História Flower Boy - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Elychanx, Jungkook
Visualizações 640
Palavras 5.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tô sem muita coisa pra dizer, então fiquem com mais esse capítulo.

Capítulo 5 - Toque-me Como Quiser


Fanfic / Fanfiction Flower Boy - Capítulo 5 - Toque-me Como Quiser

Minha vida virou de definitivo um conflito de novela mexicana ou simplesmente um emaranhado de problemas.

Nunca que em todas as minhas vidas anteriores eu imaginei que entraria numa grande confusão dessas, só posso ter sido cúmplice de Hitler na vida passada pra merecer isso. E como se não tivesse como piorar, após a minha irmã se resolver com o garotinho que era o provável irmãozinho de Jeon Jungkook, nos reunimos todos na cozinha para almoçar. Meu pai Lee, muito feliz com a amizade que ele fez com o casal Jeon, terminava de preparar uma torta de maçã de boas vindas para a família, que por uma grande desgraça, um azar dos infernos daqueles, era os nossos novos vizinhos da casa ao lado.

Engoli a minha comida que passou como um caroço em minha garganta e levantei, indo deixar o meu prato na pia. Meu irmão Jimin passara o jantar inteiro rindo do meu imenso azar, nossos pais o questionaram sobre ele estar rindo, mas o outro jogou a resposta mais irônica possível só para tirar um sarro da minha cara. "Algumas pessoas tem tendência a sofrerem grandes desgraças". Jimin respondera isso para os nossos pais e voltou a rir da minha cara. Lavei o prato que eu sujei pensando nisso, no que o meu irmão disse para Lee e Bryan. O idiota poderia ser o mais tapado do mundo, mas nisso eu concordava com ele.

Terminei de lavar o meu prato dando lugar a Jihyun, o meu irmão mais novo de estilo gótico-rockeiro que fora lavar o prato dele. Pela a milésima vez fuzilei com os meus olhos refletindo chamas o idiota do meu irmão mais velho. Sook que comia tranquilamente a sua comida, sem se sentir culpada por ficarmos todos de castigo por causa dela, franziu o cenho e olhou para Jimin. Os dois então começaram a rir juntos, irritada e raivosa demais com o meu querido irmão bati a mão na mesa e apertei o garfo na mão, ameaçando enfia-lo na sua garganta. O idiota percebendo o nível do perigo se calou e encheu as bochechas de ar, segurando a vontade de rir de mim.

Uns minutos sem ouvir sons de risadinhas se quebrou, Jimin explodiu soltando uma alta risada e eu corri atrás dele na cozinha. O idiota conseguiu fugir a tempo de mim, subindo as escadas na pressa enquanto ria e fazia o resto da família rir também. Suspirei caindo sentada no meu lugar e bati a mão na testa, procurando me lembrar onde foi que eu errei pra merecer isso, o quão cruel fui pra aturar o meu irmão mais velho fazer piada comigo e por uma puta ironia do destino o Flower Boy descarado ser o meu novo vizinho. Agarrei com possessão a jarra de água derramando o liquido no copo e o levei para minha boca, ingerindo tudo enquanto reformulava as informações no meu cérebro.

Os outros saíram da cozinha sobrando eu, Sook e Lee que embrulhava a torta de um jeito agoniante, lento e demorado.

— Ô pai, qual é a da torta? — Sook largou os lápis de cor e o caderno onde pintava uma casa e mirou na torta de dar água na boca.

— É para os vizinhos e as duas aí — Ele apontou primeiro para Sook, em seguida para mim. — vão levar para eles.

Arregalei levemente os olhos e dei uma tossida, me engasgando com o segundo gole de água que tomei. Não, que tipo de brincadeira é essa a do meu pai? Como assim aparecer na casa dos Jeon do nada? Merda!

— Mas por que eu tenho que ir com essa pirralha? — Protestei, obviamente nada afim de aparecer para a família de Jungkook, muito menos para ele.

Sook me lançou um ameaçador olhar mortal e me mostrou a língua, mania que ela aprendeu de mim.

— Pirralha não, olha o respeito. — A menor ergueu um dedo acusatório e me deu um empurrãozinho com o ombro. Devolvi com um fraco tapinha no braço dela. — Pai eu também não quero ir na casa dos Jeon, você já me fez passar vergonha demais armando um escândalo pra diretora da escola.

