História Fluffy - Dias dos pais - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.416
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, LGBT
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Em homenagem ao dias dois pais, dia 11, decidir fazer esse one-shot sobre Dam e Chisai. Se quiseram outras histórias curots, porém sobre outros personagens de outras histórias, basta falar. Essa história também demonstra quais possíveis idéias eu tenho para esse essa séria

Capítulo 1 - Capítulo Único


Depois de 2 anos adotado, Adão não estava exatamente enturmado. Ele se sentia mais à vontade com os pais, porém ele ainda parecia ter medo. Ele passou muito tempo no orfanato, mal tratado. Ele ainda não acreditava direito que tinha pais.

Dam e Chisai ficavam deprimidos com a situação. Eles se esforçavam, mas era complicado. Adão era fechado e isolado, além disso ele tinha muita dificuldade em estudar. De início acharam que ele teria alguma facilidade se o inscrevessem em atividades para deficientes, porém ele detestava.

A cadeira de rodas era um obstáculo. Adão se destacava com ela. Tiveram muito trabalho em adaptar a casa e matriculá-lo em uma escola adaptada. Isso não impediu bullying e de apanhar, por sua raça e sexualidade dos seus pais.

Se sentiam os piores seres do mundo.

Adão poderia concordar, mas ele estaria sendo injusto. Dam e Chisai foram os melhores homens que conheceu. Eram fortes, eram carinhosos, eram rígidos. Ele se sentia seguro e a vontade com eles. Se sentia até mesmo disposta a esquecer todos aqueles problemas.

Gostava de dormir abraçado no bolinho, assim como gostava de quando Chisai o dava banho. As vezes, acordava assutado, com memórias antigas. O carregavam para dormir com ele. Mesmo não sendo canino, ele conhecia o cheiro dos pais. Cheiravam a papel e suor, de tanto mexer com documentos e interagir com pessoas.

Decidiu tirar aquilo a limpo. Gritou pelos pais. Assustados, vieram correndo.

“Adão, filho, algum problema?”

“Nenhum. Eu só queria que viessem.”

“O que foi?”

“Eu… vocês nunca me responderam direito. Porque eu? Porque de tantas pessoas, vocês quiseram me chamar de filho?”

Ficaram quietos por alguns minutos. Realmente, nunca responderam essa pergunta direito.

“Bem… por muito tempo, eramos só nos dois. Vivemos muito tempo curtindo a vida de casados. Festas, dinheiro para as férias, poucas discussões, aventuras, viagens, sexo…”

“Dam, pode para.”

“Desculpa, me empolguei. Voltado, depois de um tempo… essas coisas foram perdendo a graça. Sem nenhuma aventura em vista… viajar ficou muito repetitivo. Aventuras já tinha se tornado rotina e sexo virou moeda de troca.”

“DAM.”

“Que foi, é verdade.”

“Não precisa falar para o menino.”

“Que seja. De qualquer maneira, a vida perfeito e cheia de luxo e sem filhos… não tinha mais tanta graça. Foi mais ou menos nessa época que nossos amigos próximos começaram a ter filhos também… víamos as dificuldades… mas víamos eles felizes. Eram momentos tão únicos que… consideramos”

“Então… decidiram me adotar porque seus amigos estavam fazendo isso e não sexo?”

“Por ai.” Chisai assumiu a palavra. “A mãe do bolinho gostou da ideia, nos apoiou. Ficamos pensando… então, quem seria? Consultamos, o conselho tutelar, fizemos o procedimento… eventualmente fomos para o seu orfanato.”

“Eu me lembro daquele dia. Lembro do bolinho… lembro do cheiro dele.”

“Escolhemos você, porque de todas as crianças, de todas as pessoas… você nos despertou a atenção porque… queríamos você. Apenas olhamos para você e sabíamos que queríamos que você tivesse pais. Queríamos que esses fossem nós. Queríamos fazer você ter alguém, queríamos que tivesse futuro. Que saísse de lá, que seguisse nossos passos. Que, queríamos saber que tivemos um filho e que ele nos amou.”

Nesse ponto Chisai estava chorando. Até Dam estava supresso. Chisai realmente tinha aberto o coração. Adão e Dam estava meio parados. Adão felizmente soube o que fazer.

Ele girou um pouco a cadeira e de propósito, caiu de joelhos. Rastejou um pouco até Chisai para abraçá-lo.

“Gosto que sejam meus pais. São estranhos e meio atrapalhados… mas com vocês, me sinto bem. Até gosto de não poder andar, porque eu sei que quando estou no chão ou preciso me apoiar, em vez me dar as mãos, vocês têm me abraçar. E quando abraço vocês, posso sentir o cheiro… e quando eu estou sozinho na casa, eu sempre acho que estão aqui… porque o cheiro de vocês estar em todo lugar.”

Chisai escutou. Depois de 5 segundos, ele começou a chorar e o abraçou com mais força. Dam se juntou a ele. O três ficaram abraçados, sentindo aquele calor. Provavelmente só queriam que o sentimento durasse.

