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História For Whom I Went - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oi galera tudo bem?

Então, eu ando com um bloqueio criativo monstro nesses momentos de quarentena saber kkkk
vou postar os capítulos que eu escrevi aos poucos, quem sabe assim de tempo de recuperar a inspiração e voltar a escrever.

Obrigada pelos favoritos, vocês estão me incentivando muito e eu adoraria que vocês comentassem também, pra eu saber como esta sendo o trabalho certo? Me deixem saber oque vocês estão pensando também, assim eu vou me sentir mais inspirada para escrever!!

Mais uma coisa, estou pensando em dar um nome mesmo para cada capítulo, oque vocês acham? seria mais atrativo de ler se o titulo fosse melhor elaborado?

Bom, no mais, Boa leitura a todos!!

Capítulo 8 - Capitulo VII


Fanfic / Fanfiction For Whom I Went - Capítulo 8 - Capitulo VII

Eva 

 

Tudo se seguia normalmente. Aiko me olhou animada enquanto caminhávamos entre a multidão para alcançar o bar. Ao contrário do que eu imaginava, ela parecia estar muito bem familiarizada com esse tipo de lugar e isso me deixou aliviada. 

Ao chegarmos no balcão, tomei um dos banquinhos redondos que havia ali, sendo acompanhada por minha amiga que logo fez o mesmo. 

Antes de me virar para fazer meu pedido tratei de dar uma boa olhada no salão, apesar de não transparecer eu amava estar nos palcos. Dançar naquele lugar poderia ser considerado por muitos uma atitude no mínimo desastrosa de minha parte e em parte eu podia entendê-los.Se eu tivesse outras escolhas com certeza não estaria ali, minha mãe por certo que surtaria só de imaginar sua caçula naquele ambiente mas, quando subia naquele pequeno palco junto às minhas colegas, era como renascer novamente. O que era um pole dance em comparação a experiência de ser Susie por alguns segundos. Era esse o nome de meu alter ego. Diferente de mim, ela era ousada, poderosa e indomável. Ela não devia nada a ninguém e dominava aquele palco como ninguém.

De longe, olhei para o poste metálico reluzente e senti o coração acelerar. Sempre esperava ansiosamente por nossos breves encontros. Não pude deixar de sorrir com meus pensamentos e então voltei a mim. 

 

— O que vai ser hoje, Eva? - ouvi sua voz me trazendo de volta a realidade. 

 

—Pra mim um Xeque mate, Jack. - Voltei minha atenção para o homem  que lustrava um dos copos com cuidado. — E pra você, Aiko?

 

— Um Jun ninja por favor! - seu sorriso animado voltou a tomar conta de seus lábios enquanto ela continuava— Então é aqui que você trabalha, Eva? Que incrível!

 

— É legal nao é? - concordei com ela e caímos na gargalhada mas no fundo eu sabia que não era bem assim.

 

Jack então colocou nossas bebidas prontas a nosso alcance. Olhei em sua direção surpresa com sua o velocidade tendo como resposta uma piscadela seguido de um sorriso malicioso. Revirei os olhos rindo em seguida. Nossa amizade era baseada nesses momentos que eu particularmente adorava. Jack era o tipo de cara sempre se dava bem no final da noite. Sua aparência de modelo com certeza ajudava muito, não deveria ser difícil pra ele conseguir companhia ao final da noite, diferente de mim com certeza.

 

Desde que Michael havia magicamente surgido em minha vida todos os outros perderam a graça. Eu só conseguia pensar nele. E isso era tão injusto porque quais as chances uma simples bailaria como eu teria? Aquele homem tem o mundo aos seus pés,  por isso era melhor tratar de tirá-lo de meus pensamentos o mais rápido possível. A pergunta era, como?

Meus olhos encontraram Aiko, que estava concentrada na pista de dança enquanto tomava seu drink, talvez ela pudesse me ajudar. Respirei fundo tomando um gole generoso de meu copo antes de começar a falar, precisava ter certeza que nao diria as palavras erradas.

 

— Aiko você já teve muitos crush’s aqui em La desde que se mudou? - me ajeitei na cadeira desconfortável com a situação-

 

—Claro, um monte deles! - Ela voltou seu corpo pra mim me analisando.

 

— E algum deles deu… errado? - Apesar de tentar manter a indiferença na voz a garota pareceu perceber que tinha algo errado.

 

— Sim a grande maioria na verdade. - Ela confessou.—É esse o motivo dos suspiros no ensaio hoje?- Ela perguntou atingindo em cheio onde queria chegar.

