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História Flor do Éden - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


EBAAA. Mais uma fic, sim, mesmo escrevendo duas longfic ao mesmo tempo pode né?
Mas essa aqui tem apenas 14 chapies e eles são curtos.
Vai ser como Why? que eu terminei em duas semaninhas.
Ela já tem 4 chapies prontinhos, espero que gostem deles e amem tanto quanto eu.

Boa leitura, y'all.

Capítulo 1 - Jogam-se na vida sortes e azares


DRACO LUCIUS MALFOY - P.O.V

MALFOY MANOR - PENÍNSULA DO PELOPONESO

Desde que eu me conheço por gente sempre fui mal-humorado. 

Minha mãe costumava dizer que eu nasci do útero já com os olhos revirados e a expressão de completo deboche, digna de um Malfoy. E lógico, ser uma das famílias mais ricas da França não ajudava. 

Éramos uma família bem comum, na realidade. Tínhamos tradições familiares, um pai presente e uma mãe carinhosa, apesar de todo o dinheiro envolvido. 

Eu tinha um irmão mais novo, Scorpius, ele tinha o costume de ser a pessoa mais avoada do universo. Você nunca poderia dizer o que aquele loirinho maluco estava pensando porque simplesmente ele era imprevisível. 

“Tão ordinário, Draco” dizia Scorpius para mim toda vez que me pegava lendo algum livro de história ou matemática. 

Ele era do tipo hippie, bronzeado e que as garotas caíam fácil na ladainha dele, sendo sempre o foco da atenção nas noites em família. Por incrível que pareça, eu era totalmente apegado ao meu irmão. 

Tínhamos aquela rixa de irmãos, mas com certeza ele fazia meu dia ser menos insuportável. 

Enquanto Scorpius era o centro da atenção de tudo, eu sou o filho mais recluso. Prefiro livros a diálogos, nunca me encantei muito com a ideia de namoro e também nunca me aventurei em nada que diz respeito à sexualidade. 

Eu não era virgem, claramente, tendo 21 anos é meio difícil; mas sempre me abstive bastante quando o foco da conversa era amor. Principalmente quando meus pais faziam questão de contar a mesma história ridícula de como se conheceram na chuva em uma noite fria na Península do Peloponeso e Afrodite em pessoa abençoou o laço deles. 

Como eu disse: ladainha. 

— Draco, querido, poderia me ajudar a arrumar o quarto de hóspedes? — perguntou minha mãe, Narcisa, com aquele vestido branco solto e os cabelos bonitamente ajeitados. 

— Sim — respondi curto. 

Meus pais se acostumaram com meu jeito meio seco de ser e eu ficava feliz com isso. Nunca precisei fingir simpatia ao redor. 

— Bom dia, maninho — cumprimentou Scorpius, deixando um beijo molhado na minha bochecha e um na testa da mãe. — Já conseguiu arrumar o quarto de hóspedes, mãe?

— Ainda não. Draco irá me ajudar enquanto busca seu amigo — disse Narcisa, enquanto degustava de seu chá que eu suspeitava que tivesse algo além de ervas calmantes. 

— Eu amo as férias de verão aqui! — comentou feliz meu pai, sentando-se à mesa e começando a se servir. 

— Acho excruciante ter que me expor a esse sol escaldante — resmunguei, arregaçando as mangas da minha blusa social branca. — Sinceramente, tanto lugar no mundo e vocês tinham que escolher logo a Grécia? 

Meu pai deu de ombros diante do meu comentário ácido, prendendo seus cabelos loiros atrás da orelha, olhando apaixonado para minha mãe. 

— Foi aqui que nos apaixonamos — respondeu simples. 

Revirei os olhos. 

— Ah, de novo, não — grunhi me afundando na cadeira, já esperando um monólogo longo e irritante da minha mãe sobre o dia em que se conheceram e os olhares furtivos de meu pai para ela. 

— Era uma noite fria na Península… 

Gemi, entediado e ouvindo a história pela milésima vez, contrariando toda a minha vontade de levantar e deixar ela falando sozinha. Meus pais sabiam que eu não conseguiria ser tão rude a esse ponto e aproveitavam bastante para explorar minha boa educação. 

