História Flor Regada Com Sangue - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia/Boa tarde/Boa noite

Bom pessoas, primeiramente quero pedir desculpas pelo nome do capítulo. Não consegui pensar em nada kakaka (num quero chorar ;-;)

Segundamente quero pedir desculpas pela capa. Realmente me esforcei, saí procurando de tudo que é jeito, mas não consegui boas imagens, então tá aí, improvisado
;-----;


Qualquer outra coisa, desculpem, sério ;-;

Bjs ~

Capítulo 6 - Casacos e Cigarros


Fanfic / Fanfiction Flor Regada Com Sangue - Capítulo 6 - Casacos e Cigarros

– Tudo certo, chefe! – a platinada disse ao adentrar o cômodo, se direcionando à única pessoa ali dentro: uma mulher não muito alta, de cabelos bem escuros, que fumava um cigarro.

Ela jogou a mochila com todo o dinheiro – talvez não todo –, que havia acabado de sacar, em cima da mesa de centro, fazendo com que algumas folhas rabiscadas que repousavam ali voassem e caíssem no chão.

Tirando o casaco que vestia, o jogou em um lugar qualquer. Já não aguentava mais ficar com aquela peça completamente encharcada por causa da chuva.

– Onde você foi dessa vez? – a outra perguntou, enquanto se sentava de maneira desleixada em uma das poltronas de veludo bege.

– Num bar! – a garota respondeu, sorridente – eu até peguei uma coisinha a mais...

– Mel... – um rapaz alto, de cabelos negros que batiam acima do ombro, passou pela porta que dava direto à cozinha, mas parou no mesmo lugar, mudando de uma expressão relaxada para uma de completa raiva – MAS QUE PORRA É ESSA AQUI?! – berrou, olhando as folhas caídas.

– Humm... – a moça de cabelos claros olhou para o chão, desinteressada – acho que são seus desenhos estranhos.

– EU SEI QUE SÃO MEUS DESENHOS!

– Então por que perguntou?

– Quero saber o que diabos estão fazendo no chão! – ele cruzou os braços, com a cara fechada.

– Se estão no chão, é por que caíram. Não tenho nada a ver com isso.

– Eu sei que foi você, Melissa. Sempre que tem vontade, dá um jeito de sair derrubando minhas coisas. Eu não vejo a graça.

– Hum.. e essas flores fofinhas? – ela perguntou, se referindo ao vaso que estava em cima de uma estante, ignorando totalmente a irritabilidade do outro.

– Saco – ele reclamou, enquanto se abaixava para pegar os desenhos. Seus cabelos caíram um pouco sobre o rosto.

Nas folhas haviam algumas ilustrações um tanto... diferentes, em outras apenas alguns rabiscos inacabados.

– Nossa – a platinada disse, ainda olhando para o vaso com as flores rosadas – vocês não sabem quem eu vi! – ela se virou, olhando para ambos, e respondeu a si mesma, entusiasmada – O bonitão do Lorenzo!!! Ele vestia uma camisa social branca, dobrada até os cotovelos, e a gravata estava frouxa e meio de lado... Ah, ele estava tão fofo e...

– Blá blá blá – o de cabelos negros interrompeu, enquanto se levantava e pegava as outras folhas em cima da mesa. Não queria que nada ocorresse com suas obras de arte.

– David, você é um chato, irritante

– E nem me importo

– Melissa, – interveio a fumante, não querendo ouvir mais brigas desnecessárias e ainda por cima sem motivos bons o suficiente para ocorrerem – onde viu esse cara? Você não foi falar com ele, espero

No fundo, estava preocupada. Não podia se esperar nada de Melissa.

– Ah, eu queria, mas não fui não – respondeu, simplista – eu estava entrando naquela cafeteria maravilhosa exatamente quando ele saia. Meu braço até encostou no dele quando passamos pela porta e...

– Poupe-me de detalhes assim, né – a outra a cortou, olhando para um lugar qualquer.

– Tá... Mas enfim, eu comprei meu expresso e depois de tomar, saí. Estava andando bem tranquilamente, debaixo dessa chuvona. Houve um momento que eu virei para o lado, e vi que um carro estava vindo bem rápido, não queria ficar suja de lama e me afastei um pouco do asfalto. Vi que era ele que estava lá dentro, dirigindo... Ah, meu coraçãozinho bateu tão forte – ela olhou para cima, com uma mão sobre o peito – eu vi que ele parou um pouco mais à frente, e algumas pessoas entraram no carro. Foi só isso. Depois o perdi de vista.

– Entendo... E sobre o dinheiro, você precisou tomar alguma atitude sobre o ...

– O dono do bar? – a outra completou – Não, por mais que eu estivesse com vontade. Era só um velho de uns sessenta e poucos anos, mais ou menos. Eu o ameacei de forma bem leve até, mas ele logo cedeu e deixou que eu pegasse o que quisesse. Acredita nisso? Eu estou realmente triste!

