História Flower Boy - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizades, Amor, Apostas, Artes Marciais, Aventura, Bts, Colegial, Comedia, Diversão, Drama Familiar, Dramas, Elychanx, Jungkook, Karate, Luta, Namoro, Romance, Segredos
Visualizações 856
Palavras 7.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite pessoas, como estão?

Esse capítulo está basicamente resumido em putaria, safadezas, tretas, dramas, situações engraçadas, revelações e mais safadezas.

Tenham uma boa leitura e desde já peço desculpas por qualquer erro encontrado.

Capítulo 10 - Sabor de Morango


Fanfic / Fanfiction Flower Boy - Capítulo 10 - Sabor de Morango

Novamente olhei para o meu rosto através do reflexo do espelho. O roxo no meu olho começara a sarar graças a pomada pra ferida que eu passei e por falar na pomada, abri a tampa, aproximei mais o meu rosto para o espelho e espremi o creme de cheiro estranho, passando por volta da boca marcada por um pequeno corte e uma marca vermelha abaixo do queixo. Depois de terminar, recoloquei a tampa e a guardei dentro da gaveta da comoda. Fazia por volta de meia hora que eu permanecia em meu quarto procurando um meio de concertar o meu rosto, mas de nada adiantará. Aliás, eu não tinha muito o que reclamar já que a essa hora os meus oponentes estão no hospital reclamando de dor.

Durante o tempo em que via todo o meu rosto machucado em frente ao espelho, a dura realidade de que eu sou uma pessoa extremamente violenta e que pega muito pesado caiu sobre mim. Eu precisava admitir isso para mim mesma, esse seria um bom e primeiro passo seguinte. Espalhei mais um pouco de pomada na cara e vesti o vestido florido de alças finas, soltando os cabelos. Usar um vestido não seria muito bom, visto que eu também estava com alguns hematomas nos braços e pernas, mas eles não eram tão visíveis e portanto não me impedira de usar um vestido. Passei um gloss transparente de menta nos lábios e por fim resolvi sair da minha toca, me encaminhando para a cozinha.

Sentei em uma das cadeiras da mesa, observando meu pai Lee rir com Na Young e Jungkook. Obviamente os três deveriam estar rindo de alguma piada que Lee contara a eles. Aproveitei que enquanto aqueles três se mantinham distraídos virados de costas pra mim e peguei uma colher, usando ela para checar o meu reflexo. Eu realmente era do tipo de garota bastante violenta, apesar da minha imagem de típica garota coreana enganar, dando a entender que sou fofa e delicada. Padrões. Não passava dos típicos padrões clichês que eu escolhi ignorar desde que Jimin passara por aquela fase horrível. Bufei e coloquei a colher em cima da mesa.

O baixinho barulhinho que a colher fez ao deslizar das minhas mãos e cair na mesa bastou para que os três presentes na cozinha desse um ponto final em seus assuntos e se virassem para que eu pudesse enxergar os seus rostos. Na Young, a primeira a quem eu olhei, abriu a boca pasma, logo assumindo um semblante de perplexidade pelo o estado do meu rosto.

— Aigoo, o que houve com o seu rosto? — Perguntou ela com a voz levemente alta em susto.

— Nada demais. — Sorri sem jeito. — Eu exagarei um pouco na violência.

Ela arqueou as sobrancelhas.

— Violência? — Me encarou confusa. — Como assim, querida? Olhe para você, parece que foi vítima de agressão.

Outra vez eu ri estranhamente ficando mais sem graça enquanto sentia o olhar normalizado de Jungkook sobre mim.

— Não, eu não fui vítima de agressão. — Lee riu, sabendo exatamente o que acontecerá comigo e se lamentando pelos os garotos que eu machuquei. — Na verdade eu estava na aulas de karatê hoje e lutei com seis garotos pra descontar a minha raiva.

— Oh, meu Deus! — Exclamou ela, horrorizada e tampando a própria boca. — Mas esses garotos machucaram muito você.

Rindo sarcasticamente, peguei da fruteira que estava em cima da mesa uma maçã e dei a primeira mordida nela.

— Honestamente, unnie. — Mordi um outro pedaço da fruta. — Meus machucados não são nada comparados a mão, braços, pernas e chutes na barriga e na cara que eles levaram.

Olhei diretamente para o Jeon que tossiu se engasgando com o gole de água que tomou antes de recuar dando curtos passos para trás, parecendo com medo. Espera aí, Jeon Jungkook estava com medo de mim? Soltei uma risada divertida com aquela conclusão que tirei.

— Não precisa ficar com medo de mim, Jeon. — Alertei a ele que me olhou de olhos arregalados. — Eu não vou te machucar, a menos que… — Sorri maldosamente. — Você seja um tarado machista que vê as mulheres como objeto e acha que pode passar a mão nelas como bem entender.

— Nisso você não precisa se preocupar, Elyin. — Proferiu Na Young. — Meu adorável filho é um fofo e sabe muito bem respeitar uma mulher. — Disse ela. Nisso eu não tinha dúvidas.

Jungkook tossiu novamente, corando.

— Mãe, por favor! — Gesticulou com a cabeça, fazendo um sinal não verbal com a mãe que facilmente eu entendi como: "mãe, para com isso".

— Não está mais aqui quem falou. — Na Young levantou as mãos em rendição, mostrando o sorriso brincalhão formado. — Melhor irmos antes que o mercado feche. — Disse para Lee o qual só estava calado, em completo silêncio.

— Ah, claro. — Ele assentiu para Na young, retirando o avental que o jogou para mim. — Na Young-ah e eu vamos ao mercado e você mocinha, ajude o Jungkook-ssi com a louça.

