História For Sale - Capítulo 26


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Palavras 4.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Festa, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EAEEEE MEUS XUXUS!!!! Sentiram minha falta?

Um minuto de silêncio pra beleza da Rosie, meudeusquemulher, e um minuto de festa, confetes, dedo no cu e gritaria, pq minha bb fez 26 aninhos semana passada!!! Eu to muito chocada! Parece que foi ontem que eu passava as tardes assistindo os feiticeiros de waverly place e escutava Naturally enquanto jogava colheita feliz no Orkut. I miss this time, eh isso.

Demorei para atualizar pq tava com um puto bloqueio criativo e cheia de materia pra recuperar ou por em dia (Sim, nas férias eu só não coloquei os cadernos e livros na lixeira pq ainda preciso deles) mas enfim, cá estou eu, com um capítulo grandão, cheio de surpresas e revelações (digamos que parte delas haha) e o próximo capítulo ja ta pronto, então comentem muito! Amo mt ler os comentários!!!

Aviso!!! PREPAREM UM CHÁ DE CAMOMILA ANTES DE LER, pq eu realmente precisei de um depois de escrever algumas partes kkkk

Tá, chega, Boa leitura!! ♡

Capítulo 26 - Dallas - Part 1


Fanfic / Fanfiction For Sale - Capítulo 26 - Dallas - Part 1

Justin P.O.V

Faziam mais de seis horas que minha irmã estava desaparecida e, dessa vez, não havia o que fazer além de esperar.

O carro dela estava intacto, sem nenhum vestígio ou marca digital desconhecida. Ou ela foi sequestrada com um plano brilhante que incluía não deixar uma pista sequer, ou ela sumiu por livre e espontânea vontade.

Mas por que ela faria isso? 

Claire estava encolhida no canto do sofá, secando as lágrimas pela milésima vez, enquanto os caras mantinham a cabeça baixa, provavelmente criando teorias mentais que ao final das contas não levariam em nada. 

- É tudo minha culpa. - Claire choramingou - Eu deveria ter impedido que ela saísse com aquele cara. 

Levantei a cabeça, encarando-a surpreso, assim como todo mundo. 

- Que cara? - Indaguei. 

- Um cara que ela seduziu na festa e os dois devem ter ido para algum motel depois. - Ela colocou uma mecha do seu cabelo, grudada na bochecha com suas lágrimas, para o lado. - Ele não parecia ser do mal, mas quem seria além dele?

- Como ele era? - Chaz perguntou. 

- Alto, bonito, moreno, olhos verdes e gostoso. - Rolei os olhos. Não deve ser mais gostoso do que eu. Mas voltando ao foco, não conheço nenhum criminoso com essa aparência. 

Eu e os garotos nos entreolhamos e pelo visto eles pensaram o mesmo que eu.

Após um instante em silêncio, Claire voltou a se debulhar em lágrimas. 

Ela parecia tão frágil e indefesa... 

Dylan estava me encarando fixamente, me julgando através das suas pupilas e eu balancei os ombros de leve, sem entender o motivo. Ele olhou rapidamente para a Claire e eu entendi o que queria dizer com aquilo. 

Respirei fundo e me aproximei dela, sentando ao seu lado e ela deitou a cabeça sobre o meu peito. Minhas mãos foram parar na sua cabeça e, quando percebi, estava acariciando seu couro cabeludo. 

Ela estava chorando baixinho, porém, mais calma. Pude sentir seus batimentos cardíacos desacelerando com o tempo enquanto meus dedos passeavam pelos seus cabelos em movimentos circulares. 

Não demorou muito para que ela caísse no sono, deixando sua boca entreaberta, parecendo um anjo. Ah, não fode!

Os caras também pareciam sonolentos, afinal, já se passavam das cinco da manhã.

Essa foi uma das sensações mais estranhas da minha vida, tanto por estar praticando um ato de carinho quanto por saber que ela se sente acolhida comigo. 

(...)

