História Flores também choram? - Double B - Capítulo 1


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Categorias IKON
Personagens B.I, Bobby, Chanwoo, Donghyuk, Jinhwan, Junhoe, Personagens Originais, Yunhyeong
Tags Bobby, Double, Doubleb, Drama, Hanbin, Jinhwan
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Palavras 752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooooiii, agradeço muito pelo apoio da fic Wontaek, e voltei agora com uma Double B. Espero que gostem dela, boa leitura, seus manga rosa ♡♡♡~~

Capítulo 1 - .frágil flor


O doce cheiro das flores vinha até mim através do vento. Sentia a brisa com um leve sorriso no rosto, estar presente em um ambiente repleto de flores era como estar no paraíso. As pétalas tocando suavemente minha pele, tentavam curar minhas feridas, porém falhavam, principalmente as causadas por Kim Jiwon. Ah, essas eram as que me matavam por dentro, e continuam matando, todos os dias eu espero que mude, mas sempre é exatamente igual.

Comecei a sentir meu coração apertado, meus olhos lacrimejavam, lutavam para correr pela minha bochecha, mas lutei mais bravamente as segurando. 

Pude ouvir o som de notificação do meu celular quebrando o silêncio da natureza. Minha mão correu para o encontro com o celular. Desbloqueie a tela e sorri ao perceber que era uma notificação de Bobby, mas logo me arrependi. 

MyBunny♡: Ei, Hanbin, você pode fazer aquele trabalho sozinho? Eu tenho coisas pra fazer, não posso te ajudar.
Me: Ah, claro, todas as outras vezes você tem deixado pra mim mesmo.
MyBunny♡: Legal, tenho que sair, vou me encontrar com uns amigos, tô animado pra isso.
Me: Estou empolgado por você, se divirta!

"Droga!" repeti isso inúmeras vezes na minha cabeça, por que eu sempre deixo isso como se eu estivesse bem com a situação? Eu não estou! Tenho vontade de gritar o quanto o desinteresse e as atitudes de Bobby me machucam, mas não consigo. Mesmo as vezes que tentei dizer algo, fui ignorado. Ele simplesmente começa a dizer como está animado para encontrar seus amigos, ou algo muito bom que aconteceu com ele. Quando muitas vezes, eu preciso de algum apoio. 

Ao virar para as flores belas se movimentando levemente por conta do vento, notei que o vento as empurrava de forma gentil e sútil. Eu queria ser uma flor, para o vento sútil me balançar de forma cuidadosa.

Quero ser a flor que o vento leva para passear, que recebe um carinho delicado. Ou ao menos atenção. E que o meu vento fosse Kim Jiwon.




— Hanbin! — uma amiga muito próxima da minha mãe, Sunhee, é praticamente minha segunda mãe, ela sempre cuidou de mim e ainda cuida. Ela corre até mim desesperada quando chego na porta. 

— O que aconteceu, senhora? — coloco minha mão em seu ombro na tentativa de confortá-la. 

— A sua mãe... — sua mão trêmula segurava um papel, colocou sua mão direita sobre a boca sem ser capaz de pronunciar nem mais uma palavra. Apenas estendeu sua mão esquerda para me entregar o papel.

Sem entender o que está acontecendo, devoro as palavras presentes naquela carta, na tentativa de compreender o que está ocorrendo.

"Hanbin, nunca quis te contar isso, e nem consegui fazer isso pessoalmente. Seu nascimento não foi uma bênção para seu pai e nem para mim. Antes de eu engravidar, o mundo era amplo para mim, e seu pai e eu éramos felizes sem responsabilidades, mas quando você chegou, tudo pesou e se fechou. Seu pai, como sabe, te abandonou desde a infância, eu fiz de tudo para continuar. Porém eu não aguento mais, 17 anos da minha vida foram perdidos, mas não quero perder mais. Você pode achar tudo isso estranho porque é ingênuo e lento demais para perceber o meu desgosto em te criar. Minha amiga, Sunhee, sabe disso, e foi ela quem normalmente trata de você, não estou certa? Você já é grande o suficiente pra saber do desprazer que sinto. Me esqueça como mãe, e te esqueço como filho. Adeus, sei que não vai compreender, mas eu não me importo muito com isso. Eu não te odeio. Na verdade, eu te odeio um pouco."

Ao terminar de ler aquelas ásperas e amargas palavras, pude sentir uma nascente se forçando em meus olhos. Desta vez, não pude segurar, as lágrimas correram livremente pelas minhas bochechas. Soltava suspiros em meio as lágrimas, minhas mãos tremiam a ponto de não conseguir mais segurar a carta. O papel caiu seguida de várias outras lágrimas. 

Ao notar meu desespero, Sunhee, saindo de seu estado de choque, me puxou e me abraçou. Eu não conseguia nem sentir mais aquele abraço, eu sentia apenas raiva de mim mesmo. Desprezo. Angústia. Nojo. Desgosto. E qualquer tipo de sentimento ruim. 

Eu amava minha mãe, porém eu era a causa da infelicidade dela. Eu era a causa da infelicidade de meu pai. Infelicidade minha. E provavelmente, da infelicidade do meu desejado vento sútil, Bobby. 

Será que flores causam decepções assim? Dessa forma eu nunca poderei ser uma delicada flor.

Apenas um desprezível eu.



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