História Fools (one shot) - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin
Tags Drama, Namoro, Romance, Termino
Visualizações 38
Palavras 3.152
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura amores❤

Capítulo 1 - As peças que o destino prega


Fanfic / Fanfiction Fools (one shot) - Capítulo 1 - As peças que o destino prega


Min Jung abriu seus olhos, deixando que o peso de mais uma noite mal dormida se instalasse em seu organismo. Ela não havia notado que tinha se acostumado tanto com a presença do ruivo até que sua ausência tivesse se tornado algo real.

Uma possibilidade que meses antes parecia tão distante mas naquele momento parecia rir de sua situação.

Já haviam se passado duas semanas desde que o mundo da morena houvesse virado de cabeça para baixo e a deixado sem chão.

-Nós não podemos fazer isso, Jung.- O ruivo disse, deixando a garota totalmente estática.- Eu não aguento mais.

-Do que você está falando, Jimin?- A morena perguntou com lágrimas nos olhos.

-O que nós nos tornamos?- Ele perguntou.- Nós éramos tão felizes, Min. Agora olha só para nós. Briga atrás de briga, não passamos um dia sequer sem discutir. Eu não aguento mais. Isso está fazendo mal para nós dois.

O ruivo passou a mão pelos cabelos enquanto Min Jung chorava silenciosamente.

-Você vai simplesmente desistir?

-Eu tentei até o último segundo, mas não dá mais.

As lágrimas percorriam seu caminho silenciosamente pelo rosto da morena enquanto lembranças daquele dia desastroso a invadiam.

Min Jung tentava dizer a si mesma para não pensar muito naquilo, mas como podia simplesmente esquecer depois de passar três anos com alguém que parecia ser o amor de sua vida?

A resposta era simples, não podia. E aquilo doía.

Doía não só por ter perdido uma parte tão importante de seu coração, mas também pela culpa de não ter tentado impedí-lo de ir.

A morena se levantou de sua cama tão convidativa, decidida a não deixar que aquilo a consumisse.

Seu coração estava partido? Sim, mas ela não podia deixar que sua vida fosse por água abaixo por causa disso. Por mais difícil que fosse, ela precisava seguir em frente.

Ou pelo menos tentar.

Jung vestiu a primeira roupa que apareceu em sua frente e saiu de seu pequeno apartamento rapidamente, não se permitindo afundar ainda mais naquela melancolia.

Ela tinha uma vida, e não ia deixar de vivê-la por causa de Park Jimin.

Ler sempre fora o passatempo preferido de Min Jung, então a biblioteca da cidade foi o primeiro lugar onde a morena pensou em ir.

Assim que chegou, procurou algo interessante por entre as inúmeras fileiras de estantes recheadas dos mais variados livros. A morena não pôde evitar que seus pés a levassem até a sessão de romances e que suas mãos pescassem de lá um volume potencialmente açucarado.

Jung achou uma mesa vazia e ficou por lá, começando a folhear o livro que escolhera.

Por volta de meia hora depois, alguém passou ao seu lado chamando sua atenção. Várias pessoas haviam passado perto da morena, mas algo em relação a aquela em particular atraiu seu olhar.

O universo só podia estar lhe pregando uma peça.

Os cabelos ruivos foram a primeira coisa que Min Jung viu, mas ela não precisava de mais nada para saber que aquele se tratava de Park Jimin.

Era cedo demais. Recente demais. Min Jung ainda não estava pronta para vê-lo. Era como cutucar uma ferida ainda aberta. Doía muito.

A morena paralisou ao vê-lo conversar calmamente com uma mulher bonita de cabelos loiros e sorriso perfeito, e sentiu seu coração parar ao observá-lo se inclinar e beijá-la nos lábios.

As lágrimas que Jung tanto tentou conter, passaram a rolar silenciosamente por seu rosto. Ela nem se importava em escondê-las, Jimin nem mesmo havia notado sua presença. Pelo contrário, ele parecia muito entretido naquele momento para notar qualquer coisa ao seu redor.

Mas ele notou.

Assim que se separou daquela mulher, os olhos do ruivo pareceram ser atraídos exatamente para o lugar de Jung. Ele pareceu extremamente surpreso e igualmente assustado.

