História Flor do Infinito - Capítulo 56


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, J-hope, Jimin, Jin, Joo Heon, Jungkook, Ki Hyun, Min Hyuk, Rap Monster, Show Nu, Suga, V, Won Ho
Tags 2won, Abo, Alfa, Bottom! Jungkook, Hyungwonho, Jikook, Jimin Alfa, Jookyun, Jungkook Omega, Kookmin, Lobos, Mpreg, Namjin, Ômega, Omegaverse, Showhyuk, Taeyoonseok, Top! Jimin, Universo A/b/o
Visualizações 676
Palavras 7.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Desculpem!! Quase 2 meses sem dar às caras!!! :”(

Eu expliquei meus motivos na última nota… mas né… estava morrendo para atualizar a fic! E estamos a 20 favs para completar 2000!!! Eu estou tão feliz!! Cortei algumas cebolas quando vi isso. Vocês são  demais, além do que eu posso elogiar! Todos vocês, que leem, que favoritam e comentam. Os meus amores que panfletam minha fic também. Minha vontade é de abraçar geral até explodir, hahaha.

Queria dizer também que eu bati o números de comentários no último cap. Era um segredo bobo meu, mas eu tinha me desafiado a conseguir 30 comentários em um cap dessa fic. E no final cheguei a 36. Eu estou muito feliz mesmo. Comentários são meu melhor prêmio, e o que me motiva a continuar a escrever aqui. Obrigada de verdade.

Bom… sobre o cap… eu não vou falar nada porque não quero estragar a surpresa, hehe. Só digo que ele me deu… um p*ta trabalho, porque diálogo faz isso com a minha pessoa. Enfim, vão ler, haha.

Espero que gostem!

Boa Leitura! <3

Capítulo 56 - Floresta Adormecida e Decisão Final.




Um misto de sentimentos… era o que eu sentia no momento. Na verdade, não sabia qual emoção me era sobressalente, visto que elas iam e vinham a cada palavra proferia pelo alfa ao meu lado. Nunca, em toda minha vida, eu esperava que o passado de meus pais fosse tão… complicado… e tão trágico.

Antes, o que eu achava ser algo comigo, por eu ser o que sou, na verdade ia além de mim. Minha omma… eu nunca soube seu passado. Na verdade, apenas tinha flashes de memória sobre sua aparência, ou quando ela ia até a campina quando podia. Mas saber assim, tudo o que ela passou, era algo totalmente diferente.

E esse homem que estava ao meu lado. Eu sabia que ele era meu appa. Afinal, Minjun havia me contado. Mas, acho que a ideia disso nunca tinha realmente chegado em meu consciente. Eu nunca parei para pensar e aceitar esse fato… que eu pertencia a família real… que eu era um ômega, e um perigo para essa sociedade.

Não que eu me achasse isso, mas por todos os acontecimentos e pessoas infelizes que encontrei, eu sabia que minha existência incomodava a muitos. E pelo jeito… a de minha omma também.

-Eu… não sei o que dizer…-  Fui sincero quando quebrei o silêncio que se formou entre nós. - Eu não sei…

-... T-tudo bem, eu entendo. - Respondeu o mais velho. - Me permite perguntar, o quanto disso você tinha conhecimento?

-...Eu… foram tantas coisas… - Abaixei minha cabeça, apoiando-a em minhas mãos. - Descobri tanto com Jimin e os outros… - Descobri com Hyungwon. - E agora aqui… com você. - Mantive a cabeça baixa. - Mas… eu lembro da omma. - Olhei para cima, recebendo o olhar do alfa ali, imediatamente.  - E lembro de como ela partiu também…

-Deve ter sido difícil… eu. - Ouvi um suspiro. - Droga, eu… se eu pudesse voltar no tempo. Não há um dia em que eu não me arrependa de ter saído daquele quarto. De ter perdido tanto…

-Por que…? - Meu misto de emoções estava chegando a ser palpável. - Por que então não foi atrás? - Era o que eu mais queria entender. - Quando.... Minjun foi até a campina… ele me disse tantas coisas… que você ordenou a morte de minha omma e-

-O que?! Nunca! - Pela primeira vez o vi exaltado. - Eu nunca faria isso… eu- droga, tudo está tão confuso!

-Eu lembro de poucas coisas… da omma vindo de vez em quando até onde eu ficava para cuidar de mim, das vezes que ela vinha e me trazia coisas para comer, e da última vez que a vi. E fiquei sozinho desde então... - Com exceção de Hyungwon. - Por que não foi atrás?

-Eu… depois que Hye sumiu com nosso filhote eu fiquei louco. - voltou a contar, de cabeça baixa. - A procurei em todos os lugares, sem entender o que tinha acontecido. Mesmo com meu próprio appa me proibindo de sair do castelo, visto que estava perto da coroação, eu saía nas madrugadas para procurar pelos arredores. Não podia contar com ninguém, pois vivi minha vida dentro do castelo. Não tinha amigos com exceção do Park, que não estava por ali na época. - Suspirou. - Eu procurei vocês dois, sozinho, do jeito que pude. Acabei tendo minha coroação segundo já estava marcado, e fui forçado por meu appa a me casar com Eun, mas minha cabeça estava apenas em encontrá-los. - Eu ouvia tudo atentamente. - Não sei quantos noites, meses, passei procurando. Eu nunca desisti. Alguns anos acabaram se passando... eu não me via mais como antigamente. Me via apático, mas ainda empenhado em encontrá-los. Até que…

-.... que? - Eu não queria ouvir realmente. Era tudo muito doloroso, muito recente e muito forte. Como se tudo o que eu vivi começasse a fazer sentido e fosse jogado em mim de uma vez.