Passei a mão sobre o cabelo, partindo da raiz até as pontas dos fios arrepiados e bagunçados, e logo voltei a encarar a tela do notebook em cima da mesa do meu escritório. Dylan registrou uma atividade recente no carro da Rosie e estávamos à mais ou menos dez minutos esperando alguma resposta do rastreador.

Os caras mantinham sua expressão séria e impaciente, todos sentados em diferentes cantos do escritório.

- Ela ta dormindo ainda. - Chaz falou com a voz rouca de sono enquanto fechava a porta. Pedi que ficassem de olho na Claire, que continuou dormindo no sofá, enquanto esperávamos por respostas.

A marrentinha não perderia a chance de saber cada detalhe desse desaparecimento e, provavelmente, isso envolve o que não é da conta dela.

Voltei a prestar atenção na tela do notebook e não demorou muito para que ocorresse algo suspeito. 

- Aconteceu alguma coisa. - Falei atraindo a atenção deles, principalmente de Dylan, assim que o monitor exibiu uma barra verde se enchendo por completo.

Um som tilintante soou baixinho e apareceu um aviso. 

- Acesso negado. - Disse em voz alta e todos balbucearam alguma coisa ruim.

De repente, pensei que ainda estivesse dormindo ou simplesmente alucinando, mas acho que eu não era o único. Rosie Bieber entrou no escritório com seu salto batendo no chão e um envelope nas mãos.

Ela continuou andando reto em minha direção e os caras acompanharam seu trajeto com o olhar.

- Aonde você estava, porra? - Franzi a testa e ela continuou me encarando. 

Ela apoiou as mãos na mesa, inclinando-se para a frente e segundos depois fui surpreendido com um forte tapa no lado esquerdo do meu rosto, sentindo uma ardência gradativa. Olhei para ela sem entender sua reação e a mesma me encarava com ódio, nojo, arrependimento... não que eu estivesse desacostumado com esses olhares, mas vindo dela é novidade. 

Ela olhou para trás e os meninos saíram imediatamente, nos deixando a sós. Provavelmente ela esboçou uma expressão ainda pior para eles. 

- Eu acho melhor você ter uma boa explicação para isso. - Ela jogou o envelope em cima da mesa e agora, de perto, percebi que se tratava de uma carta.

Respirei fundo e abri o envelope com cuidado, analisando os detalhes e procurando alguma identificação. No outro lado do envelope encontrei o que eu menos esperava.

"De: Verônica Hill

Para: Claire Wilson"


Claire P.O.V

Agradeci à garçonete assim que ela me entregou meu pedaço de torta de chocolate e um café preto bem forte: era tudo o que eu precisava para me manter focada e sóbria. Por mim eu estaria em estado de coma na minha cama enquanto enchia meu corpo de chás, café e doces, mas, Rosie me obrigou a sair de casa. 

A noite passada foi um atentado a minha saúde, graças a uma ligação que fiz para a minha família e, para amenizar o choro, Justin me incentivou à se juntar a ele e beber.

Por um lado Rosie estava certa, eu precisava tomar um ar fresco. 

Desde que ela reapareceu, nos tornamos ainda mais próximas, e nossa amizade se fortalece a cada dia. Não consigo esconder absolutamente nada dela. Segundo ela, o sono e a ressaca se juntaram e a loira acabou dormindo na casa do tal cara que pegou na boate. Enquanto estávamos chorando e pensando em milhares de possibilidades, a princesa estava em sono profundo na casa de um completo desconhecido.

Eu fiquei muito puta com isso? Sim, contudo, o importante é que ela está bem.  

- Claire? 

Pisquei os olhos e olhei para o seu rosto.

- Sim? 

- Você não prestou atenção em nenhuma palavra que eu disse, não foi? - Franziu as sobrancelhas, já pressentindo que eu iria torcer a boca e assentir. 

E foi exatamente o que eu fiz

- Tem alguma coisa errada. - Afirmei convictamente. 

