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História For Blood and Love( Bakudeku ) - Capítulo 18


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Notas do Autor


Genteeeeeee consegui terminar o capítulo hoje, estou muito feliz de conseguir terminar ja e ele saiu até que grandinho né? Kkkkk
Eu prometo explicar qualquer dúvida sobre essa participação aqui :3
Boa leitura

Capítulo 18 - Ajuda Dimensional


Fanfic / Fanfiction For Blood and Love( Bakudeku ) - Capítulo 18 - Ajuda Dimensional

- Bom, vamos tentar te explicar o que conseguir okay? - disse ele se aproximando de Izuku - Prazer, me chamo Izuku Midoriya. Acredito que você também é o Izuku né?

Após ouvir aquela frase o esverdeado se sentiu como se estivesse saindo de si, como se sua alma estivesse saindo do corpo. Era uma sensação estranha, era como estar sonhando ou alucinando mas não estava! Aquelas pessoas animalescas estavam realmente ali, vivas e falando com ele. Era algo totalmente aleatório e maluco com toda a certeza, muito maluco. Izuku ainda encarava sua cópia com curiosidade e um pouco de medo, e então com cuidado, tomou coragem e tocou na orelha de coelho verde, era estranho mas real.

- Vocês são reais mesmo….

- Sim, sei que ta confuso mas vamos tentar explicar

- Explicamos enquanto andamos, vamos! - disse Katsuki meio lobo começando a andar

- Isso - concordou o Izuku coelho - Vem!

Izuku balançou a cabeça e por mais maluca que fosse a situação ele começou a andar junto dos dois, os acompanhando na velocidade também. Era um pouco engraçado ver os dois, estranho também, nem dava para acreditar. Izuku coelho vestia um uniforme policial totalmente preto e Katsuki lobo também, estavam equipados com pistolas de fogo prateadas que pareciam ser automáticas, além disso pareciam estar preparados para fazer a mesma coisa que Izuku, invadir a instalação. O Izuku coelho se virou para Izuku normal e sorriu, parecia se divertir com a situação.

- Izuku Midoriya, isso é confuso mas vou explicar somente uma vez. Não temos muito tempo. Eu sou você só que em outra dimensão, uma outra realidade do seu próprio universo, sim existe um multiverso.

Após aquela fala do coelho verde, Izuku conseguiu entender aos poucos o que poderia estar acontecendo, ou quase isso. Realmente existia um multiverso, isso ele tinha quase cem por cento de certeza por conta de Kirishima, porém agora estava mais que comprovado. A verdade estava ali para ele em carne e osso, esperava que nada de ruim fosse vir disso. Concordou com a cabeça olhando para sua outra versão e então a mesma prosseguiu.

- A alguns anos atrás houve um probleminha na nossa realidade. Tivemos a mesma experiência por assim dizer, pessoas de outra realidade invadindo a nossa - ele contou e olhou para frente vendo quanto faltava - eu e Katsuki acabamos resolvendo tudo mas…. Depois de um tempo nós descobrimos como a máquina que causou tanto problema foi construída e fizemos uma. Porém nós meio que somos agora agentes do universo sabe? Guardiões e talz.

"Nós conseguimos rastrear anomalias dimensionais e tentar corrigir o estrago. No seu caso só conseguimos vir agora por que estavamos ocupados de mais e sua anomalia era muito pequena, sério você não faz idéia, então conseguimos vir agora, embora a situação ja esteja se tornando bem preocupante. Em resumo é isso."

Izuku ficou absorvendo a todo instante a informação, porém colocando um pouco de confiança nela. Ele não sabia quem eram, se estavam alterando suas formas ou algo assim, porém tinha que dar um pouco de confiança não é? Eles estavam ali para ajudar, estavam?

- Então, vocês vieram aqui por que?… - disse Izuku de modo lento vendo se iriam responder

- Ah claro, bom na sua realidade tem dois invasores por assim dizer, duas crianças. Ejirou Kirishima e Todoroki Shouto. Uma é da realidade 801, outro da 389. Temos que levar cada um para sua realidade, para equilibrar as coisas e nada virar uma bagunça maior. Embora depois de tanto tempo nada tenha ocorrido.

- Mesmo assim, ainda tem perigo aqui. Temos que concertar isso e você sabe.

- O que pretendem fazer - disse Izuku os encarando

- Vamos o ajudar a salvar os dois e depois os levar para seu verdadeiro lar.

