História Flor do Deserto (ShikaTema) - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Personagens Originais, Shikamaru Nara, Temari
Visualizações 33
Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 2 - Tormenta


Fanfic / Fanfiction Flor do Deserto (ShikaTema) - Capítulo 2 - Tormenta

 

Arrependimento, amargura, dor, ódio, amor. Um enorme turbilhão de sentimentos cruza em frente aos meus olhos misturados aquelas malditas memórias que tanto relutei para esquecer. A brisa soa calma balançando com leveza seus cabelos negros e lisos. Prendo-me nele, naqueles olhos castanhos escuros bem contornados por seus longos cílios negros. Shikamaru, a sombra viva dos maiores e melhores sonhos. Quis abraça-lo, enterrar meu rosto em seu peito, inalar seu perfume, me embebedar com o sabor doce de seus lábios.

                Mas não podia.

                Desvio o olhar desconfortável, ele sorri de lado, aproxima-se vagaroso, dou um passo em sua direção, mero pedaço de metal atraída magneticamente pelo enorme imã. Fecho os olhos recuperando minha consciência de volta.

                - O que faz aqui? – digo ríspida.

                - Hum, nada demais, só mais uma missão – dá ombros – acredite, eu não queria estar aqui – suas palavras me atingem em cheio, o ressentimento era nítido em seus olhos, como em sua voz – Só gostaria de um pouco de seu tempo para discutirmos a missão.

                - Missão – repito baixo – podemos ir agora – ofereço.

                Shikamaru solta um riso anasalado, já me dando as costas. Para e me fita de longe com suas pequenas esferas negras cintilantes.

                - Posso esperar até amanhã, Godaime – acena com a cabeça - apenas vim informar minha entrada na vila.         

                Observo-o se afastar a passos lentos, as mãos escondidas em seus bolsos. Respiro fundo três vezes, engolindo o choro entalado na garganta. Olho em direção as lápides cor areia, me ajoelho em frente a eles, deslizo as pontas dos dedos sobre cada uma delas.

                - Vocês viram, não foi? – sussurro – somos estranhos agora. Quando decidi me afastar dele não sabia que doeria tanto revê-lo – enxugo as lágrimas – Mas isso não importa – forço um sorriso – eu tenho que ir agora, tenho alguns documentos para assinar. É meio idiota ser chamada de Godaime Kazekage Temari, nunca imaginei isso, bem, esse era um sonho seu, Gaara – suspiro – quando perguntou que sonhos tenho para o futuro, disse que faria qualquer coisa para ver as pessoas desta vila feliz, nem que tenha que me sacrificar por isso, se me perguntasse hoje, te diria a mesma coisa. Não me arrependo de minhas escolhas, nenhuma delas – ergo a cabeça para o céu em seu profundo azul – gostaria de poder abraça-los, mais uma vez.

                Me levanto, não há mais nada que possa falar, que queira dizer. Engulo qualquer sentimento que deixei exposto.

                Um dia falei de deserto, o deserto que sinto por dentro, me corroendo aos poucos. Deixei de me importar com as pessoas, de ser caridosa ou sorrir para tudo e todos. Meu espírito se tornou tão límpido e vazio quanto as dunas de areia que nos cercam, uma flor inquieta arriscando-se abaixo de um sol escaldante e murchando a noite escondendo-se do frio e a beleza de um enorme céu coberto por estrelas.

                 Ando devagar pelas ruas já quase vazias, visitando uma ou outra barraca, o tempo passa muito mais rápido quando se está de folga, rápido até demais. O sol se punha devagar no horizonte e junto dela a temperatura começa a cair severamente, me encolhi em meus próprios braços esfregando-os com pressa. Sinto um tecido ser posto rapidamente sobre meus braços, viro bruscamente, o sangue ferve em minhas veias ao mesmo tempo que atiro o tecido em direção ao velho.

                - Está me seguindo? – quase grito.