- Como assim? - Ela deu uma garfada no seu pedaço de torta e levou até a boca. 

- Mandy está muito estranha. Durante os três minutos em que falei só com ela no telefone, ela falou com calma e não me xingou em nenhum momento, inclusive tentou puxar assunto. - Rosie parou de mastigar e respirou fundo, colocando o garfo em cima do pires e segurando minha mão.

- E isso não é bom?

Eu não faço a mínima idéia. 

- Eu queria muito ter uma boa relação com ela, mas veja bem, tenho quase dezoito anos e ela conseguiu estragar as chances de chegarmos nessa fase em menos de dois anos. Ela conseguiu fazer da minha vida um inferno. - Olhei fixamente para os olhos da Rosie, que parecia compreender minha dor.

- Entendo, Claire... mas, talvez ela tenha se arrependido e depressão é uma doença curável. Se você olhar por outro lado, verá que ela está tentando recuperar o que ela perdeu, incluindo você. 

Senti meus olhos ficarem marejados e uma lágrima escapou contra a minha vontade. 

- Claire, não... - Ela prensou os lábios e se levantou, me abraçando fortemente por um instante. - Não chora. - Afagou suas mãos no meu cabelo e beijou minha testa antes de voltar ao seu lugar. - Se você não quiser mais falar sobre isso, não tem problema, vamos mudar de assunto. 

- Tudo bem. - Me recompus e sorri de boca fechada. Fixei minha atenção na televisão da cafeteria, que estava na minha reta, enquanto Rosie mexia no celular e bebi um pouco do meu café. 

Não costumo assistir noticiários, porém, aquela notícia dizia respeito à minha cidade natal. 

- Uma boate pegou fogo na madrugada desta quinta-feira perto de uma área residencial de Dallas, no Texas, deixando cinco mortos e vinte e dois feridos. A proprietária Verônica Hill - Quase engasguei ao escutar aquele nome - Que não estava no local na hora do incidente, irá responder em legítima defesa após serem encontradas mais de onze garotas de programa menores de idade no local. - Analisava cada imagem que aparecia na TV, de longe eu reconheceria aquele local. - As causas do incêndio ainda não foram descobertas. Mais informações no Jornal da meia noite.

Olhei para baixo e minha torta continuava intacta, assim como a minha vontade de devora-la. 

Rosie estava mais pálida do que já era, deixando o nervosismo visivelmente notável no seu rosto. Sua mão segurava o garfo com força enquanto sua visão se mantinha cravada no televisor.

- Que triste... - Murmurei baixinho, não querendo entrar em detalhes sobre a minha história naquele lugar. Ela tomou quase todo o seu frapuccino de uma só vez e esboçou um sorriso confortante, parecendo um pouco abalada com a notícia.

Logo ela voltou a comer a torta e eu fiz o mesmo.


5 meses depois...


Tirei meus tênis, ficando apenas de meia, e os coloquei em baixo do meu assento. Sobrepus meus pés para cima, me acomodando melhor em posição de índio e notei o olhar confuso de Justin sobre mim.

- O que foi? - Arqueei as sobrancelhas - Odeio viajar de avião sentindo o piso gerar pressão nos pés. - Expliquei e ele deu de ombros, se acomodando melhor na sua poltrona, ao meu lado.

Finalmente estávamos indo para Dallas, e por algum milagre astral, Justin optou por viajar com uma companhia de viagem normal, não abrindo mão da classe "A", obviamente.

Meu coração estava acelerado, todas as partes do meu corpo pareciam estar levitando, e claramente não é efeito do voo, já que sequer havíamos decolado ainda. Quando percebi, minhas mãos estavam suadas e minha respiração pesada, por um motivo desconhecido. 

Ansiedade? Insegurança? Medo? 

Talvez

(...)

Joguei minha bolsa em cima do sofá que havia na suíte master e andei até a varanda. Ao abrir a grande porta de vidro, a brisa refrescante bateu contra o meu corpo inteiro, e então me apoiei no parapeito enquanto observava cada movimento daquela cidade minuciosamente.

