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História Fluxo do Destino - Capítulo 10


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Notas do Autor


E aí leitores estrelinhas do site ✨ Bem, um fato sobre o capítulo é que resolvi transformá-lo em parte do desafio da Tag da escrita, desafiada dessa vez pela Harley_Quinn_J, não sei se é contra as regras, mas deixa só dessa vez, tudo bem? ^^
Boa leitura!

Capítulo 10 - Sonho que um dia foi realidade


-Você nunca vai me pegar!  

Corria atrás daquela voz conhecida por mim e cheia de alegria percorrendo pelo jardim cheio de vida aos fundos de casa. A minha frente só via a menor com os cabelos curtos e platinados correndo de mim enquanto eu imitava sons de monstro fingindo ser um bem malvado. O sol brilhava sobre nós duas em um dia quente de Verão. Perfeito para brincar e estar sob ele até o crepúsculo.  

-Vou pegar sim, Vee! Você não me escapa, sua baixinha. - Fiz uma careta brincalhona e ao mesmo tempo assustadora assumindo um papel de um monstro. Era mais uma de nossas brincadeiras onde interpretávamos heróis e vilões diversos como as milhares de histórias que ouvimos de papai de seus incríveis confrontos e atos heroicos.  

Verity de repente acaba tropeçando no chão devido por não estar prestando atenção no chão e caindo, ouvi seu choro enquanto andava com mais pressa até ela. Lágrimas minúsculas corriam dos seus olhos e me abraçou pedindo carinho enquanto eu afagava suas costas até que vi que tinha apenas ralado o joelho. A confortei dizendo que não foi nada e logo iria sarar enquanto tirava do bolso um curativo e depositava no arranhão. A mesma continuava chorando.  

Daí pensei numa ideia que podia animá-la. 

- Ora, parece que temos um rostinho triste e um sorriso para baixo, conheço alguém que pode te fazer ficar feliz de novo, Vee.  

Ela me olha confusa e os olhos marejados. Hora de pôr o plano de fazer aquele rostinho rir. 

- Conhece o Polvo das cócegas?  

- Não, quem é o Polvo das cócegas? - Me perguntou  

- O Polvo das cócegas é o animal que aparece para as crianças quando elas ficam tristes e o intuito de animá-las, e sabe o que ele faz? - Cutuco o nariz dela sorrindo – Ele usa seus oito tentáculos e quando menos espera, ele ataca com cócegas!  

Como um ataque surpresa que começo a agir atacando com meus dedos todos os pontos sensíveis da garotinha na maioria das vezes em sua cintura e na barriga a fazendo finalmente rir com bastante intensidade me deixando satisfeita com todo aquele momento de alegria que estávamos tendo entre nós duas.  

- Pare sua má! - Faço uma careta não parando o meu serviço - Polvo tem oito tentáculos e não dez!  

- Esse é especial e mágico, então deixa eu ver um sorrisinho?  

Ela seguia suas risadas no mesmo instante que prosseguia com minha missão heroica, digamos que parecia uma mistura de All Might e papai. Falando nele, o vejo observar de longe nossa brincadeira. O ouvia dar uma leve risada e logo atrás a figura de mamãe. Isso me fez parar com as cócegas em Vee e fomos até ambos, ela pulou para o colo dele o fazendo a pegá-la enquanto seguia atrás.  

- Papai, a Livith invocou o polvo das cócegas e não consigo parar de rir – Continuava a rir tateando as bochechas dele levemente.  

- É mesmo? Bem parece que ela lhe salvou da tristeza chata e do machucado feio em seu joelho.  

- Sim! Ela é minha heroína. - A mesma olha pra mim sorrindo completamente e retribuo na mesma. - Faz aquilo de novo com a água, por favor.  

Não recusaria essa proposta nem que ela tentasse mais vezes dar aquele sorriso mais angelical e fofo do mundo. Concordei e peguei uma quantidade de água vinda da fonte que tínhamos e concentrei com minha mente imaginando a forma que queria que toda aquela água tomasse forma. Aos poucos foi se levitando das minhas mãos e se moldando aos poucos até assumir a forma de uma pequena carpa que foi nadando pelo ar ao redor de todos nós. 