Não me segurando acabei soltando uma baixa risadinha, que pela a pouca sorte que me sobrava, eles não puderam ouvir.

— Aigoo, você não fez isso, pai. — Sorri brincalhona e me debrucei pra frente, encostando-me na mesa.

— Ninguém chama os meus filhos de selvagens. — Ele sorriu de canto, retornando a embrulhar a torta.

— Ainda bem que não me expulsaram, mas eu gostei do Doyun; ele é lerdo, nerd, engraçado e legal. — Um grande brilho nos olhos de minha irmã se acenderam, ela sorriu deslumbrada e suspirou.

Ao contrário da mais nova, bufei e joguei os fios de cabelos caídos nos ombros para trás. Era só o que me faltava agora a minha irmã se tornar amiga do mini Jungkook versão fofa e inocente verdadeira.

— Aqui a torta. — Lee colocou obrigatoriamente a torta embrulhada em minhas mãos, me fazendo segura-la com força para não correr o risco de derrubá-la. — E se as duas vier me dizendo que não querem ir serão dois meses de castigo.

— Golpe baixo, pai. — Sook e eu resmungamos em uníssono, nos obrigando a nos levantar dos nossos lugares.

Nosso pai Lee fez questão de abrir a porta da frente e nos deixar passar por ela. Sook foi em minha frente, um segundo depois eu a alcancei e andamos de lado, em passos propositalmente curtos só para que a casa dos Jeon ficasse muito mais longe que o normal. Porém, por mais que andassemos em lentidão a nossa tentativa de chegar nunca na casa dos Jeon fracassou e quando menos nos demos conta, paramos em frente a porta do enorme casarão deles, uma mansão pra ser mais detalhista. Iniciamos uma pequena discussão de quem iria apertar a campainha primeiro. Eu insisti que ela atendesse, mas a menor quis investir em mim usando o argumento de que os mais velhos devem ser os primeiros.

Falando daquele jeito parecia que ela estava se referindo a uma velhinha de setenta anos e não uma adolescente de dezoito anos, confusa e com os hormônios agitados a cada vez que topava com Jeon Jungkook.

— Eu insisto que você seja a primeira, unnie. — Sook novamente insistiu e para que eu cedesse a sua vontade fez um aegyo, formando um bico.

Gargalhei alto e balancei a cabeça de um lado para o outro, não caindo na dela por já conhecer muito bem esse método.

— Eu não vou cair na sua Sook e para de me chamar de Unnie, sei que você odeia me chamar assim.

E odiava mais que tudo já visto.

Sook era uma das poucas crianças madura e esperta demais para a sua idade, sabia raciocinar como ninguém o odiava se achar a mais nova, preferia ser a criança super-inteligente perto de qualquer um e tinha um ódio eterno de se sentir inferior aos outros, portanto preferia só me chamar de Unnie em situações que as colocara em confusão. Se duvidasse a pirralha devia ser mais inteligente que eu. Não que eu fosse lá a senhorita burrice, mas o meu QI não se comparava com o de uma criança superdotada.

Cansada de toda essa enrolação sem fim, resolvi descansar me encostando na parede atrás de mim. Inesperadamente, Sook apertou na campainha, o que me fez arregalar os olhos e abri a boca, mas nenhum som se imitiu, muito menos no instante em que o homem alto, moreno, aparência impecável e um grande sorriso marcado no rosto surgiu em nossa frente. Atrás dele apareceu o garotinho de horas atrás, seu olho estava menos roxo do que da última vez, os braços dele cruzados denunciou a seriedade em sua face infantil. Esta face se substituiu por uma risonha logo que o mini Jeon Jungkook — ou mais conhecido como Jeon Doyun — avistou minha irmã.

— Ei, o que as duas estão fazendo aí fora? — O homem perguntou num tom de voz alegre e bem humorado.

Franzi o cenho para o mais velho, estranhando o fato de seu modo de agir não colidir com a sua aparência que dava a ele um ar de extrema seriedade.

— Hum, já sei! — Constatou. — Estavam se decidindo pra vê quem tocaria a campainha primeiro, acertei?

Sook e eu nos entreolhamos, a menor deixou que uma sonora risadinha se escapasse e eu sorri claramente envergonhada, retornando para a face alegre do senhor Jeon.

