História Flores de Cerejeira - Capítulo 54


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Visualizações 159
Palavras 2.647
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não, vocês não estão vendo errado. Eu tinha essa cap salvo ha algum tempo e resolvi postar, só pra mostrar um pouco da convivencia do Shouta e da Sarada. Não vai ter uma segunda temporada, mas acho que vocês vão curtir esse pequeno Filler.

Capítulo 54 - Filler: Irmãos


Adolescência. Essa é uma daquelas fases que é difícil para qualquer pai ou mãe lidar; principalmente se o adolescente em questão é extremamente inteligente, o mais velho dentre os filhos dos amigos e, esteja começando a se interessar por garotas.

Ah, adolescência. Shouta tinha se tornado um belo rapaz de 16 anos. Cabelo arrepiado na parte de trás e uma franja que cobria parte do rosto. Agora com quase 1,70 de altura, chamava atenção não apenas pela indiscutível inteligência, mas pelo vasto talento em qualquer esporte que se arriscava a praticar; o do momento era basquete.

Sair ele, o pai e o tio causavam murmúrios. As mulheres da família definitivamente não gostavam.

Estavam todos jantando quando Sakura bateu o telefone no gancho e fez uma careta, assim que voltou para a sala de jantar encarou o filho de braços cruzados e ainda a expressão de poucos amigos.

– Shouta. – Disse entre os dentes. O rapaz apenas a olhou – Peça as suas namoradas para não nos ligar na hora do jantar.

– Mas é a única hora que elas sabem que eu tô em casa, mãe. – Justificou ele – Não posso evitar que elas liguem. – Deu de ombros.

– Shouta. – Sasuke o chamou e fez um sinal para que ele olhasse a mãe – Você vai se esforçar para controlar essas meninas, não vai?

– Cl-claro pai! – Disse rapidamente ao ver a cara de poucos amigos da mãe - Na-nada de ligações no jantar! Eu juro!

– Ótimo. – Disse Sakura se sentando a mesa – Vamos terminar de comer.

Sarada, que já tinha nove anos apenas escutava tudo em silêncio. Revirou os olhos ao ver a forma como o irmão saia rápido das encrencas. Ela ajeitou seus óculos e suspirou.

- Vamos ver por quanto tempo ele mantém a promessa dele. – Disse a garota indiferente.

- O que quer dizer, maninha? – Shouta a olhou curioso – Eu sempre cumpro minhas promessas.

- Claro. – Disse a garota em um pequeno tom de deboche – Acho que é só comigo que não cumpre.

- O que disse? – Shouta ficou confuso.

- Esse monte de perfume feminino barato que você anda cheirando está te deixando burro. – Ela se virou para os pais – Já terminei, posso sair da mesa?

Sakura e Sasuke assentiram e a pequena saiu correndo para o próprio quarto. O silêncio e uma expressão confusa se instalou no rosto de todos. Sasuke e Sakura se entreolharam dando de ombros enquanto Shouta tentava entender as palavras da irmã.

- O que deu nessa pirralha? – Finalmente Shouta falou emburrado – Ela me chamou de burro. Mãe? Pai?

– Não sabemos, filho. – Sakura respondeu – Mas pelo jeito ela está bem zangada com você.

- Deveria ir ver o que aconteceu e tentar se resolver com ela. – Explicou Sasuke – Sarada não é o tipo de criança que se emburra sem motivo.

- Ta, ta. – Shouta passou a mão por trás do cabelo e levantou – Eu vou ver o que ela tem.

Não é que ele ligasse para as palavras de uma criança, mas ter a irmã que ele tanto era apegado brava com ele, realmente mexia com o garoto. Ele passou pelos pais e seguiu até o quarto da irmã, onde por algum tempo na porta, uma placa escrita “todos são bem vindos menos o Shouta” estava pendurada. Ele suspirou, como não tinha reparado naquilo antes? Aliás, há quanto tempo aquilo estava ali?

- Hoe, Sarada. – Ele a chamou antes de entrar no quarto – O que você tem com o Niichan? Por que esta brava?

Ele entrou. Encontrou a irmã escondida em uma mesa de livros e fazendo anotações em seu caderno. Até para ele, com o cérebro que tinha, era muita coisa em cima daquela mesa. Desde quando ela se interessava por física quântica?