 Aprendi faz um pouco tempo de moldar animais pequenos apenas, ainda queria fazer de um animal maior, talvez um cavalo? Seria legal. Vee batia palmas dentre o espetáculo, adorava quando via minha irmãzinha sorrir, eu era de fato a heroína dela. Até que a carpa nadou em minha direção com uma velocidade máxima até atingir o meu rosto e me molhar por completo.  

(...) 

Foi como um mergulho no mar me fazendo acordar de fato daquilo tudo. Olhei ao meu redor e estava de volta no meu quarto escuro. Quatro da manhã dizia no relógio indicando que apenas me restara duas ou três horas de sono até o início das aulas. Aquilo tinha sido um sonho? Não...era uma lembrança que meu subconsciente desencadeou e me veio à tona enquanto dormia. Era mais que um sonho ou lembrança, foi um sonho que um dia já foi real. Seria mais uma noite que minhas lágrimas de saudades me fariam companhia, porém não sentia vontade de fazer isso. Sei que estaria grandinha demais pra fazer o que penso e segui para o quarto de papai. Queria dormir do lado dele para essa solidão passasse.  

Estava com o pé atrás quando coloquei os pés para fora da cama e esfregando os olhos por conta do sono, minha franja cobria parte deles quando estava super bagunçada. O quarto ficava ao lado do meu, já esperava que a porta estaria fechada e o espantaria saindo do mundo dos sonhos. Ele entenderia minha situação e iria com certeza até ele na esperança de que ele me ninasse. Coisa que fazia comigo e com Vee quando éramos crianças. Sua porta estava semiaberta e decido entrar evitando fazer qualquer tipo barulho.  

Mas foi tudo longe das minhas expectativas assim que entrei no cômodo, a cama se encontrava vazia e arrumada. Também não via em sua escrivaninha seus pertences que usava para ir ao trabalho. Por acaso ele tinha ido tão cedo assim? Isso aumentou mais minhas dúvidas, primeiro foi ontem e agora saí hoje de madrugada sem nem avisar a alguém. Tenho de me lembrar a perguntar para Ethan se ele sabe de alguma coisa sobre.   

Eu vejo em sua mesa sua coleção de reportagens falando sobre ele misturada de fotos de família e muitas lembranças vieram a mente: Eu via fotos de casamento, aniversários, viagens em família e algumas minhas usando minha individualidade. Cada momento registrado e inesquecível não só para ele, mas pra mim. Minha mente é como um álbum de fotos repleto de momentos que nem era possível de uma câmera fotográfica registrar.  

Não tinha reparado antes até que minha vista pousou em uma fotografia antiga na prateleira de cima escondida nos fundos atrás das demais, para ser mais exata, ela se encontrava deitada para baixo sem me revelar o conteúdo, o que me deixou com o ar de curiosa. Fico na ponta dos pés para alcançá-la e a consigo pegar e a primeira coisa que noto é o vidro rachado que protegia a foto, quanto ela em si, era uma foto de aparência antiga com meu pai e o que parecia acho que meus avós, mas  o que me chamou atenção mais do que o vidro rachado, foi de que ela se encontrava rasgada no lugar onde seria a cabeça da tal pessoa. Isso era estranho, quem seria a pessoa da foto e porque estava rasgada? 

O resto daquela noite foi resumida por pensamentos e mistérios em torno de papai.  Fiquei um bom tempo acordada observando aquela foto incompleta sem reparar no tempo passar, acabou que depois voltei para o meu quarto guardando a foto do jeito que ela estava antes de pegá-la e aproveito as horas de sono que me restavam antes do retorno das atividades escolares na U.A 

 

Alguma coisa me diz que tem um mistério, seria verdade ou coisa da minha cabeça?  

Era algo que não podia ignorar, mesmo correndo o risco de acabar lidando com uma maré inesperada. 


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui e até a próxima! ✨


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