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História For You (Diabolik Lovers - Subaru X Kou) - Capítulo 11


Escrita por: Ri_Seri

Notas do Autor


Só sei que...
Mommy's home!
😂😂😂
Espero que curtam mais esse capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 11 - Eleven: I cannot deal the way I feel about U


... Eu não posso lidar com o jeito que me sinto sobre você...


-- Eu admito que cogitei a ideia da nossa Cachorrinha ter sido raptada pelos Mukami, mas isso?! Nunca imaginei que pretendiam devolvê-la para nós. -- Laito ri.

A cena toda é como uma comédia barata da sessão da tarde, além de uma pitada de sobrenatural. A tensão no ar está aguardando uma fagulha para que exploda.

Nesse momento, estou a frente de Kou, o qual aperta firmemente meu braço enquanto seu olhar alterna entre observar as reações de Ruki e fuzilar os Sakamaki. Desvio os olhos para Kou  mas o vampiro não está realmente interessado em me dar atenção agora.

-- Por que, de repente, vocês querem passar ela pra gente? -- Ayato cerra os punhos e semicerra os olhos, a boca, torcida. -- O que vocês tão tramando?

-- Argh, mas que droga! Parem de drama e peguem ela de volta -- não tenho tempo de raciocinar quando Kou empurra-me para frente, vou de encontro ao peito de Laito.

-- Ai!

Meus cabelos se projetam sobre meu rosto, ergo os olhos para cima por entre meus fios escuros e Laito sorri malicioso ao passo que agarra meus pulsos. Estremeço por inteira.

-- Por hora, não precisamos da Íriah. Porém... -- Ruki caminha até mim e mergulha seu rosto até estar cara a cara com o meu, instintivamente me encolho contra Laito -- Pelo bem do objetivo, voltaremos pra te buscar. Então esteja pronta.

O segundo mais velho dos Sakamaki solta um pequeno riso cínico, ajeita os óculos e começa:

-- Íriah? Então quer dizer que vocês também acreditam nessa inutilidade dos contos de fada humanos? -- Reiji balança um pouco a cabeça em um movimento negativo -- Eu não acredito que são tão patéticos a tal ponto.

Depois disso, os Mukami não retrucam mais. Desvio a vista para Azusa, ele segura seu braço enfaixado e, ao me notar o observando, sorri fracamente. Desço mais até seu pulso e noto um pouco de sangue escapando por aquela região.

-- Azusa-kun, o seu braço...

Os irmãos dele atentam para minha fala e viram-se para o vampiro de cabelos esverdeados. Caminho até ele a fim de analisar o sangramento.

-- Acho que consigo achar bandagens novas pra você na enfermaria. Vem comigo -- sinalizo para ele e então seguimos pelo corredor em direção a ala médica.

-- Ei, presa! Onde pensa que vai? Volta pra cá agora! -- Ayato ordena.

Cerro os olhos e respiro fundo. Já estou farta de me amendrontar diante desses seres sobrenaturais. Não é que eu não tenha capacidade de enfrentá-los, mas na ocasião eu realmente não tenho escolha. Se por acaso eu quisesse dar uma de "corajosa" agora, muito provavelmente eu iria pagar caro pela minha atitude.

-- Presa, ficou surda? Mandei você ficar aqui!

-- Não! -- o olho de soslaio e torço a boca. -- Se vocês todos vão mesmo ficar discutindo quem vai ficar comigo como se eu não passasse de um objeto, tudo bem! Mas agora eu vou ajudar Azusa-kun, depois apenas me informem com qual das famílias eu vou ficar dessa vez, ok?

A última coisa que me lembro de ter feito foi direcionar um sorriso debochado e irritado para os vampiros e deixá-los surpresos pela minha audácia momentânea, minha voz saindo com um tom amargurado. Certeza que eu pagaria caro por isso depois.

Azusa ri novamente e me lança um olhar divertido como se, no fim, eu já houvesse escolhido uma das famílias. A verdade é que eu nem queria perder tempo refletindo o que seria pior, viver com os Mukami ou retornar para a mansão dos Sakamaki? Se eu voltar, eu me transformarei novamente em brinquedinho de vampiro; se eu ficar, talvez consiga uns dias de folga sem mordidas, mas como eu posso garantir que cedo ou tarde aqueles quatro também não começarão a me morder? E se forem piores?

