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História Flower Boy - JinSon - Capítulo 4


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Notas do Autor


bom dia, noite, ou sei lá kk como vocês estão? me contem. Viu que eu não demorei né? nem eu tô me entendo mais.

Capítulo 4 - Petunias


Capítulo 4


 

_ O que você achou do Jackson? – Yuri perguntou.

 

 O almoço já havia acontecido, Jackson já havia ido embora a poucos minutos e sobrou apenas a louça que os irmãos fizeram questão de tomar conta e dar um descanso para a mãe.

 JinYoung que estava encarregado de as lavar, escutava a irmã falar de inúmeras situações, mas não esperava se encontrar naquela.

 

_ O que eu achei? – murmurou a questionando. – Eu deveria achar algo?

_ Não sei – ela recebeu o prato entregue pelo irmão e o enxergava com o pano nas mãos. – Ele parece alguém... diferente.

_ Diferente? – a entregou outro prato. 

_ É. Não que eu tenha grande experiência social com muitas pessoas, mas o Jackson tem um jeito diferente, um jeito atraente, eu não sei explicar.

_ Yuri, ele é muito velho pra você – JinYoung logo disse, com medo de onde aquela conversa poderia chegar.

_ Eu não estou falando disso, besta – ela riu. – E mesmo se tivesse, eu tenho dezessete e ele vinte e quatro, não é como se tivesse idade para ser meu pai. Ele ainda é mais novo que você.

_ Okay, já chega dessa conversa – ele se desvencilhou do assunto.

 

 Puxando o pano das mãos da mais nova e enxugando as suas.

 

_ Acho que também já chegou a minha hora – ele comentou enquanto caminhava para sala.

_ Mas já? Você mal chegou – Yuri vinha logo atrás resmungando emburrada.

_ Mãe, cadê o Yunho hyung? – perguntou se sentando ao lado da mulher no sofá ignorando a irmã.

_ Ele ligou dizendo que aconteceu um imprevisto e não pode vim hoje – explicou, logo acrescentando. – Mas disse que vem amanhã.

_ Não vou conseguir ver ele então – comentou.

_ Por quê você não dorme aqui em casa? Amanhã é domingo e você pode esperar o Yunho – Yuri interveio.

_ Verdade Jin, eu limpei seu quarto ainda essa semana – completou a mais velha.

_ Não sei... – pensou. – É muito tempo daqui até em casa.

_ Para de ser chato, o que é que custa? O Yunho ainda te leva pra casa amanhã – Yuri disse.

_ Yuri não fala assim com seu irmão – a mulher repreendeu. – Mas eu concordo com ela.

 

 As duas riram, enquanto JinYoung as olhava indignado.

 

_ Acho que não tem mais como eu negar né? – riu.

_ Não tem, não – Yuri respondeu animada abraçando o pescoço do irmão.


 

✿ 


 

 Mais tarde ainda na casa dos Park, depois de desejar uma boa noite e seguir para seu antigo quarto, JinYoung já estava deitado e vasculhava as atualizações do seu celular, já havia tido problemas demais com sua falta de interesse tecnológico e não deixaria que acontecesse novamente.

 Bloqueou o aparelho depois um tempinho e o deixou de lado. Observou o quarto, mesmo que já estivesse escuro, e pensou no quanto a sua mãe era dedicada a si, o cômodo estava no mesmo jeito que havia saído, apenas os lençóis modificados, mas o cheirinho de limpeza recente era evidente. Sentiu um alvoroço de nostalgia tomar seu peito naquele instante. Ele sentia a falta de casa.

 Ouviu algumas batidas fracas na porta, que consequentemente o tiraram de seus pensamentos o fazendo questionar o que deveria ser aquela hora.

 

_ Pode entrar – respondeu, ainda baixo, pois alguém ainda dormia.

 

 Ela abriu a porta cautelosamente, com medo do rangido ser alto e colocou a cabeça para dentro dando um sorriso tímido.

 

_ O que foi? – JinYoung perguntou, encarando a irmã que trazia consigo seu cobertor enrolado no corpo.

_ É que... – ela entrou fechando a porta em seguida. – Posso dormir com você?

_ Pode, aconteceu alguma coisa?

 

 JinYoung, vagamente se lembrou da época quando ela era mais nova e corria para seu quarto com medo da chuva forte, ou quando implicava com mostrou no quarto, e sempre corria para o irmão mais legal.

 

_ Nada demais, só queria passar um tempinho com você – ela respondeu, observando o irmão se chegar para o lado para ela se acomodar.

_ Cem porcento carinhosa – ele ironizou rindo da expressão de tédio da mais nova.

_ Se quiser eu vou embora...

_ Não, eu estou brincando – ele riu.

 

 Ela semicerrou os olhos e os dois deitaram um dos lado do outro. E quando JinYoung pensou que estava pegando no sono, a mais nova cortou o silêncio, perguntando:

 

_ Jiny, por que você não me fala da JooHyun?

 

 JinYoung viu seu sono sugir pela janela e agora era tomado por um leve onda de nervosismo.

