História Flores de Rodório - A flor da Romãzeira - Capítulo 3


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Categorias Saint Seiya
Personagens Aioros de Sagitário, Hypnos, Lune de Balron, Miro de Escorpião, Perséfone, Personagens Originais, Radamanthys de Wyvern, Sísifos de Sagitário, Thanatos
Visualizações 51
Palavras 2.947
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu realmente não consigo me conter KKKK, acho que estou mais ansiosa do que nunca para postar essa história, mas vou colocar na minha cabeça que este capítulo é o último desta semana!!

Um breve adendo aqui que achei super interessante de colocar.
Na mitologia de Saint Seiya (e pelo que eu dei uma pesquisada, na mitologia grega também), Oneiros e seus irmãos são chamados de Oneroi, e isso se aplica também aos deuses menores que abrangem as questões do Sono e dos Sonhos, normalmente filhos de Hypnos.

Outra coisa muito interessante, também, é que Oneiros não possui um poder próprio, no Mangá ele se junta com os irmãos para criar sua Forma Suprema (um tipo de centauro bizarro) e, só para constar, ele é o meu favorito de todos. Como não amar esse senpai? Maravilhoso, bebê.

Quero aqui agradecer a minha mana Aisha - que betou mais este capítulo - e a todos vocês que favoritaram a história e comentaram! Eu fiquei muito feliz mesmo, sério, tô emocionada de verdade aqui, muito obrigada!!

Vou deixar linkado lá embaixo uma coletânea de músicas que eu fiz para me ajudar a escrever nos momentos de falta de criatividade ou simplesmente vontade de ouvir musiquinhas!!

Um beijo, espero que gostem!!

Capítulo 3 - Capítulo 2 - A reunião com o deus do Sono


Fanfic / Fanfiction Flores de Rodório - A flor da Romãzeira - Capítulo 3 - Capítulo 2 - A reunião com o deus do Sono

Capítulo 2 – A Reunião com o Deus do Sono

Dois meses haviam se passado desde minha visita à primeira prisão e o encontro desnecessário com os espectros de Wyvern e Griffon, e eu continuava em posse do livro sobre o panteão do Submundo.

Nesse tempo, consegui descobrir um pouco mais sobre os deuses dos Sonhos, sabia agora que eram quatro no total – Oneiros do Sonho, Morfeu de Modelador, Fântaso de Retratista e Ícelo de Visão. Esses quatro eram filhos de Hypnos e da Graça Pasitéia, uma ninfa que acompanha a deusa Afrodite e o deus Eros.

Pelo livro, pude perceber que todos eles eram fiéis ao pai e sabia que, por mais que fossem subordinados a Hades, eles obedeciam primariamente ao deus do Sono e só depois, ao imperador do Submundo. Bem, quem melhor do que seus próprios filhos para colocar como soldados mais fiéis?

O livro não trazia a fundo sobre os poderes dos filhos de Hypnos, o que talvez eu tivesse que procurar mais profundamente em outro manuscrito de Lune, só que isso traria suspeitas, então teria de pensar em uma forma diferente para conseguir informações. Por enquanto, me familiarizava com a pessoa de cada um e já podia perceber que eles não eram deuses fáceis de serem enganados.

Parada atrás de Perséfone, sentada à mesa do café da manhã junto dos Deuses Gêmeos, eu soltei um suspiro quase que imperceptível, erguendo minha cabeça para olhar Pandora, sentada do lado direito de Hypnos, encarando-me de volta de forma enigmática.

– Foi você quem fez o chá, Diana? – perguntou-me Thanatos, puxando-me à realidade para assumir uma postura subserviente.

– Sim, senhor Thanatos. – confirmei, mantendo a cabeça baixa. – Escolhi errado, senhor?

– Imagino que não, já que a Imperatriz prefere chá de jasmim. – volveu o deus da Morte, bebericando mais um pouco de seu chá. – Está no ponto perfeito.

– Obrigada, senhor. – agradeci, dando um sorriso de lado.

– Diana faz tudo com perfeição, Thanatos, não é a toa que a escolhi como minha serva. – ditou Perséfone, fazendo um aceno para que eu servisse mais chá a todos. Ela sabia que Thanatos odiava chá de jasmins, e por isso o faria beber até a última gota do bule. – Quais são as novidades sobre o hospedeiro do Imperador?