Como um clique, a morena tomou consciência de seu corpo novamente e saiu daquele lugar o mais rápido possível, mas não sem antes escutar uma voz chamando seu nome.

Mas aquilo não a parou.

Jung apenas acelerou e acelerou, até chegar ao ponto onde corria sem um destino em mente, ela apenas queria se afastar daquele lugar. Dele.

A morena chegou em uma pracinha e se sentou em um banco de ferro, recuperando seu fôlego enquanto mais lágrimas caíam por seu rosto já úmido.

Min Jung não conseguia entender como o ruivo havia superado sua separação tão rápido. Ela sabia que nos últimos meses seu relacionamento não estava um mar de rosas, mas acreditava que mesmo em meio a brigas e confusões, Jimin ainda a amava.

Estava terrivelmente errada.

A cena que havia presenciado provava que o ruivo já havia se esquecido de Jung completamente. Não apenas isso, mas também que ele provavelmente não a amava nem mesmo quando ainda estavam juntos.

Como poderia?

Não era possível que alguém deixasse de amar uma pessoa em apenas duas semanas. Min Jung era a prova viva disso. Jimin não a amava e apenas estava esperando por uma oportunidade para dar um fim áquele relacionamento improdutivo.

Saber disso deveria fazer a morena odiá-lo, mas ela não conseguia. Apenas sentia seu coração doer por ainda amá-lo mesmo depois de saber que ele possivelmente nunca sentira o mesmo.

-Jimin, onde você está me levando?- A morena perguntou rindo de olhos vendados.

-Eu disse que era surpresa.- Park respondeu com as mãos na cintura da mesma, a guiando.- Nós já estamos chegando.

Os dois andaram por mais alguns metros até que o ruivo sinalizasse para que parassem.

-Pode olhar.- Ele disse rente ao ouvido da morena.

Jung retirou sua venda e arfou ao ver a paisagem à sua frente.

Um enorme campo aberto se estendia por vários metros sendo rodeado por inúmeras árvores de grande porte. A noite era iluminada por nada além da lua e das estrelas. A morena pôde perceber que estavam longe da cidade, pois o brilho dos pontos no céu era mais forte do que nunca.

Min Jung sorria como boba ao olhar para o céu e Jimin sorria do mesmo jeito ao olhar para ela.

-Você me disse que amava olhar as estrelas, então eu decidi te trazer para um lugar onde podia vê-las do melhor jeito.- Ele disse.

A morena se virou e fitou Park nos olhos.

-É tão lindo. Eu amei, Minnie.- Ela disse e o ruivo sorriu abertamente.

Ambos se deitaram na grama e passaram a fitar o céu silenciosamente. O ruivo puxou Min para perto de si e a aconchegou em seus braços, acariciando seu cabelo de leve.

-Jung?- Ele a chamou depois de um longo tempo em silêncio.

-Hm?

-Eu amo você.

Aquilo tudo teria sido uma farsa?

Não.

Min Jung se negava a acreditar naquilo. Ela sabia que Jimin a amou verdadeiramente. Mas em algum momento, algo deu errado. E aquilo havia claramente acabado. Pelo menos para ele.

A morena secou suas lágrimas e voltou para seu apartamento com o coração novamente em pedaços.

###

Min Jung acordou com o toque de seu celular, que mostrava uma mensagem nova de Madison, sua melhor amiga.

-Shopping hoje. Você topa?

Ela não estava com a mínima disposição para sair, mas sabia que precisava se distrair ou acabaria passando o dia inteiro chorando.

-Já estou indo.

Jung levantou e se vestiu, saindo de seu apartamento logo depois sem se importar em comer algo.

A cabeça loira de Madison foi a primeira coisa que Jung viu quando entrou no shopping. A garota sorriu abertamente ao ver a amiga e correu para abraçá-la.

No meio de toda aquela bagunça, Madie era uma das poucas coisas que fazia a morena sorrir verdadeiramente. A loira sempre fazia o melhor que podia para ajudar Jung e fazê-la se esquecer de sua tristeza.

-Pode desfazer essa carinha triste e vamos fazer compras.- Ela disse.- Gastar dinheiro vai te fazer bem.