— Não se sintam envergonhadas. — Ele abanou as mãos na frente e uma risadinha lhe escapou. — Vamos entrar, sim?

O senhor Jeon junto com o seu filho mais novo saiu da frente, dando espaço para que entrassemos de cabeças baixas na casa. Dentro da residência, levantei a cabeça sentindo os meus olhos brilharam e percorrerem por toda a sala de estar da casa que valia pela a nossa cozinha e sala. As cortinas tinham um tom de vermelho vinho, o tapete branco felpudo decorava a sala, os lustres eram limpos e brilhantes capazes de refletir o meu reflexo nele á medida em que eu e minha Dongsaeng caminhavamos á frente, nos aproximando mais da sala. Através das cortinas e as janelas de vidro a luz do sol iluminava o luxuoso cômodo.

Sook e eu olhamos juntas para cada detalhe, cada diferente canto, admiradas com o tamanho luxo da casa.

Mas não foi o que mais nos chamou atenção. Abaixamos os nossos olhares no mesmo tempo e o miramos no animal grande, grosso e de couro amarelado se rastejando no tapete. Naquela mesmo momento eu senti um grande arrepio percorrer o meu corpo, meu coração bater de forma acelerada e as minhas pernas perderam o movimento. Me esforcei para sair do lugar, porém o pânico era tanto que não restou tempo de fugir. Eu gritei aflita de medo temendo o pior, Sook gritou por segundo e pulou em minhas costas, derrubando nós duas no chão. Aquela foi uma oportunidade perfeita para a nossa morte e sequer sobrou tempo de escapar.

Quando eu e minha irmã tentamos levantar e escapar, a cobra subiu em nossas barrigas tocando a sua pele grossa na nossa e se enroscou ali. Não fizemos um só barulho e isso pareceu surtir efeito já que a grande cobra não subiu nos nossos pescoços para nos enforcar ou nos matar como ela deveria estar pretendendo. Mas eu ainda temia o pior, já podia me imaginar morrendo enquanto era enforcada por uma cobra, Jimin preparando um caixão cor de rosa para mim, mesmo sabendo que eu detesto rosa e a família Jeon rindo da minha cara. Essa parte não era imaginação, o senhor Jeon e Doyun estavam mesmo rindo da nossa desgraça.

Detalhadamente rindo do animal horrendo e venenoso deles tirando um cochilo na minha barriga e na de Sook. Só aí eu estranhei uma coisa, o que diabos a cobra fazia dormindo ali? Não era para ela estar mantando eu e minha mini versão tão assustada quanto eu mesma, a grande medrosa aqui que faltava fazer xixi na roupa de pura aflição que sentia.

— Não fiquem com tanto medo meninas, Tiny é inofensiva. — O senhor nos advertiu, tirando o peso da cobra de cima de nós.

Não ficar com tanto medo? Por acaso esse homem perdeu a noção? De onde já se viu não temer a uma cobra, uma cobra grande e gorda que poderia quebrar o seu pescoço em menos de um minuto.

— Saeron, venha pega a sua cobra e não a deixe solta. — Os mais velho falou em voz alta.

Agarrei na mão de Sook e nos impulsionando para frente, levantamos. Mantemos um certo espaço do senhor Jeon e da cobra que ele segurava, com Sook abraçando a minha perna e eu apertando a mão dela enquanto tremia de medo.

— O que foi pai? — Respondeu uma voz feminina, o timbre que deixava claro que a dona da voz ainda era uma criança.

Descendendo as escadas na pressa, uma garotinha que através da aparência deduzi que ela tinha pouco ou mais de onze a doze anos, a mesma idade que Jihyun. Os cabelos da menina tinha um tom claro meio amarelados, não eram negros como os dos homens da família, estava mais para a cor dos cabelos da senhora Jeon. A garotinha usava uns óculos, seus cabelos esvoaçavam a cada degrau da escada que ela descia, chegando na sala de estar, onde parou na frente do pai e pegou a cobra no colo. Senti uma náusea no estômago e apertei a mão de Sook, ela fez pressão apertando os seus bracinhos em volta da minha perna, compartilhando do mesmo sentimento que eu.

Pudemos respirar de alívio e nos afastar quando a filha do senhor Jeon sumiu pelas as escadas, levando o animal horroroso com ela.

