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História Florence - LeviHan. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Um curto conto que se passa ao final da terceira temporada de Shingeki no kiojin, onde Hanji e Levi encontram um no outro um motivo para continuar lutando 💕

• Ignorem os erros, logo corrijo;

Capítulo 1 - Único; Vazio.


Fanfic / Fanfiction Florence - LeviHan. - Capítulo 1 - Único; Vazio.

Vazio; Único.

29 de fevereiro.

O choro mínimo e seguido por baixos soluços abafados podia ser ouvido;

O corredor era escuro e cheio de portas fechadas que levavam aos quartos dos soldados do corpo de investigação, esse quase vazio se não fosse por Rivalle encostado a parede e de pé, ao lado de uma das portas, em um total silêncio.

Ouvindo o barulho baixo do choro quase não perceptível, Levi fechava os seus olhos e parecia aguardar pelo momento certo; Estava alí a algum tempo, mas decidiu não adentrar o quarto, dando espaço para que Hanji, pudesse chorar.

Não era a primeira vez que ele ficava ali, quieto, enquanto ouvia a amiga chorar até adormecer. Ele sentia sua mesma dor, suas mesmas perdas e entendia as suas razões. Antes, Erwin estava lá para os dois, mas agora, era só Levi e Hanji.

Normalmente Levi apenas se mantinha perto, mas nunca invadia o espaço de Hanji, ele sabia que a morena gostava de ter sua privacidade e era um tanto quanto reservada com seus próprios sentimentos. Levi respeitava seu lugar.

Entretanto, quase todas as noites Levi estava alí, em silêncio, sentindo-se incapaz e ouvindo o choro de perca de Hanji. No fundo, ele queria a ajudar, mas não sabia de fato como fazer aquilo, delicadeza não era seu forte.

Duas leves batidas na porta.

— Quem é? — A voz baixa e rouca da morena ousou perguntar, e está viu a porta ser aberta calmamente.

— O que... Posso fazer? — Levi, que se encontrava ainda com seu uniforme e uma expressão cansada, encostado a porta que a pouco abriu, a olhava.

Sua mão apertou a maçaneta. Hanji estava sentada a frente de uma mesa cheia de livros e anotações, ela mantinha a calça do fardamento e uma regata surrada, além dos cabelos soltos e bagunçados sobre os seus ombros.

— Em relação a quê? É sobre a nossa próxima missão? Eu estava pensando que levará pouco para que não restem mais titãs. — Hanji garantiu, lembrando-se da última missão suicida, mordendo o interno da bochecha enquanto Conferia papéis sobre a mesa.

Levi Suspirou, a observando.

— O que foi, Livai, ansioso? — Hanji perguntou em seu tom de brincadeira, acabando por dar risada em seguida.

— Não precisa fingir que está bem depois do que aconteceu, eu sei que dói tanto em você como dói em mim. — Levi disse com a voz calma, cauteloso.

Hanji o observava, suspirando em seguida e retirando os óculos.

— Por que ele fez tudo isso? Valeu mesmo a pena? Em que ponto chegamos... — Hanji apoiou uma mão contra seu rosto, frustrada.

— Ele tinha as suas razões. Erwin sabia que ele ia morrer, e ele sabia que íamos estar vivos por ele. — Levi começou, e Hanji manteve a posição, fechando seus olhos. — Eu falei com ele...

— E não tentou impedir? Depois... Depois eu que sou a maluca! Essa vitória foi de fato gratificante para a humanidade, mas... Mas isso valeu a pena? — Hanji o olhou, entristecida.

— Não, provavelmente. — Ele respondeu, deixando a morena absmada. — Mas esse era o sonho dele, e vamos completar cada detalhe dele.

Hanji o olhava, assim como Levi a ela. Ambos estavam instáveis.

— O que... Ele disse antes de irmos? — Perguntou ela em seguida.

— Que mesmo que eu quebrasse as pernas dele, e mesmo que eu o ameaçasse de morte, ele ia para está missão. — Levi disse, e isso calou Hanji, que pareceu um tanto absmada.

— O Erwin era louco... — Concluiu Hanji, logo negando a sua fala.

— Eu ouvi você chorando... — Levi começou, tomando a atenção da morena, que ficou quieta novamente. — Quase sempre... A noite, você chora.

— Eu? — Hanji perguntou retoricamente e acabou rindo um pouco, talvez de nervosismo, o olhando. Seu sorriso aos poucos se disfazia. — Não comente com ninguém sobre isso...

Levi negou, se aproximando e puxando uma cadeira a sua frente, sentando, com a cadeira ao contrário. Se apoiou no encosto da cadeira.

— A quem eu poderia contar? — Levi perguntou em um ar divertido, ainda que mantivesse a sua expressão neutra. — Estão pressionando você?

