História Flores Raras - Capítulo 4


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Sehun
Tags Chanbaek, Kaisoo
Visualizações 514
Palavras 4.508
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente voltei:( to triste porque eu perdi meu celular.
Obrigado pelos comentários que vcs deixam nos capitulos e tenham certeza que eles me deixam muito feliz *-*

Camélia branca> admiração.

Acabei de conhecer a música que eu coloquei no capítulo e poxa ela é muito boa e achei que combinou.
Boa leitura :) .

Capítulo 4 - Camélia branca.


 

Música do dia para Park Chanyeol: PRETTYMUCH – Open Arms.

 

Era o dia da reunião de moradores do prédio e todos se acomodavam pela grande sala que ficava no térreo. Enquanto esperava sentado em uma das últimas cadeiras, o jovem de um metro e oitenta e cinco olhava sem desviar para a porta de entrada do local, na esperança de ver Baekhyun passar pela mesma. O coração de Chanyeol quase saltou pela boca ao ver o mais velho chegar distraído, se curvando algumas vezes para todos que estavam ali. Seus olhos logo foram de encontro ao do maior e os dois sorriram um para o outro. Tinha alguns lugares vagos por ali, mas Byun escolheu se sentar ao lado de Park.

- Oi, vizinho Chanyeol, como você está? Sua dor de cabeça melhorou?

- Dor de cabeça? – Arqueou as sobrancelhas sem saber do que o mais velho falava e demorou alguns segundos para se lembrar que na noite anterior havia inventado uma desculpa para sua expressão cabisbaixa. – Ah, sim, estou melhor, obrigado!

- Que bom. – Byun sorriu desviando o olhar, mas queria ficar admirando os olhos grandes do mais novo.

 “Por que tudo é tão grande no meu vizinho?” riu com a pergunta que se fez mentalmente.

Ao ouvi-lo rir baixinho, Chanyeol o olhou de canto se perguntando o motivo da risada. Por alguns segundos ficou o encarando de perfil, aproveitando que ele estava distraído e não perceberia o jeito apaixonado que estava sendo observado. Só conseguia pensar que Baekhyun ficava mais bonito a cada dia que passava. Os lábios finos tão vermelhinhos, a bochecha que Chanyeol tinha vontade de beijar cada centímetro; os dedos finos, que ele gostaria de fazer um mural com fotos daquela mão que achava tão bonita. Tudo em Baekhyun era extremamente bonito, com todos os detalhes bem-feitos, como se tivessem sido esculpidos por anjos. Amém, genética de Byun Baekhyun!

Suspirou apaixonado e nem percebeu que Byun agora o encarava se questionando por que seu vizinho o olhava daquele jeito. Chanyeol desviou o olhar se segurando para não corar envergonhado por ter sido pego admirando cada parte da face do mais velho.

No horário marcado o síndico chegou para começar a reunião; deu os recados mais importantes, falou sobre os apartamentos que esvaziariam no final do mês e sobre a manutenção dos elevadores. Fora o discurso de sempre que todos já sabiam, já que era dito sempre a mesma coisa e ninguém queria saber. Depois de tudo importante ser dito, era a hora das reclamações. Uma senhora alegava que alguém em seu andar estava criando gatos em casa – animais não eram permitidos – e isso era péssimo para ela, pois tinha alergia. Outros reclamaram do som alto que vinha do apartamento de alguns “jovens arruaceiros”, dos gemidos constantes do apartamento de Minho e Anelise... e em poucos minutos todos começaram a falar ao mesmo tempo. Até Sehun e Kyungsoo estraram no meio da confusão falando mal dos incensos que alguns idosos usavam em suas casas e o cheiro ia até apartamentos alheios, fazendo-os quase passar mal.

Byun e Park estavam assustados com aquela situação, principalmente o mais velho. Estavam vendo a hora de todos se atacarem por ali, visto que nunca se alteraram tanto.

- Vem, vamos sair daqui. – Park segurou na mão do Baekhyun e os dois seguiram para fora de lá. O mais velho ficou com medo dos vizinhos o ataca-lo, pois tinham alguns o olhando torto, muito torto.

