1. Spirit Fanfics >
  2. Flor de outono - Imagine Hoseok >
  3. Primeiro capítulo - Imagine Hoseok.

História Flor de outono - Imagine Hoseok - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!♡

Capítulo 1 - Primeiro capítulo - Imagine Hoseok.


Fanfic / Fanfiction Flor de outono - Imagine Hoseok - Capítulo 1 - Primeiro capítulo - Imagine Hoseok.

Prólogo

「❀」 Flor de outono


Odiava quando meus pais brigavam. Era uma tortura ter que aguentar aquele clima na casa. Pelo menos íamos viajar naquele mês, meu pai já havia pago tudo então seria mancada não ir... Ou na pior das hipóteses só estavam fazendo aquilo para nos distrair em meio as brigas. Nos preparamos à noite e na manhã seguinte fomos. Yara estava tão feliz, só sabia me falar de seu suposto namorado e que queria que nossos pais o conhecesse, coisas que para mim parecia bobeira. Eu só pensava em: Jogar, escutar músicas e dormir depois da aula. Yara era boba as vezes por pensar tanto em garotos. 

 Durante o caminho minha mãe estava tão calada, parecia triste. Arranquei uma folha e fiz uma florzinha de horigami com um papel do caderno que eu desenhava durante o percurso. A entreguei. 

- Mãe, você está desanimada para a viagem? - Perguntei logo em seguida.

- Não filha. Não tive uma boa noite de sono.

- Ahh... "Que bom" - Fiz aspas com os dedos - Não gosto de te ver triste - Ela sorriu e lançou um beijo para mim, retribui fazendo o mesmo. 
 O celular de meu pai começou a tocar, antes que ele pudesse mamãe pegou o aparelho, vizualizou a telinha e jogou o celular pela estrada depois de alguns segundos. Fiquei sem entender, mas pelo clima que estávamos desde ontém sabia que não era coisa boa.

- Você é um ordinário! Deveria ter te traído com o seu chefe assim que tive oportunidade. - Disse gritado. Yara segurou em minha mão como forma de conforto. Não nos intrometiamos em brigas de nossos pais, então ela sempre cuidava de mim e tentava me dizer que ia ficar tudo bem, que nossa família não acabaria por uma briguinha.


- Você tá ficando louca? Era a secretária me ligando. Como vou sustentar a família se não trabalhar? - Também não abaixou o tom.

- Secretária com o contato salvo como amor? Você tá me traindo com essas vagabundas do seu trabalho e não é a primeira vez.

- "Amor"? É apenas um apelido que nós da empresa a chamámos. Você se tornou uma velha amargurada e insegura, desse jeito vai acabar com a nossa família.

- Cala boca! Eu não pedi justificativas para essa merda que você anda fazendo seu cretino. Não vem por a culpa em mim de coisas que você sempre fez - Depois disso só lembro de papai perder o controle do carro. Acordei no hospital. Eu e Yara não tivemos ferimentos graves, já nossos pais morreram naquela manhã enquanto brigavam.

Capítulo um

「❀」 Flor de outono

- Senhorita - Me virei em direção a voz.


- Sim! Em que posso lhe ajudar? - Perguntei educadamente ao senhorzinho que trabalhava ali a um bom tempo.


- Na verdade, eu vim lhe entregar uma carta - Sorri e estendi as mãos generosamente.

Sempre deixei bem claro que não gostava de ser tão paparicada ali. Eu mesma poderia buscar aquela carta sem atrapalhar nenhum zelador ou qualquer outra pessoa que trabalhasse comigo. Mas ele foi gentil em pegá-la. Ele me entregou o envelope. Desejei um bom dia e fui para o camarim me arrumar; Trabalhava como jornalista e apresentava um programa a mais ou menos quatro anos.

Enquanto a cabeleireira fazia o meu cabelo eu abri a carta; Fotos antigas, flores secas e um colar. 

Poxa, isso me lembra alguém do passado... Mas não pode ser. Pensei.

Carta: Eu nunca serei como uma flor de outono. Sempre quis ser a sua primavera, mas parece que você cresceu, se tornou uma flor de outono para mim. Talvez todos nós sejamos flores de outono. - Meu Deus! - Gritei ao ler aquilo. 

-Está tudo bem? Te queimei, meu bem? - A cabelereira me perguntou. Fiz que não com a cabeça. - Me desculpa perguntar... Mas o que tem nessa carta que te deixou tão assustada?