-Até que a trouxeram… sem vida, até o castelo… - Tomei coragem para fitar o rei ao meu lado, e agora eu percebia seus olhos marejando… assim como os meus. - Aquilo foi um choque. Nunca senti tanto desespero. Acho que… mesmo que ela tenha sumido aquela noite, eu ainda tinha esperanças de encontrá-la… viva… linda como sempre foi, e com nosso filhote nos braços. Aquela imagem foi como um tiro em minhas esperanças.

-...-

-Eu… depois do sumiço de Hye, fiquei atento com meu appa. Eu era muito ingênuo, muito crédulo. Sempre vivi dentro do castelo e debaixo da asa de meus pais. Acho que no fim, a culpa fosse minha por achar, em toda minha inocência e ingenuidade, que era capaz de lutar contra algo que eu sequer sabia o que era. Mas depois que aquilo aconteceu, depois que a trouxeram, durante a noite, eu fui ler aquele livro dos reis. E após ligar os pontos que eu… quis me matar por ser tão burro…. a verdade esteve em minha frente por tanto tempo. Hye era uma ômega, e esteve presa em sua própria casa por ser o que era. Demorei tanto para enxergar o que estava em minha cara que quem acabou pagando o preço foi ela… - O alfa então abaixou a cabeça novamente, mas o vi tremendo levemente. - Depois disso, ficou óbvio para mim que ela havia fugido para se proteger… e proteger… você também. No fim, eu nada pude fazer. Nada… a não ser ver meu mundo ruir em minha frente. - Sentia minhas mãos apertando minhas próprias roupas. Ver o rei ali, tão… desolado, me fazia sentir impotente também. - Quando a trouxeram, disseram que não acharam o filhote, que na época estaria com três anos, mas que provavelmente havia morrido, pois era impossível alguém tão novo sobreviver sozinho. Acho que no fim de tudo, eu acabei aceitando a ideia de que ela havia protegido-o de alguma forma… ou que nosso filhote também havia partido, assim como ela… era uma forma de não manter uma esperança tão… dolorosa. - Suspirou novamente. - O irônico de tudo isso é que meu próprio appa armou tudo isso.

-O que? - Minha voz saiu sem que eu percebesse.

-Depois de tudo, depois que trouxeram Hye… ele simplesmente me contou todo o resto que eu não sabia. Que havia feito um acordo com o appa de Hye, que não a mataria por ser ômega, contanto que ela vivesse trancada em casa; que abriu essa exceção porque Hye era parte da ramificação real da família; que mesmo com o acordo, o appa de Hye acabou cedendo seu pedido de ir até minha festa, onde a encontrei; que ele aceitou que eu casasse com ela, porque estaria de olho; que mesmo assim, matou o appa de Hye, pois este havia quebrado sua parte do acordo; que planejava acabar com minha “brincadeira de casinha” assim que Hye desse a luz, pois não queria arriscar um possível ômega nascendo… mas que ela foi mais rápida e escapou; que por isso, sem que eu soubesse, arranjou condenações para ela e o filhote, de modo que fossem procurados pelo reino, enquanto mandou forjar um atestado de óbito para vocês na época do parto; que quando a trouxeram sem vida, mandou atestar na sentença que ela havia morrido também, enquanto arranjou nesse tempo que eu me casasse com Eun, para que o reino não suspeitasse. Ele acabou com o restante de sentimentos que eu tinha, ao ponto de que eu sequer tinha forças para matá-lo. No fim eu era fraco ante ele…. sempre fui. Meu appa acabou com minha vida, matou minha esposa, e por causa dele eu não vi meu filhote crescer. E no fim, eu já estava tão vazio… tão morto por dentro que matá-lo não faria minha dor diminuir em nada.

-....- Não sabia o que dizer. Na verdade, não havia o que dizer. Eu apenas ouvia e absorvia, enquanto via um alfa, um rei, encolher ao meu lado ante uma história tão trágica. A minha história.

-Depois do que aconteceu, eu simplesmente morri para o mundo. Eu não sentia mais vontade de nada, minha vida havia perdido o sentido. Mesmo a pequena esperança que eu tinha de encontrar Hye e meu filhote enquanto eu saía noite após noite havia sumido. Eu passei apenas a existir, mas não viver. Meu appa… eu já não ligava para mais nada. Eu era o rei, mas passei a ser somente a figura soberana, ele continuou controlando tudo por trás, como se nada tivesse mudado. Eu passava meus dias sozinho, no quarto que era meu e de Hye, que eu mandei fechar… ou ia até o quarto que seria de meu filhote. Passei meus anos entre os dois lugares. E no fim… eu sequer tive contato com Eun ou seus filhotes… que passaram a ser meus quando me casei com ela. Meu appa acabou desistindo de mim, e passou a educar os filhotes dela, enquanto eu apenas existia. E no fim, quando cresceram, Minjun passou a continuar a controlar o reino junto de Eun quando meu appa morreu. Eu parei a passar de ligar para estas coisas anos atrás, mas ainda tentei manter uma imagem inabalável. Eu era o Rei Jeon por fora, mas por dentro, um alfa impotente e quebrado. - O vi virando para minha direção. Seus olhos já não seguravam as lágrimas, assim como os meus. - Acho que foi por isso que quando, por ironia do destino, meu filhote tenha entrado em plena porta da frente de meu castelo, eu tenha me negado a ver a verdade. - Sua mão foi em minha direção, e mesmo que meu reflexo tenha sido de desviar, meu corpo paralisou, deixando que o tocasse em meu rosto. - No fim, eu mesmo havia matado meu filhote em pensamentos. Pensar assim era menos doloroso que, quando o vi, não aceitei que pudesse ser você… mesmo que seu aroma fosse tão… parecido com o de Hye… e que seus olhos fossem tão parecidos...

-...Appa…- Pela primeira vez o chamei assim, com dificuldade pela quantidade de sentimentos e informações presentes ali, e seu olhar marejado finalmente se quebrou. Sua mão trêmula, pousada sobre meu rosto, caiu em meu colo, assim como sua cabeça abaixou novamente. Instintivamente minhas mãos foram até suas costas, num meio abraço. Não saberia definir o que eu sentia neste momento.