– O garoto é um dos servos de Athena, – começou Hypnos, em tom sóbrio. – Pandora nos relatou que o menino no momento participa da Guerra contra Poseidon.

– Athena está lutando contra Poseidon? – confusa, Perséfone olhou-me de forma questionadora. – Sabe alguma coisa a respeito disso da época em que esteve na Terra, Diana?

– Minha Imperatriz, creio que a opinião de uma serva não seja... – Thanatos ia contradizer a ordem de Perséfone, mas no momento em que ela me encarou, eu tive a certeza de que devia começar a falar.

– Minha senhora, do tempo em que vivi próxima ao Santuário, a única guerra sobre a qual ouvia era a peleja contra Hades. – comecei, servindo mais chá à Pandora. – Porém, recentemente novas almas chegaram ao palácio, o discurso delas é o mesmo. A Terra está sendo inundada por uma chuva sem fim, creio que isso se relacione à Guerra com Poseidon.

– Poseidon está tentando submergir a Terra. – concluiu a Deusa. – Interessante, isso não parece algo que ele faria. – bebeu mais chá, enquanto eu terminava de servir ao senhor Thanatos. – Isso interfere em algo nos planos de meu marido?

– Não, senhora. – garantiu Hypnos, no que eu depositava o bule novamente sobre a mesa e retornava para meu posto. – Até o momento, temos informações de que Poseidon está perdendo a guerra.

– Certo, garantam que o plano de Hades saia conforme o esperado. – finalizou ela, erguendo-se e fazendo com que todos se levantassem. – Vou me reunir com Estige agora e não quero ser interrompida pelas próximas horas, qualquer problema ou questão deve ser passada para Diana, e ela me avisará sobre suas demandas.

– Sim, senhora. – concordaram todos, e eu me curvei quando ela passou por mim.

– Qualquer problema, avise a Andreo, querida, certo? – ditou ela, e eu concordei com a cabeça, mantendo-me curvada. – Aguardo os relatórios sobre os treinamentos e sobre as mudanças nas táticas de batalha, Pandora.

– Sim, minha Imperatriz. – concordou a morena, tremendo levemente ao falar.

Quando Perséfone nos deixou, senti como se a energia na sala ficasse mais pesada e se acumulasse ao redor de mim, porém, não em abalei nem um pouco. Continuei meu serviço até ser dispensada, assim como Pandora, e juntas seguimos pelo corredor, deixando para trás os deuses gêmeos, ocupados demais com seus próprios assuntos secretos.

– Você é a Pandora, então. – sentenciei, olhando-a rapidamente. – A general do exército do Senhor Hades

– Sou, e você é a Diana. – volveu ela, também me encarando de forma fugaz. – A serva da Imperatriz Perséfone.

– É um prazer conhecer a senhorita. – garanti, sorrindo amplamente.

– É... Um prazer te conhecer também. – ela pareceu ficar confusa com minhas palavras, e acabou dando o braço a torcer, no que nos cumprimentamos com um aperto de mão simples. – É melhor eu me apressar, a Imperatriz deseja os relatórios, então tenho que aprontá-los rapidamente. Onde posso encontrá-la para entregá-los?

– Eu costumo ficar em meu quarto, que também faço de escritório. Se precisar de mim, estarei lá resolvendo algumas questões até perto das quinze horas, depois disso vai me encontrar na cozinha, supervisionando os preparativos para o jantar. – sorri ao responder.

– Soube que você também passeia pelos campos de treinamento, é verdade? – questionou Pandora, levemente confusa.

– Minha senhora por vezes pede para que eu faça uma ronda nos campos de treinamento para conferir como estão os treinos e os outros procedimentos. – respondi de forma simples.

– Compreendo.

– E você? Ser general parece ser complicado.

– Por vezes, sim. – e ela suspirou, recuperando-se imediatamente. – Se me dá licença, senhorita Diana, preciso realmente fazer os relatórios.

– Certo. Obrigada pela conversa, adorei falar com você, temos de marcar uma tarde do chá! Quando for sua folga, você me avisa e eu preparo um monte de coisas gostosas para a gente. – e acenei, tomando o caminho da direita, rumando para meu quarto.

Realmente gostei de Pandora, ela parecia ser uma boa moça, muito sofrida e confusa, mas boa.  Tive que esquecer rapidamente sobre isso, pois quando adentrei meu quarto, lá estava o livro que eu usava para pesquisar um pouco mais sobre os Sonhos.

