História For All Time - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Michael Jackson
Visualizações 61
Palavras 2.562
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Rendição


Fanfic / Fanfiction For All Time - Capítulo 11 - Rendição

Ao fim daquele dia ainda chovia. O som dos fortes pingos caindo sobre o telhado me despertaram. E lá estava ele, minha primeira visão ao abrir os olhos, sentado numa poltrona ao lado da cama, observando-me seminua entre os lençóis de sua cama. Seus olhos parados fixos em mim. Ele não se moveu. Não sorriu. Apenas me olhou, e me olhou... Seus lábios tremeram. E eu me perdi, meu coração gelou, minha respiração falhou e o meu corpo foi morrendo. Como se caísse num profundo vazio.

- Michael _ Sussurrei sentindo meu corpo adormecer, minha visão ofuscar e o sons tornarem-se inaudíveis.

- Evey... Volte _ Ouvia sua voz arrastada _ Volte para mim.

E aos poucos, me vi entre os seus braços, segurando-me.

- Michael... _ Seus olhos pávidos, fixos em mim, encontraram os meus marejados, igualmente assustada. Abracei-o forte, tão forte.

- Está tudo bem. Eu estou aqui. _ Sussurrou me abraçando.

- O que aconteceu?

- Você está bem?

- Eu não sei. Eu... _ Olhei-o, recobrando-me devagar, acalmando minha respiração acelerada. _ Sim... Agora eu estou.

Ele fechou os olhos suspirando enquanto me apertava entre os seus braços. Demorou um tempo até que ele pudesse, finalmente, dizer algo.

- Perdoe-me. _ Disse pausadamente.

- Michael? _ Eu estava tão confusa.

- Eu amo você, Evey. Amo-a tanto. _ E me apertou mais, e mais...

- Michael. _ Sussurrei colhendo seu rosto entre minhas mãos. _ Eu também amo-o.

- Eu sei. Agora eu sei... _ E sorrio fixando seus olhos nos meus. Deslizando suas mãos pelos meus braços. Bastava um olhar. E já podíamos sentir uma chama crescente em nossos corpos tomando-nos outra vez.

Calmamente, percorreu seus dedos sobre o meu rosto, ajeitando meus cabelos levemente espalhados. Seu semblante sereno, sério, segurou meu rosto entre suas mãos amorosamente, sem dizer qualquer palavra, apenas me olhava. Sorri sentindo-me entorpecer, corando aos poucos.

- O que está fazendo?

- Amando-a_ Sussurrou_ Sentindo-a. É tão doce, Evey.

Meu corpo se aqueceu. Eu estava outra vez estremecendo em seus braços. Vivendo a realidade mais linda da minha vida. O amor recíproco. O melhor dos sentimentos já experimentado pelos homens.

Beije-me, Michael.

Aproximando seu rosto do meu, roçou seu polegar pelos meus lábios, colando os seus no meu pescoço, suspirando, percorrendo sua mão espalmada em minha nuca, fazendo-me erguer a cabeça, e lentamente sentir sua respiração se debater contra a minha. E sua boca cobrir-me os lábios da maneira mais terna e apaixonada. 

(...)

Algum tempo depois, após sair de um banho quente, encontrei Michael em pé ao lado da janela do quarto, as mãos enfiadas nos bolsos, mirava o horizonte do lado de fora, o frio parado no ar, o céu cinzento, e a chuva aos poucos cessando. Ele parecia pensativo, distante. Parei olhando-o sem nada dizer. Apenas apreciei sua imagem, e desejei sua boca, lembrando os seus olhos me cobiçar enquanto me tinha em suas mãos, sentindo ainda a sua força em meu ventre; intrometido; poderoso; profundo. O domínio de sua voz e suas palavras, o peso de seu corpo sobre o meu, seus cabelos caídos em meu rosto, o calor de sua boca e mãos desbravando minha pele, e o som maravilhoso do seu final... Sem perceber, eu havia fechado os olhos lembrando cada sensação, e apenas senti quando bem perto de mim, aquela fragrância por mim conhecida tão intimamente, se misturou ao ar que eu respirava.

“Michael”

Abri os olhos, e lá estava ele. Parado em minha frente, observando-me.

- Me desculpe se interrompi seus pensamentos. _ Ele disse sorrindo. E eu sorri de volta em queda. Eu estava fora de mim, e tudo, absolutamente tudo contribuía. As lembranças vívidas, o cheiro do seu corpo, seus olhos, sua voz...