                - Pensei que estava com frio – diz com deboche ignorando completamente meu repúdio.

                - Posso me aquecer sozinha, Roku – digo entre dentes.

                - Não é o que parece.

                - Estou tentando ser o mais civilizada possível contigo. Não teste mais minha paciência – digo entre dentes.

                - Ah, minha querida! – repousa sua mão calejada sobre minha face – Pare de se afastar de mim, eu sei que você me quer tanto quanto eu te quero.

                Espalmo sua mão atraindo a atenção das poucas pessoas que cruzam, não era novidade a minha falta de amizade para com ele, todos são conscientes das falcatruas de No Sabaku Roku.

                - Não diga besteiras, Roku. O único sentimento que terá de minha parte será pena, pena pelo homem miserável que se tornou – volto a andar.

                - Não de as costas para mim, insolente – me puxa pelo braço com violência.

                Levanta a mão em minha direção, estava pronta para intercepta-lo quando outra mão o segura. Um alto suspiro preguiçoso percorre o silêncio entre nós.

                - Não deveria desrespeitar a lei desta aldeia, a não ser que esteja procurando uma forma de ser morto – diz Shikamaru relaxado.

                Roku o olha com raiva, soltando devagar meu pulso.

                - O senhor é muito esperto, No Sabaku Roku – o larga.

                - Garoto insolente, o que Konoha faz se metendo em assuntos particulares de Sunagakure? – cruza os braços em frente ao peito.

                - Além de sermos aliados a muitos anos, estou responsável pela integridade física e psicológica da Godaime Kazekage e ninguém a toca enquanto eu estiver por perto, a não ser é claro, que a mesma permita e não é este o caso, pelo que vejo – sorri de lado sem humor.

                - Desde quando minha noiva precisa de proteção? – rebate com fúria.

                - Noiva? – arqueia a sobrancelha em minha direção.

                Levo as pontas dos dedos as têmporas, estava exausta de ouvir a mesma mentira todos os dias.

                - Pela milésima vez, Roku, nós não somos e jamais seremos noivos – rosno.

                - Minha querida... – ele é interceptado antes que possa chegar a mim.

                - Não ouvi ela autorizar tua aproximação.

                Os dois se entreolham por alguns milésimos.

                - Nos veremos em outra ocasião, Temari, não se esqueça de nossa conversa mais cedo, ainda tem algo que posso arrancar de tuas macias mãos – dirige um olhar nada amigável para o Nara antes de voltar por onde veio com seu xale dobrado sobre o braço.

                Me encolho novamente em meus braços.

                - Obrigada – reverencio.

                - Por que não revidou? – pergunta furioso.

                - Além de ser um idoso teimoso, ele é um cidadão desta aldeia, não posso simplesmente o atacar sem que ele o faça antes – me afasto irritada.

                - E por isso iria deixa-lo te bater?

                - Eu não ia deixa-lo me bater.

                - Não é o que parece – caminho a passos largos na tentativa de me livrar dele, contudo, ele continua em meu encalço.

                - Me deixa em paz.

                - O que ele quer de você? – pergunta.

                - Casamento, poder.

                - Casamento? – repete – Temari, o que está acontecendo aqui?

                - Não é da tua conta.

                - Agora é sou responsável...

                - Eu não pedi auxilio a Konoha – vocifero.

                - Você não, mas Baki sim.

                - E você veio correndo, feito um... um... um cachorro? – paro de andar, precisava olhar para ele neste momento, ver seus lábios se moverem, ouvir o som de sua voz.

                - O que mais poderia fazer? – sussurra – deixar que está aldeia sofra as consequências por incompetência sua?

                - Acha que não posso me defender sozinha, Shinobi estrategista de Konohagakure? – aponto.

                - Se soubesse, esse homem não estaria aqui agora – cutuca minha bochecha inflada com a ponta do dedo anelar como fazia no passado.

                - Eu te odeio.