Saíram da sala de reuniões e seguiram para a parte de trás do prédio, onde ficava o pátio e logo o estacionamento. Se encostaram em um carro qualquer que estava parado ali e ficaram um ao lado do outro olhando para o teto em silêncio. Nem perceberam que as mãos estavam entrelaçadas como se fossem um casal, até Chanyeol sentir os dedos de Baekhyun se mexerem. Os dois olharam ao mesmo tempo e separam as mesmas.

- Hm... – Baekhyun não sabia o que dizer. – Aquele é o seu carro, não é?

Apontou para o automóvel estacionado há alguns metros deles.

- Sim. Ultimamente não estou usando-o, quase não saio de casa. – Aproximaram-se do carro.

- Você devia sair mais, levar alguém para passear...

Chanyeol se perguntou se o mais velho estava querendo dizer algo com aquilo. Olhou em volta para ver se estavam sozinhos pelo estacionamento e se não chegaria nenhum intruso.

- Talvez pudéssemos fazer isso. – Disse.

- Sério?

- Sim.

- Eu adoraria. – Baekhyun sorriu animado para o maior.

- Agora? – Arqueou as sobrancelhas.

- Sim, agora. Não tenho nada para fazer e você?

- Não mesmo. Então vamos.

Os dois voltaram para os corredores do prédio para irem até o apartamento pegar a chave do carro. Chanyeol sentia a animação o consumir, pois finalmente sairia a sós com Baekhyun. Era o que ele pensava. 

Sehun apareceu entrando no elevador antes de as portas se fecharem e os encarou com uma expressão preocupada.

- Oi, galera. Eu estive procurando por vocês no prédio todo. Se esconderam? Estavam fazendo coisas inapropriadas e não me chamaram? Fugiram da confusão? – Parou de frente para os mais velhos e de costas para a porta de ferro que se fechava.

- A terceira opção é a certa. – Byun sorriu sem graça.

- Ah, entendo. Baekkie, eu preciso falar com você. – Estalou os dedos enquanto falava e encarava o mais velho. Chanyeol arqueou as sobrancelhas percebendo o jeito como o mais novo falava, meio autoritário.

- Diga.

- A sós. – Park e Byun se entreolharam rapidamente e voltaram sua atenção para Sehun.

- Tem que ser agora? Eu tenho um compromisso. 

Chanyeol tinha esperanças de o mais novo não estragar os planos dos dois.

- Tem que ser agora sim, é muito urgente!. – Sehun puxou Baekhyun para fora do elevador, que havia parado no quinto andar, sem dar chances do mais velho recusar. – Depois você fala com ele, até mais, Chanyeol.

Park arregalou os olhos incrédulo com o que acabara de acontecer. Como alguém podia ser tão intruso e abusado? Como Sehun pôde roubar Byun daquele jeito?

O elevador foi até o último andar e voltou, parando no quinto novamente. As portas se abriram e Chanyeol estava decidido a ir atrás de Baekhyun, mas não deu um passo para fora ao ouvir a conversa dos dois. Colocou a mão na porta do elevador disfarçadamente para que não fechasse e ficou ali escondido e em silêncio, fazendo de tudo para que eles não percebessem que ele estava ouvindo tudo.

- Baekkie, o que tenho para falar com você é mais importante do que qualquer coisa que você fosse fazer com Park. – Sehun disse.

- Como sabe que eu ia fazer algo com ele?

- Não percebeu ainda que Chanyeol está tentando ter sua atenção? Porém, eu sempre apareço e me intrometo... – Disse descaradamente.

“Que bom que ele percebe o quão intruso é”. 

- Você não devia ter me arrancado de dentro do elevador daquele jeito, sem saber que tipo de compromisso eu tinha. E se fosse algo sério? Indispensável?

“Nosso passeio não era sério e indispensável?”. Aquilo doeu em Chanyeol.

- Minhas intenções são as melhores. Pode pelo menos ouvir o que eu quero dizer? – Disse meio emburrado.

- Pode falar, Sehun. – Baekhyun tinha um tom meio chateado e impaciente.

- Eu queria saber se você quer ir ao cinema comigo.

