História Fogo Vivo - A história não contada - Capítulo 7


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Henry Mills, Lacey (Belle), Lilith "Lily" Page, Malévola, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Violet, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Dragonqueen, Regalbeliever, Wickedbeauty, Wolfdragon
Visualizações 140
Palavras 2.066
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, FemmeSlash, Fluffy, Misticismo, Orange, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Porque às segundas escrevemos DragonQueen!

No capítulo de hoje, porém, peço licença a vocês da história principal que está sendo contada por aqui para levá-las aos meandros de outra, que se entrelaça a ela, e que eu amo, simplesmente.

Sim, este capítulo é sobre WolfDragon, Ruby e Lily.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Pela estrada afora e além


Fanfic / Fanfiction Fogo Vivo - A história não contada - Capítulo 7 - Pela estrada afora e além

Tinha saído de Storybrooke para buscar a si mesma e suprir um vazio que andava lhe corroendo o peito. Ruby sorri para o espelho, ao terminar de passar seu batom carmim, lembrando-se de suas aventuras em outros reinos e de terminar voltando para aquela cidade criada por Regina.

Mas se aprendera algo em sua jornada, era a não brigar com seus passos. E ali está ela, a neta de Granny, a filha de Anita, após aprender, indo tão longe, que o lar que tanto procurava, que sua casa é ela mesma. Uma mulher lobo de instintos muito aguçados prestes a sair para dançar e beber com Lilith Page. 

Outro sorriso. Em nenhuma de suas andanças se aproximou tão fácil de alguém. Ou desejou se aproximar. Queria não pensar naquilo, porém, sentia como se tivesse sido aguardada ali, pela outra morena. E, em silêncio, fazia uma prece para não estar errada.

Pronta, ela passa pelo quarto da avó e a encontra ressonando. Desce as escadas fazendo o mínimo de barulho, apesar de seus saltos, e ganha a seguir a noite fria da pequena cidade no interior do Maine. Não há muitas pessoas na rua àquela hora. E a morena de mechas vermelhas caminha despreocupada, recebe alguns cumprimentos enquanto percorre a pé o caminho até o Rabbit Hole.

De longe, sabe que Lily já está lá. Ainda antes de ver a morena encostada na parede lateral do bar, pode sentir o cheiro dela, uma mistura de sândalo com uma outra essência que não sabe nominar, algo místico, certamente, mas Ruby não conhece tão bem o universo dos dragões ao qual a outra pertence. Ainda.

Com um dos pés na parede, o outro no chão, meio acompanhando o ritmo da música que chega abafada ali fora, a filha de Maleficent sabe-se observada. E também sabe exatamente a quem pertence aquele par de olhos sobre si. Por isso, não modifica sua postura, embora encontre-se ansiosa por aquele sorriso que anda lhe enfeitando os dias desde que voltara a Storybrooke com sua mãe. Era como se tivesse buscado por ele a sua vida inteira. Ela morde o lábio inferior enquanto aguarda a aproximação de Ruby.

Vinha se perguntando por que não se conheceram antes até a voz de Mal lhe surgir na mente, quando treinavam sua magia em Moors, ensinando-lhe que havia tempo para tudo, inclusive para transbordar algo. E Ruby, que se aproxima com passos de modelo, tão linda que lhe tira do eixo, é alguém que a transborda pela simples mágica de existir.

- Oi! – a morena de mechas vermelhas no cabelo cumprimenta Lily e sorri.

- Hey! – a jovem dragão espelha o sorriso.

- Geralmente as pessoas esperam por outra no balcão do bar, aquecidas por uma bebida – implica a senhorita Luccas ao se colocar ao lado de Paige, também encostada à parede.

- Talvez porque elas tenham medo do escuro – dá de ombros – Ou de que a outra pessoa não chegue e fiquem sozinhas do lado de fora.

- Você não? – as duas se olham.

- Não tenho medo do escuro. Se faltar luz, posso acender fogo facilmente – brinca – E quem me convidou a vir foi você, então... não faria sentido que não viesse – elas se encaram.

- Justo – Ruby bate no ombro da outra com o seu, mais um carinho do que uma provocação. Ela se sente à vontade ao lado do espírito livre de Lily e é ótimo poder ser ela mesma perto de alguém sem precisar de muitas explicações.

Desde que se encontraram no parque da cidade em meio a suas corridas e, depois, no trabalho, a aproximação foi natural, apesar de suas naturezas um tanto distintas. O lobo de Ruby e o dragão de Lily se farejam, se estudam e estão aprendendo a se reconhecer não como inimigos, mas como... parceiros? Talvez incomum. Ou ainda improvável. Mas real.

