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História Football is the new quidditch - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Football is the new quidditch - Capítulo 4 - Capítulo 4

‘’ Já tem uma semana desde que o astro da banda expecto patronum, Harry Potter, saiu dos olhos públicos em uma tentativa – desesperada – de recuperar sua reputação de bom moço. Aparentemente, sua equipe terá que fazer melhor do que despachar o menino para a pequena cidade de Hogsmeade. Já que em uma entrevista exclusiva, Parvati Patil diz que namorar uma parede seria mais empolgante que sair com Potter. Além disso, a jogadora da seleção admitiu que ‘’nunca conheceu ninguém mais arrogante e prepotente ‘’ e ‘’Se as pessoas soubessem o quanto ele é egocêntrico nunca seriam fãs dele.’’ Patil ainda deu detalhes do curto relacionamento que teve com o cantor, vocês podem conferir tudo – e um pouco mais.- no meu website.

                                                                                                   Rita Skeeter, 2020. Londres.’’

Nessa altura de sua carreira, Harry já era capaz de saber quando estava envolvido em algum escândalo considerando que já teve muitos deles ao decorrer dos anos. Por isso, quando acordou com seu celular tocando ás nove da manhã – o que na sua opinião era muito cedo – sabia que estava prestes a receber um sermão bastante detalhado sobre como deveria se comportar melhor.  Ele só não sabia o que tinha feito daquele vez.

Tinha sido obediente como um cachorro na última semana. Fez exatamente o que Minerva disse. Assim que Ron disse que iria voltar para casa, Harry fez as malas e embarcou no primeiro avião com o amigo. E, durante sete dias, não fez nada considerado polêmico. Não bebeu, não foi para festas, não flertou com ninguém no twitter. Pelo amor de Deus, a ultima vez que usou o twitter foi logo quando chegou em Hogsmeade. Então não sabia por que Minerva estava ligando para ele naquele momento, mas sabia que era para brigar. Sempre era.

 – Já olhou o seu twitter hoje?  –  Minnie disse assim que Harry atendeu o telefone.

 –  Não.  –  Respondeu mal humorado.  – Considerando que eu acabei de acordar. Bom dia para você também, Minnie.

 – Aquela mulher nojenta escreveu sobre você. De novo.  –  Minerva falou e Harry podia jurar que escutou ela rosnar.  – Essa deve ser a centésima vez que ela menciona seu nome naquela coluna desprezível.

 – É o que acontece quando se tem fãs.  –  disse em uma tentativa falha de brincar.  –  O que ela falou dessa vez?

 – Parvati Patil deu uma entrevista para o profeta diário. E fez questão de mencionar você. Não preciso dizer que não teve nenhuma palavra amigável.

 –  Parvati? A jogadora de futebol?   –  Harry perguntou incrédulo.  – O que ela teria para falar de mim? A gente saiu séculos atrás, eu quase nem lembro mais dela.

 –  Bem, ela parece lembrar muito bem de você.  –  Minerva disse em um tom de voz severo. Detestava todas as meninas com quem ele tinha saído.  –  ‘’Namorar com uma parede deve ser mais interessante que sair com Potter.’’ ‘’se as pessoas soubessem o quanto ele é egocêntrico nunca seriam fãs dele.’’

 – Você ta brincando comigo.  –  Disse sentando-se na cama.

 – Bem que eu queria. Ela ainda deu vários detalhes do relacionamento de vocês. Tudo isso está no site da Skeeter. Seu nome está nos trending topics do twitter. Você não fez nada e já quebrou a internet.

 – Eu não saio por ai procurando polêmicas para me envolver, sabe? Geralmente elas que vem até mim.

 –  Vou ver o que posso fazer para controlar o prejuízo dessa matéria. Até eu falar, não poste nada tá bom? É melhor que você continue meio sumido das redes sociais por enquanto.

Harry concordou, mas assim que desligou o telefone a primeira coisa que fez foi abrir sua conta no twitter e olhar os trendings topics. Lá estava o seu nome seguido pelo de Patil e de Skeeter. A tag já tinha 85 mil tweets. Ele clicou no primeiro tópico. Felizmente a maioria era de fãs o defendendo, mas, como sempre, tinha vários comentários de ódio.