- Está tudo bem se eu não dizer? É que... São coisas do meu passado.

- Ah tudo bem, me desculpe novamente. - Ninguém tocava nesse assunto, preferia assim. Quando terminei de me arrumar fui para o local aonde eu e Stella apresentava um programa. Eu me sentia bem ali falando aquelas coisas enquanto apresentava e me orgulhava de ter conseguido chegar onde queria. Era um programa voltado ao público jovem, aonde comentavamos sobre: Músicas, filmes, novelas e séries. As vezes recebíamos alguns famosos ali, mas era mais eu e Stella apresentando o programa.



Stella se engasgou com seu chá ao contar a ela e o mostrar a carta que eu havia recebido - Você ainda ama ele? Porque parece que ele te ama. Como ele te encontrou?

- Eu não ligo se ele me ama ou como me encontrou. Deixei tudo para trás. Não quero me envolver com ninguém, já tenho muitas coisas para resolver.

- Vai acabar adoecendo se levar uma vida tão pesada. - Disse roubando um de meus cookies.

- Sua língua irá cair se continuar cuidando da minha vida - Sorri simples e ela revirou os olhos dando uma mordida no biscoito. Tomamos nosso chá e depois fomos dar uma volta pela cidade para fazer compras.


- Queria que você fosse menos fechada em relação ao que sente - Quebrou o silêncio entre nós. Estávamos em um corredor de incensos da lojinha que eu diria ser alternativa ??? Tinha de tudo ali.

- Você se encomoda com isso? 

- Na verdade sinto que você não confia em mim...

- Eu sou assim com todo mundo. Não é algo pessoal até porque você é minha melhor amiga, Stella.

- Mas você parece triste em relação ao que sente e nunca me conta o que está se passando.

- Eu prefiro guardar para mim, seria difícil para você entender. Mas eu consigo me resolver desse jeitinho, fica tranquila - A abracei de lado. Depois de horas entrando em todas as lojas que víamos, eu e Stella fomos para casa exaustas carregando várias sacolas. 

Ao chegarmos guardamos as compras, depois fui para o meu quarto; Moravamos juntas a um ano. Stella era praticamente uma irmã para mim. Depois de tantas decepções com família descobri que não precisamos de um ligamento sanguíneo para sermos irmãs, primas ou parentes. Nossa ligação era algo maravilhoso e haviamos nos tornado tão próximas assim em dois anos. Então o que são seus 20 anos ao lado de sua irmã?

Sai de meus pensamentos ao escutar a voz dela. 

- Amiga, o que eu uso para sair com um cara? - Ela estava com várias roupas em seu braço.

- Você não vai sair, não quero te perder para ele - Disse abraçando sua cintura. A encarei fazendo biquinho e ela riu.

- Eu nunca vou te abandonar! 

- Se for ficar com ele usa preservativo - Eu disse mudando de assunto e ela novamente riu.


-  Parace até a mãe de uma adolescente que vai sair pela primeira vez com o namorado.

- Tenho que te avisar.

Demos risada das bobeiras que eu falava  enquanto ela foi se arrumando. Na hora de ir eu disse que se precisasse poderia me ligar, independente do horário iria atende-la. Já sozinha em casa eu não conseguia esquecer aquela bendita carta.

- Se não amo ele, por que estou tão interessada? - Respirei fundo. Fechei os olhos, me virei para o conto da cama para tentar dormir, mas não demorou muito para eu esta sentada no sofá da sala lendo aquela carta novamente feito uma boba apaixonada.

Abracei aquele papel feito uma estranha e acidentalmente senti o cheiro que havia no mesmo, era o seu perfume. Junto ao aroma me veio lembranças, que infelizmente não me fizeram tão bem já que Yara sempre estava no meio estragando tudo. Senti meus olhos se encherem d'água, tentei segurar, mas acabei chorando, me sentindo uma completa idiota por ainda amar Hoseok. Abracei meu joelhos - Não posso esta com saudades de você... - Resmunguei.

Eu poderia mentir para Stella sobre o que sinto, mas nunca poderia mentir para o meu próprio coração, para a minha mente e para o meu corpo todo em si.... Era saudades; Do cheiro, do abraço... e infelizmente do beijo. O beijo que nunca deveria ter acontecido.


Notas Finais


Obrigada por lêr até aqui.˙˚ʚ♡ɞ˚˙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...