— E foi assim que nos apaixonamos — finalizou, feliz, selando os lábios de meu pai lentamente, me dando enjoo com a cena. 

Parecia um comercial chato de margarina. 

— Eu amo toda vez — disse Scorpie, apoiando as mãos no queixo e sorrindo sonhador. 

— Seu amigo que irá passar aqui ficará quanto tempo, Hyp? — perguntou meu pai. 

— O verão todo — respondeu animado. — Eu estava sentindo tantas saudades do Hazz! 

Mordi os lábios, curioso. Harry Potter era muito famoso nas rodas de conversa na praia com a família, mas nunca tive a oportunidade de conhecer ele. Toda vez que ele vinha, eu estava indo embora. 

Mas dessa vez seria diferente. Ambos ficaríamos até o final do verão. 

— Bom, espero que ele aproveite nossa casa — disse seco, levando o suco de morango aos lábios. 

Eu simplesmente era apaixonado pela fruta e tudo o que vinha dela era muito bem vindo, desde criança.

— Com seu humor questionável eu espero mesmo que ele aproveite — provocou Scorpius, me dando a língua e eu revirei os olhos. 

Estava achando que esse garoto só seria mais um dos amigos sem cérebro de Scorpius. 

Beleza demais e cérebro de menos. 

— Tire essa carranca, Dray, hoje é ano novo! — exclamou minha mãe, comendo mais um pedaço de ovos. 

— Ano novo mas tudo é a mesma coisa de sempre — resmunguei, olhando as notícias do jornal local e percebendo que até mesmo os camponeses daqui acreditavam nessa lorota de “amor” abençoado por Afrodite. 

Francamente… Eu poderia ser um escritor, mas nem mesmo eu conseguia engolir essas histórias bizarras de uma Deusa do Amor. Parecia conveniente demais. 

— Eu não contaria muito com isso — respondeu meu pai, me encarando profundamente antes de lançar uma piscadela. 

Me contentei em ignorá-lo. 

***

Terminei de fechar a minha camisa social azul marinho e coloquei minha carteira e celular no bolso da calça jeans clara, sentindo aos poucos a preguiça dominar meu corpo ao perceber que iria ter que aguentar cinco horas de festa. 

Eu detestava festas. 

Principalmente que meu tio Sirius iria trazer seu filho doido, Teddy, que ele e seu marido Remus haviam adotado há algum tempo atrás. Era um sujeito fofo com os cabelos arrepiados azuis e sempre estava envolvido com alguma encrenca, e claro… TOTALMENTE obcecado por mim.

Desci os degraus calmamente, arregaçando as mangas da minha blusa ao perceber o calor que estava fazendo no andar debaixo da casa. Meus parentes se encontravam em massa dentro da casa luxuosa e alguns amigos próximos também.

Tinha um grupo de meninas que logo reconheci por serem “amigas” de Scorpie. Meu irmão tinha uma predileção por meninas em bando correndo atrás dele em busca de alguns amassos. Em geral elas eram bem engraçadas e receptivas. 

— Oi, Draco — cumprimentou Kate, uma das únicas que realmente era amiga de Scorpius há séculos e nunca havia ficado com ele. 

— Ei, Kit Kat — saudei com um sorriso brincando nos lábios. 

Kate e Scorpius eram amigos de infância e não se desgrudaram, acompanhando-se em todas loucuras inimagináveis juntos. A diferença é que Kate era mais pé no chão do que Scorpius. 

— Você está lindo hoje — elogiou. 

— E você também está magnífica — elogiei o vestido que tinha uma cor chamativa. —  Que cor é essa?

— Azul celeste. Eu vi no horóscopo que hoje era um bom dia para uma cor que me lembrasse da constelação. Algo grandioso iria acontecer hoje que tinha a ver com estrelas — explicou daquele jeito doido dela. 

Kate era uma menina de traços finos e orelhas meio pontudas, rosto cheio de sardinhas e olhos que beiravam o verde, se aproximando mais da mistura acastanhada. Os cabelos eram repicados e curtos. Sua pele era extremamente pálida. 