"O quê?" arregalou os olhos enraivecido. A cada segundo que se passava, Sehun caia no conceito de Chanyeol e o mais alto não conseguia deixar de sentir raiva e ciúmes naquela situação. Ele pedia aos céus que Byun não aceitasse aquele convite.

- Sehun, isso não é urgente. Não podia ter me chamado depois? Poxa, imagina o que Chanyeol deve estar pensando nesse momento? Eu saí de lá sem dar nenhuma expli... – O mais velho dizia enraivecido quando foi interrompido.

- Esqueça aquele lá. Só me responda positivamente o que eu te perguntei.

- Não é tão simples assim aceitar seu convite. Eu ia sair com Chanyeol e agora estou aqui, fora que você saiu com ele esses dias, eu não pos...

- Claro que pode. É só dizer sim e depois explicar para ele, não há dificuldade. Por favor, aceite. – Suplicou.

- Não sei, Sehun.

- Ora, que mal vai lhe fazer se for ao cinema comigo? Nenhum, então aceite.

- Tá. – O mais velho disse simples depois de algum tempo em silêncio pensando.

Chanyeol tirou a mão da porta do elevador, deixando que a mesma se fechasse o mais rápido possívl. Se encostou na parede de ferro, sentindo os olhos arderem, ao mesmo tempo em que xingava tudo e todas as pessoas que vinham em sua mente – principalmente Sehun –, procurando um culpado por aquilo acontecer, mas não achou, se é que tinha um culpado. Não conseguia entender o motivo de tudo sempre dar errado para ele e Baekhyun ao menos saírem juntos. E por que o maldito, intruso e abusado do Sehun tinha que estar sempre no meio deles?

Entrou em casa chutando tudo o que via pela frente e sem se preocupar em secar as lágrimas que desciam. Chorava de ciúmes, de ódio e de todos os sentimentos ruins que podia sentir naquele momento em que sofria por amor.

 

 

- Bom dia, Jae e Jung. – Baekhyun disse ao chegar na floricultura e ver seus dois atendentes iniciando o trabalho no balcão de atendimento.

- Bom dia, Baekkie. – Se curvaram.

- Onde está Kyungsoo? – Perguntou ao notar a ausência de seu irmão na loja.

- Está no escritório. Ah, Byun, deixei uma relação com os pedidos de decoração para esse mês. Tem cinco festas de quinze anos, quatro cestas de café-da-manhã e dois casamentos. – Informou Jung e o menor assentiu.

- Ok, obrigado. – Agradeceu e seguiu em direção de onde Soo estava. - Oi, Kyung. – Ao entrar no escritório avistou seu irmão trabalhando no computador.

- Oi, Baekkie. Não dormiu bem de novo? – Perguntou o mais novo.

- Fiquei até tarde contatando alguns fornecedores e tive insônia. – Bocejou enchendo uma xícara com café.

- Eu ainda acho que você precisa de umas férias por algumas semanas. Está trabalhando demais, Baekhyun, e todos os dias não dorme como deveria. – Kyungsoo se levantou colocando café para si e se sentou no pequeno sofá do escritório. – Não sei como consegue se aguentar em pé.

- Eu sou forte e consigo trabalhar direito, e eu não posso abandonar minhas flores. – Disse firme e bebericou o líquido quente.

- Não posso deixar que continue desse jeito. Eu sou o seu chefe, assim como você é o meu, e estarei te dando um mês de férias para descansar e aproveitar. – Kyungsoo disse sério e convicto de sua decisão.

- Mas...

- Mas nada, isso é para o seu bem. Eu vou cuidar muito bem do Florilégio e você vai pôr esse sono em dia. Quando voltar teremos muito trabalho. A partir de semana que vem não venha mais, ouviu?

- Ok. – Suspirou.

Baekhyun não tinha escolhas, o mais novo não o daria outras opções. Mesmo querendo continuar perto de suas flores, sabia que precisava de um descanso.

- “Isso é para o seu bem”, parece o vovô falando. – Deu uma risada fraca se lembrando de Kiduk, o avô de Kyung.

