História Flores de ameixa - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Youkai
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Palavras 930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Coe, é uma história normal como qualquer outra

Capítulo 1 - Prólogo


Há muito tempo, na mata ao nordeste do pequeno Vilarejo das corujas, foram encontrados cinco cadáveres de caçadores. Não chegaram a serem identificados, pois estavam sem suas cabeças; além de vários cortes no corpo, como se tivessem sidos atacados por ursos ou algum animal maior. Acontece que, nenhum urso ou outro animal selvagem e perigoso se encontrava por aquela mata. Apenas coelhos, pássaros e alguns cães selvagens viviam ali. Ah!, e lagartos, também haviam lagartos. Como o responsável pela decapitação dos caçadores não foi encontrado, apelidaram a floresta de "mata matadora".

Mata matadora, é um nome que instigava a curiosidade e a fome do desconhecido que dorme no coração de todos os homens. Não demorou muito para que, Silvano, que todos no vilarejo julgavam louco, organizar uma expedição de desbravamento. Os anciões e as mulheres acharam muito arriscado, e o alertaram de que sua insanidade estava o fazendo arriscar sua vida sem necessidade. Porém, Silvano conseguiu o apoio de boa parte dos homens que frequentavam o bar, em menos de duas horas ele já tinha recrutado doze cabeças.

- Não consigo entender como um louco conseguiu convencer tanta gente a se arriscar nessa mata sombria. - Comentava uma idosa enquanto lavava roupas no rio. Perto das três horas da tarde, as mulheres do vilarejo se encontravam no rio para lavar roupa e fofocar.

- Nem me lembre disso! - Respondeu muito irritada, uma mais jovem. - Meu marido foi infectado pela maluquice de Silvano e está amolando sua peixeira pra se aventurar como uma criança na mata.

- Esses homens sempre foram loucos! - Beatrice dos nove gatos entrou na conversa. - Tudo que sabem fazer é beber, brigar, comer e cagar. Não vejo mal nenhum em adiantarem suas mortes naquele matagal. Acredito que finalmente Silvano teve uma boa ideia, sem homens no vilarejo, não vamos ter que nos preocupar com o cheiro de xixi nas ruas e com as mesas e garrafas quebradas por ai.

- Por que Silvaninho quer se arriscar assim? - Perguntava uma garotinha com um semblante triste. - Ele não sabe que lá tem um monstro? E se ele morrer? Quem vai plantar flores comigo? - Sua preocupação comoveu todas as mulheres no rio, excerto Beatrice, que era sempre fria e sem coração.

- Meu anjo, - Silvana, a gêmea de Silvano, alisava carinhosamente os cabelos da menina. - meu irmão sempre diz que os meninos tem sonhos que as meninas não entendem. Vamos confiar nele. - Sua voz era tão doce e seu sorriso tão gracioso, que a garotinha se acalmou na hora.

- Hiiiiaaahahahaahahahaha! - Beatrice riu como uma bruxa. Praticamente todo o vilarejo a considerava uma bruxa mesmo, sua risada é apenas um dos dez motivos que lhe davam essa fama, os outros nove são seus gatos. - Seu irmão está levando pais de família para um encontro nada romântico com a morte. Por que ele não vai morrer sozinho? Por que tem que envolver os outros em seu sonho suicida?

- Ele não obrigou ninguém a ir com ele. - Respondeu Silvana séria. - Todo homem tem uma motivação diferente para enfrentar a morte. Talvez eles estejam cansados de apenas trabalhar e beber, e desejam ter um pouco de emoção em suas vidas.

- Bobagem! - Beatrice pôs suas roupas na cesta e foi embora.

Ao anoitecer, Silvano e os doze, se reuniram para tomar uma dose antes de entrarem na Mata matadora. Estavam todos muito animados e festivos, como se fossem passear num parque de diversões. Todos carregavam mochilas e suas respectivas armas, peixeiras, espadas, espingardas e até punhais. Alguns também carregavam varas de pesca. Estavam todos equipados e prontos.

- Silvano! - Sua irmã o chamou no momento em que caminhavam em direção a mata. 

- Diga. - Respondeu.

- Tome, colhi algumas ameixas pra você. - Disse levantando a cesta.

- Obrigado. - Agradeceu beijando sua testa. - Com certeza me dará força.

- Tome cuidado. - Aconselhou preocupada.

- Vejo que enfeitou a cesta com flores. - Observou Silvano.

- São lindas não são? As ameixas florescem antes das folhas nascerem.

- Quem disse isso?

- Eu mesma vi.

- Ninguém vai acreditar em você.

- Vão me chamar de louca?

- Vão. - Respondeu sorrindo.

- Direi que sou sua irmã e que você dorme em um caixão.

- Quando voltar, vou confirmar suas mentiras.

- Até você voltar, minhas mentiras já terão se tornado verdade.

- Até a parte do caixão?

- Claro, ou acha que vai sobreviver? - Perguntou num tom de brincadeira.

- Vamos ver se a Mata matadora me mata. - Respondeu confiante.

- Vombora Silvano maluco! - Chamou um dos homens. - Já tá amarelando?

- Já vou!

Para Silvano, a vida era mais do que trabalhar de agricultor e carpinteiro como fazia sua vida toda. Diziam que ele era louca por querer a emoção de arriscar sua vida, ou por querer se aproximar da morte pra se sentir vivo. Mas somente sua irmã conhecia a verdadeira face da sua loucura. Sua vontade era conhecer o inferno e voltar pra contar a história.

Após uma semana sem noticia dos desbravadores, os anciões do Vilarejo das corujas enviaram um grupo de busca para a mata. Quando encontraram a turma de Silvano, estavam todos sem cabeça e espalhados por vários pontos do matagal. Reuniram doze, então perceberam que restava um. Silvano não foi encontrado. Sua cesta de flores de ameixa estava banhada de sangue, e duas flores boiavam na pequena poça escarlate que se encontrava na pedra em que a cesta foi encontrada.

 


Notas Finais


O matador da mata matadora é quem desmata?


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