Balançando a cabeça para esquecer estes últimos pensamentos, empurro as portas da enfermaria e busco pela enfermeira.

-- Ai, Azusa-kun, parece que ela não está aqui. Será que a gente consegue fazer isto sozinhos?

Ele permanece imóvel e eu assinto para minha própria pergunta. Direciono-me para as prateleiras de equipamentos na parede atrás de mim, será que eu encontro algum quite de primeiro-socorro por aqui?

-- Keyce...

-- Sim?

-- Eu não quero que você me ajude.

-- Você diz em relação a colocar a nova bandagem? -- continuo na busca -- Tudo bem, vou só achar pra você então.

-- Você não me entendeu. Eu não quero que me ajude porque eu não quero novos curativos.

Estou de costas para o vampiro enquanto tento alcançar as prateleiras mais altas. Malditos 1, 60 de altura! Entretanto, subitamente, sinto a presença de alguém bem atrás de mim. Um ar gélido percorre-me e eu engulo em seco, não me lembro de alguma vez até agora que aproximações tenham sido favoráveis para mim.

-- A-Azusa-kun? O que você...?

-- Eu quero sangrar. Eu... Gosto de sentir dor -- estremeço e faltam-me forças para me virar de volta. -- Keyce...

Um medo se apodera de mim no instante em que sou virada de frente para o vampiro que está muito muito perto. Não digo nada, não temho coragem de dizer absolutamente nada.

-- Você também... Gosta de sentir dor?

-- O-O que...

-- Eu quero te proporcionar o mesmo prazer que eu sinto todas as vezes em que me machuco. -- suas íris lilases fitam o líquido púrpura ainda saindo por entre os curativos e deslizando pelo seu braço. Ele ri, parecendo satisfeito, e volta a atenção para mim. Eu estou tremendo por já ter a leve impressão do que vem a seguir. -- Keyce... Você vai ver quão boa é a sensação de sentir dor. Deixa eu te mostrar...

Desvencilho-me dele, passando por baixo de seu braço e correndo para o extremo oposto do espaço.

-- M-Mas por que você gosta de sentir dor?! -- busco algo, qualquer coisa, que me dê certa segurança caso ele tente me atacar, mas não encontro nada que possa ser útil.

-- Eu apenas... Gosto. -- Azusa mantém o semblante impenetrável, caminha até mim lentamente. -- Quando eu vivia nas ruas, as outras crianças me batiam e em algum momento eu simplesmente gostei. Ei... Você não quer experimentar também?

-- Sério, Azusa-kun, eu dispenso.

A saída está a alguns metros de mim. Abruptamente, tento correr até lá, contudo o vampiro segura meu pulso e pressiona-me contra a porta.

-- Azusa-kun, por favor, não me machuca! -- cerro os olhos. O de cabelos esverdeados desce o nariz por meu pescoço, sinto sua respiração fria contra minha pele.

-- Eu... Gosto de você, Keyce. Você parece gostar de mim também. Então, por que não me deixa fazer você sentir dor?
Ele aperta seus dedos ao redor do meu pulso e um gemido dolorido escapa por meus lábios.

-- Ai, Azusa-kun! E-Eu não quero que me machuque porque não é assim que se demonstra gostar de alguém! Ah...!

-- Poxa... Sério? Você não gostar é... Triste. Mas... É assim que eu vou mostrar que gosto de você.

E finalmente ele finca suas presas em meu pescoço.

-- Ah...!

Azusa enrosca minha cintura com o braço livre e permanece segurando meu pulso contra a porta. Por alguns segundos, afasta o rosto do meu pescoço para ver meu sangue sair em filetes. Ele sorri.

-- Seu sangue saindo é tão bonito... E... -- as íris lilases dele fitam minha expressão de agonia por segundos -- Você fica atraente assim.

Dessa vez, ele realmente suga o líquido para sua boca. Fico imóvel, incapaz de fazer movimentos bruscos por seu corpo tão pressionado ao meu. Minha vitalidade abandona-me aos poucos. Quero gritar e descontar minha dor e desconforto, porém não posso fazê-lo na escola.

-- Ai, Azusa-kun, está doendo...!

-- Sério? Então eu vou te dar mais disso. Muito mais...

