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História Florescendo - Capítulo 2


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Notas do Autor


Bom dia, boa tarde, boa noite!
Como estão?
Bem vindos à mais um capítulo.

Boa leitura e até as notas finais. :)

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Florescendo - Capítulo 2 - Capítulo 1


"— Onde tu 'tava, desgraça?" — perguntou o Kim extremamente nervoso e chateado pela chamada de áudio. 

— Estava no banheiro, oras. Depois disso sai da casa do tal Jungkook.

"— Nem ouse em falar nada."

— Eu...

"— NÃO!"

— Avisei. Eu avisei.

"— Puta merda, vai se fuder." 

Depois disso só o que escutou foi um "bip", indicando que o garoto do outro lado da ligação havia desligado em sua cara. Ele apenas riu e sentiu seu celular vibrar, vendo que tinha recebido uma mensagem do moreno.

~~~

Tae:

Ei, vem aqui em casa?

Tô triste :(

Jm:

As vezes eu acho que você tem algum transtorno bipolar.

Tae:

Vem logo porra!

O Hobi foi trabalhar e não pode ficar comigo. ;-;

Jm:

ㅋㅋㅋ tô indo.

~~~

.

.

.


— Por que o Kookie fez isso comigo, Jimin-ssi? Eu fiz a festa com tanto amor e carinho... — fala um Kim chateado com seu melhor amigo, comendo pipoca deprimido.

— Por que ele está passando por um momento difícil e tudo o que se passa na cabeça dele é confusão? Fala sério Taehyung, já tinha lhe avisado sobre isso. — o Park fala tentando consolar o moreno, que tinha sua cabeça deitada no colo do mesmo.

— Caralho Jimin, eu te chamei pra me consolar, não para ficar me colocando na pior. Veio aqui 'pra dar uma de vidente, é? 

— Foi mal...?

— Ah, cala a boca. Só continua com a merda do cafuné. — o loiro ri e faz o que o amigo mandou. 

— Se acalma, 'tá? Depois você conversa com ele, quando ele estiver mais calmo. Tenho certeza que ele vai entender, afinal, vocês são melhores amigos. 

E Jimin estava certo. Taehyung e Jungkook eram amigos à muito tempo, por que simplesme iriam romper uma amizade tão forte por causa de uma festinha? Mas no fim, o Kim tinha medo de que aquela maldita doença pudesse afasta-los.

— Tudo bem. — ele suspira — Vou tentar, amanhã falo com ele.

Jimin sorri e continua com seu cafuné na cabeça do mais novo.


.

.

.


Jungkook se sentia só naquela sala de estar cheia de papéis picados que ele terminava de varrer. De certa forma, ele se arrependia de ter expulsado seus amigos e conhecidos da sua casa, 'e pensando bem, até que me faria bem te-los aqui.' — pensou o moreno.

— Eu sou um idiota... — resmungou o Jeon, dando um suspiro cansado.

Ele teria de deixar aquela casa limpa antes de seu pai chegar, já que ele odiava ver a casa bagunçada e provavelmente daria uma bronca no garoto por ver toda aquela sujeira.

O pai de Jungkook, depois de viúvo, se afundou ainda mais no trabalho não dando atenção ao filho e o humilhando sempre que o mesmo falava com ele. Era triste de ver, Jungkook se sentia sozinho, mas ele sabia que não estava. Ele tem amigos, alguns parentes e bom, seu pai. Mas ele não queria só a presença física, mas queria a compreensão da parte deles também.

Depois de ter terminado de varrer a casa e tirado as decorações guardando as mesmas em seu quarto, ele se sentou no sofá macio e de cor estranha. Pensou, pensou e pensou mais um pouco e, acabou decidindo que iria falar com Taehyung de uma vez para pedir desculpas pelo ocorrido.

Decidido, ele se levantou do sofá e pegou sua jaqueta indo em direção a porta que, logo em seguida, foi aberta pelo seu pai do lado de fora. Jungkook acabou se assustando, mas percebeu que o mais velho nem se importou com sua presença ali — muito menos havia lhe dado um "feliz aniversário" —, apenas passou para dentro da casa e se sentou em umas das cadeiras do balcão da cozinha, colocando lá sua pasta e seu notebook.