Izuku ficou parado por um momento, eram tantas perguntas mas as informações não poderiam ser falsas. Mas ele iria deixar Kirishima e o outro garotinho serem levados de novo? Nunca mais os veria? Não poderia deixar aquilo acontecer mas se não deixasse não estaria fazendo o errado? Eram tantas questões que tentou manter a calma e deixar as coisas fluírem.

- Temos cerca de meia hora antes das anomalias começarem - falou Katsuki - Temos que invadir e sair

- Certo - respondeu Izuku calmo - vou criar a distração, vocês entram, okay?

- Por mim tudo bem - explicou Katsuki lobo

- Mas com uma condição - disse o esverdeado sério - não sei como funciona mas não vão embora sem que eu veja o meu… o Kirishima de volta entenderam?

Os dois se entreolharam por um momento e então concordaram. Estavam a uns duzentos metros de distância, estava tudo escuro. Estava na hora de salvar seu filho.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*

Mirio não tinha recebido nenhuma resposta de Izuku e tão pouco Katsuki, estavam preocupados com o mais novo, queriam saber onde ele estava e como estava, se ja estava tudo bem, queriam saber, não, eles precisam saber. O mais velho dirigia o carro de forma veloz pela estrada, ultrapassando alguns carros que andavam na velocidade normal.

Pela janela do passageiro Katsuki podia ver o lado de fora, um completo vazio inexistente repleto pela escuridão, lhe dando uma sensação de perca, uma sensação ruim. Encarou os olhos azuis de Mirio e vendo que o mesmo transmita uma sensação de tristeza e preocupação. Suspirou cansado e depois passou a mão pela mão de Mirio que se encontrava tensa sobre o volante. Nesse mesmo instante o maior virou o rosto com surpresa e encarou a face de Katsuki que estava um pouco corado porém sério como sempre, parecia bravo e envergonhado? Ele respirou fundo e então quebrou o silêncio tenso que se encontrava dentro do carro.

- Você parece muito tenso… tem que ficar mais calmo…

- Eu… sim… eu vou tentar…. É tão difícil…

- Eu sei…

A mão de Katsuki permaneceu nas de Mirio, acariciando a mesma tentando passar uma sensação boa para acalmar o loiro, aos poucos Mirio começou a desacelerar o carro e ir mais devagar, deixando Katsuki mais calmo também e mais leve.

- Você sabe que nosso Izuku consegue tudo né? - disse Katsuki sorrindo para o maior - ele vai se sair bem.

- É você tem razão, Obrigado Kats.

- De nada… Remillion.

Os olhos de Mirio se arregalaram, ele não sabia que o loiro conhecia o apelido que Izuku dera, era algo surpreendente. Ele queria se sentir mal por outra pessoa falar aquilo mas se sentiu bem, e gostou na verdade. Sorriu para o mesmo e tirou a mão de Katsuki de cima da sua e colocou na cabeça do mesmo e esfregou os cabelos do loiro os deixando mais bagunçados que antes.

Mirio conseguia enxergar Katsuki não mais como um intruso tão pouco como amigo, mas sim como um irmão mais novo assim como considerava Izuku seu irmãozinho. Depois daquele ato do menor, ele tinha certeza agora, ele sabia que o mesmo também se importava consigo e Mirio estaria disposto a fazer o possível para poder proteger e cuidar de Katsuki.

Katsuki também passou a enxergar o mais velho como um irmão, a quem ele se importava e queria cuidar também, também sabia que o maior o via assim também e estava contente que seus laços chegaram naquele ponto.

- Espero que esteja com o Kiri ja… ele nem respondeu as mensagens…

- Deve estar bem ocupado, conhecendo ele deve estar bem concentrado - comentou Mirio - Vamos chegar na cidade logo e ter que esperar por ele. Afinal ele nem falou onde era.

- Tem razão, ai Deku você só complica as coisas.

Mirio permaneceu dirigindo na mesma velocidade e após alguns minutos chegaram a Roeen. Era uma cidade pequena e muito pouco carro andando pela rua, chegava a ser assustador. Uma cidade pequena e sem vida, aos olhos de Katsuki, sem nenhum movimento e longe das metrópoles. Aquele pensamento fazia o mesmo lembrar de onde morava e trabalhava a anos atrás, era tão estranho não? Estar conectado ao passado através de flashs e sensações, como se não passasse de um sonho distante. Katsuki se perguntava como estava os pais? Fazia tempo que não ia ver eles. Nunca chegou de ir conversar claro, ficava olhando eles através do vidro do carro e de longe, era a única forma que podia os ver. A sensação se tornou amarga mas era melhor que nada não? Ao menos Katsuki via assim.

