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História Flower - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


❁› ─ Hello! Aqui estamos novamente com a volta de Flower, “yesss”! Sim, ouve algumas mudanças no roteiro, mas a história vai continuar focando no Tanjirou e a temática das flores, só que com algumas diferenças. Tenho quase todos os capítulos prontos, só falta revisar, mas não vou perder o roteiro dessa vez, juro!

❁› ─ Como esse capítulo é apenas o prólogo, dedcidi deixar ele mais curto, tenho piedade com minhas mãos. Vou deixar o ponto de vista em terceira pessoa, mas logo teram outros também.

❁› ─ Logo vou voltar com minhas outras fanfics, vou terminar uma de cada vez. A próxima será “Família Aranha”. \(*3*)/

❁› ─ Deixem suas sugestões, e aproveitem a leitura sz!

Capítulo 1 - I - Local desconhecido, o desconforto familiar.


Fanfic / Fanfiction Flower - Capítulo 1 - I - Local desconhecido, o desconforto familiar.

Escrito por: MarkedCapycor

❛ Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.Allan Kardec.

Capítulo I

Em uma fria noite de inverno, um jovem acorda atordoado sobre a neve, sem nenhuma roupa adequado para tal imposição climática, seu peito subia e descia por conta da surpresa, com olhos levemente esbugalhados e dormentes, sentindo como se nunca estivesse naquele local antes ou, se lembrasse dele antes, o que de fato era verdade. 

─ Nezuko? ─ tentando se sentar ao lembrar da irmã, ele acaba por encostar em algo sólido, forçando sua vista para enxergar melhor o objeto. 

Uma máscara de raposa, Kitsune, com alguns detalhes vermelhos e um sino. O ruivo cruzou as pernas e colocou a máscara sobre seu colo, enquanto divaga em sua mente. Quem o trouxe aqui? Onde está sua irmã? Onde ele está, e por que se sente tão estranho nesse local? 

Levando as perguntas para um canto remoto em seus pensamentos, o Kamado se põe de pé, sacudindo seu short e guardando a máscara misteriosa na jaqueta, caso precise devolver a alguém. Pondo-se a caminhar pela floresta coberta de neve, percebendo que a cada passo que dá a mesma parece mais e mais escura, como se a escuridão estivesse o consumindo completamente em uma noite sem estrelas. Por vezes tossia secamente, uma tosse que rasgava sua garganta, fazendo-o sempre lembrar do quanto está com sede, não se lembrando de quanto tempo exatamente passou ali, sentindo-se frustrado por não achar ninguém ou uma saída, nem sequer ─ apesar de desejá-los bem longe de si ─ um animal selvagem. 

Esfregando as mãos uma nas outras e murmurando incentivos falhos de coragem, Tanjirou estará cansado, passou pelo que parecem horas andando, a sede está o corroendo, e fome o sufocando lentamente, nem se lembra a última vez que comeu algo, somado esse fato com as mãos dormentes e parcialmente congeladas pela temperatura. Planejava fazer uma parada, até que, depois de muito tempo no silêncio, ele escutou um ruído. 

─ Nezuko, é você? ─ o garoto sussurrou buscando economizar saliva, porém esperançoso de que seja sua irmã 

Novamente ouve-se um grunhido em resposta, e o Kamado começa a acelerar o passo em direção ao único companheiro do vento naquela floresta morta. Se escorando nas árvores, quase chega a derramar lágrimas ao avistar uma silhueta humana após tempos sozinho, correndo até aquilo como se nada mais existisse..

─ Nezu…!

O ruivo porém congela antes de alcançá-la, e perante tal cena sente seu estômago embrulhar, sua irmã estava mais pálida que nunca, com os cabelos estranhamente acastanhado nas pontas, enquanto segurava um coelho morto pela boca, vestindo apenas um vestido branco. O som do vento foi o único que realmente soou no ar, Tanjirou estava tremendo, nem sequer percebeu quando sua respiração travou, tinha certeza que aquela era sua irmã, mas estava imóvel, atordoada atordoada e com medo.