 

_ Da J-jooHyun? P-para que? – ele afastou um pouco o consertou sentindo seu corpo quente. 

 

 Ele era péssimo em disfarçar suas sensações.

 

_ Vocês estão juntos? Namorando? – ela perguntou no vago no escuro, ainda baixo.

_ Isso você já sabe – ele respondeu.

_ Então não é com ela que você sai nos fins de semana e volta de madrugada?

_ Yu...

_ Não vem com essa – ela o cortou. – É só um relacionamento, por que você quer esconder isso?

_ Yuri, é não tão fácil – ele baixou um pouco mais a voz.

_ O quê não é tão fácil? – ela contrapôs. – A mamãe ia amar. Igual o YunHo, ele não é casado? E ela não vivi puxando o saco da Soo Unnie? Então.

_ É complicado, Yuri.

_ Então descomplica – ele riu anasalado pela insistência.

 

 JinYoung sabia que hora ou outra, aquele momento iria chegar. Que hora ou outra, sua família iria saber. E já que deveria ser assim, que seja por ele de uma vez.

 Ele puxou ar para os pulmões, e num instante de coragem ele veio a dizer:

 

_ Eu entendo que a mamãe ia ser uma ótimo sogra, como ela é para a SooYoung, mas é que... – ele hesitou, apertando o cobertor entre os dedos nervoso.

_ Mas é que o quê?

_ Eu sou gay.

 

 Silêncio.

 Os dois mantiveram o calados por longos segundos, JinYoung mordia o lábio apreensivo pela reação da irmã. Ela virou o rosto para seu lado, mesmo que o escuro o impedisse de vê-la.

 

_ Eu já sabia disso – ela riu.

 

 JinYoung se sentou na cama de imediato, encarando irmã.

 

_ Como é? – ele questionou, quando a viu fazer o mesmo que si, se encostando na cabeceira.

_ Na verdade eu não sabia, eu desconfiava. – explicou.

_ Por quê? C-como? – ele perguntou ainda confuso.

_ O Mark dizia que você saia com outro cara, mas dizia ser "coisas de trabalho" – ela enfatizou as aspas com os dedos. – E a mamãe ela...

_ A mamãe? O que tem a mamãe? – ele quis saber já apreensivo.

_ Não fica assim – ela voltou a rir. – A mamãe disse um vez que pegou você dando selinhos num garotinho na escola, quando era pequeno, mas acha que não é nada demais.

 

 Ele grunhiu escondendo o rosto no travesseiro e cobrindo com cobertor. 

 

_ Jiny... – Yuri esfregou a mão no seu braço coberto, rindo de si. – Não fica assim. A JooHyun vai arrumar alguém melhor que você...

 

 Ela riu enquanto JinYoung se descobria e a olhava com tédio.

 

_ Se você já sabia, ou desconfiava, por que continuava me pressionando com qualquer mulher que saia da minha boca? – perguntou a encarando.

_ É por que eu queria ouvir isso da sua boa – explicou, voltando a dizer: – agora você não vai me dizer quem você saiu ontem?

 

 Ela a olhou sugestiva, rindo para si.

 

_ Já vi que não vou ter sossego – ele gemeu voltando a se esconder entre o cobertor.


 

✿ 


 

 Era próximo das nove horas da manhã, o sol estava clareando aos poucos o quarto pelo janela, e Jackson, ainda sobre a cama, já acordado, tentava se recordar de coisas programas para aquele dia.

 

_ O que eu tenho para hoje? – questionou a si mesmo, encarando o teto em desdém.

 

 Virou o rosto para a janela, observou o céu do lado de fora, limpo e sem indícios de que iria chorar. O dia estava tão bonito, e ficar na cama o resto dele estava fora dos planos de Jackson.

 Se levantou no momento seguinte, certo de que não havia nada em mente naquele momento, mas precisaria levantar de qualquer forma. Arrumou os lençóis de sua cama cantarolando uma música que viera a sua cabeça e depois seguiu ao banheiro.

 Logo depois, ainda de pijama, e sem vontade de nenhuma de tirá-lo naquele momento, ele foi ao preparo de seu café. 

 Na cozinha ele alcançou a cafeteira, despejando a quantidade de água e café apenas para si.

 

_ Eu preciso de um emprego – ele comentou abrindo a geladeira praticamente vazia.

 

 Suspirou encarando o pequeno eletro e tirou o restante de leite que ainda sobrava e despejou num copo, jogando a caixa fora em seguida, colocou o café por cima do leite e segurando o copo apenas pela borda para não se queimar  segui para fora em seu quintal.

 Aquele era definitivamente seu lugar preferida da casa, não era um espaço tão grande como desejava, mas, no entanto, havia tudo o que precisava.

 Se sentou no degrau abaixo da porta que dava saída para o quintal, deixou seu copo no chão e abraçou as pernas. Sentiu-se leve sentindo o ar frio daquela manhã banhar seu rosto, carregando o cheirinho suave da grama e as flores que nasciam nas beiradas do muro.