O carro parou em uma lanchonete com o nome de Siris Burger. Na vidraça da loja, em letras neon, estava escrito "aberto vinte e quatro horas". Mirio desligou o carro e encarou o menor com um sorriso no rosto.

- Ta com fome? Por que eu estou. - ele abriu a porta do carro e se alongou um pouco, esticando os braços para cima, erguendo um pouco a camisa - te pago um x burguer.

- Desse jeito vai me engordar - disse rindo e saindo do carro também sentindo as juntas estalar - Caraca…

Ambos entraram na lanchonete que não tinha ninguém, ao menos cliente, só tinha uma garçonete, um caixa e talvez um cozinheiro. Todos pareciam bem abordados e conversando e quando viram os dois loiro entrarem eles pararam e a garçonete veio rapidamente atendê-los. Mirio pediu dois lanches e Katsuki somente um, a mulher anotou os pedidos e saiu, deixando ambos a sós.

Bakugou ficou brincando com canudos e Mirio ficou o encarando com um olhar pensativo, percebendo isso o mais novo ficou um pouco corado e abriu a boca algumas vezes até conseguir formular o que queria dizer.

- Não quer ir atrás do Deku? Andar até achar esse lugar… me parece errado ficar aqui e comer enquanto ele pode estar morrendo ou quase isso…

- Não tem o que ser feito, podemos ir mas e se não achar? Vamos esperar, você mesmo disse para confiar nele

- Certo, certo… melhor esse x burguer chegar logo…

- Digo o mesmo.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~I

Izukucomeçoua caminhar devagar em direção da casa próxima do celeiro, estava usando o capuz preto de sua camisa, escondendo seu rosto enquanto se aproximava. Assim que foi visto, o que não demorou muito, foi chamado a atenção aos gritos dos guardas que estavam ali. Izuku olhou para frente vendo que eram quatro guardas na verdade, um estava mais próximo da porta da casa. Olhando bem pode perceber que a casa era de madeira, um tom mais escuro e parecia ser velha. Todos os homens vestiam ternos negros e gravata vermelha.

O esverdeado ergueu as mãos em sinal de rendição e então os homens começaram a se aproximar devagar, todos tinham rifles em mãos apontados para Izuku, observando cada movimento de Midoriya. Não seria fácil, mas ele ja enfrentou situação pior, bem pior, aquilo não seria mais difícil do que enfrentar uma guangue.

Com as mãos no alto ele apertou com força o punho esquerdo e então uma explosão de fumaça negra surgiu surpreendendo os quatro homens que no estado de pânico não reagiram bem. Quando o cara mais alto que parecia ser o líder iria dar algum comando o mesmo teve sua voz silenciada, porém silenciada para sempre. Um tiro saiu da cortina de fumaça negra e acertou em cheio a testa do homem alto. O impacto da bala o fez cambalear para trás e caiu no chão ja sem vida e com os miolos saltando para fora, manchando a terra com o sangue quente de seu corpo.

Outros dois disparos acertaram dois homens de trás que se preparavam para atirar, um pegou no pescoço, acertando em cheio a garganta do homem causando um sangramento insano no ferimento, o homem caiu com tudo no chão segurando sua garganta com as duas mãos enquanto sufocava com o sangue e sem conseguir respirar, morrendo aos poucos. Enquanto que o segundo pegou de raspão no pescoço, causando um corte enorme feito pela bala quente e furiosa, fazendo no instante seguinte um jato de sangue esguichar para longe manchando o chão. O homem caiu de joelhos pondo uma mão no local do ferimento e pressionando com força, tentando de alguma forma estacar o sangramento.

O último guarda apertou o gatinho do rifle automático soltando uma chuvas de bala na direção da enorme cortina de fumaça, o som das balas acertando o chão podiam ser ouvidas mas o homem estava tão assustado que nem prestou atenção nisso e não mudou de direção dos tiros. Uma sombra negra saiu pelo lado esquerdo da cortina de fumaça, que era aos poucos levada pelo vento, surpreendendo o homen que atirava sem parar. Ele tentou virar a arma na direção da sombra mas o som de disparo veio primeiro. A bala acertou o ombro do mesmo e um segundo tirou veio da mesma direção acertando seu pescoço com força, fazendo assim com que mais uma vida fosse perdida naquela fração de tempo.