Mesmo estando no décimo sexto andar, ainda eram visíveis a maneira em que tudo funcionava. Os carros, as pessoas, os estabelecimentos... enfim, tudo parecia continuar igual. Já estava anoitecendo e as luzes iluminavam a cidade. Fechei os olhos por um breve instante de tempo, escutando atenciosamente o eco dos sons produzidos na área comercial da cidade e agradeci mentalmente por estarmos hospedados em uma área residencial um pouco mais afastada da área comercial em si, porém, o eco dos sons produzidos na cidade eram audíveis.

Não me assustei ao sentir duas mãos contornando minha cintura, me abraçando por trás, graças ao perfume masculino inigualável do Justin. Sorri involuntariamente e olhei para cima, me deparando com seus olhos perfeitamente caramelados fixos no horizonte, até que ele direcionou sua atenção para mim e permanecemos nesta posição por alguns segundos.

Sempre que olho para o seu rosto, sinto um conforto tão grande que passa a ser desconfortável. Sim, soa um pouco estranho e inexplicável, mas é o que eu sinto por Justin. Nossas brigas diminuíram bastante nos últimos meses e, não posso negar que estamos bem próximos. Apesar do seu semblante inconfundível e de todos os problemas por trás da máfia, ele sempre arruma um tempinho para nossos passeios e jantares de falso casal.

Digamos que na maioria dos momentos essa atuação seja tão perfeita que torna-se verdadeira.

De repente, quando percebi que ele estava se inclinando para me beijar, me afastei dos seus braços sem pensar direito e voltei para dentro da suíte, mas senti ele me seguindo.

- Qual é? Vai fugir de mim agora? - Perguntou arqueando as sobrancelhas e se reaproximando, porém, recusei novamente. - Mas que porra... - Suspirou - O que foi agora?
Olhei para as minhas unhas rapidamente, em um ato de nervosismo, e logo o encarei.

- Eu não posso continuar fazendo isso. - Balancei a cabeça negativamente. - Não posso mentir para mim mesma.

Ele franziu a testa. 

- Do que você tá falando? 

- Você, Justin! - apontei para o mesmo. - Você foi um filho da puta desde que coloquei os pés no seu carro e agora você fica agindo como se fôssemos dois adolescentes apaixonados que acabaram de completar uma semana de namoro. - Respirei fundo, pressionando meus lábios. - Deus! Não sei como você consegue atuar mesmo sem câmeras ou pessoas na sua volta. 

Ele riu pelo nariz, negando com a cabeça.

- Acha mesmo que eu estou atuando à essa altura do campeonato? - Ergueu as mãos.

- Por que não estaria?

- Se eu quisesse poderia mandar você de volta para a sua casa e colocaria uma puta no seu lugar.

Fechei os olhos por um instante, tentando não me precipitar.

- Por que não faz isso então?

- Porra, você quer que eu desenhe? - Gritou, gesticulando. 

- Pensei que fosse mandar um dos seus capachos desenhar pra você. - Falei irônica e ele revirou os olhos. 

- Qual é o seu problema, hein? 

Gritou e eu bufei. 

- Meu problema é gostar do meu pior pesadelo, que tem nome, cheiro e personalidade própria! E que para piorar são: Justin, halls de menta extra forte, oportunismo, arrogância e orgulho. Parece familiar pra você? - Gritei mais alto do que ele e apenas não continuei por conta da minha voz ter falhado. Ele ficou boquiaberto e parecia surpreso com a minha resposta, não mais do que eu. Meus batimentos cardíacos aceleraram imediatamente e minhas mãos ficaram trêmulas.

Merda. Merda. Merda. 

- Eu não sei do que você ta falando. - Ele falou algo, com a voz um pouco trêmula. Suspirei fundo, mordendo o lábio inferior com força, tentando prender as lágrimas que estavam prestes a escapar.

