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História For You - Capítulo 19


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Notas do Autor


Barabim barabum bum bum
Como tirar da cabeça socorro

Capítulo 19 - Capítulo 18


Fanfic / Fanfiction For You - Capítulo 19 - Capítulo 18

Pov's Taehyung

5 anos depois...

O que as pessoas dizem sobre a vida ser curta, no fim é verdade. 

Passei minha vida inteira imaginando com seria meu futuro, se meus planos darão certo ou não. 

Hoje no auge do meu poder, posso lhes dizer sobre meus medos, minhas dúvidas e meus arrependimentos. E o mais importante. 

Como deixei meu melhor amigo em coma por anos. 


Atualmente

Como meu pai havia solicitado minha presença essa noite, praticamente sugerido como ordem, dirigi até Daegu naquela noite. Havia já perdido toda a festa, e com certeza meus amigos estariam bem melhores que eu agora. 

A recepção foi até mais convidativa do que eu imaginava. Mamãe correu para me abraçar assim que cheguei. 

- Querido, que saudade. Ela cortou o contato e fixou seu olhar para meu corpo. - Você tá muito magro, anda comendo do modo certo? Assenti e logo ela se afastou. - Estávamos a sua espera. 

Deixei as chaves do carro jogada pela mesa da sala de estar e segui até a cozinha, onde a mesa se encontrava já pronta para o jantar. Do outro lado dela se encontrava Kim Daesung, com o mesmo semblante fechado de sempre.

- Olá Papai. Dei ênfase em papai e forcei um sorriso. O mesmo nem ao menos me olhou. 

- Onde está Jisoo? 

- Em Seul. Respondi seco. Me sentei na lateral da mesa, mesmo sem apetite peguei uma uva. - Qual o assunto da vez? 

- Ano que vem você assumirá a empresa. O olhei com surpresa. 

- E a faculdade? Ainda não acabei. 

- Não será preciso, você irá aprender tudo na prática. Ele foi rápido ao se comunicar. Entretanto eu não poderia fazer nada pra impedi-lo de sua decisão, pra ele eu já estava quase formado em contabilidade. 

- Eu não sei se estou pronto. Pela primeira vez meu pai me olhou. Porém seu olhar não demonstrava algum tipo de afeto, mas sim desprezo. 

- Não quero saber. Ele bate seu punho na mesa. - Você sempre foi o ponto fraco dessa família Taehyung, faça alguma coisa pela primeira vez na vida. 

Eu suspirei já sentindo as lágrimas afagarem por dentro da garganta, mas eu não posso demonstrar fraqueza. Não agora. 

- E que tal se eu não quiser fazer essa merda toda? Vai fazer o que em Daesung? Vai me botar de castigo? Me levantei do meu lugar e continuei o encarando. Minha mãe continuava em minha frente apenas acompanhando. 

- Seu pivete mimado. Você irá fazer o que eu mando enquanto estiver respirando, e sabe porquê? Ele me encarou de volta. - Porque eu te dei a droga da vida e tudo que você hoje tem, e do mesmo jeito posso facilmente tirar tudo. 

- Então tira. Você acha que eu preciso de um inútil como você pra alguma coisa? Acabei gritando me exaltando. Daesung respirou fundo e se levantou também, caminhando até mim. Ele estava Fúrio. 

- Escuta só. Estávamos frente á frente, e ele me agarrou pelo colarinho da minha camisa. - Você vai fazer o que eu mando. Ou eu te mato. 

Engoli o seco. Não era a primeira vez que essa ameaça era feita por ele. 

Minha mãe parecia em choque, completamente paralisada, e em momento algum ela fez algo para impedi-lo do que estava a vim. 

- Tente a sorte, eu não tenho medo de você. Consegui falar com uma certa dificuldade, já que ele apertava meu pescoço pelo colarinho. Porém, meu pai acabou tento um ataque de surto. 

Ele me soltou no chão e desferiu alguns socos em meu rosto, com certeza usando a sua maior força. Assim que a seção de socos acabou, acabei levando alguns chutes na boca do meu estômago, fazendo com que eu cuspisse sangue. 

Minha mãe e alguns empregados conseguiram conter Daesung depois de alguns minutos, porém eu já não sentia mais meu corpo. 

- Alguém por favor chama a ambulância. Minha mãe gritava desesperada enquanto tentava levantar meu corpo ensanguentado do chão. 

- NÃO! Quero esse bastardo fora da minha casa agora. Meu pai se soltou de um dos empregados e foi até mim. - Pense bem na proposta e nas consequências, filhinho. 

E isso, não era nem a primeira vez que acontecia.. 

••••

Entrei no carro e risquei o número de Jungkook, mas caiu na caixa postal, assim como os dos meninos. 

Tentei o número de Jisoo, mas foi em vão já que a mesma já havia me dito que sairia com Seokjin hoje. Eu tentei todos os números que eu podia, mas ninguém me atendeu. 

