História Fools - Capítulo 26


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Categorias Capitão América, Demolidor (Daredevil), Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Jessica Jones, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton (Gavião Arqueiro), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Howard Stark, Jessica Jones (Safira), Maria Hill, Matt Murdock (Daredevil), Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Steve Rogers
Tags Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem De Ferro, Vingadores
Visualizações 26
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores!
Não vou enrolar, boa leitura.

Capítulo 26 - Born Talent for Destruction


Fanfic / Fanfiction Fools - Capítulo 26 - Born Talent for Destruction

8 de julho de 2016 – sexta-feira.

Base da SHIELD – Cidade de Nova York, NY.

O movimento era intenso nos corredores, com agentes e técnicos andando de um lado ao outro. Haviam separado as equipes ainda na noite anterior, mas precisavam da autorização do diretor para utilizar os quinjets. Para a sua sorte, só precisavam de dois, uma vez que possuíam duas equipes com Vingadores e Tony era um homem bem generoso com seus companheiros e com sua filha, apesar de não fazer a mínima ideia do que fariam. Na verdade, também tinha certo receio de perguntar. Para facilitar, os quatro jatos já estavam posicionados no hangar, mas nem todos haviam chegado ainda.

Na tentativa de não levantar suspeitas, um Gurkha saiu no início da manhã com alguns uniformes de elite, assim Wade e Neena poderiam entrar na base tranquilamente. Um dos quinjets aguardaria por Jessica e seus amigos na Torre dos Vingadores. Quando o veículo se aproximou do hangar, Samantha estacionou em frente a Claire, que os aguardava com um tablet em mãos.

– Vão na frente – ela pediu aos companheiros, enquanto tirava seu capacete.

– Fury me disse para ficar de olho em vocês na sala de reuniões, Candice já deve estar chegando com a Arwen e eu procurei o que sobrenome que você me mandou ontem – começou seu pequeno relatório, entregando o tablet para a morena. – Eu não encontrei nada específico, mas, pelo resumo que você deu, encontrei algumas iniciais que parecem se encaixar, tanto “M”, quanto “K”. – Notou-a soltar um longo suspiro.

– Já quis muito estar errada sobre alguém? – perguntou e olhou para a ruiva.

– Você sabe que sim.

– Verdade, eu sei, e é uma merda. – Sorriu de lado, lhe estendendo o tablet e as chaves do veículo. – Guarda pra mim? – Claire lançou-lhe um olhar sério, como quem diz “não”, mas riu quando a outra deu um beijo em seu rosto e seguiu para o jato. – Obrigada, você é a melhor!

– Eu também te amo! – a Williams implicou. Samantha se virou, sem interromper seu caminho, e soltou um beijo no ar com um sorriso no rosto.

Assim que entrou no jato, a Stark se sentou em uma das poltronas do compartimento traseiro para aguardar a decolagem, no entanto, notou uma anomalia numerosa em seu reforço. Cruzou os braços e encarou os três jovens sentados à sua frente.

– O que estão fazendo aqui?

– O que acha que estamos fazendo aqui? – Pietro rebateu, apertando seu cinto.

– Estamos indo para nossa primeira missão de campo extraoficial – Wanda completou.

– Como souberam? – Os três apontaram para Barney, que estendeu a mão em rendição.

– Não olhe para mim, eu estava só falando com o John, eles que escutaram e se voluntariaram – defendeu-se. – E não se preocupe, Fury sabe que estão conosco e concordou com a história.

– Você também concordou, Sarah? – Observou a mais nova que, até o momento, era a que permanecia quieta. Ela deu de ombros, deixando a Stark um pouco apreensiva.

– Eu acho que não vai fazer mal usar meus poderes ao menos uma vez antes de me livrar deles – murmurou, erguendo um olhar otimista, acompanhado de um pequeno sorriso.

– Cuidado, pode mudar de ideia sobre eles. – Sorriu, notando sua expressão pensativa. – Bem, espero que estejam prontas para a ação, crianças, porque a coisa vai ser feia.

– Esse é o seu discurso de primeira missão para os novatos, Sammy? Muito animador – Barney a repreendeu, fazendo-a rir.

– Sabe que o dela foi pior, irmãozinho. – Clint sorriu. – E não venha dizer que não se lembra.

– Na verdade, eu lembro muito bem e foi um discurso muito inspirador!

– Realmente, muito inspirador, “segurem a arma direito e não levem um tiro no traseiro”, sábias palavras, repito-as para mim mesma todos os dias na frente do espelho – Sam zombou, causando um riso coletivo.

– Você levou um tiro no traseiro naquele dia? – O Barton mais novo cruzou os braços.

– Não, mas não graças a você e sim graças ao meu “talento nato para destruição”, como você mesmo disse. – Deu de ombros, assumindo a vitória do diálogo ao vê-lo coçar a cabeça. – Foi o que imaginei. – Sorriu.

