História For Guk - taekook - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Bts, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Suga, Taehyung, Taekook, Top!tae, Vkook, Yaoi
Visualizações 333
Palavras 3.694
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Caramba, dá de acreditar que eu tomei coragem e editei esse capítulo?? Enrolei demais, credo. Eu olhava o capítulo e que preguiça que dava... mas editei finalmente.

Boa leitura :)

Capítulo 17 - 15: O efeito que ele tem sobre mim


Ao entrar em casa, fechando a porta da frente com cuidado, seja porque não queria que fosse visto pela minha vó, ou seja porque estava envergonhado de mim mesmo, o que praticamente dava na mesma, não sabia pensar direito.

Mas é claro que quando me virei a mais velha estava virada pra televisão, com um sorriso no rosto enquanto comia um de seus doces, mas sem me olhar, fingindo que não me viu, mas dedicando o sorriso debochado pro seu neto incrível que levou meia hora pra dar tchau pra visita.

Engoli a seco, preferindo nem comentar nada, caminhando logo em direção ao meu quarto pra tomar um banho urgente.

Soltei um suspiro aliviado quando não fui questionado no caminho, e tirei minhas roupas com pressa, me sentindo levemente dolorido pela falta de gentileza de Taehyung, já que implorei que ele fosse menos sem graça.

Tomei meu banho, vendo que já eram dez e meia da noite, e me arrumei para ir trabalhar, ou seja, verificar se não botavam fogo, literalmente, na minha boate.

Quando pisei na sala, pegando meu isqueiro na mesa e acendendo um cigarro, minha vó apareceu limpando um prato.

"Você devia parar de fumar essas coisas" enrugou o nariz, e exalei a fumaça colocando o isqueiro no bolso.

"Não fumo com frequência, isso não vai me matar" falei, caminhando até a porta depois de pegar as chaves do meu carro.

"Não vai me perguntar o que achei do... Taehyung?" Ouvi seu sorriso, e mordi meu lábio parando na porta.

Me virei pra última. Na verdade, estava curioso. Gesticulei, pedindo que fosse em frente, e ela sorriu parando de limpar o prato, deixando de ser perfeccionista por alguns segundos.

"Acho que ele gosta de você" meus ombros caíram, mas meu peito se aqueceu por ela estar falando isso. Seu sorriso aumentou vendo que fiquei sem saber onde me apoiar, tirando o braço da porta e o cigarro dos lábios.

"Só tem isso pra falar?" Murmurei, e ela negou.

"Ele é uma boa pessoa, posso falar isso pelos bons anos que vivi. E claro, você gosta dele" sorriu, voltando a limpar seu prato. Suspirei.

"Eu acho que sim" murmurei, voltando o cigarro pros meus lábios. "Ahn... Não quero pensar muito nisso agora vó. Tenho que ir" me despedi, lhe vendo esconder um sorriso, e fechei a porta saindo de casa.

-

"Presta atenção vocês" apontei, sentando na minha cadeira depois de fechar a porta.

Olhei as quatro pessoas na minha frente, mantendo uma cara séria apesar do enjoo que tomava conta de mim.

"Eu não sei muito bem como funciona a política de segurança de vocês, porque aparentemente não é a que eu pedi pra que seguissem, então... vocês devem ter algo contra mim, o que eu entendo, consigo ser bem arrogante às vezes" mordi o interior da minha bochecha, balançando na cadeira de um lado pro outro, passando a bunda da caneta na mesa. "Eu também não tenho a mínima noção porque contratei vocês mais, todos são os mesmos... - encarei a mesa por um segundo - preferem o privilégio da desonestidade do que serem leais com seu próprio chefe" suspirei irritado, jogando minha caneta na mesa, e apoiando meus cotovelos na mesa lhes olhando.

Lá estavam meus seguranças. Uns patetas. Uns patetas de merda.

"Que merda vocês têm na cabeça de deixar meu irmão entrar nessa droga toda santa vez?!" Gritei, vendo um deles lamber os lábios com minha súbita mudança de tom. "Me respondem, ou eu estalo os dedos e vocês estão na rua" falei, e os quatro caras se olharam, decidindo qual deles falariam.