-//-

Estava chovendo. Adão estava sentado em cima do balcão. Dam estava fazendo um lanche para eles e Chisai foi pegar uma coisa. Parecia um pequeno pacote.

Dam terminou seus queijos quentes. Serviu para os rapazes.

“Não vou mentir Adão. Estávamos preocupados sobre o que sentia da gente.”

“Eu também. Estava meio confuso. Mas entendi que vocês realmente querem ser meus pais. E vi que amo vocês de verdade.”

“E seus problemas de escola? Fiquei sabendo que judiam de você.”

“Sim. Mas não é culpa de vocês. Se forem mesmo os meus pais, sei que vocês vão me ajudar.”

“Desculpa não podemos fazer nada.”

“Sei que querem, e que vão fazer. Me desculpem por estar sempre por baixo. É que…”

“Não fale mais nada” Chisai falou. “daremos um jeito na sua escola. Sobre sua reabilitação… deixamos isso depois. Sem assuntos sérios. Já que chove, porque não jogamos um jogo?”

“Jogo?”

“Amor, não acredito que encontrou isso. É o que nós costumávamos jogar na faculdade. É um jogo da memória de pontos.”

“Como?”

“Sabe o que é jogo da memória?”

“Não exatamente. Acho que tentaram jogar isso na recreação. Acredite, ninguém dá bola para recreação.”

“Acredito. Bem, jogo da memória é um jogo em que esses pares de cartas ficam espalhados virados para baixo. Tentamos encontrar os pares, quem faz mais pares, ganha. Nesse jogo, porém, as cartas têm pontos, e quem ganha mais pontos, ganha.”

Adão percebeu algo engraçado nas cartas, elas tinham números no verso. Ele achou estranho. Se a memória era importante, porque colocar números? Isso facilitava lembrar dos pares mais tarde.

“Então, não importa quantos pares eu faça, é só marcar mais pontos?”

“Sim, mas têm um porém. As cartas têm desafios. Prendas, perguntas… apenas se conseguir cumprir, você ganha os pontos.”

“E se eu não conseguir?”

“Ai o par e os pontos vão para o oponente, porém ele também têm que cumprir o desafio. E se ele não cumprir, volta, e por assim vai?”

“Mas se for assim um não vai sempre repassar para o outro?”

“Sim, é por isso que se você falhar ou se recursar a cumprir o desafio 2 vezes seguidas, você já perdeu.”

“Okay… acho que entendi…”

Tentaram usar aquele jogo antigo que tinham sobrando para distrai-lo daquele dia. Ele merecia isso. Talvez mais que isso.

O que não poderiam prever é que em questão de algumas rodadas, ele ganharia todas as partidas… supressos, eles tiveram de perguntar.

“Filho, como você faz isso?”

“Bem… é esquisito. Eu achava que tinha que fazer mais pontos, mas… é mais fácil ganhar se eu os fizer desistir ou perder por não conseguirem cumprir os desafios. Na verdade, é a única maneira.”

“Adão, isso é, isso é incrível. Você é realmente bom nesse jogo.”

“O senhor acha?”

“É claro. Sabe filho, quer uma coisa legal? Sabia que pode derrotar seu valentão assim?” Dam falou em tom de brincadeira.

“Como?”

“É filho.” Chisai falou. “Jogos são para se divertir, mas também são uma forma de derrotar quem nos faz mal. Uma forma muito limpa. Pode vencer e machucar mesmo sendo mais fraco, ou mesmo sem saber andar.”

“Uma forma de vencer qualquer um… mesmo sem pode andar…”

“Gostou da ideia, não foi?”

“Claro.”

“Mas não deixe isso subir a cabeça. Os jogos são poderosos, então use esse poder para o bem?”

“Bem?”

“Sim, uma coisa é boa ou ruim dependendo se você gostaria que fizesse aquilo com você. Se não gostaria, é porque é algo ruim.”

Adão ouviu o conselho dos seus pais. Não havia sentido em maltratar os outros porque ele detestava que o maltratassem. Mas ele gostava da forma como seus pais o tratavam, então aquilo devia ser bom.

Ser pai é prestar sua vida a serviço de outro, para que este outro, passe-se para frente as coisas boas que você acredita. Adão entendia o que ele deveria passar para frente. É claro, ele teria muita dificuldade, e teria muitos inimigos. Mas seus pais também lhe ensinaram a usar uma arma poderosa. Uma arma que permite vence e derrotar alguém, mesmo sem muito recurso. Uma forma de vencer uma luta, mesmo sem encostar na pessoa.

“Pais.”

“Sim querido?” Falaram em uni sono.

“Podem me deixar levar esse jogo amanhã para a escola?”


Notas Finais


O jogo que eles jogam no capítulo foi retirdo de uma outra séria. Só para consar mesmo, nem eu teria imaginação para elaborar um jogo. Até mais ver


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