História Flores escarlate - Capítulo 12


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Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Nicky Nichols, Personagens Originais, Piper Chapman, Taylor Schilling
Tags Apocalipse, Romance, Suspense, Vampiro
Visualizações 29
Palavras 4.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eita que o bicho tá pegando hein rçrçrç
Espero que aproveitem mais um ep e tem musiquinha também 🤓❤

Relevar os erros please 🙋‍♀️

Capítulo 12 - Quem você pensa que é?


Fanfic / Fanfiction Flores escarlate - Capítulo 12 - Quem você pensa que é?



“- Oi meu amor, decidi te fazer uma surpresa – Disse a mulher vindo em minha direção e me dando um longo beijo.

- O que faz aqui Stella?”




Continuação...




Pov Alex



- Nossa Alex, isso é jeito de falar com a sua noiva? – Perguntou Stella sentando em meu colo.

- Você poderia ter me avisado que estaria vindo, iria te buscar no aeroporto.

- Eu te liguei amor, mas você não me atendia. – Lembrei que deixei meu celular no ateliê quando levei Piper lá.

- Deixei meu celular no ateliê – Falei levantando Stella do meu colo – Você me disse que iria só vim daqui a 3 meses devido a empresa.

- Sim meu amor, mas Red falou que você estava precisando de cuidados e eu pessoalmente quis vim cuidar da minha noiva – Falou passando sua mão pelo meu rosto, me senti estranha com esse contato de Stella como se o toque dela fosse espinhos em meu rosto.

O curioso era que meu relacionamento com Stella era algo meio que superficial, pelo menos ao meu ponto de vista, no dela era o mar de rosas, estávamos namorando durante anos e esse ano ela me pediu em casamento, nota que eu em momento algum a pedi em namoro e nem em casamento, não sentia o mesmo pela Stella, meu sentimento por ela era a base de trabalho e não tinha o famoso amor.

- Agora vou subir para tomar meu banho, me acompanha querida?

- Claro, vá na frente que vou trocar uma palavra com Red – Falei séria e olhando Red.

- Tudo bem, não demore – Saiu Stella corredor a dentro.

Assim que Stella sumiu do alcance da minha conversa com Red eu a encarei.

- Que merda é essa Red? Por que não me disse que Stella ia vim? – Perguntei baixo somente para Red Ouvir.

- Eu não sabia Alex, pra mim quem ia vim era o doutro Robert e não a Stella.

- E o que Stella tem haver com a minha condição? – Perguntei colocando a mão em minha cintura e olhando uma Red calada. – Esquece, depois falamos disso. – Sai em direção ao meu quarto e rezando para que o dia termine bem e sem desastres entre Stella e Piper... Merda, Piper está aqui.

Desviei do meu caminho até o quarto e fui direto para o ateliê, chegando lá vi o aparelho jogado no chão perto da mesa, acho que Piper o derrubou quando a coloquei sentada na mesa, lembrança que fiz o favor de guardar bem escondido em minha memória, ainda conseguia sentir os lábios de Piper nos meus, sua pele de encontro com a minha e seus constantes arrepios quando sentia minha mão sobre sua pele quente. Balancei a cabeça para me fazer voltar a minha realidade, peguei o celular e liguei para Nicky... espero estar acordada.

- Nicky? Escuta com atenção, preciso que faça algo por mim...




Pov Piper



Senti os primeiros raios da manhã iluminar o enorme quarto de hóspedes de Alex, abri meus olhos e vi Tommy todo espalhado na cama e sorri ao ver do meu lado. Na noite vi quando Alex entrou no quarto para deixar meu menino do meu lado, queria pedir para ela ficar mas sabia que ela iria recusar, era difícil decifrar Alex Vause e com toda certeza me daria uma enorme dor de cabeça, porém, agradecer a ela por ter deixado Tommy dormir comigo seria o mais apropriado para o momento.

- Tommy amor, hora de levantar – O chamei olhando para o relógio do lado da cama – Já vai dar 7 horas querido – Dei um beijo em sua testa.

- Mãe? Como vim parar aqui com a senhora? – Perguntou confuso e esfregando os olhos.

- Alex te trouxe aqui pra dormir comigo amor.

