História FNAF: Another Side - Capítulo 2


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Categorias Five Nights at Freddy's
Personagens Balloon Boy, Ballora, Bonnie Hand Puppet (Bonbon), Bonnie the Bunny, Charlotte "Charlie", Chica the Chicken, Circus Baby, Endoskeleton, Ennard, Foxy the Pirate, Freddy Fazbear, Fritz Smith, Funtime Foxy, Funtime Freddy, Golden Freddy, Jeremy Fitzgerald, Mangle, Marionette, Mike Schmidt, Minireena 1, Minireena 2, Nightmare, Nightmare Balloon Boy, Nightmare Bonnie, Nightmare Chica, Nightmare Foxy, Nightmare Freddy, Nightmare Mangle, Phone Guy, Plushtrap, Purple Guy, Sammy, Shadow Bonnie, Shadow Freddy, Springtrap, Toy Bonnie, Toy Chica, Toy Freddy
Visualizações 16
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - 02. Todos sangramos a mesma cor


◇◇◇


"Sid foi um rei do punk rock

Nancy foi uma rainha quebrada

Elas tinham uma vida tão glamurosa

Sid e Nancy tinham um problema"


RAMONES - Love Kills


◇◇◇


- Como assim? - Freddy se limitou a perguntar somente isso. Não queria parecer ainda mais estranho e mostrar toda sua curiosidade por um provável assassinato, queria parecer apenas preocupado com o rapaz.

- Ah... - Foxy mordeu o fino lábio inferior - Ela sumiu ano passado e nós... não achamos ela, é quase óbvio que está morta.

Freddy é, sem nenhuma modestia, um excelente leitor de expressões. Tanto tempo apenas observando e analisando as pessoas que via nas ruas, sem nenhum pingo de coragem para se comunicar com elas, tinha tido algum benefício. Se sentia uma pessoa horrível por estar fazendo alguém exibir uma ferida profunda apenas para saciar sua curiosidade, mas, ele sabia também que não conseguiria dormir a noite com os pensamentos paranóicos sobre o assunto. Ele sempre precisava ter certeza sobre tudo e seu bem estar estava sempre a frente dos outros, geralmente.

- Desculpe. Não devia ter feito você lembrar disso... -  Manteve a postura de preocupado. A raposa mantia o olhar distante, as pálpebras caídas, a postura torta e e as orelhas robóticas felpudas para baixo. Típico daqueles que estão tristes e não querem falar, seu corpo fala por si.

- Sem problemas. É só... Pode parecer idiota, mas eu acho que se eu tivesse feito algo a mais, ela não estaria morta. - Foxy continuou com passos lentos, mostrando com pouco entusiasmo o restante das salas, demorando um pouco na de música, contando sobre as aulas que ali aconteciam. Aquela sala era o seu lar.

Freddy durante todo esse tempo em que Foxy gastava sua saliva, raciocinava sobre aquelas informações. "Ela sumiu" era a frase com menos informações que ele já tinha ouvido e isso estava o matando por dentro. Como ela sumiu? Fugiu de casa? Foi sequestrada? O que aconteceu com Mangle?

Era algo estúpido, pois nunca havia conhecido a garota e não tinha nenhum sentimento por ela. Por que se preocupar? Por que pensar sobre um problema que não tem nada a ver consigo?

Bem, Freddy pensava demais, era um aspirante a investigação e um belíssimo desocupado - deveres de casa? Eram simples demais para o mesmo que tinha um QI tão admirável. Algumas pessoas cantavam, assistiam séries ou faziam outra coisa inútil envolvendo o lazer. Ele gostava de descobrir coisas. Esse era o seu futuro, ele seria um bom detetive. Esse talvez fosse o melhor exercício para se preparar, arriscado e com poucas informações, teria que ter cuidado com cada movimento mas ele queria.

O colégio não parecia ser tão ruim assim, afinal.

◇◇◇


O aspirante a detetive estava confuso e torcendo para que ninguém, ou melhor, as poucas líderes de torcida dando risadinhas dentro da enorme quadra de esportes na qual estava, percebesse isso - não gostava de más impressões sobre si vagando por aí.

Primeiro que suas suposições sobre o garoto ruivo estavam erradas, ele era gentil e humilde, ao contrário da aparência arrogante e maldosa. Quando aquela figura baixinha, de orelhas de coelho e cabelos violetas derrubou a raposa no chão em um abraço de urso - essa frase chegava a ser uma ofensa para Freddy, ursos não são amigáveis - ele se sentiu mais perdido que um cego no meio do tiroteio.