Já era por volta das 3 horas da manhã, eu não conseguia dirigir até Seul nessa situação, então decidi recorrer a única alternativa que eu tinha. Rapidamente procurei seu número pela agenda do celular e disquei.

O número que ela havia me dado na primeira vez que a vi, com a segurança de que seria o contato para caso algo acontecesse com sua casa alugada. Nada especial, já que fazia parte do contrato. 

Depois de alguns toques, senti que a mesma não atenderia. Mas após o quarto toque, pude ouvir sua doce voz que parecia ter sido retirada de seu sono de repente. 

- Alô? 

- Lalisa... Me ajuda. 


Pov's Lalisa

A ligação no meio da noite havia me tirado do sossego. Taehyung precisava de minha ajuda. 

Ele não tinha comparecido na festa de Jackson hoje, e segundo jungkook, o mesmo teria ido até a casa dos pais. Porém algo parecia errado. No telefone, sua voz parecia embargada. 

Ainda não tinha dormido desde que cheguei da festa, algo maior roubava minha atenção e meu sono durante a noite. A carta de "V" Não saia de minha mente, e aquilo martelou e martelou na minha cabeça por horas. 

Mas agora Taehyung precisa de minha ajuda, mesmo eu não sabendo pra quê ou o porquê, ele havia me pedido para buscá-lo até Daegu. 

Caminhei até o quarto de papai e o vi dormindo. Lentamente, me aproximei dele e o chamei baixinho. 

- Papai? Namjoon se mexeu na cama e se assustou com minha presença. 

- Lisa? Aconteceu algo? Você tá bem querida? Ele se levantou da cama depressa e pegou seu óculos no criado mudo ao lado. 

- Papai preciso do seu carro. 

- Pra quê? Papai parecia confuso e não é pra menos. Eu nunca havia pego a direção de um carro na vida. 

- Um amigo meu precisa de ajuda, por favor eu não tenho tempo. Minha voz saiu um tanto preocupada e papai se levantou acendendo a luz. 

- Aconteceu algo querida? 

- Papai. Suspirei fundo. - Um amigo meu me pediu por socorro e eu não sei o que aconteceu, mas sei que foi algo ruim. Papai assentiu e pegou sua jaqueta de couro no armário. 

- Certo, vamos lá. 

••••

Papai dirigiu por um bom tempo até chegar em Daegu. No caminho eu lhe expliquei sobre a ligação de Taehyung, e ele nessa altura já estava preocupado também. 

Seguimos pela localização que Taehyung mandou e acabamos próximo à um posto de gasolina. Seu carro estava parado ao lado, então eu corri até ele. 

Taehyung se encontrava com o rosto ensanguentado e diversos hematomas pelo corpo. Ele olhava para o nada, mas assim que abri o carro, seus olhos foram de encontro aos meus. 

- Ai meu Deus, Taehyung o que houve? Taehyung não conseguiu dizer nada. Meus olhos transbordavam algumas lágrimas. 

- Papai, por favor, ajuda aqui. Gritei e papai correu até o carro de Taehyung. 

••••

Dirigimos de volta pra Seul, e com a insistência de Taehyung, acabamos o levando para casa. Ele não havia dito palavra alguma sequer sobre o ocorrido, só explicou que tinha se envolvido em uma briga. 

Chegamos em casa e eu corri até o armário da cozinha em busca do kit de primeiros socorros,  enquanto papai ajudava Taehyung a andar até o sofá. 

- Isso vai doer um pouco. Peguei um algodão e o molhei no álcool, passando pela sua face em seguida. Ele não reclamou da dor, mas seu olhar estava distante. 

Limpei todos os resíduos de sangue de seu rosto e passei uma pomada após. Havia um corte na testa de Taehyung, fundo demais pra uma simples briga, mas decidi não intervir. 

- Tenho que abrir sua camisa pra limpar os outros machucados. Ele assentiu e eu abri sua camisa, revelando seu corpo lindo, porém machucado e coberto com sangue. 

Papai estava fazendo um chá na cozinha, segundo ele era um remédio caseiro excelente para ajudar Taehyung a recuperar suas forças. Assim que acabei com os curativos, pedi que ele se deitasse no sofá e descansasse.

- Obrigado. Ele sussurrou enquanto eu guardava os matérias de volta na pequena caixa. 

- Vai me dizer o que houve? 

- Já disse, me envolvi numa briga com quatro garotos e não deu um bom resultado pra mim. Ele disse de forma sarcástica. 

- E o que você estava fazendo sozinho no meio da noite em outra cidade? Não estava na casa dos seus pais? Ele me olhou confuso. 

- Como você sabe? 

- Jungkook me disse. 

- Isso não é da sua conta Manoban. Ele virou o rosto. 

- É sim da minha conta a partir do momento que EU tive que buscá-lo. Disse me aproximando. - Qual é Taehyung, me ajuda a te ajudar. 

- Eu não preciso de ajuda. Ele respondeu seco e fechou seus olhos. Suspirei alto e me levantei. Já estava saindo quando senti sua mão puxar a minha. - Não esquenta, você fez o bastante e eu agradeço. 

