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História For You - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Arte, astronomia e frutas.


Olhei o relógio em meu pulso para confirmar que não havia chegado muito tarde na casa dos Kim. O jardim estava todo enfeitado e ainda mais bonito com as luzes coloridas. Uma mesa bem grande estava preparada para o jantar que ocorreria daqui a um tempo, e várias pessoas já tinham chegado, mas certamente ainda esperavam por mais. Fui recepcionado pelo casal cujo aniversário de casamento estava sendo comemorado, apertei a mão do Sr. Kim e abracei a Senhora Nayeon.

— Você está lindo! – tocou minha bochecha carinhosamente

— E a senhora está muito mais linda que de costume. – disse

— Agradeço. – sorriu

— Taehyung ainda está lá dentro. – me assustei um pouco com a voz do pai de Taehyung. Acho que era a segunda vez que falava algo comigo em todo esse tempo. – Pode entrar, talvez ele lembre de que tem algo a fazer aqui fora.

Nayeon tocou discretamente o braço do esposo, depois assentiu para mim.

— Com licença. Meus parabéns, novamente. – fiz uma reverência desajeitada e me dirigi a entrada da casa.

A porta estava destrancada. Ao entrar me aproximei da escada e chamei alto:

— Taehyung! Já cheguei!

Eu já estava pronto para chamar novamente, quando vejo o hyung descendo os degraus, completamente estonteante. Os cabelos pareciam mais claros e também mais compridos, mesmo que estivessem com ondinhas. Era a primeira vez que o via usando um brinco grande. O blazer escuro estava sobre uma camisa branca com os primeiros botões abertos. Os dedos afastaram delicadamente uma mecha de cabelo perto de seus olhos. Havia um sorriso enorme em sua face, era fofo e esbanjava charme ao mesmo tempo. Inacreditavelmente parecia que estava tudo em câmera lenta, ou talvez eu só tenha me perdido em seus detalhes.

— Eu sabia que ficaria bom – começou a mexer na minha gravata – Está ótimo! – ele falava enquanto me encarava, provavelmente estava se referindo ao smoking que tinha me dado.

Meu indicador brincou com seu brinco por dois segundos, depois acariciou sua bochecha; em seguida desceu até em baixo de seu queixo.

— Perfeito. – eu disse. Claro que eu me referi a ele. Não tive certeza se ele tinha compreendido o que eu quis dizer, então repeti: – Estás perfeito, hyung.

Tímido, balançou a cabeça, depois passando o braço pelo meu ombro, colocou o celular na nossa frente com a câmera frontal aberta.

— Vamos tirar uma foto. – ele rapidamente registrou o momento.

Eu diria que eu lembraria dele muito bem, com ou sem foto. Assim como eu também lembrava de quando fomos a exposição de artes e tiramos uma selfie engraçada. Acredito que os momentos ao lado de Taehyung tinham esse magnífico efeito, o de ser inesquecível.

— Espero que não demorem a servir o jantar, já estou faminto. – contou-me como um segredo. Entrelaçou o braço no meu e começou a dirigir-se a saída. – Acredita que a mamãe não deixou que eu ajudasse no jantar?!

— Uma mulher sábia, de verdade. – falei, recebendo um beliscão falso

Ao chegarmos no jardim, Taehyung soltou-me, mas ainda continuava próximo. Não demorou para que fosse apertado em abraços por familiares e elogiado por amigos da família.

Depois de – finalmente – jantarmos, pudemos conversar em um lugar mais afastado de todos. As luzes verdes que cercavam o tronco de uma árvore pequena iluminava agora a sua face. Ele me encarava em silêncio, não estava sério, na verdade era difícil imaginar o que pensava no momento. Tirei meu celular do bolso e liguei a câmera, então ele abriu um sorriso instantaneamente. Fui pego desprevenido quando puxou-me pela roupa, aproximando-me dele.

— A noite está bonita, não é? – perguntei um tanto nervoso. Eu sou um bobo.

Taehyung assentiu.

— Não tanto quanto você. – concluí, fazendo-o rir. Foi a coisa mais brega e mais clichê que eu poderia ter dito a alguém. No entanto, senti seus dedos acariciando minha nuca, e isso arrepiou-me.