— Nos desculpe, nossa filha Saeron costuma deixar o animalzinho de estimação dela solto pela a sala. — O senhor Jeon, falando com a normalidade mais calma do mundo, nos explicou.

Animalzinho? Certo. Vou fingir que ele falou em ironia.

— Então, o que devo a honra de suas visitas? — O homem e o menininho sentaram-se no sofá.

Sook se acomodou do lado de Doyun, peguei a torta intacta caída no tapete e me sentei logo depois.

— Viemos lhe trazer uma torta de maçã a mando do nosso pai para vocês, como uma forma de desejar boas vindas a vizinhança. — Passei a torta nas mãos de Sook por ela estar mais perto do senhor Jeon, Sook a entregou para Doyun e terminando, Doyun deu a seu pai.

— Mais que grande honra provar novamente da comida saborosa do grande chefe Lee. — Ele desembrulhou a comida e fechando os olhos, inalou o cheiro que me aumentou o apetite, esboçando um gracioso sorriso. — Deve está deliciosa. — Levantou do lugar. — Vou até a cozinha provar um pedaço. Fiquem a vontade.

Ele desapareceu da sala de estar, levando consigo a saborosa torta. Sobrou apenas eu, Sook e o garotinho com o qual Sook dialogava facilmente.

— Então… — Pigarrei acima do punho fechado posto sobre a boca. — Vejo que se deu muito bem com a Sook. — Ponderei ao notar que Sook e Doyun realmente deram-se perfeitamente bem, as duas crianças conversavam como se conhecessem há muito tempo.

— Ah, claro! — Disse o mais novo. — Foi amizade ao primeiro soco na cara. — O garotinho falou, seguidamente riu, nos fazendo acompanha-lo.

Pelo o que podia ver a família Jeon era muito bem humorada, uma pena que Jeon Jungkook não fosse assim e só sustentasse uma perversão indomável. Ou quem sabe eu estivesse errada e ele fosse piadista assim como o seu irmão mais novo.

— Do primeiro soco na cara a gente nunca esquece. — Doyun completou, o que bastou para que eu e Sook desatassemos a rir.

Muito bem humorados mesmo. Só os Jeon para fazer piada com um terrível hematoma que vai lhe dar uma grande dor na hora de fechar os olhos.

Conversa vai e conversa, as duas crianças do meu lado iniciaram uma conversa relacionada a coleção de figurinhas do pokemon, eu apenas fiquei calada no meu canto, tamborilando os meus dedos nas coxas e esperando ansiosamente que o senhor Jeon retornasse a sala e para ser educada eu me despedisse dele, assim podendo ir embora sem nem uma agonia, temendo que eu me deparasse com Jungkook em sua própria casa, um fato que teria muita chance de acontecer já que eu estou em seu território, perto demais do perigo.

— Elyin?

Sentada no sofá, aguardando ansiosamente pelo o senhor Jeon, congelei no mesmo momento que escutei o soar da voz invadir minha audição. Minutos em silêncio, congelada, não tive tempo de fugir, pois quando mexi o pé e movi a cabeça de pouco a pouco e olhei por cima do ombro, franzi a testa inteira estreitando os olhos ao notar que ele não estava mais ali. Endireitei-me e me movimentei na direção da frente, meu coração palpitou rápido com o susto que levei e bati as costas no estofado, declarando que ele me assustara ao surgir á minha frente, assim sem mais nem menos e do nada. Por acaso Jeon Jungkook era um tipo de pessoa que obtém a habilidade de se teletransportar?

Olhando fixamente nos olhos negros, que me pareciam ter ganhado um brilho mil vezes mais intenso, impenetrável, reparei um sorriso descarado que foi aparecendo no canto da boca, dominando os lábios e se fazendo presente. Pasma demais para me mover, pisquei desconexa.

— Vocês se conhecem? — Sook apontou para Jungkook, em seguida ela trouxe o seu olhar que se ergueu para mim, normal.

Jungkook não parando de sorrir feito o cafajeste que se escondia, olhou a minha irmãzinha enfiando os bolsos na calça jeans que marcava as suas coxas musculosas a balançou a cabeça, afirmando um "sim" a mais nova.

— Elyin e eu somos… — Ele retornou virando o rosto para o meu, numa distância capaz de me enlouquecer só pelo o sorriso provocativo que ele exibia. — Colegas de classe. — Disse a Sook, os olhos fixos no meu, sem ao menos piscar.