Aparentemente aquele era o namorado de gênero fluído de Foxy: Bonnie. Pensou com sigo mesmo sobre o que ele teria no meio das suas pernas, já que apenas por sua aparência era difícil descobrir. Tinha um corpo delicado e curvilíneo ao mesmo tempo que similar a de um garoto magro, o cabelo era curto e possuia uma tonalidade forte de roxo, seus olhos tinham as íris avermelhadas e os cílios longos. Os shorts de educação física eram colados, enquanto sua blusa era bastante larga. Seus pensamentos sobre isso eram estúpidos, por mais que fossem guiados por uma inocente curiosidade, tratou de apenas tentar cumprimenta-lo com um aceno de cabeça.

Mas desistiu, era babaca, estúpido e uma falta de respeito levar isso como uma questão importante. Mesmo que sua intenção não fosse a de ofender.

Ele sabia que se tocasse nas mãos alheias ia ter que correr para o banheiro para as lavar até que machucasse. Não poderia limpar suas mãos com álcool em gel na frente deles, sua doença mental era uma tortura - não queria que soubessem e detestaria ter que explicar - para si e não ia aguentar continuar o resto do "passeio" sabendo que alguém o tocou, suado ainda por cima, e que isso poderia desencadear em alguma doença.

Seu T.O.C era controlado, mas suas manias nunca o abandonavam por completo.

Quando olhou para Foxy e o garoto coelho, se afastando dos pensamentos, sentiu seu estômago revirar. Ambos se abraçavam e sorriam, mãos na cintura, mãos no rosto, na nuca e na boca. Poderia enxergar seus hormônios saindo de seus poros, ele gostaria de tocar alguém de forma tão romântica assim, mas não aguentava um aperto de mão, quem dirá um beijo? Os analisou discretamente, eles pareciam trocar as ideias em uma conversa telepatica que em poucos segundos se desfez, as bolhas de casal eram inquebráveis mas sensíveis aos olhares.

- Ãhn... Desculpa não ter prestado atenção em você antes, meu nome é Bonnie The Bunny e eu sou o jogador dos Lights. - Sua mão se erguia para cumprimentar o urso a sua frente, mas Foxy o segurou pela cintura com um sorriso digno de sua aparência, o fazendo parar no meio do caminho e encarar o parceiro com os olhos semicerrados.

- E como eu já te falei, meu namorado!

- Tem que parar de falar sobre nossa relação 'pra cada ser vivo, raposo, é meio constrangedor! Já tivemos essa conversa. - O garoto cruzou os braços, com uma cara genérica de quem está emburrado; biquinho e olhares para o chão. Chegava a ser fofo a vergonha alheia.

- Não tenho culpa, neném. - Ah, os apelidos humilhantes de casal. - As palavras saem sem eu perceber, minha mente só pensa em você. - Freddy chutou que rimas fossem uma piada interna dos dois, pois Bonnie desistiu de ficar emburrado para dar uma risada. Conclusão; não chegava a ser fofo, era fofo - e um pouco enjoativo.

- Melhore, neném. Mas e aí, gummybear, qual seu nome? - O "gummybear" decidiu que o apelido não deveria ter sido para ofender, respondeu-o de forma simples como fez com Foxy.

- Meu nome é Freddy. É um prazer conhecê-lo. - Balançou a cabeça sutilmente como um cumprimento.

- Deixe de ser seco, homem! Fiquei até com sede. Vamos tomar uma água e eu acompanho vocês até o fim do tour, Eddinho tem que saber algumas coisas sobre o nosso queridíssimo colégio. - The Bunny dizia as coisas com humor, uma espécie de sotaque próprio que deixava as coisas leves. Freddy decidiu os acompanhar mesmo sabendo o caminho para seu dormitório e armário. E novamente, a curiosidade o chamou.

- Que tipo de coisa eu deveria saber?

Foxy suspirou, andando na frente de ambos em direção à saída da quadra. Bonnie andou atrás dele, ao lado de Freddy, ele parecia ter perdido um pouco do humor, mas bem pouco.

- Do tipo vida ou morte!