A lógica da loira fazia Jung rir, mas ela sabia que precisava se distrair de alguma forma, então se deixou ser arrastada pelos corredores sem fim de lojas caras e elegantes.

Duas horas e muitas sacolas recheadas de roupas depois, Madison decidiu que era uma boa ideia ir até o cinema, coisa que Jung prontamente aceitou. A morena amava filmes e não havia nada mais eficiente para distraí-la.

Mas tudo foi por água abaixo quando uma cabeleira ruiva terrivelmente familiar apareceu na fila dos ingressos.

Min Jung constatou que era a pessoa mais azarada do planeta e que Deus provavelmente estava rindo da sua cara naquele momento.

A morena até poderia agradecer por não ter sido vista por Jimin, mas até aquilo teve que dar errado e o ruivo arregalou os olhos assim que a encontrou no meio da multidão.

Mas não há nada tão ruim que não possa piorar. Jung teve a certeza disso quando o ruivo se aproximou numa clara intenção de falar com ela.

-Jung.- Ele disse meio inquieto.- Faz tempo que não nos falamos.

A morena não sabia o que responder. Ela não podia se deixar ser vulnerável na frente de Jimin mas não tinha forças para manter sua fachada por muito tempo. Por isso se sentiu eternamente agradecida por ter Madison ao seu lado naquele momento.

-Ela não tem nada pra falar com você, Jimin.- A loira se pronunciou com veneno na voz.- Aliás, nós já estávamos indo embora. Passar bem.

O ruivo estava momentaneamente estático com as palavras de Madie, coisa que foi bem aproveitada pela mesma ao puxar a amiga pelo braço e levá-la para longe dali.

O caminho de volta foi tomado pelo silêncio. A loira sabia que Jung não estava bem e escolheu não falar nada, sabendo que poderia piorar a situação. E também sabia que a amiga precisava de um tempo para si.

-Obrigada.

Foi a única palavra que a morena proferiu antes de sair do carro e caminhar desanimadamente até seu apartamento.

Jung se jogou em sua cama e finalmente deixou que as lágrimas caíssem. A morena suspirou pesadamente.

Jimin havia sido seu porto seguro por tanto tempo que Min não imaginou que pudesse perdê-lo tão drasticamente.

Mas talvez não tenha sido assim.

Talvez seu amor por ela já estivesse sumindo pouco a pouco.

Talvez a sua essência já não fosse mais a mesma a muito tempo.

Mas Jung não percebeu, ou não queria perceber. Ela não queria nem mesmo cogitar a possibilidade de estar perdendo o ruivo, então se segurou na certeza de tê-lo ali para sempre.

Por isso perdê-lo doeu tanto.

Por que ela mesma se forçou a acreditar em algo que havia deixado de existir a tempos.

Por que ela mesma havia se decepcionado ao se agarrar a esperanças condenadas.

Ela havia feito aquilo consigo mesma. Ela havia escolhido fechar seus olhos para a realidade bem abaixo de seu nariz.

E agora estava lidando com as consequências.

###

Jung estava assistindo a um filme qualquer enquanto se afundava em um pote de sorvete quando seu celular vibrou, mostrando uma mensagem de um número desconhecido.

-Jungie, aqui é a Madison. Meu celular quebrou e estou mandando mensagem pelo celular da minha mãe. Você está bem?

A morena não demorou para entender o que Madie realmente queria saber com aquela pergunta. A loira a conhecia muito bem e sabia ajudá-la como ninguém.

-Não.

Segundos depois a mensagem estava sendo respondida.

-O que acha de darmos uma saída? Vai fazer bem pra você.

Jung pensou por um momento. Ela não tinha a mínima vontade de sair, mas sabia que se ficasse naquele apartamento apenas afundaria mais em sua tristeza.

-Tudo bem.

Madison não demorou para mandar um endereço para a morena, que se arrumou rapidamente e dirigiu até o lugar proposto.

Chegando lá, viu que se tratava de uma pequena praça com algumas barracas de comida distribuídas por lá. A morena olhou em volta e ao constatar que Madie ainda não havia chegado, se sentou em um banco de ferro por ali.