 

— É tão óbvio assim? - Ri sem humor me sentindo derrotada, pode ver ela afirmar com a cabeça. Senti meu rosto esquentar. Provavelmente estava vermelho devido a vergonha que sentia. — Como você lidaria com um sentimento que nem sequer sabe ao certo o'que é?

 

— Primeiro tentaria descobrir o'que é, com toda certeza. - Ela disparou enquanto brincava com o canudinho do drink em seus lábios.

 

— Como? - Acabei por olhar em sua direção novamente, não me importando com as bochechas queimando.

 

— Bom, como uma mulher sabe como se sente em relação a alguém? - Seu tom de voz e seu olhar sugestivo fez parecer que era uma resposta fácil mas, vendo minha confusão ela decidiu continuar — Um encontro, obviamente.

 

— Um encontro?- pensei sobre isso levando em consideração tudo que havia acontecido. O Jackson não iria querer me ver nem pintada a ouro. — Sem chances. Com ele é impossível.

 

— Ora, eu duvido muito. - Aiko deu de ombros suspirando pesado ao ver que eu não cederia a aquela ideia de forma alguma. — Então você precisa de outro crush.


 

Olhei em sua direção desacreditada. Já bastava ter que lidar com  Michael, ter outro crush seria a gota d'água para eu enlouquecer de vez. 

 

—  Eu estou disponível, se precisar. Sabe onde me encontrar, gata. - Jack disparou. Só nesse momento percebi que ele estava ali o tempo todo nos ouvindo. O olhei em desagrado e ele respondeu mandando um beijinho em minha direção. Quanta cara de pau. 

 

—  Não obrigada, já tenho problemas o suficiente pra lidar. - Tomei o restante do drink de uma só vez e soltei o ar da garganta me acostumando com a ardência que veio a seguir em minha garganta. 

 

—  Tudo bem, nao esta mais aqui quem falou. -Ele se deu por derrotado. Aiko acabou por rir de nossa pequena discussão se divertindo com aquilo. Pensei em responde-lo mas ao encarar seu rosto notei que um largo sorriso surgia ali. —  Acho que está na sua hora. - Ele apontou para o palco e eu segui seu olhar.

 

Discretamente, ao lado do palco havia uma de minhas companheiras de dança que sacudia suas mãos incessantemente me chamando para estar junto delas. Sorri e me levantei ajeitando o sobretudo em meu corpo. Encarei Aiko que me olhou confusa.

 

—  Fique aqui até eu voltar, está bem? -  Desamarrei o nó que prendia a roupa. —  Você vai ver  a melhor parte de trabalhar nesse lugar. - Comentei animada e virei para Jack que voltou a lustrar um dos copos de vidro que havia ali. —  Cuida dela pra mim. 

 

—  Sim senhora. - Ele maneou a cabeça, achando graça de minha agitação. 

 

Sem tempo para responder a provocação silenciosa, caminhei apressada por entre a multidão dançante, atravessando todo o salão até finalmente chegar a porta que dava acesso aos camarins.

Ao chegar lá notei a correia. O'Que estava acontecendo afinal? Foi quando Tiana, a dona do clube,  apareceu segurando algumas listas como se analisasse alguma coisa. Fiquei ainda mais confusa quando começou a falar de forma apressada.

 

— Vamos abrir a noite com “ Dirty Diana”, seguiremos com o cronograma normalmente depois dessa música. -Ela olhou para mim por cima de seus óculos de leitura — Vá se trocar Susie, está quase na hora. - E sem me dar tempo de perguntar o'que havia acontecido, ela saiu logo em seguida. 

 

Me sentei confusa na cadeira imaginando o que estava de fato acontecendo ali embora nao questionasse muito a forma como ela dirigia o local. Conhecia Tiana, se ela cismava com algo ja era. Enquanto ajeitava a maquiagem pude ouvir murmurinhos sobre uma celebridade estar na casa. Aquilo era estranho, embora não fosse a primeira vez. Suspirei pesado imaginando quem causaria todo aquele alvoroço e automaticamente ele veio a minha mente. Faria algum sentido que Michael estivesse ali? Não, de forma alguma. Ele nunca iria a aquele tipo de lugar.. Iria? 