"Perdão Jeongguk, não irá se repetir" o líder deles se curvou na minha frente, e arqueei as sobrancelhas.

"Você disse isso semana passada." Falei, alternando os olhos pelos outros três. Parei no que parecia mais jovem, e mais fácil de tirar informação. "Você - gesticulei - Meu irmão ofereceu alguma coisa pra vocês?" Semicerrei meus olhos no cara da minha idade, que lambeu seus lábios evitando fazer contato visual. E hesitou. "Saiam vocês" pedi que os outros três saíssem, e eles trocaram olhares com o mais novo, como se dissessem que ele não devia contar o que estava prestes a contar.

Obrigado pela dica, patetas.

"Sente-se" pedi quando a porta se fechou, deixando que os seguranças abrissem as portas da boate novamente.

O garoto pareceu nervoso, mas se sentou no sofá. Me levantei da minha cadeira, pegando dois copos de Whisky e lhe oferecendo um, que ele pegou depois de uns segundos.

Me sentei na sua frente.

"Acho que se lembra que eu poderia ter morrido no sábado. Lembro que estava no turno. Então é melhor me dar uma boa explicação" forcei um sorriso, tomando um gole da minha bebida, e o cara apenas observou seu copo nas suas mãos.

"Eu... Eu acho que seu irmão tenha dinheiro sim. Quer dizer... ele ofereceu pros caras e..." engoliu, impedindo a si mesmo de continuar.

Espera. Foi tão fácil assim?

Outra coisa: que história é essa de que meu irmão tem dinheiro?

"Quanto?" Perguntei, pensando que Sang deveria estar com merda na cabeça de sair distribuindo grana à toa pra essas caras. Digo, não era mais fácil que me esperasse sair da boate pra me interrogar, ou fazer o que fosse lá que quisesse fazer comigo?

"Hum..." ele pareceu hesitar. Suspirei.

"Eu não estou com paciência pra nenhum de vocês, então é melhor andar rápido" falei, bebendo o resto de meu Whisky.

O cara assentiu, ainda com os olhos no copo.

"Quatrocentos dólares para que fossem divididos entre nós três no sábado. Mas eu não aceitei, não queria me envolver nisso" mordeu os lábios. O olhei.

"Quatrocentos dólares? Ele estava sozinho?" Franzi minha testa. Por que cargas d'água Sang veio me ameaçar então se ele tinha tanto dinheiro pra distribuir assim?

"Não. Tinha uma moça com ele. Ruiva" falou, e comecei a pensar.

"400 dólares pra que lhe deixassem entrar? Essa foi a forma que ele comprou vocês esse tempo todo? Por 400 dólares?" Enruguei o nariz, e ele engoliu assentindo.

Então por que ele continuava vindo me encher o saco?

Olhei o cara na minha frente curioso.

"Certo. - suspirei, lhe olhando ali evitando meu olhar - E por que exatamente não queria se envolver nisso? Você podia ganhar mais de cem dólares extras" lhe observei suspeito, e seus olhos subiram pra mim por um segundo, seus lábios se mexendo e tentando buscar uma explicação. Sorri.

"Eu sou uma pessoa honesta Jeongguk, não quero dinheiro sujo" assenti, escondendo um sorriso e lhe observando.

"Ok, pode sair e chamar o maior de vocês por favor?" Desviei meus olhos, alcançando minha mão na minha mesa e pegando meu cigarro.

É um dia fora do normal.

Ouvi o garoto sair da minha frente, caminhando até a porta e saindo. Acendi meu cigarro, jogando o isqueiro na minha mesa de volta.

Escutei a porta se fechar. O maior deles entrou. O que coloquei como líder porque parecia ser mais racional que o resto.

Pedi que se sentasse, e lá estava ele com sua posição confiante.

"Só me responda uma coisa, Pac... e não precisa se dar ao trabalho de tentar desmentir, eu reconheço quando mentem pra mim" forcei um sorriso, pegando o cigarro nos meus lábios e lhe olhando. Seus olhos continuavam firmes nos meus "O mais novo de vocês, aquele que saiu daqui agora a pouco, aceitou o dinheiro que ganharam?" Traguei meu cigarro novamente, tentando me acalmar e não queimar seus olhos com a ponta do cigarro. Imaginei a cena, seria algo radical demais pra mim. Apesar disso, a raiva continuava latejante.