- Me lembre de agradecer a tia Alex – Falou Tom se levantando da cama – Vou ir tomar banho em meu quarto mãe, quando terminar desce pra tomar café comigo.

- Tudo bem pequeno – Falei mandando beijos para Tom que sorriu e saiu.

Estava feliz e sentia que esse dia ia ser agradável tanto pra mim quanto pra Tommy e Alex, levantei com um salto e fui direto para o banheiro, tomei um banho relaxante e me vestir com a roupa que uns dos serviçais de Alex me trouxe ontem, era um vestido soltinho branco com flores estampadas, me senti leve me olhando pelo espelho e sorri, sai do quarto em direção a enorme sala quando escutei barulho de risos e conversas, assim que entrei na sala vi uma figura feminina sentada no colo de Alex que estava na poltrona, a mulher virou a face me encarando com uma expressão de desafio enquanto Alex me olhava com uma cara séria e fria.

- Então é essa a mulher que me falou, amor? – Perguntou para Alex que tomou algo em seu copo sem me olhar – Ela é realmente bonitinha mas acho que você merecia brinquedo melhor.

Brinquedo? Quem essa mulher pensava que era? – Perdão, mas quem você pensa que é pra falar assim com alguém?

- Sou Stella, sou muita coisa até mais do que imagina – Falou a mulher se levantando do colo de Alex e vindo em minha direção pegando no meu queixo – O cheiro do seu sangue é delicioso senhorita Chapman, é uma pena que será desperdiçado fazendo pesquisas para a ralê – Falou virando meu rosto e vendo o pequeno curativo, ela retirou e viu os furos causados pelas agulhas quando eu estava no laboratório – Vamos testar a mercadoria.

- Não ouse encostar essa sua boca suja em mim! – Senti um tapa sendo desferido em meu rosto, meu Deus, que tapa forte, olhei para Alex mas ela parecia nem se importar pela minha situação.

- Quem dita as regras aqui sou eu, senhorita Chapman – Falou Stella me pegando do chão pelo pescoço.

- Não tenho medo de você sua vaca!

- Deveria ter, Piper – Falou me soltando no chão.

Olhei confusa para o que estava acontecendo ali, percorri meu olhar nos de Alex, seus olhos não tinham aquele brilho amarelado de costume, eles estavam quase vermelhos coisa que nunca vi em Alex. Quando Stella iria falar mais alguma coisa escuto a campainha tocar, vejo Red passando de cabeça baixa para a direção da porta e 3 minutos depois vejo Nicky entrando na sala, ela parecia tensa e respirava fundo parecendo ter corrido uma maratona.

- Desculpe atrapalhar senhorita Stella, vim levar a cobaia 77 de volta para o laboratório – Falou Nicky abaixando sua cabeça.

- Nicky querida, quanto tempo que não te vejo, como vai sua mãe? – Stella falou em um tom de sarcasmo, vi o punho de Nicky se fechando e logo ela respondeu.

- Ela está bem senhorita.

- Ótimo, mande lembranças minha pra ela. Agora pode levar essa esdrúxula para longe daqui – Falou Stella se virando e voltando a se sentar no colo de Alex que ainda permanecia indiferente.

- Sim senhora – Nicky me pegou pelo braço e saiu me puxando para fora da sala.

Assim que estava saindo Tommy apareceu e me chamou.

- Mãe, para onde vai? Pensei que ia fazer o desjejum comigo – Perguntou Tom chateado.

- Mamãe tem que ir, mas prometo voltar logo meu amor – Falei o abraçando e beijando sua cabeça, tive que segurar minhas lágrimas para não assustar Tommy – Se comporte e obedeça Alex e Red, okay?

- Tudo bem mãe - Falou me dando um sorriso de canto, senti Nicky me puxando e sai da mansão de Alex.

Nicky praticamente me empurrou para dentro de seu carro e saiu as pressas da residência de Alex, quando chegamos a um certo ponto ela finalmente falou.

- Essa foi por pouco loirinha – Falou Nicky apertando o volante.

- Droga Nicky, o que acabou de acontecer lá? – Falei quase gritando com Nicky.

- Loira, praticamente você acabou de conhece Stella Carlin, A primeira, a cobaia 0 do vírus Genesis – Nicky riu nervosa pelo seu comentário.