Desde pequeno Byun venerava as flores e tudo que as envolvia. Se lembra perfeitamente de estar passeando pela rua com Yun Nari, sua avó, e encontrar a floricultura Florilégio. Todos os dias pedia para a senhora que o levasse à loja de flores. Lá Baekhyun e Kyungsoo se conheceram e viraram amigos, assim como Yun e Kiduk. Sempre depois da escola iam correndo para a loja para ajudar o avô e aos quinze anos começaram a trabalhar de verdade na mesma. Os jovens tinham interesses em comum e sempre foi o sonho dos dois virarem floristas e donos de uma floricultura como a do avô Kiduk, que em pouco tempo se tornou padrasto de Baekhyun ao se casar com Yun. Alguns anos depois Kim morreu e deixou escrito no testamento que a floricultura era de seus dois filhos. Yun Nari, depois de um período de luto, ajudou os jovens a reorganizarem a floricultura e os dois seguiram o negócio.

- Ele deve estar muito orgulhoso do nosso trabalho duro para continuar a loja. – Kyung disse sorrindo.

- Sim, ele está. Vovó Nari também, e por falar nela, temos que ir visita-la.

Faziam alguns meses que os dois não iam até a casa de Yun, pois ficava um pouco longe e, por causa de tanto trabalho com as flores, quase não tinham tempo de ir vê-la.

- Você devia ir em suas férias, Baekhyun. – O mais novo disse simples.

- Pode deixar que eu vou sim. Vou levar as flores mais bonitas dessa loja para nossa avó querida. – Sorriu animado e em seguida se levantando.

- Acho bom. Mudando de assunto, tem planos para mais tarde? Podíamos fazer alguma coisa. – Do sugeriu.

- Na verdade, tenho sim. Sabe o vizinho Sehun, que mora no quinto andar? Ele me chamou para ir ao cinema...

- Uau, está cheio de pretendentes e nem me conta.

- Ah é, tantos pretendentes que tem uma fila dando voltas por aí. – Byun revirou os olhos.

- Sehun, Hyorin...

- Hyorin ainda? Essa é boa. – Gargalhou ao ouvir Kyung falar da colega de trabalho como se tivesse chances de haver algo entre os dois de novo.

- Você sabe que ela tinha interesse em você desde que começou a trabalhar aqui, e vocês até...

- Kyungsoo, aquilo aconteceu uma vez porque eu estava desesperadamente carente e meio louco. – Franziu a boca e riu sozinho lembrando do ocorrido.

Há mais ou menos um ano e meio Baekhyun descobriu que Hyorin, que cuida dos serviços gerais na floricultura, estava interessada nele. Como estava se sentindo sozinho e carente e Hyorin não largava de seu pé, Byun cedeu. Levou-a para seu apartamento e eles transaram. Foi estranho e engraçado porque aquela era a segunda vez que havia transado com uma mulher e Hyo gemia muito alto. Havia sido uma experiência estranha que ele desejava nunca ter que repetir. Baekhyun se dava muito melhor com o corpo masculino do que com o feminino.

- Também tem o Chanyeol...

- Chanyeol? – O interrompeu.

- Vocês são próximos e ele até veio aqui esses dias para te ajudar, lembra? Jongin me disse que Park gosta bastante de você. – Semicerrou os olhos.

- Somos vizinhos há três anos e desde sempre conversamos, é claro que gostamos um do outro. Íamos sair ontem, mas Sehun é um intrometido... – Ao falar de seu vizinho Chanyeol, ele lembrou que tinha que lhe dar explicações do que havia acontecido no dia anterior e marcar de saírem juntos outra vez.

- Se você ia sair com Chanyeol, então ele é um pretendente.

- Vamos trabalhar logo e parar de conversar, temos muito o que fazer. – Cortou o assunto ignorando os comentários de meio-irmão e voltou para o centro da loja, sem deixar de pensar em seu vizinho de orelhas grandes.

 

Assim que Byun saiu do trabalho e foi direto para casa, já que ele tinha que sair com Sehun e queria descansar um pouco antes para não se cansar tão fácil. Perto do horário, começou a se arrumar e em menos de uma hora ficou pronto. Vestiu uma roupa simples que desse para aguentar o frio que fazia naquela noite. Na hora marcada, ás oito da noite, ele estava no térreo do prédio esperando Sehun. Há algum tempo não ia no cinema, nem sabia quais filmes estava em cartas. Alguns minutos depois seu vizinho apareceu sorrindo e deixando um rastro de perfume cheiroso pelo local.

