História Focinho de gato - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaemin, RenJun
Tags Jaemin, Nct Dream, Renjun, Renmin
Visualizações 100
Palavras 1.106
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


03:17 AM

 

 Com muito estresse envolvido, Na Jaemin largou os seus óculos sobre a bancada lotada por versos escritos em folhas amassadas – anteriormente pertencentes ao seu caderno de poesias. Tinha sido uma longa noite preso dentro do escritório, tentando encaixar as palavras jogadas para formar um texto com tanto sentimento quanto almejava.

 Na tela do minúsculo notebook, sobre a mesa, o relógio avisava o horário exorbitante. Eram quase quatro horas desde que se trancou dentro da sala abafada.

 Sentindo o cansaço bater à porta, Jaemin afastou a cadeira, espreguiçando-se, sentindo o quanto de dor custou o tempo que passou na mesma posição, sem postura alguma. O estômago embrulhou pela falta de comida, e, ao invés de procurar algo sólido para se alimentar, virou o restante do café gelado da caneca na boca – aquilo precisaria ser o suficiente até que a padaria mais próxima abrisse.

— Preciso de um tempo — afirmou em voz alta, massageando com força as têmporas, que latejavam. Essa era a forma mais óbvia que o seu corpo encontrou de alertá-lo de que estava passando dos limites.

 Ao abrir a porta do cômodo, deu de cara com o silêncio no apartamento pequeno. O único quarto era ocupado pelo seu humilde escritório, enquanto o sofá-cama da sala precisava abrigar dois rapazes e as suas longas noites de insônia.

 De onde estava, tinha visão da cozinha, na qual Huang Renjun estava distraído com alguns papéis, provavelmente preocupado com provas da faculdade. Já eram quase cinco meses desde que passaram a morar juntos por indicação de Lee Donghyuck, um colega em comum.

 Enquanto o amigo passava por dificuldades financeiras, Lee Donghyuck o prometeu que encontraria um colega de quarto quieto e compreensivo o suficiente. Mas, na verdade, para Jaemin, bastasse que o futuro companheiro pagasse o aluguel em dia.

— Oh, você está aí.

— Olá, hyung — sorriu, dando passos lentos enquanto mantinha as mãos nos bolsos da calça.

No primeiro momento, estranhou que Donghyuck conhecesse um híbrido, o que gerou um receio maior ainda sobre a condição de que morariam juntos. E sozinhos.

 Conforme Jaemin se aproximou da mesa, as orelhas felinas de Renjun moveram-se, atentas a cada movimentação.

— Estudando?

— É... Teste sobre ornitopatologia amanhã.

— “Amanhã”? Eu diria “em algumas horas”.

 A convivência de Jaemin com híbridos era limitada. Na cidade pequena em que cresceu, eram raras pessoas com esse diferencial genético, logo, foi complicado se acostumar com um cara de orelhas, rabo e manias felinas morando em sua casa.

— Sabe, ainda acho um tanto irônico. Um híbrido estudando medicina veterinária.

— Sabe... Ainda acho um pouco irônico. Um cara tão enxerido assim não ter um blog de fofocas na internet.

 Pelos de gato no ralo do banheiro, latas de atum no armário, um par de sapatos a mais ao lado da porta e, bem, uma pessoa extra dormindo em suas costas no sofá-cama. São detalhes como esses que Huang Renjun trouxera consigo.

Tsc — Jaemin balançou a cabeça negativamente e apoiou a mão esquerda na mesa, enquanto a destra foi parar no encosto da cadeira na qual Renjun estava sentado. Ele se inclinou, diminuindo a distância. — Tão abusado.

— Tão metido! — mexeu a pontinha do nariz, franzindo o cenho.

 E, apesar dos pesares, as coisas sempre fluíam muito bem entre os dois.

 Jaemin não se incomodava com pelos de gato, atum, sapatos ou algo quente buscando abrigo em seu corpo.

 Renjun não se incomodava com palavras abelhudas, bagunça, cheiro forte de café ou falta de espaço.

— Onde está o respeito? — a carinha fofa que Renjun fez motivou Jaemin a chegar mais perto, fazendo com que o meio-gatinho desmanchasse totalmente a sua pose de combate.

— Está... Está... Por que você mesmo não vai procurar por ele?

 Quando Donghyuck contou a Jaemin sobre o seu amigo híbrido, acabou se esquecendo de falar sobre um detalhe, no mínimo, divertido. Detalhe esse, que Jaemin foi obrigado a descobrir por conta própria, de uma maneira infeliz.

 Huang Renjun é um híbrido, entretanto, não apenas isso. Ele é um híbrido transmorfo.

 Oh, “o que é isso?”? Vocês descobrirão sozinhos, assim como nosso querido protagonista precisou.

— Que falta de educação comigo, gatinho... — o indicador de Jaemin vai parar no maxilar de Renjun, e ele o arrastou lentamente pela tez sensível do pescoço, chegando à gola da blusa, puxando-a de forma sutil.

 Era como se Renjun tivesse acabado de entrar em combustão... Estava quase suando!

— S-Se você não fosse tão chato... — desviou o olhar, mal percebendo o quanto sua respiração estava acelerada.

 O Na deu um sorriso travesso, movendo a cabeça para o lado. Maviosamente, soprou a pele alheia, que se arrepiou.

— Eu estou sendo chato?

— Eu... — sibilou, fazendo o outro rir soprado, satisfeito por vê-lo se encolher.

— Sua resposta provavelmente é não — deu de ombros, acabando com a distância entre os seus lábios e a tez de Renjun, deixando um selar molhado e caloroso sobre ela.

 Pela proximidade entre os corpos, o rabo do híbrido conseguiu alcançar a perna do humano, enrolando-se a ela de maneira ansiosa, deixando-o ávido.

 Jaemin se afastou, permitindo-os trocarem olhares; seus corpos se arrepiaram ao se depararem com o brilho sôfrego nos olhos um do outro. Era mais do que óbvio que se desejavam.

 Contudo, contrariando sua libido, o Na se inclinou e acabou com todas as expectativas do momento, deixando um beijo casto na testa de Renjun, que sentiu o coração apertar. O rosto do Huang instantaneamente foi tomado por um tom avermelhado.

 O humano deu uma risada baixa e se afastou, rumo à geladeira; seu estômago continuava sendo insistente em clamar por comida. Ao se voltar para a mesa, o que encontrou foi apenas um gato de quatro patas, corpo pequeno, pelagem castanha, duas orelhas e um rabo.

— Por que fez isso?! — a voz que saiu pela boca do animal era inegável; era Renjun.

— E quando é que eu consigo te beijar sem acabar dando de boca com o seu focinho de gato?!

— Eu sinto vergonha, não é minha culpa! — chiou, irritado, descendo da cadeira.

— Não fique assim — comentou, baixo. Ele se aproximou devagar para pegar o felino em seus braços, deixando uma carícia gostosa nas orelhas quentes. — Quanto tempo até você voltar ao normal?

— Até a minha vergonha passar...

— Então é melhor irmos deitar, isso vai demorar — negou com a cabeça, mas riu da situação cômica em que acabavam se encontrando todas as vezes que um clima a mais surgia.

 Era incontrolável para Renjun acabar voltando à forma de gato todas as vezes em que ficava animadinho demais, mas poxa! O que poderia fazer se o seu coração sempre respondia tão bem a Jaemin?!

 Estar apaixonado era um problema... Porém, estar apaixonado sendo híbrido transformo... Poxa vida, é um problemão!



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