-M-me desculpe… - Sussurrava entre os soluços. Seu rosto próximo ao meu peito. Um contato repentino, mas que eu não tinha coragem ou forças pra quebrar. - E-eu… quando eu o vi, entrando pela porta da frente, Junto do Park e seu filho, cujo nós tínhamos concordado em casar com Hani… eu, simplesmente travei. - Seu corpo se ergueu, mas seu olhar foi além do meu. - Me lembro que perguntei se já o tinha visto antes… acho que foi parte do meu coração que nunca esqueceu o que aconteceu. A minha parte irracional que ainda me fazia sofrer com a ideia de que meu filhote poderia estar vivo em algum lugar… mas no fim, eu fui fraco novamente… e por minha fraqueza você… seus amigos sofreram tanto… de novo… você… não posso e não tenho o direito de imaginar ou tentar entender como foi difícil crescer sozinho… ou como foi toda a estadia em meu castelo… que na verdade sempre foi seu lar.

-Não é verdade. - Ouvi uma terceira voz ali. Me assustei, pois estava muito absorto ao momento.

-Minnie…- Mas imediatamente identifiquei o dono da voz. Ele estava escorado na parede. Seu curativo refeito, e parecia andar com um pouco de dificuldade. - Você deveria-

-Me desculpe… - falou baixo. - Não estava aguentando ficar longe…

-Hm… tudo bem. - Respondi assim que cheguei perto. Seu rosto, de maneira instintiva foi até o meu, e nossos narizes se roçaram. Sua mão foi até minha cintura, e senti minha marca esquentar.

-Perdão a intromissão... - Jimin falou para o rei, que neste momento, para minha surpresa, não tentava mais se recompor. Seu rosto choroso ainda permanecia.

-Tudo bem… - Respondeu o soberano. - A essa altura, você tem tanto direito de ouvir, quanto os outros também.

-Na verdade…. eles provavelmente ouviram… sabe, são curiosos. - Jimin respondeu, com uma mão atrás da cabeça, em sinal de vergonha. Olhei para o rei. Achei que ele ficaria constrangido ou algo parecido.

-... ha... hahaha. - Mas para minha surpresa, ele começou a rir. - Vejo que realmente você tem as melhores pessoas em sua volta…- Olhou para o alfa ao meu lado. - E a melhor delas como parceira. - Senti meu rosto esquentar imediatamente.

“Não posso discordar disso.”

“Hyungwon?!” perguntei.

“Sentiu minha falta?”

-Sabe… - Jimin começou, assim que sentou onde estávamos antes. - O senhor deu sua versão da história…. na qual eu ouvi sem querer… - Sussurrou o final, e eu não consegui esconder um risinho. - Eu não posso dizer que perdoo sua passividade diante de tudo o que aconteceu com Jungkook.... mas eu também não posso sequer imaginar como tenha se sentido com tudo que você passou… - Suspirou. - Confesso que quando o vi entrando no quarto, toda a imagem do que passámos em seu castelo, Jungkook e meus amigos na prisão e, por fim, na campina… tudo veio à mente. Minha vontade foi de enlouquecer ali mesmo… mas, após ouvir tudo o que contou eu… não sei o que sentir também… - Ergueu o olhar. - Eu tentei me imaginar em seu lugar… o que eu faria caso Jungkook houvesse sumido assim, e eu tivesse a notícia de repente de que ele estivesse morto e meu filhote desaparecido… eu… acho que enlouqueceria... - Senti sua mãos apertando minha cintura, numa tentativa de se assegurar que eu estava ali. Sabia disso porque eu fazia o mesmo com ele no momento. - Mas, com certeza eu teria agido antes de tudo isso acontecer. - Falou alto, ganhando a atenção surpresa do rei. - Digo, se eu sentisse que qualquer coisa estivesse suspeita, com certeza teria agido...

-....E nesse ponto, você será inteiramente superior a mim. - O Rei Jeon suspirou. - Sabe… eu vejo como cresceu, Jimin. O conheço desde filhote, quando seu Appa o levou para ver meu reino, ainda muito novo. E nesse sentido, não consigo imaginar um rei melhor para seu reino.

-Sabe… - comecei. - Há uma coisa que eu não consigo tirar da cabeça… algo que Minjun me disse na campina, e que eu venho pensando até hoje.

-O que? - Senti Jimin me apertar. Com certeza por proferir aquele nome ali.

-Ele disse que… eu era um ômega diferente… assim como Minnie é um alfa diferente.

-Hm… eu posso pelo menos te esclarecer isso. - O rei respondeu, ganhando nossa atenção imediata. - Imagino que vocês não tenham lido o livro dos Reis. Na verdade, na época em que Minjun os incriminou por ter pego aquele livro que eu comecei a acordar para os fatos… embora ainda tenha demorado mais do que deveria… de novo. - Suspirou. - Enfim, cada reino possui um livro desses. Uma parte dele contém leis de cada reino. Contém também alguns assuntos internos, que às vezes são segredo para apenas os reis e seus conselheiros; enquanto a segunda parte contém os tratados, regras que todos os reinos seguem, por acordo de vontade entre eles, O Tratado dos ômegas, e tudo que fala sobre eles está na segunda parte do livro. Mas, há uma parte deles, uma parte interna, que existe apenas no Livro do Reino dos Jeon, e é justamente sobre isso que Minjun estava falando, se eu não estiver enganado.

-Pode ser mais específico? - Jimin pediu.

-...Tentando não acrescentar muito sobre o assunto, existem os alfas, os betas e os ômegas. Pelo menos existiam. E além deles, o alfa lúpus. É o que sempre foi ensinado. Porém, este segundo era tratado como lenda. Na verdade, começou a ser assim há 500 anos atrás, porque, parte do ser alfa lúpus envolvia algo que as pessoas da época não queriam que saísse para o público. Ser alfa lúpus implica que está pessoa só se envolverá com um ômega, e somente essa pessoa, durante sua vida toda. Isso é o que a lenda diz, mas na verdade é algo mais específico do que isso.

