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História Flor de Vidro - Capítulo 6


Escrita por: Polo51

Notas do Autor


Boa noite, pessoal. Tudo bem? Já quero avisá-los que não tem como não amar esse capítulo! Quero agradecer a todos que estão comentando, favoritando e acompanhando Flor de Vidro. A presença de vocês sempre torna a história mais divertida.
Boa leitura.

Capítulo 6 - Jantar


Nervoso, era uma palavra que podia perfeitamente definir o estado de Chide. Com um buquê no banco ao lado, junto de uma mochila com algumas roupas e um presente que havia sido cuidadosamente escolhido, dirigia o seu carro rumo à funerária. Diferente das outras vezes, desta estava sem o seu motorista particular para que pudesse retornar quando quisesse no dia seguinte. Seus olhos oceânicos estavam fixos na estrada, dividindo sua atenção entre sua ansiedade e a direção, suas mãos tremiam levemente. Ao olhar para a mochila, sorriu ao imaginar Zhongli recebendo o presente que havia perdido uns bons momentos escolhendo em uma joalheria. Talvez ele não fosse o melhor com joias, tampouco bom com elas; todavia sentia que devia se esforçar por ele. Ainda se lembrava da reação da vendedora quando ele disse que estava procurando aquela joia para um homem, ela achou graça e, ao pensar no amado, ele também sorriu junto.

    Ao chegar na funerária, aproveitou o estacionamento vazio para deixar o seu carro. Com a alça da mochila em um ombro e o buquê de flores de vidro em seu braço, Childe fechou com dificuldade a porta do carro e ao trancá-lo com a chave, caminhou até a porta do estabelecimento, visualizando Aether na porta com um buquê modesto de flores de seda. Como a funerária estava fechada naquele horário da noite e Zhongli deveria estar no andar de cima, não havia ninguém para recepcionar ali embaixo. 

    — Está nervoso para conhecer Zhongli? — Questionou, apropinquando-se do outro, assustando-o. 

    — Boa noite, Senhor Childe. — Cumprimentou envergonhado e abaixou a cabeça, deixando que os fios dourados de sua franja caíssem sobre seus olhos tímidos. — Estou.

— Também estou nervoso para receber a aprovação de Xiao. — Comentou, fazendo o outro achar graça. 

Ambos viraram sua atenção para a porta, quando ouviram o som agudo da chave na fechadura e da tranca recuando, permitindo que o ranger da porta sendo aberta lhe dessem a visão de Zhongli, um tanto descabelado por sinal.

— Perdoem-me pela demora. — Ele proferiu, passando seus dedos sobre os fios de cabelos escuros para alinhá-los. Fora surpreendido, quando simultaneamente os dois buquês lhe foram oferecidos. — Pra mim? Quanta gentileza, rapazes. — Sorriu agradecido, fazendo os outros dois corarem com tanta beleza.

Ao entrarem na funerária, Tartaglia pôde escutar o barulho agitado de música e risadas escandalosas, muito diferente do que era costumeiro naquele lugar tão fúnebre. Ao subirem as escadas juntos e chegarem no segundo andar, seus olhos oceânicos capturaram a imagem de Hu Tao, muito provavelmente já ébria, rindo e jogando cartas com Xiao e um outro garoto, em um estado muito pior, com tranças duplas que lhe caíam ao redor do rosto. 

— Os novos integrantes da família chegaram! — Hu Tao exclamou, deixando que as cartas que estavam em suas mãos caíssem na mesa. Animado, Venti também comemorou, enquanto Xiao somente havia virado o rosto.

    — Eu lamento por isso, não consegui controlá-los. — Zhongli proferiu, enquanto guardava atenciosamente suas flores em jarras de vidro. 

    — Não há motivos para não beber! — Venti proferiu, deveras alegre, trazendo duas taças de vinho em uma mão e a garrafa na outra, já um tanto trêmula, uma para ele e outra para Aether.