Nesse momento engoli a seco, então era ela a cobaia original do vírus e a principal responsável pelo ser humano estar quase extinto e pra piorar, ela estava com Alex e Tommy, temi pelos dois com aquela mulher.

- Nicky, me explica isso melhor por favor.

- Tudo bem, mas antes vamos para o meu apartamento.

- Não íamos para o laboratório?

- Não, aquilo era só pra te tirar de lá antes que morresse – Nicky deu a volta no quarteirão até parar no estacionamento de um luxuoso prédio.

Saímos de seu carro e atravessamos o estacionamento até o elevador, subimos até o 12° andar caladas, parecia que a mente de Nicky estava borbulhando igualmente a minha, assim que a porta do elevador se abriu caminhamos até seu apartamento, Nicky abriu a porta e me deu espaço para entrar, seu apartamento era enorme e muito bem decorado com quadros e plantas, suas paredes de cor preta e amarela davam um contraste sofisticado no apartamento, ela me indicou o sofá e fui me sentar enquanto ela foi na cozinha preparar duas xícaras de chá com torradas, 10 minutos depois ela voltava com a bandeja com as duas xícaras e as torradas com geleia, colocou a bandeja na mesa de centro e me serviu o chá.

- Okay Nichole, pare de enrolar e comece a falar – Falei pegando a xícara e levando em minha boca.

- Vou te falar o que eu sei Chapman – Nicky deu um gole em seu chá e o colocou na mesa – Stella é a cobaia 0, ou seja, a mulher que tem o vírus mãe no corpo, a putona fodastica dos vampiros, a dona da Neo Green Tec e futura esposa da sua amada Alex – Respirei fundo bebendo mais um pouco do chá e comendo uma torrada – Parece que há muito tempo atrás ela foi voluntária no experimento da fórmula da juventude mas como sempre algo tem que dá errado, o vírus destruiu seu DNA e o reconstruiu através do DNA do morcego a fazendo ficar daquele jeito, sem contar que ela ficou com os sentidos super aguçados, força sobre humana assim como a velocidade, ficou resistente a praticamente qualquer coisa – Fez uma pausa pra beber o chá.

- Espera, como assim poderes sobre humanos? Os vampiros que conheci não tinham isso – Questionei Nicky.

- Calma loirinha, tudo no seu tempo, irei te explicar resumidamente. O Genesis não é um vírus comum, ele não se multiplica, ao invés disso ele se reproduz quando é passado de hospedeiro para hospedeiro, quanto mais distante a " geração " do vírus no sangue da pessoa é do vírus mãe, mais fracas são as habilidades que a pessoa tem, a geração que você conhece é a geração 3 que desenvolve apenas uma habilidade ou nenhuma, como acha que conseguiu matar o vampiro que tentou abusar de você no beco? – Nicky falou levantando a sobrancelha – Se ele tivesse a resistência sobre humana ou regeneração rápida, você não teria matado ele.

- Isso é muito fudido Nicky... Você sabe me dizer onde estão os vampiros das outras gerações? – Perguntei tomando o chá logo em seguida.

- Bom, monitoramos todos os vampiros a mando da Stella e pelo que sei, os vampiros geração 3 são praticamente maioria já que os da geração 2 foram praticamente extintos devido a grande caçada dos humanos contra os vampiros, queriam se a mostrar com os poderes e se fuderam, e os da geração 1... Bom, só conheço uma vampira, A Alex, como ela é dessa geração seus poderes são semelhantes ao da Stella, porém ela ainda continua sendo mais forte que Alex.

- Então a Alex foi mordida pela Stella?

- Acho eu que sim, afinal ela me falou que foi salva pela Stella.

- Quantos anos Alex tem?

- Ela não me diz, ela pode ter uns 100 anos como pode ter apenas 38 anos.

- E os criadores do vírus? Você sabe quem foi? – Perguntei tomando o chá.

- Ninguém sabe, apenas Stella.

Era informação demais para minha cabeça, só de imaginar Alex convivendo com aquela mulher terrível me dava nojo, e de imaginar meu filho convivendo no meio delas me dava desespero, precisava fazer alguma coisa para tirar meu menino de lá o mais rápido possível.

- Como soube que ela chegou na cidade? – Perguntei cruzando as pernas.