 JackSon encarava aquele ensejo com euforia, pelo prazer de presenciar todos os dias a quentura do sol, o frio do vento e o cheiro das flores e da terra molhada. Depois de muito tempo, ele alcançou a calmaria que precisava, tanto fora quanto dentro de si, mesmo que não significasse muito e ainda estando longe da sua instabilidade, ele precisava de pequenos momentos bons.

 Terminou seu café, e num instante de entusiasmo, quando o sol já alcançava algumas flores ele resolveu trabalhar. Correu para dentro de casa e buscou sua câmera, um cartão de memória, um bateria extra e voltou.

 Depois daquilo apenas se ouvia os cliques da câmera estocando todos os diversos ângulos que ele conseguia capturar com movimentos profissionalizados e metodológicos.

 Riu de si mesmo enquanto acariciava com cautela as pétalas aveludadas das pequenas flores de petúnia, imaginando JinYoung aparecendo ali e descobrindo sua farsa sobre a péssima desculpa de alergia a flores. Na verdade, JackSon é e sempre foi apaixonado por elas, mas havia sido pego de surpresa, e mesmo que as flores estivessem mesmo sido jogadas fora, aquela fora a única coisa que viera a sua mente no momento de pressão.

 Imaginou também sua vida fora dali, uma vida grande e cheia. Cheia ao ponto de mandar flores para sua mãe onde a distância entre suas casas não passava de duas horas. 

 Imaginou a Sra. Park sem as flores de seu aniversário, as flores que ele havia jogado fora sem consentimento e ainda assim havia sido tão bem recebido em sua casa no dia anterior. Intensionalmente sua mente focou naquele almoço, onde sentava de frente a JinYoung e recebia um olhar tão forte daquele homem que o deixava sem jeito entre os outros. 

 Mesmo de longe JackSon sentia JinYoung quente, e sentia a necessidade de se queimar nele de alguma forma.

 

_ JackSon você está carente demais – ele riu envergonhado de seu próprio devaneio pecaminoso.

 

 Deixou a câmera de lado na grama e uma ideia correu pela sua cabeça antes de entrar em casa. 

 Como agradecimento do dia anterior, por que não levar algumas flores para a Sr. Park?


 

✿ 


 

 Ele tocou a campainha depois de alguns minutos de hesitação, passou as mãos rapidinho por sua camisa debaixo da jaqueta a alisando, e encarou outra vez o pequeno montinho das flores que colheu no jardim e com um pedacinho de fita amarrou-as juntas formando um buquê, pequeno, mas como era a primeira vez que fizeram aquilo, havia se saído bem até.

 Ouviu passos baixos do outro lado da porta e logo fora aberta.

 

_ JackSon!

 

 O chinês encarou o rosto do homem a sua frente hipnotizado e ainda surpreso. Ele mantinha um sorriso pequeno no rosto direcionado a si enquanto Jackson sequer conseguia piscar.

 

_ Jackson? – JinYoung chamou sua atenção, o fazendo piscar e num instante voltar a realidade daquele momento. – Tudo bem?

 

  Ele piscou rapidinho algumas vezes sem deixar de encarar o maior.

 

_ T-tudo – sorriu nervoso, abafado pela máscara que cobria parte de seu rosto. – Tudo bem, e com você?

_ Tudo. Quer falar com a minha mãe?

_ Sim, digo... Não precisa – se contrapôs. – Eu só vim trazer isso aqui.

 

 Estendeu ao outro o buquê.

 

_ Flores? – perguntou retóricamente as recebendo.

_ Sim, são para você. – respondeu encarando seu rosto, logo se dando conta do que disse. – Pra sua mãe.

 

 Respondeu rapidamente rindo nervoso.

 

_ As flores são para a sua mãe. Como pedido de desculpas para você, e agradecimento a ela por ontem. – ressaltou.

_ Você não é alérgico as flores? – JinYoung desviou o olhar das flores para o garoto ainda parado de frente para porta da casa.

 

 Jackson arregalou os olhos, querendo se socar por ter esquecido aquele detalhe, ou melhor, aquela mentira descarada.

 

_ S-sou, p-por isso a máscara – respondeu, juntando as mãos na frente do corpo e se perguntando se aquilo realmente pareceu convincente.

 

 JinYoung riu de seu mini desespero, e Jackson quis sumir de vergonha. Conhecerá aquele homem bonito, educado e... bonito, a menos de um dia e passará tantas vergonhas em sua frente que nem conseguia se lembrar de todas.

 A verdade era que ser desajeitado sempre foi sua especialidade. Agora, desajeitado por dar atenção demais a beleza suspeita daquele homem, ele ainda estava estudando, e no caso, se saindo muito bem.

 

_ Sim, claro. – sorriu para Jackson. – Vem, entra, toma café da manhã com a gente.


Notas Finais


me contem o que vocês estão achando dessa interação jinson, coisa mais linda. E o que vcs esperam dos próximos capítulos, me contem eu quero saber.

É só isso por hoje, infelizmente. Até o próximo, beijo na bunda.


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