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História Florence and your Lady - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Você iria me rejeitar, você vai me rejeitar!


Fanfic / Fanfiction Florence and your Lady - Capítulo 10 - Você iria me rejeitar, você vai me rejeitar!

— Florence... — sinto as pontas dos dedos de Stefani passearem na lateral de meu rosto.

— Hm...? — resmungo ainda sem abrir os olhos.

— Não acha melhor nós irmos? Ou você ainda quer ir mais tarde?

— Vamos ficar mais um pouco, quero aproveitar mais de você. — sorrio encarando-a, mordendo os lábios.

 

Minhas mãos ainda estavam nos seios de Stefani, aperto-os e ela morde os lábios, fazendo uma cara de prazer, fechando os olhos. Sinto seu peito levantar enquanto respira profundamente. Mexo na ponta de seus seios, provocando-a. Desço as mãos pela sua barriga, faço alguns pequenos desenhos usando meu indicador como um lápis de gelo. Ela suspira algumas vezes sentindo a frieza do gelo em sua barriga. Em seguida desço para o seu sexo, movimentando lentamente os meus dedos em volta do seu clitóris, milagrosamente, sem congelar nada. Stefani apenas se contorce ao sentir o prazer que eu lhe proporcionava, ela se segurava para não gritar até que eu penetrei um dedo dentro dela movimentando rapidamente enfiando mais outro e um terceiro. Ela mantia a boca aberta respirando profundamente tentando se conter de alguma forma enquanto encara o céu e geme o meu nome quase que gritando e implorando para que eu não parasse. Ela segurava os meus braços e gemia cada vez mais e mais. Continuei a estocá-la até que senti o líquido dela escorrer em minha mão e ela gemer uma última vez respirando pesadamente em seguida, se acalmando aos poucos.

Ainda estamos deitadas observando a bela vista do mar enquanto Stefani ainda se recupera. Ainda é duas da tarde, então o sol está quente para entrarmos na água, e eu quero evitar queimaduras em minha pele e na de Stefani. Ficamos ali encarando as nuvens no céu e observando, sentindo o toque uma da outra, trocando beijos e selinhos, dando risadas de qualquer coisa até que Stefani decide ir entrar no mar, mesmo eu a impedindo.

 

— Vamos, eu quero ver você lá embaixo da fenda — ela me puxa, fazendo-me levantar.

 

Fenda… é como eu chamo o arco natural de calcário da Durdle Door.

 

— Mas o sol ainda está forte Stefani. — vejo a caminhar a minha frente chutando a areia para a água.

— É só ficarmos na sombra, você não vai se queimar na sombra Florence, pelas minhas cores! — ela bufa e volta a correr na água indo próximo as pedras que brilhavam com o reflexo do céu.

 

Estranhei o fato de ela ter dito aquilo, pelas minhas cores.

Com o decorrer do tempo, bem antes da Queda, trocamos algumas expressões. Mas apenas expressões populares. Os mitos continuam mitos, histórias ainda histórias, lendas ainda lendas… mas deixamos de seguir religiões quando os sangues começaram a se separar. Quando os prateados começaram a surgir. Grandes Casas, grandes nomes, grandes poderes e a classificação dos mesmos, começaram a fazer com que provasse que todas as religiões estavam erradas sobre a questão do futuro ou de qualquer outra coisa que falasse sobre a vida humana, nem a ciência soube explicar a mutação genética e a drástica mudança dos sangues vermelhos para o prateado, igual a um ferro derretido, muito menos explicar o por quê desses de sangue prata terem os poderes e as forças extremamente absurdas de acreditar e os vermelhos não terem absolutamente nada das mutações até sanguenovos surgirem em meio a Queda. Então com os estudos e as classificações, cada prata com um estilo diferente de poder foi nomeado com algum nome que especifique o poder de cada prateado existente — magnetrons, forçadores, ninfoides, murmuradores, cantores, ardentes, curadores, sedas, oblívios, plantadores, sombras, silfos, animos, silenciadores, telecs, dobra ventos e mais um monte que eu não recordo agora —, assim foi feito o mesmo para cada Casa que surgisse, dando a eles sobrenomes e cores nobres como representação — Casa Calore, Samos, Welle, Osanos, Rhambos, Haven, Titanos, Arven, Merandus, Jacos — e da mesma forma trocando as expressões como: “meu Deus” por “minhas cores”.

Mas geralmente as pessoas que costumam usar esses tipos de expressões são os prateados mesmo, nem os sanguenovos falam ou sequer citam, pelo menos dos poucos que conheço. Estranho ver Stefani dizer isso e tento indagá-la sobre.

 

— Cores? — arrasto o pé sobre a água, me aproximando dela.

— É… — vejo-a engolir em seco. — Minhas cores… por quê?

— Nada. É só algo peculiar vindo de você.

— De mim? — ela claramente força uma risada.