- Sua amada Alex Vause me ligou desesperada, me pedindo para te tirar de lá – Nicky disse rindo das cara que fiz de surpresa.

- Então ela tentou me proteger? – Me senti mal por Alex – Mas ela estava nem aí pra mim Nicky, me viu praticamente apanhando da Stella e ela não fez nada.

- Sempre que Stella estar por perto, Alex muda da água pro vinho, parece que aquela vaca tem mel na xoxota pra fazer com que Alex perca a noção.

- Não sei Nicky, Alex parecia outra pessoa ali.

- Piper, presta a atenção – Nicky se levantou da sua poltrona e se sentou do meu lado no sofá e me encarou – Alex nunca se importou com ninguém, sempre foi foda-se para as pessoas, mas quando você e Tom entraram na vida dela as coisas mudaram, se ela está fazendo isso por você, te defendendo e deixando com que fique perto de Tommy mesmo ela passando por cima de ordens, significa que ela realmente gosta de você.

- Se ela gostasse Nicky, ela estaria aqui com meu filho e não lá com Stella – Falei com um aperto em meu peito por lembrar do rostinho decepcionado de Tom ao me ver indo embora.

- Isso que não da pra entender, precisamos investigar isso melhor – Falou rindo e pegando em minha mão – Alex sabe o que está fazendo... ou não, porém fique tranquila que enquanto seu filho estiver com a bactéria, Stella não fará mal a ele até porque Alex não iria permitir, bom, agora temos que voltar ao laboratório se não aquela vaca pode desconfiar de algo.

- Tudo bem, foi bom aproveitar minha libertada antes de voltar para aquele inferno – Disse me levantando e caminhando até a porta junto com Nicky.

- Para Chapman, eu vou estar lá pra te perturbar já que a Mortícia vai estar ocupada com a senhorita perfeita lá – Ri de Nicky e joguei meu braço envolta do ombro dela – Ainda bem que Vause não está aqui pra ver isso, se não eu iria perder a cabeça – Falou Nicky saindo do apartamento comigo e fechando sua porta.

- Acho que vou trocar a Alex por você Nicky.

- Não diga isso nem em sonho loira, capaz da Alex ter ouvido e com certeza estar planejando minha morte – Falou rindo – E outra, não curto loiras.

- Que pena Nichols – Ri e a acompanhei até o estacionamento para irmos no laboratório.

Assim que chegamos no Lab, Nicky me deu um abraço falando que iria ficar tudo bem, tentei me segurar o máximo possível naquelas palavras dela, Nicky chamou um transmutado para me levar de volta para o meu alojamento, chegando lá vejo Alice e Noah jogando cartas na cama, assim que Alice me ver ela me dá um sorriso amarelo de canto.

- Olha quem voltou viva! – Falou jogando a carta na mesa e esperando a vez de Noah – O que a gostosa queria com você?

Não queria responder, senti que toda minha força e vontade foram drenadas para longe, era apenas um fantasma ali. Queria dormir por um bom tempo para tentar recuperar aquilo que me foi arrancado: a vida.

- Me usar e depois descartar – Falei sentando em minha cama.

- Alex Vause! Pelo menos ganhou algo bom em troca – Alice me respondeu e eu não me dei ao trabalho de responder – Sabia que ela é A primeira?

- Não sabia – Menti, não queria perguntas sobre como descobri isso.

Alice ria com divertimento. Ela tinha um curativo de quatro dedos no queixo e outro de dois acima da sobrancelha.

- Ela é, e Stella Carlin é A Segunda, ou Primeira, elas são tipo Adão e Eva só que na versão lésbica futurista, você já conheceu Stella?

Respondi apenas com um aceno positivo, Alice explicava o por quê de Alex se sentir a dona do mundo: ela ajudou Stella a criar aquele caos no mundo, ela destruiu e esmagou o pouco de bondade que havia na humanidade, Alex transformou o mundo no inferno.

- Não fique triste assim Pips, eles adoram isso, principalmente se você chora, não dê esse gostinho a eles.

- Deixe ela em paz, Alice. Não está vendo que Piper quer ficar na dela? – Noah respondeu jogando uma carta na mesa.

- Isso aqui é um tédio da porra e você é quieta demais, Noah – Alice insistia, praticamente bufando em irritação – Qual o problema, Pips?

