestou os primeiros socorros. Hinata havia dito que nesta hora seus olhos mudaram de cor, de verdes para violetas, contudo, ela não se ateve a isto. Afirmou que a Hyūga estava afetada e poderia ter visto coisas onde não existiam. O assunto foi enterrado e esquecido ali; pelo menos por hora.

Todos desacreditaram que Neji iria sobreviver já que havia órgãos internos já mortos, mas ela ignorou tudo e todos e o curou refazendo seus músculos e alguns órgãos. Sakura praticamente o trouxe de volta a vida e até mesmo Tsunade ficou impressionada, sem entender de onde ela havia tirado aquele chakra poderoso de cura e como havia conseguido recriar tecidos e órgãos internos destruídos.

Depois disto, o belo Hyūga entrara em coma e encontrava-se no hospital sedado e preso a aparelhos nas veias. Todos os dias a rosada despendia de seu chakra para cura-lo e deixa-lo bem novamente. Assim, logo após um cansativo dia, ligeiramente abatida Sakura sem notar acabou parando em frente ao distrito Uchiha.

— Sakura? — a voz grave fez seu corpo tremer. — O que faz aqui? — gostaria de responder, mas ela não sabia, seus pés haviam a levado até lá, entretanto, disse a primeira coisa coerente que lhe veio a mente.

— Vim... Saber se estava tudo bem com você — disse envergonhada, rodando os dedos indicadores um no outro, sentindo as bochechas corarem fazendo Sasuke sorrir torto e malicioso. Certamente, ele pensara em algo inapropriado e imoral, mas a rosada não se preocupou com isto no momento.

Em suas lembranças, Sakura arrependia-se por ter ido à frente do distrito naquele dia, se não o tivesse feito nada daquilo teria acontecido.

As lembranças trouxeram um aperto em seu coração estraçalhado…

Sakura franziu o semblante e balançou a cabeça de um lado para o outro tentando esquecer o ocorrido, mas não conseguia; ainda era por demais, recente.

Ele a induziu a dizer que queria se entregar, entretanto, se fosse analisar a verdade nua e crua, ela não sentia-se preparada, não era o que queria realmente.

Traumático, doloroso, sem nenhum prazer...

Horrível...

Isto era um fato!

Nenhum toque delicado, nenhum amor, nenhuma preparação.

Sentiu-se violentada, invadida. Seus olhos marejaram.

Ele foi bruto, um animal selvagem, enterrando-se de uma vez sem nenhuma parcimônia ou preparação. Lágrimas doloridas escorreram de seus olhos quando o lacre virginal foi rompido e o sangue manchou os lençóis de algodão cru, impregnados ali para sempre com a prova de sua pureza, tingindo o branco com seu fluido sofrido.

— Espere um pouco para que eu me acostume — ela pediu.

— Aguente! — simplesmente isto e começou a estoca-la…

A voz grave em seu ouvido ainda era presente. Agora menos, mas ainda presente. Balançou novamente a cabeça de um lado para o outro para afastar as lembranças.

— Saia da minha cabeça, seu cretino miserável — resmungou alto.

Não houve nenhum prazer para Sakura, somente dor. Ele não esperou o tempo para que se acostumasse, foi logo a estocando sem nenhum cuidado enquanto ela chorava e convulsionava em desespero, implorando que ele parasse sobre o manto das lágrimas violentas de sua dor.

— Pare Sasuke, está me machucando! — ela pedia em prantos.

— Tarde de mais, você veio aqui, você me procurou. Agora aguente, vou até o fim — disse rouco estocando-a brutalmente como um cavalo desenfreado.

Não foi assim que ela sempre sonhou, não era isto que ela queria. Não houve nem ao menos o toque de seus lábios nos dela, não existiram beijos, ali somente havia os instintos masculinos desgovernados que gritavam e ardiam para satisfazerem-se em sua carne macia e tenra.

Um verdadeiro canalha insensível…

Mesmo assim, depois de tudo isto, ela ainda afirmava para si mesma que o amava e em nome deste amor doentio aguentaria as estocadas sem carinho todos os dias.

Suspirou novamente, vendo o próprio peito subir e descer, nervosa por lembrar-se dos momentos quando acordou no dia seguinte ao coito doloroso.

Suas pernas estavam ainda doendo e bambas quando o sentiu levantar com o mesmo semblante frio como o mármore duro.

Sasuke-kun? Aonde vai? — sorriu tentando esconder o nervoso que veio subindo por sua coluna já antevendo o pior.

O moreno a sua frente simplesmente não disse nada, continuou num processo lento de se vestir.