Resmunguei inúmeros palavrões com muita preguiça no corpo e no fim acabei obedecendo, vestindo o avental cor de rosa por cima do meu vestido. Assim que Na Young e Lee deixaram a cozinha e saíram para ir no mercado, terminei de apertar o nó no avental por trás das minhas costas e me pus perto da pia, ao lado de Jungkook. Juntos, nós lavamos as louças sujas em silêncio, nenhum dizia nada para o outro. Estava muito na cara que nenhum de nós dois ia falar nada enquanto um não tomasse a atitude de falar primeiro e eu estava muito longe de querer fazer isso, preferia me manter calada e Jungkook não era nada diferente de mim.

Estalei a língua no céu da boca e fiz um bico de nojo quando tirei a tampa da mini latinha de lixo, despejando dentro dela o resto de comida que sobrou. Fechei novamente repondo a tampa, aliviada em passar por aquela tortura, e coloquei o prato abaixo da torneira. Entreguei-o para Jungkook que se deu ao trabalho de ensaboa-lo e seca-lo, terminando de guarda-lo seco e com os outros pratos dentro do armário. Repetimos a tarefa várias vezes seguidas até terminarmos e secamos as nossas mãos nos aventais ridiculamente rosas. De tarefa concluída, tirei aquele avental de cor torturante e o coloquei na mesa, me sentando na minha cadeira igual a anteriormente.

Pude sentir com clareza o olhar de Jungkook acompanhando cada movimento meu, enquanto via o maior encostado na pia, de braços cruzados e me encarando normalmente, sem intenções algumas.

— Há quanto tempo pratica isso? — Rompendo toda a nossa linha de silêncio, ele me questionou me encarando fixamente sem ao menos piscar.

— Isso o quê? — Me fiz de desentendida, ciente do que ele estava perguntando.

— Essa coisa de artes marciais. — Coçou atrás da nuca. — Você parece ser muito habilidosa. — Aquele tão esperado sorriso malicioso e safado desenhou a sua boca, evidenciando em seus lábios úmidos e muito mais que tentadores.

— Mais do que posso imaginar. — Soprei uma pequena fumaça de ar, aliviando o calor que o meu corpo começou a emanar de repente.

De inesperado, ele se desencostou da pia e parando diante de mim, segurou em meu pulso agarrando fortemente a minha cintura e me encostou contra á parede, me encurralando com o seu corpo que se prensou contra o meu, me fazendo soltar um baixo gritinho e arregalar os olhos em surpresa.

— Mas o q-q… — Mal tive tempo de falar, uma vez que o toque de suas mãos envolveram-me e começaram lentamente a subirem pelas as minhas coxas, só a acariciando. Me arrepiei em segundos com a sensação excitante que aquele seu toque carinhoso estava me causando.

— Se você acha que é tão boa assim, vamos ao seguinte teste. — Segredou rente ao meu ouvido. — Tente me tirar de cima de você cumprindo o trato de não me machucar.

Pisquei completamente perdida. Merda! Como eu ia fazer isso se não estava com nem um pouco de vontade de me afastar dele?

— Eu não quero. — Me negando a fazer o que ele pediu, joguei os meus braços ao redor de seu pescoço e o surpreendi com um beijo.

Todo o calor que o meu corpo emanava se intensificou assim que as mãos dele seguraram em cada lado da minha cintura e ele me puxou para si, espremendo o seu corpo contra o meu. Apenas me deixei ser levada por todas aquelas sensações de sua pegada bem feita e fechei os olhos. Abri a boca permitindo a passagem dele com a língua e no momento em que as nossas línguas se encontraram uma com a outra, eu mordi o seu lábio inferior e o puxei com o dente, podendo ouvi-lo arfar e me apertar mais com aquelas grandes mãos que me pegaram com vontade.

Largando a minha cintura, ele segurou abaixo dos meus joelhos e prensou em minhas coxas, me fazendo entrelaçar as pernas ao redor de seu quadril. Em seu colo e sem interromper o beijo ele se movimentou, caminhando comigo e parando de modo que me colocou sentada no balcão da pia e se pondo entre as minhas pernas. Apertei-as em volta de sua cintura e levei as minhas mãos para os seus cabelos. Passei a puxar os fios lisos e macios, aprofundando mais o beijo. O toque quente de suas mãos se espalmaram em minhas coxas e eu senti ele acaricia-las, ameaçando subi-las para dentro do meu vestido.

Soltei um baixo gemido com aquele pensamento em minha cabeça, querendo mais que nunca que ele realmente fizesse aquilo, que me tocasse como bem entendesse pois eu deixara claro que estava entregue a ele de bandeja, para me tocar como bem entendesse. Mas obviamente querendo ser mais gentil comigo, ele apenas continuou acariciando as minhas coxas e parando com o beijo, que me surpreendeu, não me deixou nada contente com aquilo e me fez olha-lo curiosamente quando o mesmo sorriso safado ressurgiu em seus lábios que se direcionaram para o meu pescoço. Minha intimidade antes úmida deverá ter molhado toda a minha calcinha quando o seu sopro atingiu a pele do meu pescoço e ele raspou o nariz ali.

E antes que me sobrasse tempo de raciocinar melhor, um arfar ressou da minha boca, cravei a palma da minha mão em seu braço musculoso coberto pelas as mangas da camiseta marrom que ele usava e arranhei o balcão, raspando as minhas unhas, no momento em que o toque de seus deliciosos lábios beijaram o meu pescoço. Então, quando menos esperei e despreparada para aquilo, os beijos se trocaram por chupadas que ele deixou na pele, apertando cada vez mais a minha coxa. Não conseguindo mais me controlar, sussurrei inúmeros palavrões e pressionei as minhas unhas em seus músculos, sentindo-os ficar mais rígidos.