— E-eu não posso beber. — O loiro interviu, mas se sentiu ainda mais constrangido quando Venti colocou seu indicador sobre os lábios dele, dizendo para que somente aceitasse.

    — E você, grandão, também não bebe? — O garoto demasiadamente ébrio começou a direcionar suas piadinhas para Childe.

    — Nenhum pouco. — Tartaglia brincou com um sorriso sarcástico, pegando a garrafa de vinho da mão do outro e tomando grande parte do líquido velozmente em um único gole. 

    — Eu gostei desse cara! — Ele falou, apontando e rindo para o outro. — Aonde você conseguiu um desses, Zhongli? 

    — O destino me trouxe. — O mais velho respondeu, aproximando-se e apoiando sua mão no ombro de Tartaglia com um sorriso doce. 

    — Esse destino é muito injusto comigo. — Venti reclamou com uma cara chorosa, que combinava com suas bochechas coradas e a franja desengonçada, indo se sentar ao lado de Hu Tao novamente.

    Childe não compreendia exatamente como aquele garoto se encaixava na família taciturna de Zhongli; porém gostava dele. Ao sentir a cabeça de Zhongli se pender carinhosamente em seu ombro, enquanto os braços dele estavam cruzados, vislumbrando aquela pequena família com seus olhos dourados, aproveitou para lhe acariciar a bela face.

    — Você está lindo. — Tartaglia elogiou, apesar de que o outro estava espetacular como sempre esteve.

    Quando ele levantou o rosto para lhe fitar os olhos, aproveitou para lhe dar um ósculo rápido, meio escondido dos outros, mesmo que soubesse que Xiao estaria lhe fuzilando e repetindo diversas ameaças mentalmente. Ele entraria para aquela família, mesmo que tivesse que lidar com a encarnação demoníaca que Zhongli chamava de filho. 

    — Ei, Aether, como você teve coragem de se aproximar dessa cara amarrada do Xiao? — Venti inquiriu, enchendo ainda mais a sua taça até quase transbordar, fazendo com que as maçãs do rosto loiro se tornassem ainda mais vermelhas; todavia antes que ele respondesse, o outro voltou a falar: — Falando nisso, você não está atormentando o namoradinho do seu pai, né, Xiao? Agora que ele está tão perto de desencalhar.

    — Eu falei para ele não incomodar o cabelinho de cenoura ou o paizinho dele ia morrer solitário. — Hu Tao completou.

    Ao ouvir aquelas palavras, Zhongli cobriu o seu rosto com a sua mão, estava completamente envergonhado do estado pavorosamente ébrio daqueles dois. Tartaglia riu alto com aquela dupla, mais que dinâmica, e aproveitou para se juntar a eles e, ao se sentar à mesa, ficou coincidentemente de frente para Xiao. Ainda com o sorriso em seus lábios, desviou seus olhos azulados para Venti e Hu Tao, enquanto Zhongli se sentava ao seu lado. 

    — Com o que você trabalha, cenourinha? — O garoto questionou e, naquele instante, todos se entreolharam, com exceção de Aether. Ele simplesmente não podia responder que era filho da máfia na frente de um cidadão comum.

    — Ele é um herdeiro, Venti. — Zhongli respondeu, como se falasse em uma espécie de código, enquanto derramava o vinho em sua taça.

    — Ah, sim. Que irônico. — Comentou, fazendo com que Tartaglia o olhasse desconfiado. Havia muita coisa enterrada naquela família.

    — E o que você faz? — Childe inquiriu, estreitando seus olhos oceânicos.

    — Ainda bem que você perguntou! — Ele exclamou, colocando um de seus pés sobre a mesa, fazendo com que Zhongli resmungasse: “Ah, não”. — Eu sou músico! Cadê a minha lira? — Inquiriu-se, tateando o corpo como se procurasse por ela, o que era matematicamente impossível ela estar ali, nos bolsos pequenos dele.

