História Fone de Ouvido - Capítulo 2


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Palavras 916
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey!

Faz uma semana não é? Hihihi, já estava com saudades daqui!
Juro que me controlei muito para não voltar aqui antes do dia certo, eu queria muito ver as reações! Haha, esperem por mim!

A Fone é uma história que eu sempre quis fazer, e como estava imersa plotando em outras duas histórias que são longs, me demandava muito esforço, e eu quis fazer algo simples, que me relaxasse, e a vocês também. Eu não vi muitas histórias do gênero por aqui no spirit, por isso, quis tanto fazer!

Aigoo, sem mais delongas, vamos logo! Estou ansiosa >3<

Boa Leitura, e até lá em baixo!

Capítulo 2 - ;Dois. Você pode me ouvir, chamando seu nome?


Fanfic / Fanfiction Fone de Ouvido - Capítulo 2 - ;Dois. Você pode me ouvir, chamando seu nome?

Eu havia tomado uma decisão.

Eu iria lá, conversaria com ele, tomaria uma atitude.

Não que estivesse esperando uma resposta ou coisa parecida; não conhecia o Min ao final de contas. Mas era intrigante a maneira como ansiava ao chegar perto do loirinho. Ele não possuía uma expressão intimidadora, nem uma face carrancuda, mas serena e leve. Não diria puro, e sim, majestoso.

E meu tremor continuava a me avassalar, prender meu ar e queimar as maçãs do rosto. Não me faltavam estímulos para ir ao seu encontro, contudo apreciar de longe não me parecia tão má ideia.

— Hoseok, vamos, é sua vez! — suspirou impaciente meu amigo, me voltando para o mundo real. — Você passa tanto tempo olhando Yoongi que parece que até quer chamá-lo para jogar!

— Drible, há! — esganiçou um colega, dando de ombros pela jogada vencedora ao despejar suas cartas sob a mesa.

— Eu odeio você Hoseok! A culpa de termos perdido é sua! — sequer tentei me defender, apenas optando por ouvir sua bronca destinada a mim.  

— Quer pagar meu prêmio agora, ou quando passarmos em frente a sorveteria? — questionou o vencedor, ansioso para saborear seu milk-shake duplo.

E eu ainda continuava devaneando, admirando suas costas.

[...]

A quarta-feira havia passado mais rápido do que eu poderia imaginar.

Meus amigos tinham saído para comprar a sobremesa do vencedor do jogo, que ria insanamente, onde nos despedimos em acenos e sorrisos breves. Com toda certeza, nos veríamos mais tarde em algum jogo online bobo, acabando por virar a noite neste.

Do prédio do colégio, pude vê-los indo embora, alegres. A vida era fácil, simples e divertida, mas para mim, parecia incompleta. Cansado, suspirei, indo até o banheiro lavar o rosto. Abanei as mãos molhadas sobre a pia, fungando ao reparar na minha imagem sobre o espelho — mesmo que me enquadrasse como alguém normal, meus sorrisos nunca eram suficientes para agradar aos demais.

Eu era só mais um em meio tantos outros iguais a mim.

Por mais que tentasse, não conseguia me sobressair. Sim, eu sou alguém satisfeito, mas feliz era grande demais para me encaixar. E a sensação de completude, me era falha. Nem mesmo o maior dos esforços poderia compensar erros, e eu só era esforçado.

Um tanto deprimido, joguei a bolsa sobre as costas, tentando me contentar, ainda que estivesse descontente. Com um murmúrio em lábios, remoí a boca, prendendo a respiração ao ver Yoongi ir na mesma direção que a minha, estando de fones de ouvido e com o focinho enfurnado num livro grosso de bioquímica. Ansioso, pela primeira vez não hesitei nos passos nem suprimi minha vontade.

Tomei o caminho da saída da escola, dando passadas largas até estar ao seu lado. Moldei um sorriso inquestionável, que desta vez, era realmente era sincero. Eu me sentia bobo ao vê-lo, logo, estar ao seu lado, preenchia-me de calor.

— Yoongi! — chamei, ainda encarando seu semblante, dando passos corridos. — Ei, loirinho, espere por mim! — gritei mais uma vez, sem vê-lo se virar, provavelmente por estar ouvido música. — Oi, olá! — pedi, nervoso, encostando minha mão sob seu ombro.

Ele era visivelmente mais baixo, chegando até ser fofo encará-lo tão de perto. Ele puxou o fone branco, jogando-o para dentro da roupa ao fechar o livro de capa azul. Por algum motivo, eu tremia de forma nada agradável, e minha boca salivava de nervosismo. Para que o menor não percebesse, retirei a mão de seu ombro antes que o Min sentisse meu tremor.

— Oooi... Nós nunca nos falamos, meu nome é...

— Hoseok. Ahn, olá! — disse. Sua voz era calma e tranquila, assim como seu corpo e alma. Com uma aura pacífica, ele me acalmava, da maneira que eu nunca houvera imaginado.

— Você vai pelo mesmo caminho que eu, sempre. Vamos juntos dessa vez! — tentei, inseguro que ele não aceitasse.

Ele apenas meneou a cabeça, parecendo dar de ombros.

Um silêncio quase que acrílico domou-nos, até que o loiro colocasse de volta o fone de ouvido. Atravessamos o portão da escola, e, brincalhão, ele abria as pernas para tentar me acompanhar. Ele sorriu ao me ver observando-o, de certa forma, o menor me parecia grato. Dessa vez, sem furar os semáforos nem ser xingado pelos motoristas, eu estava constrangido ao sentar ao seu lado no ponto de ônibus.

Novamente, a curiosidade me tomou, e me aproximei dele, ficando ao seu lado. Yoongi retirou o celular do bolso, e pude perguntar o que é que ele fazia tanta questão de escutar.

— Qual seu gênero musical favorito? — questionei, tamborilando os dedos uns nos outros. — Eu gosto de música tradicional japonesa, músicas nacionais coreanas, alguns instrumentais que podem envolver dança, e rap, tanto estrangeiro como nacional. — sorri, sentindo algumas borboletinhas avassalarem meu estômago. — Estou falando demais, e você?

— Merda, eu não consegui fazer sua leitura labial. — riu, frustrado. Mistei o rosto, deixando uma expressão confusa a mostra. — Heh, achei que fosse perceber... — abaixou o rosto, me mirando em seguida.

— O quê?

— Eu sou surdo. — riu. — Eu não posso te ouvir. Fale mais devagar para que eu possa te entender. — bateu o indicador sobre o fone, onde meu coração congelou, assimilando o que ele havia acabado de dizer.

Assustado, observei-o por alguns momentos, piscando. Até que fizesse algum sentido, me levantei, hiperventilando. tenso e frenético, sentindo falta de ar ao correr de si, como uma criança corria do bicho papão. Sem olhar para trás, decidi ir para casa à pé, sem poder ter como reagir à sua deficiência.

O Min havia ficado para trás.

Dessa vez, consigo mirando minhas costas.

[...]

 

 


Notas Finais


AAAAAA, não briguem comigo!

Esse é o principal fato da história, aaaaa, eu quero muito saber o que vocês acharam, socorro! Eu nunca escrevi algo assim, somente tive um plot parecido, mas não voltado para o problema em si! Ai, estou nervosa, e claro, ANIMADA!
Me contem tudo, eu mal posso esperar!

Volto na semana que vem, sim? Para o capítulo final!

Vejo vocês logo logo!

Xoxo, Jinro~~


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