@holyheadlover: Alguém está surpreso que Potter é arrogante? Pelo amor de deus, o garoto vende alguns álbuns com aquela banda flopada e já age como se fosse o melhor cantor do mundo.

@nevilleverything: a expecto patronum teve a maior turnê do ano, superando até a Lilá Brown e a Beyoncé. Bateu vários recordes de venda com o álbum deles. Foram declarados a maior banda da década pela Hogwarts Weekly. Mas claro, os meninos são flopados só porque o Harry não lambeu o chão da sua fav.

@dracoftherofdragns: Rindo muito com vocês surpresos que o Potter é podre. O cara literalmente deixou o Cedric morrer, mas geral passa pano porque ele é bonitinho e rico.

@Hippogryffsong: Tem que ser muito mau caráter pra trazer a morte do Cedric no meio disso tudo, sinceramente. Harry é a pessoa mais amável do mundo, definitivamente não merece nada disso.

@alohomoras: Harry nem sequer chegou a namorar a parvati. Os dois saíram por alguns dias e depois ninguém ouviu falar deles juntos. Old que ela precisa falar dele pra conseguir relevância.

@releaseourking: O menino não aparece em lugar nenhum tem uma semana. Tá de boa com o melhor amigo na cidade natal aproveitando as férias e a Rita skeeter vem tentar queimar o filme dele. Na boa, alguém prende essa mulher.

Harry não quis terminar de ler os comentários.

Sabia que durante o pouco tempo que saiu com Parvati não foi a melhor pessoa do mundo, mas a culpa não era dele. Não estava sendo legal com ninguém naquela época. Foi logo depois que Cedric morreu e ele ainda sentia culpado pelo o acidente. Achava que se saísse com o máximo de garotas possíveis a dor iria embora. Não demorou muito para ele perceber que as coisas não funcionavam daquela maneira e que se quisesse superar o que tinha acontecido, ele teria que enfrentar seus problemas e não fugir deles como estava fazendo. Claro que ainda havia dias que se lembrava de Cedric e sentia a culpa tomar conta de seu corpo, mas na maioria das vezes conseguia se convencer do contrário.

Assim que percebeu que o que estava fazendo não era certo, terminou tudo com Patil e ela parecia estar bem com a decisão. Mas agora Harry percebia que ela podia ser mais rancorosa do que parecia.

Travou a tela do celular e levantou da cama. Ia seguir o conselho de Minerva e não ia falar nada sobre até que a equipe o dissesse para fazer isso. Tinha certeza que eles iriam dar um jeito naquilo tudo. Colocando o telefone no bolso de seu moletom, desceu as escadas da casa para ir tomar café da manhã.

 

 

Ginny havia acordado cedo. Tinha decidido no dia anterior que iria sair para correr todos os dias enquanto estivesse em Hogsmeade. Quando estava em Londres quase não saia para se exercitar ao ar livre. Sempre treinava e malhava no centro de esportes do Holyhead e, nas poucas vezes que podia correr em algum parque, os paparazzi a encontrava e acabava com sua diversão. Mas agora estava na sua pequena cidade natal e ninguém ali se importava em ver ela correndo pelas ruas  –  ou na floresta  –  todos estavam acostumados com ela. Não importava se era um prodígio no futebol, quando estava em Hogsmeade era apenas Ginny. A menina dos Weasleys.

Enrolou o máximo possível para voltar para casa. Não se sentia tão confortável sabendo que Harry estaria lá. Não que ele tivesse feito alguma coisa para deixar ela desconfortável, muito pelo contrário. Na semana que dividiram o mesmo tempo, ele tinha sido o mais educado possível o tempo todo. Sempre perguntava como ela estava, assistia a partidas de futebol com ela e oferecia ajuda toda vez que Molly pedia que ela fizesse alguma coisa. Era fofo e ao mesmo tempo estranho.