- Vamos entrar ou a beleza da noite está mais atrativa do que a programação musical e a carta de bebidas? – convida Luccas.

- Vamos entrar! – apesar de estar se adaptando bem à cidade e de se sentir completa desde que encontrou sua mãe, Lily sente falta da agitação de Boston, das noitadas pelas ruas da cidade, passadas em claro através de copos de bebida e música alta. Embora, em nenhuma delas, tenha desfrutado de uma companhia que chegasse perto do que Ruby a fazia sentir.

Elas entram lado a lado na toca do coelho, rindo de algo que não compartilhariam com mais ninguém. Muitas cabeças se viraram para observá-las. O local estava cheio de seu público habitual: ex-cavaleiros negros da rainha, pessoas comuns que moravam nos vilarejos da Floresta encantada, homens e mulheres frustrados com seu passado, indiferentes com o presente e sem saber o que fazer com um futuro que teimava em chegar. Uma fauna e tanto!

Praticamente uma nativa entre eles, Ruby toma a mão de Lily e a faz passar direto pelo balcão onde havia três homens sentados munidos de seus copos de bebidas e um papo que elas não estavam a fim de ouvir.

- Mesa 17, Smee! – grita para o atendente do bar, ex-marujo de Hook, que apenas meneou a cabeça e fez sinal para que alguém fosse até lá atendê-las.

No espaço que ficava atrás da prateleira de bebidas, quase não havia ninguém, apenas três das muitas mesas estavam ocupadas por pessoas mais interessadas umas nas outras do que na bebida ou na música. A maioria do público do Rabbit Hole preferia o salão, livre de cadeiras, com mesas de sinuca, jogos e os fliperamas, além da pista de dança.

Para surpresa da neta de Granny, o próprio Jefferson, dono do local, foi atendê-las.

- Boa noite, senhoritas – ofereceu um meio sorriso.

- Wow! Acho que é a primeira vez que o encontro aqui trabalhando, senhor Hatter – comenta com certa desconfiança.

- Espero que não seja um problema – o chapeleiro se mostra espirituoso e cordial – Algumas coisas mudaram aqui na cidade em sua ausência, senhorita Luccas. Uma delas é esta – aponta para si mesmo.

- Boa mudança? – pergunta Lily, entrando na conversa.

- A senhorita Page ainda não deve saber, mas eu tenho uma filha, uma adolescente, que deseja sair de Storybrooke e ir para a faculdade – sorri ao falar de Grace – Meu papel, como pai, é tornar o sonho dela possível, não?

- Você fechou seu ateliê? – Ruby se interessa em perguntar.

- Não, continuo trabalhando lá, mas apenas em um turno do dia. O Rabbit Hole é a minha principal fonte de renda, decidi me dedicar verdadeiramente ao negócio e não passar as noites convertendo meu lucro em bebida – ele sorri – Mas aposto que não foi para saber das minhas finanças ou trabalho que as senhoritas vieram até aqui – elas concordam – Então, em que posso servi-las?

Elas se olham por um instante.

- Duas cervejas puro malte – pede Lily e Ruby concorda.

Quando Jefferson se afasta para buscar o pedido, Lilith se volta para sua companhia com a interrogação visível nos olhos.

- Ele é o chapeleiro, de Wonderland.

- Uau! Sei que já deveria ter me acostumado com isso, mas ainda me surpreendo, é... surreal?! – as duas sorriem – A propósito, tem mais perso... pessoas desse reino por aqui?

- Que eu saiba, apenas Jefferson e a filha, por quê?

- Ok, isso é bastante bobo, mas... – hesita em falar.

- Não é bobo, vamos... me conte! – Luccas a incentiva.

- Eu sempre quis conhecer Absolem. E o Gato de Cheshire – confessa – Eu sei, é idiota, você pode rir...

- Eu os conheci – Ruby a surpreende – Estive em Wonderland e os conheci – a atenção de Lily é toda dela – Absolem me fez perguntas que eu mesma não tinha coragem de fazer e foram aquelas respostas que simplesmente saltaram da minha boca que me fizeram voltar a Storybrooke.

Jefferson volta com as cervejas e traz também um aperitivo de frios e antepastos com uma cesta de torradas, nova entrada da casa. Serve as duas e se retira, mas não sem antes constatar que nunca vira Ruby ali numa companhia tão certa para ela.

- Não sei muito bem o que dizer... – confessa Page.

- Você é filha de Maleficent e se transforma em um dragão, apenas lembre-se disso!

- Oh, eu me lembro! Todos os dias quando acordo – sorri – E como foi com o Gato? – elas abrem as cervejas e bridam antes de beber.

