História Fools - Capítulo 2


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Akaashi Keiji, Bokuto Koutarou, Hajime Iwaizumi, Kenma Kozume, Tadashi Yamaguchi, Tetsurou Kuroo, Tooru Oikawa
Tags Abo, Akaashi, Bokuaka, Bokuto, Gay, Haikyuu, Iwaoi, Kuroken, Omegaverse, Tsukkiyama, Yaoi
Visualizações 137
Palavras 1.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorei um pouco (na realidade, demais), maaaas, tenho explicações: escola, cheia de trabalho e tudo isso aí. A criatividade também não ajudou muito na hora de escrever, que me deixou na mão.
Mas enfim, o capítulo tá aí, cheio de Fluffy, espero que gostem <3

Capítulo 2 - Capítulo 1


Os sentimentos no peito de Akaashi eram diferentes de tudo o que já havia sentido, mas ele sabia exatamente o que era. Queria rejeitar aquele sentimento, pois sabia como poderia se magoar com aquilo, não queria ser enganado.

Mas quando o sorriso daquele garoto que dissera se chamar Bokuto se abriu, não conseguiu se conter em corar mais.

— Oh... sim... obrigado. — O ômega tratou de dizer, tentando não gaguejar nem se enrolar.  Conseguia sentir com clareza o cheiro do maior, cheirava a canela, terra molhada e girassóis, era obviamente um alfa, mas tinha uma aura tão gentil e bondosa que nunca havia visto antes, além do cheiro ser muito mais simples do que do restante de alfas que já havia encontrado.

— Ahh, ficamos molhados demais, calma, não entra ainda. — Bokuto entrou na quadra, voltando poucos segundos depois com duas toalhas, uma para ele mesmo e outra para Keiji, que pegou e logo tratou de se secar. — Vem, entra.

Akaashi apenas assentiu e acompanhou o maior para dentro da quadra, com a chuva ainda caindo do lado de fora. A quadra estava bem iluminada e haviam outros membros do clube já dentro, além da manager do clube e o técnico. O ômega se apressou para ficar na fila dos calouros, para que os testes do time começassem.

O resto do time se apresentou, Bokuto se apresentando como capitão. Mesmo sendo do segundo ano, já era o melhor do time e merecia o título de capitão, mas Akaashi viu que ele tinha vários complexos e crises existenciais, se perguntando mentalmente como o time lidava com ele.

Todos os outros calouros do time eram betas, apenas com ele de exceção, sendo ômega. Estava querendo muito entrar no time. Era a única coisa que o livraria de querer morrer todos os dias de manhã, era a única coisa que o interessava. Ele precisava jogar, precisava participar, precisava se sentir parte do time.

Os testes começaram, haviam mais dois garotos para as vagas de levantador no time, mas Keiji não deixou ser abalado por isso e continuou com sua determinação para fazer parte daquele time. Ele conseguiria, sabia disso. Era a primeira vez que se deixava ser tão confiante assim, que tinha pelo menos um pingo de autoestima. Não prestou atenção em mais nada dos outros calouros e focou apenas no que precisava fazer. Seria o melhor. Ele queria ser o melhor para aquele time, apesar de ser um ômega. Não deixaria que seu segundo gênero interferisse na única coisa que o dava animação.

— Hey, hey, hey. — Escutou aquela voz que acelerou seu coração em segundos, se virando para ver Bokuto olhando para ele e sorrindo, com os cabelos ainda molhados. Akaashi estava amando ter aquela visão. — Sua vez... Hum... Você não disse seu nome.

— Ah, perdão. — O ômega se sentiu envergonhado, respirando fundo. — Akaashi Keiji.

— Que nome bonito. — Bokuto aumentou o sorriso, fazendo com que Keiji corasse um pouco, mas nada que não pudesse disfarçar. — Vamos fazer uma pequena partida, você tem que levantar para mim, tá bom? — O menor assentiu, acompanhando Koutarou para a quadra.

A partida começou e Akaashi estava focado em apenas fazer seu melhor. Levantaria aquelas bolas para Bokuto com toda a estratégia que podia, para fazer com que ganhassem. Era sua única chance. Faria parte do time, teria sua motivação de volta, e ficaria ao lado de Bokuto... *Não, não posso pensar nisso agora*, pensou ele. Precisava se concentrar.