– “Ameacei de forma leve” – David repetiu, fazendo aspas com os dedos – isso soa tão engraçado, vindo de você.

– Eu poderia ter inserido de forma bem carinhosa a minha faca naquele estômago gordo, mas não! Você acha que isso não é leve? Eu nem fiz estragos grandes! Fui até gentil. – ela olhou para a mochila, e em seguida acrescentou – Ah, e eu também fiz uma ligação. Liguei pro povo de lá, dos amiguinhos do Lorenzo.

– E por que você fez isso?! – David indagou, com os olhos arregalados.

– Ah, sei lá. Eu queria que o Lorenzo fosse cuidar do caso, seria legal se ele andasse para todos os lados procurando o local que indiquei... Um local falso, claro.

– Você fez isso por diversão? – David perguntou, incrédulo – Não me diga que ficou lá para ver tudo!

– Mas é claro que fiquei! Não teria graça fazer a brincadeira e não ver ela se desenrolar...

– Se não foi ele quem foi, então foi quem? – a de cabelos escuros perguntou, expelindo a fumaça.

– Não sei direito. Eu vi um cara bem estranho usando moletom andando por aquelas bandas...

– De qualquer maneira, o trabalho foi feito. Quem vai fazer as compras dessa vez? – a mulher perguntou, olhando para os dois à sua frente.

– Eu vou. Preciso comprar algo também... – David se dispôs.

– O que vai comprar??? – a de cabelos claros perguntou, curiosa.

– Não é da sua conta, garota!

– Emy, posso matar ele? – Melissa perguntou, com os olhos brilhando.

– Não, ele ainda vai ser útil – a morena respondeu, se levantando – vou tomar um banho quente. Não estou a fim de ficar aqui ouvindo essas discussões sem sentido de vocês.

– Emilly, – David a chamou, enquanto se dirigia à porta de entrada – vou fazer as compras agora, para aproveitar que a chuva parou.

– Como queira.

O mais alto já estava pegando seu casaco para sair, mas quando ouviu o som de algo caindo no chão, se virou instantaneamente.

– Ops – Melissa disse, enquanto olhava risonha para ele – foi sem querer hahaha – falou, se referindo ao aparelho que tinha acabado de cair no chão.

O celular de David.

– Ora sua...


•••


– Eu te pedi pra ficar aqui! – Wanessa falava do outro lado da linha, censurando a amiga.

Júlia, que segurava o pequeno relicário em forma de coração, apenas ouvia o sermão da morena, não dando importância a praticamente nada do que a outra falava.

Quando entrou dentro de casa, decidiu tomar um banho quente, afinal estava com frio e não queria pegar um resfriado. Assim que terminou, resolveu ligar para a amiga, mas esta não parou de falar um minuto sequer.

Os acontecimentos haviam sim lhe abatido um pouco, mas nada muito além disso. Agora, na verdade, apenas a curiosidade lhe atingia.

Por que o lance das ataduras? – se perguntava.

A princípio, ela pensou que ele fosse louco, mas loucos não trabalham como policiais. Então deveria haver algum motivo para visual deveras original, não?

Talvez algum dia sua pergunta fosse respondida, afinal.

– JÚLIA?! – Wanessa gritou do outro lado, fazendo com que a loira se voltasse à realidade e também afastasse o celular do ouvido.

– Que foi? – perguntou, pouco interessada.

– Nossa... Você realmente não estava prestando atenção em nada do que eu disse? – questionou a outra, sentida.

– Não ouvi nada além de um discurso maravilhosamente desnecessário. Eu já disse que estou bem, e não aconteceu nada comigo! Fique tranquila

– Fique tranquila o caramba! Eu sei que não aconteceu nada, mas pense só: se você tivesse ficado aqui não tinha tomado esse susto enorme! Na verdade nós estaríamos jogando e comendo!

– Sim, sim, eu sei – Júlia suspirou, cansada – mas agora já foi. Não adianta mais falar de algo que não tem mais jeito.

– Hum... De qualquer maneira, se ele estava andando por aí desse exato jeito que você descreveu, ele é muito estranho.

De qualquer maneira, estou cansada, acho que vou dormir um pouco, quem sabe a gente se fala amanhã, tá?

– Não tem essa de “quem sabe”!

– Tá, então a gente se fala amanhã

– Certo. Até amanhã então. Dorme bem viu?

– Você também. – Júlia respondeu, encerrando a ligação.

Ela se levantou da cama – pois estava deitada até aquele momento – e abriu a grande mochila que estava jogada no chão.

Tirando a câmera de dentro, a ligou. Queria fazer uma melhor observação daquela foto.

Quanto ao relicário... O dono provavelmente apareceria para buscar. Deixaria guardado.


Notas Finais


Será que o cap ficou muito ruim?

De qualquer maneira, vou atualizar mais cedo (só não sei quando, mas vai ser num período menor do que esse que levei agora por último)

Até um outro dia, pessoas

Bjs pra vocês


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