Oh céus, o que estava acontecendo comigo? Como eu podia ficar tão excitada sentindo apenas aquele homem deixar marcas vermelhas em meu pescoço? Por que ele tinha que ser um nerd tão gostoso e tentador? Será que a longa falta de sexo era causada por aquilo ou Jungkook sabia bem como deixar uma garota excitada com somente um sexy sorriso.

— Gostou disso, Elyin-ah? — Aquela voz rouca num tom muito mais que sexy para eu definir, murmurou em meu ouvido. Todos os cabelos da minha nuca se arrepiaram e eu me vi sem saída, optando em balançar a cabeça positivamente, confirmando para ele.

E lá estava ele de novo, com o seu sorriso arranca-calcinha, me fitando com aqueles olhos profundos e impenetráveis.

— Ah, Elyin-ah… — Gemeu só me deixando mais enlouquecida de prazer. Oh querido Buda, por que esse homem tinha que ser tão tentador? Aish! — Esse seu vestido tá me deixando de pau duro. — Entrelaçou o dedo na alça fina do vestido. — Que tal tirá-lo um pouco, huh? Eu quero ver esse seu corpinho lindo.

Cedendo aos desejos dele, toquei com os meus dedos trêmulos na altura alça, subindo-o para baixo e deixando a mostra os meus seios cobertos pelo o sutiã branco tomara que caía. Os olhos negros de Jungkook brilharam e ele os focou descaradamente para os meus seios que por sorte estavam cobertos.

— Por que você tem que ser tão perfeita, baby. — Seus braços fortes rodearam o meu corpo. Gemi em surpresa quando ele encostou o seu peitoral forte em mim e resolvendo provoca-lo igualmente a como ele fizera comigo, comecei a espremer os meus seios nele, podendo receber suas sensuais expressões de quem estava adorando aquilo que eu fazia. — Não me provoque assim, garota.— Desferiu um fraco tapinha em minha coxa esquerda. — Ou terá sérias consequências.

Um riso sonoro saiu de minha boca e agindo sem pensar, coloquei a minha mão para dentro de sua camisa. A textura de sua barriga malhada novamente me foi sentida e sem perder tempo entrei com a mão para dentro de sua calça, quando Jungkook subiu as suas mãos por dentro do meu vestido, quase alcançando o meu íntimo no mesmo tempo em que eu toquei no seu membro duro dentro da cueca, o peguei apertando-o levemente e massagiei-o. Minha atitude literalmente o deixou tão louco de prazer quanto eu, vendo-o com muita clareza morder os lábios fortemente e gemendo baixinho em meu ouvido.

Prestes a começar a masturba-lo ali mesmo na cozinha, Jungkook decidiu me pegar novamente de surpresa quando eu sentir por dentro do pano fino do meu vestido ele envolver os dedos nas laterias da minha calcinha, mas antes que a nossa brincadeirinha começasse e ele pudesse tirar a minha calcinha, tirei rapidamente a minha mão de sua calça, empurrei-o para a frente, recebendo dele um olhar incrédulo e subi o vestido, revestindo-me. Jungkook que permanecia muito confuso sem entender porque eu fiz aquilo, virou-se de frente e olhou para Jimin o qual tampava a boca para segurar o riso e os nossos pais, chocados demais e desacreditados no que estavam vendo.

Quanto a todas as situações vergonhosas de minha vida? Defini aquela como a mais pior do que todas elas juntas em um só momento muito bem resumido.

— Eu sabia que deveria ter dito "juízo crianças". — Proferiu Lee em um tom brincalhão, aliviando pelo menos uma boa parte daquela vergonha exposta.

Olhei para cada um ali, o meu rosto se esquentando de vergonha, e parei com o meu olhar no pai de Jungkook que estava se segurando tanto quanto Jimin para rir. Tudo bem, não era uma boa hora para sair correndo dali, mas quem sabe se eu… Não! Assim seria muito pior.

— Vamos ser bons pais e fingir que não vimos nada. — Disse o senhor Jeon, exibindo um grande sorriso brincalhão. — Mas primeiro teremos uma conversinha.

Choraminguei baixinho descendo do balcão e de pé, os segui para a sala, logo atrás de Jungkook. No entanto, parei ao passar perto de Jimin e ameaçadoramente cerrei o meu punho, jogando um olhar mortal para o idiota que pareceu não ficar tão intimidado e sem desfazer aquele sorriso zombateiro estampado em sua boca.

— Não — Apertei os meus punhos fechados e puxei o ar dos pulmões, buscando controle. — fala nada.

Querendo não testar os meus limites e muito menos libertar o monstro raivoso e violento que eu guardava dentro de mim, ele encheu as suas bochechas de ar, tampou a boca e me seguiu para a sala de estar. Ao chegar no cômodo e me deparar com os pais de Jungkook e o meu pai Lee, os quais se puseram a ficar de frente para nós, enquanto eu e Jungkook estávamos sentados no sofá de cabeça baixa, evitando de olhá-los, ao mesmo tempo em que o inconveniente do meu irmão se encontrava acomodado sobre o braço do sofá e de braços cruzados. Aquele não perdia uma e eu sabia bem o motivo de ele está ali também, sendo que ninguém o chamou.

— Não vamos brigar com vocês. — Na young foi a primeira a dizer e naquela hora desejei mais que nunca que um buraco se abrisse no chão e eu pudesse me enfiar lá dentro pra nunca mais sair. — Afinal, vocês são dois adolescentes de dezoito anos com os hormônios á flor da pele.

— ‘É normal que nessa idade vocês saiam se pegando em qualquer lugar. — Continou o meu pai Lee, usando aquele mesmo tom brincalhão de voz.

