História For You, Baby - Jikook - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Fanfic, Jikook, Romance
Visualizações 200
Palavras 2.494
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieeeeee!
Aproveitei que tive hoje esse tempo livre, e vim atualizar :)

Let's go!

Capítulo 24 - Só pode ser engano


Fanfic / Fanfiction For You, Baby - Jikook - Capítulo 24 - Só pode ser engano

JEON

❤🎵

Eu estava tão feliz em ver o Jimin tão contente! Parecia uma criancinha que tinha acabado de ganhar ingressos pro parque. Eu o acompanhava meio encolhido à suas costas, me escondendo. Não é segredo para os hyungs que sou tímido perto de pessoas desconhecidas. E se a mãe dele não gostar de mim? Se ela estiver apenas fingindo que aceitou nossa relação - que, devo ressaltar, nem sei que tipo de relacionamento estamos - para apenas o agradar? Por se sentir culpada em ficar longe todos esses anos? 

-Mãe - ouço a doce voz de Jimin, com uma pitada de euforia, a chamar.

-Jimin, você veio!

Sabe quando você assistiu um filme de terror daqueles que realmente te fazem chamar até por santos que não existem, quando vai a noite sozinho pela casa atrás de água ou do banheiro? E então você escuta a voz exatamente igual a do vilão do filme, então você percebe que está sozinho na casa, apenas você a aquela voz?

Eu não ouvi nada mais do que falaram depois de ouvir a voz dela.

Minha única proteção é Jimin, mas ele logo se afasta me deixando na linha de visão do monstro.

Então todas aquelas memórias que eu tinha conseguido bloquear as noites, graças ao calor do corpo de Jimin dormindo ao meu lado, me atingem como uma pedrada na cabeça. 

O perfume.

O mesmo perfume doce, forte e enjoativo.

A próxima coisa que faço é vomitar. Não consegui controlar. Simplesmente veio. Felizmente, Jimin havia se afastado.

-Kookie - sua voz sai preocupada. - Aish! Como fui esquecer de que você ainda está em recuperação! Que babaca que sou! Desculpa, Kookie... Vou te levar pra casa... - ele se volta para ela, que me encara fixamente com um olhar duro. - Mãe, desculpa, eu vou só levar o Kookie para casa, o medicar e quando ele estiver melhor, eu volto. Tudo bem?

As palavras de Jimin dizem uma coisa, mas vejo seu corpo transmitir o oposto. Ele tem medo de sair e ela sumir novamente.

Eu continuo estático, a encarando. Era como daquela vez, meu corpo parou de obedecer meus comandos, criaram vontade própria. 

-T-tudo bem, Jimin. Eu já ia sugerir isso mesmo. E não precisa voltar, parece que o garoto está muito doente.

Como ela pode ser tão fria? Ela não pode ter esquecido. Mesmo bêbada, ela lembra. Eu sei que sim. Vi em seus olhos quando me viu.

Ela é a mãe dele.

A ficha cai.

Finalmente meu corpo volta aos meus comando. 

-JungKook o que você...

Eu continuo correndo para fora daquele restaurante, daquele hotel. Corro sem direção exata. É tudo que meu corpo e cérebro pedem no momento. A voz de Jimin vai sumindo cada  vez mais, me dizendo que já estou ficando o bastante longe dali, dele. Só quando paro em um beco escuro, por não conseguir mais correr, é que me dou conta das lágrimas que caem sem parar. 

Ela é mãe dele...

Fico repetindo aquilo por muito tempo. 

Não, não o estou culpando por nada. Nunca o faria. Eu amo mais que tudo. Apenas me dou conta de que não posso dizer nada para ele. Ele a ama. Ela é mãe dele. Ele sente muita falta dela. Ele tem a imagem dela como uma mulher bondosa e doce. Eu serei o monstro se destruir essa imagem para ele. Ele vai me odiar. Não, não, não... Não poderia viver se Jimin me odiasse. Mas eu não consigo ficar na presença dela. E ele vai insistir, vai desconfiar se eu recusar, vai acabar descobrindo. 

