História For You, Baby - Jikook - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Fanfic, Jikook, Romance
Visualizações 207
Palavras 2.299
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiieee!
Tudo bem com vocês? Eu REALMENTE espero que sim!
Demorei muito dessa vez, desculpa!
Realmente tô tentando o máximo tirar tempo do meu dia para atualizar...

Enfim, vamos lá!

Capítulo 23 - Conheça minha mãe


PARK

❤🎵

Deixei Kookie em casa - na mansão - e fui direto para casa do Tae. Eram umas 8hAM, eu e o Kookie acordamos bem cedo para pegar a estrada. Ele não me fez muitas perguntas durante o caminho todo, apenas me olhava tentando ler minha expressão. A verdade é que não sei o que fazer quando ficar cara a cara com ela. 

Como ela me achou?

Porque só agora ela me procurou?

Porque não foi para a casa do meu pai?

Ele sabe que ela está aqui em Seul?

Será que é minha mãe mesmo? O Tae não conhece ela...

Finalmente estou na porta do meu amigo. Começo a suar, meu coração não consegue se controlar batendo em ritmo acelerado. Respiro fundo algumas vezes antes de tocar a campainha. 

-Jimin... - V parece estranho ao me ver. ali.

-É ela mesmo? Ela está ai?

-Não. Ela... Entra - ele se afasta para que eu passe. 

-Você disse que iria segurar ela até eu chegar, Tae - o acuso já dentro de sua sala.

- Calma, Jimin, ela foi para um hotel. Não quis ficar aqui em casa, apesar de minha mãe insistir muito. Ela deixou o endereço e pediu que você a encontrasse lá. 

-Como você sabe que é ela?

-Ela tem fotos suas quando bebê até seus 12 anos, então acho que é ela. Embora eu não ache nenhuma semelhança física entre vocês dois. 

- Ok... Me passa esse endereço. 

(...)

-Você pode subir, é no segundo andar, quarto n°324 - informa o recepcionista do hotel após ter ligado para o quarto da minha mãe.

-Obrigado!

Eu ainda estou meio perdido nisso tudo. Acho que a ficha só vai cair quando finalmente estivermos cara a cara, após longos fodidos anos. Ela deve ter dinheiro, não sei como ficou sua vida depois que nos separamos, mas de alguma forma ela conseguiu sobreviver. O hotel que ela está hospedada não é nenhum 5 estrelas, mas é um de classe média. Finalmente encontro o quarto 324 após sair do elevador. Respiro fundo novamente e bato na porta.

-Já vai! - responde uma doce voz feminina lá de dentro.

Escuto alguns barulhos vindo de lá e então finalmente passos leves se aproximando da porta até que...

-Jimin! Você veio! - ela sorri.

Minha mãe, a que deixei para trás em meus 12 anos de idade, era uma mulher jovem, sim, porém simples, roupas velhas ganhadas de outras pessoas que já as tinham usado bastante, mãos cheia de calos por estar sempre lavando roupas para fora, cabelos ressecados por falta de cuidados. Essa mulher que está na minha frente é seu oposto. Ela é uma versão mais velha da minha mãe, com roupas bonitas e novas, sapatos de salto, maquiagem, cabelos muito bem cuidados e pintados de loiro - o natural deles são pretos - e algumas joias. Ela toca meu rosto. Suas mãos são macias, não são as mãos calejadas que costumava me dá carinho quando criança na hora de dormir. As unhas estão tão mais bem cuidadas que as minhas.

-M-mãe? - pergunto meio incerto.

Ela apenas afirma com a cabeça e se afasta da porta.

-Entre, Jimin.

Jimin. Não mais filho. Ela usava mais o filho comigo. Jimin era quando tentava ser mais dura, Park Jimin quando eu fazia algo de errado. Eu entrei no quarto, logo percebendo duas malas ali, uma aberta mostrando alguns vestidos sofisticados e outra fechada. 

-Jimin, você não sabe o quanto eu senti sua falta.

Então porque você não me abraçou? 

Qualquer mãe que sinta a falta do filho do qual ficou anos sem o vê, o abraçaria logo que tivesse a oportunidade, não? Porque mesmo que eu a tenha odiado todos esses anos por ter me largado, eu esqueci tudo assim que a vi. 

-E-eu também sent-ti sua falta, m-mã-e...

Então por impulso eu mesmo a abraço.

Acho que por ser pega de surpresa ela não me corresponde de primeira, segundos depois sinto seus braços me envolvendo de volta.

-Desculpa, filho - sussurra.

O pedido dela soa mais como um pedido para algo que não é por ter sumido da minha vida, mas jogo esse pressentimento para lá. Seu perfume estranhamente me causa enjoo, então me afasto. Deve ser porque ainda não tomei café da manhã.

- Porque você não quis vir com a gente? - uma lágrima desce pelo meu rosto. Quando é que senti vontade de chorar?

Vejo um lampejo de medo passar em seu olhar, mas logo ela demonstra um olhar triste.