— Sasuke-kun? — sua voz saiu como um murmúrio angustiante em súplica.

— Tcs... — o muxoxo estalado feio seguido de um rosto de nojo — Como você é irritante, Sakura!  Vá para sua casa e me esqueça, agora que já conseguiu o que queria.

— Mas... Como assim? Achei que íamos ficar juntos, enfim!

— Achou muito, muito errado. Não sinto nada por você além de desprezo. Você é fraca. Sem comentar que nem pertence a algum clã e não passa de uma kunoichi corriqueira e inferior, muito inferior a mim por sinal. Não é digna de carregar o sobrenome Uchiha. Como achou que eu pensaria em reconstruir meu grande clã com uma mosca morta insignificante e emocionalmente fraca como você, garota sem atrativos, chorona e intragável? Fiz isto para que me deixasse em paz, agora, embora — ordenou com um rosnado e apontando a porta.

A rosada, trêmula, não conseguiu falar nada. Sentiu-se humilhada, arrasada, suja, mas mesmo assim, mesmo ele a acusando de chorosa, não conseguiu conter as lágrimas que lhe escorreram dos olhos como um tsuname desenfreado.

— Adeus, Haruno. Deixe-me em paz e saia da minha casa — disse frio.

As recordações, desta vez, não a fizeram chorar, entretanto das outras inúmeras e incontáveis vezes, chorou como uma criança órfã, não exatamente por ele tê-la deixado novamente, mas sim por ela mesmo ter se permitido entregar a um ser tão insensível e egoísta. Na verdade, ela gostava de se enganar auto afirmando que ele havia a deixado, entretanto, a verdade era que ele nunca a deixou já que ela nunca fora nada dele. A lógica era esta! No fundo, ela havia sido a verdadeira culpada…

Ela riu da própria idiotice, concluindo tal fato obvio!

Ninguém em sã consciência desmerecia-se assim como ela fazia. Sasuke tentara a matar duas vezes, sempre a humilhou e a repeliu. Por que raios, então, ela corria atrás dele como um cão adestrado?

Não...

Bastava!

A obsessão que ela nutria pelo Uchiha, acabaria ali. Ela estava completamente focada nisto e este era seu novo objetivo, libertar-se.

Ela decidiu procurar um acompanhamento psicológico e desde o fatídico dia, estava frequentando às escondidas dos olhos de todos.

Durante as terapias, acabou descobrindo que tudo aquilo que se submetia era causado por baixa auto estima, devido aos constantes maus tratos de quando criança. Percebeu que dentro dela resíduos emocionais infantis faziam com que se sentisse excluída, inferior. Percebeu que precisava resolver estes problemas para realmente seguir em frente, para ser alguém que foi destinada a ser, para sentir-se inteira e mulher. As terapias eram feitas com regressão ao subconsciente e por muitas e muitas vezes, seu choro ecoava por horas sem fim na sala do médico especialista.

Desde que decidira se reconstruir fazendo aquele tratamento intensivo, já havia se passado alguns intensos meses. Mesmo sendo pouco mais do que três meses, aqueles foram os mais intensos dias de sua vida. Nunca, nem sequer imaginou, fazer este tipo de terapia cansaria tanto. Muitas vezes, sentia-se esgotada, completamente dolorida, com os músculos esmagados e sem energia. Mas ao final de toda as sessões, era outra mulher.

E sentia-se cada vez mais livre, cada vez mais flutuante, cada vez melhor, mas ainda o problema traumático causado pelo moreno arrebatava seu interior, mas aquilo iria desaparecer completamente. Conseguiria ser ela mesma. Ela era forte, entretanto, por enquanto, somente ela sabia o quanto. Estava se descobrindo a cada instante.

Olhou novamente para as folhas que se desprendiam dos galhos e um pensamento engraçado fez com que elevasse os dedos indicadores.

"Gostaria de ver estas folhas dançando mais ao sabor o vento" Pensou e movimentou os dedos mostrando como deveria acontecer.

O vento parecendo ouvir a seu chamado, movimentou-se conforme seus indicadores.

— Isso é uma piada? — ela sentou-se exasperada, assustada com o que acabara de presenciar.

Elevou novamente as mãos e com uma nova ordem mexeu com o vento para constatar novamente que ele a obedecia!

— Como isto é possível? — perguntou-se nervosa e saltou ficando de pé. — O que isto significa? Eu nunca controlei o vento, como agora isto poderia acontecer?

Aquilo a perturbou, nunca ouviu falar que seus pais tivessem qualquer habilidade semelhante. Claro, isto não significava nada, mas nenhum dos dois mostrava nada de excepcional.