Havia conseguido um desses por meio de Meredith, uma ninfa do Cocytos que tinha certa, como posso dizer, influência sobre Lune, e conseguiu me trazer um exemplar menos suspeito sobre o Mundo dos Sonhos.

Basicamente, lá dentro o poder dos Quatro Filhos de Hypnos se tornava ilimitado, então uma batalha aberta com eles lá dentro não seria interessante. Além disso, estava escrito no livro que aquela dimensão carregava tanto poder que foi capaz de aprisionar até mesmo Zeus, e é lá onde a alma dos deuses dorme. Então, o que eu tirava disso é que basicamente eu precisava de muito poder para assumir controle da minha alma dentro de um sonho e conseguir me mover pelas dimensões e encontrar Macária lá dentro.

Ou, eu precisaria invadir o Castelo dos Deuses Gêmeos, onde também havia uma entrada para o Mundo dos Sonhos.

Sentada à mesa repleta de livros, pergaminhos e um caderno onde eu anotava minhas descobertas, eu jazia completamente absorta, e não é preciso dizer que meu coração quase pulou pela garganta quando ouvi pancadas em minha porta.

– Só um momento! – disse, em tom levemente alterado, tentando ainda regularizar meu coração, que agora estava disparado na tentativa de ajudar minhas mãos a esconderem os vários livros debaixo da enorme cama de casal. Mais batidas aconteceram, e eu caminhei em direção à porta, ajeitando meu chitón púrpura e meus cabelos. – Sim?

Quando abri a porta, tive de me apoiar na madeira negra para não cair. Parado a minha frente, um homem alto, de olhar sério e traços fortes me encarava. Pisquei algumas vezes e novamente me perdi dentro dos olhos castanho-acinzentados, era quase como olhar dentro da própria imaginação humana, por que lá dentro eu via todos os devaneios e sonhos que tive desde minha infância até os dias da idade adulta que tive na Terra.

– Você é a senhorita Diana? – a voz grossa e aveludada adentrou meus ouvidos e a única coisa que consegui fazer foi acenar com a cabeça. – O senhor Hypnos deseja vê-la.

– Hã... – sacudi a cabeça de leve, ajeitando mais fios de cabelo para depois continuar. – Ele disse sobre o que se tratava? – questionei, fazendo alguns gestos com a mão. – Minha senhora pediu que eu terminasse de organizar os relatórios dos Juízes e... – me encolhi quando ele passou a mão bem ao lado do meu rosto e puxou a maçaneta da porta, fechando-a com um barulho seco. – Mas, já que o senhor está me pedindo de forma tão convincente, eu posso deixar de lado um pouco e ir ver o senhor Hypnos.

Encarando-me mais uma vez, ele deu-me as costas e ficou implícito que eu deveria segui-lo. O fiz rapidamente, e quando passei pelas portas abertas da cozinha, vi o olhar desesperado que Loudviga me lançava. Acalmei-a com um menear de cabeça e um sorriso doce.

Finalmente, saímos pelas portas principais do palácio e me vi no pátio que precedia as escadarias na direção do campo de treinamento, foi lá que paramos de andar e onde o espectro se virou para mim, olhando-me de forma penetrante.

– A senhorita tem cosmos ou consegue voar? – questionou-me, e eu não contive uma risada leve e nervosa.

– Não. – respondi, em tom preocupado.

– Com licença. – e, quando pisquei, me vi nos braços do homem de cabelos cinzentos, como se eu fosse uma donzela em perigo. Na verdade, eu me sentia como a donzela em perigo nas mãos do cruel raptor. Bem, era um lindo raptor, mas o medo também era magnífico.

– Olha, eu estou começando a ficar PREOCUPADA! – gritei a última parte quando ele simplesmente pulou para o alto e alçou voo com rapidez inumana, obrigando-me a me agarrar ainda mais a seu pescoço e fechar os olhos, escondendo meu rosto no ombro da armadura.

Não sei ao certo quanto tempo demorou, mas com o meu pavor por lugares altos, para mim foi quase como se uma eternidade tivesse se passado, e quando pousamos – se posso dizer assim, eu continuei agarrada ao pescoço do espectro e encolhida em seus braços.

