História Flores que brilham numa caverna. - Capítulo 1


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Categorias Eldarya
Personagens Personagens Originais
Visualizações 43
Palavras 4.093
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Orange, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa é a primeira vez que me aventuro a escrever uma situação dessas entre garotas, foi um desafio que adorei e torço para que tenha ficado bom, desculpem aí qualquer coisa.
Agradecimentos à Mari, minha amiga que é a autora da personagem Maki e que me empresta dela de vez em quando <3, ela também me incentivou nas crises de insegurança que sempre tenho quando escrevo um +18, e me ajudou corrigindo o português que minha mente cansada não estava mais colaborando. Obrigada sua linda!

Desejo a todos uma boa leitura!

Capítulo 1 - One


—Agora estou curiosa Isile. Onde é que estamos indo mesmo? — Maki ainda não se atentara antes a perguntar, o destino lhe parecia menos importante do que a companhia naquele momento.

—Acho que você vai gostar. — A elfa lançou um olhar de divertimento astuto optando por não responder abertamente. — Estamos quase lá. — E ela indicou uma entrada nas rochas à poucos passos de distância.

—Uma caverna? — A morena estava surpresa e repentinamente pensamentos sobre os motivos para estar sendo levada à um lugar assim a assaltaram e ela sentiu o rosto arder. — Não devíamos ter pego lenha? — Emendou rapidamente apenas para tentar disfarçar o próprio constrangimento mesmo que imaginasse não ser tão fácil de achar madeira seca depois de uma nevasca.

—Não se preocupe, não vamos precisar. — Isile notara o quanto Maki parecia envergonhada, e se aproximou tocando o rosto dela de leve com os olhos fixos nos da moça. — Há outras formas de se aquecer.

Disse e se afastou com um sorriso divertido sobre o efeito causado, pois a outra apenas desviara o olhar ainda parecendo envergonhada. Adentraram juntas a caverna, era ampla e por isso bem iluminada e bastante arejada porém havia um calor atípico já no local que contrastava com o frio do inverno que predominava lá fora, a loira fez sinal para avançarem e logo deixaram aquela câmara para trás adentrando na escuridão, as paredes se estreitaram um pouco mas ainda assim o lugar ela bem espaçoso e alto. E então, quando já estavam distantes o bastante para se não tropeçar no caminho, à frente no alto Maki avistou um brilho.

—Isile o que é…? — Mas mais brilhos começaram a surgir e ela não precisou concluir a pergunta.

    O teto da caverna se mostrava repleto de pontos luminosos que a morena observando bem percebeu que se tratava de algum tipo de plantas florescentes, várias delas que pareciam crescer entre as rochas negras e tornavam a cobertura parecida com um céu noturno estrelado o que trazia a sensação de um infinito próximo, alcançável.

—Lindo! — A aquamantis não conseguia desviar o olhar do espetáculo natural.

—E, como eu disse, não vamos precisar de lenha. — Isile apontou para mais adiante onde havia fumaça.

    A gruta abrigava fontes de água termal que tornavam o ambiente quente de uma forma confortável sem ser abafado demais, o que explicava a que a loira se referia anteriormente.

—É um lugar perfeito Isile. — Maki disse ainda sorrindo encantada.

—Eu fico feliz que tenha gostado.

Elas logo se ocuparam em estender a coberta longe da umidade mas perto o bastante para manter a sensação térmica vívida, a loira havia trazido lanches também porém nenhuma estava com fome no momento, em vez disso acabaram deitadas lado a lado observando o teto da caverna e as plantas que o adornavam, apreciando o momento de tranquilidade tão grande que era uma raridade em meio à época tumultuada pela qual passavam.

—Maki? — Chamou Isile depois de algum tempo de silêncio confortável compartilhado. — Você quer conversar sobre as coisas, as descobertas, as mudanças na sua vida desde que chegamos aqui?

    A aquamantis desviou o olhar do plano superior para observar o rosto da loira que estava voltado para si.

—Na verdade não. Não, agora eu preferia deixar isso quieto um pouco. Todos os dias eu tenho ouvido tanto sobre tudo mas acho que ainda não consegui pensar com total clareza, as vezes nem parece ser verdade, mesmo quando eu me sento com eles e ouço todos os planos. — Ela suspirou de leve.