Repentinamente, imagens se projetam em minha mente, desligando-me da situação atual...


▶▶▶


-- O seu cheiro é muito parecido com o meu...

-- Você gosta de sentir dor? Gosta?...

-- Você gosta de mim, Eva?...

-- Você, por acaso, quer me bater?...

-- Então esse é o sangue da Eva? Eu tenho tanta sorte de provar esse sabor...


▶▶▶


-- Ahn?! Azusa-kun?

-- Sim, Keyce?

-- Era você. Você que estava com a Eva, não é? Você disse que ela tinha o cheiro parecido com o seu.

Nem mesmo percebo que ele continua sugando meu sangue até que se afasta. Um silêncio se manifesta, sinto meu coração voltar a bater com certa paz agora que não estou mais sendo atacada. Azusa encara o nada, as memórias devem estar retornando a sua mente também.

Quem será essa Eva que tanto vem aos meus pensamentos? O que ela significou para todos eles?

-- Você... Conhece a Eva? Mas... Como? -- o de cabelos verdes ri. -- É... Magnífica!

E mais uma vez não consigo fugir, sou agarrada pelos braços e mordida pelo vampiro no mesmo lugar de antes.

-- Você... É mesmo magnífica. A Íriah que estávamos há tanto tempo procurando finalmente está aqui.

Cada pedaço do meu corpo parece estar clamando por distância o suficiente para respirar e se recompor de tanto ser violado e machucado. Deus, eu não sei por quanto tempo irei suportar...

-- Você conhece a Eva e nem sequer tentamos resuscitá-la...

-- Ahn? O que isso quer dizer?!

-- Nós vamos...

-- Azusa, vamos embora. Já chega!

A voz invade o ambiente e vem da porta. Ao desviar minha cabeça nessa direção, a figura alta e atraente de Kou está ali, observando, compenetrado, a cena. Logo, o momento de mais cedo, em que ele me jogou para os Sakamaki, preenche meus pensamentos. Ele sabia o que estava fazendo. E me fez parecer nada mais que um objeto.

Eu senti ódio dele. Apenas não deixei transparecer na ocasião.

-- Deixa ela, cara. Os Sakamaki assumem por agora.

Azusa se distancia de mim e emite um som de frustação, logo desaparecendo pela porta. Kou permanece em pé ali, vendo eu tentando recompor-me e recuperar a respiração devidamente. O olho diretamente nos olhos. Estou arfando e não demonstro raiva, porém não digo nada, palavras não são necessárias. Ele provavelmente sabe o que estou pensando através de seu olho de vidro.

E então se retira também.

Não sei dizer se estou surpresa ou decepcionada com ele.

Bom... Eu não deveria ter criado expectativas boas de um vampiro que me raptou, não é mesmo?

A seguir Ayato surge e segura meu ombro com firmeza, despertando-me.

-- Ei, presa. Você vem com a gente. -- sou puxada para fora da enfermaria. O vampiro espera alguns alunos passarem em frente para que possa se direcionar a mim sem chamar atenção -- Como você dá trabalho!

-- Eu sou algum tipo de animal de estimação pra dar tanto trabalho, Ayato-kun? -- estou levemente alterada depois de tudo.
Ele ri, divertido.

-- Não queira ser mais do que é, presa. Você é minha e ponto final. -- noto os olhos dele deslizarem por meu corpo, inicialmente pensei que era para me morder, mas então... -- Quanto sangue você deixou esses caras tomarem?

Solto um sorriso fraco e debochado.

-- Quanto eu deixei? Falando asssim até parece que tenho escolha.

-- Não me deixe impaciente!

-- Certo, já entendi. Hm... Que eu me lembre, só o Azusa-kun me mordeu. Ruki-san disse que eles não poderiam beber ainda e...

-- É porque eles acham que estão se prevenindo da toxina. -- Reiji entra em cena.

-- Que toxina?

O mais velho suspira, limpa os óculos.

-- Eles acreditam que você é a criatura mágica Íriah, logo, também acreditam que você libera toxinas no corpo para se proteger de ataques. É o modo de defesa destas criaturas.

Absorvo em silêncio enquanto Ayato simplesmente estala a língua, visivelmente entediado.

-- Chega de conversa fiada!, está na hora de outra coisa...