 

 

Após algumas horas de viagem, todos já estavam confortáveis o suficiente para caminhar pela aeronave. O horário combinado entre as equipes para o ataque simultâneo se aproximava. Algumas já estavam fazendo reconhecimento dos locais, mas duas ainda se aproximavam, então, faziam o reconhecimento com os equipamentos disponíveis.

– Equipes na tela – Clint avisou a Samantha, que observava os drones de vigilância, mas logo seguiu até ficar ao seu lado. Os rostos de seus amigos pareciam atentos e apreensivos. Talvez fosse o momento para o discurso inspirador, como Barney havia feito há quase quatro anos, mas ela não fazia ideia do que dizer. Apoiou suas mãos na mesa touchscreen à sua frente e apertou a borda levemente, renovando o ar em seus pulmões.

– Eu sei que alguns de vocês acabaram caindo de paraquedas nessa confusão toda e não fazem a mínima ideia do que estão prestes a enfrentar – começou, olhando rapidamente para a equipe dos Defensores num dos cantos superiores da tela. – Há quase um mês atrás, eu ainda estava numa base secreta de uma organização que ainda não faço ideia de quem são. Eles mantinham diversos prisioneiros, que usavam como cobaias em diferentes tipos de experimentos. A história é longa e a lista de nomes a serem cortados é maior ainda, mas agradeço por terem vindo. – Viu-os assentir e prosseguiu. – Nosso objetivo é o mesmo: entramos, explodimos o que pudermos, salvamos o que e quem acharmos necessário. Sem distrações. Todas as informações e comandos estarão disponíveis em seus dispositivos. – Ergueu o braço esquerdo, indicando uma tela, do tamanho de um celular, presa à luva. – Só para lembrar, precisamos entrar todos na mesma hora para não terem chance de revidar. Estarão esperando um ataque, não quatro. Boa sorte, amigos. – Encerrou a conferência ao pressionar um botão no canto da mesa. Virou para sua equipe e cruzou os braços enquanto os arquivos tomavam conta da tela. – O que faremos?

– Bem… – começou Wade, puxando uma cartolina presa no apoio de suas katanas, e estendeu sobre a mesa. Desenhos de giz de cera ilustravam a região, assim como o mapa, porém, de maneira mais cartoonizada. – Nós podemos pular de paraquedas aqui, correr até aqui, aguardar por aqui, neutralizar os guardas por aqui e entrar por aqui – disse conforme traçava seu giz vermelho pela cartolina branca. A equipe se entreolhou antes de voltar a encarar o mercenário tagarela.

– Todos entenderam? – Samantha perguntou, vendo-os assentir.

– Não tenho nada contra. – Clint deu de ombros, analisando o esquema. – Pode dar certo.

– Mas é claro que vai dar certo, nós temos a pessoa mais sortuda do mundo conosco! – Wade apontou para Domino. – Acreditem, ela faz parecer que é mesmo um superpoder – ele sussurrou de forma alta para que pudessem ouvir, mas pôs a mão em frente à boca para que a companheira não visse o que dizia. – Mudando de assunto, posso fazer uma pergunta? – Atraiu a atenção de todos para si, fazendo Samantha assentir. – Por que Nevada?

– A Área 51 não é coisa do governo – explicou. – Eles têm tanto medo disso quanto a população.

– E por que ficamos com a Rússia?

– Sabe que são duas perguntas, não é? – ela interveio, mas ele não pareceu se importar, fazendo-a respirar fundo. – Eu não sei, eu queria muito matar um russo hoje – murmurou. – Espero que ele não se importe.

– Espero que ele não leve para o lado pessoal. – Barney riu.

– Quem é “ele”? – o mercenário voltou a questionar.

– Você faz perguntas demais – a morena o repreendeu. – Preparem-se, descemos em cinco minutos – avisou, abrindo o compartimento de armas. Entregou as habituais escolhas de Barney ao amigo e se voltou para os jovens. – Sabem atirar?

– Não precisamos – os gêmeos responderam juntos, fazendo seu olhar cair sobre Sarah.

– Uma arma de choque conta?

– Bem, você vai precisar ter um pouco mais de firmeza nas mãos, porque essas coisas tem um coice muito mais forte, mas, sim, conta. – Sorriu e pegou uma pistola, caminhou até a moça e se ajoelhou de frente para ela. – Carregador. – Pressionou o pequeno botão um pouco abaixo do gatilho, que soltou o cartucho, mostrando que estava carregando antes de pôr de volta. – Ferrolho. – Pressionou um botão acima do gatilho, que soltou a parte de cima da pistola, fazendo a bala que estava na agulha pular, esta que Samantha pegou no ar. – Aqui você trava ou destrava o gatilho – explicou assim que seu dedo passou sobre uma pequena alavanca. – E o gatilho você já conhece. – Girou a arma na palma da mão, deixando o cabo na direção da mais nova. – Te ensino a desmontar quando tivermos um pouco mais de tempo. – Viu-a assentir e pegar a arma, mas a Stark cobriu as mãos dela com as suas. – Se não se sentir pronta para usar, não tem problema, fale conosco, estaremos sempre com você, ok? – Ela assentiu novamente. Sam deu um beijo em sua testa e se levantou.