    — Canta, Venti, Canta! — Hu Tao proferiu animada, incitando o outro.

    — Claro, minha madame! 

    Até aquele momento, Tartaglia estava achando que aquilo era piada; contudo ao ouvir a voz melódica de Venti, surpreendeu-se. A voz dele era doce e melódica, belamente afinada. Ao vislumbrar a face de Zhongli notou, que apesar da reclamação, ele sorria afavelmente, parecendo ter muito orgulho da sua família, e suas bochechas estavam adoravelmente coradas. Com um suspiro, pegou-se pensando em como amava aquele homem. Tomado por uma súbita confiança, provavelmente adquirida pelo vinho, segurou a mão do outro e o levantou da mesa, retirando-o para dançar. Surpreso com a atitude do outro, Zhongli errou os primeiros passos; porém ao se acostumar com a ideia, demonstrou ser um assíduo dançarino, comandando aquele bailar, mesmo que a mão de Tartaglia estivesse firme em sua cintura. Com passos ágeis e habilidosos, o pequeno espaço da sala de estar foi o suficiente para o espetáculo. Childe não era exatamente um mestre na dança, mas se entusiasmava ao ter o corpo do outro tão colado ao seu, sendo embalado pelo perfume do álcool e pela habilidade tão perspicaz dele. Quando ele rodopiava elegantemente em seus braços, seus olhos oceânicos vibravam de tanta paixão.

    Inspirado por aquele gesto tão belo, Aether aproveitou para pousar delicadamente sua mão sobre a de Xiao que, tão transtornado com a ousadia de Childe, surpreendeu-se com o avanço do loiro. Olhou-o imediatamente, notando como os olhos dele brilhavam quase como em súplica. Aproveitando a distração dos outros, enlaçou seus dedos nos do loiro e o puxou em direção às escadas para saírem da casa e da funerária. Lá fora, havia uma chuva fina e branda, que umedecia a calçada que refletia a luz dos postes.  Com o coração retumbando forte em seu peito, Xiao enroscou seus dedos nos fios de cabelos louros do outro e osculou seus lábios. Apesar de tanto tormento, naquele momento ele notou que Aether era um porto seguro, assim como a sua família também era e se ele tinha o direito de ter encontrado o seu, deveria permitir que seu pai também o tivesse. Quando seus lábios se separaram, o loiro, sem confiança para visualizar o outro em seus olhos, abraçou-o, escondendo seu rosto no peito dele. Com o gesto afável, ele não pode deixar de retribuir o carinho e lhe beijar carinhosamente a fronte.

    — Vamos voltar lá para cima. — Xiao proferiu e, ao perceber o outro assentir, entraram novamente na funerária.

    Ao terminarem de subir as escadas, com as mãos enlaçadas, os olhos dourados de Xiao se expandiram irritados e seus dedos apertaram fortemente a mão de Aether ao visualizar Tartaglia beijar apaixonadamente o seu pai, enquanto Venti terminava de cantar, o que indicava que eles haviam finalizado a sua dança.

    — Childe. — Zhongli proferiu, rindo amavelmente, ao separar de seus lábios.

    Sentindo a felicidade irradiar de seu corpo, Tartaglia abraçou ainda mais fortemente o corpo do outro, enquanto gargalhava, sem conseguir conter todo o seu amor. O outro também ria, mas ao visualizar Xiao no início das escadas, o seu sorriso se desfez preocupado; porém se surpreendeu ao ver o outro balançar a cabeça positivamente, apesar de toda a maré de forças que lutavam dentro de si. Talvez aquilo não significasse que ele ia aceitar totalmente Childe em sua família, mas que ia tentar, nem que fosse o mínimo, pelo seu amado pai. Ao final da música, Hu Tao caprichou nos elogios, assobios e palmas, fazendo com que Venti agradecesse, mesmo que os aplausos fossem para o casal. 