Decidiu ficar em silêncio e pesquisar por si só para tentar entender o que acontecia consigo. Assim, levantou-se e tranquilamente caminhou até a biblioteca.

No meio do caminho, viu Ino sendo guiada por Sasuke pela cintura. Abaixou os olhos, lembrando-se de suas duras palavras: Você nem pertence a algum clã e não passa de uma kunoichi normal e inferior, muito inferior a mim. Não é digna para pertencer ao meu clã! Como achou que eu pensaria em reconstruir o grande clã Uchiha com uma insignificante e emocionalmente fraca como você, garota sem atrativos, chorona e irritante?

Elas tomavam proporções gigantescas agora. Entretanto, não iria mais se sentir humilhada, afinal, foram muitos dias se encarando para concluir que ela era importante e essencial para ela mesma. Isto ninguém poderia tirar. Contudo, ainda assim, era difícil não ouvir as palavras de Sasuke.

Corajosamente, ignorou o casal enquanto repetia para si mesma como um mantra: “Eu sou forte”.

Sentia a nuca arder sob olhares curiosos dos habitantes da vila que perguntavam-se e falavam coisas desnecessárias sobre ela. Para não encontrar com os olhos azuis vencedores da loira que vivia orgulhosa, gabando-se por ter conseguido esquentar a cama do Uchiha todas as noites, encarou o chão e correu para a biblioteca.

Começaria naquele instante, uma pesquisa em busca do que poderia estar acontecendo com ela.

Começou uma extensa pesquisa sobre ninjas que desenvolviam elementos tardiamente. Os livros eram muitos, e, concluiu que existiam incontáveis tipos de ninjas e era muito frequente os que se desenvolviam tardiamente. Todo o conteúdo que lia levava-a a crer que ela poderia ser um caso destes. Resolveu visitar os pais naquele dia para tentar saber mais sobre seus avós e bisavós, já que este assunto era algo praticamente proibido em sua família e ela nem ao menos sabia o nome dos parentes.

— Pesquisando, feiosa? — a voz insossa acompanhada pelo sorrisinho debochado a tirou de suas conclusões.

— Sim, estou com alguns problemas, lámen cru! — sorriu fechando os olhos.

— Vou ver o Naruto hoje, quer me acompanhar? — disse ele de forma despretensiosa, e, sorriu em retorno ouvindo o apelido oferecido por ela. Depois de tanto tempo de convívio adorava que ela o chamasse assim, concluiu que era carinhoso.

— Sim, acho que será divertido, aposto que aquele encrenqueiro está tendo algumas dificuldades.

Sai sentou-se a sua frente, observando a rosada que agora tinha ligeiras olheiras abaixo dos olhos verdes. Ela o encarou e tentou sorrir, entretanto, Sai era o mestre em sorrisos falsos e ficou calado entendendo o profundo significado daquilo.

— A shishō está um pouco empacada na pesquisa para fazer o implante do braço de Naruto-kun e de... Bem... Do Uchiha.

Sai arregalou os olhos, sem acreditar que ela já não se referia a ele mais por Sasuke-kun... Nem mesmo Sasuke, restou agora somente o nome do clã. Com o tempo Sai passou a perceber os limites de suas brincadeiras e desta vez demonstrou uma sensibilidade que nunca imaginou que tinha. Ele sabia o quanto ela sofrera por seu antigo companheiro de equipe, e mesmo ela sendo muito fechada, notou que algo sério acontecera. Obviamente, também notou que Ino passeava a tira colo com o Uchiha para cima e para baixo e concluiu que isto a feria e magoava sobremaneira, assim como a ele também, já que a loira literalmente o dispensou para que assim pudesse ficar noiva do Uchiha.

— Você sabe? Eu gosto de implicar com você, mas na verdade, acho você linda — disse com a voz insossa de sempre e o olhar vago.

Sakura piscou algumas vezes e o encarou para tentar entender se aquilo era alguma espécie de cantada, mas no olhar de Sai só conseguia ver pureza e verdade.

— É pra você saber que o Sasuke fez a escolha errada. Acho você muito melhor que a Ino.

— Obrigada, Sai — disse. — Juro que achei que gostava daquela porca.

— Eu... — ele desviou os olhos — acho que gosto, mas ela... Preferiu ele — deu de ombros. — Quando vamos ver o Naruto? — mudou de assunto, fazendo Sakura perceber que aquele noivado de Sasuke e Ino estava magoando outras pessoas além dela.

— Pode ser agora, acho que aquele idiota não deve estar conseguindo se virar com um braço só.