Novamente imagens daquele dia me perseguem me causando repulsa novamente.

Por culpa dela eu criei uma aversão a toque de pessoas estranhas, às vezes, quando estou muito sensível, até toques de pessoas ao meu redor, principalmente mulheres, isso inclui minha mãe, me causam medo e repulsa.

Meu celular começa a tocar no bolso da calça jeans.

Eu não o pego para ver ou atender, pois sei que é o Jimin. 

Depois de muitas chamadas, o celular finalmente para.

Não posso voltar para casa. Não posso ficar na rua assim, algum jornalista pode me ver e isso geraria um escândalo maior.

Ligo para Jin.

-Jk?

-Hyung? - minha voz soa desesperada. 

-JungKook, o que foi? Aconteceu alguma coisa? 

-Jin, vem me buscar, por favor, mas não fala para ninguém, principalmente o Jimin.

-Kook eu... Onde você está? Voltou pra Seul?

Eu descrevo o lugar para ele e, depois de me fazer jurar que o iria esperar, desliga. Minutos que parecem eternidades, vejo o carro de Jin parando na calçada do beco. Eu corro e entro em seu carro.

-Kook, o que aconteceu? Porque está chorando assim? Porque estava neste lugar? O que o Jimin te fez?

-Por favor, só me leva para sua casa, hyung - murmuro. 

-Você não quer ir para nossa casa por não querer ver o Jimin, é isso?

Apenas aceno com a cabeça, cansado demais para responder.

Encosto a cabeça na janela do carro e o ouço suspirar pesadamente.

-Aish... Eu te falei, JungKook, avisei muito para não ter esperanças com o Jimin. Ele é hetero. Embora eu não saiba o motivo de ter te levado com ele e brigado com o pai por você. 

Novas lágrimas começam a cair.

-Por favor, hyung, me leva...

Sinto seu olhar sobre mim por alguns segundos antes de ele colocar o carro em movimento.

(...)

Estou deitado na cama de um quarto de hospedes na casa dos pais do Jin. Eu chorei tanto quando chegamos e ele me abraçou tentando me dá conforto, mesmo sem saber o motivo do meu choro. Senti meu corpo tremer em seus braços enquanto ele acariciava meus cabelos e dizia que ia ficar tudo bem. Finalmente, depois de ter encharcado a camisa do hyung, consegui parar de chorar. Ele saiu, dizendo que iria pegar alguma coisa para eu comer e então só fiquei deitado ali na cama, olhando por nada. 

Ela acabou de voltar para a vida dele, o que ele sempre esperou durante todos esses anos. Eu não posso ser um monstro e destruir esse momento dele. 

(...)

Eu acho que acabei dormindo, quando abro os olhos os sinto pesados. 

Porque Jin-hyung está me abraçando desse jeito? 

Como de repente ele ganhou coxas tão fartas?

Olho para suas mãos em minha cintura.

As mãos de Jin não são pequenas...

Me levanto de repente, sentando afastado o suficiente na cama, conseguindo me libertar do abraço,

Jimin dorme tranquilamente ao meu lado. Está com a mesma roupa. Mas há uma expressão preocupada em seu adorável rosto, mesmo dormindo. Engulo seco.

Jin me prometeu! Ele prometeu que não contaria para ninguém que eu estava aqui.

Jimin começa a abrir os olhos. Quando me foca, sorri timidamente.

-Kookie, você está melhor? - a voz rouca de sono me causa aperto no coração.

Apenas balanço a cabeça.

Ele se senta e se aproxima para me dá um beijo, mas recuo saindo da cama como se esta estivesse em chamas.

-Kookie...? - sua expressão preocupada retorna com uma mescla de confusão.

-Jimin, eu... Eu quero ficar sozinho. Não me pergunte nada, apenas me dê algum tempo. - o encaro - Por favor?