— EU PODIA TER MORRIDO, SEUS OTÁRIOS.

Gritei internamente.

Por fora, havia um sorriso nos meus lábios. Um cínico pra ser mais exato.

O segurança assentiu, mantendo os olhos nos meus, e lhe estudei, tentando saber se ele estava falando a verdade, ou só queria que a pessoa que lhes entregou se fodesse junto com eles.

"Certo" suspirei, trazendo meu cinzeiro pra perto e o usando. "Estão dispensados, vocês três, o mais gordinho de vocês fica. Diz pra ele que quero vê-lo aqui em dois minutos" falei, nem me dando ao trabalho de checar os olhares de desprezo e ódio que ganhei.

Escutei a porta se fechar.

Balancei a cabeça, pensando que Sang estava brincando com minha cara esse tempo todo.

Estou irritado. 

"Taehyung." 

"Está acordado?" 

Vi as horas no celular. Meia-noite. Convoquei todos os seguranças que trabalhavam pra mim às onze da noite, depois que notei que precisava resolver a situação, e que apenas um deles estava trabalhando na Terça. 

"Estou. Acabei de resolver uns problemas do trabalho." 

"Está tudo bem?" 

Lambi meus lábios, e apaguei meu cigarro que estava pela metade o deixando no cinzeiro pra conversar com Taehyung. 

"Na verdade não."

"Meus seguranças são uns babacas." 

Suspirei, e ouvi a batida na porta. Pedi que entrasse. 

"Todos irritantes?" 

Sorri. É, todos aqui eram. 

Escutei passos, e gesticulei pro único que salvava dos três, o único que sobrava do ciclo de demissão que acontecia de seis em seis meses por causa do meu irmão. Todos babacas. 

"É, todos irritantes." 

Mordi meu lábio, sabendo que tinha outro problema pra resolver na minha frente, e que tinha poucos dias pra achar mais caras até o final de semana. 

"Espere um segundo" pedi, olhando meu celular como se resolvesse um problema do trabalho, e fosse algo muito sério. De alguma forma era. 

Taehyung era um assunto muito sério pra mim. 

"Não se estressa fácil assim. Sua vó deve ter dito que isso faz mal" 

"Agora minha vó virou referência?"

"Talvez assim você me escute

Escondi meu sorriso. 

"Sinto falta de ver sua cara, cuzão"

"Não acredito no quão gay virei por você

Taehyung mandou risadas demais, sorri.

"Sinto sua falta também babaca

"Mas a gente se viu não tem nem duas horas." 

"Estou viciado. O que posso fazer?" 

Escutei o segurança se mexer no sofá, demonstrando que queria atenção. 

"Tenho que resolver um problema aqui. Passo amanhã à tarde pode ser?" 

"Não sei te responder. Pois tenho o mesmo problema

Sorri, vendo sua resposta à minha mensagem anterior. 

"Mas sim. Te vejo aqui em casa amanhã

"Tchau, Guk" 

Disfarcei o sorriso mexendo minha boca, e resolvi terminar a conversa assim, nossa nova tradição de Guk me encantava. E sabia que Taehyung não se importava pois entendia. 

Bloqueei meu celular, subindo meu olhar pro segurança e forçando um sorriso. 

"Então... acho que talvez você seja um pouco menos pateta que os outros" 

-

"Oi" sorri, ficando na ponta dos pés mesmo sem precisar, lhe dando um selinho rápido antes de virar-me e caminhar de volta até o sofá. 

É, eu acabei de levantar pra ir até a porta receber Taehyung na própria casa. 

Escutei seus risos. "Está aí faz tempo?" Neguei, rolando pelo Instagram sem nada pra fazer. "O que está fazendo?" Me surpreendi quando o último ficou por trás do sofá, se abaixando e circulando meu pescoço com seus braços. Sorri pro meu celular. 

"Instagram. Tem um?" Sorri, sentindo sua bochecha na minha, e corando pelo o que estava acontecendo. Acabei rindo. E Taehyung me olhou confuso. 