Engulo em seco.

-- Hora do que?

O ruivo ri, divertido.

-- Não se preocupe, não é nada que tenha que se preocupar. Agora vamos embora, presa.

Sou arrastada para longe da enfermaria, mas não sem que meu olhar se perdesse para além, cruzando novamente com a figura de uma mulher de cabelos brancos e íris rubis iguais as de Subaru.

-- Agora -- Ayato me solta diante da minha sala de aula -- tente não se meter em mais confusão, senão você sabe o que pode lhe acontecer.

-- Vamos, Cachorrinha -- o outro vampiro se aproxima por trás e passa o braço por cima dos meus ombros -- Está na hora de termos uma conversinha em particular, se é que me entende...

Engulo em seco.

-- Cachorrinha, ainda bem que você voltou para nós. Por um momento, pensei que perderia meu brinquedinho -- Laito desliza delicadamente os dedos por minha garganta ao passo que meu corpo estremece. Estou apavorada com a ideia de voltar a estar na mesma casa que ele.

-- Você sabe que não voltei por vontade própria. -- apesar da resposta ousada para alguém na minha situação, minha fala sai em um fio de voz.

-- Bom, isso apenas comprova que sua opinião na vale coisa alguma, Cachorrinha. Em todo caso, você...

Bem nesse momento, Subaru invade nosso campo de visão e agarra meu braço. Ele permanece ali somente segundos suficientes para que Laito se afaste de mim e, então, sai quase me arrastando pelo corredor da escola.

-- Subaru-kun, me solte! -- forço-me ao máximo para me desprender dele mesmo enquanto ainda sou arrastada, contudo sou incapaz. Ele é muito forte e, aliás, tenho a ligeira impressão de que toda a sua força está convergindo para mim agora.

Tão rápido quanto das últimas vezes, minha mente volta a ser preenchida por cenas vividas por aquela garota. Aquela a qual todos fazem questão de chamar, sublime e enigmaticamente, de Eva.


▶▶▶


A garota geme de dor ao ser arrastada com brutalidade pelos corredores da escola pelo vampiro, em seu rosto se revela pânico enquanto o outro apenas mantém a expressão raivosa.

Ele a arrasta escada acima, rumo ao terraço aberto da escola, e, chegando lá, a lança contra a grade que cerca o espaço. Uma cara de dor se forma em seu rosto e, sem dar a ela tempo para reagir, ele a prende contra a grade com um braço de cada lado da cabeça dela. A diferença de altura nunca foi tão gritante!

-- É essa a sua vontade? Então, você decidiu ficar com eles, não é? -- Subaru aguarda por uma resposta, a qual não vem e então volta a ficar impaciente -- Me responda!

-- Bem, é que... Eu... -- ela emudece, um olhar derrotado.

-- Vai, responde o cara... Gatinha Masoquista.

A voz nova no ar atrai a atenção dos dois, logo direcionando seus olhares para Kou Mukami, o qual se encontra em uma pose relaxada e calma enquanto os observa, sorrindo.

-- Kou-kun... -- a garota diz simplesmente.

Os dois vampiros se encaram, olhares mortais e desafiadores partindo de ambas as direções, até que Kou diz:

-- Então você a quer de volta? Ah, ficou irritado por que roubamos sua comida? -- Kou pergunta, sarcástico, enquanto o outro apenas cerra os punhos.

-- O que?! Ah, seu...

Menos de um segundo se passa quando o loiro está atrás da garota, ele a envolve com os braços e a puxa para si ainda desafiando o Sakamaki com o olhar.

-- Se a quiser de volta, é só pegar, porém só se conseguir tirá-la de mim.

A garota observa o desenrolar da cena, mais tensa a cada segundo que se passa. Subaru sustenta o olhar raivoso por um curto tempo até se retrair, resignado. Diante disso, Kou ri.

-- Pelo jeito você não a quer. Tá bom, sendo assim eu fico com ela. Vamos embora, Gatinha.

Kou a puxa pela mão para fora do terraço, todavia poucos metros para alcançar a escada, Subaru a puxa com força e enfia suas presas na garganta da garota em um gesto brutal, como um dominador.


▶▶▶


Minha mente gira ao redor dessa visão, inebriada pela luz da verdade se desenrolando diante de mim. A cena está se repetindo.