                - E eu não me importo – finda um longo olhar sobre o céu estrelado – estamos sob o mesmo céu agora – sussurra consigo mesmo.

                - O que disse? – pergunto para ter certeza se ouvi certo.

                - Que tenho que ir agora, mas estarei de olho em vossa senhoria – retira o colete verde escuro de agora Jounin e passa ao redor do meu corpo – amanhã me apresento oficialmente para o início da missão, mas estarei a vigiando... – desaparece antes que eu possa protestar.

                Solto uma alta lufada de ar.

                Me aconchego em seu colete inalando seu adocicado e ao mesmo tempo gutural aroma. Me permito sorrir depois de um dia um tanto quanto surpreendente e exaustivo. Fazia muito tempo que o Nara não invadia com tanta frequência meus pensamentos, contudo, tê-lo novamente por perto seria uma grande e nada agradável tortura.

                Suspiro.

                Serei obrigada a esconder meus sentimentos por ele, fingir que não o amo mais, como disse naquele dia ou o perderia também. Eu não posso deixar isso acontecer.

                Ando por mais duas quadras e enfim estou onde menos queria estar agora, em casa. Adentro o prédio com calma, um passo de cada vez. Cumprimento alguns Shinobis pelos corredores antes de finalmente chegar ao meu andar.

                Assim que abro a porta, Yuki está parada no meio do corredor, as mãos juntas em frente ao corpo e um sorriso estonteante nos lábios.

                - Ouvi o alvoroço no prédio e supus que estivesse chegado – sorri.

                - Estes arruaceiros – resmungo.

                - A senhora deveria pegar mais leve com eles, grande parte deles tem a tua idade – intervém ao favor de meus jovens ninjas incompetentes.

                - Na idade deles, minhas mãos já estavam ensopadas de sangue, e não era meu – debocho.

                Retiro o colete verde e o penduro no pequeno cabide na parede, troco meus sapatos.

                - Sempre tão voraz – aponta – bem, de qualquer forma, temos um visitante – dá um pequeno salto contente.

                - Se deixou Roku entrar, teremos um grande problema Yuki – aviso.

                - Ah! Não, não – balança as mãos freneticamente – venha, venha ver – sai caminhando em minha frente a passos largos.

                A sigo em silêncio tentando ver qualquer vestígio de quem seja esse misterioso visitante. Quando finalmente chego à sala, meu coração quase salta pela boca. Sorri de lado enquanto dá uma última tragada em seu cigarro e põe de lado.

                - Baki foi bem especifico na solicitação desta missão – abre os braços de forma debochada – viveremos juntos, Temari.

                A surpresa foi trocada por ódio. Eu poderia aceitar tê-lo atrás de mim o dia todo, aguentaria esta missão mal contada, mas viver sobre o mesmo teto, não, não, isso já é demais.

                Pego meu leque a muito inutilizado, preso a parede. Dou uma leve soprada na poeira acumulada.

                - Você não vai ficar aqui – o abro e em um movimento as janelas se estilhaçam com o choque de seu pequeno corpo – Nara Shikamaru está proibido de invadir está casa.

                - A senhora não pode impedir as pessoas de virem lhe ver...

                - Desde que seja minha casa, sim eu posso.

 

                [...]

 

                - Baki! Não o quero dentro da minha casa – ando feito barata por dentro de casa – Não tem necessidade de proteção.

                - Temari! O concelho decidiu que era necessário, todos concordaram que o mesmo assassino dos seus irmãos poderá retornar e nada mais inteligente que pedir auxilio a aqueles que por anos foram nossos aliados – diz calmamente.

                - O respeito por ter sido meu sensei, por muitas vezes ter cuidado dos meus irmãos, mas isso, Baki, eu não posso concordar...

                - Acontece, Temari, que tanto você quanto ele assinaram os papeis do casamento.

                - O QUÊ? – vocifero.

                Não posso ter cometido este erro.


Notas Finais


Continua...


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