"O que foi?" Olhou a foto no meu celular, tentando entender se estava rindo por ela, mas era só um cachorro no feed. Caí no sofá, tampando minha boca e rindo. "Você é louco" falou, e fechei meus olhos, continuando no meu ataque de risos, sentindo Taehyung levantar minhas pernas antes de se sentar, colocando-as no seu colo. 

Tentei parar de rir, e lhe olhei ali sentado, com uma cara séria porque não entendeu minha crise. 

"Desculpa, só sou alérgico a coisas fofas demais" Sorri, me sentando, deixando minhas pernas no seu colo. "Tenho que me acostumar" falei baixo, segurando seu rosto e lhe dando um beijo na bochecha. 

Taehyung me olhou. 

"Lavou seu carro?" Mordi o lábio escondendo um sorriso, por mais que se pensasse um pouco mais nisso ficaria morrendo de vergonha. Taehyung assentiu, sorrindo e beijando minha bochecha de volta, enquanto mexia no meu sapato. 

"Lavei" riu, e fechei os olhos balançando a cabeça, sentindo seu beijo na minha orelha. 

Me senti todo fodido. Queria explodir pelo calor extra que não estava acostumado em ter na região do meu tórax. 

Suspirei, lhe olhando quando seus lábios abandonaram minha orelha. 

"Sinto uma vontade desconhecida de ficar nesse sofá o resto do dia te beijando, só pra cancelar seu show e evitar que tantas pessoas te cobicem" suspirei mais uma vez, sentindo minha barriga se mexer, aliás, ter vida própria quando começou a me incomodar, como se... asas batessem lá dentro. 

Lambi meus lábios, vendo que Taehyung abriu um sorriso puta lindo pra mim, e que depois me puxou pro seu colo ajeitando meu cabelo atrás da orelha. 

"Você poderia fazer isso?" Murmurou, passeando os olhos pelo meu rosto. Engoli a seco. 

"Está falando sério?" o olhei, e ele sorriu focando seus olhos nos meus. 

"Digo, eu também tenho essa vontade, e... não acho que seja uma má ideia se ficar essa noite comigo" 

Explodi. Explodi de amor e fofura. Abri meus olhos nos seus, e meus lábios também se abriram. 

"Você é muito romântico, puta que pariu" grunhi, segurando seu rosto sem muito cuidado, apertando suas bochechas também sem muito cuidado, antes de beijá-lo. 

Taehyung riu nos meus lábios, sem entender muito do que se tratava, e antes que pudesse ter reações alérgicas a essas sensações todas novas que tomavam conta de mim, escutei sua barriga roncar. 

Sorri lhe olhando e quebrando o beijo. 

"Está com fome? Eu sei cozinhar!" Sorri, pulando empolgado de seu colo, e lhe puxando até a cozinha enquanto ouvia seus risos roucos. 

Parei na frente da geladeira, percebendo que não tinha soltado a mão de Taehyung, mas que precisava dela involuntariamente pra abrir a geladeira já que era destro, porém... nossas mãos estavam entrelaçadas e, merda, não queria soltar. 

Mordi meu lábio, e subi meu olhar pra Taehyung que me olhava sério. Abri a geladeira com a mão esquerda, me encostando na quina da porta, lhe olhando, e sabendo que meu cérebro me obrigaria mais cedo ou mais tarde de soltá-la. 

Taehyung olhou nossas mãos, lambendo os lábios e me olhando novamente. 

"Eu não quero soltar" contei, me sentindo ridiculamente obrigado a falar tudo que sentia pra Taehyung. Acho que não era do tipo de guardar muita coisa. 

"Eu sei." Suspirou, alcançando a mão livre na geladeira, e a fechando com cuidado, pegando minha outra mão e me puxando até uma cadeira na mesa, se sentando, e pedindo que me sentasse em seu colo. Suspirei, e fiz isso, minhas costas em seu peito, sem desentrelaçar nossas mãos. 

Era estranho, mas desde que fiz isso, me senti seguro e uma pessoa melhor só de sentir seus dedos entrelaçados nos meus. Só de... senti-lo. 

Isso está errado. Não acho que é assim que as coisas funcionam, não sei se Taehyung se sente tão estúpido como eu passei a me sentir no último minuto. 