A fumaça foi sumindo aos poucos, sendo apagada pelo vento, mostrando a figura de capuz negro segurando uma pistola automática prata. O cano da arma ainda saía fumaça, quente após o uso. Midoriya tirou o capuz da cabeça, ainda usava óculos com visão de calor, perfeito para ver pela fumaça. Tirou os óculos e ao olhar para os homens derrubado escutou o som uma única vez.

Não teve tempo de ver de onde vinha, não sabia se faria tanta diferença, porém sentiu o impacto. Com força a bala do rifle o acertou com força no peito do lado esquerdo, próximo ao seu coração. O tiro o desequilíbriou fazendo o mesmo caminhar para trás e acabar caindo de costas. A dor foi forte e fez o mesmo fechar os olhos com força. A arma ainda apontando para frente vinha do homem que levou o tiro de raspão no pescoço, ele atirou com suas últimas forças, ainda estava vivo. Seu ferimento sangrava muito e aos poucos ele se sentia zonzo, porém estava feliz. Derrubou o inimigo, aquilo não se via todos os dias. Sorriu ao ver o corpo caindo no chão sem se mover e gritou.

- HAHAHA, PARABÉNS SEU MERDA! TUDO ISSO PRA NADA???!!

Começou a parar de forçar a mão no ferimento deixando o sangue fluir lentamente. Ele queria poder soar o alarme que estava dentro da casa mas não conseguiria andar, teria seu fim ali, teria que ficar ali parado morrendo lentamente. Ele largou a arma e capotou com o corpo para trás, descansado as costas no chão e olhando o céu, cheio de estrelas cintilantes, aquela era uma boa visão.

O homem escutou um barulho estranho vindo da sua frente e virou o rosto vendo tudo embaçado, mas não só por causa da morte que se aproximava lhe deixando inconsciente, mas por causa das lágrimas de raiva que sentia. A figura negra se erguia e começou a caminhar em sua direção

Izuku tirou a bala fincada no colete que usava, agradecia por usar aquilo, causando desconforto ao mesmo tempo pois podia sentir a munição ainda quente. Viu a face do homem com lágrimas enquanto que sangrava até a morte, o sangue quente cobrindo o chão arenoso. Os olhos esmeralda do jovem encarou os corpos caídos, sentindo pena pois morreram de forma injusta, estavam apenas seguindo ordens. Era triste mas o que Izuku poderia fazer? Eram peões no tabuleiro de xadrez.

A porta do celeiro se abriu deixando o esverdeado assustado e em guarda, mirando a arma na direção da fresta que se formava porém antes de atirar a cabeça de Katsuki lobo surgiu, tanto ele quanto o Izuku coelho foram por de trás do celeiro enquanto os tiros eram ouvidos. Ele olhou em volta e fez sinal com a cabeça para o menor o acompanhar, e sem muita demora, Izuku o seguiu adentrando o celeiro que estava em um silêncio total. O celeiro era grande e vazio, tinha blocos de feno para todo o lado e no centro uma escotilha aberta onde Izuku coelho examinava com cautela.

- Então eles estão la embaixo - pressupoes Izuku encarando os dois - acham que tem mais guardas?

- Sim, eles não deixariam só quatro. Temos que ir com cautela - explicou o Izuku coelho - vá na frente e vamos logo atrás.

Midoriya concordou com a cabeça e então começou a descer pela entrada. Tinha uma escala colada na parede do túnel que descia e dava para ver luzes branca iluminando um chão branco. Quando o segundo Izuku, o animalesco, começou a descer ele se sentiu enjoado, aquela visão e sensação, estar fazendo aquilo, era como estar no passado, na época em que teve de enfrentar sua própria versão. Quando Katsuki o tirou do subsolo, as lembranças vinham com tanta força que era como estar preso ao passado. Parou de descer por um momento e ficou sem respirar e teria ficado assim até a voz grossa lhe chamar a atenção.

- Hey… ta tudo bem?

- Eu… - o Izuku animalesco balançou a cabeça e sorriu - só me senti um pouco preso ao passado…

- Eu também… mas temos que continuar Zuki….