Isile segurou a mão dela entrelaçando os dedos.

—Você sabe que pode contar conosco para o que for, não sabe? — A loira pensou que naquele momento gostaria de ter respostas prontas, de ter soluções para apresentar a ela porém a única coisa que poderia garantir-lhe era esse apoio, o que lhe parecia pouco.

—Isso é uma grande ajuda. Sem vocês aqui eu estaria muito perdida. — Maki sorriu em seguida e pensou que provavelmente não teria sobrevivido nem ao primeiro ataque sem o trio por perto.

—Queria poder ajudar mais… — Respondeu a elfa virando de lado e se apoiando no cotovelo para olhá-la melhor. — Talvez dando esse tempo que você precisa para sentir-se melhor sobre aquilo tudo já seja um bom começo. Podemos mudar de assunto se quiser.

—Eu quero. — Estavam muito próximas agora, porém a morena desviou o olhar mais uma vez, tinha algo que gostaria de falar mas sabia que olhando-a nos olhos seria bem mais difícil. — Talvez… possamos falar sobre nós.

    A mão de Isile subiu para o rosto da aquamantis e a acariciou levemente abrindo um sorriso quando ela fechou os olhos curtindo o carinho.

—Eu gostei de ouvir isso. “Nós”. Eu gosto de você Maki, muito. E quero ficar contigo mas não quero entrar para a lista de coisas que complicam sua vida, especialmente neste momento em que você já está com tanto para lidar.

    Maki abriu os olhos e a loira sentiu-se como se fosse tragada pelo vermelho profundo e brilhante daquelas íris.

—Entre tantas novidades de uma vez essa é a única que só me trás bons pensamentos Isile. — A morena afirmou convicta. Lhe soou tão estranho que ela realmente tivesse medo de ser-lhe um incômodo, como poderia quando a mesma estava ali lhe apoiando e protegendo já há algum tempo, lhe treinando e até lhe mostrando um novo mundo junto aos irmãos. Pelo menos era assim que se sentia.

—Eu fico feliz em saber. — A elfa respondeu, os olhos passearam pelo rosto dela e fixaram-se nos lábios. — Porque assim eu sei que não estarei atrapalhando ao lutar por esse “nós”. — E ela venceu a pouca distância que as separava.

    O que começou calmo, um beijo tranquilo e bem comportado, aos poucos foi se tornando mais empolgado, profundo, mesmo que ainda lento, a loira explorava a boca alheia com cada vez mais volúpia e logo virou ainda mais o corpo ficando parcialmente sobre o de Maki. A mão livre que antes estivera no rosto, foi para a cintura segurando ali e puxando-a para si, e foi então que ocorreu à Isile que estavam ambas cobertas demais naquele ambiente protegido da caverna que, aos poucos lhe parecia ficar ainda mais quente. As mãos da morena a rodearam a puxando para si e tomando isso como um incentivo a loira moveu ainda mais o corpo ficando sobre o da mesma, finalizou o beijo a olhando-a abaixo de si, ela respirava rápido, os cabelos longos e negros estavam espalhados pela toalha, os lábios entreabertos, foi então que a elfa percebeu que não havia volta para si, o que sentia por ela ultrapassava todo e qualquer envolvimento que tivera até ali. Eram apenas alguns meses de conhecimento e convivência e ainda assim não havia como negar o óbvio: se apaixonara.

—Eu sou muito estúpida. Você tem toda razão, não é complicado, é simples. É certo. — Sorriu de lado voltando a se aproximar e juntando sua testa à dela. — Eu quero você.

    Maki prendeu a respiração ante aquelas palavras, ante o olhar intenso que recebia, mordeu o lábio inferior ao entender que partilhava do mesmo desejo, porém…

—Eu também te quero… mas Isile eu… — Sentiu-se ainda mais constrangida do que estivera antes e não havia como fugir de encará-la visto que estavam assim tão perto. —...eu nunca estive com ninguém.

    A expressão da loira foi claramente surpresa, mas em seguida algo terno apareceu no olhar geralmente duro.

—Não precisamos fazer nada hoje se não quiser, temos tempo, todo o tempo se depender de mim. — Respondeu e beijou a testa da morena carinhosamente.

    Maki sorriu abertamente, a preocupação e o cuidado dela para consigo realmente lhe faziam se sentir segura, e à despeito da vergonha ela sabia o que queria.

