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História For you - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá pessoas da Terra e amantos do espaço 😂
Olha eu, fazendo novas fanfic ao invés de concluir as outra... Mas não posso me controlar e não deixarei as outras no abandono, continuarei postando e me esforçando por aquilo que eu gosto.
Enfim, essa aqui foi uma inspiração que veio do nada, tipo eu acordei de manhã e... Puf! Do nada ksksks
Será uma história curta, então não vai me atrapalhar com as outras.
Espero que gostem e bora ler essa bagaça! 😅
Boa leitura 🥰

Capítulo 1 - Proposta.


Fanfic / Fanfiction For you - Capítulo 1 - Proposta.

   Sentada no gramado próxima ao canteiro de lírios vermelhos, ela observa com melancolia o céu azul. É meio contraditório, está a garota está triste nesse dia tão lindo e ensolarado. Todavia, uma simples palavra pode transformar o seu dia feliz em um verdadeiro pandemônio. Era isso que a jovem Kagura Yato divagava em seus pensamentos.

Com quase 20 anos, já havia passado da hora de ser desposada, no entanto, ela não se importava com essas tradições do tempo em que vive. Não que a moça seja feia, pelo contrário, ela era simplesmente linda. Cabelos ruivos sedosos que atingiam até a sua cintura, ora deixava soltos com apenas um adereço prendendo uma mexa lateral, ora amarrando-os em dois coques de cada lado.

Sua pele era bem clara como a neve, brilhava intensamente a luz do sol pela falta de melanina. Odiava o modo que ficava vermelha como aquelas flores que a rodeava quando se expõe ao sol, por isso sempre levava consigo sua inseparável sombrinha lilás por todo canto.

Contudo, o que mais impressionava na jovem era os pequenos fragmentos arredondados de mar azul em seu rosto. Seus olhos eram intensos, rodeados pelos longos cílios. Sempre esbanjavam felicidade, porém naquele dia demonstravam preocupação.

Cansada de está naquela posição, deitou-se sobre o chão verde e fechou os olhos com força. Sob a sombra de uma grande árvore, tentou relaxar e pensar em uma solução para seus futuros problemas.

Como poderia viver agora sem emprego? Acabava de receber a notícia que em breve seria dispensada e acabou ficando sem chão. As mulheres que trabalhavam naquele tempo não eram bem vistas e ela não era excessão. De família humilde, foi uma tremenda sorte ter arranjado aquele emprego em uma casa respeitável.

Toda sociedade acreditava que lugar de mulher era em casa cuidando da família. Mas, Kagura não podia se dar o luxo de seguir essa tradição e foi a finco trabalhar para buscar o seu sustento. Não tinha em quem confiar, seus pais estavam mortos e seu amado irmão não podia vê-la constantemente.

Sentiu um enorme aperto no peito ao lembrar de Kamui. Acusado injustamente por um crime que não cometeu, foi obrigado a fugir para não pagar por algo que não fez. Ela sentia repulsa de qualquer autoridade jurídica, eram todos um bando de corruptos e que só se importavam com dinheiro.

De vez em quando, Kamui aparecia para ver como ela estava. Sua patroa arranjou um esconderijo para o seu irmão por compaixão à garota e por nutrir um forte sentimento pelo ruivo. Todavia, tudo isso mudou naquele dia...

Corria risco de ser despejada senão arranjasse um novo trabalho. Aquele mar azul em seu rosto ameaçava ter um enorme dilúvio. Mordeu o lábio inferior tentando controlar sua tristeza. Já era hora de pensar em um meio de sobreviver, apesar de ter se apegado em seu emprego.

- Kagura-chan?

Abriu os olhos de maneira preguiçosa e vislumbrou a sua querida amiga e patroa. Ela estava de pé e logo se agachou, colocando a cabeça da ruiva em seu colo. Alisou os cabelos da franja ruiva como um ato de conselho. Conhecia a sua amiga, sabia que ela estava abalada pela notícia.

- O que eu vou fazer agora, Soyo-chan? - Kagura questionou chamando-a pelo nome quando geralmente ficavam sozinhas. Soyo lançou um pequeno sorriso tímido e voltou a fazer carinho em sua cabeça.

- Não sei, Kagura-chan. Mas tudo vai se resolver. Disso eu tenho absoluta certeza. - a morena murmurou em um fio de voz. Kagura sabia que não estava sendo fácil para sua amiga passar por aquilo.

A ruiva se ergueu e a abraçou afetuosamente. O que era perder um emprego em comparação a perder uma vida? Fosse colocar na balança, Soyo era a que mais estava sofrendo e não tinha qualquer escapatória.

Soyo Tokugawa era a princesa do Reino de Edo e única herdeira. Com a morte do seu irmão, o Rei Shigeshige, o trono passou para suas mãos. Porém, por ser uma mulher teria que casar com um parente próximo para que a linhagem dos Tokugawa's não fosse extinta. Era um grande fardo que ela carregava em seus ombros, Kagura sempre soube da tensão que ela passava desde que começou a trabalhar como Dama de compainha.

Sim, ela era uma Dama de compainha da princesa. Soyo completou a idade de se casar e logo teria que dispensar a sua criada mais fiel para se dedicar ao matrimônio. Isso a machucava, ter que deixar a sua amiga e abrir mão do seu grande amor, Kamui.

Desde que o viu escondido nos arbustos do castelo a procura de Kagura, seu coração bateu mais forte e a paixão foi inevitável. Teve que fazer um enorme esforço para convencer a sua amiga a lhe apresentar o seu irmão. Kagura explicou a situação injusta de Kamui mediante a justiça e ficou furiosa.