-Você sujou meu cabelo, Jimin!- Jung exclamou incrédula ao perceber seu cabelo cheio de sorvete de baunilha.

-E você sujou minha cara toda.- O ruivo respondeu rindo.

Ambos estavam travando uma batalha extremamente perigosa que se resumia a casquinhas de sorvete voando de um lado para o outro.

Guerra que parou no momento em que o bem mais precioso da morena- A.K.A seu cabelo- Fora terrivelmente atingido.

-Você vai pagar caro por isso, Park.- A morena disse entredentes.

-Pode vir, Min.- O ruivo respondeu debochado.

A batalha se seguiu a todo gás, com muito mais sorvete do que anteriormente, até ser subitamente interrompida pelo ruivo, que segurou os braços de Jung e sorriu enquanto se aproximava da mesma.

-Eu proponho uma trégua.- Ele disse se aproximando cada vez mais.

-E quem disse que eu aceito?- Jung disse desafiadora.

Jimin juntou seus lábios por alguns segundos e sorriu satisfeito ao ser correspondido com voracidade.

-Eu disse.

Minutos depois, uma pessoa se pôs à sua frente, a encarando. A moreno levantou os olhos e arqueou suas sombrancelhas em surpresa ao perceber que se tratava de Jimin.

Ele a olhava com um misto de nervosismo e desconforto.

-O que você está fazendo aqui?- Ela perguntou secamente.

-Eu preciso falar com você.

Jung não demorou para encaixar as peças e entender que Jimin havia mandado as mensagens fingindo ser Madison.

Mas por quê?

-Eu não quero falar com você.- A morena disse se levantando e andando para longe de Jimin.

O ruivo correu e se pôs a sua frente, a impedindo de se afastar.

-Então apenas me escute.- Ele disse suplicante.- Por favor, Jungie.

-Não me chame assim.- Ela disse com a voz dura.- Diga logo o que você quer de uma vez.

Jimin pareceu vacilar. O ruivo parecia não saber como prosseguir e as palavras estavam entaladas em sua garganta.

Ele pigarreou antes de falar.

-E-Eu... Eu quero pedir desculpas, Jung. Eu fui um idiota egoísta e não pensei no que você sentia antes de fazer o que eu fiz. Eu sinto muito. Eu sinto sua falta.

A morena assumiu uma expressão séria depois de ouvir Jimin.

-Não.

-O-O quê?- O ruivo estava incrédulo.

-O que você achou que fosse acontecer, Jimin? Que você viria até aqui, pediria desculpas e no final tudo se acertaria como um conto de fadas?- A cabeça baixa do ruivo denunciava que Jung estava certa, pelo menos em parte.- Você tem razão. Você é um idiota egoísta. Primeiro, você termina comigo e não me dá nem a chance de insistir. Depois, volta aqui como se nada tivesse acontecido e nem mesmo se incomoda em considerar o que eu sinto sobre isso. Você não pode simplesmente entrar e sair da minha vida quando bem entender, Jimin.

Jung estava machucada? Sim.

Ela queria pular nos braços de Jimin e nunca mais soltá-lo? Com certeza.

Mas ela sabia que não era tão simples assim. Por mais que sentisse a falta do ruivo, ela não podia simplesmente perdoá-lo e deixar que tudo voltasse a ser como era antes.

E Jimin? Bom, Jimin a amava profundamente. E talvez tenha precisado saber como era a vida sem Jung para que pudesse valorizar a vida com ela.

A verdade era que Jimin tinha perdido as esperanças.

Por mais que amasse Jung, ele não conseguia mais acreditar num relacionamento onde as brigas permaneciam mais do que qualquer outra coisa. Ele não tinha mais forças para lutar.

E precisou sentir a dor da ausência da morena para achar aquelas forças novamente.

-Eu sei, eu sei disso.- Jimin disse com a voz vacilante.-E também sei que você não acredita que eu esteja arrependido, principalmente depois do que aconteceu na biblioteca. Eu estava sendo um covarde e estava procurando por alguma forma de esquecer você, mas nada funcionava. Você continuava cravada dentro de mim e nada poderia me fazer deixar de te amar, eu tive certeza disso quando te vi chorando. Me senti tão idiota por saber que eu era o motivo daquilo. Eu estava sendo fraco e egoísta, e machuquei você por causa disso.- Jimin se aproximou da morena e colocou uma mão em seu rosto, hesitante.- Eu demorei tanto tempo para perceber que não consigo viver sem você que destruí todas as nossas chances. Me perdoe, e contra todos motivos para não fazer isso, volte para mim.