    — Vamos abrir outra garrafa para comemorar! — Venti exclamou extremamente animado, esticando-se para pegar outro vinho.

    — Não, chega! — Zhongli interrompeu, ainda rindo de toda aquela euforia que havia explodido em si, pegando a garrafa antes do outro. — Não quero ter de enterrar ninguém hoje. 

    — Nem de mau humor, você deixaria que eu morresse. — Ele proferiu, mas Childe notou uma dose melancólica na sua fala, assim como o olhar que ele e Zhongli trocaram, cheios de memórias de um passado que Tartaglia não conseguia compreender.

    — Xiao, eu preciso ir. — Aether aproveitou o clima levemente tenso, para falar com o outro.

    — Eu te levo até em casa. — Ele respondeu, balançando positivamente a cabeça.

    Envergonhado, o loiro se aproximou de Zhongli, notando como ele estava com os fios de cabelos escuros desalinhados e com um sorriso insistente no rosto. Céus, jamais havia visto o pai de Xiao daquele jeito, sequer podia imaginá-lo comandando a funerária que estava debaixo dos seus pés. Talvez a imagem do Senhor Zhongli dançarino não saísse tão cedo da sua cabeça. 

    — Muito obrigado por ter me recebido, Senhor Zhongli. — Ele chamou a atenção do outro.

    — Foi um prazer te conhecer, Aether. Espero te ver mais vezes por aqui. — Proferiu, fazendo com que um sorriso tímido nascesse no rosto envergonhado dele.

    Ao se voltar para Xiao, os dois desceram juntos as escadas para saírem da funerária. Não ouvindo mais os passos dos mais novos, Childe aproveitou para abraçar Zhongli por trás, fazendo com que um arrepio lhe corresse a espinha.

    — Acho que está na hora de colocar as crianças para dormir. — Tartaglia proferiu, olhando debochado para os outros dois, por cima do ombro de seu amado. Simultaneamente, Hu Tao e Venti caíram na risada juntos. 

    — Agora que a festa acabou aqui, eu e Venti vamos para o bar. — A garota falou, pondo-se de pé com dificuldade, junto com o amigo.

    — Não, não vão. — Zhongli interferiu, encarando-os com uma sobrancelha levantada, fazendo com que Tartaglia risse atrás dele. — Xiao levou uma chave e a outra está comigo. — Disse, retirando a chave do bolso e a equilibrando com dois dedos. — Vão se retirar para dormir. — Ordenou, apontando para o corredor, onde ficavam os quartos.

    Resmungando e xingando o mais velho, a famosa dupla se retirou, cambaleando com muita dificuldade, tropeçando nos próprios pés e esbarrando no outro. Quando já estavam mais longe, Zhongli deixou que uma risada escapasse.

    — Acho que formamos uma ótima família. — Childe proferiu, osculando o pescoço pálido do outro, fazendo com que ele concordasse.

    — Eu preciso descansar também. — Comentou, começando a andar em direção ao seus aposentos. — Você não vem? — Perguntou, fazendo com que o outro sorrisse com o convite que tanto esperava. 

    Sem mais delongas, Tartaglia pegou a sua mochila com as suas roupas e seguiu com o outro para a suíte. Ao entrar no quarto por último, Childe fechou delicadamente a porta de madeira. Seus lábios se entreabiram involuntariamente ao ver os dedos pálidos de Zhongli desabotoarem os botões da sua camisa branca e, ao deixá-la escorregar pelo seu corpo, o outro viu algo que jamais imaginaria: tantas cicatrizes no peito alvo e forte, assim como ele mesmo tinha tantas; porém uma se sobressaia no flanco direito. Apropinquou-se dele, tocando-lhe delicadamente a cicatriz que tanto o chamava a atenção; mas sem quebrar o transe que havia entre seus olhos. Ele podia se perder naquela imensidão dourada a noite inteira. Hipnotizado por todo aquele magnetismo, levou sua mão até os lábios dele, alisando aquela superfície tão macia, para logo selar seus lábios. Childe havia alcançado uma parte da sua vida que não desejava perder, que lhe distanciava cada vez mais da sua realidade sanguinária. Realidade esta que queria que fosse estilhaçada do seu futuro.  Ao separar suas bocas, Tartaglia colocou sua mão no peito desnudo dele, sentindo as velhas cicatrizes, empurrando-o suavemente em direção a cama. 