- Ela viu Stella me batendo e não fez nada praticamente.

- Oh!... – Alice soprou com um entusiasmo cruel, possível convivência direta com os monstros – O que queria? Que ela te defendesse mesmo com a Stella lá? Pensou que Alex iria te pegar no colo e ir para uma ilha deserta com você e seu filho?

- Cala a boca, Alice – Falou Noah irritada e jogando as cartas na mesa – Não percebe que Piper estar mal?

- Nós não estamos mortas pra ficarmos quietas! – Alice falou de volta para Noah – Ela está! Todos os vampiros estão, por isso tentam tão pateticamente reverter o próprio estado. Eles dependem de nós para conseguir a querida cura deles – Alice retrucava com uma raiva quase comovente – Aqueles cadáveres ambulante jamais poderão nos ganhar. O que estar morto deveria deitar no caixão e aceitar que jamais poderão voltar à vida. Ainda mais essa Vause nojenta.

Ergui os olhos para Alice do outro lado do quarto, interessada no discurso da mulher.

- Alice... – Noah sentada na cadeira abaixou sua voz – Queria que você tivesse um botão de desligar. Por que eu tinha que dividir o alojamento com a rebelde aspirante a revolucionária.

- Você é meu equilíbrio, querida – Alice debochou se esticando na cadeira e sorrindo pra Noah – E o que seria de você sem mim pra te animar e lhe dá esperança? Já teria tentado se matar.

Os olhos escuros de Alice se viraram para mim, com um sorriso de entusiasmo nos lábios.

- E você Piper? Vai deitar e morrer junto dos vampiros ou vai usar sua humanidade para algo? Você não quer se vingar da Alex ter lhe tirado seu filho?

Pensei em sua proposta, o fato da Alex ter me tomado Tommy e depois ter me jogado aqui como um rato de laboratório para usar meu sangue em pró de suas pesquisas, a ideia de me juntar a Alice era tentadora, porém, Alex ligou pra Nicky a pedindo para me tirar da mansão mesmo com a Stella presente, senti meu coração apertar na hipótese da Alex se machucar por culpa minha.

- Posso lhe dar a resposta depois, Alice? – Falei com a cabeça baixa.

- Claro Pips, pensa com carinho – Piscou e voltou ao jogo com Noah.



(...)



2 semanas se passaram como foguete, Alex em nenhum momento apareceu no laboratório e consequentemente não tinha notícias de Tommy, Nicky me visitava as vezes e fazia os exames em mim, perguntava sobre Alex e Tom mas ela sempre acenava em negativo dizendo que não era seguro, eu já não sentia mais vontade de nada, mal conversava com Alice e Noah, não queria me alimentar e nem sair para pegar sol, não ter notícias de meu filho me matava por dentro, certa hora Nicky apareceu correndo no alojamento me pegando de surpresa.

- Nicky? O que houve? – Confusa, me sentei na cama e vi Nicky com uma cara de desespero vindo em minha direção.

- Tome esse comprimido rápido Chapman – Falou abrindo sua mão e exibindo uma cápsula vermelha.

- Por que? O que isso vai fazer comigo.

- Confia em mim e toma logo isso, rápido! – Falou me entregando o remédio e pegando um copo de água.

Peguei o copo de água e virei junto com o remédio em minha boca, assim que o ingeri senti meu corpo queimar de uma forma tensa, minhas mãos começaram a tremer e senti algo escorrendo de meu nariz, coloque a mão e vi que era sangue, Nicky pegou um lenço e limpou meu nariz rapidamente e me observou como se estivesse esperando algo em mim, pegou uma lanterninha e examinou meus olhos.

- Ótimo, parece que deu certo... Espero eu – Falou me observando.

- Nichole! O que está acontecendo? – Disse me sentindo um pouco zonza.

- Espero que fique bem, Pips – Nicky beijou minha testa e saiu rapidamente do alojamento.

Fiquei sem entender o que estava acontecendo, sentia meu coração rápido e um gosto amargo em minha boca, olhei para os lados e não vi Alice e nem Noah, tentei levantar da cama e senti meu corpo pesar me fazendo deitar, minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento, permiti que meus olhos se fechassem com o intuito da dor passar.



(...)