Olhando-o nos olhos, fui deixando a toalha escorregar pelo meu corpo, provocando uma fúria em Michael. Senti suas mãos quentes outra vez sobre minha pele, tomando meu corpo com força, apertando-o entre os seus dedos, suspirei. E ele num sussurro sôfrego, exclamou baixo.

- Eu não resisto a você, Evey. Você me tira o chão.

- Não resista. _ Sussurrei colando meu nariz em seu pescoço.

- Evey...

Arrastei sentindo o cheiro em sua pele. 

- Evey...

- Toque-me, Michael.

Seus olhos miraram os meus, e impetuoso, desceu sua mão. Quando sentiu-me úmida, travou o maxilar e respirou fundo apertando seus lábios em minha pele, trazendo-me para mais perto de seu corpo. Levantou-me do chão e devorando-me com os olhos, deitou-me sobre a cama. Deslizou sua mãos para o meu quadril descendo pela minha perna até o joelho, e o levantou fazendo-me dobrá-lo. Tomou o caminho de volta, entre minhas pernas, olhou-me nos olhos e entrou, bem lentamente, passeando seus dedos dentro de mim como se já conhecesse o lugar. Com a outra mão, apalpou meu seio e apertou, beijou-me sobre o umbigo e subiu deslizando seus lábios por minha pele eriçada, até alcançar os meus seios, tomá-los em sua boca e sugá-los avidamente. Senti-o arrastar suas unhas em minha coxa, deixando minha pele marcada de vermelho. Fechei os olhos ofegante, permitindo leves gemidos entre meus lábios entreabertos, apreciando as sensações que causavam-me suas mãos.

- Evey...

Foi acelerando seus movimentos, mordendo os próprios lábios, deliciado com a expressão de prazer em meu rosto.

- Fala comigo, Evey.

Michael acelerou mais ainda seus movimentos. Eu não conseguia responder, eu não conseguia pensar.

-Me dê, Evey. _ E aprofundou os dedos. _ Me dê.

Minha respiração acelerou, e eu gemi enquanto Michael contendo todo o meu controle em suas mãos, conduzia-me imperioso, aumentando cada vez mais seus movimentos, cada vez mais fundos, cada vez mais rápidos. Até me sentir derreter e transbordar em sua mão, sussurrando o seu nome num longo gemido.

Michael pousou seus lábios sobre os meus diminuindo o ritmo de sua mão, sentindo em sua pele minha respiração ainda acelerada.

- Eu quero você, Michael. Dentro de mim.

Ele sorriu, apertando minhas coxas, puxando o ar entre os dentes. Apoiou uma mão sobre a cama ao meu lado, e com a outra abriu sua calça, ávido, urgente, fez-me sua de uma só vez, gemendo contra os meus lábios. E o beijei, beijei com todo o desejo e paixão contidos em mim, eu queria absovê-lo, amá-lo de todas as formas possíveis e imagináveis.

Michael segurou minha cintura, olhando nos meus olhos e forçou-se rispidamente, arqueei meu corpo, cravando minhas unhas em seus braços, observando cada reação deliciosa em sua face. E ele gemeu, aumentando a pressão de suas mãos em minha pele, do movimento do seu corpo sobre o meu, segurei seu rosto entre minhas mãos e o pedi.

- Me dê, meu amor. O que é meu...

Ele abriu os lábios respirando pela boca, senti seus músculos enrijecerem, sua respiração acelerada se perder e seu corpo inteiro tremer, meu coração disparou e o senti inteiramente rendido a mim. Toquei-lhe os cabelos, fazendo-o descansar a cabeça sobre os meus seios por um instante, enquanto aos poucos ele controlava sua respiração.

(...)

Após nossa mútua rendição, após nos perdermos e nos encontrarmos nos braços um do outro, e os últimos pingos de chuva, era noite. Michael levou-me para casa.

- Mãe. _ Chamei-a entrando.

Ela apareceu na porta da cozinha e seus olhos paralisaram em Michael.

- Querida... _ Falou pausadamente enquanto se aproximava sem tirar os olhos do homem bem vestido ao meu lado.

- Mamãe, este é Michael. _ E nesse momento percebi que não sabia seu sobrenome, até aquele momento. E embora me sentisse envergonhada por isso, um nome não era importante mediante a tudo que sentíamos. A tudo que estávamos vivendo e compartilhando.

- Jackson, senhora. Michael Jackson. _ Ele respondeu tomando a frente, estendendo-lhe a mão.

- Sou a senhora Sayers. Marta Sayers. Mãe da Evey.

- É um prazer, senhora. _ Beijou-a sobre a mão.