—Não é isso. É só… eu não sei muito bem o que fazer. — E ante sua afirmação viu Isile abrir outro sorriso, dessa vez havia algo diferente, algo provocativo no simples ato e isso a levou a sentir um incomum arrepio que a fez encher-se de antecipação que sobrepunha-se à sua vergonha.

—Eu posso te ensinar… — E ela passou a sussurar-lhe mantendo aquela expressão carregada. — Vou te apresentar à seu próprio corpo de uma forma que você ainda não conhece. E a qualquer instante se você se sentir desconfortável só precisa dizer e eu pararei.

Maki achava-se presa naquela atmosfera peculiar que o momento trazia, sentia-se imersa na ligação que dividiam, sentia que partilhavam ali de um segredo profundo que entranhava-se em seus corpos e mentes e que se havia alguém com quem queria dividir esse tipo de experiência, alguém que conseguia fazer surgir em si aquele tipo particular de necessidade, esse alguém era aquela loira que afortunadamente também queria viver isso consigo.

—Me mostre.

    Não foi preciso um segundo convite, Isile tomou novamente seus lábios com ardor a levando junto em seu desejo, ao mesmo tempo a loira livrou-se do próprio casaco o que não foi realmente um grande avanço visto que por baixo vestia uma parte do peitoral da armadura. Ela passou a distribuir beijos por todo o rosto da morena, até parar no queixo onde deu uma mordida de leve sorrindo de forma travessa ao se afastar.

—Roupas demais. Não acha?

    Maki entendeu que ela estava pedindo permissão, que não iria avançar sem ter certeza de que ela também queria. A morena respondeu acenando afirmativamente com a cabeça apenas, seguindo a atitude da elfa ela se sentou enquanto a outra desprendia o peitoral da armadura de forma diligente.

—Eu sempre me sinto exposta sem armadura, é como se fosse parte de mim. — A loira disse colocando no chão a peça de metal. — Acontece que eu me blindo contra a maioria das coisas e das pessoas, e nesse momento… quero me mostrar para você.

    As palavras lhe fizeram o coração disparar novamente, mas algo que ela trazia no pescoço chamou-lhe atenção naquele momento.

—Isile, isso é… o colar que eu te dei.

—Sim. — Ela o retirou o estendendo na mão. — Eu quase não o tiro. Antes eu não sabia muito bem o porque, agora entendo. — E ela cuidadosamente colocou o presente junto à armadura.

    Diante dos olhos da aquamantis, Isile retirou a blusa e em seguida soltou as faixas que enrolavam-lhe os seios, mostrando o corpo forte que trabalhava diariamente devido à necessidade do tipo de vida que levava. Maki corou mas não conseguia deixar de olhar com admiração, seios fartos, abdômen trincado, músculos salientes e uma pele muito clara na qual agora notava haver algumas cicatrizes antigas que se destacavam variadas. A mão da loira segurou a sua fazendo com que os olhares se encontrassem, sem deixar de encará-la profundamente ela se inclinou se aproximando mais um pouco e levou sua mão aos lábios beijando a palma para em seguida a fazer deslizar pela lateral da própria face, depois por seu pescoço, colo, entre os seios e descendo pela barriga e ventre. A morena mordeu os lábios e acompanhou com os olhos o lento movimento que era induzida a fazer, sentia a pele quente e a textura que variava de suave para rígida de acordo com os lugares que tocava, sentiu o coração acelerar e uma crescente vontade de assumir o controle da ação e explorar por conta própria o corpo que admirava e que lhe atraia tanto. Porém, antes que realmente tomasse alguma atitude, ela lhe soltou e se postou entre suas pernas, sentada nos próprios calcanhares e assim tão próxima, Isile se ocupou em soltar-lhe os colchetes do casaco pesado que a protegia do frio da estação. Depois de o retirar, a loira se aproximou e afundou o rosto contra o pescoço da jovem inspirando profundamente e beijando a região que antes a roupa escondia arrancando um suspiro de Maki perante a carícia que lhe eriçava, a elfa se demorou entre beijos e sugadas, provando a pele com a língua e deixando a aquamantis cada vez mais arrepiada. Até que as mãos da mulher foram até as costas e ela pôs-se a empenhar em livrá-la da próxima camada da veste que fechava-se ali.