— Você é o Jungkook, não é? — Sook questionou-o. Ele assentiu e eu apertei os meus dedos na almofada do sofá, um modo de controlar o meu nervosismo. — Ah, então você é o garoto que a Elyin é apaixo…

Puxei a minha irmã ao meu encontro e tampei a boca dela, impedindo que ela abrisse a sua enorme boca de fofoqueira. A menor se debateu tentando a todo o custo se soltar, mas eu pressionei mais minha mão na boca dela e dei uma risada para Jungkook e Doyun que assistia a seguinte cena de Sook mordendo os meus dedos. Ri de novo evitando a dor que a pirralha causou com os seus dentes mais afiados que lâminas e levantei, fazendo a menina ficar de pé comigo.

— Nós… — Fiz uma careta quando Sook mordeu com mais força a minha mão, mas não adiantou para ela pois eu continuei tampando a sua boca. — Já estamos indo.

Jungkook sorriu normalmente e lançou uma piscadela que eu ignorei, andando virada de lado contrário até esbarrar na porta, abri-la e sair o quanto mais rápido dali.

Longe o bastante para que Jungkook não a ouvisse admitindo que eu sou apaixonada por ele há um bom tempo, soltei Sook. Ela gritou de maneira alta que eu precisei tampar os ouvidos, veio em passos furiosos para perto de mim e pisou fortemente no meu pé. Gemi de eterna dor e cair no gramado da casa dos Jeon enquanto resmungava pela a dor e via a maldita pirralha sair correndo feliz da vida. Eu quis matar a mini reencarnação do capeta, mas com um pé machucado do jeito que ela deixara não me sobrou muita oportunidade de fazer isso. Soltei inúmeros gemidos de dor e pressionei as palmas das mãos no gramado, me esforçando para levantar.

Consegui me manter de pé, no entanto o pé estralou surgindo uma dor pior ainda e eu caí de bunda no chão novamente ao gramado. Usei inúmeras tentativas de sair de cima daquele gramado mais nenhuma delas dera muito certo, massagiei os dedos dos pés que Sook esmagou e tentei de novo me levantar. Outra vez o pé deu um forte estralo que me arrancou um som de gemido, e quando eu estava prestes a cair pela a milésima vez mãos grandes seguraram minha cintura, braços fortes me sustentaram, tirando os meus pés do chão. Assustada demais com o tamanho susto, olhei abismada para Jungkook que de novo surgiu de maneira inusitada, me sustentando em seu colo e me carregando para casa.

Com medo de cair e então sem pensar enlacei os meus braços no pescoço dele.

— Sabia que os seus gemidos me fizeram ter os pensamentos mais sujos? — Confessou ele, enquanto ia me carregando como se eu fosse tão leve quanto uma pena.

— É mesmo? — Um sorriso provocativo dominou minha boca, eu fiz bico e mordi o canto do lábio, usando esse método só para o provocar.

Surtindo efeito exatamente como eu esperava, Jungkook me colocou de pé, encostada contra o muro que separava as nossas casas, onde ninguém podia nos ver.

— Ah, Elyin… Se você soubesse o quanto eu tô me segurando pra não ter foder aqui mesmo. — Ele diminuiu a distância que existia entre nós e prensou o seu corpo contra o meu, senti o seu pau ereto roçar na minha coxa.

Eu sorri mais provocante ainda e puxei ele mais para frente, com os braços em volta de sua cintura. Nossas testas se tocaram, não conseguindo mais me controlar juntei nossos lábios, ele afastou meu braços dele e envolveu minha cintura com possessão. Minha intimidade se umedeceu só com o toque, eu senti todos os pêlos do meu corpo se eriçar e outra vez os meus pés saíram do chão, graças a ele que apertou minhas coxas entrelaçando as minhas pernas em seu quadril e me encostando mais no muro. Seu beijo me tirou dos trilhos, uma energia elétrica subiu pelas as minhas pernas e Jungkook esmagou seus lábios nos meus.