Quando a bola veio em sua direção, viu Bokuto ir correndo até a rede.

— Akaaaashi! É minha! — Ele disse, fazendo as pernas de Keiji quase fraquejarem. Aquela voz era tão maravilhosa... Sorriu, levantando a bola para Bokuto, que a cortou com força e perfeição, marcando ponto. O mais novo se sentiu tão feliz com tão pouco, era incrível. — Isso aí, Akaashi! — Koutarou se virou para ele, com aquele sorriso que fazia o coração dele acelerar demais. E quando viu Bokuto vindo em sua direção, com os braços abertos, seu coração parou. Sua mente avisava: perigo. Queria se afastar por puro instinto, mas Bokuto foi mais rápido e o envolveu em um abraço apertado.

Akaashi não sabia como reagir. Estava preso entre aqueles braços musculosos, quentinhos. Queria se afastar inicialmente, afinal, não gostava de contato físico, principalmente quando era com alfas. Mas aquele abraço estava tão bom, tão acolhedor. Akaashi se permitiu sorrir, aproveitando aquele sentimento em seu peito. Era tão quente. Tão bom. Nunca havia se sentido assim, aproveitou aquele abraço enquanto pode.

Continuaram o jogo como antes, cada bola que levantava para Koutarou era acertada com precisão, deixava o ômega feliz. Em determinado momento, ao levantar a bola, chamou o nome de Bokuto e viu que ele se animou ainda mais ao ter o nome chamado. Sentiu-se envergonhado, mas mesmo assim fez o que precisava e lançou para o alfa, o vendo cortar com ainda mais força. Espantou-se com a força do maior, era surreal.

— Acabamos por aqui, Akaashi. Pode se sentar e descansar. — Bokuto sorriu para ele, colocando a mão em seu ombro. Akaashi não pode evitar ficar todo arrepiado com aquele toque quente. — Já já vamos decidir quem entra para o time, e olha, fica entre nós. — Se aproximou um pouco do rosto do ômega e sussurrou. — Se depender de mim, você entra. Foi ótimo.

Keiji se arrepiou novamente, aquela voz rouca tão perto de seu ouvido não o ajudou em nada em tirar os pensamentos que rondavam sua mente sobre o alfa. Apenas assentiu e sentou-se, subitamente nervoso. Queria que o que Bokuto havia dito se realizasse, queria tanto entrar naquele time.

Sua mente estava um turbilhão de pensamentos, deveria se concentrar no que o técnico do time dizia, mas mal conseguia escutar seus próprios pensamentos, eram muitos. Só voltou a realidade quando escutou seu nome ser dito pelo técnico, seguido pela voz rouca de Bokuto.

— Akaashi? Ei, Akaaaashi. — Bokuto se aproximou dele e agachou em sua frente, sorrindo. — Você está no time.

Não pode conter a felicidade, sorriu. O maior sorriso que talvez já tenha dado. Sentiu seu rosto esquentar com o olhar intenso de Bokuto sobre si, aquele sorriso brilhante que ele dava.

— Obrigado, Bokuto-san. — O menor disse, com total consciência de que sua voz normalmente monótona carregava felicidade. Bokuto apenas sorriu, levantou e bagunçou os cabelos de Akaashi, que ficou visivelmente confuso com o ato.

— Então, vamos anunciar quem mais entrou no time. — Ele disse, se afastando de Keiji e voltando para o lado do técnico. Akaashi não prestava atenção em mais nada. Finalmente teria seu divertimento, a única coisa que distraia sua mente, que afastava seus pensamentos ruins e que lhe dava um sorriso.

Apenas ficou quieto, sorrindo minimamente com sua conquista. Não escutou mais o que o técnico falava, estava em seu próprio mundinho. Quando falatório acabou, apenas levantou e ia saindo da quadra, quando viu que a chuva continuava. Suspirou pesadamente. Iria acabar pegando um resfriado daquele jeito.

— Quer uma carona? — Escutou a voz de Bokuto atrás de si e virou-se.

— Ah, não precisa, Bokuto-san. Obrigado.

