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História Folhas do outono. - Capítulo 5


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Notas do Autor


Desculpa não atualizar esses dias, aaa </3

Capítulo 5 - Algo além do silêncio.


Fanfic / Fanfiction Folhas do outono. - Capítulo 5 - Algo além do silêncio.


As cores vão sumindo sem a sua presença, estar sem você e estar morta, não há nenhuma diferença.


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Narrador POVs


Um belo dia, estava um pouco frio enquanto Lumine estava no Albergue de Hu-Tao, junto com Zhongli, Qiqi, a dona do albergue e seus funcionários. Lumine aceitou acompanhar Zhongli até lá, ele parecia ter coisas para resolver com a “cômica” Hu-Tao, e para não ter que ficar sozinho com ela, pediu que Lumine o acompanhasse, Qiqi perguntou se podia vir junto, ele concordou, a loira aceitou calmamente, Paimon iria ficar com Xiangling durante aquele tempo, então, não tinha porque negar.

— Agradeço de novo por vir, viajante. — Zhongli falou, terno como sempre.

— Não precisa agradecer, sei que seria difícil resolver seus assuntos — A loira respondeu com um sorriso gentil, Zhongli estava no balcão, esperando Hu Tao trazer alguma coisa, enquanto Lumine estava ao lado dele, segurando Qiqi no colo, decidiram ir pra cima do albergue e relaxar um pouco. Qiqi parecia feliz com a companhia da viajante.


— Qiqi queria perguntar uma coisa. — Sua fala era leve, como sempre, seu semblante calmo, Lumine acenou com um sim com a cabeça, tendo ouvido com atenção a aguardada pergunta.

— Lumine-chan.. Gosta um pouco do Xiao? — Ela a indagou, soando tão natural, e céus, Lumine não sabia oque responder, pensou um pouco, e respondeu calmamente.

— Xiao é um dos adeptus, e nós somos amigos, claro que gosto dele. — Falou, sorridente, mesmo que naquele momento sentisse uma dor ao afirmar que eram “amigos”. Amigos, apenas isso, não importava o quanto tentasse, suas chances seriam as mesmas, zero, ou nada.

— Qiqi, Lumine, vamos? — Antes que Qiqi pudesse falar algo, o Arconte apareceu nas escadas e se pronunciou, levava consigo um pequeno saco agora, Hu Tao parecia infeliz com a saída, entretanto, havia começado a chover, assim, com os quatro ficando presos ali, juntos.

— Nós não temos guarda-chuvas aqui, desculpe — Uma das funcionárias falava, com um tom um pouco deprimido. Zhongli suspirava cansado.


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Lumine POVs


— Me perdoe por isso, Lumine. — Ele falou, com seu semblante de sempre. 

— Não se preocupe, não tem problema — Dei de ombros, fazer oque, a chuva iria demorar para passar, então eu teria que ficar ali mesmo, me sentei no chão da escadaria, com Qiqi ao meu lado, nós começamos a brincar de pedra, papel e tesoura; E como ela era boa nisso! Me venceu em todas as vezes que jogamos. Seus olhos pareciam brilhar toda vez que ganhava. Sabe, as vezes eu olho para aqueles olhos e imagino oque ela não lembra de sua vida, afinal, Qiqi é uma zumbi, e ela não lembra de nada... Assim como eu.


Tudo que consigo pensar naquele momento era o sorriso de Aether e eu cair em seus braços em um abraço caloroso, a deusa desconhecida me tirou tudo, tirou o meu mundo, e Aether é meu mundo, meu lar.


Lembro-me do porque comecei essa jornada em Teyvat, o procurar, e cá estava, jogando pedra, papel e tesoura com uma garota. Eu não podia deixar com que eu perdesse meu objetivo no meio do caminho. Lar. Essa palavra ficou em minha mente, uma vez, Venti me disse que o meu lar era aonde alguém estivesse esperando e pensando em mim, e por isso, disse que Mondstadt era o meu lar, e que quando eu encontrasse a outra metade do meu lar, eu poderia voltar pra lá quando quisesse.


Ó bardo tosco, queria eu que fosse tão simples assim.


Sem eu nem notar, enquanto brincava com Qiqi, a tarde estava passando, senti um silêncio devastador, mesmo com a garotinha falando, era como se meus ouvidos não estivessem a ouvindo. Abri um sorriso ao notar a pequenina dormindo em meu colo, e ao abrir os olhos de meu leve cochilo, consigo enxergar Zhongli admirando a garotinha de cabelos roxos, eu sorri calmamente, a erguendo em meu colo cuidadosamente para não a acordar, e a entregando para Zhongli, a garotinha se ajeitava no colo do Arconte. 