- É claro que não sabe. - Olhei para o chão, totalmente sem estrutura para encarar aquele par de olhos caramelados. - Você é um completo estranho, e eu uma completa idiota por tentar falar isso para uma pessoa que não sente.

- Claire, eu sei que eu sou um pouco fechado mas... 

- Mas o que, Justin? - Voltei a encarar aqueles olhos, agora mais opacos e com suas pupilas extremamente dilatadas, e minhas lágrimas começaram a escorrer pela minha bochecha. - Quando você vai destrancar a porta do seu coração e jogar a chave fora? - Ele passou as mãos pelo cabelo, visivelmente nervoso. - Quer saber, nada disso importa e eu estava apenas delirando. Esquece. - Esbravejei e peguei um travesseiro de cima da cama e me direcionei até o sofá da sala que havia na suíte. 

- Aonde você vai? - Ele me acompanhou com o olhar. 

- Dormir, e bem longe de você. - Disse finalmente jogando o travesseiro em cima do sofá e ele deu de ombros, voltando para o quarto da suíte sem falar mais nada além de um "foda-se". 

Sentei-me no sofá e mais lágrimas voltaram a escorrer sobre o meu rosto, me deixando totalmente devastada. 

Como eu pude ser tão idiota em pensar que ele sentia alguma coisa por mim?

Justin P.O.V

Batia os dedos ritmicamente sobre a mesa de madeira enquanto esperava, totalmente impaciente, naquele lugar escuro e imundo. Prontamente, a porta foi aberta e senti uma pessoa passar por trás de mim e fazer a volta na mesa, sentando bem na minha frente.

Havia apenas uma luz fraca e amarelada bem acima da mesa, iluminando nossos rostos, e assim que a loira olhou para mim foi impossível conter uma risada debochada.

Verônica estava destruída. 

Com sua pele enrugada e cheia de marcas fortes de expressão, ela não parecia a mesma "perua" de cinco meses atrás, quando foi presa. 

- Não queria falar nada além do necessário mas... esse macacão laranja ficou uma gracinha em você. - Falei me controlando para não rir, me referindo ao uniforme da prisão. Pude notar suas pupilas pegarem fogo de tanta raiva e, se não fossem as algemas prendendo suas mãos, eu ja teria levado um tapa na cara.

- Você venceu, Bieber. - Falou com o maior desgosto - O que mais você quer de mim? - Torci a boca, pensativo, enquanto analisava sua expressão derrotada e completamente frustrada. Eu poderia apenas deixá-la atrás das grades e ir embora, mas precisava sentir o gostinho da vitoria e relembra-la sobre o que acontece quando se brinca com fogo.

Há dois anos atrás eu costumava negociar com a Verônica e levava algumas das suas putas para trabalharem nas minhas festas, já que eu costumava fazer duas, e as vezes até três, por semana. Minha vida era baseada em festas, bebidas, drogas e vadias.
Vadias que me custaram muito caro.

- Eu quero que você se foda. - Me inclinei para a frente, cuspindo as palavras no seu rosto. - Nós tínhamos um trato, mas ao invés de manter a matraca fechada, você teve a brilhante idéia de enviar a merda de uma carta pensando que ela cairia em mãozinhas inocentes. - Ri pelo nariz, balançando a cabeça negativamente, e ela me encarava em silêncio. - Você pensou o que? Que a Claire iria ler todo esse papo furado e voltaria correndo para trabalhar para você, perto da família, e viveria feliz para sempre? 

Ela trincou os dentes. 

Foi muito difícil convencer Rosie de ficar calada depois de ter descobrido sobre a carta, mas teve uma condição: eu deveria revelar tudo o que eu sabia para a Claire o quanto antes.

Agora, esse é o meu maior desafio.

- Na moral, o maior erro não foi seu, foi meu em ter confiado em você mais uma vez. Seu trabalho é imundo! - Critiquei. - Se eu não precisasse muito encontrar essa garota, jamais teria olhado pra sua cara denovo e você teve a capacidade de usar isso à seu favor e tentou ganhar uma fortuna nas minhas costas. - Coloquei a língua no céu da boca involuntariamente. 