Por vezes ela me lembrava uma elfinha. 

— Kit Kat, senta aqui — chamou Scorpius no meio das amigas deles que puxavam seu saco a todo momento. 

Kate gemeu desgostosa, detestando ficar perto dele quando estava envolto daquele mar de hormônios femininos. Ela sempre dizia que nublava sua visão para outros tipos de energia. 

Vai saber o que isso significa. 

— Scorpie! — disse manhosa uma loira ao lado dele, Alice. — A Kate não quer ficar aqui. Certo, Kate?

O olhar maldoso era uma clara ameaça que deveria se manter longe de Scorpius no momento. Todas as meninas que saíam com ele detestavam Kate por conta que Scorpius sempre dava mais atenção para ela. 

— Hm… obrigada, Hyp, estou com o Draco — disse desanimada, apontando a cerveja em sua mão para mim. 

Scorpius deu de ombros e Alice sorriu vitoriosa, voltando a se esfregar descaradamente em meu irmão. 

— Scorpius é um idiota — disse para ela e recebi um sorriso fraco. 

— Só quando está perto daquelas meninas — suspirou. — Vou dar uma volta na festa, Dray. 

Assenti e vi a morena se distanciar de mim, começando a andar avulsa na casa que ela já conhecia de cor e salteado. Não durou alguns minutos antes dela ser parada por um menino muito bonito e embarcar em um diálogo fervoroso. 

Senti duas mãos tamparam minha visão e revirei os olhos, já desconfiando de quem poderia ser. 

— Adivinha quem é! — exclamou a voz animada. 

— Edward, por favor, já conversamos que eu não gosto desses tipos de brincadeiras — respondi severo, suspirando aliviado ao sentir minha visão retornando aos poucos. 

— Você é um chato.

— Teddy, quantas vezes dissemos para deixar seu primo em paz? — perguntou Lupin ao chegar próximo do garoto. — Olá, Draco. 

— Oi, Remus — cumprimentei curto. — Onde está Sirius?

— Onde você acha? 

— Bebendo e falando o quanto você maltrata ele? — adivinhei com uma risada, sabendo exatamente o tipo de coisa que Sirius faria. 

— Você acredita que ele disse que EU manipulo ele para não deixar participar de convenções de “bruxos”? Ele diz que é um… Como é mesmo, Teddy? Ah! Animago — disse incrédulo. — Um bruxo que consegue se transformar em animal. Draco, ele é um ser humano! Onde já se viu apostar em algo como “bruxaria”? Isso nem mesmo existe! — bradou Remus irritado. 

A gargalhada correu solta pelos meus lábios, assim como o de Teddy. 

— Papai, você sabe que o alter ego do pai é um cachorro — disse Teddy. 

— Padfoot, não é? — perguntei ao ouvir uma vez que o espírito animal de Sirius era Padfoot, um cachorro enorme negro extremamente perigoso. 

Sirius era doido de pedra. 

— Francamente, homem, não posso te deixar cinco minutos sozinho que já se filia aos Malfoy para falar mal de mim — disse Sirius com uma carranca ao ver que o assunto era ele. — Draco, sabia que meu marido…

E contou toda a história que Remus já havia detalhado, logicamente pulando as partes em que ele queria competir contra “bruxos”. 

— Pode acreditar? — terminou desacreditado. 

— Nem posso — concordei fingindo um tom de incredulidade, recebendo uma risada de Teddy em troca. 

A festa se desenrolou tranquila, quase parada. Todos estavam de casal e pareciam estar se divertindo. Eu já tinha tentado três vezes fugir para o meu quarto e sendo muito bem impedido por Teddy que não saía do meu pé. 

Sentei meio desolado no sofá, fechando os olhos cansado por ter ficado escrevendo a noite toda. 

— Aprecio o quanto escolhi a pessoa certa para ser padrinho — disse uma voz arrastada ao meu lado. 

Abri um dos meus olhos apenas para constatar que Snape estava ao meu lado com aquele sorriso malicioso e suas vestes pretas de costume. 

— Oi, padrinho — disse desanimado. 