Senti o coração acelerar e a respiração ofegar só de imaginar que ele conheceria aquela parte de mim. O'Que ele diria? O'Que pensaria? Encarei o espelho por alguns segundos, analisando a maquiagem bem feita em meu rosto. Pintei os lábios de vermelho enquanto percebia o brilho incomum de meus olhos. Só a ideia de tê-lo ali fez com que meu corpo inteiro se acendesse novamente. Talvez naquele momento eu só estivesse pensando mais como Susie do que como Eva, de qualquer maneira, se ele estava ali por algum motivo, qualquer que seja ele, faria com que ficasse marcado. Naquela noite, daria a Michael Jackson o melhor que aquela música arrancava de mim. Estava muito  inspirada. 

 

Pensando nisso olhei para a jaqueta de couro que esperava por mim. Tomei a mesma em minhas mãos e como um ritual pessoal a vesti com calma, deixando que a adrenalina dominasse meu corpo ao passo em que a peça se encaixa em meu corpo. O mesmo se seguiu com a máscara de veludo . Estava pronta para ir ao palco por isso quando Tiana chamou eu saltei em sua direção tão ansiosa que poderia morrer. 

 

A apresentação então começou. As luzes, o público vibrando enquanto posavamos contra os raios brancos. Procurei discretamente pelo músico, correndo os olhos por toda multidão. Ao longe via Aiko vibrar tão ansiosa quanto eu, mas nao achei quem de fato procurava. Um tanto frustrada, ouvi a deixa que dava início a coreografia. Ignorando minha frustração pessoal, passei a me mover. Sentia que todos os olhos estavam sobre mim. Eu rebolava e me movia de forma selvagem, querendo com todas as minhas forças que ele estivesse assistindo. Quando agarrei o poste  passei a me concentrar ali. Eu lembrava de seus olhos e a forma como sua voz soava através daquela música. Sentia como se fosse explodir ali, na frente de todos quando coincidentemente olhei para a área vip e lá estava ele. Todo de preto com seu fedora cobrindo os olhos. Sorri em satisfação e pude vê-lo se levantar. Meus olhos brilharam. Céus eu podia morrer naquele exato momento. Já não pensava mais nos movimentos. Dançando para ele, eu me mantive seguindo o'que o ritmo propunha.

Assim a música acabou mas o show estava apenas começando. Enquanto caminhava para o final do palco com a jaqueta arriada até o final das costas outras duas garotas tomavam conta do palco para entreter o público. 

 

Agora fora do palco, corri em direção ao camarim, ajeitando a jaqueta no caminho. A medida que a adrenalina ia baixando a ficha do que havia acontecido ia caindo e eu me sentia cada vez mais exposta. Ele estava mesmo lá, ele me viu daquela forma. E se não me quisesse mais em seu grupo e se ele dissesse a alguém sobre aquilo? O que eu estava pensando afinal? Como cheguei a conclusão de que aquela era uma boa ideia?

Sentei na banqueta que ficava em frente ao espelho, analisando a imagem que refletia ali, pensando sobre como as coisas se seguiram a partir dali até ser interrompida por Tiana que entrou no camarim quase como um furacão. 

 

— Ele quer ver voce, Susie. - Sua voz era levemente desesperada. Embora pudesse notar que estava tentando se manter discreta. Ela nao me disse seu nome, e nem precisava.

 

Eu apenas acenti positivamente, a olhando tão desesperada quanto realmente parecia. Me levantei e caminhei ate a area vip em silêncio. Embora meu coração estivesse acelerado e a respiração tão ofegante, a máscara esconderia meu verdadeiro constrangimento. Não era de ficar daquela forma quando estava ali, a trabalho mas… com ele era tudo diferente.

Encarei a enorme escada que dava acesso a área vip sendo fechada por dois seguranças enormes. Eu nem precisei dizer nada pois quando me viram abriram espaço e eu passei a subir os degraus o mais devagar que podia . Adiando o máximo possível meu encontro com o homem que estava a destruir minhas barreiras de todas as formas.

Pude ver sua silhueta começar a surgir. Ele estava de pé e de costas para mim. Suas mãos se mantinham apoiadas nas grades que usávamos como parapeito. Os olhos focados no palco onde algumas meninas ainda se apresentavam. 

Tentei me recompor, ajeitando a roupa e máscara, talvez ele não tivesse me reconhecido. Caminhei em sua direção esperando que ele olhasse para trás mas não aconteceu. Vendo que ele não havia reparado minha presença ali, me contive em chamá-lo de uma distância segura.

 

— Disseram que você queria me ver… - Pude sentir a voz falhar e pela primeira vez ele se moveu, virando em minha direção devagar.

 

— Oh sim, eu chamei voce. - Ele caminhou em minha direção e sorriu. Um sorriso que me arrepiou dos pés a cabeça.— Eu gostaria de saber quem era a mulher que dançou minha música daquela forma. 