O senhor Jeon era dono de uma empresa, por isso sempre tinha muita coisa para resolver sobre seus negócios, volta e meia ele dormia em cima de suas papeladas.

— Oi pai. — o garoto se pronunciou mas nada foi respondido de seu pai — Eu vou sair, preciso resolver uma coisa com Taehyung e-

— Que coisa? — finalmente o homem falou algo, interrompendo a fala do filho.

 — Bom... Meio que ele fez uma festa surpresa para mim e eu acabei expulsando todos da minha casa.

— Como é? Por quê os expulsou? — o pai se virou olhando para Jungkook, franzindo seu cenho.

— Porque eu não queria uma festa e eles-

— Jeon Jungkook, você tem noção do quanto a minha 'imagem' é importante? O que essas pessoas que você expulsou dessa casa vão pensar de mim? — o Jeon mais velho aumentou seu tom de voz e foi se aproximando do garoto, claramente estava com raiva — Vão pensar que eu tenho um filho alterado e louco que não consegue se controlar?

— O único alterado aqui é você. — quase que num sussurro, Jungkook o responde.

— Como é? 

Passos fortes e bruscos vão para mais perto de Jungkook. Um tapa desferido em seu rosto. Seu ouvido zunia e o lado esquerdo de seu rosto ardia.

— Você me enoja. Sua mãe morreu por sua culpa, doente. 

— Não era eu que estava dirigindo a merda daquele carro!

Outro tapa, dessa vez mais forte do que o anterior. Mas para ele, aquela dor não era nada comparado com a dor que sentia em seu peito.

Depois do que foi dito pelo pai, o garoto apenas correu para fora de casa, correu o mais rápido e o mais longe que podia. Logo já estava chorando e soluçando alto. Ele sentia dor, muita dor, se sentia culpado por tudo de errado que havia acontecido em sua vida e na vida de seus próximos.

E de longe, a última coisa que ouviu de seu pai foi um grito:

— DOENTE!


.

.

.


A brisa fria do outono batia em seu rosto o causando arrepios e, ao mesmo tempo, secando suas lágrimas. O rosto de Jungkook estava totalmente vermelho e seus olhos inchados, não aguentava mais chorar, não aguentava mais aquele nó na garganta querendo implorar para tirar aquela dor. Era como se tudo e todos à sua volta estivessem contra si, mas na verdade, não estavam. Ele só sentia a sensação de estar sozinho, mesmo cercado de pessoas.

Enfim, ele gritou. Gritou o mais alto que pôde à beira daquela ponte. Porém, como esperava, o alívio não veio. Aquilo ainda doía intensamente, e dessa vez não era só a dor no peito, mas também uma forte dor de cabeça, pois sua pressão havia subido por conta do estresse e isso causava risco de romper seu aneurisma cerebral. O Jeon por mais que quisesse tirar aquele aneurisma, tinha medo. A cirurgia para retirar aquilo era de risco, ele poderia morrer.

Aquela dor insuportável foi o suficiente para tirar os seus sentidos, o suficiente para que ele se sentasse à beira da ponte alta que estava prestes a pular. Antes que ele fechasse seus olhos por completo, escutou uma buzina de carro e gritos chegando até si. Ignorou. Seja lá quem fosse, não se importava realmente consigo e provavelmente não sabia nem parte de sua vida, foi o que pensou. Enfim fechou seus olhos e soltou um longo suspiro, estava decidido que iria pular daquela ponte. Porém não conseguiu. 

Quando ouviu os gritos até si conseguiu ignorá-los, mas não pôde ignorar quando sentiu braços fortes e quentes o rodearem pelas costas, muito menos quando ouviu uma voz sôfrega e rouca atrás de si, lhe causando arrepios mais intensos do que o vento gelado em sua pele causava. 

— Não faça isso. Por favor, não faça isso.