◇◇◇


 Enquanto caminhavam pelos corredores, Bonnie contava alguns rumores sobre cada sala, até mesmo a do faxineiro e pelo sorriso malicioso de Foxy não dúvidava que os mesmos talvez também tivessem tido alguma história por ali. Seu estômago novamente revirava só de pensar; toques íntimos em lugares pouco higiênicos o deixava com náuseas. O interessante do passeio era ver os diversos alunos andando enquanto conversavam e tentar adivinhar sobre suas vidas. A forma como alguns mexiam em seus anéis de relacionamento com descaso, significando à provável falta de amor entre os envolvidos, os dedos que sofriam de terremotos por causa da abstinência, significando que adolescentes enchiam a cara até demais. Ele não tinha muito interesse por álcool, os efeitos colaterais o preocupavam e não gastaria seu dinheirinho com bebidas popularmente ditas como amargas para perder a consciência. Ele diria que Foxy e Bonnie bebiam socialmente, as sobrancelhas arqueadas e a malícia em seus atos e falas eram características típicas dos jovens que os professores mais temiam. Freddy lembrou de uma criança com os mesmos detalhes que morou em sua rua, ela tinha os fios ainda mais avermelhados do que Foxy e estava sempre brincando sozinha. Ele era bastante novo quando começou a observa-la, talvez tivesse uns cinco anos, e percebeu que algumas coisas tem que ser mantidas em segredo. O que não era o caso das coisas que Bonnie ainda não havia explicado; Que mistério de vida ou morte era aquele?

Quando pararam de caminhar e Freddy decorou alguns lugares importantes para mais tarde, o casal o guiou até um gramado onde eles sentaram em uma mesa juntamente de uma garota com os olhos azuis concentrados no livro em sua frente, porém o que mais destacava nela era seu cabelo similar a molas de tão encaracolados. Percebeu que se tratava de uma humanatronic galinha ao ver os lábios alaranjados e uma única pena amarela em cada dedo. Ela foi a primeira a falar, interrompendo o coelho que já tinha os lábios abertos.

- Eles te assustaram com alguma conversa sobre "vida ou morte", garoto? - Sua voz era aguda, doce e  agradável. Parecia uma garotinha falando mas a firmeza mostrava o contrário, percebia o quão forte a garota em sua frente poderia ser. Mesmo que usasse vestido com babados.

- Sim... Qual seu nome?

- Gosto da sua objetividade. Me chame de Chica. - Ela fechou o livro, o encarando com seus olhos grandes e atentos, sem expressão. - Tem transtorno obsessivo compulsivo? - O garoto arregalou os olhos. - Você está com as roupas sem um único amassado, o cabelo sem um único fio para cima e provavelmente controlando o nervosismo por ter desviado o caminho para andar sob a grama. Está suando frio. Prefere se limpar ou acha que consegue aguentar? Ou isso é apenas uma teoria falha minha?

O garoto resolveu que iria ao banheiro. Se levantou cuidadosamente do banco de madeira, a dupla predador e presa não pareciam impressionados com a galinha esperta e muito menos com sua doença revelada tão rapidamente. Não estava nervoso só pelas pequenas manias que o cercavam, não, isso os remédios controlavam. Ela estava o deixando assim, perguntas demais o deixava nervoso.

- Eu irei lavar minhas mãos, com licença. - Começou a caminhar e quando chegou ao corredor, contava os quadrados no piso, se auto repreendendo a cada sequência de cinco ladrilhos. Foco, ele precisava chegar ao maldito banheiro. Precisava lavar as mãos e responder a garota como alguém decidido, mesmo achando que não conseguiria. Ele não era covarde.

Quando finalmente encontrou um banheiro, percebeu que não havia uma cabine para homens e outra para mulheres e sim um único para os dois. Tratou de tentar lembrar alguma informação sobre isso no meio dos vários rumores que Bonnie havia contado, talvez tivesse algo a ver com um protesto sobre igualdade de gênero que ele havia se metido no meio. Respirou fundo e entrou, sem encostar na maçaneta - ela possuía mais bactérias do que mãos ou privadas -, encontrando uma garota estirada no chão.

Era parecida com a garota que o deixava suado, mas seu cabelo era liso e repicado, seu lábios alaranjados estavam secos e machucados, não usava vestido com babados e sim mini jeans rosa pink e uma blusinha. Ela havia acabado de chorar, seu rímel escorria pelas bochechas fortemente rosadas.

Freddy não sabia, mas tinha encontrado a famosa vadia do colégio. Que no exato momento, em seu estado frágil e desolado, estava sendo si mesma; alguém tão abusada quanto aqueles que abusou.

◇◇◇



Notas Finais


Espero que tenham gostado 💋♡


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