História For Eternity. - Capítulo 4


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Categorias Jamie Campbell Bower, Lily Collins, Os Instrumentos Mortais
Personagens Jace Herondale (Jace Wayland), Lily Collins
Tags Drama, Mistério, Revelaçoes, Romance
Visualizações 8
Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá leitores.

Perdão pela demora, tive alguns problemas familiares e isso me afetou por um tempo, mas cá estou com mais um capitulo. Ainda hoje, postarei o próximo, possível que no dia de hoje, eu poste três capítulos.

Então fiquem de olho em.

PS': O PERSONAGEM DO JACE NÃO SERÁ INTERPRETADO PELO LUCAS TILL, A PARTIR DE AGORA, SERÁ INTERPRETADO PELO DOMINIQUE SHERWOOD.

P.S'': Quero agradecer pelos favoritos e pelo comentário nos capitulos anteriores, é assim que iremos longe.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Rain and truths.


Fanfic / Fanfiction For Eternity. - Capítulo 4 - Rain and truths.

 

Me sentei em uma cadeira diante de Daniel, apoiei meus cotovelos na mesa e ele repetiu meu gesto.

— Tudo bem; vamos começar literalmente do inicio. — iniciei e ele assentiu. — nós nos apaixonamos depois de eu ter abandonado o anjo que nos amaldiçoou?

— Basicamente, sim. Ele decidiu lutar e voce se recusou a se unir quando viu quem ele realmente era, então o abandonou.

— Então, é um triângulo amoroso?

— Na verdade...

— Olha só quem decidiu escutar. — Lia o interrompeu sentando ao seu lado.

— Os meus sonhos tem relação com as minhas outras vidas, não é? — perguntei ignorando as falas de Daniel e Lia, ele assentiu. —eu nunca tive nenhum sonho estranho antes de começar a ter aula de história geral.

— Pode ter sido um aviso, ou...

— Alguém desencadeou seus sonhos, você não tinha aula de história geral, quando começou a ter, os sonhos vieram no pacote. A relação é obvia. — interrompeu Daniel e eu a olhei. — e então, fim da conversa?

Lia definitivamente não me suportava, ou não suportava a ideia de Daniel e eu estarmos.. juntos, de certa forma.

— Mas quem teria desencadeado? A secretária ou...

— O professor. — o interrompi e ele me olhou. — Depois de uns dias que começamos  a frequentar a aula dele, ele foi na minha casa querendo saber se eu tinha um relacionamento intimo com alguém além de Jace e Jessica. — finalizei um tanto orgulhosa por ter entendido a relação do professor com os sonhos.

— Então é isso. Seu professor iniciou tudo, precisamos saber  quem ele é. Pode ser alguém enviado para... te fazer lembrar.

— Então podemos encontrar o anjo que lançou a maldição seguindo o professor, e mandar ele acabar com ela. — sugeri um tanto otimista e Lia sorriu alto.

— Nossa, como não pensamos nisso nos últimos mil anos? — seu comentário era carregador de sarcasmo.

— Sabemos que foi o anjo que você abandou e...

— Porque não diz o nome dele?

— Tinhamos nomes diferentes dos que temos agora, eram nomes angelicais.

— Luck.

— Nome angelical? Luck é o nome mais comum de todos. — não pude deixar de sorrir, isso irritou Lia.

— Ele tinha esse nome em uma das vezes que você morreu. — Daniel disse tentando amenizar a situação.

Uma das vezes...

— Nós, bom... não tem como a gente não se apaixonar um pelo outro?

— Como eu queria que a resposta fosse sim... — ignorei o comentário de Lia, novamente.

— Não. Sempre nos encontramos, se eu decido te ignorar, algo nos une. Sempre assim.

— Quantas vezes eu... morri? —um nó em minha garganta se formava, como alguém poderia ser tão cruel?

— Dez vezes. — o olhar de Daniel era distante.

— Passou por tudo isso dez vezes? — perguntei um tanto impressionada e grata. Ele me amou através do tempo.

— E você também, essa é a única vez em que você não...

— Te ama. Diz logo! Ela não te ama.  — Lia o interrompeu transformando seu olhar distante em confuso.

— Tem algo errado, eu sei que tem.

— Não seja presunçoso. Ninguém garante que eu iria me apaixonar com você se não tivesse o Jace.