- Tanto faz. Me soltei e voltei ao meu quarto. Agora algo me intrigava mais, e era o que Taehyung escondia. 

••••

Hoje de manhã quando acordei, me dei conta do que havia ocorrido na noite de ontem. Taehyung já tinha ido embora quando acordei. 

Já na escola, assim que eu entro vejo todos os alunos vendo algo no celular. Parecia mais algo sobre alguém, já que todos riam e se olhavam entre si.

Cheguei na mesa do pátio onde me reunia todos os dias com meus amigos, mas estavam apenas Jackson e Mark. 

- Você viu Lali? Jackson me puxou pra perto. 

- Viu o quê? Mark se aproximou e ergueu seu celular, me possibilitando de ver o que todos tanto comentavam e riam. 

Era Rosé. Um vídeo de um momento íntimo seu tivera sido revelado e exposto diante de todos ali do prédio. Mas o homem no vídeo não se tratava de seu namorado, mas sim de outro rosto já conhecido. 

Park Chanyeol. 

- Droga. Cadê a Rosé? Me levantei do banco em choque. Aquilo não pode ta acontecendo. 

- Ela ainda não chegou. Assim que Mark falou, a multidão de alunos virou os olhares sob a garota loira que caminhava em nossa direção. 

- Vocês viram isso? Ela jogou uma bolinha de papel amassada na mesa. Ela derrubava lágrimas pelo seu rosto, borrando sua linda maquiagem. 

- Rosé, não se preocupa, vamos descobrir quem fez isso e... Jackson tentou tranquilizá-la, mas ela não estava bem. 

- A minha vida ta acabada depois disso. Rosé correu em outra direção ainda chorando. Peguei a bolinha amassada na mesa e a abri, revelando o que tinha deixado Rosé tão estabilizada. 

Vadia. Puta. Vagabunda. 

Amassei novamente o papel e o joguei no lixo. Voltei a mesa e peguei minha bolsa. Todos mantiam os olhares em nós, e alguns riam. 

- VOCÊS ACHAM ISSO ENGRAÇADO? ONDE VOCÊS ESTÃO, NO FUNDAMENTAL AINDA? VÃO TUDO À MERDA. gritei e corri na mesma direção que Rosé. 

Caminhei por todos os lados, mas foi no banheiro, em uma das cabines que a encontrei. 

- Rosé amiga, me deixe entrar. Bati na porta. 

- Vai embora Lali, eu quero ficar sozinha. Ela gritou com a voz embargada pelas lágrimas. 

- Não Rosie, eu não vou. Eu to do seu lado não tô? Não se esconda de mim por favor. Após alguns segundos a porta foi aberta, e eu corri de encontro com o corpo da minha amiga, a abraçando o mais forte que eu pude. Por um momento nenhuma palavra foi dita, Rosé chorava muito em meu ombro e eu apenas a acarriciava. 

Após algum tempo, nos afastamos e ela foi até a pia para jogar uma água em seu rosto. Nessa altura, sua maquiagem já havia sido totalmente removida pelas lágrimas. 

- Você tá bem? Perguntei. 

- Ai Lisa, minha vida ta ferrada. Ela suspirou prendendo seu cabelo num coque. 

- Amiga, bate nessa boca antes que eu bata. A repreendi. - Então você e Chanyeol.. 

- Sim, estamos ficando á algum tempinho. 

- Você não acha melhor terminar com Baekhyun então? 

- Eu tenho dó dele Lali, ainda gosto dele. Se bem que agora nosso namoro com certeza deve ter acabado. Rosé pegou seu celular e me mostrou em seguida. - Ta vendo? Baek já descobriu. 

- Meu amor, você não precisa dele pra ser feliz, precisa? 

- Não. Mas.. Ai Lali é complicado. Eu sinto que ainda amo o Chanyeol, mas tenho medo de me dar por inteira e me machucar de novo. 

- A princípio, qual o porque do termino de vocês? 

- Eu não sei, nunca soube. Ele simplesmente disse que não queria mais ficar comigo. Rosé abaixa seu olhar. 

- E como vocês começaram a ficar enquanto você tava com o Baek? Minha pergunta pode ter saído um tanto grossa já que Rosé suspirou e deixou outra lágrima sair. 

- Foi numa noite que eu tinha saído com um amigo, Lay também era amigo de Chanyeol e depois de uma noitada de bebedeira eu já estava agarrada nele de novo. Rosé falou chorando e eu a abracei de volta. 

Rosé estava frágil, machucada. Afinal ser exposta daquele jeito perante todos na escola foi algo sujo, algo desumano. Eu jurei á mim mesma destruir a pessoa que fez isso com minha irmã.

- Eu tô aqui calma. A confortei mais em meus braços e ela deu um beijo em minha bochecha. 

- Eu te amo Lali. 

- Eu te amo Rosie. 





Notas Finais


estão prontos? porque a história vai tomar seu rumo e daqui pra frente a emoção é garantida.


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