—Talvez fosse melhor se houvesse menos luz… — Maki disse sentindo-se repentinamente envergonhada enquanto Isile puxava para baixo seu vestido que acabara de abrir, isso fez a loira interromper o que fazia e voltar a observar-lhe incisivamente, havia ali carinho e uma chama de antecipação misturados na tempestade cinzenta que eram os olhos da loira.

—Porque? Você é linda Maki e eu... quero poder olhar nos seus olhos e saber que é a você que estou dando prazer e não a um corpo qualquer no escuro. — Ela então fitou-lhe a boca e ficando à centímetros dos lábios rubros afirmou. — Eu não abriria mão disso.

    Ante essa resposta a morena apenas buscou os lábios da outra iniciando um novo beijo e deixando que ela a descobrisse como demonstrava o querer, Maki não mais sabia se os arrepios que sentia eram por ter a pele quente em contato com o ar mais fresco, se eram por sentir-se ainda envergonhada, ou se pelo lento deslizar do pano por seu corpo, seguido pelos toques apenas roçados dos dedos da loira que desceram traçando a linha de sua coluna assim que suas costas ficaram livres. Ela a abraçou em seguida, sem interromper o beijo a amparou guiando-a se deitar novamente, e então desceu o vestido por seu corpo até abaixo de seu quadril. Isile em seguida pôs fim ao ósculo, se afastou e a observou sorrindo.

—Eu disse, você é linda Maki, me pergunto se sabe o quanto. — Diante do olhar cheio de admiração e o intenso desejo, a aquamantis sentiu-se novamente constrangida mas ao mesmo tempo lhe agradava tanto ver o que despertava na outra que não pode evitar sorrir também.

—Acho… acho que você também não sabe... o quanto é bonita. — Respondeu de forma hesitante, antes Isile lhe confessara sua presença que a deixava sem saber o que dizer mas a morena tinha cada vez mais certeza de que era o contrário, Isile é que lhe fazia ficar totalmente perdida e sem palavras principalmente quando ela demonstrava tanto daquela segurança ao falar o que sentia e o que queria.

—Eu não concordo. — Ela respondeu se movendo para livrá-la do vestido e da meia longa e grossa que usava por baixo. — Mas acho que é bom que pense assim.

    Isile voltou a contemplá-la, Maki agora tinha apenas a calcinha a cobrindo, deitada sobre a coberta que forrava o chão da caverna a loira pensou na falta de conforto e, com uma decisão tomada, curvou-se a beijando mas sem deixar de sustentar o próximo peso. O lábios em seguida abandonaram a boca e desceram trilhando o caminho já anteriormente provado do pescoço, subindo em seguida para a orelha na qual se demorou sugando e lambendo lentamente, cravando os dentes logo abaixo apenas de leve mas arrancando um gemido baixo e tremido em resposta. A aquamantis abraçava-a e segurava-se nos cabelos curtos loiros e nas costas fortes procurando algum apoio em contrapartida à sensação de descontrole que as ações da loira vinham gradativamente lhe causando. Nunca sentira-se assim, arrepios se espalhavam nascidos dos lugares onde a boca e as mãos, cujas quais passaram a deslizar pelos seios, tórax e ventre, tocavam-lhe, sentia também algo que lembrava vagamente cócegas embora parece mais como pontadas prazerosas especialmente na região do baixo ventre, era tudo tão gostoso quanto ela poderia ter esperado, talvez até mais. A boca desceu para o colo, as mãos subiram para os seios os massageando de forma lenta, cuidadosa, sem exagerar na força mas a instigando da forma mais lasciva possível, ela não tinha pressa nem mesmo quando substituiu uma das mãos pela boca fazendo com que Maki entoasse um gemido ainda mais alto e puxasse os cabelos loiros em reflexo, Isile olhou para cima e quando a morena inclinou a cabeça e seus olhares se encontraram, a elfa piscou um olho de forma travessa e rodeou o mamilo lentamente com a língua antes de voltar a sugá-lo com aquela vontade intensa.