- Jimin... - ela senta na cama e eu sento em uma cadeira que há ali de frente pra ela. - Eu... 

-Foi meu pai? Ele fez alguma coisa? Disse alguma coisa?

-Sim, isso - responde rápido demais, mas logo volta a expressão de tristeza. - Ele... Eu não devia lhe dizer isso, mas você já é grande o suficiente para saber da verdade. Seu pai... an... ele tinha uma amante.

-O QUÊ? M-mas como? 

-Era uma colega dele de faculdade, ele soube que ela estava aqui em Seul, então aquela proposta que ele recebeu não foi bem pensando em nós, mas sim apenas pensando em si próprio. Eu disse pra ele que não era para ir... vir, que era melhor ficarmos lá em Busan, porque eu sabia que se vinhecimos ele iria nos largar lá... aqui por ela. Mas ele apenas disse que se eu não queria ir, facilitava a vida dele, disse que nunca me amou, que só me aturava por causa de você, foram muitas palavras duras que me disse naquele dia, Jimin. Então por não querer que você se preocupasse comigo chorando, fui dormir na casa de minha tia. Quando voltei no dia seguinte, descobri que ele tinha vindo realmente para cá e te trazido com ele. Fiquei desesperada te chamando naquela casa... Voltei para casa da minha tia para pedir dinheiro e vir atrás de você na mesma hora, mas então encontrei um homem na estação a minha espera. Ele... Ele me ameaçou, Jimin. 

Ela continua encarando o chão. Eu ainda estou ingerindo todas aquelas confissões quando ela continua.

-Ele disse que se eu fosse atrás de vocês, faria da nossas vidas um inferno. Te mandaria para um colégio interno bem longe e só te tiraria quando fosse maior de idade e... e me manteria em cativeiro. O homem, mensageiro dele, me dava medo falando isso. Era assustador. Eu não podia arriscar que você fosse mandado para longe, para uma espécie de prisão. 

Ficamos em silêncio, ela me olhando a espera de respostas e eu pensando naquilo tudo que acabara de ouvir.

-Mas eu nunca o vi com mulher nenhuma - comentei finalmente. - Pelo contrário, ele a cada dia que passava, se dedicava mais ao trabalho.

-Você o acompanhava no trabalho?

Faço que não com a cabeça e ela me dá um sorriso amarelo.

-Pois então, ele não te levava porque não era só pro trabalho. Era com ela que ele devia se encontrar.

-Mas mãe, então porque ele não a trouxe para morar com a gente? 

-Não sei, Jimin. Isso eu não sei.

Eu odeio definitivamente meu pai. 

-Eu o odeio, mãe.

-Não, não o faça. Ele te ama, apesar de tudo. É o que importa. Me alivia mais saber que você teve um futuro bom. Eu acompanho o grupo de vocês pelos noticiários.

-Como você sobreviveu depois? Porque agora veio me procurar? 

-Minha tia quando morreu me deixou uma herança pequena, o suficiente para eu conseguir vir para Seul. Comecei dando aulas aqui. Faz alguns anos que estou morando aqui, quero dizer, estava, alguns anos atrás tive que viajar para um emprego melhor. Recebi uns dias de férias e aqui estou eu. Ele me monitora, Jimin, para que eu não me aproxime de você, mas não aguentava mais então me arrisquei agora. 

-Você não precisa se esconder mais, sou maior de idade agora. Ele não pode fazer nada contra nós.

-Tem certeza? Você realmente conhece seu pai? Ele nunca fez nada que o magoasse? 

Então eu lembro do Jung Min.

Merda.

-Eu não vou deixar que nada aconteça, prometo.

Ela acena com a cabeça.

-E você, como está sua vida pessoal? Eu só sei de sua vida pública - ela solta uma risada triste. 

-Eu estou feliz. Amo o que faço. Amo dançar, cantar, meus hyungs, meu amigo Tae... Você o conheceu ontem.

-Sim - ela sorri. - Ele parece ser um bom rapaz, apesar de eu o achar esquisito.

Eu rio pela primeira vez naquele dia.

-Esse é o Tae. 

-E sua vida amorosa? Tem tempo para namoradinhas?

Meu sorriso murcha. 

- Mãe... er... eu... Aish! Não sei como dizer isso.

-Tudo bem se não quiser.

- Não, eu quero sim. - fecho os olhos um segundo e então solto de uma vez. - Eu meio que estou ficando com um garoto!

-Ah... é... Tudo bem, Jimin - ela me dá um sorriso. - Se o faz feliz... 

-Sim, estou muito feliz com ele. Ele é doce, alegre, carinhoso, lindo, inteligente, esforçado, tem uma voz linda... ele é TUDO. Eu o amo muito, mãe.

-Nossa, eu espero que ele também te ame desse jeito, porque a maneira que você fala com tanto entusiamos dele - ela rir divertida.

-Sim, ele também me ama - acho que devo estar parecendo um bobo agora, pelo meu sorriso ao lembrar do Kookie. - Você precisa conhecer ele! 

-Ah, eu quero o conhecer. Assim me sinto mais perto de sua vida.