- Não, Justin, e-eu...  - Sua voz soou um pouco trêmula, deixando seu nervosismo bem aparente. 

- Bieber. - Cortei sua fala. - Pra você é Bieber. 

Ela rolou os olhos e respirou fundo. 

- Bieber. - Repetiu soando um pouco irônica. - Você deve saber que essa garota bonitinha e ingênua é muito mais inteligente do que parece, e ela vai descobrir tudo querendo ou não. Ela vale muito mais do que você imagina, e eu não me refiro a dinheiro. - Franzi o cenho, arqueando uma sobrancelha logo após.

- Quem você pensa que é para me dar lição de moral? - Cruzei os braços e ela umedeceu seus lábios secos ligeiramente. 

- Se fosse mais inteligente saberia que não é uma lição de moral. Use a cabeça, moleque. - Travei o maxilar de raiva, odeio que me chamem de moleque. Mas vou deixar essa passar, tenho algo mais importante para resolver.

Odeio charadas! 

- Desembucha logo. - Ordenei, já irritado, e ela esboçou um sorriso de canto.

Parece que alguém está tentando virar o jogo. E eu não vou deixar.

- Você já me irritou bastante, e eu poderia mata-la agora mesmo. - Notei sua mudança repentina de expressão. Ela ficou com um pouco de medo, era bem visível. - Mas já que você pegou prisão perpétua, vou deixar que passe mais alguns anos pensando bem no que fez. - Encostei na ponta do seu queixo e ela afastou o rosto, como se meus dedos fossem um pote de minhocas gosmentas.

- Foi você, não foi? - Ela indagou franzindo as sobrancelhas. 

- Eu estava pensando em algo grande, impactante, pra você guardar muito bem na memória, tipo uma explosão. - Expliquei gesticulando. - Mas pensei que você fosse estar lá, então imaginei uma morte mais dolorosa e demorada. 

- Você é doente. - Falou me desprezando. - Acho que agora ficou bem claro com quem você está lidando, certo?

Ela assentiu depois de um tempo em silêncio absoluto, provavelmente arrependendo-se das suas ações contra mim. 

- Aproveite bem a parede ríspida e escura da cela. Se for bastante inteligente ainda poderá usá-la para lixar as unhas. - Disse em humor, levantando subitamente, e seu olhar me acompanhou. - Nunca subestime um Bieber. 

Pisquei e sai daquele local à passos ligeiros, sem ao menos fechar a porta, e passei pela policial responsável pela prisioneira, recolocando meus óculos escuros. 

Não corro muito perigo por aqui, mas é melhor prevenir do que remediar.

Claire P.O.V

Estendi a roupa, que pretendia colocar, em cima da cama, retirei uma uva dentre o cacho que estava dentro de uma vasilha acompanhada pelo café da manhã, e a coloquei na boca.

Acordei mais tarde do que pretendia, com uma desconfortável dor na coluna por ter dormido no sofá, e não me surpreendi ao encontrar o quarto vazio. Justin apenas veio para Dallas para resolver seus problemas com algum mafioso, então, mesmo não sabendo do que se trata, ele deve ter saído cedo para resolver.

Voltei para o banheiro e retirei a toalha que cobria meu corpo, colocando minhas roupas íntimas totalmente brancas e rendadas, em seguida, espalhei uma boa quantidade de hidratante sobre a palma da mão e à espalhei sobre todo o meu corpo, sentindo o cheiro floral e delicado do produto.

 Fiz uma maquiagem bem simples, apenas preenchendo minhas sobrancelhas, caprichando na máscara de cilios, e passando um pouco de blush e um gloss labial. 