-JungKook - agora sua voz sai firme enquanto ele sai da cama. - O que está acontecendo? Você está doente de algo? É isso? E não quer me contar? Jin me ligou me xingando de todos as maneiras possíveis, me ameaçou me castrar, e eu não entendi o motivo. Então ele disse que você estava chorando muito por minha culpa. Perguntei a ele onde você estava, mas ele não quis dizer, mas claro que soube que era aqui que estava, não sou tão burro assim. Então, Jeon, eu mereço saber se te fiz alguma coisa, porque tive que levar muitos puxões de orelha quando apareci aqui na porta dos pais do hyung.

-Jimin... - suspiro cansado. Deus, esse dia nunca acaba? Que espécie de pesadelo é esse? - Eu não tenho nada contra você, você não me fez nada, tudo bem? Só, por favor, me deixa sozinho um tempo.

- Não! - sua voz me assusta. - Desculpe. - Ele se aproxima de mim e me abraça. - Eu não queria gritar com você. - Suspira pausadamente. - Poxa, Kookie, se eu não lhe fiz nada, então me fala o que aconteceu. Prometemos, você me prometeu nunca mais me esconder nada, lembra? 

O corpo do Jimin é tão quentinho, tão aconchegante, me traz uma sensação tão segura e calmante. Fecho os olhos sentindo seu perfume. Amo tanto seu cheiro. Ele deposita um beijo no topo da minha cabeça.

-Por favor, Kookie, me conta, hun? Eu tenho direito de saber, se quer um tempo longe de mim, eu tenho esse direito de saber o motivo.

Ele está certo. Desde que descobriu do nosso primeiro sexo selvagem naquela noite de bebedeira, ele me fez prometer que nunca mais iria esconder ou guardar para mim, algo que relacionasse ele. 

-Você vai me odiar - murmuro o apertando e mantendo os olhos fechados.

-Kookie, é impossível eu te odiar. Mesmo se você matar alguém, eu vou continuar te amando e te protegendo. Eu prometi, não prometi?

-Sim.

-Então, me conta. Seja lá o que for, eu vou tentar entender, eu vou tentar te ajudar.

-Você não pode me ajudar. 

Me afasto dele. É melhor acabar logo com isso. Não posso esconder pra sempre, não quando temos que conviver diariamente. Eu olho no fundo de seus olhos. Ele tenta se aproximar de novo para me puxar novamente para si. 

-Não, por favor, fica ai.

-T-tudo bem.

-Quando eu tinha onze anos, meu irmão implicava comigo por eu não saber o que querer quando crescesse. Às vezes ele me humilhava e... eu me sentia mal com isso. Então minha mãe me falou de um lugar onde tinham muitos cursos. Concordei em ir olhar o lugar só por causa da insistência dela. - sorrio me lembrando daquele dia. O dia que vi Jimin pela primeira vez. - Eu gostava muito de desenhar, não tinha vocação alguma para dançar ou cantar. Mas quando estava procurando a sala de pintura, ouvi uma música vinda de algum lugar ali. - fecho os olhos recordando e sentindo aquela sensação outra vez. - Era como se a música me chamasse, o que parecia um absurdo, já que eu nem ligava para músicas. Mas aquela de alguma forma me chamava para ir onde ela estava soando. Eu a segui, e foi então que vi um garoto dançando. Um garoto bem apaixonado. Ele estava tão envolvido por sua dança que a música vinha de seu próprio corpo. Sua dança fazia a música, e não contrário. Foi ai que eu disse para mim mesmo que precisava dançar com ele um dia, e para isso, eu precisava me esforçar. Mas eu sabia, tinha certeza, que naquele instante eu tinha encontrado o que queria fazer, queria dançar. Queria sentir aquela mesma paixão que o garoto sentia, ao se movimentar sob a música. Eu me apaixonei pela dança naquele dia. - Abro os olhos e o encaro. Jimin está entre sorriso bobo por minhas lembranças e olhar enciumado por alguma coisa. - Naquele dia também, eu me apaixonei. Quando ele sorriu, eu me apaixonei. Eu sai dali então decidido, tinha que ter aquelas duas maravilhas em minha vida: a dança e o garoto. Eu consegui tirar uma foto dele, sem que percebesse - agora Jimin está realmente com a expressão completamente dura. 