Agora, não podia passar muito tempo longe dele. Nem que fosse só pra ver sua cara durante alguns minutos antes que tivesse que partir. Nem que fosse só pra tocar meu dedo no seu nariz e dizer que gostava do fato que uma pinta nasceu ali. E que contasse com meus olhos que me encantava por ela. 

Por todas que achei no pós-sexo das últimas duas semanas. 

Lambi meus lábios secos, sentindo Taehyung pousar nossas mãos em meu colo.

Me tornei dependente. 

"Eu devia fazer algo pra gente comer. Já que vamos ficar aqui a noite toda" murmurei, sentindo seu queixo no meu ombro. 

"Posso pedir algo" falou, e senti sua respiração passar triscando na minha bochecha. Olhei a geladeira na minha frente. "Comida japonesa. O que acha?" Perguntou ainda baixo, e engoli assentindo. 

Era a voz dele. Acho que nunca tinha ouvido algo mais intenso, ou que capturasse tanta atenção como sua voz. 

É, principalmente quando ele gemia comigo. Era o céu. 

"Podemos ir pra cima e fazer coisas fofas as quais eu sou alérgico?" Perguntei, e ouvi seu riso baixo no meu ouvido. 

"Coisas fofas na minha cama? O que seria isso?" Perguntou suspeito, sua respiração triscando mais uma vez na minha pele, me fazendo arrepiar. Mas não recuei. 

"Não sei, ficar de conchinha, beijar sem intenções sujas... não tem essas coisas que namorados fazem?" Enruguei o nariz virando o pescoço e lhe olhando. Taehyung arqueou as sobrancelhas sorridente. 

"Namorados? O que está insinuando, Guk?" Sorriu, e dei de ombros, ignorando minhas bochechas aquecendo e demonstrando que falei por falar. 

"Nada. Só dei um exemplo. Já que quebramos uma tradição de sexo selvagem. Por mais que... - lhe olhei confuso, sem perceber que tinha soltado suas mãos - Você lembra que temos uma lista enorme de lugares ainda pra transar né? Ainda não fomos num motel, nem transamos num local realmente público, ou fizemos compras num sex shop" parei pra pensar, lhe olhando meio decepcionado. "Não podemos desistir da lista só porque somos fofos agora, Taehyung" avisei, e ele riu, me surpreendendo quando se levantou e me colocou no seu ombro. "O que está fazendo, Tae?" ri, vendo suas costas e seu terno preto, e comecei a balançar em seu ombro enquanto subíamos as escadas. Sorri, sentindo minhas bochechas doerem até, do quanto que sorria ultimamente. 

Vi as escadas passarem por baixo de mim, e ri quando vi sua bunda tão perto. Tive que provocar ele. 

"Jeongguk, eu vou te jogar no chão" avisou, parando no meio das escadas. Sorri, apertando sua bunda enorme de novo. Taehyung ficou tenso. "Eu tô falando sério" mordi meu lábio, segurando meu riso, e então arrumei sua blusa, enfiando minha mão por dentro da sua calça e apertando sua bunda nua. 

No segundo seguinte Taehyung me colocou no chão, de uma forma nada amigável fazendo minha bunda doer. 

"Tae!" ri, olhando pra cima e vendo que continuou indo pro quarto. Me levantei sorridente, correndo atrás do último, e lhe abraçando por trás antes que passasse pela porta. 

Taehyung parou. 

"Desculpa, sua bunda me atrai. Tenho um fetiche por ela" falei, com a bochecha em suas costas, e ouvi seu suspiro. 

"Guk, tira a ideia da sua cabeça, okay? Talvez um dia você seja o ativo de um cara, mas não vai ser comigo" falou, e sorri não dizendo nada. "Quer dizer... não enquanto estiver comi- digo, você quem sabe" falou, tirando minhas mãos do último, me deixando na porta com um sorriso pateta no rosto. 

"Você acabou de dizer acidentalmente que só quer que me envolva com você." Falei sorridente, caminhando até sua cama e me jogando nela. 

Taehyung começou a tirar sua roupa, continuando sério. 