Harry era amigo de Ron desde que os dois se conheciam por gente,ele e Ginny se tornaram amigos por conseqüência – não tão próximos quanto, mas ainda sim amigos. Quando eram crianças, ele costumava frequentar a toca quase que todos os dias e sempre tirava um tempo para conversar e brincar um pouco com ela;

Quando os meninos se mudaram de Hogsmeade para tentar uma carreira na indústria musical, os dois acabaram se afastando.Harry ocupado tentando fazer a banda dar certo e Ginny tentando levar sua carreira no futebol para a próxima etapa. Fazia anos desde a última vez que se viram e fazia mais tempo ainda desde a última conversa que tiveram. Então ter ele ali, na casa de seus pais, depois de tantos anos era estranho. De um jeito bom.

Ginny chegou em casa e foi direto para o seu quarto. Queria tomar um banho para tirar o suor do corpo, colocar uma roupa confortável e passar o dia na sala assistindo TV. Era assim que ela passava seus dias. Durante a tarde ficava deitada vendo alguma serie que estivesse passando na TV – tinha descoberto uma incrível que passava no canal hogwarts – e a noite, quando seu pai finalmente chegava em casa do trabalho, a família (que até o momento se resumia nela, seus pais, Ron e Harry) se reunia no jardim da casa para jantar e conversar. Era uma rotina que ela podia facilmente se acostumar com.

Depois do banho, caminhou até a sala e ficou deitada no sofá assistindo uma reprise de um de seus jogos para a seleção. Sua treinadora não poderia reclamar que ela não estava se dedicando ao futebol durante suas férias. Assistir aos seus jogos e perceber suas falhas e fraquezas era um ótimo jeito de melhorar o desempenho durante os treinos.

– Não sabia que você era tão vaidosa ao ponto de ficar se assistindo jogar, Ginevra. – Ron disse se sentando ao seu lado.

– Não que você fosse entender. – Ela respondeu. – Mas é uma técnica auto-avaliativa. Se eu consigo ver onde estou errando, consigo concertar meus erros. Talvez você devesse fazer isso.

– Como se eu precisasse. – Respondeu Ron. – Sou um deus da guitarra, maninha.

Ginny pensou em retrucar com alguma resposta mal criada, mas sabia que ele estava certo, poucas pessoas eram capazes de tocar guitarra como seu irmão.

– Se você diz. – Falou dando de ombros. As coisas entre eles haviam voltado ao normal depois da discussão que tiveram por causa de Dean Thomas, mas ela ainda sentia um pouco de raiva toda vez que pensava naquilo e sabia que Ronald ainda a olhava torto toda vez que o nome do garoto era mencionado. – Cade Harry?

– No telefone tentando resolver um problema com Minerva.

– Alguma coisa séria?

– Você ainda não olhou o twitter hoje, né?

– Não tive tempo. –Respondeu dando de ombros. Não era lá a maior fã de redes sociais.

– Pois deveria. – Ron disse entregando o celular dele pra ela.

Havia diversos tweets sobre Harry. Um deles chamou sua atenção.

@ronspecial: Cansada dessas garotas usando Harry por atenção. Parvati saiu com ele anos atrás, mas mesmo assim ela sente necessidade de mentir sobre ele.: #parvatipatilisoverparty

– Sua colega de time deu uma entrevista para Rita Skeeter detonando o Harry. – Disse Ron. – todo mundo está surtando agora.

Harry entrou na sala naquele momento enquanto falava no celular. Parecia estressado com o que quer que a pessoa estivesse falando.

– Tá bom. Já entendi. – Disse desligando a ligação.

– A coisa tá ruim? – perguntou Ron.

– Sim. Parece que ela ta fazendo uma live no instagram. – Harry respondeu. – Minerva quer esperar até amanhã para soltar um comunicado, mas eu acho desnecessário perder tempo com isso.

– O que você fez de tão ruim pra essa garota? – Perguntou ao amigo enquanto ele se sentava no sofá no canto esquerdo.

– O que eu não fiz, né? – Retrucou. – Qual partida que vocês estão assistindo?

– Um jogo do ano passado. Inglaterra x Alemanha. – Ginny respondeu e Harry pareceu notar ela pela primeira vez.

– Copa das confederações? Eu assisti esse jogo, você mandou bem.

– Obrigada, mas acho que minha treinadora discorda de você.