— Sua felicidade em me ver me comove — brincou ele, oferecendo um vinho tinto que eu aceitei imediatamente. Precisava beber. — Kit Kat está se divertindo, huh? 

Apontou para uma menina que dançava divertida com um garoto ao lado que olhava fixamente para ela. Os braços estavam em sua cintura e eles balançavam para todos os lados e de vez ou outra se beijavam como se o mundo fosse acabar. 

— Kate sendo Kate — respondi dando de ombros. 

— E Scorpius sendo Scorpius — acrescentou ao ver meu irmão observando a cena com os olhos irados, parecendo que estava vendo o menino arrancando a alma dela. 

Me perguntava quanto tempo demoraria até os dois assumirem seus sentimentos um pelo outro. 

— 1, 2, 3… — Contamos juntos os segundos até Scorpius levantar e puxar Kate para ficar com ele até o final da festa. 

No 5 ele já estava brigando com ela sobre beijar desconhecidos e o preço da amizade verdadeira. 

A mesma ladainha que ele inventava para encobrir o ciúmes. 

— Já está se tornando cansativo — comentou Teddy ao sentar ao meu lado. 

Contive um suspiro frustrado, ouvindo meu padrinho disfarçar a risada com uma tosse. 

Logo começaram a contagem regressiva para o ano novo e todos soltavam gritos animados e olhavam para seu par com os olhos brilhantes. Revirei os olhos com o clima meloso e senti Teddy afundar o rosto no meu pescoço, se aproveitando do momento. 

3, 2, 1…

— FELIZ ANO NOVO! — gritaram todos e saíram para felicitar o povo ao redor. 

Me limitei em ficar sentado com a minha taça e apenas abraçar quem viesse falar comigo, mas Teddy tinha outros planos. O garoto como todo menino burro de 17 anos puxou meu rosto com força e plantou um beijo rápido. 

O problema é que pela força a taça virou inteira no meu colo, manchando inteira a minha calça jeans favorita. Ao mesmo tempo em que eu bradava furioso, Remus puxava Teddy com força e o rosto coberto de vergonha. 

— Edward Lupin Black, sinceramente, já conversamos sobre sair beijando homens por aí! E não interessa que eles sejam bonitos, você…

E saiu reclamando enquanto Teddy andava se sentindo vitorioso. Levantei como um raio puto da vida e me joguei na minha cama, decidindo que aquele tinha sido o pior ano novo da minha vida. 

***

No dia seguinte, eu acordei com um mal-humor pior do que o que eu estava quando fui dormir. Nem culpava Teddy pela gafe e sim pela minha idiotice de ter deixado ele se aproximar de mim por mais de 5 minutos. 

O dia foi carregado de “Me desculpe, Draco” vindas dos meus tios e Teddy cantarolando feliz pelos corredores como se tivesse ganhado um prêmio nobel por ter me beijado. 

Vou confessar que era até… fofo. 

Mas mantive a careta de ranço para ele reconhecer que o que havia feito foi grave. 

— Filho, vamos conversar no meu escritório — chamou Lucius e eu demorei um pouco para sair do transe. 

Caminhei até o escritório bagunçado e meu pai estava com um semblante sério, tão pouco comum a ele. 

— Hmm… assunto sério, huh? — perguntei e me joguei no sofá que se encontrava no meio. 

— Sim. Preciso que você tenha a mente aberta — pediu cauteloso. — Os homens dessa família tem uma habilidade muito poderosa… 

— Sim, da idiotice — brinquei mas Lucius se manteve sério. — Ok…

— Aos 21 anos nós manifestamos nosso poder. Ok, lá vai… Vai soar meio estranho — disse afoito. 

— Fala logo. 

— Nós podemos viajar no tempo… Quer dizer, voltar no tempo já que não podemos ir para o futuro, apenas para o passado. — explicou e eu soltei uma risada alta.

— Okay?

— Uau. Você lidou com isso bem. Lembro de quando foi na minha vez eu soltei um: “PORRA” bem alto — brincou, e foi aí que eu percebi que ele estava falando sério.

— Tá, se você pode viajar no tempo, por que não impediu a 2 guerra mundial ou algo do tipo?