- Que isso, maninha? Seu cérebro vai explodir. – Brincou ele. Ela apenas o olhou por cima dos óculos.

- O que você quer, Shouta? – Sarada foi seca.

- Shouta? – Ele fez uma careta – O que houve com “Niichan”?

Sarada revirou os olhos – Preciso estudar equações, vai dizer o que quer ou não?

Sarada virou sua cadeira para o irmão e cruzou os braços. O que estava acontecendo com aquela garota, afinal? Ele se aproximou e sentou na cama dela, a olhava com os olhos estreitos a analisando. Sarada o olhava de volta e bufou de tédio.

- Seu “olhar Uchiha” não funciona comigo. Eu também sou uma Uchiha. – Concluiu ela.

- Por que disse que eu quebro promessas e sou burro? – Indagou o rapaz de forma direta.

- Porque sim. Você quebra promessas e, desde que começou a sair com meninas, você tem ficado burro. – Explicou ela – Não tem mais graça tentar te alcançar. – Ela apontou mesa de livros – Eu já até te superei.

- Haha, nos seus sonhos, pirralha. – Disse ele se apoiando na cama com as mãos.

Sarada franziu o cenho – Era só isso? Pode sair. Eu preciso estudar.

Shouta ficou em silêncio mais um pouco e suspirou – Não vai mesmo me dizer que promessa eu quebrei?

Sarada apenas negou com a cabeça. Ela não ia facilitar para o irmão que parecia estar em outro mundo desde que se tornou aquele adolescente chato. A menina preferia seu irmão implicante que a chamava de burra e sempre fazia competições de palavras difíceis.

Shouta se levantou e saiu do quarto da irmã, ela fechou a porta sem hesitar e ele ficou encarando a porta onde seu nome era o único a não ser bem-vindo. Sasuke apareceu atrás dele, um homem mais velho usando óculos de armação fina e moletom.

- Descobriu o que ela tem? – Indagou curioso.

- Não... – Disse mexendo a cabeça – Ela disse que eu mudei desde que comecei a ficar com meninas. – Shouta olhou o pai – É verdade?

Sasuke suspirou e tirou os óculos – Bom, você não é mais dedicado aos estudos como era, mas suas notas continuam boas. E você tem saído mais.

- Mas é normal. – Justificou ele – Ainda sou o mesmo.

- Filho, há quanto tempo você não vai pegar a Sarada na escola? – Shouta ficou pensativo – Viu, você nem se lembra.

- Ah, pai... – Ele cruzou os braços – Ela já está grande. Deve até ficar com vergonha de alguém esperando ela na frente do portão.

- Não é por ela ser grande, Shouta. – Sasuke o corrigiu – É porque ela estava com o irmão dela. E Sarada não é uma adolescente, ainda é uma criança.

Sasuke tentou ser o mais explicativo possível, e Shouta ficou em silêncio por algum tempo, ele era tão inteligente, por que estava sendo tão difícil entender as palavras do pai?

- Olha, filho, é normal se interessar por garotas na sua idade e até deixar algumas coisas de lado – Sasuke explicava paciente – A Sarada só te dividia com a Akane, e você lembra do ciúme dela. Agora ela está te dividindo com outras meninas, que apesar de ela não entender, chamam a sua atenção de outra forma.

- Mas pai... eu.. – Ele não sabia o que falar.

- Vai dormir que amanhã você tem aula. – Sasuke pediu – E pense em como as coisas com a sua irmã mudaram, talvez entenda as palavras dela.

Shouta concordou com o pai. E ele queria ter ignorado aquela cena com a irmã e dormir, mas a verdade é que ele passou boa parte da noite jogando a bola de basquete pro alto tentando lembrar o que tinha feito para a irmã para deixa-la tão irritada.

No dia seguinte o rapaz decidiu fazer o que há muito tempo não fazia, ir à escola da irmã. Depois de se despedir dos colegas do time, ele seguiu com as mãos nos bolsos do casaco até onde Sarada estudava; por sorte não era longe de onde ele estudava também. O rapaz parou do outro lado da rua e olhava constantemente a hora no celular; ele se lembrou das pequenas brigas com a irmã no caminho de casa por ela sempre o deixar esperando, Sarada tinha mania de sempre estudar depois da aula. Ele riu. Estava pronto para se sentar na calçada quando os portões da escola abriram e ele viu, sendo uma das primeiras a sair, Sarada agarrada aos seus livros.