-Como assim? - Perguntei.

-Um alfa lúpus só se relaciona com uma ômega. Isso é verdade. Mas só com um tipo específico de ômega. Não há um nome realmente, mas eu lembro que o livro se referia à eles como Ômegas Originais. - Olhamos para o Rei, que falava, agora mais calmo. - São chamados assim porque eles que ditam a vida, segundo a regra natural, junto dos alfas lúpus.

-...Eu não sei se entendi realmente. - Jimin sussurrou.

-Um Ômega Original é capaz de alterar a natureza ao seu redor. Estudos nunca conseguiram chegar a conclusão de como realmente eles faziam isso. Mas por ordem natural, eles controlavam a quantidade de Alfas, betas e ômegas na sociedade antiga. Simplesmente, uma das espécies nasciam em menor quantidade quando existiam muitos da mesma. Há um registro que em épocas de guerras, quando muitos alfas morreram protegendo seu Reino, o nascimentos dessa espécie dobraram. E justamente onde vivia o Ômega Original.

-Entendo… - Jimin falou.- Mas como esse fato afetou tudo isso?

-Bom, eles controlavam as espécies que nasciam em seu meio de convivência, mas mais que isso, controlavam os ômegas. Ômega era uma espécie relativamente mais difícil de nascer. Eles são mais frágeis por natureza, em relação às outras espécies, e mais raros, principalmente os machos. Na época do tratado, foi justamente nessa época de guerras. Os alfas estavam morrendo, os ômegas estavam crescendo em quantidade nos lugares em que não havia o Ômega Original, afinal, só existe um dessa espécie por vez, e a sociedade estava indo às ruínas… Os ômegas então começaram a ser vendidos, tratados como inferiores, mais do que já eram tratados, pelos alfas nobres que não foram para as guerras, e todo o resto que imaginam que vocês já saibam. Diante disso, os reis da época decidiram acabar com os ômegas indefinidamente, para que a sociedade não ruísse. De certa forma, os betas e alfas podiam engravidar em relções heterosexuais… disso os conselheiros da época tinham noção. Por isso eles mataram o Ômega Original da época. E logo mais, a ordem natural foi abalada. Os ômegas pararam de nascer. Os que existiam eram fracos demais, por culpa dos trabalhos excessivos e não conseguiam engravidar. E em poucos anos eles pararam de existir… Depois disso, foi instituído, entre os reis apenas, que o nascimento de um ômega deveria ser tratado com pena de morte, para que não voltassem ao como era naquela época, em que inúmeros ômegas em excesso entravam em cio, ou que não havia alfas suficientes para isso, além do trabalho escravo, abusos sexuais, e outros crimes bárbaros.

-Mas… isso é culpa somente deles. - Eu disse. - Se não tivessem matado esse ômega original, a ordem natural não teria sido abalada.

-Isso é verdade… - O rei disse. - Mas então os reis da época teriam de admitir que formaram um tratado para matar alguém inocente, milhares de ômegas por causa da morte do ômega original, por conta de sua própria incompetência, e que também ordenaram a morte dos ômegas dali em diante para não ter que lidar com um “problema remediável”. Era mais fácil matar o mais fraco do que conscientizar os mais fortes. Até porque, muitos desses reis eram os “mais fortes”.

-Isso é….

Bárbaro”. Hyungwon e Shin falaram juntos. Mas não podia ser mais verdade.

-Depois disso, a existência do Alfa Lúpus também se extinguiu, pois um Alfa Lúpus só existe com um Ômega Original existindo na mesma época, e vice-versa. E por isso, passaram a tratar o Alfa Lúpus como lenda… para que não descobrissem a existência do Ômega original.

-Mas… algo aconteceu, não é? - Jimin perguntou.

-Exatamente… nada é absoluto. Foi uma das coisas que meu appa me disse… e embora eu não consiga expressar nada em relação à ele, eu consigo entender parte do que quis dizer. - Seu olhar foi para frente, após respirar e voltar a falar. - De tempos em tempos, um Alfa lúpus acabava nascendo, o que implicava em um possível nascimento de um Ômega Original, ou vice-versa. Na verdade, dois reinos estavam envolvidos nisso. Talvez não tenha ciência disso, Jimin, mas seu reino é mais antigo do que pensa.

-Como?

-O reino dos Park é um dos originários da nossa sociedade. Ele não tinha seu nome de família, mas é registrado que são seus ancestrais. E deles vêm o gene de alfa lúpus. Com certeza, embora difícil, você deve ter ouvido falar, ou lido em algum lugar sobre algum ancestral seu que tenha sido um Alfa lúpus.

“Isso é verdade.” Shin exclamou.Acho que a prova viva está aqui mesmo, falando com vocês neste momento.”

-Por isso, acho que já deve ter notado que em seu reino, especificamente, acabava nascendo um Alfa Lúpus. Eu não tenho real conhecimento do que aconteceu com eles, ou quantos foram, porque essa parte provavelmente está registrada no livro dos reis de seu reino, mas eu tenho uma noção porque no livro do meu está registrado o nascimento de três ômegas originais. O penúltimo deles, meu próprio ancestral, que colocou o nome Jeon no antigo reino dos Kim, o registrou. Chamava Chae Hyungwon, um filho do Rei com uma empregada. E o último… cujo meu próprio appa registrou anos depois… como Jeon Jungkook, meu filhote.

Eu estava  em choque. Não sei se havia alguma palavra que pudesse expressar o que eu sentia naquele momento, mas sabia que não era o único. Sentia as mãos de Jimin me apertando mais forte, com certeza tendo dificuldades para digerir tudo aquilo, assim como eu.