Os dois nutriam uma relação proibida, já que a princesa jamais poderia se casar com um plebeu. Entretanto, isso nunca a impediu de amá-lo incondicionalmente e o que a deixava mais feliz era ser correspondida com a mesma intensidade. Agora, com o casamento arranjado já estava marcado, Soyo sentia que iria morrer de tristeza por nunca mais poder ver o seu amado e sua amiga.

- Soyo-chan, você está bem com isso? - a ruiva indagou quebrando o silêncio e fez a outra suspirar pesadamente.

- Não, estou em choque ainda. Não sei como direi ao Kamui-kun essa notícia. - ela sussurou contra o peito de Kagura. Soyo começou a chorar compulsivamente e a ruiva a consolou aconchegando-a em um abraço cheio de ternura.

No início achou fofo a relação de seu irmão com a sua amiga, mas sabia que aquilo não teria futuro. Os dias felizes em que ambas fingiam ir passear na praça para que os dois amantes se encontrassem iriam por água abaixo. Soyo tinha deveres reais e Kamui não passava de um delinquente medíocre.

- Kagura-chan, você é jovem. Ainda dar tempo de se casar com alguém que possa te dar uma vida tranquila. - Soyo proferiu após se controlar e voltar a sua postura rígida.

Kagura suspirou pesadamente, nunca havia pensado em casamento. Sabia que já havia passado da hora de se casar, mas isso não a interessava. Se fosse para se juntar com alguém, que seja por amor e não por conveniência, era esse pensamento que a fazia rejeitar todas as propostas de matrimônio.

Em seu íntimo, desejava ter um relacionamento tão lindo quanto o de Soyo e Kamui. Mesmo que fingia ser indiferente nesse assunto, não podia querer ter uma pessoa fosse recíproca aos seus sentimentos. Porém, nunca chegou ninguém que fizesse o coração da Yato bater mais forte.

- Não pretendo me casar desse jeito. - Kagura falou firme de suas convicções. A morena se separou do abraço da garota e a olhou profundamente.

- Queria poder escolher. - ela sussurou, mas a ruiva ouviu e logo continuou. - Se quiser posso te indicar um trabalho, mas acho que não vai gostar. - Soyo falou hesitante e deixou bem claro a preocupação em sua voz.

Kagura se repreendeu mentalmente por ter dito aquelas palavras que machucaram sua amiga. Ela iria ser obrigada a se casar sem dar qualquer palpite. Pensou em se desculpar, mas vendo que a morena mudou de assunto, seguiu o fluxo do diálogo.

- Que trabalho, Soyo-chan? - a ruiva perguntou com ligeiro interesse, seu problema era mais fácil de se resolver e pra não magoar sua amiga fingiria que concordava.

- Tenho uma conhecida que está doente e necessita de uma compainha. Ela só tem apenas o seu irmão que passa a maior parte do tempo trabalhando e a deixando só. Você seria uma perfeita Dama de compainha pra ela, Kagura-chan. - Soyo concluiu sua sugestão um pouco mais alegre por está ajudando a sua amiga.

- Parece o emprego perfeito para mim. - Kagura proferiu e olhou desconfiada para a morena. - O que eu posso não gostar nesse emprego? A mulher que cuidarei é insuportável?

- Não. - Soyo riu de leve e prosseguiu. - Mitsuba-chan é um amor de pessoa, o problema é seu irmão.

- O que tem o irmão dela? - a ruiva indagou tentando entender o que a princesa estava armando.

- Ele é Capitão da primeira divisão do Shinsengumi. - Soyo respondeu observando a feição de Kagura modificar.

Primeiro a Yato ficou pálida, depois perplexa e logo irritada. Odiava qualquer oficial da lei e imagine trabalhar pra alguém do alto escalão? Seria como a própria morte.

- Nem pensar. - decretou após amaldiçoar todos os militares do reino.

- É melhor do que casar com alguém com alguém que fosse não ama. - Soyo falou com uma lágrima solitária escorrendo em sua face e prosseguiu. - Queria está em seu lugar, Kagura-chan.

Kagura gelou com aquelas palavras que soaram mais duras que uma faca. Como poderia ser orgulhosa com a sua amiga sofrendo desse jeito? Era muita crueldade da sua parte não aceitar a solução proposta pela princesa.

- Me desculpa, Soyo-chan, prometo ir até a casa dessa mulher e pensar no emprego. - falou e vislumbrou o rosto moreno de Soyo se iluminar. - Me fale do meu futuro chefe. - ela acrescentou ríspida, tentando não se arrepender de sua decisão.

- Okita Sougo, 24 anos e excelente espadachim. Capitão da primeira divisão aos 18 anos de idade e conhecido como "Rei dos sádicos" . - Soyo fez uma pequena discrição.

- Isso não me parece muito convidativo. - Kagura falou com sarcasmo e continuou. - Por que ninguém aceitou esse emprego?

- Sougo-kun tem o temperamento ruim com outras pessoas, mas acredito que você possa aguentar por um tempo até achar algo melhor. - a morena piscou algumas vezes tentando convencer a ruiva.

- Você acha que aguentarei um militar? - ela indagou incrédula e logo se arrependeu ao ver a expressão triste de Soyo. - Tá legal, amanhã vou na casa dos Okita's, mas não crie expectativas!

      - Vai dar tudo certo, Kagura-chan, pelo menos pra uma de nós...


Continua...



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