— Nah, eu insisto. — O alfa sorriu, indo até Akaashi. — Então, vam- Puta merda, eu esqueci que vou andando também. — Bateu na própria cabeça, suspirando. Keiji achou engraçado, não podia evitar dar um sorrisinho. — Vou ficar te devendo uma carona, Akaashi. Mas posso te acompanhar até sua casa.

— Bom, não precisa mesmo.

— Mas eu quero, Akaaaaashi! — Koutarou fez uma carinha de cachorro que caiu da mudança e o ômega sentiu seu rosto esquentar. — Por favooooor!

— Está bem. — Conseguiu falar sem gaguejar, se virando para esconder o rubor em sua face. — Vamos.

— Akaaaaashi, você é o melhor! — O maior envolveu Akaashi em um abraço apertado, que o fez ficar imóvel. Aquele abraço era tão bom. Bokuto o soltou do abraço, indo na frente animadamente. Akaashi teve que ficar parado por um tempo, processando tudo aquilo. Logo depois, seguiu o alfa.

Foi guiando o caminho até sua casa, era bom ter a companhia do maior ao seu lado, era reconfortante. Ficaram em silêncio por um tempo, mas não era um silêncio constrangedor, era um silêncio calmo.

— Ei, Akaashi. Você é ômega, né? — A voz de Koutarou quebrou o silêncio.

— Ah, sim. — Falar de seu segundo gênero não era um problema para ele, o problema era com quem ele falava sobre seu segundo gênero. Com Bokuto, se sentiu a vontade para falar daquilo com naturalidade. — Por que?

— Você tem um cheirinho bom de menta. — Disse, inalando o ar fortemente. — É bom.

— Ah. — Keiji se resumiu em falar apenas isso, envergonhado. Sentia seu rosto esquentar, aquela reação estava acontecendo demais em um dia quando nunca havia acontecido com ele. Era estranho, diferente.

— Eu sou alfa, sabia? — Interrompeu o silêncio novamente, soando feliz.

— Sim.

— Eh? Como sabia? Você é vidente? — Bokuto parou e olhou para o rosto do ômega com visível admiração, os olhos dourados brilhando. — Isso é incrível, Akaashi!

Keiji não sabia que reação ter naquele momento. Aquele alfa o dava tantas emoções ao mesmo tempo. Achava-o lindo, mas tão fofo ao mesmo tempo. Forte, mas tão bobinho. Eram tantas mudanças para uma pessoa só, mal conseguia descrever. Se lhe pedissem para descreve-lo em apenas uma palavra seria: diferente.

— Chegamos. — Akaashi disse, avistando sua casa de longe. Era uma pena ter que se separar de Bokuto; a companhia do alfa era com certeza a melhor companhia que já havia tido em toda sua vida.

— Ahh, mas já? — O maior suspirou, dizendo o que a mente de Akaashi dizia para si. Ele olhou para Keiji, dando seu maior sorriso e mais brilhante. Era demais para o coração do ômega. — Então, a gente se vê amanhã! Descansa, entendeu? Você é o meu levantador, então tem que estar 100% bem! — Dizia se afastando, ainda sorrindo.

— Ok, Bokuto-san.

— Eu quero que você levante mais bolas para mim amanhã, tá?! — Olhou para o relógio em seu pulso. — Porra, eu 'tô atrasado e minha mãe vai me matar! Tchau, Akaaaaashi! — E saiu correndo.

Akaashi não pode evitar sorrir. Foi para sua casa, entrando e sabendo que sua tia não estava, chegava apenas de noite depois de um longo dia de trabalho no hospital. Normalmente, Akaashi iria comer algo e estudar, mas seu coração estava a mil, assim como sua mente.

Foi para seu quarto, trocou de roupa e se jogou em sua cama. Colocou a mão em seu peito, seu coração batia rápido demais. Era tão diferente e tão bom. Parecia uma adolescente apaixonada, isso não podia negar. Mas isso não era de todo mal.

Keiji enfiou o rosto em seu travesseiro, se permitindo sorrir mais uma vez naquele dia. 


Notas Finais


É isso, vou tentar não demorar pra postar capítulos nessa e nas outras fanfics, Mas ainda tô cheia de trabalho e com falta de criatividade.
Se gostaram, comentem porque eu gosto :3

Beijinhos com açúcar :3


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