"Isso vale pra mim também certo? Pois eu sei que ainda anda conversando com aquela mulher de sábado, então... não converse mais" Sorri, virando de barriga pra baixo na cama e meu rosto pro lado oposto de Taehyung. 

Taehyung não disse nada. 

Escutei-o trocar de roupa, e tentei parar de sorrir enquanto maltratava meus lábios com meus dentes, parando antes que me machucasse. 

Senti a cama afundar, e me virei pra Taehyung lhe vendo no telefone. 

"Alô, eu vou querer o último combo da folha por favor" ouvi, e sorri, desafiando minha alergia e abraçando seu peito nu. 

Taehyung só tinha uma calça de moletom agora. 

Quando desligou o telefone, me abraçou de volta. 

Houve silêncio. A situação estava ótima daquela forma. 

"Então... Acho que sou gay e você?" falou, e ri com os olhos fechados, minha bochecha na sua barriga. 

"Você é gay por mim. É diferente" falei, mantendo meus olhos fechados, e continuando quando vi que não me respondeu "De qualquer forma, acho que estamos temporariamente incapazes de compreender nossos corpos e nossas reações ao mesmo sexo. Mas penso que um dia vamos voltar a compreender, e nesse dia acho que vamos acabar com o que temos" fui sincero, revelando o que vinha pensando nos últimos meses. 

"Acha que... é temporário?" Assenti. 

"Digo, antes pensava que era só pelo sexo, algumas pessoas se encantam pelo diferente mas não são capazes de sentirem sentimentos amorosos pelo diferente. Mas agora que... gosto de você - mordi meu lábio, percebendo que admiti pra mim mesmo e pro causador disso - mas não me sinto capaz de gostar de mais nenhum outro cara, acredito que estamos sendo enganados pelo nosso corpo" falei, subindo meu olhar e o observando vagar nos seus pensamentos. "O que acha?" Subi pra cima, deixando de abraçá-lo, passando apenas a admirá-lo.

"Penso diferente" falou, olhando o teto e mexendo no cabelo. Escutei atencioso. "Existem muitas coisas na internet sobre isso, mas... - Me olhou, e vi seu pomo-de-Adão se mexer - Não acho que seja temporário, digo, talvez pra uma vida inteira seja temporário, mas não consigo imaginar que um dia vamos acordar e perceber que era tudo uma farsa hormonal sabe? Como se fosse... ficção, mágica" balançou a cabeça, tirando os olhos de mim. 

Encarei-lhe, e entendi que pensávamos diferente. Eu acreditava que um dia podíamos acordar e não nos sentirmos excitados ou encantados com o outro mais. 

Ele não. Tá tudo bem. Não importa como isso vai acabar, eu só quero aproveitar isso agora. 

"Tanto faz Taehyung, só acho que não devíamos perder tempo. Quer dizer, que outro dia da sua vida você teve a oportunidade de foder um cu tão gostoso como o meu?" Me gabei, rindo em seguida com ele. 

Fizemos contato visual. 

"Existem outras coisas mais fascinantes em você, Guk. Sabe que não é só sobre o sexo" assenti. E depois disso suspirei me aproximando e depositando um beijo demorado em seus lábios. 

Abrimos os olhos quando me afastei, mas antes que pudesse processar, Taehyung tinha as pernas entrelaçadas nas minhas e estava pedindo passagem pra sua língua entrar na minha boca. 

Deixei, ficando por cima do último, permitindo que nossas cabeças se movessem e o beijo pudesse ser apreciado melhor. 

E quando pediu que tirasse minha blusa pra provocar meus mamilos com sua língua, deixei também. Sempre deixo. 

Taehyung era algo, já até havia dito isso antes. 

E sim, passamos a noite na cama abraçados, nos beijando, e comendo comida japonesa até a madrugada chegar. Eu era alérgico a essas coisas, mas você sabe... Taehyung era uma exceção.



Notas Finais


Jeongguk is soft (and gay) for Taehyung, e vice-versa.

A autora ressalta que é a maior stan das pintas dos taekook, meus leitores já sabem disso, então vou tá sempre comentando PORQUE EU AMO ELAS OK? bjs

ME DEIXE SABER QUE VOCÊS TÃO LENDO, CHEIROS


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