- Ué... – Murmurou a olhando. Não era uma cena típica para ele.

Sarada parecia ter pressa em sair, Shouta estranhou ainda mais por ela não estar com Akane. Estava pronto para se aproximar quando viu um grupo de crianças em volta da irmã, ele sorriu e parou. Imaginou o chilique que ela daria se a fizesse passar vergonha na frente dos amigos. Era melhor esperar.

- NERD! NERD! NERD! – Eram os gritos das crianças em volta dela.

- Não vai puxar o saco da professora hoje, Nerd? – Indagou um menino. Sarada apenas encolheu os ombros – Quantos livros, parecem pesados.

- Yuri, para! – Uma menina loirinha que estava no grupo pediu – Não faz isso!

Fazer o que? Pensou Shouta, que furioso assistia de longe a cena. Ele com certeza tinha todo o temperamento do pai. Nem precisou esperar muito. O garoto implicante bateu com as duas mãos sobre os livros de Sarada e os fez cair no chão. Ela continuou quieta.

- Ah, vamos embora. – Disse o garoto entediado – Já cansei de mexer com essa daí.

O garoto e o grupo que com ele estava foram embora. Sarada suspirou, se abaixou e com toda paciência do mundo recolhia seus livros. Logo atrás uma ruivinha vinha correndo, suas tranças laterais pulavam em cada passo de corrida.

- SARADA! – Gritou a menina.

- Ah, oi, Akane. – Respondeu simplista.

- Eu disse para me esperar!! Eles não mexem com você quando eu tô perto. – Reclamou a ruiva.

- Isso porque você é assustadora. – Explicou Sarada rindo – Exatamente como a tia Karin.

- Que seja! – Akane cruzou os braços – Fala pro tio e pra tia então!

- Não! – Sarada suspirou se levantando com seus livros – Eles não vão me deixar mesmo em paz se meus pais vierem aqui. Vai ser mais um motivo para implicarem comigo.

Sarada e Akane tomaram o caminho ate o ponto do ônibus da escola, felizmente o grupinho não pegava esse ônibus. Shouta rapidamente se escondeu ao ver a irmã e a prima vindo em sua direção.

- ... Então fala com o primo! – Insistiu a ruiva – Rapidinho ele bota esses chatos pra longe.

- Niichan está muito ocupado com os amigos e o basquete e as garotas... – Explicou Sarada – Tá tudo bem, Akane-chan. Eles vão cansar de mexer comigo.

- Por precaução eu vou continuar ficando com você. – Disse Akane cheia de si – Eles têm medo de mim!

Sarada não pode deixar de rir da expressão de “eu sou forte” que a prima fez. Ela somente assentiu e concordou para que o assunto finalizasse de uma vez.

Shouta estava se sentindo péssimo. Assim que percebeu que sua irmã não o veria mais, ele continuou seu caminho andando. Lembrava de como defendia a irmã quando era mais novo, e que em todas as quedas da irmã, era ele quem cuidava dela. Não tinha um machucado que ele não tivesse feito um curativo.

Suspirou, passou a mão por trás do cabelo puxando os fios arrepiados. Niichan idiota! Esqueceu o que vivia falando para a irmã.

“Niichan vai te buscar todos os dias pra todo mundo saber que eu vou te proteger se implicarem com você.”

Suspirou. O jantar foi extremamente silencioso, tirando claro, as novidades que Sarada falava da escola de uma nova matéria, e a mãe dizendo o quão bem estava indo a coleção “Irmãos” que tinha criado inspirada em Shouta e Sarada.

Shouta passou o jantar analisando a irmã. Ela nem sequer parecia mexida com a situação de mais cedo, talvez não quisesse preocupar seus pais. Mas por que não contar a ele? Droga, eram irmãos!

“Niichan está muito ocupado com os amigos e o basquete e as garotas...” – Se lembrou, e sem perceber que ainda estava na mesa de jantar, bateu a cabeça nela ao abaixar. Todos o olharam.

- Filho? – Sakura o chamou – Tudo bem?

- Ah, sim, mãe. – Respondeu sem jeito – Só estava pensando em umas coisas que preciso resolver.

Sakura sorriu – Que adulto esse meu filho.