- Acho que o surpreendi – conta – Ele me disse que não tinha topado com muitas pessoas em Wonderland que soubessem para onde ir. Então me guiou até a saída que me permitiu voltar para Storybrooke antes de desaparecer no ar.

- Por quanto tempo você ficou fora da cidade?

- Isso é difícil de responder – Ruby sorri – Há alguns reinos que contam o tempo diferente. Aqui, na cidade, se passaram quase dois anos.

- E por que você saiu daqui?

- Achei que deveria ir em busca de pessoas como eu. Antes de Maleficent e você chegarem, eu era a única metamorfa na cidade. E não entendia muito bem meus instintos e transformações, porque não fui criada em uma matilha. No passado, quando encontrei minha mãe foi... – a morena vira o rosto para não demonstrar sua dor, mas Lily busca sua mão em cima da mesa e a aquece, confortando-a.

- Eu sinto muito. Não precisa me falar aqui ou agora se isso machuca você. Posso esperar quando quiser e se quiser me contar... – entrelaça seus dedos aos de Ruby.

- Parece que alguém tem planos de ficar por perto – brinca a loba enquanto se refaz.

- Sim, tenho – é a vez de Ruby ser surpreendida – A menos que você não queira – elas se olham fixamente.

- É bom saber desses planos, senhorita Page – Luccas sorri de canto – Porque eu quero muito que você fique – estende sua outra mão para Lily e elas se tocam.

Há algo em seus olhares que se reconhece, como se, no fim, soubessem que a magia emana de uma única fonte primordial, apesar se manifestar em diferentes formas. Os totens que carregam dentro de cada uma também se tocam e se encantam mutuamente. O lobo se rejubila uivando para a noite e o dragão lança ao céu da alma sua chama. Ruby e Lily sorriem.

Após mais algumas cervejas, elas se misturam à fauna noturna do bar e vão até a pista de dança. Não ligam que olhem, que comentem, que falem. Ninguém ao redor realmente importa enquanto seus olhares estão conectados um no outro e seus sorrisos são pares. Dançam juntas, com passos que seguem o mesmo ritmo, se tocam de quando em vez sem se importar com o caminhar das horas.

Quando decidem ir embora, já passa das duas da madrugada. Pagam a conta e saem aos risos, abraçadas pela cintura. Assim que ganham a noite fria, porém, uma faísca acende nos olhos de Ruby e precisa de apenas um olhar para Lily compreendê-la.

Ao invés de seguir pelo caminho convencional, rumo ao centro da cidade, dá a volta no bar correndo e, assim que se aproxima da entrada para a floresta, transforma-se em seu lobo sob o olhar encantado da outra. Page estanca e deixa que Luccas corra. Fecha os olhos e desperta sua forma animal. Em segundos, um belo dragão negro com machas esverdeadas ganha os céus de Storybrooke, por cima da floresta. Seus ouvidos são capazes de captar com exatidão os uivos de Ruby, correndo logo abaixo. De quando em vez, Lily lança suas chamas, marcando para a outra o caminho de seu voo. Elas seguem assim até chegarem a uma enseada deserta, guardada pela vegetação.

Ao tocar a areia da praia com suas patas, Ruby desacelera e se senta a tempo de ver o pouso gracioso de Lily, que logo se aproxima dela. O dragão se abaixa e olha nos olhos do lobo até se ver refletido ali. No momento seguinte, seus focinhos se tocam, quente e frio, provocando-lhes um arrepio. As duas voltam a suas formas humanas e estão perto, irremediavelmente perto.

Lilith envolve a cintura de Ruby enquanto seus olhos se fecham e suas bocas se tocam, experimentando-se. Outro arrepio percorre seus corpos e elas estremecem enquanto suas línguas dançam juntas.

- Eu gosto dos seus planos, senhorita Page – Ruby sussurra com seus rostos ainda colados e respirações ofegantes.

- Eu gosto das suas surpresas, senhorita Luccas – Lily diz em meio a um sorriso e elas voltam a se beijar.


Notas Finais


Ah, ah, WolfDragon, eu confesso a vocês que tenho uma amor imenso por essa ideia!
Desde que Lily apareceu na série, pensei na possibilidade de vê-las juntas. Acho que elas têm tanto a compartilhar e tanto a oferecer uma a outra!

Peço a gentileza de me deixarem saber suas impressões, sentimentos, o que desejarem!
A música deste capítulo é "Woodwork", da banda oficial desta fanfic: Sleeping at Last!
https://www.youtube.com/watch?v=Moh0Snhh-nk


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