Escutei o barulho da porta batendo e voltei para o quarto segundos depois, dando de cara com o Justin. O mesmo retirou seu óculos escuro e o apoiou sobre a gola da sua camisa social branca, com alguns botões abertos, deixando um pouco do seu peito à mostra, assim como as tatuagens do seu braço. Com a sua inseparável calça jeans preta e seus cabelos arrepiados em um topete, ele travou o maxilar ao me ver. 

Sexy e tentador

Engoli em seco a minha tentativa de falar uma palavra e voltei a andar até a cama, onde minhas roupas estavam. Senti seu olhar pairando sobre o meu corpo e o único som audível era o da sua respiração pesada, provavelmente por ter andando demais. Peguei meus shorts claros de cima da colcha estendida e ousei olhar para trás, não me surpreendendo ao encontrar os seus olhos travados na minha bunda enquanto mordia seu lábio inferior, supostamente com pensamentos impuros invadindo sua mente nesse exato momento.

Eu poderia desabotoar sua camisa e joga-lo na cama, ficando por cima dele, enquanto o beijava como se não houvesse amanhã, e então, certamente sentiria suas mãos pesadas deslizando na minha pele e deixando marcas por onde passara, logo intensificando cada movimento... 

Pisquei algumas vezes, recuperando minha sanidade mental, e vesti meu short rapidamente, logo a bata branca. Escutei um suspiro decepcionado, evidentemente era o egocentrismo do Justin querendo sair da cartola. O som dos seus passos se distanciando me deixaram aliviada, entretanto, um pouco desapontada comigo mesma.

Não me considero orgulhosa, mas, referindo-se em questão ao Bieber, é a palavra mais apropriada.

Calcei uma rasteirinha e pus alguns colares grandes no pescoço e pulseiras também. Parei em frente ao espelho, dei uma balanceada nos cabelos e aprovei o resultado final.

Bom, agora vem a parte mais difícil e que eu odeio.

Andei até a sala da suíte e o loiro estava bebendo uma cerveja gelada direto da garrafa enquanto assistia à um jogo de futebol americano na TV. Ele direcionou sua atenção para mim e tomou mais um gole da bebida, voltando a olhar para a tela. Respirei fundo e me aproximei dele.

- Preciso de dinheiro para o táxi. - Falei emburrada, estendendo a palma da mão para cima. Ele me encarou por um instante e bufou, erguendo o corpo levemente para cima e retirando a carteira do bolso traseiro, logo colocando um bloco de dinheiro na minha mão.

Deveria ter mais ou menos mil dólares ali.

- Pra que tudo isso? - Perguntei boquiaberta com a quantia exagerada.

- Pra gastar. - Respondeu chacoalhando a garrafa da cerveja levemente e eu corruguei a testa. 

- Com o que? - Me fiz de desentendida, começando a acreditar que ele não fazia a mínima de para onde eu iria. 

Cruzei os braços. 

- Bolsas e sapatos no shopping? - Ele sugeriu e eu revirei os olhos, não entendo o pensamento dele de que sou como as outras mulheres e tenho que gastar horrores com roupas e futilidades. Bom, pelo menos ele pensa que vou ao shopping. Peguei minha bolsa com meus pertences, coloquei meu óculos escuro e saí pela porta antes que ele levantasse suspeitas. 

No mesmo momento em que pisei fora do quarto repensei na possibilidade de voltar. 

Não me sinto pronta para voltar naquela casa e ao mesmo tempo em que devo ir, tenho a sensação de que algo acontecerá. 

É como se eu estivesse subindo o pico de uma montanha russa, desprevida para a descida, que pode ser empolgante ou assustadora, dependendo do ponto de vista. E no momento, apenas a parte assustadora prevalece na minha mente. 


Notas Finais


E então? O que será que estava escrito na carta? Como será que a Mandy vai reagir com a visita da Claire? E essa declaração hein, Justin vai deixar o orgulho de lado ou não??? Esperei mt p escrever essas partes kksksksskk vem mt mais por aí

Bgda pela paciência e por não terem desistido de mim. Amo vocês!!!!

♡♡♡


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