Quando o loiro disso aquilo os dois Izuku olharam para ele e o loiro ficou corado e resmungou dizendo para descerem de uma vez. Ambos deram um riso baixo e continuaram com a missão. Izuku desceu primeiro e quando terminou estava de frente a um corredor longo todo branco, tinha luzes de Led no teto iluminando tudo. Midoriya fez sinal para a dupla animalesca descer e assim fizeram.

O Izuku coelho sentiu uma sensação estranha assim como Katsuki, pareciam estar presos ao passado. Por que organizações faziam aquilo? Por que o governo autorizava aquele tipo de coisa? Poderia ser por um bem maior mas a forma como trabalhavam lhe dava incômodo, era errado. Tinham que salvar as crianças o mais rápido, não se sabia o que estariam fazendo com elas.

- Eles não acionaram nenhum alarme pelo jeito - explicou Katsuki lobo - Devem achar que esta tudo Ok, vai ser melhor assim.

O trio andou pelo corredor, Katsuki ia na frente e o tempo todo olhava para seu relógio, que era estranho em formato e funcionamento, porém logo voltava sua atenção ao caminho. Depois de andarem cerca de cem metros eles chegaram a uma porta branca de metal com uma janela. O loiro espiou e pode ver um guarda de costas para a porta. O lobo puxou o que parecia ser a maçaneta e a porta se destrancou fazendo um estalo. Ele ficou em choque mas o guarda nem se moveu. Pela sua audição podia ouvir uma música de rock tocando vindo dele e percebeu fones de ouvido no mesmo. "Não deveria escutar música alta no trabalho garotão" pensou ele sorrindo.

Com as mãos livres o loiro abriu a porta por completo e em um movimento rápido ele fincou suas garras na jugular do homem o fazendo sangrar. Seus caninos saltaram para fora em um sorriso monstruoso. Logo em seguida fez força para a esquerda jogando o homem no chão. O som assustou mais seis guardas que olharam espantados para a cena. Olhares de medo se tornaram de fúria e antes de começar a bagunça, Katsuki conseguiu falar com a voz grossa e irritada dele.

- Sujou.

Midoriya jogou no chão duas esferas negras e então uma explosão de fumaça se formou, Izuku colocou os óculos de visão de calor. Com a pistola em mãos começou a mirar nos alvos e vendo que eles não ficariam esperando como os guardas la de cima. Eles prepararamvas armas e Izuku agradeceu pela organização ser tão pão duro de não contratar ninguém eficiente como ele.

Izuku atirou em três os derrubando e eliminando da batalha, o Izuku coelho não usava óculos mas parecia ser bem melhor que o Izuku normal. Assim que ele escutava uma arma ser engatinhando, suas orelhas se moviam na direção, fazendo o mesmo disparar de forma certeira. Ele acertou outros dois guardas que apertaram o gatilho antes de serem atingidos, um tiro acertou o colete de Izuku coelho e outro o de Katsuki.

O terceiro guarda apertou o gatilho e atirou três vezes, o som ecoava pela sala metálica enquanto os tiros acertavam o metal, uma forma grande saiu da fumaça de forma rápida. O loiro rosnava enquanto estava no ar, ele saltou em direção ao homem que atirava com a pistola. O guarda acertou dois tiros no colete de Katsuki, estava nervoso e não conseguia mirar. Porém se você visse um homem alto de calda de lobo, caninos grandes saltando para fora da boca, garras e rosnando você, realmente não iria se concentrar em nada.

Katsuki foi cruel fincando as garras no pescoço do homem e desfigurando seu rosto. Midoriya Coelho chamou a atenção do mesmo que parou com a carnificina. Seu rosto estava cheio de sangue e suas garras encharcadas de vermelho quente. Ele balançou as mãos tentando limpar e então bufou para Izuku coelho que o encarava bravo.

- Prometa que não irá fazer isso comigo… - disse Midoriya um pouco assustado

- Ele não é assim… vamos mudar o foco.

Eles apenas se entreolharam e então continuaram. A fumaça se desfazia e os corpos caídos no chão deixavam o local mais macabro. Mais a frente tinha uma porta fechada e parecia ser a prova de som pois Katsuki não conseguia escutar nada do lado de dentro da outra sala, assim como a porta anterior. Porém essa não tinha como abrir com as mãos, ao que parecia, pedia acesso por cartão e isso acabou atrasando eles um pouco.