-Quando fui ler o livro novamente, pouco antes de meu appa jogar todas as verdades em minha cara, eu percebi o que estava escrito lá sobre meu filhote. A princípio eu estranhei em como ele poderia ter certeza de tal fato. Já que provavelmente, se o que estiver registrado está certo, você Jimin, só deve ter descoberto ser um alfa lúpus em seu cio. Até então você era um alfa normal, tirando a pelagem, que já lhe denunciaria… Meu appa então explicou que o reino Jeon carregava o “maldito” gene ômega, segundo ele. Mais especificamente, os da linhagem real. E quando estes engravidavam um ômega, a chance de nascer um ômega original era enorme… A princípio fiquei confuso. Como poderia nascer algum ômega, se o até então ômega original não existia mais? Foi então que meu appa terminou essa história macabra.

-...Como? - Jimin perguntou, mas eu não sabia se ele realmente queria saber, assim como eu.

-A verdade é que ômegas nunca deixaram de existir, pelo menos não no reino dos Jeon. Desde os tempos antigos, incesto era uma prática comum para manter uma linhagem real e impedir que outras famílias tomassem o nome do reino. Nisso, vez ou outra algum ômega acabava nascendo, por conta do gene em nossa família. Mas isso era um caso isolado. Na maioria dos casos eles eram mortos ainda filhotes, dentro do próprio reino, para que a notícia de que um filho bastardo, ômega principalmente, havia nascido não se espalhasse. Mesmo assim, caso esse ômega vivesse escondido, nada aconteceria na sociedade em sua volta, pois ele não era o Ômega Original. O problema ocorria quando um desses ômegas, que às vezes eram polpados, acabavam tendo relações com os reis da época. Nisso um Ômega Original nascia… e foi o que aconteceu comigo e com Hye… - Sussurrou a última parte. - Por isso, mesmo que não exista ômegas em nossa sociedade, o tratado sobre a pena de morte para eles ainda é vigente. Para evitar o nascimento do Ômega Original a todo custo. - Ouvi outro suspiro. -Por isso há tantas superstições, tantas lendas, envolvendo as espécies de vocês dois. O preto é considerado cor de azar. Um Ômega Original tem a cor preta. O branco é sinônimo do bem. O Alfa lúpus tem a cor branca. Fizeram com que o alfa lúpus fosse visto como uma espécie superior e intocável, de maneira que as pessoas eliminarem qualquer chance de envolvimento com eles, caso houvesse o nascimento de um. Como aconteceu com você, Jimin. Você nasceu um Alfa Lúpus, mas provavelmente ninguém, além de seus pais o forçaram ou lhe falaram sobre casamentos e relacionamentos. Porque já está a cabeça das pessoas que o Alfa lúpus, embora poderoso e superior, é solitário, pois só se envolveria com um  ômega. Da mesma maneira também não o matariam como faziam com os ômegas, porque um alfa lúpus, grande, forte, de pelagem branca representado o bem, jamais poderia ser morto de maneira tão desumana. No fim, sua figura representa a força da nossa sociedade hipócrita, mesmo que custe sua vida em solidão. Os reis e conselheiros da época criaram a história trágica e motivadora perfeita para que a verdade fosse para sempre encoberta.

E agora tudo fazia sentido. As circunstâncias em que Hyungwon, e eu mesmo havíamos nascido. E porque éramos diferentes, assim como Jimin e Shin. Agora as coisas começavam a fazer sentido.

-Na época do tratado, os reis sabiam sobre a origem do gene do alfa lúpus e do ômega original, este último no reino dos Kim, hoje Reino dos Jeon. E por isso, encarregaram os Kim de acabarem com os ômegas, como se estes fossem os principais responsáveis pelos nascimentos desenfreados da espécie. Por isso… pela vez que vocês passaram na… prisão do castelo, devem ter visto como ela é enorme.

-...- Eu não queria mesmo lembrar daquele pesadelo, mas, contra minha vontade, imagens do lugar me vinham à mente. Senti meu corpo tremer pelas lembranças traumáticas.

-Está tudo bem… - Mas ao ouvir a voz sussurrada do alfa ao meu lado, me senti acalmando, embora com certa dificuldade.

-Aquela prisão abriga um verdadeiro número de pessoas. Assustador, chega a ser sua capacidade. Mas nunca foi pela criminalidade do nosso reino ou algo assim. Foi totalmente feito para os ômegas da época. Acontece que custaria muito destruir tudo aquilo após a morte do ômega original naquele tempo. Por isso, acabaram a deixando lá, no subterrâneo do castelo. Aquele lugar é a prova viva de todo o sofrimento que os ômegas passaram pelo egoísmo de Reis prepotentes…

-...E agora? - Perguntei, ante o silêncio repentino. - E agora… o senhor sabe sobre nós… sobre mim… sobre o que aconteceu em seu reino. O que fará conosco?- Indaguei, ainda um pouco nervoso… e muito abalado com tudo o que havia acabado de ouvir.

-Agora… embora tarde, eu finalmente tomei controle de minha própria vida e de meu reino. - Exclamou. - Quando MInjun saiu atrás de vocês, logo após a fuga na prisão, eu passei a acordar para às coisas. Vi que a versão dele não batia. O livro dos reis, ficava sempre em minha posse ou perto de mim. Ele os acusou de roubá-lo, por isso os prendeu, já que o livro possui segredos de Estado também. Mas eu passei a estranhar a maneira doentia com que ele parecia os perseguir. Eu nunca fui presente em sua vida… somente meu appa, e pensado dessa maneira que as coisas passaram a se encaixar. O fato de que você, meu filhote, havia aparecido em minha vida novamente afundou em meu consciente. Eu percebi que não poderia mais me fazer de impotente. Mas, quando tomei uma atitude, já era tarde demais… foi quando encontraram todo aquele banho de sangue na campina em que Minjun estava morto.