– Senhorita. – ouvi-o dizer, respondendo apenas com um grunhir agudo. – Já chegamos ao Palácio.

– Chegamos, né? Tá, okay, chegamos. – completamente em choque, abri os olhos e desci dos braços dele, tremendo dos pés a cabeça como uma vara verde. Não conseguia andar e respirava com velocidade impressionante, batendo um queixo no outro. – Chegamos...

– Por favor, queira me acompanhar. – e lá se ia ele, mas, mesmo que eu tentasse e muito mover meus pés, não conseguia, e a vontade de chorar apenas aumentava. – Senhorita.

– Tá, eu... Eu preciso ir com você, né? – dei um beliscão em meu próprio braço, começando a respirar fundo para me acalmar.

Foi só um susto, dizia a mim mesma, e com esse pensamento, fui me acalmando. Não pense que foi tão fácil, a cada passo que eu dava na direção do homem, sentia minhas pernas tremerem e cada célula do meu corpo me dizer que eu estava em perigo e que a qualquer hora poderia cair em direção ao chão.

Ele deve ter percebido que eu me tremia toda, pois levou a mão espalmada até minhas costas, tocando de forma sutil, quase como se me guiasse para dentro, e realmente o fez, levando-me pelos lances de escada até as portas do palácio.

O local era realmente belíssimo, tiro meu chapéu para Hypnos e Thanatos, pois eles têm um senso de organização e sutileza que é de dar inveja. As paredes de mármore branco eram decoradas com arabescos dourados, e tudo parecia confluir para uma perfeita harmonização, com as portas de madeira talhada e o chão coberto por um longo e contínuo tapete vermelho.

Finalmente, depois de muito caminhar, chegamos a uma sacada ao final do palácio, onde o deus do Sono estava sentado à frente de uma mesinha, com uma xicara de chá e um tabuleiro de xadrez a sua frente.

– Senhor Hypnos. – o homem que me acompanhava ajoelhou-se, porém eu apenas abaixei minha cabeça, mantendo as mãos juntas à frente do corpo. – A serva da senhora Perséfone está aqui, conforme pedido.

– Obrigado, Oneiros, pode se retirar.

Quando ouvi o nome do homem, senti um arrepio correr por minha espinha, e foi quase como se um fio em meu cérebro se ligasse com outro fio e finalmente eu percebesse que aquele não era um simples espectro, mas sim o deus dos sonhos Oneiros.

Oneiros nos deixou sozinhos e fechou as grandes portas da sacada com todo cuidado para não causar um som mais alto e seco. Muito diferente do que fizera com a minha porta.

– Diana, querida, por favor, sente-se. – e com um aceno de mão, ofereceu-me o lugar a frente dele, no lado branco do tabuleiro de xadrez. Ainda de cabeça baixa, sentei-me onde foi pedido e esperei que ele continuasse a falar. – Você está pálida, aconteceu alguma coisa?

– Apenas não me dou bem com lugares altos, senhor. – em tom calmo, eu respondi a ele.

– Compreendo, esse não é o melhor lugar para nos encontrarmos então, mas a vista é tão bela, deveria conferi-la depois. – Hypnos sugeriu aquilo em tom tão ameno que até me vez duvidar do sorriso de deboche dado na sequência. – No entanto, deve imaginar que não foi para falar da vista que eu lhe chamei.

– Imagino que não, senhor.

– O senhor Hades me incumbiu de lhe repassar um recado. – olhei-o de forma atenta, esperando pelo recado. – Cuidado com o que faz, Diana. Está começando a se meter em assuntos que não lhe cabem.

Um tremor passou por minha espinha e mesmo assim me mantive firme, piscando algumas vezes antes de engolir em seco.

– Senhor, apenas cumpro ordens. – volvi, mexendo em meus dedos sob a mesa. – Nunca fiz nada que desrespeitasse as ordens da minha Senhora ou que fosse contra os desejos do senhor Hades.

– Bem, eu não imagino por que ele diria isso. Apenas estou repassando a mensagem. – e bebeu calmamente de seu chá, avançando a Rainha pelo tabuleiro. – Pode voltar aos seus afazeres, querida, e não se esqueça do recado.

Ergui-me contendo um suspiro, curvei-me respeitosamente e deixei o local a passos rápidos, controlando a vontade de voltar àquela sala e estrangular o lindo pescocinho de Hypnos, mesmo sabendo que eu seria obliterada no processo.