Eles tinham um gosto surpreendentemente bom, era um gosto de morango com uma mistura de hortelã afrodisíaco. Os braços rijos de Jungkook rodearam o meu corpo, eu toquei neles e os arranhei por cima da manga da camiseta. Senti o quanto os seus músculos estavam rígidos, ele me apertava com uma grande posse, declarando que eu sou só sua e ele só meu quando eu provei, encostando as nossas intimidades cobertas pelas as vestes. A língua dele invadiu a minha, uma dança sensual se iniciou e Jungkook pressionou o seu quadril contra o meu, encenando estocadas que me subiu um calor imenso, meu sexo seu contraiu e o pau dele muito duro dentro da calça fez muito mais pressão, capaz de me causar um orgasmo.

Eu não ligavamos mais que estivéssemos num beco separado de nossas casas, eu queria continuar desfrutando de sua boca, daqueles deliciosos lábios tocando os meus. O desejo que nós dois nutriamos era insano, indomável e incontrolável, quanto mais ele encenava aquelas estocadas e eu cravava as minhas unhas nos músculos de seus braços musculosos, a vontade de gemer se continha com as nossas línguas se enroscando, ele mordendo os meus lábios.

Ele usou as suas grandes mãos para apertar as minhas coxas e espalmou a palma ali, eu retirei o meu braço em volta do seu e enfiei as mãos sob as sua camiseta fina. Deslizei a mão para cima e para baixo sobre o seu abdômen, os gominhos passaram a sensação para a minha mão, criei uma imagem na mente, imaginando o quão definido poderia ser. Jungkook sorriu entre as nossas bocas que não se desgrudavam por nada e desceu a mão na curva das minhas costas. Sua grande mão tocou meu bumbum e ele desferiu um tapa nas nádegas, tocou com pressão uma de minhas nádegas e a apertou. Apertei mais o seu outro braço que me sustentava em cima dele, então arfei, voltando a atacar sua boca deliciosa.

Jungkook deu um outro tapa na minha bunda, eu sorri e acariciei mais o seu abdômen, subindo a mão onde parou dentro de sua calça. Fui descendo lentamente ela e só parei quando toquei no seu membro duro. Pestes a explora-lo mais e enfiar a mão para dentro da cueca, Jungkook separou nossas bocas cessando o beijo, deu um tapinha na minha minha mão e sorrindo daquele jeito safado e cafajeste, a afastou dali.

— Estamos no meio de um beco Elyin, alguém pode aparecer. — Ele acabou com qualquer contato físico que existia e os meus pés retornaram a tocar o chão.

Por incrível que pareça a dor no pé que Sook deixou sumiu, tudo que eu sentia era um calor no corpo, minha calcinha molhada graças a pegada que o desgraçado me proporcionou e meu subconsciente gritando por um banho frio, especialmente o meu corpo que era o qual mais implorava devido a temperatura quente exalada.

— Te veja amanhã na escola, baby. — Se aproximou, mas nada de contato com anteriormente e selou os meus labios.

Agarrei seu rosto querendo aprofundar mais o beijo, entretando o descarado não cedeu separando as nossas bocas e ressoando com uma risadinha provocante. Então ele se distanciou mais e mais, sumindo por completo do meu campo de visão.

Mal me sobrara tempo de expirar e suspirar, meu corpo suando dos pés a cabeça aflorou mais o desejo de eu precisar de um banho e eu entrei em casa, correndo para subir correndo as escadas. Isso até eu ser parada por meu irmão Jimin no meio do caminho.

— Que merda aconteceu com você? — Ele questionou quando eu estava quase chegando no corredor do meu quarto. — Tá parecendo uma galinha choca molhada.

Expirei e inspirei sentindo o meu peito subir e descer, a respiração irregular.

— Eu preciso de um banho gelado. — Sem tempo para os seus questionamentos, passei por ele empurrando-o acidentalmente pelo o ombro e corri para o meu quarto, abandonando o meu irmão que ficou parado na escada, na maior cara de idiota.

                        ° ° °

A escola nunca me pareceu tão sem graça hoje, eu havia acordado naquela manhã com uma dor de cabeça infernal, minha cabeça doía tanto que eu podia jurar que ela iria se explodir, se partir em duas partes ou queimar todo o crânio. Minha atenção para as aulas de biologia e química estava em zero porcento de concentração e dei graças aos céus quando elas acabaram e eu pude ir para o refeitório fazer companhia aos meus amigos. Hyeri estava numa vibe incrível falando do seu novo ficante, Rayle e Taehyung trocavam carícias, Jimin e Hoseok conversavam a respeito da próximo festa que rolaria esse sábado na casa do próprio Hoseok.