— Fofo. – disse

— Fofo?

— Eu disse "fofo"?! Quis dizer "bobo"!

— Acho que disse "fofo" querendo dizer "fofo".

— Tá, eu confesso. – pôs as mãos nos bolsos da calça, para minha tristeza quebrando o contato entre nós. Talvez fosse melhor, havia muita gente no jardim, e eu certamente o beijaria se tivesse a chance.

Quando o relógio me avisou que já eram 23 horas, apenas alguns familiares ainda estavam com o casal, e agora Taehyung e eu estávamos na cozinha bebendo vinho branco. Ele contava sobre a vez que ficou de castigo por ter quebrado o vaso caro de sua falecida bisavó.

Ryan ligou para mim alguns minutos depois, avisando que chegaria tarde em casa. Bom, eu também chegaria.

°°°

— É um sol? – questionei, analisando a pintura de Taehyung. Ele aproximou-se de mim, passando a observar o quadro do meu ponto de vista.

— Parece um sol?! – inclinou a cabeça – É uma laranja.

— Ah! Agora eu consigo enxergar uma.

Ele me encarou como se duvidasse do que eu falei.

Estávamos em seu quarto durante o final da tarde. Taehyung, que se interessava bastante por pinturas, tinha decidido que seria um pintor também, e eu estava tendo a oportunidade de conhecer sua primeira pintura.

— Lembra daquela pintura com bolinhas azuis e vermelhas, que vimos na exposição? – perguntei e ele assentiu – A sua está bem mais bonita.

Taehyung achou engraçado o que eu disse, com certeza não levou a sério, e me empurrou devagar para o lado.

— Aquele quadro vale muito dinheiro. – contou

— Então você poderia ficar rico! – exclamei – Quer dizer, mais rico.

Ele revirou os olhos.

— Minha arte é só minha. Ela pode valer muito mais para mim, sem que eu precise receber algo por ela. – fez uma pausa dramática, e eu pude refletir um pouco. – E convenhamos, ninguém ia querer comprar um sol que é uma laranja.– concluiu rindo

— Talvez alguém que goste de arte, astronomia e frutas. – brinquei

— É uma possibilidade, então. – moveu o quadro para um canto do quarto. Sentei em sua cama.

— É apenas sua primeira pintura, hyung. Um dia suas obras podem ser famosas.

— Pode ser... Mas conte-me! Como foi a recuperação da prova? – sentou ao meu lado

— Juro que eu estudei. Estava um pouco difícil, mas eu fiz tudinho.

— Bom menino. – afagou meu cabelo

— Eu tenho um convite para você. – lembrei. Puxei um papel dobrado do bolso da minha calça e o entreguei.

Taehyung abriu o papel e leu em voz alta:

— Campeonato de Taekwondo. – me encarou – Uau! Você vai participar?!

— Vou. – levantei, obviamente para me exibir – Tenho treinado bastante.

— Com certeza eu vou vê-lo.

— Obrigado, hyung. – o apertei num abraço, sem dar a possibilidade para que ele retribuisse. – Prometo dar o meu melhor.

— Ai, ai. Já entendi! – ele tentava me afastar, mas por estar rindo não tinha tanta força.

Afastei-me.

— Só você disse que iria.

— O quê?! – peguntou surpreso

— Nem o Ryan, nem meus pais irão.

— Não se preocupe, eu estarei lá. Qual o tamanho do cartaz que você quer?

— Cartaz?! Não, não! – disse. Taehyung sorria, elaborando seu plano. – Sem cartaz, por favor!

— Vai ficar com vergonha do seu hyung? – provocou – Que tal um cartaz de dois metros? Eu pediria para alguém me ajudar.

— Se você estiver lá eu não precisarei de cartaz.

Taehyung levantou e me aninhou em seu abraço quentinho. Deitei a cabeça em seu peito e abracei sua cintura. Eu parecia menor que ele da maneira que eu estava em pé, mas não achava ruim, já que desse jeito pude receber um beijinho na cabeça.

— Bobinho. – murmurou


Notas Finais


Quem aguenta?


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