- E aí, Baek. Você está lindo como sempre. – Sehun disse parando na frente do mais velho e sorriu o olhando dos pés à cabeça.

Receber elogios é bom e Byun nem sabia mais o que era aquilo, já que ninguém o elogiava.

- Obrigado, você também está muito bonito.

- Então, vamos. Se formos rápido conseguiremos pegar a próxima sessão.

Byun e Sehun pegaram um táxi e em menos de vinte minutos chegaram ao shopping. Foram comprar os ingressos para o filme depois de se questionarem qual gênero gostavam – romance –. O mais novo mandou Baekhyun entrar enquanto ele comprava algo para comerem. Logo eles estavam sentados um ao lado do outro na sala quatorze assistindo o filme.

 

 ♂

 

Ambos saíram do cinema com lágrimas nos olhos, emocionados com o filme e comentando sobre o mesmo. Não paravam de falar um minuto e se qualquer pessoa que os visse, diria que eram amigos há anos. Resolveram ir comer em um restaurante ali perto e que tinha karaokê. Fizeram seus pedidos e continuaram conversando. Baekhyun contou sobre sua floricultura e como é ser um florista e Sehun contou mais sobre seu trabalho como ajudante de diretor.

- Eu já tive vontade de ser modelo. Alguns agentes já me abordaram na rua e vieram me oferecer trabalho e tudo mais, mas nunca cheguei a ir em uma agência ou investir nisso. – Sehun contou enquanto comia seu peixe.

- Acho que você tem perfil para isso, devia tentar.

- Como assim?

- Digo, você é alto e bonito demais. Se daria bem no negócio... – Byun comentou deixando a frase no ar e não percebeu que o mais novo sorriu com o elogio.

- Eu devo ser muito bonito mesmo, todo mundo diz isso.

- Você é bem convencido, também. – Eles riram.

- Sei que sim. Mas enfim, você tem namorada? – Perguntou dando um gole em sua cerveja em seguida.

- Não. – Riu tampando a boca enquanto mastigava. – Eu sou gay.

- Sério? Sério mesmo? – Sehun quase se engasgou arregalando os olhos.

- Sim. Por que está surpreso?

- É que... não é tão fácil achar gays por aqui e nunca imaginei que você fosse. – Disse simples.

- Verdade, é difícil mesmo. Por isso só conheci uns cinco gays em toda minha vida, e três foram meus namorados. – Encarou Oh rindo após terminar de comer.

- Agora você conhece seis, pois eu também sou gay. – O mais novo revelou baixo para que ninguém além de sua companhia ouvisse. 

- Sério? Sério mesmo? – Baekhyun fez a mesma expressão de Sehun ao perguntar a mesma coisa.

- Sim, mas eu nunca namorei sério. Até uns três anos atrás eu era muito antissocial e não saia de casa para nada. Como consequência, eu não tinha amigos e não fazia coisas que adolescentes normalmente fazem, então nunca tive chances de namorar um garoto. Só depois que comecei a trabalhar como assistente eu passei a sair mais. Virei amigo das pessoas da minha equipe e meu diretor sempre me levava com eles para os lugares. Luhan era o único que sabia da minha sexualidade e tive sorte de ter sido compreendido, se fosse o contrário eu teria sido demitido. Ele me levou em festas e lugares com bastantes homens então tive oportunidade de ter minhas primeiras experiências homossexuais. Se não fosse pelo meu emprego e por Lu, eu ainda seria um antissocial, virgem que se masturba todo dia para compensar a falta de um sexo selvagem.

Baekhyun gargalhou com as últimas palavras de seu vizinho e pôs a mão no rosto que ficava vermelho de tanto rir. Sehun se juntou ao mais velho e riu também.

- Você é demais, Sehun. – Respirou fundo recuperando o ar perdido por causa de tanta risada.

- Mas é a verdade, Baek. Agora me conta essa história de você ser gay. Eu estou chocado! – Disse terminando de beber sua bebida.