-...eu… no fim não consigo odiá-lo...- Sussurrei.

-Como assim?! - Ouvi Jimin exclamando. - Depois de tudo o que ele fez com você!

-Eu sei…. - Suspirei. - Mas no fim eu penso se ele não foi apenas mais um, crescendo com palavras de ódio e intolerância. Talvez ele não fosse alguém tão ruim caso não tivesse essa convivência...

-Independente disso, suas ações não podem ser redimidas para mim. - Jimin insistiu. - Eu jamais o perdoarei pelo que fez com você. - Seu abraço se apertou novamente.

-Depois que acharam os corpos na campina, eu decidi agir. - O rei continuou. - Precisava vê-los, falar com vocês. Eu os devia uma explicação… por todos esses anos de passividade da minha parte. A morte de Minjun… não posso dizer que não doeu, mas eu também não tenho o direito de velá-la, pois nunca fui presente em sua vida. Ao invés disso, deixei que meu Appa, tão venenoso como era, moldasse uma vida jovem, como ele não conseguiu fazer comigo… Eu vim até aqui, usando das comunicações entre os reinos. O reino dos Park estavam procurando os “culpados” pelos crimes cometidos no Reino dos Jeon, assim com também estavam atrás do príncipe, que desapareceu desde a fuga da prisão. Os reinos estavam trabalhando em cooperação, mais pela parte de Minjun. Eu aproveitei da informação compartilhada, e descobri que aqui foi o único lugar que os guardas enviados pelos Park não voltaram… Tentei arriscar a sorte, e enfrentar tudo o que eu deveria ter enfrentado anos atrás.

-E o que você sente agora? - Jimin perguntou, para mim.

-O que? - Indaguei confuso.

-Você é o principal em toda essa história, Kookie. - Explicou. - Devemos tomar decisões agora. Sobre o que aconteceu, e sobre o que vai acontecer. Mas saiba que, independente do que decidir, eu irei te apoiar. - Sua boca roçou em meu rosto, mas num carinho doce e inocente.

-Eu… não sei o que dizer. - E como poderia? Eu apenas vivi, e sobrevivi a tudo até agora. Não era um príncipe, pelo menos não cresci como um, nem recebi educação ou estudos para saber agir em um momento como esse.

“Mas nem para tudo é preciso estudos. Às vezes, só a intuição e o sentimento são os mais necessários e importantes.” Hyungwon falou.

-Sabe..- Comecei. - O senhor disse que não imaginava como foi crescer sozinho… mas, eu nunca estive sozinho. - Expliquei, ganhando a feição surpresa do soberano em minha frente. - Omma… ela havia me deixado na campina, mas sempre voltava quando podia para cuidar de mim. E quando ela não estava, eu tinha outra pessoa para cuidar de mim. Alguém que eu vejo ser tão meu appa ou minha omma, quanto minha verdadeira.

-Quem? - Perguntou curioso.

-Hyungwon. Chae Hyungwon. O mesmo ômega original que o senhor disse ter visto no livro.

-C-como? Mas ele viveu anos atrás!

-Eu sei… por algum motivo, eu o ouço desde filhote. E ele sempre esteve comigo, me ajudando a sobreviver. Se não fosse por ele, eu com certeza não estaria aqui agora.

-Não fale isso. - Jimin rodeou os braços em mim novamente. - Mas é verdade. - O alfa continuou. - Eu também, embora tenha demorado para perceber, ouço Shin Hoseok, conhecido como Park Wonho em minha família. Ele é um ancestral, e um alfa lúpus.

-Mas… - A fala do soberano morreu. - Parece que no fim, existem coisas sobre os Alfas Lúpus e os Ômegas Originais que nós, mortais, nunca entenderemos realmente. E no fim, algumas coisas realmente são curiosas.

-O que quer dizer? - Perguntei.

-Eu lembro de ter lido sobre isso. Quando finalmente havia acordado para o mundo, e estava desesperado atrás de respostas, eu li, em registros antigos que, um Alfa Lúpus e um Ômega nunca perdiam sua ligação realmente, principalmente depois do tratado dos ômega. Não digo como reencarnação, mas que eles sempre estariam ligados entre eles, e entre seus antepassados, como se o Lobo dessas espécies os ligassem. A princípio eu não entendi o que isso queria dizer. Mas vendo agora, compreendo aquelas palavras. Parece que seus ancestrais estão ligados a vocês.

“Isso… parece ser verdade também.” Shin falou. “Eu não lembro de algum ancestral meu falando comigo… mas até aí, eu vivi anos atrás… não sei dizer isso com certeza. Mas eu… nós sempre estivemos aqui.”

“Eu… penso da mesma maneira.” Hyungwon exclamou. “Eu também não me lembro de alguém falar comigo assim, mas eu estar aqui, junto de Shin é uma prova de que, errado, esse rei não está.”

-Ao que eu também me lembro, se não estiver errado, Alfa Lúpus e Ômega Original sempre estariam ligados, e destinados a se encontrarem, de uma maneira ou de outra. Sozinhos ou com ajuda… E quando se marcassem, estariam ali, unidos realmente, compartilhando mais do que sentimentos. Acho que isso tem a ver com a ligação de alfas e ômegas também, mas… não temos como saber, pois registros dessas ligações foram apagados da história.

Mas aquilo também era verdade. Porque… depois que nos marcamos, Shin e Hyungwon passaram a poder conversar com nós dois… e entre si.

“Eu meio que imaginava essa possibilidade.” Shin suspirou. “Mas, foram tantos anos e tentativas de falar com Hyungwon e não obter sucesso. Quando vocês se marcaram eu… simplesmente desisti de tentar, com medo de me machucar mais uma vez.”

“Eu entendo.” Hyungwon respondeu. “Eu também fiquei… mas no momento de maior necessidade, na campina, acabamos por falar. E graças a isso, estamos aqui.”