Seulgi não estava presente hoje por estar muito ocupada com o comitê da escola, se preparando para as novas atividades em grupo.

Joguei o meu livro de inglês praticamente o batendo na mesa, assustando os meus amigos que cessaram as suas conversas e trocas de carinhos, olhando todos para mim. Eu ignorei eles e sentei na cadeira. Desde ontem Jimin me perguntara no jantar e depois dele o motivo de eu aparecer em casa com um comportamento estranho, suada e dizendo que precisava de mais outro banho gelado. Eu o respondira a mesma coisa, mentindo que estava naquelas dias. Ah, se ele soubesse o quanto absurdamente excitada eu me senti por causa de Jungkook, dos efeitos que ele causou em mim, multiplicando duas vezes mais o meu grande apetite sexual.

Que pelo o Jeon eu passara a madrugada me tocando e ouvindo uma daquelas músicas pervertidas nos fones, isso explicava a minha imensa dor de cabeça e a exaustão que me consumiu.

Grunhi quando ouvi Hoseok falar alegremente para Jimin a palavra "festa". Então, foi aí que uma grande ideia surgiu.

— Ei, Hoseok. — Chamei-o, ele olhou por cima do ombro de Jimin, e franziu o cenho para mim, me visualizando.

— O que foi, Elyin? — Hoseok apoiou os cotovelos na mesa e abaixou a mão, agarrando a garrafinha de água que ele destampou e tomou um gole.

Entusiasmada com a ideia aflorada na mente, endireitei os meus ombros caídos.

— Eu posso convidar uma pessoa que eu gosto muito pra essa festa?

Jimin me olhou de relance, semicerrando desconfiado os olhos.

— Pode sim, a festa é tanto minha quanto sua e do Jimin. — Ele respondeu tranquilamente, tomando o segundo gole de água da garrafinha.

— Obrigada, Seok. — Saltitei num pulinho animado e beijei a bochecha dele, antes de me aproximar e me sentar para fazer companhia a Jungkook, sozinho como sempre o via.

Jungkook abaixou o livro que lia com a cara nele e tocou na ponta do dedo indicador os óculos que deslizaram para baixo. Hoje o seu estilo nerd estava mais trabalhado; os cabelos lisos alinhados no gel, camisa pra dentro da calça, gravata bem ajustada, óculos combinando, livros, até um olhar de nerd, cabelo de nerd, estilo de nerd e comportamento de nerd.

É definitivo que Jungkook é um tipo de nerd estupidamente gostoso e que nem sendo o maior nerd do mundo deixava de ser sexy e atraente.

— Anda, vai direto ao ponto. — Ditou num tom autoritário, que puta que pariu, soou rouco e sexy demais para a minha tara por ele se manifestar de forma inusitada, me fazendo cruzar firmemente as pernas abaixo da mesa.

— Meu amigo Hoseok vai dar uma festa esse fim de semana. — Comecei a falar.

— Sim? — Folheou o livro que lia, de olhos vidrados no exemplar enquanto me ouvia falar.

— Eu queria saber se você… — Tamborilei os dedos na mármore da mesa.

— Eu? — Ele sequer olhou para a minha cara, estava ocupado demais lendo o livrinho idiota.

Bufei irritada demais com o fato de ele não está prestando atenção em mim e agindo normalmente, como se jamais tivéssemos nos pegado no beco de casa ontem. Desci o olhar, que se levou na capa azul do livro e o enorme título que destacava escrito “A culpa é das Estrelas”. Voltei para o seu rosto. Jungkook estava muito concentrado no livro idiota dele.

— Quer saber, deixa pra lá. — Dei de ombros e resolvi voltar para o meu lugar junto dos meus amigos, deixá-lo sozinha com o maldito livro inútil.

Nerd idiota.

— Que foi Lili? O nerdzinho anti social te deu um fora? — Jimin destacou nos lábios o maldito sorrisinho que ele usava para me tirar do sério, usando o apelido que eu tanto odiava.

— Vai se fuder! — Disse muito irritada para aturar as gracinhas dele.

Jimin e os meninos riram, as garotas que estavam do meu lado se prontificaram a se fazer de escudos para mim.