Jung estava estática. Lágrimas caíam de seus olhos assim como dos de Jimin.

Ela queria aceitar as desculpas do moreno. Ela queria desesperadamente se enroscar em seu abraço e dizer que apesar de tudo ainda o amava.

Mas ela tinha medo.

Medo de tudo voltar ao que era antes. Brigas e mais brigas, toda hora. Por mais que amasse Jimin, se separar dele doía menos do que a rotina de discussões tão frequentes de quando estavam juntos.

-Você é um idiota Jimin, me deixou sozinha por todo esse tempo. Nas horas que eu mais precisei, você não estava lá. Me deixou acreditar que você não me amava mais, que talvez nunca tenha me amado, que eu tenha sido só uma coisa passageira. Você beijou aquela mulher como se eu não significasse nada. Você me destruiu, e justo quando eu tento te esquecer, você acha que pode simplesmente voltar como se nada tivesse acontecido. Não, Jimin. Não é assim que as coisas funcionam.- A morena disse de uma vez e se desvencilhou dos braços de Jimin.

Jung nem pôde andar por muito tempo, pois logo se viu novamente presa nos braços do ruivo, que a segurava como se sua vida dependesse disso e olhava no fundo de seus olhos.

-Por favor, Jung. Eu não consigo sem você.

A morena sentiu uma pontada em seu coração com aquelas palavras.

Eles estavam próximos o bastante para que Jung sentisse a respiração do ruivo contra seu rosto. Ambos estavam ofegantes e sentiam os rostos úmidos pelas lágrimas.

-Por favor.

Ver Jimin tão vulnerável a sua frente derrubava todas as suas defesas. Suas forças para lutar contra ele estavam sumindo. E sinceramente, ela não queria mais lutar. Ela apenas queria colar seu corpo contra o do ruivo e permanecer daquele jeito para sempre.

Jung colou sua testa na de Jimin e fechou seus olhos.

-Por quê você tem que complicar tudo?- Ela sussurou.

Numa última tentativa de ir embora, Jung tentou se desvencilhar dos braços do ruivo, mas falhou miseravelmente.

Aquilo foi o bastante para que ela desistisse de resistir e colasse seus lábios nos de Jimin.

A melhor palavra para descrever aquele beijo era, desesperado.

Ambos haviam sentido tanto a falta dos toques alheios que a vontade de acabar com aquela saudade de uma vez os consumia assim que tocaram seus lábios.

Eles se puxavam mais e mais numa tentativa de acabar com o espaço já inexistente entre seus corpos.

Era mais do que claro o amor que sentiam um pelo outro e aquele beijo era como uma promessa silenciosa de que nunca cometeriam o erro de se separar novamente.

Seus lábios se separaram, mas os corpos continuavam o mais colados possível.

-Você é um idiota, Park Jimin.

O mesmo sorriu aliviado antes de plantar um beijo na testa da morena.

-Vamos para casa.- Ele disse.

###

O balançar do carro de Jimin, juntamente com a música agradável e os acontecimentos do dia que haviam drenado as energias da morena foram o bastante para que a mesma adormecesse com a cabeça apoiada na janela.

Ela não sabia dizer quanto tempo havia se passado, mas sentiu o carro parar e logo depois, braços a envolveram e a carregaram.

Jimin a levou até seu apartamento e tirou seus sapatos delicadamente antes de deitá-la na cama.

O ruivo fez menção de se afastar, mas Jung segurou seu braço e o puxou para a cama.

-Fique aqui essa noite.- Ela disse sonolenta enquanto se aninhava em seu peito.

Jimin sorriu abertamente, sentindo seu peito explodir de felicidade por finalmente estar com a garota de novo.

E Jung? Ela não tinha mais dúvidas que havia tomado a decisão certa. Acima de todos os erros e frustrações, ela queria Park ao seu lado.

E nada poderia mudar isso.



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