-Kook - eu rio, Kook quando está chateado comigo.- Você só tinha onze anos! Não podia saber se já estava apaixonado por um moleque que nem conhecia.

-Ai ai, Jimin... - balanço a cabeça rindo por um momento. Mas logo minha expressão se torna séria e melancólica quando lembro que agora chegou a hora de virar um monstro para ele. - Eu cheguei em casa eufórico, contei para minha mãe, então no dia seguinte fui bem cedo fazer minha inscrição. Eu sabia que não poderia ficar na su... na turma do garoto porque era a turma mais avançada, então eu ficaria na turma primária, que era em horários contraditórios aos horários dele, mas tudo bem, nada importava, eu iria aprender a dançar, eu poderia o perseguir estando no mesmo local. Faltava algumas horas para minha aula começar, seria a primeira. Eu estava realmente animado com isso. Então fui explorar o local, até que há uma sala vazia, pouco iluminada - tento conter o peso na voz que começa a se formar assim como algumas lágrimas que começam a rolar. - Havia uma mulher lá. Ela me chamou, me dava um sorriso amigável, mas... - respiro fundo e olho pro chão. Não tenho coragem de o olhar quando contar. Meu coração dói tanto com essa lembrança horrível. - Tarde demais percebi que ela estava bebendo. Fedia a álcool, e o perfume forte e doce começou a me causar embrulhos no estômago. Ela se aproximou de mim e-e com-meçou a falar com uma voz arrepiante que me fez permanecer parado no lugar - tomo fôlego algumas vezes antes de continuar. - E-ela começou a m-me to... a me tocar... 

Começo a chorar sem conseguir falar o resto. Logo vejo os pés de Jimin se aproximando de mim rapidamente, então na mesma velocidade eu me afasto.

-Não... - minha voz sai fraca. - Por favor, não vem.

Ele estanca no lugar me olhando triste, querendo me confortar, seus punhos estão fechados como se quisesse bater em alguém.

Desculpa, Jimim. Me perdoa.

-Eu pensei que nunca mais iria ouvir aquela voz novamente, não fora dos pesadelos que às vezes tenho a noite. Eu... eu não estava preparado para ouvir ou vê-la de novo desde aquele dia - o olho, meu olhar silenciosamente lhe implorando perdão por está prestes a sujar a imagem de sua mãe. - Então tudo veio novamente como um tiro, quando ouvi aquela voz novamente...

-JungKook - Jimin está prestes a chorar. - Por favor, não, Jeon.

-Desculpa, Jimin... Desculpa. Aquela voz que ouvi quando fomos encontrar sua mãe, eu queria ter ouvido mal, mas - tento respirar - quando você se afastou... era ela. Aqueles olhos. Era ela. O perfume forte... 

-JUNGKOOK PARA! - Jimin grita me fazendo chorar ainda mais. - ELA É MINHA MÃE! EU A CONHEÇO, VOCÊ NÃO! VOCÊ NÃO PODE SAIR ASSIM ACUSANDO AS PESSOAS! VOCÊ ESTÁ ENGANADO! ELA NÃO LHE FEZ NADA!

Quando ele para de gritar e então Jin aparece assustado na porta do quarto.

-O que está acontecendo aqui? Jimin, o que lhe disse sobre deixar você ver o Kookie? Você quer morrer?

-Ele está enganado, hyung - reclama choroso sem me olhar. Meu corpo em resposta, treme enquanto choro mais ainda.

-Jimin... me perdoa... por favor... 

Jimin não me olha, ele simplesmente corre para fora do quarto como se fugisse de uma doença contagiosa.

Jin ainda confuso sobre tudo, me acolhe em seus braços me deixando mais uma vez encharcar sua roupa com minhas lágrimas.

 


Notas Finais


Eu lembro que quando escrevi esse capitulo (mês passado) eu chorei. E aqui estou chorando de novo enquanto posto ele.
:( Kookie </3

Desculpa pela bad, gente.
Vou tentar atualizar mais um ainda hoje.
~Ah, eu sempre leio os comentários de todos ♡

xoxo 💋


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