Pegaram os crachás dos guardas e testaram todos até que um deles abriu a porta. Entraram sorrateiros e viram alguns homens e mulheres de jaleco, uma delas chamou atenção de Midoriya. Era a mulher que virá na escola outro dia com o garotinho de cabelos bicolor. Ela notou quem era e ficou confusa vendo sua cópia ali de forma animal também.

- Onde estão os garotos? - gritou Izuku apontando a pistola fazendo todos erguerem as mãos - andem falem logo.

- Mas que merda são vocês? - perguntou a loira com as mãos erguidas - como caralhos conseguiram ficar assim? Por que são parecidos?

Midoriya não deu moral para ela e começou a atirar nos pesquisadores, um a um eles gritaram e iam sendo abatidos a sangue frio. Izuku sabia que aquele ato era cruel mas não queria testemunhas e muito menos uma organização colada no seu pé, daria um jeito de se livrar deles. A última que sobrou foi a loira que sorriu em deboche.

- Você é um lixo mesmo, o que aquelas duas aberrações pode significar para você? Trata eles como filho?

- Não importa para você, onde estão? - perguntou Midoriya irritado

- Eu não faria isso se fosse você, sem mim não podem achar eles…

Katsuki sorriu fraco e então mostrou as garras para a mulher enquanto se aproximava vendo ela ficar mais nervosa a cada passo.

- Ora ora tentando mentir?

- Eu não estou mentindo… fique longe de mim criatura pavorosa!

- Eu escutei seu coração, e ele mente…

Izuku abaixou a arma e então assistiu a cena junto de sua cópia. Katsuki fincou as garras na barriga da mulher fazendo ela gemer, Toga encarava o loiro com ódio tentando tirar as garras de si mas sem sucesso. Em seguida arranhou com as garras o pescoço de Toga o cortando. O sangue espirrou sobre seu rosto e no mesmo instante pode ver o olhar de medo da mulher. Porém logo sentiu nojo e empurrou o corpo mole e que perdia a vida a cada segundo. Balançou a cabeça tentando afastar a coisa ruim que vinha em sua mente sempre que fazia aquilo.

- Certo… eu estou curioso para saber como ficou sabendo da mentira mas não quero agora… onde estão eles?

- Temos que achar. Além do coração dela falhar eu também consigo ouvir eles…

Katsuki apontou para o chão e Izuku entendeu, eles estavam bem abaixo dos seus pés, os ouvidos poderosos de Katsuki escutaram o coração dela e também dos pequenos abaixo deles. O fedor do sangue deixava tanto Katsuki quanto o Izuku coelho enjoados, por conta disso, procuraram uma forma de achar uma entrada para alguma sala mais subterrânea o mais depressa possível.

Depois de alguns minutos eles encontraram uma pequena entrada no chão em forma circular levando para um corredor não muito longo. Tinha uma porta enorme de metal com vidro no final do corredor, assim como as outras, porém pedia um cartão para entrar. Midoriya coelho subiu devolta para cima sem falar nada. Já Izuku foi até a porta e viu pelo vidro uma gaiola e seu coração se apertou. Era Kirishima e o outro garotinho, ambos presos e tremendo de frio, seus olhinhos fechados enquanto se abraçavam. O vidro ficava um pouco embaçado por causa do frio. Eles tinham que entrar!

O Izuku coelho chegou com um crachá sujo de sangue e apresentou na fechadura e como esperado ela se abriu. Finalmente, depois de toda a tenção tinham conseguido. Midoriya entrou com pressa e acordou os dois garotinhos que abriram os olhos cansados mas sorriram, com esperança. Katsuki com as próprias mãos quebrou o cadeado que os trancavam sem muita dificuldade e conseguiu libertar os pequenos da jaula de metal fria.

O esverdeado pegou Kirishima no colo o abraçando com força e deixando algumas lágrimas escaparem, sem se importar com o que os outros diriam. Kirishima por sua vez abraçou forte o maior e chorou, porém de alegria pois sabia que ficaria tudo bem. Ele suspirou aliviado e falou no ouvido de Midoriya em tom baixo.

- Obrigado papai….

Todos saíram da instalação sem nenhum ferimento grave. Tinha tudo ocorrido de forma certa, sem nenhum imprevisto. Estavam todos bem. Midoriya não largou Kirishima em nenhum momento e o pequeno como estava fraco acabou dormindo novamente no colo do esverdeado, porém um sono leve. Ja Shouto era carregado por Midoriya coelho que sorria triste vendo o rapaz, afinal perderá o seu a muito tempo.