    Maki respirava fortemente enquanto segurava-se na coberta e nos cabelos da loira, sentia-se à mercê dos estímulos que recebia e nunca imaginara que ficaria tão feliz em ser tão completamente dominada como estava sendo naquele momento. A elfa passara para o outro seio lhe dedicando a mesma atenção que tivera ao anterior, ao mesmo tempo a segurava com firmeza na região da cintura, ela demonstrava um interessante misto entre suavidade e força naquele momento, porém em todos os toques não variavam naquele apelo cheio de luxúria que fazia a morena sentir-se incendiar gradativamente e manter-se assim, com o corpo desperto e aberto às sensações enquanto esperava por um constante mais, que era atendido e reiniciava o ciclo de vontades que a aquamantis experimentava. Isile desceu ainda mais a face passeando pela região abaixo, ela estudava com a boca o corpo de Maki o desbravando e descobrindo os pontos fracos que traziam mais daquela eletricidade que mexia intensamente com a outra, ao mesmo tempo ela estava sentindo-se também excitada, as reações dela lhe despertavam as vontades ocultas, o corpo delgado era belamente atrativo, no entanto no momento sua prioridade era dar à morena uma primeira vez que valesse a confiança que ela depositara em si ao entregar-se daquela maneira. O umbigo foi sugado generosamente, a barriga lambida e mordida enquanto as coxas de tornavam alvo da pegada forte das mãos experientes da elfa que se empenhava incessantemente em seu objetivo de alimentar mais e mais o fogo que as tomava. Sem dar uma trégua sequer, a loira continuou com as carícias, agora provava da parte interna de uma das coxas com os dentes, as vezes lançando mais olhares para o rosto da aquamantis especialmente quando sentia os músculos retraindo ante seus estímulos. Após descer pela extensão de uma das pernas, ela pôs-se a fazer o caminho inverso pela outra, àquela mesma forma incisiva mas sem apressar-se, e Maki já não sabia mais se estava sendo provocada ou torturada com aquela deliciosa espera pela qual via-se passar.

    Quando Isile enfim se afastou para retirar-lhe a calcinha a morena não mais sentia qualquer resquício de vergonha, por outro lado estava ansiosa pelo que viria a seguir.

—Hora de lhe compensar pela esperar minha morena.  

    E então ela segurou-lhe as coxas as afastando e abaixou-se decididamente, logo a língua ousada se embrenhava pelos recantos mais íntimos e a aquamantis sentiu-se como prestes a enlouquecer. Com a mesma devoção metódica com a qual pecorrera o corpo todo, Isile agora provava o gosto da jovem que lhe enfrentara, lhe conquistara, lhe encantara, lhe admoestara, e lhe derrotara, pois sabia que naquela batalha quem venceria era a outra, por mais que estivesse ali no comando Maki agora lhe tinha á seus pés e isso não a assustava, se rendia de bom grado apenas por estar sendo aceita daquela forma e sabia que dali em diante seria para ela o que a mesma quisesse que fosse, amiga, namorada, amante, o que lhe atribuísse acolheria feliz. A morena sentia-se mais e mais perdida enquanto era tomada, o prazer intenso parecia lhe consumir enquanto a mulher lhe atiçava mais e mais, ela sabia claramente onde e como agir para a tornar assim indefesa e pedinte, sem saber como era possível ter tantas sensações incríveis lhe assolando ao mesmo tempo. E então, ela não pode impedir-se de clamar em voz alta o nome de Isile enquanto projetava os quadris em direção à ela e sua mente despencava em um jubiloso êxtase causado pelo orgasmo.

    De olhos fechados, respirando profundamente e aproveitando-se da grata sensação, depois de alguns segundos, Maki sentiu Isile acariciar-lhe o rosto levemente.

—Vem comigo para a água?

    A aquamantis mais uma vez apenas acenou positivamente com a cabeça em resposta ainda se ocupando em recuperar o fôlego, foi com certa surpresa que a sentiu passar os braços abaixo de si e a erguer do chão.

—Está tudo bem Maki? — A voz repentinamente preocupada dela a fez abrir os olhos aproveitando-se da proximidade que lhe permitia observá-la de perto novamente.

—Não poderia estar melhor. — Respondeu vendo-a sorrir, a enlaçou com os braços ao redor do pescoço e a beijou tentando colocar na ação o que não conseguia ainda exprimir com as palavras.