– Sério? Ela deve saber mais que eu sobre futebol, mas continuo achando que você foi maravilhosa.

Ginny sorriu com o elogio. Era impossível não sorrir quando ele era fofo daquele jeito.

– Acho que todos nós já assistimos esse jogo então é hora de mudar. – Ron disse pegando o controle. – Sabe a gente podia fazer alguma coisa hoje. Já tem uma semana que estamos aqui e não fizemos nada de interessante além de assistir futebol e comer.

– Não é como se tivesse muita coisa para fazer aqui, Ronald. – Ginny disse.

– A gente podia almoçar fora. – Ron respondeu. – Mamãe vai visitar uma amiga dela e papai almoça no trabalho. A gente podia ir no cabeça de javali.

– Cabeça de Javali? Você sabe que eu detesto aquele lugar.

– É o único lugar que serve almoço aqui. Além disso, a comida de lá é ótima.

– Ótima pra quem quer entupir uma veia, só se for.

– Você tem alguma idéia melhor? Não? Que ótimo, então vamos almoçar lá.

Ginny odiava seu  irmão.

 

 

Hogsmeade era provavelmente o único lugar do mundo em que um restaurante chamado Cabeça de Javali poderia fazer sucesso estrondoso. Talvez a razão pra isso era que não importava o que acontecia, o cabeça de javali estava sempre aberto. Harry lembra de uma vez, quando era mais novo, quando Remus e ele queimaram a ceia de natal e precisaram procurar algum lugar para poderem ceiar. Seu tio não queria incomodar nenhum dos conhecidos na cidade então ligou para inúmeros restaurantes em diversas cidades próximas e todos estavam fechados. Quando já estava perdendo a esperança, decidiu tentar a sorte e ir para o cabeça de javali. Ele estava aberto. Depois disso passaram todos os natais que se lembrava na casa dos weasley.

Tirando isso, não conseguia pensar em mais nenhum motivo para o lugar ser tão badalado. O chão era extremamente sujo, as mesas eram velhas e soltavam farpas, os atendentes eram incrivelmente grossos e a comida era tão gordurosa que deveria ser capaz de parar o coração de um elefante. Mas mesmo assim, quando Harry, Ginny e Ron chegam para almoçar o lugar estava lotado.

– Esperem aqui. – Ron disse quando desceram do carro. – Vou ver se consigo falar com Aberfoth.

Aberfoth era o dono do bar, e irmão do agente deles, e Ron jurava que o cara o amava.

– Ele ainda acha que Aberfoth gosta dele? – Ginny perguntou quando o irmão estava longe o suficiente.

– Ele tem certeza. – Harry disse com uma risada. – Não tive coragem de dizer o contrário e a hipótese nunca passou pela cabeça dele.

– Ron sempre foi iludido mesmo. – Ela disse e Harry teve que se segurar para não gargalhar.

Não lembrava quando foi que a conheceu, mas sabia que em todas as suas lembranças da infância – e parte da adolescência – ela estava lá. Ginny sempre estava nos lugares, considerando que ela e Ron eram tão próximos em idade. Harry sabia que de todos os amigos de Ron, ele era o único que era próximo o suficiente para conversar com ela. O único que havia desenvolvido uma amizade com ela.

– Espero que ele ande rápido. – Ginny comentou.

– Não acho que Aberfoth vá nos fazer esperar muito. – Harry respondeu. – Não é educado fazer celebridades esperarem, sabia?

– Uau, Potter. – Disse em tom de brincadeira. – Não sabia que era do tipo de dar a cartada de popstar.

– Só quando outras pessoas vão se beneficiar disso.

– Justo. Se o restaurante vai usar sua imagem para ganhar clientela então você pode usar seu nome para conseguir as coisas rápido. Mas acho que isso não vá funcionar pra você aqui.

– Eu tenho certeza. –Harry disse com um riso. – Não lembra da vez que Ron tentou fazer isso para conseguir desconto na zonkos?

– Ah, com certeza eu lembro. – Ginny riu. – Nunca vou ser capaz de esquecer da cara dele quando expulsaram ele aos berros. ‘’Nunca mais volte aqui. Você é um milionário tentando extorquir dinheiro dos mais necessitados. Uma vergonha. ‘’

– Ele nunca vai ser capaz de admitir, mas ela estava certa.