— Mas estamos preocupados com vocês dois. — O senhor Jeon apontou o dedo primeiro para Jungkook tão envergonhado quanto eu e depois para mim. Todo o sangue em circulação no meu corpo se direcionou direto para o meu rosto excessivamente vermelho, me arrependendo de ter levantado a cabeça só porque Jungkook a levantou também.

Querido buda, se você estiver aí por favor me envie alguém para me dar um tiro na cabeça e que na próxima vida eu passe menos vergonha. Que saber, que eu não passe nenhuma, e por hoje é só!

— Como vamos fazer essa pergunta… Er… Deixe-me pensar. — Exclamou o pai de Jungkook, coçando abaixo do queixo em expressão pensativa. — Vocês…

— Estão usando camisinha? — Na Young soltou tudo de uma vez.

Cobri a minha boca com o punho fechado e tossi repetidas vezes, engasgada com a minha própria saliva. Jungkook a meu lado se levantou imediatamente.

— Pelo amor de Deus! — Disse ele, indignado. — Vocês são malucos e eu vou embora.

— Yah! Volte aqui agora, mocinho. — Na young gritou tratando de seguir o filho até a porta da saída.

— Vamos terminar essa conversa com você em casa, Jungkook. — Avisou o senhor Jeon. — Eu já estou indo. — Ele sorriu brincalhão. — E você Elyin-ah, por favor não me torne avô tão cedo e lembre esse menino de usar camisinha quando vocês… Você sabe. — Juntou os dedos e os esfregou um no outro.

Antes que eu pudesse abrir a minha boca para falar e protestar, a família Jeon passou pela a saída e sumiram do meu campo de visão em segundos. Após eles saírem devo ter passado um longo tempo olhando para a porta e enfim quando resolvi me redirecionar, o meu olhar pairou em Jimin, este que não conseguiu mais se segurar. Aos poucos os sons sonoros de sua risada alta de divertimento preencheu todo o cômodo, chegando aos meus ouvidos e agitando os meus tímpanos de modo que eu grunhi em raiva e fui na direção dele, louca da vida e com uma grande vontade de mata-lo. Porém, antes mesmo que eu encostasse um dedo em Jimin, Lee me segurou pela a cintura, me impedindo de matar o meu irmão.

Se já não bastava a minha situação vergonhosa, Jimin tinha mesmo que me deixar com raiva?

— Para de rir seu infeliz. — Gritei alterada enquanto me debatia, me segurando mais do que Lee fazia comigo, só me controlando para não machucar Jimin. Entretanto, ele não colaborava muito rindo da minha cara de brava. — Pai continua me segurando se não eu vou manda-lo pro hospital.

— Sossega o facho, menina! — Lee me apertou mais, dessa vez segurando os meus braços. — Jimin, para de rir da sua irmã.

— Mas foi tão engraçado, pai. — O idiota falou entre as gargalhadas. — Você viu a cara dela ao ser flagrada? Foi tão épica que merecia um meme.

Grunhi outra vez conseguindo me soltar do meu pai.

— Você vai me pagar por esse deboche. — Alterei o tom de voz enquanto corria pela a casa atrás dele e em um outro canto Lee ria desesperadamente. — Volta aqui Park Jimin.

— Você não me pega, Elyin bobona. — Feito uma criança, ele parou por alguns segundos, apontou para o meu rosto nada contente e riu, zombando de mim.

— Seu desgraçado bundudo dos infernos. — Plaguejei passando pela a porta, agora o seguindo em círculos pelo o jardim da frente de casa. — Eu vou te pegar sim e quando isso acontecer você vai se arrepender do dia em que nasceu.

Todos os vizinhos do pequeno bairro de onde morávamos pararam o que estavam fazendo e como um bando de desocupados olharam para mim e o meu irmão, correndo um atrás do outro feito crianças. Por mais que eu quisesse negar que estava me divertindo com aquela correria toda, não era possível graças às altas risadas que eu soltava com Jimin. Era como relembrar os velhos tempos de quando éramos duas crianças sozinhas, que para matar o tédio do orfanato onde morávamos, ficávamos o dia inteiro brincando e á noite íamos dormir exaustos.

Eram bons tempos e naquele momento o sentimento de nostalgia me atingiu em cheio quando Jimin e eu ficamos cansados e caímos deitados de costas no gramado.

— Admita Elyin, eu sou bonito demais pra morrer na suas mãos. — Gargalhei com o comentário do idiota e despejei um tapinha fraco no seu braço.

— Você é um bobalhão, isso sim. — Ele fez bico. — E não me faça essa cara.

— O que? Essa carinha linda e digna a ser um galã de doramas coreanos?

Ri com toda a minha vontade e limpei algumas lágrimas abaixo do olho que vieram devido a minha crise gerada de risadas. Jimin era mesmo uma figura, mas acima de tudo, ele era o meu irmão e o único parente de sangue que eu tinha no mundo. Fora isso, não sabia nada em relação a nossa origem, quem eram os nossos pais e a razão pela á qual eles nos largaram no orfanato quando éramos apenas dois bebês.

— Jimin? —Ele virou o rosto para o meu, arqueando uma sobrancelha. — Por que você acha que os nossos pais biológicos não quiseram a gente?

Ele ficou tenso de repente, me encarando em silêncio por longos minutos e sem saber o que responder. Jimin sempre fugia desse assunto quando eu tocava, no fundo eu sabia que ele evitava falar daquilo pra não dizer alguma besteira e acabar entristecendo a nós dois.

— Eu não sei, Elyin. — Com um impulso, ele se sentou no gramado. — Sinceramente, não faço ideia de como te responder isso.

Repetindo o seu ato de me pôr sentada, toquei em seu ombro mas ele se negou ao meu toque, preferindo se manter de costas pra mim.