─ Nezuko. ─ sussurrou tão baixo que mal ele ouviu, mas mesmo assim rapidamente a garota vira seu rosto para ele, e ao se encontrar com o dele, ela surta.

Larga o animal se contorcendo e começa a correr em direção ao suposto irmão, que se o mesmo não tivesse desviado por reflexo, estaria sem o rosto agora, e sua irmã sem um parente.

─ Nezuko, sou eu Tanjirou! ─ tentou dizer, mas apenas levou um soco da mesma ─ Nezuko!

─ Nezu, respira! ─ o rapaz acabou segurando seu punho e a empurrando no chão.

Possessa, acabou ferindo o braço do irmão, que sai raspando do golpe, que destrói uma árvore inteira com o chute. 

─ Arrrrh! ─ Por conta da dor o rapaz segurou seu braço gritando enquanto se contorcendo, sentindo sua visão embaçar, e em questão de segundos acabou escondendo seu rosto na neve para abafar os gritos, esperando um ataque final, esse que nunca chegou. 

Estranhando, o garoto levantou seu rosto, apenas para ser chutado novamente, só que dessa vez ela o acerta, fazendo-o voar até bater uma rocha, enquanto grunia, sentia o calor por detrás de sua cabeça, por sorte sempre foi muito resistente nesta parte do corpo. Em um breve momento de coragem e teoria, foi-se cobrindo e encobrindo seu rosto vagarosamente com as mãos, até ter certeza de que esconder seu rosto era o melhor para o bem de sua vida. Mas, ao tentar pegar a máscara que achará mais cedo, pedindo desculpas internamente ao dono, a Kamado se move, e por pouco, o ruivo saiu rolando ileso no chão, só que dessa vez, com a máscara de Kitsune seu rosto. 

Ao olhar o garoto, agora encoberto, aos poucos ela foi voltando ao normal, caindo no chão nevado, qual o céu já anunciava o início do amanhecer. Não pensou muito antes de correr até sua irmã depois de tudo, ainda chocado.

Nezuko! ─ se abaixando o suficiente para pegar sua irmã em seus braços, ele a abraça e verificando, a garota estava fraca e chorosa, e como se cada soluço dela representasse uma parte de si, ele se sentiu rasgar em pedaços.

Tanjirou era o irmão mais velho, se sentia responsável por tudo e qualquer coisa que envolvesse sua irmã, que agora aparentava uma suposta febre. Colocando-a em suas costas, seguiu floresta a dentro, ignorando completamente sua perda de sangue, seu frio, e o fato de que seu braço estava a um fio de se romper, engolindo completamente a chance de choro enquanto mordiscava sua boca por dentro. Nezuko, sempre seria sua prioridade, principalmente agora em que tanto precisará dele.

─ Irmão. ─ a garota encosta sua cabeça no ombro do maior, chorando enquanto o abraçava. ─ Desculpa, desculpa, desculpa…

Realmente ele odiava ver sua irmã assim, então sorriu para ela. ─ Você sempre será minha prioridade, Nezu.

A Kamado adormeceu em soluços pedindo o perdão de seu irmão, que ouvia a cada passo um estalar de seu osso, até que quando pensa novamente que não encontraria ninguém naquele local, ele viu um trilha de fumaça cortar fumaças céu nascente.

Existe uma lenda de uma garota que foi amaldiçoada, e um rapaz que só se importava com ela. Aquele foi o fim e o início da jornada deles. 

Igualmente ao motivo da primeira flor.


Notas Finais


As máscaras de Kitsune são bem famosas no Japão, já que os nipônicos acreditam que os deuses são capazes de se vestirem em raposas, isso vai possuir significado para com fanfic.
Eu realmente peço descupas pela demora, espero que tenham gostado do prólogo, apesar de estar bem curto. Sinto que não levo muito jeito para escrever momentos de tensão, então se tiver alguma dica ou crítica não hesite em mandar, igualmente a alguma dúvida, respnderei com prazer. Até o próximo capítulo! `♡


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