-- Subaru-kun, espere!

Luto para me libertar de seu agarro, ainda sem sucesso. Não posso deixar que tudo aquilo se repita.

Os Mukami sabem que posso ter visões. Eles sabem que sou capaz de ver o passado e sondar o futuro através dessa minha nova essência que estou a descobrir.

A meu ver, isso não passa de uma armadilha. E o que mais me apavora é que apenas eu estou consciente do que está por vir.

-- Subaru-kun, por favor, pare! Não podemos...!

Sem sucesso, continuo fazendo o máximo que consigo para sair dessa, e logo alcançamos o terraço da escola.

Como na visão, o vampiro me prende contra a grade e mergulha suas íris escarlate, intensas e penetrantes, em meus olhos. Sua respiração gelada colide contra meu rosto, arrepiando-me, e suas mãos seguram fortemente as barras de metal ao lado da minha cabeça. Encolho-me diante de si, porém permaneço em alerta.

-- Você cheira como eles! -- ele rosna para mim e revela suas presas -- Nem sequer tentou escapar daqueles bastardos, não, você preferiu ficar com eles!

-- Por que é tão difícil pra vocês todos entenderem que eu não tenho escolha?! -- estou com a voz um pouco alterada, não sei se pelo modo que ele está falando comigo ou se pelo pânico causado pela visão que tive há pouco.

-- Quem você pensa que é para gritar comigo, garota?!

Olho para os lados, atônita, e, então, volto a alertá-lo:

-- Subaru-kun, temos que sair daqui agora, antes que ele apareça! -- remexo-me, inquieta.

-- Tsc. Ele quem?

-- O Kou-kun, ele...

-- Sabe, Princesa, eu tô adorando esse seu dom de prever as coisas. É, realmente, impressionante.

E é como se meu corpo perdesse seu calor, fluindo para fora de mim e o pânico bate à minha porta. Ele já está aqui.

-- Kou-kun...

Meus olhos acompanham cada movimento do loiro, o qual segue parado apenas nos observando.

Desvio a vista para Subaru, o qual sustenta uma postura tensa e firme, as íris de sangue analisam seu inimigo a frente e não parecem ter pretensão de me encarar. Eu o fito insistentemente, quero que ele volte a se concentrar em mim a fim de evitar que a visão se concretize novamente.

-- Estava nos espionando? -- o vampiro ao meu lado pergunta.

Kou ri e se levanta, caminhando até nós. Os olhos azuis dele infiltram-se nos meus e, então, ele começa a se direcionar a Subaru, muito embora esteja focado em mim.

-- Eu não tava espiando, mas imaginei que fosse fazer uma cena como essa. Você é completamente incapaz de se pronunciar na frente de todos, não, você prefere arrastar garotas pra fora da atenção de todos e dar uma de "dominador irritado". -- ele ri. -- Ah, Subaru... Vou começar a pensar que você não passa de um pervertido.

O ar está repleto de querosene invisível e parece que, embora saiba disso, Kou prefere acender a fagulha e ver a coisa toda pegando fogo ao nosso redor.

Subaru não o responde, e eu até prefiro assim. Não tenho ideia do que levou os dois vampiros a discutirem no passado e chegarem até a situação que presenciei na visão, mas estou receosa de que a atual tensão instalada entre os dois possa conduzir a isso.

-- Por acaso você já provou o sangue dela, Subaru? -- o loiro pergunta, simplista, mas é o provável que esteja apenas tentando provocar o Sakamaki. Kou tomba a cabeça e amplia seu sorriso provocante. Ainda está olhando diretamente para mim. -- Por acaso já teve o prazer de cravar as presas na pele dela? De ver o sangue escorrendo pelo pescoço dela? Aquele tom escarlate de deixar qualquer um louco...

Achei ser impossível me deixar mais nervosa, mas parece que o Mukami sabe bem como fazer isso. É sério mesmo que ele está tentando mexer com a cabeça de Subaru? Isso é o suficiente para que eu me pronuncie.

-- O que você pretende com tudo isso, exatamente? -- dou um passo a frente, apoiando a mão no braço de Subaru que parece nem se incomodar.

-- Princesa... Não vê que eu tô tentando conversar com o Subaru aqui? -- diz, com o ar mais inocente que consegue fazer. --  Por favor, não diz que tá com medo que eu conte pra ele da sua paixão...