Sua única reação foi paralisar, e depois, voltar a sentir as lágrimas quentes caindo em seu rosto. Não tentou se soltar ou xingar quem quer que fosse que estava lhe abraçando, apenas aproveitou o conforto que estava sentindo no abraço, mesmo que a dor insistisse em permanecer.

Ouviu novamente a voz angustiada da pessoa atrás de si e focou na mesma, tinha quase certeza de que já ouvira sua voz antes.

Voltou aos seus sentidos assim que sentiu um aperto mais forte em seu corpo. Olhou para as mãos que os abraçava, segurou-as e as afastou de si, sentindo o calor do abraço ir embora. Finalmente se virou e olhou para a face da pessoa que havia o abraçado, enfim concluiu. A voz familiar correspondia suas suspeitas. Era o loiro que saiu de sua casa mais cedo, Park Jimin.


"Mas, por quê?" — se perguntou.


— Jung...kook? — o outro o olhava preocupado e com os olhos pouco marejados.


"Por que me impediu?"


Jimin, que continuava preocupado, olhou calmamente para o moreno à sua frente percebendo não só seus olhos marejados e inchados, e seu rosto molhado, mas que a vermelhidão da face do mesmo não era apenas pelo choro, mas também por ematomas que julgava serem feitos por tapas fortes. Não era atoa que havia leves marcas de dedos que, de vermelhas, já se tornavam roxas.

— Está... machucado. — uma afirmação — O que houve? 

Jungkook ignorou a pergunta e se levantou rapidamente de onde estava, na intenção falha de ir embora dali. Falha pois de tão rápido que levantou suas dores de cabeça aumentaram, o que lhe causou tonturas o suficiente para quase desmaiar. Por sorte o Park o segurou antes que caísse que, percebendo que o garoto estava atordoado, levou-o para seu carro — o mesmo que estava em modo alerta, mas por sorte não tinha muito movimento no local — abrindo a porta de trás. Sentou Jungkook ali, encostando a cabeça do mesmo no banco, segurando seu rosto.

— Ei, o que está sentindo? Consegue me ouvir? — Jimin pergunta recebendo um resmungar do outro que confirmou — Quer que eu te leve para um Hospital? — sentiu sua mão levemente molhada sobre o rosto do garoto — Você está suando frio...

Jimin pegou uma toalhinha que sempre deixa no porta-luvas e sua garrafinha d'água, umedecendo o pano e passando sobre à testa do mais novo, logo após entregando a garrafinha para o mesmo pedindo que bebesse do líquido. O Jeon, depois de beber a água — mesmo hesitante em bebe-la —, conseguiu estabilizar melhor sua respiração já conseguindo abrir seus olhos por completo.

— Está melhor? — o garoto assentiu — Quer ir à um Hospital? Eu te levo e-

— Para quê? — o loiro arqueou uma de suas sobrancelhas, confuso. Jungkook riu anasalado, um riso amargo — Para ser diagnosticado com a mesma merda? — o moreno fechou seus olhos novamente, suspirando.

O Park entendeu, já sabia do que se tratava, mas ainda assim insistiria.

— Mas você precisa ser medicado. Não está bem.

— Eu tenho remédios em casa. Só... — suspirou novamente — Se quer realmente me ajudar, me leve para casa.

Jimin concordou e pediu para que o Jeon entrasse e fechasse a porta do carro. Logo já estavam à caminho da casa do moreno.

O Park, apesar de estar ajudando o mais novo, ainda estava inquieto. Estava com medo de que quando o deixasse em casa, o garoto se colocasse em perigo novamente. Jungkook não estava muito diferente de Jimin, também estava inquieto, mas por outro motivo. Ele ainda se perguntava sobre o loiro. Como sabe seu nome, se já o conhecia antes da "festa", e o que mais perguntava: 'Por que me impediu de pular? Como aquele loiro sentiu empatia por mim?'

— Então... — o Jeon decidiu quebrar o silêncio — Jimin, não é? 

"Ele lembrou meu nome." — o Park sorriu fraco ao pensar nisso.

— Sim. — Jimin olhou para o retrovisor, vendo que o moreno estava olhando a paisagem passar pela janela.