- Vamos para a sala de karaokê e continuamos conversando lá. Se alguém ouvir nossa conversa acho que seremos expulsos daqui.

- Está certo. Nos leve mais duas garrafas de cerveja e água, por favor. – Oh disse para o garçom e os jovens seguiram para a parte do karaokê que ficava nos fundos do restaurante.

Havia seis salas onde os clientes podiam ficar à vontade cantando. Sehun e Baek escolheram a última e se sentaram no sofá esperando a bebida chegar. Assim que a mesma foi depositada na mesa de centro do local e o garçom saiu, eles voltaram a conversar.

- Comece a me contar tudo. – O mais novo cruzou as pernas e deu um gole no líquido da garrafa.

- Não sei por onde começar...

- Como e quando descobriu que era gay?

- Quando eu tinha doze anos, conheci um menino que tinha acabado de chegar na vizinhança. Ele morava com os pais na casa da frente e viramos amigos muito rápido. Brincávamos todos os dias, sempre dormíamos um na casa do outro e logo viramos melhores amigos. Então comecei a sentir algo por ele, mas eu não sabia muito bem o que era por ser novo demais e não entender nada de amor. Um dia eu estava mostrando a ele meu livro de flores e quando o encarei, ele me beijou. Um beijo inocente, sabe? Só um toque nos lábios, mas foi especial e eu me lembro até hoje. Depois disso ele saiu correndo para casa e não nos vimos por três dias. Minha avó percebeu que eu estava estranho em casa e sentou para conversar comigo. Então ela disse que tinha visto o que aconteceu no quarto e me perguntou o que eu estava sentindo. Minha vó sempre foi minha confidente então contei que estava sentindo umas coisas diferentes pelo vizinho e ela me perguntou se eu gostava dele. Enfim, eu e o garotinho continuamos amigos e tentamos descobrir o que sentíamos um pelo outro, que era um sentimento além de amizade.

Baekhyun sentiu um pouco de tristeza e saudades ao lembrar do passado e da uma fase de sua vida.

- E a reação dos seus pais? – Sehun perguntou curioso.

- Minha mãe morreu quando eu nasci e meu pai a abandonou quando descobriu que ela estava grávida. Quem cuidou de mim desde sempre foi minha avó materna Nari. – Deu um sorriso leve e abaixou a cabeça encarando as mãos segurando a garrafa de água.

- Oh, eu sinto muito, Baekkie. Você sente muita falta deles? De ter pais presentes? – O mais novo perguntou olhando atentamente para Byun e o abraçando de lado.

- Na verdade não. Minha avó Nari é minha mãe e depois que ela se casou com o avô de Kyungsoo, passei a considera-lo como um pai. Então eu tive pais, mesmo que não fossem biológicos.

Baekhyun sorriu internamente. Ele sempre se sentia um felizardo e sortudo por ter sido tão bem cuidado por Nari e depois por Kiduk.

- Entendi e fico feliz por isso, por você ter tido duas pessoas boas na sua vida para cuidar de você. – Sehun sorriu também e os dois ficaram em silêncio por alguns segundos. – E a reação deles sobre você ser gay?

- Minha avó sempre diz que já sabia desde cedo por eu nunca ter demonstrado interesse por garotas. Depois de ter me visto beijando o vizinho, só confirmou suas desconfianças. Ainda bem que ela aceitou de boas. Já meu avô Kiduk, nunca contamos e ele nunca desconfiou. Kyungsoo também me ajudou a guardar segredo porque Kiduk não apoiava muito relações homossexuais.

- Não tem medo de ele descobrir? Sei lá, te ver com algum cara? – Perguntou.

- Não, porque meu avó-pai já morreu. 

- Sinto muito, mais uma vez.

- Tudo bem. – Riu leve colocando a garrafa de bebida em cima da mesa. - Enfim, vamos cantar? – Se levantou apontando para o karaokê.

- Vamos, vamos! Posso escolher uma música? – Pediu pegando o controle e os microfones.

- Escolhe uma boa, Sehunnie. – Byun adorava chamar as pessoas pelo apelido.

- Você é bom de inventar apelidos. Channie, Sehunnie... – Aquele apelido de seu vizinho Chanyeol e o deixou ansioso e com uma sensação estranha e diferente, pois tinha que falar com ele o mais rápido possível.