Eu cerro os punhos, furiosa com a direção que esta situação está tomando. Eu nunca disse a ele que estou apaixonada pelo Subaru. E-Eu nem sequer parei para pensar sobre isso, tudo o que confessei para mim mesma foi que sinto uma estranha paz e familiaridade perto dele. Mesmo assim, balanço a cabeça negativamente como se para mostrar a Kou que não deve continuar falando desse assunto.

Ele me ignora completamente.

-- Não... É sério que está com medo que ele saiba que você gosta dele? Não entendi, era segredo? -- ele ri, divertido e provocativo.

-- Eu... -- rosno furiosamente em meu interior sem conseguir conter minha respiração acelerada. Não paro realmente para refletir sobre a veracidade nas minhas palavras. -- Eu odeio você.

Kou meneia a cabeça, parecendo nem um pouco abalado. Ele sorri, revelando suas presas e, então, mira Subaru. Não posso olhá-lo também. Não, minha expressão revelaria o quanto estou constrangida.

-- Me pergunto o que ela viu em você. -- dá uns passos a frente. -- Afinal, o que há de tão especial em Subaru Sakamaki? Eu não consigo ver nada além de um vampiro que finge ser durão, mas na verdade é tão acanhado e assustado quanto uma criança que se esconde atrás da mãe.

Arregalo os olhos com a comparação e volto-me para Subaru. Ele também está observando Kou mais atentamente, os olhos vermelhos estão levemente mais arregalados e o peito sobe e desce em um ritmo mais acelerado se comparado a antes.

Essa não...

Kou acabou de tocar na ferida. Subaru abre a boca, nada sai. Bem nessa hora, a íris direita de Kou reluz em tom avermelhado e ele alarga o sorriso, finalmente compreendendo.

-- Ah... Parece que achei o seu ponto fraco. Honestamente, estou surpreso. Sua ferida é sua mãe, Subaru?

Estou suando mais intensamente agora, estou nervosa com o rumo que está sendo alterado novamente. Kou não pode estar falando sério mesmo, ele pretende continuar pressionando a faca na ferida de Subaru? Inspiro fundo e expiro, tentando não ficar mais tensa. Minhas mãos se apertam mais, quero calar a boca do loiro para que ele não complique mais...

Porém, não posso.

Minha cabeça gira levemente, obrigando-me a sacudi-la em uma tentativa de me livrar da dor. Abro os olhos. Uma figura feminina surge diante de mim.

A mulher tem a pele branca como a neve, tão pálida que instintivamente relaciono com a possibilidade de estar morta. Seus cabelos brancos rosados caem por suas costas como ondas, destacando as íris cor de sangue.

Sua boca se move, sinto que está tentando dizer alguma coisa. Reconheço-a de mais cedo, quando a vi pelos corredores da escola. Reconheço-a também daquela noite com Subaru no meu quarto. Na ocasião, ela suplicava que eu ajudasse seu filho, tudo isso no exato momento em que Subaru me carregava até a cama.

"Ajude meu filho..."

Volto mais um pouco no tempo e recordo o dia em que o vampiro de cabelos brancos contou-me sobre sua mãe. Ele havia dito que ela odiava a condição de imortal e pediu ao próprio filho que ele...

... Que ele a matasse.

Subaru... Essa é a sua mãe?

-- Krista...? -- chamo-a receosa.

A mulher olha para mim, acenando com a cabeça. Seu semblante abatido me toca, deixando-me compadecida se si.

-- Meu filho...

-- Sim... O que tem seu filho?

-- Meu filho... Ajude meu filho... Por favor...

-- Mas como?

-- Eu imploro a você, ajude-o...

Ando até mais perto dela.

-- Eu quero ajudá-lo, Krista. Mas como eu posso fazer isso?

Ela lança um olhar para ele e volta a dizer:

-- Ajude-o... Conte a ele que eu...

-- Sim, diga.

-- Eu peço...

E, enfim, ela some em uma explosão branca e clara. Cerro os olhos, protegendo-os do clarão e coloco os braços à frente. Perco o fôlego em meio ao turbilhão de emoções que me assolam. Ela nem sequer pôde terminar a frase.

E agora?