-Se Shin não tivesse me… atormentando entre meus cios eu… talvez nunca tivesse saído do meu reino e encontrado Jungkook.

-... Isso é… além da minha compreensão. - O soberano respondeu. - Mas então… eu lhes contei minha versão da história, e tudo o que eu sabia… O que pretendem fazer?- Perguntou, com um receio perceptível em sua voz.

-Eu… - Tentei formular algo em minha mente, mas com dificuldade. Eram muitas coisas para assimilar em tão pouco tempo. Sentia minha cabeça prestes a explodir. - Eu… perdoo o senhor. Mas… não consigo ver minha vida como Príncipe. E também não me vejo… longe de Minnie. - Sussurrei a última parte.

-T-tudo bem… - O rei voltava a ter lágrimas em seus olhos.-  Eu não sou digno de seu perdão. De tê-lo já me faz… ter vontade de viver novamente… de poder vê-lo também. - Esticou sua mão, pegando na minha levemente. - Me faz pensar que pelo menos alguma coisa certa eu fiz na vida… e que a prova viva de  demonstração de amor minha e de Hye… está bem em minha frente.

E eu sentia meus olhos marejarem novamente.

-Eu… Minjun não está mais entre nós. - O rei continuou. - E eu finalmente tomei as rédeas ao meu redor. Não vou permitir mais que barbaridades como às que aconteceram ocorram novamente… eu os livro das acusações feitas pelo meu reino.

-C-como? - Jimin gaguejou.

-Estão livres em meu reino. E não importa o que digam, serão sempre assim… infelizmente eu… não posso acabar com meu casamento com Eun, ou tirar Hani de lá, mesmo sabendo que ela teve culpa, assim como Minjun. No fim, eu ainda sou preso por relações no reino, e por um bem maior eu devo conviver com isso até o fim de minha vida. Uma punição leve, se levar em consideração tudo o que minhas omissões causaram…

-E quanto a campina? - Perguntei. Afinal, eu a via como minha casa.

-Outra coisa, maravilhosamente em coincidência. - O rei silabou.

-Como?

-Talvez vocês não saibam, mas aquela campina tem uma história importantíssima.

-Sabemos. A de Hyungwon e Shin.

-Eu… não conheço a história deles… mas não era disso realmente que eu estava falando. - Agora nós dois possuíamos feições confusas. Se não era dos dois, e de toda história que nos contaram, então do que era?

-Dizem registros da história, aqueles guardados pelos reinos e que não se vão a público que, quando da época do tratado, era ali que o Ômega Original vivia com seu Alfa Lúpus. E quando o primeiro morreu, disse que para sempre estariam ali, naquele lugar. Não importava quanto tempo passasse ou as coisas mudassem, que eles sempre se encontrariam ou viveriam ali. Naquela época, os reinos , mais especificamente, o reino dos Kim, proibiram então a entrada de pessoas naquele lugar, com medo de que se se encontrasse lá, seria pelo fato de serem um Alfa Lúpus ou um Ômega original. Mas no fim, de nada adiantou… - Sorriu levemente. - Foi na época de meu ancestral, que mudou o nome do reino para Jeon, que a campina foi dada como território protegido. Não era mais proibido, mas sim protegido, embora essa ação eu nunca tenha entendido realmente.

Mas nós entendíamos. Ele fez isso pro Shin e Hyungwon. Para que pudessem viver em paz.

-E olhando tudo agora… acho que lendas podem ter mais verdades do que se imagina… Eu lembro que na época do tratado, a campina foi tida como um lugar proibido. Mas pelo que o Ômega disse antes de morrer, começaram a chamar o lugar de Floresta Adormecida, onde em algum momento, as duas espécies se reencontraram. Mas o nome foi perdido com o tempo. Apenas os reis, talvez apenas o rei do meu reino pudesse ter realmente conhecimento disso, já que o local faz parte de nosso território.

“Por isso aquele Jeon riu quando falou da campina para mim, antes de eu partir para rever Hyungwon!” Shin exclamou. “Aquele… infeliz sabia disso. Deve ter achado engraçado a coincidência.”

“Indepentende do que tenha sido… só podemos agradecer à ele…”

-Bom… vocês estão livres em meu reino. - O rei disse. - Mas o que vão fazer agora? Podem… viver na campina. Eu nunca deixaria ninguém ir até lá. Poderiam viver escondidos e em paz…

Escondidos…

Por algum motivo, a palavra não me agradou. Passamos por tanta coisa, e eu sabia que o mundo ainda não estava pronto para aceitar uma existência como a minha. Talvez até estivesse; o problema mesmo seria com as pessoas em maior poder. O appa de Jimin era um exemplo disso.

-Eu agradeço… mas não, obrigado. - Respondi, quando juntei meus pensamentos.

-Eu ia dizer a mesma coisa. - Jimin respondeu, ganhando um olhar surpreso da minha parte. - Nossa espécie, a espécie de Jungkook viveu escondida por muito tempo. Mas dessa vez faremos o certo. E eu estarei lá para combater tudo de ruim que vier. O mundo não merece uma existência sem criaturas tão especiais quanto… os ômegas. - Novamente senti minha bochecha esquentando. Eram muitas emoções mistas. Meu coração já estava para entrar em pane. - Vamos passar por tudo isso, nem que eu tenha que enfrentar meu appa também.

-Seu appa… - O rei suspirou. - Eu não sei o que aconteceu com ele, com essa mudança repentina de comportamento. Mas até então, eu fiquei alheio ao mundo... Minha aposta seria de que ele, ao ver que você era um Alfa lúpus, deve ter se desesperado. Medo, eu diria, afinal, um ômega poderia voltar a existir. Se fosse eu em seu caso, a primeira coisa que passaria em minha cabeça, seria se meu filho alfa lupus estaria seguro de possíveis extremistas, de reinos vizinhos, que tinham conhecimento da verdadeira natureza do Ômega Original também.