Eles parecem uma família, é adorável. Me levantei calmamente, subindo até o topo do albergue, e indo até a varanda, ainda estava chovendo, mas as novas proteções de chuva que Hu Tao havia instalado na varanda funcionavam, então pude ficar por ali, observando silenciosamente a chuva caindo, cada gota de água. Ao ir pra varanda, logo lembrei-me do tal guardião Yaksha, sempre que eu o encontrava e trocávamos algumas palavras, era naquele local, mesmo com o pouco que falávamos, os silêncios com ele eram confortáveis, e somente em uma troca de olhares eu podia sentir oque o Yaksha sentia; nada mais, nada menos que dor. Seus olhos transpareciam dor, tão mortos e serenos, disfarçavam a dor de alguém que já lutou demais, e não tinha mais o direito de abdicar o posto. Escutei-me soltando um suspiro ao perceber que novamente pensava em Xiao, oras, eu devia parar com essa mania; mas não consigo evitar em imaginar como seria o ver sorrindo, me puxando para mais perto e... Em nome dos sete! Eu tenho aue parar com isso, senti minhas bochechas tomarem um tom rosado, e o sorriso do meu rosto ir sendo esquecido aos poucos, toquei meus próprios lábios, imaginando como seria ter os lábios deles nos meus.


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Xiao POVs


— Tsc.. Ridículo. — eu estava tentando não ficar na chuva, caminhando pelas árvores que serviam como um enorme guarda-chuva, odeio dias assim, jurava que não ia chover hoje, mas agora, estou longe do santuário e não quero me molhar para chegar até lá. Céus, a coisa mais perto que tem daqui é o albergue da Hu Tao, isso porque é só lá que eu consigo ficar em paz.


É, não tem jeito, vou o mais rapidamente possível para lá, e inicialmente vou para o meu canto de sempre, até que antes de realizar qualquer barulho, vejo Lumine tocando seus próprios lábios tão delicadamente. Espera. Ela havia beijado alguém? Alguém a beijou? Quem é era esse alguém? E por acaso estava no albergue? Apertei os punhos com o imaginar de ver a viajante nos braços de outra pessoa anão ser os meus.


Porque eu estou pensando nisso? Tsc. Tenho que parar de ter esses pensamentos relacionados a loira, a vida humana não é mais pra mim. Era oque eu pensava, enquanto saltava até a varanda, mais preocupado em sair da chuva naquele momento. Lumine para oque estava fazendo ao me ver, suas bochechas tomam uma tonalidade rosada; ela está envergonhada porque eu a vi? Eu a deixei desconfortável invadindo seu espaço assim? Não demonstrei nenhum receio em chegar ali, apenas sentei-me no chão e olhei a chuva cair, quieto, apenas com os olhos, era notável o pacto de silêncio que estávamos tendo. Ela se sentou ao meu lado, não muito distante.

— Quer que eu busque uma toalha pra você? — Lumine perguntou, provavelmente acabou de perceber que estou encharcado pela chuva, eu nego com a cabeça, e ela passa a olhar os próprios dedos, quieta. Esse silêncio era confortável, mas no fundo do meu âmago, eu queria cortar esse silêncio.


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Lumine POVs


Como ele chegou aqui? Ele percebeu oque eu estava fazendo? Aah! Que vergonha. Será que ele está me achando estranha? Será que acha que eu beijei alguém? Será que ele realmente se importa? Tantas perguntas, nenhuma resposta e só mais dúvidas, oque eu faria naquele momento? Exatamente, fazer como sempre, e ficar quieta. Ele me pega fitando ele as vezes, mas no fim, nós dois desviamos o olhar. 


No meio da chuva, eu acabei perdendo a atenção das gotas d’água caindo, e passei a fitar os olhos dele, um dourado profundo e vasto, podia ficar por horas olhando ele ali, era oque eu faria, se ele não passasse a me olhar também.


Os dois dourados se encontraram naquela guerra de sentimentos silenciosa, a cada segundo mais eu lutava para não deixar os sentimentos subirem a cabeça, ele teve suas bochechas levemente rosadas, ele ficou envergonhado? Porque? Eu fiz algo de errado? Não sabia as respostas, e não descobriria até me mover, e bem, não estava mais aguentando resistir a tentação, ele me fitava com serenidade, e tudo que eu podia fazer era olha-lo de longe com os olhos trêmulos? Eu instintivamente levo minha mão acima da dele, ele cede sua mão, fazendo com que agora eu delicadamente segurasse ela.


E eu? Bem, estava perdida naquele garoto, a única vez que pude o tocar nitidamente forá quando me salvou, “Tome cuidado, agora”, mal sabe ele o tanto que continha meus sentimentos naquele momento, e agora? Ele havia me cedido, talvez quisesse que eu fizesse algo a mais? Talvez estivesse com vergonha demais para me parar? Eu não fazia a menor ideia. Mas, a única coisa que pude pensar naquele momento, foi em seus lábios, que pareciam chamar os meus mesmo sem fazer nada. Ele finalmente toma posição, e entrelaça seus dedos aos meus, como se pedisse para que eu o fizesse, mesmo no silêncio, uma conversa acontecia, somente com aquela troca de olhares fixos, assim, me aproximei, tocando nossos lábios tão delicadamente, um beijo tão puro, algo como somente um selar de lábios, mesmo que meu desejo pedisse mais, e bem, ele aparentemente estava desejando o mesmo, pois acomodou seus lábios aos meus e com a mão livre, cuidadosamente acariciou minha bochecha. Como eu queria que isso durasse pra sempre.


Notas Finais


TvT


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