– Não se preocupe, vamos cuidar de você – Pietro garantiu.

Notaram os ombros da mais nova relaxarem, assim como sua expressão. Era uma responsabilidade enorme levarem-na para o campo de batalha sem treinamento, mas era o melhor que conseguiriam fazer por ela em tão pouco tempo.

– Está pronta? – A Stark ouviu uma voz cautelosa lhe perguntar ao parar de frente para o arsenal novamente. Ela encarava as armas como se esperasse algum tipo de sinal, mas tudo o que recebia era silêncio. Respirou profundamente e assentiu, pegando um rifle de assalto após prender uma pistola em sua perna direita. Virou-se para o homem e notou os olhos de Barney sobre si.

– Não saia de perto deles – pediu.

– Não vou – o loiro garantiu e pôs a mão no ombro de sua amiga, apertando em conforto. Sabia o tamanho da pressão pairando sobre suas cabeças no momento e, apesar de não demonstrarem, os dois estavam apreensivos com a situação.

Chegando à zona de pulo – o piloto avisou pelos alto-falantes.

Antes que começassem a se posicionar, Wade parou em frente à comporta traseira.

– Bom, mis amigos, eu também gostaria de dizer algumas palavras...

– Wade – Clint o chamou.

– Mas que droga, vocês podem fazer um discurso e eu não? Espera só um pouco. – Ele pigarreou, se recompondo. – Eu agradeço por terem se lembrado de nós para essa importante missão e...

– Wade! – chamaram-no novamente.

– Calma! – gritou em sua defesa. – Eu só queria dizer que, hoje, vocês são membros honorários da X-Force. – O mercenário fez o símbolo de um “X” com os braços antes que a porta terminasse de se abrir e o borrão vermelho fosse sugado violentamente para fora da aeronave.

Sam passou a mão no rosto antes de ativar seu capacete e correr ao auxílio do Deadpool, sendo prontamente seguida por seus companheiros. O visor do capacete não demorou a encontrá-lo em meio ao céu escuro, mas, mesmo que ainda de longe, ela conseguia ouvi-lo gritar.

– Mas que merda, Wade! – praguejou, porém, duvidava muito que ele escutasse algo além do próprio desespero. Seu toque no ombro dele só piorou as coisas, pois ele tentou agarrá-la, mas ela lhe deu um soco para que se aquietasse. Ele pareceu um tanto atordoado, mas voltou a si quando sentiu o solavanco causado por seu paraquedas. Olhou para cima e viu seus amigos não muito distantes. O resto da queda foi tranquila, com nada além do vento lhes direcionando e das luzes da base lhe guiando.

Um longo suspiro de frustração escapou pelos lábios de Wade assim que seu paraquedas ficou preso no galho de uma árvore que deveria lhes dar cobertura na aterrissagem. Debateu-se conforme tentava se soltar, mas seu esforço foi em vão. Puxou a faca em sua bota e começou a cortar uma das cordas. Ao chegar à metade, ouviu um assobio e olhou para baixo. Samantha sinalizou uma pequena corda vermelha próxima ao ombro. Wade deu um tapa na própria testa e puxou a corda, tendo uma aterrissagem não tão graciosa quanto gostaria.

– Eu estou bem! – garantiu com a voz abafada pela máscara, que encarava a terra.

– É, nós notamos. – O tom de Samantha era um pouco zombeteiro, mas ela lhe estendeu a mão assim que parou ao lado do mercenário, contendo seu riso, mas ainda portando uma expressão descontraída.

– Obrigado, querida – agradeceu, aceitando a mão da morena, que o puxou. O mercenário se desequilibrou, mas conseguiu permanecer de pé. – Vamos em frente, porque atrás vem gente! – bradou ao tirar a katana das costas e erguê-la para o caminho à sua frente, iniciando sua caminhada.

– Wade. – Ele parou assim que ouviu seu nome e olhou para trás, vendo Barney apontar para a direção oposta à qual ele seguia.

– Eu sabia, só estava testando vocês. – Deu meia volta ainda com a katana erguida e passou pelos companheiros. O Barton mais novo olhou para sua amiga, que apenas coçou a testa e respirou fundo antes de segui-lo.


Notas Finais


Então, sei que já faz um tempinho, mas eu ainda estou lutando contra minha falta de inspiração e vontade de escrever. Ideias não me faltam, o problema é só escrevê-las mesmo. Não vou tomar muito mais do tempo de vocês.
Obrigada a quem leu até aqui e a quem não me abandonou <3
Um grande beijo da tia May, até a próxima xx


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