- Igualmente, Sr. Jackson. _ Ela respondeu sorrindo, lançando-me um olhar travesso. _ Evey, seu pai está no banho. Aguarde-o na sala. Teremos um excelente jantar em alguns minutos.

- Claro, mamãe.

- Seja bem vindo, Sr. Jackson. E fique à vontade. Com licença.

- Obrigado, senhora.

Minha mãe se retirou. E nós nos sentamos na sala ao lado da lareira acesa. Michael parecia nervoso, suas pernas pulavam freneticamente enquanto ele manipulava suas mãos sem parar.

- Querido, você está bem? _ Perguntei prendendo suas mãos nas minhas.

- Ficarei. Não se preocupe. _ Sorriu.

- Sente-se pronto para isso? _ Ele sorriu apertando minhas mãos.

- Com você... Nada pode me parar.

Senti meu coração se aquecer. Aquele homem era maravilhoso. E me amava.

Tínhamos nossos olhos fixos quando meu pai surgiu no topo da escada. Michael levantou-se no mesmo instante. Sério, enfiou uma mão no bolso enquanto segurava a minha com a outra. Meu pai tranquilamente desceu as escadas e passou pela mesa de jantar indo a nosso encontro.

- Pai, este é Michael Jackson. Michael, Tom Sayers, meu pai.

- Boa noite, senhor Sayers. _ Michael o cumprimentou estendendo-lhe a mão.

- Como vai, rapaz? _ Disse meu pai cumprimentando-o.

- Bem, senhor. Obrigado.

- Uhum._ Meu pai pigarreou dando a volta em sua poltrona, sentando-se na mesma a nossa frente.

- Como está, papai?

Ele suspirou.

- Cansado, querida. Muito cansado._ Pausou. _ Como sabe, Robert, seu irmão, logo se casará. E tem trabalhado dobrado para conseguir terminar a casa. Edward e eu o ajudamos hoje._ Sorriu dobrando as mangas da camisa. _ Estou velho para isso.

Michael sorriu discretamente, tornando-se participativo na conversa.

- Entendo de construções. Ofereço minha ajuda, se precisar.

Olhei-o um tanto surpresa ao perceber que de fato, eu sabia pouquissímas coisas a seu respeito. Porém nada que o tempo a partir dali, não revelasse.

- Isso seria muito bom, senhor Jackson.

- Por favor, apenas Michael, senhor.

Meu pai sorriu.

- Muito bem, Michael._ Disse olhando para a mão de Michael junto a minha.

- Pai._ Gritou Robert meu irmão mais velho ao chegar em casa, acompanhado por Edward, o caçula.

- Estamos aqui, Robert. Junto à lareira.

- Me desculpem. Não sabia que tínhamos visita. _ Robert desculpou-se por seus modos ao entrar em casa.

Michael se levantou, cumprimentando-os assim que se juntaram a nós. E sentaram-se conosco.

- O que tinha a dizer, Robert? _ Perguntou meu pai.

- Bem, é um assunto que pode ser resolvido mais tarde.

- Não tem segredo, Robert. _ Disse Edward. _ Encontraram agora no início da noite um corpo na floresta depois do cerco.

Referiam-se ao mesmo local onde mais cedo eu e Michael estivemos. Neste momento, direcionei meu olhar para Michael discretamente. E ele lentamente desviou os seus olhos para mim, sustentando um olhar de canto. Calmo, roçou as costas da mão no queixo e ergueu os olhos para os demais na sala, sem nada dizer. 

- Um corpo? _ Exclamou meu pai surpreso. _ Mas... Quem é?

- Ainda não sabem. Mas não parece ser daqui. _ Robert respondeu.

Ao meu lado, Michael não demonstrou espanto com a notícia. Apenas permaneceu em silêncio absoluto. Enquanto todos os outros conversavam impressionados com aquele raro acontecimento nas mediações do vilarejo. E eu, inevitavelmente, vivi as lembranças de todos os acontecimentos daquela manhã em minha mente. Atordoada, fechei os olhos espremendo-os na tentativa de desfazer aqueles pensamentos.

- Evey, você está bem? _ Perguntou meu pai.

- Sim, papai. _ Respondi abrindo os olhos, ajeitando meu cabelo para trás.

- Tem certeza? _  Reforçou Michael ao meu lado, pousando sua mão sobre a minha.

- Sim. Não foi nada, querido. Eu estou bem_ Sorri.

- Nos desculpe por nossos modos, Michael_ Disse Robert, meu irmão_ Não é um assunto agradável para uma primeira visita.