— Como sabe meu nome? 

— Se eu estava na casa do aniversariante, precisava ao menos saber seu nome, não acha? — Jungkook assentiu — Na verdade, sei mais do que devia sobre você. Considerando que nunca nos falamos antes. — o loiro sorriu sem graça e Jeon franziu o cenho, não entendendo.

— Como assim?

— Jeon Jungkook. Acabou de fazer seus 18 anos e mora com o pai que é dono de uma empresa. Está no terceiro ano do ensino médio e pretende cursar Arte. E...

— Ok! Já entendi, você é um stalker. — Jungkook olhou o mais velho assustado, o mesmo que ria. As bochechas do moreno estavam coradas de vergonha, e estava suando pela tensão que sentiu.

— Era mais fácil você tirar a conclusão de que eu sou um amigo de seu melhor amigo.

— Ah, claro... Taehyung... — suspirou aliviado e tirou sua jaqueta de couro por conta do calor que sentiu, a deixando do seu lado.

— Mas stalker também vale.

— O quê?

— Calma, é brincadeira. — Jimin se ri, fazendo o mais novo bufar.

— Desde quando conhece Taehyung? — Jungkook volta a olhar para a janela.

— Desde a quinta série. Voltamos a nos falar ano passado, quando nos reencontramos. — recebeu um 'hm' em resposta — E você conhece ele desde o jardim de infância, sua mãe e a dele eram amigas.

— Quer parar de falar coisas sobre mim? Me assusta. 

— Desculpa. — o loiro riu anasalado — Mas, não posso fazer nada se seu melhor amigo vive falando de você. 

"Eu mato Kim Taehyung." 

— Aliás, não fique chateado com ele. Taehyung fez a festa na melhor das intenções.

— Eu sei... — murmurou.

"Era por isso que eu iria me desculpar com ele" — pensou frustrado.


Quando percebeu, já estava em frente à sua casa. Não tinha certeza se realmente queria entrar, já que depois do ocorrido queria mesmo era sumir. Mas sabia que assim que acordasse pela manhã não veria seu pai até à noite, o que era bom para se afastar de problemas e mais discussões.

— Chegamos... — o Park olhou pelo retrovisor o rosto receoso do garoto. Se preocupou novamente.

Jungkook nada respondeu, apenas retirou seu cinto de segurança, abriu a porta e foi andando em direção à sua casa. Jimin que não esperava mais que isso do moreno, apenas desejou um boa noite, alto o suficiente para que o outro escutasse mas que não o retribuisse. Olhou Jungkook por mais alguns segundos e depois voltou a dirigir, desta vez indo para sua casa.

Assim que o Jeon parou em frente a sua porta, respirou fundo. Mas para seu azar — ou sorte, já que não queria entrar —, a porta estava trancada. Ele seguiu para os fundos de sua casa, onde antigamente tinha um jardim bem tratado, para entrar pela porta que havia lá. Antes que entrasse acabou notando garrafas de bebida alcoólica jogadas e algumas quebradas, tinha certeza que seu pai bebeu. Não dando muita importância, entrou em silêncio, só queria dormir e esquecer do mundo.

Depois de ter tomado banho, colocado seu pijama e tomado seus remédios do tratamento, se jogou na cama querendo apagar. Estava cansado, no físico e no mental — maior parte no mental —, mas não conseguia descansar, a imagem do Park lhe abraçando por trás insistia em ficar em sua cabeça, assim como o modo que o loiro quebrava a tensão sendo divertido, mesmo que não parecesse muito feliz. Mesmo com várias dúvidas quanto ao mais velho, acabou adormecendo pensando no mesmo.


Mas no dia seguinte, ele realmente não queria acordar.



Notas Finais


Capítulo meio sad, eu sei k. Mas com o passar do tempo isso vai mudando, prometo. :)

Espero que tenham gostado, o capítulo não é muito grande e os próximos provavelmente não vão passar das duas mil e poucas palavras, pq eu tenho dificuldade em escrever capítulos grandes :')

Bom, digam o que acharam e até o próximo capítulo. Se cuidem! <3


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