A víbora traiçoeira já havia percebido nossos movimentos, o que tornaria ainda mais difícil o processo de encontrar a deusa Macária por meio dos sonhos. A imperatriz não ficaria nada feliz com aquilo, eu tinha certeza. Eu precisava de uma saída para aquilo, uma forma de burlar a vigia de Hypnos sobre meus sonhos...

– Senhorita, – fui tirada de meus pensamentos pela voz de Oneiros, surgindo a minha frente como um fantasma. – devo levá-la de volta para o Palácio do Imperador Hades.

– Por favor, podemos voar mais devagar desta vez? – perguntei, encarando-o com desânimo absoluto.

Oneiros nada disse, acompanhou-me até o lado de fora e me pegou nos braços novamente, e, em reflexo, eu já enterrei o rosto em seu ombro e fechei os olhos, preparada para a sensação horrível de ser repuxada contra o ar e jogada em queda livre.

Mas, aquela sensação não veio. A queda chegou, é claro, mas era tão suave e controlada que eu quase abri os olhos, e o vento contra meus cabelos trazia uma sensação agradável, não o repuxar agressivo de antes.

Devagar e cheia de medo, abri os olhos, olhando para cima, e deixei-me sorrir quando percebi o rosto completamente sério e compenetrado de Oneiros, olhando para frente. Pisquei algumas vezes e arfei ao sentir minhas pernas balançarem, mas tão logo isso ocorreu, o deus do Sonhos segurou-me com mais força contra si.

Aterrissamos no pátio à porta principal, e quando ele me deixou no chão, não senti a tremedeira e nem o medo de antes. Perguntava-me, na época, se aquilo seria um truque relacionado à mente que ele possuía, porém até hoje não sei a resposta.

– Obrigada, senhor Oneiros. – agradeci, olhando-o com ternura. – Não tenho como agradecer o suficiente por esta gentileza.

– Foi ordem do senhor Hypnos que eu a buscasse e trouxesse de volta. – ditou ele, parecendo confuso com o agradecimento.

– Sim, mas foi escolha sua me tratar com gentileza quando eu pedi que fôssemos devagar. – e me aproximei dele novamente, ficando na ponta dos pés e puxando-o pela sapuris até conseguir beijar sua bochecha. – Obrigada. – completei, depois de depositar um selinho estalado na bochecha esquerda.

De olhos levemente arregalados e expressão completamente transtornada, ele alçou voo na velocidade da luz, desaparecendo da minha frente como se fosse um simples devaneio. Confusa, eu não entendi muito bem a reação dele, assim, decidi que era hora de entrar e me reportar à minha senhora.

Como tinha imaginado, ela ficou furiosa ao ouvir sobre o “recado” de Hades para mim. Nunca ouvi tantas palavras saindo em Grego Clássico dos lábios de alguém antes, e pelo meu básico conhecimento, reconheci xingamentos dignos de um pescador em fúria.

Depois de mais algumas palavras trocadas e a garantia de que nada me aconteceria – mesmo sabendo que ela não tinha nenhuma segurança em sua promessa – eu a deixei só em seu quarto, seguindo para cumprir minhas responsabilidades do dia.

Enquanto organizava os relatórios feitos por Pandora, eu não conseguia parar de pensar na atitude de Oneiros, e como ele fora realmente gentil ao controlar o voo... Aquela simples atitude dizia muito sobre a personalidade e o caráter dele. Não vou negar, eu fiquei encantada com a atitude, porém, sabia que não deveria perder o foco, e logo retornei os pensamentos aos meus deveres.


Notas Finais


Playlist da história (não uso spotify, so sorry - acho que deveria aprender a mexer nesse bagulho): https://www.youtube.com/playlist?list=PLoWvDySZMKVVyvGEDNp-jr_lJ1lJlVcm9, nãoe squeçam de dar
"joinha" nas músicas que vocês gostarem, assim a gente ajuda quem está produzindo conteúdo e todo mundo fica feliz, né?

Aqui - http://pt-br.saintseiya.wikia.com/wiki/Deuses_dos_Sonhos é o Link com a Wiki sobre deuses dos Sonhos. Eu particularmente amo as wikis e queria que tivesse mais para eu poder ler mais <3 kkkkkkk

Um beijo, gente linda e até a próxima!! <3


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