— Sim, mas não importa. — juntos as minhas mãos e faço uma bola de neve. — Uau! Isso é incrível — dou risada jogando-o de uma mão a outra. — Olha só. — jogo ao mar como uma bola de baseball. — Consegui jogar longe. — aponto para frente.

 

Stefani tenta olhar em direção aonde bola de neve teria caído. Me aproximo dela discretamente e toco os seus ombros, mas ela se encolhe ao meu toque, arrastando as mãos sobre os ombros e percebo que quase a congelei rapidamente. O sorriso que eu ostentava em meu rosto, se desfaz ao perceber que seu ombro se acalentava em baixo de suas mãos após se afastar de mim.

 

— Suas mãos estão frias demais… — ela se afasta, ficando a minha frente.

— Desculpa. — encaro as minhas mãos e em seguida olho para ela novamente com pavor nos olhos.

— Quer que eu te acalme de novo?

 

Apenas respondo movendo a cabeça positivamente enquanto se aproxima.

 

Durma! — é apenas o que ela diz e depois estala os dedos rapidamente.

 

Sigo os olhos em seus dedos e durmo imediatamente, me desconectando totalmente do meu corpo, e sinto-me mole, em estado de transe, sem abrir os olhos. Não sinto mais nada depois do apagão.

Ao abrir os olhos vejo Stefani sorrir levemente enquanto eu estou deitada na areia com a cabeça apoiada em seus braços. Ela mexe em meu cabelo, colocando uma mecha em minha orelha.

 

— O que houve? — digo com a voz falha.

— Eu acalmei você… — ela parece fungar — ou ao menos tentei. — uma lágrima de Stefani pinga em minha bochecha.

 

Bastou aquela lágrima para ela olhar em direção ao mar e disparar a chorar. Pisco algumas vezes tentando me acostumar novamente com a claridade. Saio de seus braços e encaro-a chorando. Ela percebe e encolhe as pernas, escondendo o rosto entre seus joelhos.

 

— Eu pensei que tinha te matado. — ela junta mais as pernas.

 

Olho para a areia e em seguida para os seus olhos que estavam esbranquiçados nas laterais. Era para estarem avermelhados. Ainda não entendo o que ela queria dizer com “pensei que tinha te matado”, mas como ela me mataria?

Encaro os seus olhos e ela começa a falar algo que não entendo novamente, apenas consigo vê-la movendo a boca como se estivesse falando algo enquanto chora, mas não escuto absolutamente nada. Estou em transe novamente encarando-a. É como se eu estivesse completamente hipnotizada. Não consigo sequer me mexer.

Quando consigo novamente ter controle do meu corpo, saindo de meu transe, vejo que em minhas mãos um punhal de gelo. Encaro-o e assusto-me, jogando o objeto para a areia. Stefani ainda está chorando, e ela segura o punhal e corta o seu pulso, provocando a saída do sangue. Vejo aquela cena completamente assustada. Assim que a pele dela se abriu e sangrou, percebi o por quê que ela tenha chorado após me “acalmar”. Lady Gaga é uma prateada.

 

— O que você fez? — seguro o seu pulso, na tentativa de impedir que o seu sangue escorresse, em vão. — Por que fez isso? — a prata conseguia atravessar os meus dedos e escorrer nos braços de Stefani.

— Desculpa — ela diz enquanto ainda chora. — Eu precisava mostrar ou dizer a você, você saberia de qualquer forma.

— Mas não precisava ser desse jeito. — fecho a cara e pego-a no colo, levando-a até o lençol.

 

Trouxemos um kit de emergência, caso algo acontecesse. Ainda bem que eu lembrei. Peguei algumas gazes e joguei de leve o álcool na lateral do corte e ela geme de dor, enrolei a gaze em seu pulso, prendendo-o com uma fita em seguida.

 

— Era mais fácil me dizer. — abraço-a e mexo em seu cabelo, tentando acalmá-la. — Pare de chorar, por favor. — sinto meus olhos lacrimejando.

— Não… eu não consigo… — ela chora se encolhendo mais em meus braços. — Você iria me rejeitar, você vai me rejeitar! — ela grita — Eu sei que você não gosta de prateados.

— Eu não… — pensei em continuar a falar, mas não tinha o que dizer. — Eu não vou te rejeitar. — eu sei que é mentira.

— Você vai… me desculpa, eu não quero perder você Florence. — ela segura o meu rosto.

— Shhh, calma. Está tudo bem. Já passou. — beijo a cabeça dela e observo o mar. Uma lágrima escorre pelo meu rosto.

 

Por que a maioria das pessoas que me rodeiam são prateados? Eu queria entender isso.

Todo mundo pode trair todo mundo.

Aquela velha frase.

Não digo que ela me traiu, mas ela não havia me dito que era uma prateada. Em momento algum ela havia mencionado nada sobre isso. Mesmo que ela não tenha me traído de verdade, me sinto traída.


 

— Finalmente vocês chegaram! — minha mãe se levanta do trono e vem andando rapidamente em nossa direção.