– Eu sei que nunca vou deixar ele esquecer. – Harry riu com o comentário. Ia responder quando uma garotinho de mais ou menos oito anos se aproximou deles.

Ele  segurava algo nas mãos que parecia ser um CD e estava com um sorriso envergonhado no rosto .  imaginou se poderia ser um fã.

– Oi. Será que você pode me dar um autografo? Eu sou seu maior fã. – Disse envergonhada. Harry derreteu por dentro. Amava seus fãs. E encontrar elas ali, na sua cidade natal onde tudo começou, era gratificante pra ele.

– Claro. –Respondeu sorrindo. – Você tem uma caneta?

O menino tirou uma canetinha colorida de dentro do bolso do casaco que usava  e entregou para ele. Harry segurou o álbum e o apoiou no carro.

– Qual seu nome? – Perguntou puxando a tampa da caneta.

– Colin. Colin Creevey.

Harry assentiu e escreveu uma dedicatória para ele junto com seu autografo.

– Aqui, Colin. – Disse entregando o álbum de volta. O garoto sorriu.

– Quer que eu tire uma foto suas? – Ginny perguntou ao ver que o menino segurava um celular nas mãos.

Colin assentiu ferozmente e entregou o telefone para ela. Harry se agachou para ficar da altura dele e Ginny se afastou um pouco para tirar a foto.

–Prontinho.

– Obrigada. De verdade. – E saiu correndo ao encontro de sua mãe, que estava parada a alguns metros deles.

 

 

 

Já passava de meia noite quando Ginny deitou para dormir. Ela estava cansada depois de ter passado a tarde toda no centro de Hogsmeade com Harry e Ron. E ainda mais cansada depois de ter lavado toda a louça do jantar. Mas assim que encostou a cabeça no travesseiro tinha perdido o sono.

Pegou seu celular e entrou no twitter. Se não conseguia dormir então que passasse a madrugada toda stalkeando contas de bichinhos fofinhos. Ela começou a olhar sua timeline, de inicio não tinha nada de interessante, apenas contas de time comentando sobre o resultado de alguns jogos, mas então um tweet apareceu que chamou sua atenção.

@parvatipatil: É completamente devastador ver todos esses comentários de ódio feitos por mulheres em minha direção. Nós deveríamos nos manter unidas e não ao contrario, mas entendo que é mais fácil defender um homem do que acreditar em uma mulher.

Ginny releu o mesmo tweet umas três vezes. Não sabia o que havia acontecido entre Parvati e Harry, mas achava difícil assimilar a imagem que tinha dele com a pessoa que sua colega de time dizia que ele era. Mesmo se tivessem ficado tanto tempo sem se ver, Harry havia mostrado que não tinha mudado nem um pouco. Ainda era atencioso e amável.

E ela sabia disso depois de ter passado apenas uma semana com ele.

Harry tinha ajudado ela com as tarefas domesticas, mesmo quando ginny insistira que ele não tinha que fazer nada. Havia assistido diversas partidas de futebol reprisadas com ela e a elogiado toda as vezes que ela aprecia no campo. E ainda hoje, vendo a maneira que ele tratou aquele fã – como se ele fosse a coisa mais preciosa no mundo.

Ginny sabia que aquela discussão não era da conta dela. Não sabia da história toda. Deveria ficar quieta. Mas mesmo assim não conseguiu se impedir de digitar aquelas palavras.

@itsginweasley: Harry é uma das melhores pessoas que eu já conheci. Sério, não consigo imaginar alguém mais carinhoso e altruísta; uma pessoa maravilhosa. Digo isso, não só por ele ser amigo do meu irmão, mas por ter conhecido ele minha vida toda praticamente.

@itsginweasley: Mesmo assim ele ainda é um ser humano e por isso é capaz de errar, todos nós somos. Quando alguém te magoa, você conversa e tenta resolver as coisas com ela. É completamente desnecessário expor isso na internet, onde todo mundo pode ver e julgar.

@itsginweasley: Tudo pode ser resolvido através do diálogo. :)



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