-Como se eles fossem me matar? - Jimin perguntou, levemente assustado.

-Eu…embora essa teoria não tenha muito sentido realmente, eu não descartaria a possibilidade. E em desespero, talvez um appa faça qualquer coisa pelo filho.

-O que ele fez também não tem perdão. - Jimin exclamou. - Ele se juntou com Minjun nessa caçada absurda.

-Eu não o redimo pelas coisa que fez, afinal, mesmo que eu não tenha esse direito de indignação devido minha omissão por tantos anos, ele tenha ajudado a machucar meu filho também… - Senti seu olhar vindo até o meu.

-Minnie… vamos… conversar com ele.

-Conversar?! Perdeu o Juízo?

-Talvez ele esteja certo, Jimin. - Outra voz se fez presente. Uma quarta.

-Namjoon?!

-Desculpem… mas somos curiosos. - Taehyung apareceu, meio constrangido, mas entrando na conversa mesmo assim. - Jiminie, entendemos seu lado. Afinal, por culpa de Minjun e dos outros, nós estamos onde estamos agora, com todos se recuperando de machucados. Uns mais do que outros… mas não podemos abandonar nossa humanidade, amigo. Veja o que esse diálogo com o rei Jeon não acrescentou aos nossos conhecimentos.

-Isso é verdade. - Namjoon acrescentou.

-Eu… sei. Mas é difícil me controlar. - Jimin rosnou, surpreendendo a todos ali. - Eu já estou mais do que cheio com toda essa babaquice de aliviar para os mais fortes. Eu… vou falar com meu appa… mas só porque vocês pediram. Mas saibam que caso eu veja algo estranho, eu avançarei. Pelas coisas que ele fez, eu já não o considero como appa.

-Tudo bem… temos um consenso então? - Tae perguntou.

-Parece que sim.. - Eu respondi.

-Bom… eu vou indo. - O rei se levantou.

-E-espera! - Mas antes que eu pudesse pensar, meu corpo já havia se movido, e minha mão agarrado a sua, o que o fez se assustar levemente. - E-eu… te desculpo… de verdade. - Sussurrei. - O que- E quando eu percebi, o soberano tinha seus braços ao meu redor, num abraço apertado. Seu rosto foi até meu ombro.

-Eu… me desculpe, meu filho. - Sua voz embargava de novo. - Saiba que tudo o que eu puder fazer por vocês, eu farei… custe o que custar. Custe o meu reino todo se for necessário…. eu sempre estarei lá para ajudá-los. - Ergueu seu rosto, e novamente o vi coberto em lágrimas, levando o meu a ficar também.

-...Obrigado… - Respondi com a voz que eu ainda tinha.

-Eu… agora vou indo… - O soberano falou. - Mas tudo o que eu disse ainda prevalece. - Se dirigiu até a saída do local. - E saibam que eu… sempre estarei torcendo e disposto a ajudar vocês. - Se encontrava na porta. - Ah… mais uma coisa… Hani. - Seu nome proferido chamou a atenção de todos. - Ela sumiu desde que Minjun saiu atrás de vocês. Eu… não tenho ideia de seu paradeiro, ou se ela está bem… mas eu tomaria cuidado.  Mas saibam que qualquer coisa, eu os avisarei imediatamente. - E saiu, finalmente, deixando eu, Jimin, Namjoon e Taehyung em pensamentos.

-E… agora? - o beta perguntou. - O que faremos?

-Eu.. não sei. - Jimin exclamou. - Ele nos esclareceu tantas coisas, coisas que arriscamos nossas vidas para descobrir. E agora… eu não tenho ideia do que fazer…

-Vamos para nosso… reino. - Namjoon sugeriu. - Precisamos acabar com todos os pontos ruins do que aconteceu. E agora só falta isso.

-Sim mas… precisamos esperar… Hoseok acordar. - Tae abaixou a cabeça, novamente.

-Parece que não precisam mais. - A voz feminina da médica ecoou no quarto.

-C-como?- O beta chegou a se engasgar com às palavras. Seu rosto se levantou imediatamente para onde ela estava, em frente à porta.

Jin então apareceu, entrando na frente da mulher, exclamando o que todos estavam morrendo por ouvir.

-Hoseok acordou!


Notas Finais


Bom…. é aí?hehe

O que acharam. O cap foi grande de novo… não foi proposital igual o último. Quando eu notei, já estava enorme, hahha. Mas eu gostei do resultado. Às cosas agora estão se encaixando… e a fic acabando.

Eu não digo com certeza porque eu não planejo capítulos, mas acho que mas uns 3 caps e FDI chega ao final :”)

Maaaaas, não se preocupem porque terão extras SIIIIM! A única coisa plenajada nessa fic, desde o cap 30 são esses benditos extras, ahsuahsuahsua. Então, fora esses caps, eu ainda planejo pelo menos uns 2 extras.

Vamos ver, ne?

Espero que tenham gostado! E eu estou super ansiosa para saber o que acharam. Sobre responder vocês, eu peço desculpas por não ter dado às caras ainda. Mas eu estou sem internet. Na verdade, a Kemi é quem está postando esse cap para mim. Então, até arrumarem a net aqui, o que vai demorar uns 15 dias ainda, eu não vou conseguir entrar no spirit. Eu até entro, mas ele não manda minha resposta para vocês… e eu já tentei mais de uma, duas, três vezes. Ele não manda, e eu fiquei pistola da vida :”(

Mas assim que voltar, eu vou responder todos vocÊs! Estou mais que ansiosa para isso.

Bom, chega de textão, ahsuahsu .Espero que tenham gostado!

E até o próximo capítulo! <3


PS: Para quem não viu, FDI está concorrendo em uma votação, e eu estou com ela a categoria “Autor Revelação”! Se puderem, peço que votem por ela! O link da votação está no último jornal que eu postei. Obrigada desde já! <333


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