- Então posso marcar um jantar para nós três?

-Pode sim. Hoje a noite? Tudo bem para você?

-Sim, ótimo! Hoje a noite então eu volto com ele.

-Ótimo, me encontre no restaurante do hotel.

-Tá. 

Nos levantamos e eu novamente a abraço quando estamos a porta. Mais uma vez ela demora um pouco para corresponder ao meu abraço. 

-Por favor - peço com voz emocionada - não some de novo não.

-Não irei, prometo. Ainda estarei aqui quando voltar a noite.

(...)

Durante o caminho dirigindo para casa, relembro meu encontro com minha mãe. Claro que ela está diferente, afastada... foram muito tempo longe um do outro. Eu também mudei. É isso. É apenas isso que está cutucando o fundo do meu cérebro. Sorrio. Minha vida agora está perfeita! Tenho meus hyungs, meu amigo, JungKook e minha mãe. 

-Kookie - o chamo assim que entro em caso, subindo as escadas. 

Eu sei que meu pai não está em casa. Nas nossas férias, ele viaja para fechar novos contratos com empresas.

Encontro Kookie no meu quarto, sentado de pernas cruzadas na minha cama, jogando em seu celular. 

- Kookie - o chamo sorrindo.

Ele joga o celular de lado e vem ao meu encontro me abraçando.

-Como foi? Era ela mesma?

-Uhun. Kookie - eu me afasto. - Ela quer te conhecer.

-Sério? - me olha surpreso.

-Sim, eu contei sobre a gente. Ela mudou a aparência, mas continua a mesma por dentro, calma, doce, compreensiva.

-Você está mesmo falando sério? Ela aceitou numa boa a gente? - seu sorriso mostra seus dentinhos lindos.

Eu bagunço seu cabelo.

-Sim, meu coelhinho lindo. Ela não é meu pai, pensando melhor, eu perdoo ela, ela não merecia viver com um babaca que é meu pai,

Ele parece meio confuso.

-Então, você vai? Hoje a noite o jantar.

-Claro que vou, Jiminie - responde feliz por mim. - Um dia eu também quero que você conheça minha mãe.

-JungKook, você nunca falou sobre sua família - o que é algo muito estranho, já que somos uma família há muito, muito tempo.

-Um dia eu te falo sobre - seu sorriso parece cansado e tem o olhar distante ao dizer isso. 

-Ok. Não vou te pressionar. - Volto a sorrir - Ainda não acredito que vamos jantar com minha mãe!

Kookie rir da minha animação.

-Você tá parecendo uma criancinha - então me dá um beijinho delicado nos lábios.

(...)

 

-Estou nervoso, Jiminie - Kookie me fala pela terceira vez desde que chegamos ao hotel. 

-Kookie, não se preocupe, ela vai adorar você. Já te disse que ela é legal - rio de seu nervosismo. 

Mas eu também estou nervoso e... estranho.

Nunca pensei que fosse algum dia apresentar alguém que amo para minha mãe, e muito menos que essa pessoa seria um garoto.

Um garoto que eu amo muito.

-Gostariam de uma mesa? - pergunta a mulher na entrada do restaurante. 

Há poucas pessoas ali, então logo vejo minha mãe em uma mesa tomando uma taça de vinho. Sorrio. Ela realmente mudou muito. Não bebia nada de álcool.

-Viemos encontrar minha mãe, ali - respondo ainda sorrindo que nem bobo, apontando para a mulher vestida num vestido sofisticado de cor verde. 

Seguimos até lá, Kookie à minha trás, finalmente paro na mesa e ela me sorri, depositando a taça de lado. 

-Mãe - cumprimento sentindo Kookie sorrateiramente colocar sua mão na minha cintura, de uma maneira que ninguém veja.

-Jimin, você veio! 

Sinto a mão de Kookie apertar sobre mim. Aish, esse menino com essa timidez dele. Nem parece que é membro de um grupo famoso de kpop.

-Mãe, quero que conheca, JungKook... - me afasto para que eles se vejam, já que ele ainda estava se escondendo atrás de mim, encolhido, por eu ser mais baixo que ele. - Kookie, essa é minha mãe.

-Prazer em conhec... - de repente a expressão dela muda para uma assustada quando encara Kookie.

Franzo a testa e olho para Kookie afim de saber o que ele estava fazendo que a fez o olhar com medo.

-Kookie, o que você está faz...

Eu também paro no meio da frase, pois o garoto está mais branco que leite como se estivesse vendo um fantasma - ou coisa pior - à sua frente. Então Kookie faz algo surpreendente.

Ele vomita.


Notas Finais


Então galera, é isso. Foi pequeno esse capitulo, porque ele é pequeno.
Como já devo ter avisado, já tenho essa fic toda arquivada em memória, concluída.
E, tá próxima do fim.
Vem bad nos próximos capitulos, como puderam perceber nesse finalzinho, talvez vocês já saibam mais ou menos o que foi "isso" do Kookie e a mão do Jimin.

xoxo 💋


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