- Acorde, acorde senhorita Chapman – Senti uma mão gelada me sacudindo e então abro os olhos sem aquelas dores que eu estava sentindo mais cedo – Você dorme pesado em! – Falou Stella do meu lado com mais 3 seguranças.

- O que você quer? Cadê Tommy? – Perguntei me sentando na cama.

- Aqui você não pergunta, querida Piper – Sorriu e passou sua mão pelo meu cabelo – Levante e se arrume, você vem comigo.

- Não irei a lugar nenhum com você – Murmurei para Stella.

Stella me pegou pelo braço e me jogou contra a parede me apertando, senti meus músculos doer na hora com a pancada.

- Vai me obedecer se não eu jogo seu querido filho no subúrbio, junto com um monte de vampiros famintos – Riu de forma cruel.

Acenei em positivo e respirei fundo para não deixar uma lágrima cair, não queria dar esse gostinho para Stella, ela me soltou e me entregou uma muda de roupa, tive que trocar na frente dela e dos seus seguranças, senti seus olhos sob meu corpo como se quisesse me despedaçar. Assim que terminei de me arrumar, ela ordenou que seus seguranças me levassem para a sala ao lado, ao entrar na sala fiquei em choque com a figura que estava sentada na cadeira, ao sorrir pra mim comecei a entrar em desespero querendo sair correndo daquela sala.

- Vee? – Falei sobressalta e a mulher riu.

- Não está feliz em me ver, loirinha? – Falou me observando.

- Vee querida, que bom que estar aqui – Falou Stella se aproximando de Vee e lhe dando um abraço – Como foi a viagem? Lhe trataram bem?

- Foi tudo ótimo, Stella – Disse sorrindo para Stella.

- O que está acontecendo? – Perguntei para Stella que virou sorrindo pra mim.

- Querida, eu só estou lhe devolvendo para sua antiga dona – Riu Stella.

Se já estava desesperada no início, agora fiquei três vezes pior, comecei a me debater no segurança até conseguir me soltar, sai correndo pelo enorme corredor procurando me esconder ou achar Nicky para me ajudar, já não sentia mais meu coração batendo, minha testa estava suando frio conforme virava pelo corredor, olhei para trás para verificar se Stella estava me seguindo quando bato de frente me fazendo cair de bunda no chão, Alex estava ali, parada toda de preto e um sobretudo negro como seus cabelos soltos, ela exalava soberania e frieza, seus olhos estavam vermelhos e sua expressão era séria.

- Alex... por favor, me ajuda – Falei chorando no chão. Ela olhou para o lado e depois olhou para mim.

Nesse momento Stella chegou calma com os seus seguranças e parou para ver a cena em sua frente, Alex olhou para Stella que acenou em positivo e lhe piscou os olhos, Alex me levantou do chão com a mão em meu pescoço e me levando para Stella, e se apoiou em Alex e me disse.

- Você não tem valor aqui querida, vai voltar a vender seu sangue para a alegria dos vampiros – Falou rindo – Não se preocupe, vou adorar cuidar do seu filho, vai ser como se fosse meu e de Alex – Falou dando um beijo na bochecha de Alex que continuava me encarando com uma expressão fria.

- Eu nunca irei te perdoar por isso... – Encarei os olhos vermelhos de Alex, senti seu braço tremer um pouco, mas voltou ao normal me segurando firme – Eu te odeio Alex Vause.

- Blá blá blá, vamos acabar logo com isso – Stella tirou uma seringa de seu jaleco e espetou em meu braço.

Senti tudo girar ao meu redor, meus pensamentos pairavam em Tommy, olhei para uma porta logo atrás de Alex e vi Nicky me olhando triste, minha vista estava ficando escura, olhei pela última vez nos olhos de Alex, aqueles olhos vermelhos de Alex...



(...)



O barulho da chuva me fez acordar, minha cabeça estava pesada e meus olhos embasados, apertei a vista em volta e notei que estava em uma espécie de sala que parecia mais um matadouro, minha cama era bem velha, parecia que a qualquer momento iria quebrar, as paredes cheias de mofo e descascando e o cheiro era horrível, me levantei e senti uma corrente em volta do meu tornozelo esquerdo, ele estava preso em uma espécie de pilar no quarto, só me permitia andar alguns poucos metros, havia uma mesa bem deteriorada e um banheiro sem porta onde tinha um sanitário e um chuveiro.