O que eu deveria dizer a Subaru?

Sou brutalmente puxada para a realidade quando ouço um dos vampiros de antes dizer:

--... Você é um covarde que foi incapaz de proteger sua mãe, Subaru.

E,  a partir daí, tudo acontece muito rápido. Logo, Subaru se projeta para a frente e atinge o rosto do Mukami com um soco tão forte que o som ribomba pelo espaço como um estrondo.

-- Subaru-kun! -- cubro a boca com as mãos, fico estagnada no lugar como se meus pés estivessem colados ao chão.

Kou cambaleia para trás, ficando errante por alguns segundos, porém logo se recompõe e leva os dedos ao canto de sua boca, onde um pouco de sangue está à mostra graças ao soco de Subaru. Ele vislumbra o sangue em seus dedos, sorri com isso e volta o olhar para Subaru.

Subaru...

Kou avança para cima do Sakamaki, demonstrando muito mais imponência e fúria em seu andar, e ataca o rosto do outro vampiro. Subaru cai para trás, colidindo contra as barras de ferro do terraço.

-- Quem você pensa que é para me atacar, Subaru? -- Kou desdenha. -- Isso é tudo por causa da sua mãe?

Mais um soco proveniente de Kou. Eu continuo estática enquanto observo a cena, meus olhos estão arregalados e ainda assustados de como fomos acabar dessa maneira. Caramba, eu sei que Subaru tem  força para revidar, então por que não reage? Ele mal está tentando bloquear as investidas do loiro... O que está acontecendo aqui?!

-- Ora, vamos... Você não vai fazer absolutamente nada para se defender? Patético!

As íris rubras de Subaru estão fitas no chão e sua expressão agora é a expressão mais deprimida e culpada que já vi em toda a minha vida.

Já chega!, não posso vê-lo desta maneira e não fazer nada.

Kou está prestes a levantar o coturno escuro para chutar Subaru, quando, rapidamente, em um ímpeto de bravura e instinto de proteção, projeto-me para a frente e ponho-me entre os dois.

-- Já chega! -- grito e estendo os braços em sinal de basta ao mesmo tempo em que Kou avança mesmo comigo ali tentando os separar, porém algo como uma gigantesca explosão emana para fora de mim e ao meu redor e arremessa o vampiro loiro para longe de mim. Uma energia misteriosa, com efeito correnteza, ribomba contra as grades do terraço ao sair de dentro de mim. Quando abro novamente os olhos, o cenário mudou e agora Kou também está atirado ao chão.

O que exatamente eu acabei de fazer?

Lanço um último olhar para corpo do loiro antes de desviar minha total atenção a Subaru.

-- Subaru-kun! -- agacho-me ao lado do vampiro ainda estirado contra as barras de ferro. -- Você está bem?! -- deslizo a ponto dos dedos por seu braço que está a frente de seu rosto -- Por que você não fez alguma coisa pra se defender, poxa?

Sua pele pálida está gelada como o habitual, porém há um ferimento em seu antebraço direito, arranhado e com um pouco de sangue a vista. Não tenho como limpar o local ou ao menos retirar o sangue, por isso deixo o machucado e sigo examinando o resto do corpo do vampiro em busca de mais áreas machucadas pelos socos e chutes de Kou.

-- Subaru-kun, ei... -- levo meus dedos ao rosto pálido do Sakamaki, retirando os fios alvos caídos sobre seus olhos que sequer se abriram ainda. -- É a Keyce. Anda, me responde se você está bem. Você se machucou mais gravemente?! Está sentindo dor?!

Sustento seu rosto entre minhas mãos e o encaro o mais profundamente que consigo, na expectativa de que ele abra os olhos.

-- Subaru-kun... -- nesse exato momento a figura de Krista cruza meus pensamentos, recordando-me de sua súplica desesperada "ajude meu filho". Comprimo os lábios e respiro fundo, buscando por palavras que possam transmitir a preocupação da mãe do vampiro em minha fala direcionada a ele. Eu não pretendo fugir, pelo menos não por agora. É óbvio que quero abandonar essa realidade maluca e confusa em que me meti com todos esses vampiros, mas também sinto um forte desejo de ajudar Subaru. Não. Ainda não é o momento de partir. -- Subaru-kun, eu estou aqui. Eu estou aqui pela sua mãe e... Por você. Só abre os olhos, por favor.