 

Estávamos no salão de entrada, onde fica o trono de minha mãe, e que logo será meu.

 

— Eu disse que voltaríamos antes da meia noite. — entrego a cesta que levamos a uma das criadas que apareceu no salão.

— Chegaram bem cedo, aliás, ainda são sete e meia. — minha mãe verifica o relógio e para em nossa frente.

— Enfim, chegamos mãe! Por favor, Leger, — dirijo-me em direção ao soldado atrás de nós. — Leve Lady Gaga para os seus aposentos. — ele assente e Stefani segue-o, olhando-me com um olhar triste.

— Boa noite Florence… — ouço-a, mas a ignoro.

 

— Consegui uma boa tutora para você querida, ela virá um dia antes da sua coroação. Tudo bem?

— Certo, e quem é? — encaro-a, perdendo o cabelo.

— A Lady Bullock.

— Sandra? A Sandra Bullock Osanos? — questiono.

— Ela mesma. Ela é ninfoide, então te ajudará bastante querida. — ela segura o meu rosto.

— Certo, agora eu preciso de um banho.

— Pelo visto… — minha mãe cheira o meu pescoço de longe. — Vocês foram a praia.

— Fomos.

 

Ela aponta para o próprio pescoço enquanto encara o meu, como se tivesse algo em minha pele.

 

— Isto é o que?

— Nada — tento esconder a marca roxa que havia em meu pescoço.

— Você não se machucou, não é? Está doendo? — ela cutuca a marca em meu pescoço.

— Não, não está doendo mãe. Mas se você continuar cutucando dessa maneira, vai doer.

— Desculpa. — ela pára e me encara. — Você parece cansada. O que fizeram na praia?

— Entramos no mar, fizemos um piquenique, nada demais.

— Hm, e foi bom? Para as duas ficarem praticamente o dia inteiro?

— Foi ótimo.

— Que bom.

— É… — encaro o piso. — Sabe se a fotógrafa que eu contratei para o baile veio hoje? — encaro-a subitamente.

— Ela veio, mandei ela vir amanhã, mas ela deixou algumas fotos do baile no seu quarto.

— Ah, certo. Ok, obrigada mãe.

— De nada, e por que a Lillie não tirou as fotos? Não era ela sua fotógrafa oficial?

— E é, mas eu queria que ela aproveitasse o baile sem trabalhar, então eu contratei uma para ficar no lugar dela.

— Ah… pelo menos a Lillie se divertiu.

— É… se divertiu.

— Agora seria melhor você ir dormir, já está tarde querida. — ela põe a mão no meu ombro.

— Eu vou, preciso tomar um banho antes e tirar o sal do mar da minha pele.

 

Saio do salão e vou na companhia de Leger, que já havia voltado, até o meu quarto.

 

— Alteza… — Leger abre a porta. — Tenha uma boa noite, princesa.

— Boa noite, e bom trabalho. — digo e entro em seguida.

 

Realmente a fotógrafa havia deixado as fotos em meu quarto. Estavam em um envelope em cima de minha penteadeira. Retirei as fotos do envelope e um bilhete caiu no chão. O segurei e li.

“Algumas fotos eu deixei separadas das principais, achei que você fosse precisar para alguma coisa, tem um outro envelope com outro bilhete, abra-o”. Era a única coisa que tinha no bilhete. Como ela tinha escrito, tinha outro envelope perto daquele. Observei as fotos do baile e estavam todas lindas, os convidados com caras felizes e algumas minhas que ela havia tirado no começo do baile. Algumas com Stefani, Lillie e alguns conhecidos… Uma foto de Stefani em que ela estava sozinha encostada numa parede branca com um copo descartável na mão e óculos escuros, aquilo me chamou a atenção. Ela estava bonita na foto, mesmo com o moletom, os óculos, a saia armada laranja com uma calça preta embaixo, uma bolsa e tênis nos pés. Não cheguei a vê-la assim no baile, mas parecia que aquela foto foi tirada naquele dia; olhei o lado oposto e tinha uma notinha escrita, “não é do baile, mas ela estava se arrumando para ele, como eu tinha chegado mais cedo e a encontrei assim, tirei e Lillie havia dito que talvez você gostasse de ver” e realmente eu gostei, Lillie sabe dos meus gostos. Separei a foto das outras e fui abrir o outro envelope.

Como ela havia avisado, um bilhete havia dentro do envelope. “Eu vi o que aconteceu no corredor, tenho provas, se precisar. Nunca fui com a cara de Calebe Samos, e você com certeza não também depois de ele ter feito isso com você. Tirei essas fotos e estou dando a você, tenho algumas cópias, caso você perca. Tome muito cuidado”. Olhei as fotos e era de longe que mostrava eu e Calebe no corredor do castelo. Conversando, afastados, próximos e na hora em que tudo aquilo aconteceu. Até quando eu o congelei, ela registrou. “Se ninguém acreditar, mostre essas fotos!” era o que estava escrito no verso de uma das fotos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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