— Você sabe de alguma coisa, não sabe? — Um pontada atingiu o meu estômago feito uma agulha e eu senti um leve frio se formando dentro dele, causando uma tremedeira em meu corpo. Tinha quase cem porcento de certeza de que Jimin sabia coisas que eu não sei, mas não queria me contar.

— Nós éramos muito novos naquela época. — Sua voz chorosa aumentou as minha certeza para definitivamente cem porcento. — Que droga Elyin, por que você foi tocar nessa merda de assunto? — Vislumbrei o seu rosto inundado pelas as lágrimas quando ele o virou para mim. — Satisfeita por isso?

— E-eu… — Falheei ao dizer. O que eu ia falar se nada vinha a minha cabeça?

— Coloca uma coisa na sua cabeça. — Apontou para a minha testa. Ele estava com raiva, era facilmente notável através do timbre de voz alterado em grosseria e frieza. — Os nossos únicos pais são Lee e Bryan. Os da Sook eram dois drogados de merda que a abandonaram num beco sujo, o pai de Jihyun não passava da droga de um bêbado nojento que abusava dele e da irmã morta, os nossos… — Suspirou.— Nunca quiseram saber da gente e a nossa ma… — Interferiu a si mesmo de falar.

Pisquei perplexa assimilando todas aquelas informações que ele passou expressando toda a sua raiva e estragando o nosso momento nostálgico. Pela a pouca luz que iluminava ali por já ter anoitecido há minutos atrás, vi Jimin se levantar e ir marchando para dentro de casa, sem querer acabando por esbarrar em Lee que estava ali, só ouvindo toda a nossa conversa. Após Jimin sair eu bati as minhas mãos uma nas outras e andei na direção que Lee se localizava.

— Isso é verdade, pai? — Perguntei ao parar na frente do mais velho. — É verdade que os pais da Sook eram um casal viciados em drogas que a abandonaram num beco e o pai biológico de Jihyun abusava dele?

Lee suspirou, abaixou a cabeça olhando para os próprios pés e em seguida a ergueu, voltando a me olhar.

— Sim filha, é verdade.

Sem dizer mais nada, pisquei me recuperando do grande choque que as informações me causaram e entrei em casa. Por um grande azar acabei encontrando Jihyun jogando vídeo game com Sook na sala enquanto riam.

— Ei, noona! — Parei com o meu caminho as escadas e olhei para Jihyun. — Quer jogar vídeo game com a gente? Sook está perdendo feio pra mim.

— Não tô não. — Sook rebateu dando um peteleco no braço de Jihyun.

— Aish, sua pirralha! — Os dois riram enchendo o ambiante pelas as suas fofas risadas.

Os deixei sozinhos e se divertindo como mereciam, escolhendo ir para o meu quarto, mas aquela também não foi uma boa opção ao encontrar Jimin chorando no corredor e abraçando os próprios joelhos dobrados. Não sei se estava certa, mas tinha quase certeza de que ele me escondia diversos segredos dos quais eu escolhi não confronta-lo para saber.

                        ° ° °

Bati com força a porta do armário depois que tirei o livro de história para a próxima aula. Os alunos que estavam no mesmo corredor que eu e pegando os seus livros como eu fazia, se assustaram com o alto estrondo que a batida da porta causou. Bufei ignorando eles que me olhavam como se eu fosse louca e segurei o livro firmemente em baixo do braço enquanto terminava de trancar o meu armário. De tarefa feita peguei o livro, segurando-o em minha mão e ajeitei a alça da mochila em meu ombro. Avançando um passo pra longe do meu armário, fui obrigada a parar quando de surpresa, uma coisa se encaixou em meu braço como uma algema e só deu tempo de eu ouvir o som do click.

— O que é isso? — Olhei para o meu pulso enfeitado por uma pulseira branca, mais parecida com um relógio devido a pequena tela no centro dela.

— Isso é um monitor em forma de pulseira-relógio. — Explicou Yoongi, apontando para a pulseira. — Ela vai servir pra ajudar eu, meus amigos e você.

Estreitei os olhos e curiosa virei o meu braço, visualizando a pulseira estranha, mas também nada feia e estilosa.

— Pra quê ela serve? — Dei um rápido pulinho pra trás, assustada quando ela apitou.

— Tá vendo esse botãozinho aqui? — Enxerguei um botão pequeno e vermelho nas mãos do Geek. Ele apertou novamente no botão e a pulseira esquisita voltou a apitar. — Quando um de nós estivermos precisando da sua ajuda iremos clicar nesse botãozinho que vai fazer a sua pulseira apitar e só parar quando você nos achar em uma situação digna de ajuda.

Assimilei com facilidade as suas explicações. Fazia sentido mas eu tinha algumas dúvidas.

— Mas como eu vou fazer pra acha-los? — Toquei com o dedo o objeto estranho em meu pulso.

— Isso é fácil. — Yoongi abriu um fofo sorriso gengival. Ele podia ser uma grande nerd da tecnologia que passava a maior parte do seu tempo na frente da tela de um computador, mas era um gato. — A pulseira vai guiar você.

— Me guiar? — Encarei ele e uni as sobrancelhas. Essa parte não fazia nem um pouco de sentido.

— A pulseira vai apitar com uma luz vermelha e a medida que você for nos procurando ela vai piscar pra uma luz verde, avisando que está indo na direção certa.

— Certo. — Suspirei. — Entendi. — E dei de ombros.