 

Me mantive em silêncio enquanto ele se aproximava mais e mais. 

 

— O engraçado é que, eu conheço ela. - Ele riu sem humor cruzando os braços enquanto me olhava. Seu sorriso desapareceu do rosto e sua expressão ficou ainda mais séria. 

 

Vê-lo daquela forma, sustentar seu olhar foi uma tarefa dura mas me mantive em silêncio enquanto ele falava.

 

—  O'Que diabos você está fazendo em um lugar como esses, Eva? - Sua voz estava assustadoramente baixa. Seu olhar pesava sobre mim. Sentia-me nua e envergonhada em sua frente. Acabei por abraçar meu próprio corpo, buscando alguma proteção pensei em tudo que havia acontecido e olhei em sua direção sentindo um calor tomar conta de mim. Quem ele pensa que era pra estar me tratando daquela forma?

 

—  Eu..estou trabalhando. - Disse somente tendo como resposta seu olhar furioso-

 

—  Isso não é trabalho, Eva. - Seu tom de voz deixava claro o quão estava irritado com minha resposta.

 

—  Isso não é da sua conta. As pessoas fazem o'que é necessário para sobreviver. - O olhei de forma séria. Era frustrante ter que me explicar daquela forma. Nunca havia sentindo vergonha do que fazia, até aquele momento. 

 

— E vender o seu corpo é uma ótima maneira, não é mesmo? - Ele jogou e eu senti meu sangue ferver. Ele estava ficando louco.

 

—  Não que eu deva explicações a você sobre o que faço da minha vida mas, eu não vendo meu corpo. - Tirei a mascara de meu rosto, revelando minha face tão irritada quanto a dele. —  Eu performo. Danço algumas músicas e é só isso. - Enquanto falava podia ver seu rosto ficar cada vez mais vermelho. Ele parecia tao irritado que eu recuei por alguns segundos.

 

—  Não me interessa o'que você faz. Você não pode ficar por aí se esfregando em postes como um pedaço de carne. - Ele esbravejou, gesticulando com as mãos por todos os lugares, dando ênfase em sua revolta. —  Esses homens olhando e aplaudindo. Chacoalhando notas de dinheiro como se você fosse uma striper. 

 

—  Mas você pareceu gostar muito do que viu. - Joguei de forma irônica me apoiando contra a parede atrás de mim.—  Não é esse o ponto? 

 

Para minha surpresa, não ouvi nenhuma resposta de Michael. Olhei em sua direção e ele estava novamente apoiado no parapeito. Movi meu corpo, incomodada com seu silencio.

 

—  Se é só isso, eu vou voltar para o trabalho. - Disse somente antes de me virar em direção a porta mas para minha surpresa senti algo agarrar meu pulso com força. Ao ver a mão agarrando ali, meu olhar se seguiu para o homem que me encarava de forma sombria que sem dizer nada passou a me puxar em direção a saída. O olhei desesperada pensando em Aiko e no meu trabalho. —  O que pensa que está fazendo?

 

—  Calada. - Disse somente. Sua voz me causou um arrepio intenso e pela primeira vez eu senti medo. Temi pelo que aconteceria a seguir. 

 

Michael por sua vez continuava em silêncio enquanto me arrastava para fora do clube. Sua mão segurava tão firme que doía. Eu senti meus olhos se encherem de lágrimas, por que ele estava fazendo aquilo? Não demorou até chegarmos em uma mercede benz de cor preta que estava estacionada ali perto do meio fio. Michael abriu a porta e me enfiou ali sem que eu tivesse como recusar. Deslizei pelo banco de couro  claro e assim que teve espaço ele entrou logo depois de mim fechando a porta logo  atrás de si. Olhei em sua direção extremamente irritada, ele nao podia fazer aquilo. Seus olhos estavam furiosos junto de seu maxilar travado, olhando em minha direção fixamente. Senti a respiração falhar e o desespero tomou conta de mim. Eu estava presa ali com ele, ele me mataria, tinha certeza. 

 

— Para Neverland. - Ele murmurou entredentes para o motorista que só naquele momento eu percebi estar ali, e então se manteve em silêncio, sem que tirasse os olhos de mim por em segundo sequer e meu desespero duplicou. O'Que ele faria comigo afinal?

 


Notas Finais


Vejo vocês no próximo capítulo galerinha!!

~Kissus

ps: Não se esqueçam de responder a pergunta da nota acima, eu preciso mesmo da opinião de vocês!!


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