Baekhyun tratou de esquecer as preocupações e foi se divertir com Sehun no karaokê, cantando Fxxk It do BigBang. Byun cantava as partes do Taeyang e Daesung e o mais novo as do G-Dragon e T.O.P, juntos cantaram as linhas do Seungri. Não tinham as melhores vozes, mas estava o suficiente para aquela música. Afinal, não precisavam ser afinados e cantarem bem para se divertirem naquele momento.

A próxima música, escolhida por Baekhyun, foi Full House do duo MOBB. Sehun ficava admirando o menor fazendo o rap do Mino e ria quando ele errava a letra. Cantaram mais duas músicas incluindo Life In Color do Beenzino e I Feel You das Wonder Girls. Até arriscaram algumas coreografias.

- Sehun, eu não tenho mais fôlego para cantar, é sério. – Baekhyun se jogou no sofá cansado de tanto cantar, tirando o casaco que vestia em seguida.

- Nem eu. – Disse bebendo metade de uma garrafinha d´água que o garçom tinha trazido.

Logo mais, pagaram pelo tempo que ficaram no karaokê e seguiram para casa.

- Você não canta tão mal. – Sehun falou. – Mas quase fiquei surdo.

- Falou o melhor Rapper da Coreia do Sul. – Riram juntos.

- Estou brincando, eu gosto da sua voz. Acho que faríamos um belo duo, tipo AKMU, você canta e eu faço o rap, que tal? Ganharíamos vários prêmios e ficaríamos famosos. – Sugeriu brincando e o mais velho gargalhou.

- Nem temos mais idade para isso, eu acho. Que empresa vai querer dois desafinados que só são bonitos e nem sabem dançar Bang Bang Bang? – Perguntou passando pelo portão do prédio e esperando Sehun entrar também.

- Verdade, então esquece a carreira como ídolo. Mas mesmo assim fazemos uma bela dupla. – Baek balançou a cabeça concordando.

Cumprimentaram o porteiro e esperaram o elevador chegar ao térreo.

- Eu não lembrava de como karaokê era tão legal. – Byun disse entrando no mesmo. – Eu me ocupo tanto na floricultura que nem saio para me divertir.

- Devíamos fazer isso mais vezes. – Sehun propôs e o menor sorriu concordando. – E é por isso que tenho outro convite para te fazer.

- Uh, qual é o próximo? – Baekhyun perguntou animado.

- Um luau na praia nesse final de semana. Vai até o dia amanhecer, mas eu posso te trazer em casa a hora que você quiser. Tem bebida, comida, uma galera legal, fogueira, música... que tal? Vai ser bem maneiro. O pessoal do meu trabalho é que está organizando, eles sempre fazem festinhas assim.

- Um luau? Nunca fui em um, acho que vai ser divertido. – Respondeu sorrindo e olhando para a porta que se abria no terceiro andar. Pôs a mão para que a mesma não fechasse e disse: - Então, vamos nesse luau.

- Ótimo. Te aviso depois o horário. – Sehun sorriu animado.

- Ok. Até mais. – Se curvou e se despediu do mais alto. Entrou em seu apartamento sentindo um pouco de cansaço por causa do dia animado que teve e tirou as roupas a caminho do quarto, se jogando na cama.

Quando aceitou passear com Sehun a primeira vez, não tinha muita esperança de que ia gostar e querer sair novamente. Mas Byun havia gostado tanto da noite que estava disposto a sair outra vez com o mais novo.


Notas Finais


espero que vcs tenham gostado ok *-*
shook que o sehun é bem cara de pau socorro otoqe1!! será que vai rolar algo entre ele o baek nos próximos capítulos? será? me digam aí o que vc acham,,,
olha mas eu já to ansiosa pra postar o próximo porque coisas vão acontecer e eu fico "omo quero que os leitores leiam logo" rsrs porém vocês podem esperar um pouquinho né e eu vou estar aqui sem falta segunda, se deus quiser.
rezem pra eu ter meu celular perdido de volta :(

> https://curiouscat.me/whatpcy

é isto, obrigado todo mundo e até segunda
xoxo


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