— Porque nós só podemos voltar para as memórias que presenciamos. Só podemos voltar e nunca ir para o futuro — explicou sucintamente, amarrando os cabelos calmamente em um coque e sentando largado na sua cadeira de escritório. 

— Suponhamos que isso seja verdade, o que não é, como isso acontece? 

— É verdade.

— Ok, supomos que seja verdade, como faria?

— Bom, um armário ou em casos de extrema necessidade um banheiro. Algo preservado e que não dê sinais. Algumas pessoas podem achar estranho. Você fecha os punhos ao lado do corpo e mentaliza o lugar que quer estar. 

Soltei uma risada. Eu sabia que meus pais eram malucos, mas depois dessa conversa tive a constatação que são totalmente birutas. 

— Se não acredita em mim, vá até algum armário, aperte as mãos e se concentre onde queria voltar — sugeriu meu pai, já cansado do assunto e abrindo um livro “Astrologia: Tudo o que Você deve Saber sobre As Luas”. 

Respirei fundo e saí do escritório, me sentindo tentado ao extremo com a proposta. 

Que se dane! Só podia ser mentira. 

Entrei no armário debaixo das escadas e mentalizei minutos antes da gafe de Teddy, sentindo uma sensação de puxão e abri os olhos, saindo exatamente com a mesma roupa de ontem a noite e vendo a casa cheia, Teddy ao meu lado e tinham acabado de começar a contagem regressiva. 

Fui ágil o bastante para levantar do sofá antes que Teddy fizesse alguma coisa e corri para o meu quarto, entrando dentro do closet e voltando ao dia seguinte. 

Corri até o escritório do meu pai que estava lendo um livro calmo, apreciando a vista do mar lá fora.

— Nós podemos mesmo viajar no tempo! — exclamei estupefato para meu pai que assentiu risonho. — Dá para fazer tanta coisa. Posso literalmente arrumar qualquer cagada que eu fizer no mundo.

Meu pai, por outro lado, retorceu a feição. 

— O que você quer? 

— Não sei… Talvez ficar mais rico? — perguntei excitado com a ideia de ser o homem mais rico do mundo. — Assim não preciso trabalhar nunca mais. 

— Céus, Draco — resmungou meu pai. — O trabalho ensina algumas coisas. Veja seu avô Abraxas de exemplo, as coisas que fez.

— Não lembro de nada que ele tenha feito. 

— Exatamente. Passou a vida rico sem felicidade e sozinho. 

— Espera… Você voltou já alguma vez com a mamãe?

— Lógico! Nosso primeiro encontro foi péssimo. Eu tentei beijá-la na hora errada e ganhei um tapa na cara. Definitivamente a segunda vez foi melhor — segredou meu pai, colocando as mãos no lábio em um pedido de silêncio. 

Dois minutos depois entra mamãe com aquele ar toda floril no escritório e deixa uma muda de alecrim no parapeito da janela. 

— Para dar mais alegria — explicou e beijou nós dois antes de partir. 

Ela era uma mulher marcante, com certeza. 

— Se eu fosse você, Draco, usava isso para ajudar a entender melhor a si mesmo. Talvez um amor... — disse meu pai sugestivo. 

Amor? Sério? Revirei os olhos. 

— Pai, com todo respeito, mas para quê? Eu não voltaria para algo tão bobo quanto um namorado — respondi desgostoso e recebi um olhar brincalhão dele. 

— Receio que teremos que esperar para ver — disse misterioso e saiu do escritório, indo atrás da mamãe. 

Soltei o ar preso, assimilando as informações novas que recebi. 

Viajar no tempo? Podia ser divertido. 


Notas Finais


É uma fic inspirada no filme "Questão de Tempo", inclusive assistam, é ótimo!
É toda pelo ponto de vista do Dray e é uma fic bem softizinha, se não gostam de boiolice nem leiam. HAHHAAHA.
Eu vou explorar bastante o lado místico, mas em suma, não é no universo de Harry Potter.
O Haz aparece no próximo chapie.

E o nome dos chapies é um soneto do Oldney Lopes: "Soneto ao Tempo".
Enfim.

VEJO VCS NAS FIGURINHAS!!


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