    Isile teve que interromper o ósculo para descer com segurança na fonte de água quente e suspirou ante a sensação do calor que a envolvia enquanto emergia. Logo Maki também estava dentro da água o que  a fez sorrir com o aquecimento bem vindo. A loira a soltou mas ela não se afastou, não queria desfazer o contato tão cedo.

—Sabe… não foi justo com você… eu quero dizer… — A morena foi no entanto interrompida por um rápido beijo, depois do qual a elfa encostou a testa na dela como fizera antes.

—Não se preocupe, ainda não acabamos. — E ela a puxou contra si mais uma vez, dessa vez emaranhou um das mãos entre os longos cabelos negros enquanto a outra lhe rodeava a cintura a mantendo junto.

    A morena sentiu-se novamente acender-se com o beijo demandante a ponto de ser quase selvagem, ao mesmo tempo era guiada a recuar na água em direção à uma das paredes da piscina térmica. Isile abaixou-se um pouco e a pegou pelas coxas a fazendo subir em si e rodear-lhe a cintura, a loira afastou então as próprias pernas e usou as mãos para acomodar as duas de forma que os clitóris se tocassem o mais livremente possível, sua respiração falhou um pouco ao sentir-se tão intimamente conectada à Maki e foi sua vez de fechar os olhos buscando controle. A água tirava o peso mas também tornava os movimentos mais lentos, porém isso não era um empecilho para a elfa cuja força ultrapassava os limites normais, e ela movia os quadris ao mesmo tempo que as mãos seguravam a cintura da aquamantis a ajudando a mover-se também. O atrito causado era intenso e novos suspiros e gemidos não tardaram a soar, dessa vez em duas vozes diferentes, as duas mulheres agora partilhavam aquele prazer tão particular que fazia-as sentir como se estivessem prestes a entrar em ebulição com o calor que geravam somado à temperatura da água que as rodeava. As duas afundavam-se nas sensações compartilhadas, querendo prolongar o momento e ao mesmo tempo sentido ceder ante a necessidade que as consumia e crescia. Maki curvou o corpo para trás recostando a parte superior das costas contra a parede de pedra o que lhe deu um apoio a mais e a ajudou a agir com mais facilidade, ao mesmo tempo Isile passou também a apressar os movimentos, a água agitou-se à volta de seus corpos enquanto elas cumplicimente buscavam saciar-se. Precisavam de mais e precisavam dar mais uma à outra, era isso que os olhares trocados prometiam, era isso o que os gemidos afirmavam, era isso o que sua união garantia. E então tudo tornou-se excessivo e elas mergulharam unidas na forma mais pura que a luxúria acarreta, com as respirações entrecortadas, vozes sem forma e corpos que estremeceram ante o ritmo alucinante, as duas gozaram juntas libertando-se no ápice no qual o desejo compartilhado as guiara.

    Assim que se recuperou um pouco, Isile sorriu ao puxar Maki a abraçando e a deixando descer, sentia-se feliz e relaxada com uma intensidade que não era nada comum em si.

—Acabou que eu fiz o contrário do que pensei. — Disse apoiando o queixo sobre os cabelos negros úmidos.

—Como assim?

—Eu disse que podíamos ir devagar mas não consegui me segurar. E, mesmo assim, eu não consigo me sentir culpada. — Ela confessou em sua forma sincera de sempre.

—Não teria porque se sentir, eu também não me segurei. — Maki finalmente se afastou um pouco e sorriu. — Eu estava errada quando falei antes que não podia estar melhor.

    Isile estendeu a mão molhada tocando o rosto dela daquela forma despretensiosamente carinhosa.

—Eu posso dizer o mesmo.

—Você acha que já ficamos fora muito tempo? — Perguntou a morena. — Eu não queria voltar tão logo, aqui está tão bom.

—Concordo, é como um refúgio. — A loira pareceu pensar um pouco e em seguida deu de ombros. — Ah, eles não vão a lugar algum, um pouco mais que nos esperarem não vai fazer mal.

—Gostei dessa sua forma de ver as coisas.

—E eu gostei das coisas que vi. — Rebateu Isile fazendo Maki sentir-se sem jeito, e em seguida se perguntar como era possível depois de tudo o que fizeram ela ainda ter o poder de a abalar assim. Será que isso passaria algum dia? Bem, como já dissera a elfa teriam muito tempo ainda pela frente, talvez um dia viesse a descobrir.



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