    Ao encontro de suas costas com o colchão fofo, Zhongli vislumbrou a cena de Childe, em cima de si, retirando sua camisa, ainda sem desfazer seus olhares fixos. O corpo dele também era tão marcado quanto o seu, corpos marcados pela violência. Mesmo que houvesse insegurança acerca das suas cicatrizes, havia fatos que não podiam ser enterrados, principalmente aqueles estampados tão cruelmente na pele. Ele se sentia encarando um abismo, sem saber o que podia acontecer com o próximo passo e, mesmo assim, ele resolveu se aventurar naquela noite com Childe, mesmo com tantas memórias que lhe assombravam. 

    

    …

 

    Xiao e Aether andavam lado a lado na calçada, sendo banhados pela chuva fina que despencava suavemente dos céus escuros. Discretamente, o loiro aproveitava para vislumbrar a beleza do outro, que mantinha seus olhos fixos no horizonte. Não faltava muito para que chegassem em sua casa e ele tentava pensar em um assunto para iniciar a conversa.

    — O seu pai é muito gentil. — Começou a proferir e sorriu ao ver um pequeno sorriso no rosto do outro.

    — Ele é, mas nem sempre foi assim. 

    — Como assim? — Inquiriu curioso, não conseguia imaginar o Senhor Zhongli de outra forma.

    — Meu pai teve um passado árduo. — Respondeu somente. Como Aether detestava aquelas poucas palavras de Xiao que tanto o impediam de começar novos assuntos.

    — É por isso que você se preocupa tanto com ele? — Questionou mais uma vez, recebendo somente um aceno positivo como resposta. Por mais imperceptíveis que pudessem parecer as emoções de Xiao, naquele momento lhe era tão óbvio o ressentimento que pousava sobre os seus olhos dourados.

    Normalmente ele estava acostumado com pessoas que preferiam se afastar do que compreender as questões que o envolviam e a sua família, não que Xiao se importasse com esse tipo de pessoa. Aether era diferente, sempre com uma curiosidade e preocupação, que em outros seria insuportável, nele era adorável. Ele se preocupava tanto com os sentimentos do próprio pai, por vezes esquecendo o homem que ele era, que deixava os seus de escanteio. Carinhosamente, embora de forma tímida, enlaçou seus dedos nos do outro que o olhou surpreso, com o rosto corado. Tantas preocupações rondavam a sua mente que Xiao somente esquecia de viver a sua juventude. 

    — Obrigado por estar sempre do meu lado. — Proferiu, ainda de forma baixa, sentindo seu próprio rosto esquentar.

    Os olhos de Aether se dilataram, ele não esperava receber aquelas palavras do outro. Após a surpresa, seu rosto se suavizou em uma expressão amável e, coberto de amor, resolveu abraçar o outro. Ao estar envolto no corpo dele, podia sentir o seu perfume e ouvir como o seu coração retumbava no peito. 

    — Eu quero estar sempre do seu lado. — Falou afavelmente, fazendo com que o outro corasse ainda mais.

    — Como você pode ser tão estupidamente amável? — Questionou, devolvendo o abraço com um pequeno ósculo em sua fronte. 

    O loiro riu, era adorável ver como os sentimentos dele se expressavam de uma forma tão única. Geralmente, Xiao parecia estar sempre cercado de mistérios, mas quanto mais o descobria, mais ele parecia admirável e carinhoso. Amava aquele garoto tão único e aquela família tão incomum que ele possuía. 

 



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