— Então, vamos? — estendeu uma mão para Sakura se levantar. Se não considerasse Sai tão irmão dela quanto Naruto poderia até cogitar a ideia de ter um affer com o shinobi, mas tinha certeza que eles não eram compatíveis e ele também parecia saber disto.

Saíram conversando displicentemente indo em direção à casa do loiro que estava afastado das missões até ter as condições para não por a própria vida em risco.

Bateram à porta e o barulho de uma explosão e coisas caindo fez Sakura arromba-la, nervosa. Encontraram o loiro coberto por uma pilha de macarrão quente em cima gritando e esperneando.

— Naruto? Por amor de Kami, está tentando se matar, seu imbecil? — Sakura disse com a veia saltando da testa.

Quente... Quente... Quente...  — Ele gritava dando saltinhos sobre uma perna só.

— Bem que você disse, feiosa!

— Vem aqui, sua anta destrambelhada — ruminou Sakura com a mesma veia saltada na testa.

E Sakura passou a curar o amigo enquanto Sai falava algo sobre o novo livro que estava lendo, um exemplar de uma edição especial, ilustrado, que o Hokage havia o presenteado afirmando ser o melhor livro do mundo. De repente, Naruto e a rosada entreolharam-se já sabendo exatamente a que livro Sai se referia.

— Não, Kakashi sensei não pode ter feito isso! — murmurou irritada e Sai olhou-os sem entender. — Sério que aquele Hokage pervertido quer sujar a mente pura e virginal do Sai com aqueles romances pornográficos? — arfou irritada.

— Bem... o Hokage disse que um  homem precisa conhecer algumas coisas e confesso que sinto algo estranho se mexendo aqui embaixo quando leio, principalmente quando vejo as ilustrações — apontou para o membro, um pouco sem jeito.

A rosada revirou os olhos, impaciente e nervosa. Aquele assunto — sexo — a perturbava, afinal, ela só não podia chamar aquilo de estupro porque ela mesma foi caminhando até a frente da porta do moreno. Os momentos que teve de algo que poderia ser um romance não fora em nada lindo, muito menos romântico, assim, ela não se sentia muito a vontade para falar sobre nada que fizesse referência ao tema.

— Vou deixar vocês, homens, conversando sobre este tópico, recuso-me a participar.

— Ei, Calma Sakura-chan! — a voz rouca de Naruto chamou-lhe a atenção e ambos os rapazes notaram o quanto ela estava nervosa ao tocar na questão. — Sakura-chan, o que aquele teme estupido fez a você? — Naruto tocou bem na ferida, franzindo o semblante.

É certo que Naruto, às vezes, surpreendia com as tiradas acertadas e do nada. Às vezes ela se perguntava se o loiro possuía alguma espécie de anjo da guarda que lhe ditava algumas coisas.

Os olhos verdes, mesmo a contra gosto, começaram a lacrimejar e ela virou-se de costas para que assim, não a vissem chorar, parecendo ser fraca. Os rapazes entreolharam-se tendo, agora, a certeza que algo muito sério havia acontecido.

— Não me peça para falar sobre isto, Naruto. Não me sinto preparada — sentiu-se ser abraçada pelo loiro para depois sentir um beijo afetuoso estalado em sua testa.

— Droga, Naruto. Por que eu não me apaixonei por você ou pelo Sai? Por que vocês pra mim são como irmãos?

— Relaxa, princesa. Estamos aqui para você, quando se sentir a vontade e quiser falar sobre o que aconteceu, estamos esperando, não é Sai? — sorriu.

— Sim — o moreninho disse sorrindo.

— Obrigada, meus amigos — deu um saltinho. — Vou andando, preciso visitar meus pais. Há coisas que estão acontecendo comigo e preciso de algumas respostas.

Disse antes de sair e seguir para a casa onde vivera quando mais nova...

Continua...

 


Notas Finais


Próximo capítulo:

“— Talvez os horrores da guerra tenha acelerado seu despertar — sua mãe que até então estava calada e a ouvir, opinou.

— Acho que tem razão. Esta experiência traumática e o desejo de ajudar seus amigos despertaram seu doujutso.”


Tananananananananana…

O que vcs acham? Sasuke foi egoísta e só quis se satisfazer… Depois de desvirgina-la sem nem ao menos beija-la, ele a humilhou e a jogou fora.

Saibam que ele vai aprontar muito… Oh, se vai… Só não vou contar, sou má, vão ter que ler pra saber.

Sakura… o que será que está acontecendo com ela? O que será estes jutsos novos?

Palpites?

Bejinhos da Kah-chan


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