- Bom dia loira – Falou Vee entrando na sala acompanhada por dois vampiros armados – Hora do café da manhã, não pode trabalhar de barriga vazia, se lembra?

- Eu não vou fazer merda nenhuma pra você, Vee – Falei voltando para a velha cama.

- Ah!... Você vai sim se não quiser que seu filho venha trabalhar aqui – Falou Vee colocando o chá no copo e me encarando – Venha criança.

Sai da cama de cabeça baixa com a corrente arrastando no chão e me sentei na cadeira.

- Já tenho um cliente pra você ansioso pelo seu sangue – Vee disse me olhando enquanto eu tomava o chá.

- Não tenho escolha né?

- Claro que não, então acho bom você colaborar, a senhorita Stella me mandou lhe dá esse comprimido – Falou Vee me mostrando o AquaSafeEla disse que vai impedir sua transformação... Imagine só, o quanto vou ganhar vendendo essa belezinha! – Falou Vee olhando o comprimido.

- Isso não impede a transmutação, só retardar.

- Eu sei querida, porém já basta pra mim – Falou Vee me dando o comprimido – Agora tome com o chá – Peguei e o engoli bebendo o chá – Muito bem, daqui a 30 minutos voltarei para te buscar – Disse Vee saindo com os seguranças dela.

Assim que ela saiu me deixei ser banhada pelas minhas lágrimas, não acreditava no que estava acontecendo comigo outra vez, Pensei que estaria livre da Vee para sempre, porém, Stella deu seu jeito de me fazer voltar ao meu inferno, esperei os seus capachos vim me buscar para a drenagem de meu sangue, de volta naquela máquina maldita que sempre tirava sangue a mais, estava de volta ao ponto Inicial onde vendi minha alma para Vee tecnicamente e dessa vez era pra sempre.

Após tirarem sua dose diária do meu sangue, os seguranças de Vee me colocaram de volta naquele quarto maldito, prenderam meu tornozelo na corrente e saíram trancando o quarto, me arrastei até a cama e me deitei, estava totalmente sem forças para continuar, Vee estava drenando mais do que antes só para satisfazer seus cliente excêntricos, me deixei chorar, deixei que as lágrimas limpassem minha alma e meu corpo até me fazendo adormecer.



(...)



Se passaram 1 mês, durante 1 mês sofri nas mãos de Vee entre drenagens e surras, soube por ela mesma que meu sangue não era como antes, os clientes estavam ficando insatisfeitos dizendo que estava amargo demais para seus paladares, de início não entendi, porém, depois saquei que era por conta do remédio que Nicky me deu no Laboratório, Santa Nichole.

Durante uma das drenagens eu não aguentei e desmaiei, estava sem comer direito, fraca demais para tirarem meu sangue para vender, praticamente quase sem vida e eu poderia dizer que perdi muitos quilos durante esse tempo, já estava sem vida e rezando pelo abraço da morte, pedi desculpas a Tommy por não conseguir mais aguentar, Pensei que seria forte o suficiente para quem sabe no futuro conseguir fugir, toda noite eu sonhava com o meu menino brincando e correndo no parque, seus olhos azuis voltados aos meus com uma expressão de felicidade e me chamando para brincar com ele, mas eu não conseguia, estava fraca demais para me levantar da cama, sentia que não iria durar por muito tempo então aceitei meu destino.

Estava deitada em minha cama quando escutei barulho de tiro no corredor, não consegui me levantar para me proteger até porque nessa altura do campeonato eu já não ligava para mais nada, até que os tiros cessaram e alguém abriu a porta do quarto onde eu estava, a figura com roupas escuras se aproximou de mim e quebrou a corrente em meu tornozelo, passou suas mãos pelo meu cabelo e me pegou no colo.

- Desculpa ter demorado tanto – Falou beijando minha testa.

- Alex? – A encarei olhando em seus olhos amarelos – Alex... – Repeti seu nome chorando.

- Tudo bem... Estou aqui agora... – Falou me apertando em seus braços.

- Alex... – Disse seu nome sentindo meus olhos se fechar.










Notas Finais


David Guetta - She Wolf
https://youtu.be/PUAhr9lXqxQ


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