O sinal para a aula de história tocou e Yoongi e eu tratamos de nos apressar. Entramos juntos na sala de aula chamando atenção de todo mundo que estava ali presente, especialmente a de Jungkook. Que a pouco tempo atrás estava de cabeça baixa, copiando alguma coisa no caderno e quando levantou o seu olhar que se cruzou com o meu, decifrei as suas expressões faciais confusas em relação ao meu rosto meio abatido pela a noite de sono mal dormida. Realmente não consegui dormir ontem a noite, passei a noite inteira acordada e pensando, pensando até a minha cabeça doer e o meu cérebro se cansar, me forçando a dormir durante apenas uma hora de tempo.

Já Jimin estava bem e agindo normalmente como se não tivesse praticamente cuspido todas aquelas informações a respeito de nossos irmãos. Notei o modo normal dele de agir uma vez que desviei de Jungkook e mais ao fundo da sala o avistei conversando com Seulgi, sorrindo e beijando ela carinhosamente. Era bom que ele agisse assim, desse jeito o clima não ficaria tenso e nem estranho, portanto era dessa forma que eu precisaria agir também. Saindo dos devaneios em minha mente, sentei atrás de Jungkook. Todas as garotas da sala de aula me fulminaram e lancei para elas um sorrisinho vitorioso.

— ‘Ele é meu. — Ciciei para o bando de invejosas querendo me matar com os seus olhares mortais.

Claro que eu não podia perder essa e inclusive não sentia nem um pouco de medo delas.

— Bom dia, alunos. — Saudou o Senhor Jae, o nosso amado professor de história. — Ansiosos pra prova de hoje?

— Que papo é esse? — Murmurei, perguntando mais para mim mesma.

— Sim meus queridos alunos, hoje nós teremos uma doce provinha surpresa. — Confessou com um grande entusiasmo, diferente de todos os alunos que exclamaram em indignação. — Vamos ver se vocês realmente prestaram atenção na aula passada. — Dizia passando pelas as carteiras e nos entregando a folha da prova escrita. — Boa sorte!

Li com atenção tudo que estava escrito ali naquela folha, tendo certeza de que o meu zero já estava garantido por não saber nada que perguntava.

                       ° ° °

Nervosa, mordi ponta da caneta balançando a minha perna de um lado para o outro. Havia se passado quase uns vinte minutos e nada de eu responder qualquer questão que fosse. Por cima do meu ombro olhei para trás. Meus amigos estavam na mesma situação que a minha, disso eu tinha certeza pela a cara de choro de Hyeri, Rayle dormindo em cima do papel, tacando um fode-se pra tudo e Taehyung e Hoseok colando de uma garota sentada ao lado deles. Jimin fazia o mesmo que Taehyung e Seulgi como uma boa nerd que mais se comparava a Jungkook á minha frente de costas, respondia tudo com facilidade. Mordi os meus lábios tendo Jungkook em mente, o estudante número 1 e o mais inteligente de High Winners.

Portanto, não hesitei em cutucar as costas dele com um lápis, conseguindo fazer com que ele virasse a cabeça, me visualizando por cima de seu ombro.

— O que foi? — Questionou sussurrando baixinho.

— Me passa uma cola aí. — Fiz um bico e ele bufou. — Por favor, vai…

— Primeira questão: A,C,B, E e D. — Soltou virando a cabeça para a frente. Dei graças ao Buda pelo o professor estar distraído corrigindo as provas dos alunos de outras turmas e ele não poder me ouvir pedindo cola para Jungkook e ver eu respondendo as repostas das questões que ele me passou.

— Qual é a respostas que o nerd te passou? — Jimin sussurrou para mim. Passei as repostas dadas por Jungkook para ele e ele espalhou para o resto de nossos amigos, ajudando-os.

Faltava as repostas de mais uma questão pra responder e Jungkook seria a minha chave para. respondê-las.

— Ei, vocês dois! — Congelei no meu lugar antes mesmo de pedir outra cola para Jungkook quando o professor gritou no meio da sala. — Venham aqui e leiam os seus bilhetes para a turma ouvir.

Bilhete? Mas de que bilhete ele se referia?

Rayle e Taehyung foram as respostas para as minhas dúvidas quando os vi se pondo na frente de todo mundo e me aliviando por não ser eu e Jungkook no lugar deles.

— Não tenham vergonha, eu quero saber que tipo de recado vocês dois trocavam durante a minha prova. — Induziu o professor. — Agora leiam se não quiserem ser mandados para a sala da diretoria.

Taehyung segurando uma folha de papel nas mãos, sorriu para todos que olhavam pra ele e Rayle, e andou pra frente, iniciando uma leitura.

— Gata se você continuar me provocando assim eu juro que vou te fazer gritar enquanto te fodo. — Contou ele, lendo o que estava escrito no papel.

A turma inteira berrou aos risos enquanto que eu agradecia eternamente por não ser eu ali na frente.

— Oppa eu tô louca pra essa hora che… — Rayle morta de vergonha foi poupada de ler aquilo tudo pelo o professor que a interrompeu.

— Fora da minha sala antes que eu me arrependa de não manda-los para a diretoria. — O senhor Jae ditou com bastante autoridade, evidentemente enraivecido.

Me encolhi na cadeira lamentando pela a vergonha que o professor fez os meus amigos passarem e desistindo de pedir mais repostas da prova para Jungkook. Depois daquele pequeno showzinho era melhor eu só ficar na minha. Foi mico demais por hoje.

                       ° ° °

Após aquele desastroso ocorrido na sala de aula, Rayle nem deu as caras no refeitório e Taehyung foi com ela para outro lugar qualquer por aí. Decerto aqueles dois estavam sim namorando, não existia mais dúvidas. Todos os meus amigos deviam estar a essa hora reunidos no refeitório, mas ao contrário deles, eu vagava pelos os corredores vazios da escola, procurando me distrair por não está com muita cabeça para ir me juntar aos meus amigos. Tentava de todas as maneiras me esquecer das coisas que Jimin me disse ontem, no entanto estava sendo uma tarefa impossível. Não seria nada fácil esquecer todas aquelas informações facilmente, era coisa demais para eu processar no meu pequenino cérebro.