- Não se anime, mamãe. – Disse Sarada – Deve ser problemas com garotas, como sempre.

- Sarada! – O tom de voz de Sakura tinha repreensão.

- Não, mãe. Ela está certa. – Ele a encarou – É problemas com uma garota que eu gosto e andam implicando com ela. – Sarada o encarava de volta – Tô pensando em como resolver.

- Não se meta em problemas, Shouta. – Avisou Sakura.

- E se por acaso se meter em algum, que seja longe da escola. – Disse Sasuke.

- Sasuke?? – Sakura o repreendeu – O ideal é que ele não se meta em problemas!

- Concordo. – Se explicou – Mas ele é um adolescente, problemas o procuram.

Sasuke piscou para Shouta que não pode evitar de rir. Sarada se manteve indiferente a situação, e Sakura, bem... Ela não sabia nem porque ainda tentava controlar o filho e o pai do filho.

XxX

Na manhã seguinte lá estava Shouta em frente a escola da irmã, faltava pouco para o sinal tocar e os alunos serem liberados. Ele esperou. Assim que os portões abriram lá estava sua irmã, dessa vez ela não saia sozinha, dessa vez o grupinho do dia anterior vinha por trás em volta dela implicando.

Respirou fundo. Eram só crianças. Eram apenas crianças. Mas que inferno! Sarada também era só uma criança!

Shouta atravessou a rua em passos lentos. Acompanhava a cena do dia anterior se repetir até a parte em que o implicante garoto derrubou os livros de sua irmã no chão. Ele ria descontroladamente quando Shouta parou bem atrás dele. Todos olhavam o rapaz alto encarando o menor implicante.

- Moleque. – Chamou ele sério – Pega os livros dela.

Sarada arregalou os olhos quando viu Shouta ali. Ela ficou tão surpresa que não conseguia falar nada. O garoto se virou para Shouta e cruzou os braços.

- E por que eu te obedeceria, velhote? – Disse o garoto sem educação.

Shouta tirou as mãos dos bolsos e se aproximou do garoto. – Pega. Os. Livros. Dela. – Ele disse devagar e pausadamente.

- Não. – Respondeu desafiante.

Shouta respirou fundo. Curvou o corpo em direção do garoto e o segurou pelo colarinho do uniforme escolar, puxava o menino ao ponto de quase tira-lo do chão. As outras crianças se afastaram assustadas. Shouta encarava o garoto que parecia entender agora, o quão maior que ele Shouta era.

- Nii-nichan.... – Sarada o chamou.

- Ta vendo essa menina de óculos? – Shouta falou baixo e grosso – Ela é minha irmã. E se você continuar implicando com ela eu vou te bater até você virar do avesso. Entendeu, pirralho?

O garoto assentiu rapidamente. Shouta o encarou por mais uns momentos antes de solta-lo e mandar ele embora. Ele e o grupo saíram correndo, quanto mais rápido e longe, melhor.

Sarada olhava para o irmão que agora recolhia seus livros. Ela estava mesmo feliz por ele a ter defendido, mesmo assim...

- Niichan... – Sarada arrumou seus óculos e tentou manter a postura indiferente – Você sabe que ameaçou um menino de nove anos?

- Hai, hai. – Respondeu o adolescente que estava abaixado na altura dela – O que importa é que ninguém além de mim vai implicar com você e que você voltou a me chamar de “Niichan”. – Ele deu um pequeno sorriso de lado.

- É bom ter você de volta, Niichan. – Disse Sarada com as mãos para trás do corpo.

- Mesmo que o Niichan esteja namorando, você ainda vai ser a primeira garota da minha vida. – Ele estendeu os dedos para o centro da testa da irmã – É uma promessa. – Ele tocou os dedos na testa dela e sorriu.

A pequena apenas encolheu os ombros e assentiu. O gesto familiar de promessa. Ela sorriu, e assim que ele se levantou com seus livros, ela lhe deu a mão para que fossem para casa andando juntos.

Tudo acaba bem quando termina bem.


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3
Além disso, eu vim deixar para vocês o link de dois outros projetos meus. Espero que possam dar uma olhada!

-> Last Kiss: https://www.spiritfanfiction.com/historia/last-kiss-13810850

- Sore o moyasa sete: https://www.spiritfanfiction.com/historia/sore-o-moyasa-sete-13943174

Beijos, nenês <3


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