Que comece as briguinhas relacionadas a aposta.

— Eu duvido muito que o Jeon tenha dado um fora nela. — Rayle usou unhas e dentes para se pronunciar a meu favor.

— Vocês esqueceram que o Jeon é super tímido? Bando de otários. — Hyeri bateu o punho cerrado na mesa, pronta para socar a cara de qualquer um dos três idiotas.

— Nem tão tímido assim. — Murmurei fazendo um desenho imaginário na mesa enquanto ouvia os meus amigos discutir.

Cansada da discussão idiota dos meus amigos, saí do refeitório e fui fazer uma caminhada nos corredores vazios de High Winners. A essa hora era raro encontrar alunos nos corredores, geralmente a escola inteira se ocupava nos dois refeitórios que existia na escola e mais outros dois no andar de cima que ficava a turma do ensino fundamental, onde os meus irmãos mais novos estudavam.

— Seus amiguinhos não se cansam de discutir por causa dessa aposta infantil? — Parei, no corredor dos armários, lugar o qual localizei Jungkook encostado em um dos armários, os braços rigidamente cruzados.

Não me assustei mais com o fato de ele aparecer do nada nos lugares, começando a desconfiar de que talvez ele pudesse ser um tipo de super humano capaz de se teletransportar de um lugar para o outro.

Fingi não o ouvir e aproveitei que um dos armários do lado dele era o meu, então o abri disfarçando procurar por alguma coisa só para o ignorar. Mas não contei que Jungkook fosse envolver minha cintura com as suas grandes mãos que me apertaram e me encostaram no armário, repetindo a cena de ontem no beco.

— Cadê o seu livrinho, Jungkook? — Falei usando o mínino de força pra me soltar dele, pra não deixar tão na cara que eu estava entregue de bandeja a ele.

Para tirar Jungkook de cima de mim seria muito fácil; era só utilizar a batida forte de testa, chute no saco e a chave de braço agarrando o braço dele, dobrando e o levando ao chão. Mas eu não usaria essas técnicas que passei da infância a adolescência aprendendo nas aulas de karatê e defesa pessoal, por não querer machucá-lo e necessitar que ele me tocasse como no dia anterior, precisava sentir os toques dele, estava carente disso.

— Você acha mesmo que eu não estava prestando atenção em você, baby? — Usou o seu tom sexy de voz, fazendo uma trilha de beijos no meu pescoço.

Apertei os olhos fechados e segurei o gemido que ameaçava escapar.

Como um homem fodidamente gostoso pode me deixar tão exaltada, entregue para que ele me tocasse como quisesse? Me fazia mentalmente essa maldita pergunta.

— O que queria me dizer? — Seu nariz parou de raspar a pele do meu pescoço e se encostou no meu queixo, nossos rostos estavam absolutamente próximos.

Desviei daqueles lábios finos e róseos de me dar água na boca, me concentrando no que ia dizer.

— Eu queria te convidar pra uma festa no sábado, na casa do meu amigo Hoseok.

— Festas, bebidas, música alta… — Observou, reflexivo. — Elyin, você sabe que eu não faço parte desse mundo.

Fiz bico.

— Então, você não vai pra festa? — Perguntei em tom manhoso.

— Pode ser que eu abra uma exceção pra você. — Tocou no meu queixo e ergueu minha cabeça, cruzando os olhos com os meus. — Mas eu vou querer algo em troca.

— Vai? — Substitui o bico por um sorriso maléfico. — O que vai ser? — Desafiando-o, encostei mais o meu corpo do seu e joguei meus braços em seu pescoço, enquanto que ele mantinha as mãos encaixadas nas laterais do meu quadril.

O ressoar do sinal tocando o afastou de mim, ele tornou a se recostar no armário, sem deixar de transparecer o sorriso cafajeste. Amaldiçoei o sinal, frustrada em não dar tempo de ele me contar o que iria querer.

— Quando nos encontrarmos na festa eu te conto, baby. — Segredou em meu ouvido e quando me virei para ele, ele saiu andando calmamente, sumindo do aglomerado de pessoas que se misturou no corredor.

Ele deixara muito claro que estaria presente na festa de Hoseok e isso aflorou a minha curiosidade.


Notas Finais


E aí, gente? Quem é a família mais louca agora?


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