Guardei os meus pensamentos e lembranças dramáticas de ontem num cantinho reservado do meu cérebro e enfiei as mãos para dentro do blazer. Prestes a virar o corredor á direita e ir logo pro refeitório, uma mão tampou minha boca e eu fui surpreendidamente puxada para trás até ir parar dentro de um canto pequeno, fechado e escuro, que por conta da falta de claridade ali, eu não pude ver quem foi o infeliz que se pôs em perigo de me arrastar pra um lugar escuro. Eu estava tão brava que rapidamente fechei as mãos em punhos e no mesmo instante em que o infeliz ligou a luz, acertei a cara dele com um forte soco que o atingiu em cheio.

— Ai! — Resmungou o pervertido infeliz. — Você bate forte, hein.

O arrependimento caiu sobre mim como um bom choque quando o ambiante pequeno e estreito cheio de vassouras velhas se iluminou e o rosto de Jungkook marcado pelo o meu soco apareceu diante de meus olhos.

— Ai meu Deus! — Expressei horrorizada e arrependida pelo o que fiz. — Me perdoa, me desculpa… Perdão, desculpa… E-eu não sabia que era você. — Me expliquei. — Eu não queria…

Seu dedo indicador posto no meio dos meus lábios me cortou, não me deixando terminar de pedir desculpas.

— Shi. — Sussurrou. — Depois eu coloco um gelo nisso, mas primeiro eu quero saber como você tá.

Franzi o rosto. Eu acabei de dar um soco na cara dele que deixou uma grande marca rocha e ele estava preocupado comigo? Em quê mundo paralelo estou? Oi? Como é aí?

— Foi mal pelos os meus pais, eles adoram me fazer passar vergonha. — Um sorriso doce desenhou em seus lábios.

— Eu estou bem sim e os seus pais são tão engraçados quanto os meus. — Ficando na ponta dos pés para alcançar o seu rosto, acariciei a área que eu machuquei. — Eu juro que não foi a minha intenção te machucar. Quer dizer, eu jamais machucaria esse seu rostinho de bebê… Aish, você é tão lindo.

Ele riu anasalado e corando em seguida.

— Acredito em você. — Segurou em meus pulsos, só então notando a minha pulseira e sorrindo ao olhar para ela. — Esquece tudo isso, tá? — Tocou em uma mecha de cabelo minha e a colocou para trás da orelha. — Eu quero te beijar de novo.

Vaguei os meus olhos para o lugar pequeno cheio de vassouras e rodos de limpeza.

— Mas aqui? — Ele riu com a minha pergunta e audaciosamente veio um passo pra perto, me encostando na parede.

— Sim, baby. — Segurou em minha coxa, colocando uma perna minha acima de seu quadril e acercando mais os nossos corpos de uma maneira que eu não conseguira escapar. — Aqui ninguém vai poder atrapalhar a gente. — Seu sorriso fofo mudou automaticamente para um malicioso e cheio de segundas intenções.

Aish, só ele mesmo pra ter esse poder de me deixar excitada que nem mesmo os meus últimos três ex namorados conseguiram.

Todos os pensamentos que estavam em minha cabeça foram interrompidos pela a boca de Jungkook que se conectou com a minha e não demorou muito para que eu me desse conta disso e aprofundasse o beijo, jogando os meus braços ao redor de seu pescoço e o puxando só para mim. Suas mãos que pousaram em minha cintura se fecharam ali e ele a apertou com nem um pouco de delicadeza, usando um toque bruto e diferente para mim. Nossos lábios se moviam conforme eu sentia o toque de sua língua úmida, ele me apertava não sendo nada gentil e de vez em quando podia ouvi-lo arfar contra as nossas boca conectadas. Tão intenso, quente, rude e sexy do jeito que eu amava.

Resolvendo agir por conta própria, tirei um dos meus braços que estavam no seu ombro e repetindo o mesmo que fiz da cozinha, usei a minha mão livre para desabotoar os botões da camiseta branca do uniforme por baixo do blazer, vulgo eu tratei de tira-lo primeiro, qual foi parar no chão graças a ele que largou a minha cintura e sacudiu os braços, retirando aquela maldita peça. Quando desabotoeei o último botão da camiseta dele, senti um imenso brilho iluminar os meus olhos, me deparando com a bela visão de seu abdômen malhado. Parecia ter ganhado mais textura da última vez que o vi.

Parando de nos beijar, colamos as nossas testas uma na outra e sorrimos entre e o suor que escorria em nossas peles devido aquele local estreito e fechado. Aquele pequeno lugar era sim muito pequeno e não passava do real armário do zelador. Havia vários produtos de limpeza ali e uma lâmpada pendurada no teto que dava iluminação para o ambiente quente. Mas não era exatamente por isso que estávamos suando e sim pelo o calor que os nossos corpos próximos passava um para o outro. Em parte pelo o lugar ser extremamente pequeno eu estava suando facilmente e com certeza tomaria um banho frio depois que chegasse em casa.

— Elyin-ah… — Jungkook gemeu o meu nome quando eu me abaixei e fiquei de joelhos diante dele.

— Quietinho. — Sorri travessa para ele antes de desfivelar o cinto e abaixar a sua calça, tendo a visão de seu membro dentro da cueca mais duro que pedra, precisando urgentemente de um carinho meu.