— Sim... Um pouco. Eu estou como substituto de Erwin agora, e eu não sei se estou preparada para isso. É muita responsabilidade, são muitas questões que eu não sei se consigo lidar, eu... Não consigo... — Hanji acelerava enquanto falava, erguendo as mãos a altura da cabeça, bagunçando mais seus fios.

— Acredito que ele sabia bem o que estava fazendo. Ele quis morrer, mesmo tendo a oportunidade para continuar, ele decidiu descansar. Nosso trabalho é continuar o que ele começou. Nós éramos um trio, mas agora somos uma dupla, e vamos dar um jeito. — Levi proferiu baixo, a observando.

Um suspiro escapava por entre os lábios de Hanji, ela fechava os olhos e parecia tentar se acalmar um pouco.

— Seu olho está melhor? — Perguntou Levi após a observar.

— Eu o perdi. — Hanji respondeu.

— Ao menos está com vida. Eu achei que havia te perdido... — Levi proferiu em um tom cauteloso, a observando.

— Acho que eu estava em segurança desde que Moblit estivesse comigo... Ele era um bom amigo, eu o devo muito. — A morena usou de um tom entristecido.

— Ele tinha orgulho de estar no seu esquadrão, sei que ele deve ter morrido feliz sabendo que ele salvou a sua líder. — Levi disse, e Hanji abaixou cabeça, ficando novamente sem resposta.

Levi a viu tensionar, encolhendo ela os ombros, novamente instável.

— Eu sei que não muda nada, mas se quiser desabafar, não precisa chorar. Somos uma dupla, eu vou ser seu apoio. — Levi disse, observando um sorriso bem sútil no rosto dela.

Livai, está adoentado? Ser sentimental não faz seu estilo. — Hanji disse, o olhando, tentando ser um pouco mais possitiva, e ele negou.

— Desde que entrei na corporação, eu perdi muitos amigos. Pessoas que lutaram comigo, companheiros que jamais vou esquecer... Entretanto, eles não tiveram a mesma sorte que eu, e agora, só tenho você. Eu não tenho mais razões para continuar aqui, mas... Estou tentando criar uma. — Levi falou mais baixo, observando a morena.

— Não me diga que o seu novo propósito é proteger a mim por causa disso... Não quero ser um fardo. — Hanji tentava pensar na ideia de Levi.

— Não. Quero lutar com você, porque você é mais que apenas um companheiro para mim. Quero ser o seu apoio, e quero que você seja o meu. Talvez não tenhamos muito tempo, ou ainda talvez possamos perder, mas... Antes, eu precisava dizer isso, dizer que eu fiz de você a minha razão para continuar vivendo. — Levi usava de seu tom tranquilo, e sua expressão suavisava.

— E se eu não quiser? — Perguntou Hanji, após algum tempo.

— Não tem escolha. Eu te suportei por anos, você me deve e... Do meu jeito, vou continuar tentando cuidar de você. — Levi confessava, a observando.

Hanji estranhamente riu.

— O quê? Agora vamos nos abraçar e começar a namorar? — Hanji brincou, e Levi franzia o cenho, negando.

— Credo. Não, quatro olhos... Digo, três olhos? Bah, não é a mesma coisa. — Levi negava, tentando pensar no que faria sobre seus 'apelidos carinhosos'. Hanji apenas ria com seu jeito carrancudo.

Livai... — Hanji começou, e Levi a observou por instantes, tendo sua atenção voltada a mesma quando ela levantou e se aproximou, o abraçando por trás, o erguendo um pouco do seu acento. Ele resmungou. — Que fofo!

— Me larga! Eu odeio quando você faz isso, três olhos! — Levi resmungou, e ela apenas estava a rir baixo, o largando agora. — De todo modo, não quero que chore. A nossa luta não acabou.

— Sim, eu vou tentar... Depois das missões de exploração finais, vamos ao mar. — Hanji disse, agora com o seu brilho esperançoso no olhar.

Levi afirmou.

—  E não minta para mim, eu me importo com você. — Decretou Levi, se voltando a garota atrás de si.

Hanji se voltou novamente a mesa, se apoiando nela, de lado de Levi.

— Acredito que você não deixaria que eu mentisse. — Hanji parecia bem mais tranquila, e Levi também.

— Ótimo. — Disse Levi em conclusão, desviando o olhar enquanto Hanji pegava uma xícara sobre a mesa, provando um pouco do seu chá. — Temos um tempo... Você quer fazer algo antes de irmos por nossas cabeças a jogo novamente? — Perguntou com uma expressão neutra, mas relaxado.

— Você realmente é bem estranho... — Hanji começou o riu baixo.

Levi pareceu irritado.

— Mas você sabe mesmo como fazer uma garota feliz, ein? — Hanji brincou, se voltando a ele e sorrindo abertamente.

Levi travou, abrindo a boca.

— Espera... Você é uma garota? — Levi parecia surpreso e absmado, franzindo o cenho, e Hanji dava risada.

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