Daniel se afastou um tanto desnorteado ate sumir do meu campo de visão. Eu disse algo errado?

— Não consegue fazer nada certo mesmo depois de anos.

— Do que esta falando?

— Deixou de escolher quem mais te amou na vida por alguém que voce amou... e nem era amor, porque você só tem o machucado todo esse tempo, o amaldiçoou, prefere morrer todas as vezes do que ir atrás de quem rogou a maldição.

— Não acredito que em mil anos nós não tenhamos tido uma conversa parecida com essa. Não ouviu quando Daniel disse que sempre nos aproximamos?

— Ele é precipitado. — não pude deixar de sorrir com tamanha insistência em me odiar. — ele sofre toda vez que você morre mesmo sabendo que voce não vai lembrar de nada quando voltar.

— Eu não tenho culpa.

— Tem. O que voce mais tem na história, é culpa. — seu tom de voz era duro. — Dessa vez, ele não vai sofrer por você. Não estrague isso, deixe-o em paz

Só ali eu me toquei de que Lia me odiava por amar quem me amava, ela não ligava para o quanto ele sofria, ela o amava. E sabia que enquanto ele me amasse, ela jamais teria chance.

— Precisa que eu não o ame para ter alguma chance. Mas voce tem que entender uma coisa... — me pus de pé diante dela. — eu não pedi nada disso, Daniel quem me salvou, se o amasse mesmo, teria investido em todos os anos antes que eu voltasse para a vida dele. Afinal, assim como eu, você teve mil anos para tentar.

Deixe-a sozinha no cômodo e sai para o jardim, era grande, totalmente enfeitado por árvores, e uma grama perfeitamente aparada e verde.

— O que acontecendo comigo?

Deixei as lagrimas rolarem, num misto de medo e confusão. Comecei a soluçar de tanto chorar e não saber o que fazer.

Eu quero descobrir e entender tudo. Saber o que realmente está acontecendo comigo. Se tudo isso for verdade e eu for o anjo da maldição quer dizer que eu magoei outro anjo de um jeito tão cruel que ele me amaldiçoou, mas como vou saber quem ele é, se não me lembro de nada?

Se os sonhos são lembranças, provavelmente vou me lembrar dele em algum momento, tenho que lembrar.

Senti um aperto no peito ao me lembrar de Jace e Jessica, ao lembrar dos dois se beijando. Dois meses... dois meses desacordada e perdendo minha vida dia após dia.

— Esta mais calma? — me virei vendo o homem que me guiou pela casa horas atrás, corei. — sou Dominique Andreas, mas costumam me chamar de Dom ou só de Andreas.

Seu rosto me era familiar, a impressão de que o conhecia encheu meu ser.

— Eu já te vi antes?

— Sim, nos encontramos varias vezes. — sorriu e eu o olhei por um tempo antes de desviar o olhar.  

Onde eu vi ele?  Fiz uma nota mental de tentar me lembrar.

— A Lia é sempre daquele jeito?

— Em relação a você e Daniel?

— Só sei que ela não é fã da maldição tanto quanto eu e Daniel. — respondi e ele assentiu

— Entenda o lado dela. — o olhei. — ela o ama desde o inicio dos tempos e desde lá ela o vê te amando. A cada cem anos ele se apaixona novamente por quem vai matar e sofre...

— Ele disse que já tentou me ignorar e...

— Lia já o convenceu a desistir, implorou que te desse uma chance longe dele. Mas vocês sempre se aproximam de formas aleatórias e distintas. — finalizou e eu soltei um longo suspiro.

— Onde o Daniel está? — perguntei um tanto desnorteada.

— Ele está no quarto, o segundo a direita subindo as escadas;

Sorri em agradecimento e entrei na casa; não encontrei com ninguém, agradeci mentalmente. Subi as escadas e encontrei o quarto, quando ameacei entrar, ouvi vozes.

‘’Precisa esquecer ela, nós dois vimos o quanto ela esta apaixonada por outro. ‘’

‘’Ta errado Lia, ela nunca se apaixonou por ninguém, ela me ama. Pra alguém fazer ela se apaixonar, teria que conhecer essa pessoa desde que nasceu ou... ‘’

— Posso entrar? —perguntei interrompendo a conversa, Lia me fuzilou.

— Já entrou. —respondeu e eu sorri fraco — eu volto quando ela sair e a gente continua, Danny. — Ele sorriu enquanto ela se afastava, fez questão de desviar seu ombro do meu.