Não era a primeira vez que eu fazia aquilo e quando se tratava dessa parte eu sabia muito bem o que fazer. Portanto, não hesitei em abaixar também a cueca dele, fazendo-o o seu membro duro pular pra fora. O sorriso recém formado em meus lábios ganhou mais vida assim que o vi pela a primeira vez, ao mesmo tempo surpresa e admirada. Era muito mais grande do que eu via em meus sonhos eróticos com ele e não era de se estranhar que Jeon Jungkook fosse bem-dotado. E bota bem-dotado nisso. Levei a minha mão, tocando em seu comprimento e Jungkook acabou gemendo de novo com o meu toque.

Encarei a glade inchada e suja de pré-gozo, não demorando a segura-lo em minha mão e iniciar uma lenta masturbação, descendo e subindo a mão. Minha boca já salivava, eu mordia repetidamente os lábios louca para chupa-lo e não demorei muito em conceder o meu desejo, começando a lamber a cabecinha com a língua e desliza-la, sentindo as suas veias se saltitarem e o ouvindo arfar, adorando o que eu fazia. E antes de fazer o que eu pretendia, masturbei-o com a minha mão só mais um pouco, fazendo uma leve carícia e o coloquei na boca. Ele era quente, grande e delicioso e aqueles seus gemidos serviam de música para os meus ouvidos.

Sem que ele tivesse tempo para pensar, o enfiei todo dentro da minha boca, engasgando um pouco e inicei as fricções, chupando-o como se fosse um mais delicioso e saboroso pirulito. Levantei os olhos minimamente para ver as suas expressões. Jungkook gemia baixinho aumentando mais a minha vontade de chupa-lo e castigava os seus lábios mordendo de um jeito mais prazeroso e erótico de se ver. Ele não fazia ideia do quanto eu estava amando o vê-lo assim, tão entregue pra mim enquanto eu assumia o total controle. O chupava expondo todo o meu desejo por ele e lambia com a língua a sua textura grossa, me divertindo com o modo que ele estava louco e no ponto de gozar na minha boca.

Segurei as em suas coxas torneadas e fechei os meus olhos, podendo sentir que ele estava muito perto, chegando quase lá. E quando isso aconteceu tirei o seu pênis da minha boca, permitindo que ele se entregasse ao intenso prazer e gozasse como bem quisesse. Assim que terminei fiquei de pé novamente, no entanto a leve dor nos meus joelhos me atingiu, mas não capaz de me incomodar tanto assim. Sorri de jeito mais safado o possivel para Jungkook que terminava de vestir a sua calça e quando ele terminou me atirei pra cima dele, beijando-o e o fazendo sentir do seu próprio gosto. Apesar daquilo a sua boca continuava com aquele viciante sabor de morango e ele me envolvia em seus braços com a mesma intensidade que de todas as últimas vezes.

Não podia mais negar para mim mesma e nem e pra ninguém que eu estava de verdade apaixonada por ele quando, naquele mesmo momento, o meu coração bateu mais forte e eu gemi, viciada em todas as sensações, os toques, o beijo e o seu saboroso gosto.

Tudo nele era tão viciante pra mim.

— Acho melhor a gente ir pra aula. — Ele disse logo que o sinal tocou, anunciando o fim do intervalo e o começo para as últimas aulas que ainda tínhamos.

— Sim. — Ajeitei os meus cabelos desgrenhados e lhei dei um rápido selinho. Ouvi ele rir e agarrando-me pela a cintura enquanto eu abria a porta do lugar.

Fora daquele lugar estreito e calorento, me abanei usando as minhas próprias mãos e soprei uma fumaça de ar, aliviando pelo menos o pouco do suor que impregnava o meu corpo. Jungkook que estava tão suado quanto eu, passou as mãos nos fios negros de cabelo. Olhei aquilo como se estivesse em câmera lenta, me excitando só com o quão sexy ele ficava fazendo aquilo e os óculos acima de seus olhos não colaboravam muito. Resolvendo parar de praticamente o comer com os olhos, arregalei eles ao avistar Jimin encostado na parede daquele corredor de onde estávamos. Ele mexia no celular e certamente ouvia música nos fones em seus ouvidos, distraído.

Mas a distração que ele mantinha se foi assim que nos viu, tratando de puxar um lado do fone e arquear uma sobrancelha, franzindo levemente o cenho.

— Vou nem perguntar o que vocês dois estavam fazendo aí dentro. — Apontou para a porta do armário do zelador atrás de nós e analisou o nosso estado.

Queria dizer alguma coisa para Jimin e ameaça-lo de não sair jogando as suas piadinhas sexuais sem graça, mas antes que eu abrisse a minha boca, a pulseira em meu pulso apitou, avisando que um dos meus Geeks estavam precisando da minha ajuda. Beijei a bochecha de Jungkook ali mesmo na frente de Jimin, o que o pegou de surpresa, e estralei cada um dos dedos das minhas mãos, correndo ao alcance de um dos garotos.

Estava na hora de enfrentar alguns valentões mal amados antes de ir assistir a aula.


Notas Finais


Sim, o Jimin esconde muitos segredos da Elyin relacionados ao passado deles e quanto a história de Jihyun e Sook, irei conta-la melhor lá pra alguns capítulos seguintes, porque se eu for colocar agora os segredos e histórias deles a fic irá perder todo o foco principal. Ah, e como deu pra perceber o Lee tá envolvido na história da dramática Infância de Jimin e Elyin pra caralho. E a razão por Jimin ter chorado é porque ele também leva consigo um grande trauma de infância que ele passou com a Elyin e guarda muitos segredos.

No próximo capítulo vai acontecer aquilo que vocês tanto estão querendo. Exatamente, vai ter hentai e o Jungkook vai revelar um pequeno segredinho pra Elyin que tem haver sobre os boatos relacionados a ele no colégio.

Beijos e nos vemos lá! ♡


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