Quando chegaram até o carro de Izuku onde começaram seu encontro. Katsuki fez um som de tosse chamando a atenção de Izuku que ja abri a porta do carro. O menor suspirou e encarou o loiro com e sua versão, encarando os olhos deles, tentando passar de forma pura o que sentia no momento através de seu olhar.

- Olha… eu lembro o que falaram mas… eu não posso deixar.. ele, ele é meu filho! - disse o esverdeado começando a chorar - É o meu filho… vocês não podem levar.

- Você não entende Izuku - disse o esverdeado com orelhas de coelho na cabeça - Isso vai gerar muito problema… não podem haver duas coisas iguais, o nosso universo fica uma bagunça completa!

- Não…. Nós estamos aqui juntos! Ele também!

- Olha existem variáveis okay? Temos um tempo curto para não gerar anomalias dimensionais - ele olhou o relógio - não podemos ficar perdendo tempo aqui.

- Não tem outro Kirishima aqui… eu juro… ja teve mas ele se foi.…

- Você…

O Katsuki iria falar que Izuku mentia mas não, parecia ser verdade. Ele deu dois cliques na tela do relógio e observou um holograma no ar, pareciam muitas letras, talvez arquivos? Izuku não sabia mas não queria descobrir. Abraçou mais o pequeno ruivo em seu colo e não largaria por nada, nem que tivesse de morrer de forma brutal nas mãos do lobo, não largaria seu filho, não deixaria ele ser levado uma outra vez.

- Certo, certo, temos que avisar o chefão depois - disse Katsuki.

- Tem certeza que vamos deixar? - perguntou o companheiro coelho

- Sim, ele vai ocupar o lugar do antigo Kirishima daqui. Não vai resultar em anomalia.

- Mas e a família dele? A verdadeira… - disse Izuku baixinho olhando de canto para sua versão normal - eles não vão...

- Não, ele não tem mais, foi abandonado. Ejirou Kirishima vive em um orfanato… ele não tem uma família…

- Aaah… então só temos que falar depois com o chefe?

- Hey - interrompeu o esverdeado ainda com os olhos marejados e com o peito cheio de esperança - Então vão… deixar ele ficar?…

- Sim, vamos deixar - respondeu Katsuki e rosnou - mas não tente invadir outra realidade ou se meter nesses problemas outra vez entendeu? Nem você e nem ninguém, aceite ele como se fosse daqui, nós vamos ficar de olho em você.

Midoriya concordou com a cabeça e então ficou observando sua cópia e uma cópia de Katsuki de outra realidade indo embora, sumindo em um clarão branco. Como se não passasse de um sonho muito louco, mas não era. Suspirou aliviado colocando o pequeno Kirishima no banco de trás e o mesmo resmungou e abriu os olhinhos observando Izuku e sorriu fraco.

- Ja estamos em casa papai?…

- Ainda não… jaja vamos estar… shiiii… dorme tabom?

- Tabom…. Te amo papai… - disse em tom sonolento e bocejando logo em seguida

- Te amo filho…

Izuku sorriu e depositou um beijo na testa do pequeno que se remexeu no banco de trás até começar a dormir novamente. Midoriya fechou a porta de trás e entrou no lado do motorista. Fechou os olhos e suspirou absorvendo as informações de tudo que se passou, aquilo era tão louco mas não foi sonho. Quantos universos poderiam existir? Porém deixou isso de lado logo em seguida, foi alertado a não seguir esse caminho. Tinha que seguir em frente e viver sua vida como se nada daquilo tivesse acontecido, seria estranho e difícil mas teria que ser assim. Pegou o celular e enviou uma mensagem a Katsuki que não demorou a vizualizar.

 - Onde está? Acabei de terminar, estou levando nosso filho pra casa ❤️


Notas Finais


Oie meus amores!!!!! Estou muito feliz mesmo de poder continuar essa fic e estou quase terminaram.
Eu espero não deixar vocês muito confuso e prometo responder vocês aqui ^^ queria agradecer principalmente ao Wymer e a Moonstar por sempre comentar e vocês me apoiam muito, de verdade. Obrigado também a todos que também lêem mesmo não comentando eu adoro vocês.
Obrigado por tudo mesmo, espero poder tirar dúvidas que ainda existam, estou aqui pra tudo. Espero terminar o próximo capítulo até sexta.
Beijão meus lindos leitores 🥰🥰🥰😍😘😘😘


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