— Quer conversar? — perguntou e eu assenti.

— Preciso saber como éramos.

— Como anjos ou em alguma...

— Eu te amava?

— Sim, você sempre demonstrou. Mesmo sabendo que não podíamos ficar juntos, tentávamos. — Sim, demais. A gente era.. fogo e gelo, mas sempre tentávamos ficar juntos. No inicio você se lembrava de algumas coisas.

— Mas o tempo foi passando, né?

— Foi ficando cada vez mais difícil te convencer, mas de certa forma, conseguíamos. E agora você ama outro, faz todo o esforço ser em vão.

Um nó se formou em minha garganta, me senti mal por não conseguir ama-lo.

— Ouvi você falar sobre Jace. O que pensa que aconteceu? — fechei a porta atrás de mim e me sentei ao seu lado na cama.

— Acredito que voce nunca se apaixonou por mim porque assim que voltou, já tinha alguem com voce.

— Jace e eu namoramos a pouco mais de um ano. — comentei e ele me olhou.

— Pode ser isso. — sorriu e eu o olhei um tanto confusa. — voce o conhece desde criança, não é?

— Sim, ele mora a algumas quadras da minha casa.

— Droga! O seu namorado... — deu um tapa em sua testa e um nó se formou em minha mente. — Jhonatan!

— O nome dele é Jace. — o corrigi e Daniel sorriu abertamente.

— Voce se lembra de algum Jhonatan?

O sonho veio em minha mente quase que imediatamente.

— Sonhei com um, ele me cortejava... — respondi e tentei me lembrar do sonho, qualquer detalhe. — ele  falou sobre você.

— Mas é claro. Jace é Jhonatan, por isso não me ama, ele te conquistou desde o momento em que se viram, ele se atreveu...

— Eu não to entendendo. Se atreveu a que?

— Olha, você era cortejada por Jhonatan e eu, mas amava...

— Luck?!

—  Jhonatan lhe cortejava, e sabia que as chances de voce me escolher, eram grandes...

— Não tem logica! No sonho, ele falava sobre a guerra, até perguntou se você mudaria o que eu sentia por.. Luck.

— E mandou tirarem você de perto dele. — completou e eu assenti.

— Jace não é Jhonatan, eu saberia e...

— Voce não sabia de nada dois meses atrás. — me interrompeu.

A confusão estava presente em mim, eu não sabia o que fazer, la fora, a chuva ficava cada vez mais forte. Não tive outra reação além de correr, correr o mais rápido possível para o mais longe possível.

— Pai... uma guerra. Estão fazendo uma guerra.

— Como ousam?

Sai atrás dele, eu sabia que a ira do Pai não seria o suficiente para impedi-lo.

— NÃO!

Ele se virou, se aproximou e me selou.

— Não vá, peça perdão. Não me deixe!

— Não quero o perdão dele. — suas palavras eram cortantes. — você quem está me deixando.

Árvores e mais árvores, a lama cobria minhas pernas, meus cabelos grudados em meu rosto, e as roupas ao meu corpo. Mentira! Tudo era mentira, Jace era Jhonatan, ele sabia de Daniel, esteve ao meu lado o tempo todo, me ajudou.

— Não posso, ele irá se magoar. Já o magoei bastante quando não o apoiei. — passei a ponta dos dedos sob as rosas brancas do jardim, paz.

— Ele lhe deixou para lutar por um ideal que vai contra o Pai, preferiu lhe deixar.

— Olhe... — me aproximei e olhei no fundo de seus olhos. — sei que me ama, e sou grata por tamanho sentimento. Mas, não me faça escolher.

— Porque?

— Porque meu coração vai escolher o Daniel.

Encostei meu corpo a uma árvore. Era verdade, tudo era verdade... eu o escolhi, o amei.

— Alysson!

Eu já não tinha forças para correr, nem para responder, permaneci quieta enquanto minhas lágrimas se uniam aos pingos de chuva.

Senti suas mãos em meus braços, seu olhar encontrou o meu.

— Fica calma!

— Tô confusa, com medo e...

— Alysson... — a chuva trazia consigo um vento gelado, e de alguma forma, não pareceu tão frio. — Eu vou te proteger com a minha vida. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Até o próximo capítulo, queridos.


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