- Não se preocupe. Estamos todos surpresos_ Michael realmente não parecia se importar. 

- Que tempos são esses que vivemos!? _ Meu pai desabafou.

- São tempos terríveis, senhor. É verdade. _ Completou Michael.

Durante o jantar Michael tentou manter-se neutro ao assunto. E eu algumas vezes o senti disperso, com o olhar distante, pensativo. Porém educado, saciava a curiosidade de meus irmãos sobre si. E meus pais observaram bem mais do que falaram.

Todos o recepcionaram bem, sem indiscrições, era parte do que éramos em família. Ao fim da noite, Michael insistiu que devia algumas explicações a meu pai, e ambos tiveram uma conversa não muito extensa durante o tempo em que ajudei minha mãe a arrumar a cozinha. Por fim, demonstrando-se satisfeito com a postura de Michael, meu pai o permitiu  fazer visitas regulares. Embora eu e Michael soubéssemos que nada nos impediria de nos vermos todos os dias.

Algum tempo depois, sem que tivéssemos um tempo para nós, Michael apressou-se em partir.

- Minha querida, Evey, eu preciso ir agora.

- Ainda é cedo. Tem mesmo que ir?

Me olhando, ele apenas sorriu, abraçou-me devagar, apertou-me ainda mais lento e sussurrou baixo:

- Amanhã. Ao fim do dia. Na praia.

- Sempre.

Como um cavalheiro, beijou minha mão lançando-me um olhar sorrateiro e discreto sob as sobrancelhas; tudo o que queríamos era um beijo quente de despedida, mas ele jamais o faria, não ali, com tantos olhos a nossa volta. Suspirou e sem dizer qualquer palavra, partiu. Levando consigo o meu coração.

Mais tarde naquela mesma noite, eu estava em meu quarto perdida entre os pensamentos que não me deixavam dormir. Era tão forte em minha mente sua imagem, suas palavras, suas maneiras, meu coração disparava, meu corpo aquecia, um frio intenso cortava-me o peito. Eu sorria, mordia os lábios, suspirava, franzia a testa, espremia os olhos, tudo por tê-lo em meus pensamentos, lembrando cada momento ao seu lado. Intrigada, emocionada, plena, feliz, amada, eu me permitia sentir tudo, tudo o que Michael me fez conhecer desde sua chegada.

Ouvi batidas na porta do quarto.

- Evey. _ Era minha mãe que batia antes de se recolher para dormir.

- Entre, mamãe.

Delicadamente, ela entrou. Eu estava sentada ao lado da janela, perdida em minhas lembranças enquanto observava o céu sem brilho tomado por nuvens negras. Ela caminhou até mim, pousou suas mãos sobre os meus cabelos e deslizou seus dedos pelos fios compridos.

- Então era isso... Está apaixonada, minha querida.

Sorri olhando-a.

- Sim, mamãe. Mais do que isso... Eu sinto aqui, em meu coração que jamais pertencerei a outra pessoa, a não ser ele.

E ela sorriu.

- Compreendo-a. E não imagina como me alegro em vê-la tão feliz. Assim como seu pai e seus irmãos.

- Como posso agradecer pela família que tenho?

- Sendo apenas quem você é, sempre. _ E me abraçou. Aquele abraço mais carinhoso e amoroso, aquele abraço de quem te cuida e te quer bem.

- Obrigada, mamãe. Eu amo você.

- Durma bem, querida. E seja sábia. Eu também amo você.

Fechou a porta atrás de si, e partiu.

Em toda a minha vida, eu jamais me sentira tão feliz, tão completa e realizada. Eu senti que nada no mundo poderia abalar aquela felicidade incessante em meu peito.

... Continua. 

 

Close your eyes
Feche seus olhos
Let me touch you now
Deixe-me tocar você agora
Let me give you something that is real
Deixe-me dar-lhe algo que é real
Close the door
Feche a porta
Leave your fears behind
Deixe os seus medos para trás
Let me give you what you're giving me
Deixe-me lhe dar o que você está me dando
Flames - Vast


Notas Finais


Espero que tenham gostado deste novo capítulo. A partir daí, muita coisa se desenrolará. Sei que todas tem muitas dúvidas, e aos poucos cada uma dessas dúvidas serão esclarecidas.

Quero ainda AGRADECER MARAVILHOSAMENTE FELIZ POR CADA COMENTÁRIOOOO!!!! Vocês me alegram e me animam. Obrigada. De todo coração. ♥
Prometo trazer cada vez capítulos melhores. Porque vocês merecem. ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...