E é então que as íris brilhantes e profundas de Subaru se abrem para mim, encarando-me atentamente por alguns segundos. Inconscientemente, movo meus dedos em suas bochechas em uma espécie de carícia e sorrio levemente.

-- Oi. -- digo.

É como um momento mágico daqueles em que tudo em volta parece simplesmente desaparecer, estamos só nós dois aqui. Eu não sei o porquê de estar sentindo tudo isso, eu definitivamente não entendo o que está acontecendo comigo e por que algo no olhar daquele vampiro me passa tanta confiança e segurança e me atrai cada vez mais para ele. E-Eu estou confusa...

Infelizmente, não é como se esse pequeno lapso temporal de conforto durasse por muito tempo. Em um ato completamente bruto, tudo desmorona.

-- Saia de perto de mim, sua garota estúpida! Não lhe alertei para nunca encostar em mim de novo?! -- ele agarra meus pulsos e empurra-me para longe de si. Perdendo o equilíbrio, caio para o lado, porém rapidamente me levanto e o e encaro perplexa, muito mais confusa e assustada do que antes.

-- M-Mas eu...

-- Cale-se!

-- M-Mas, Subaru-kun... Eu...

Ele não dá a mínima para o que estou tentando dizer e simplesmente sai pisando duro em direção a saída do terraço. E, com ele, sinto uma parte do meu coração ir também... Mas por quê?

-- Subaru-kun...

Por determinados segundos eu penso em como a minha vida veio parar aqui. Em como estou perdida em relação às ações de Subaru Sakamaki, o qual demonstra compaixão e bondade para comigo em alguns momentos, mas também ira e distância em outros. Eu quero tanto fugir e voltar a vida como a conheço, normal... Mas, agora, também não quero deixar Subaru por sentir que devo ajudá-lo de alguma forma.

-- Você parece tão perdido... Por que eu sinto que me tornei mais perdida que você?

De repente, meu braço é agarrado com violência, arrancando um grito que não dura muito ao perceber que é Kou quem está me segurando desta maneira. Ele me arrasta até a grade, me deixando mais uma vez presa entre si. Minhas orbes expressam medo, aflição ao olhar para ele com um olhar tão sedento, porém não é como se ele realmente se importasse.

-- Ah, Princesa... Eu sabia que você era poderosa, mas, caramba! Até eu fiquei surpreso depois dessa!

Engulo em seco. Eu sei que o jeito descolado e amigável de Kou pode se passar por acolhedor muitas vezes, mas definitivamente não é o caso agora. Eu sei que coisa boa não vem daí...

-- Eu sabia que você tinha um dom dentro de você, afinal, eu te observei muitas vezes enquanto estava na mansão dos Sakamaki. O modo como foi capaz de entrar em contato com a falecida Beatrix, a voz que sussurrava seu nome... Você nem sequer sabe do que é capaz, eu imagino. Mas, pra liberar todo esse poder, eu sabia que você precisaria de um incentivo. -- à medida que vou escutando tudo o que ele tem a dizer, vou encolhendo-me mais contra a grade. Então toda essa vivência na mansão Sakamaki não passou de um experimento para ele? Eu sou uma cobaia, é isso? Um sentimento de raiva me invade, mas também um sentimento de impotência. Eu ainda sou completamente indefesa diante de todos eles. -- Por isso, precisei descobrir o que poderia causar a fagulha em você. Não foi difícil perceber que você tem uma queda pelo Subaru. Depois, só precisei dar um jeito de colocá-lo em situação de perigo para que você agisse. Ah, e sua capacidade de ver o passado foi demais também, tenho que admitir.

-- Psicopata...

-- Awn, valeu pelo elogio, Princesa. -- ele sorri, um ato tão falso quanto o carisma que emana dele. -- Agora... Vamos ao que interessa...

Ele avança seu rosto em minha direção, seus brilhantes olhos azuis sem desconectar dos meus. Começo a me remexer na tentativa de me soltar, porém uma de suas mãos segura firmemente minha cintura e me impulsiona para trás. Tento empurrar sua mão para longe de mim, sem sucesso. Entrando em pânico, volto-me para ele com o olhar assustado.

-- O que eu lhe fiz, afinal? E-Eu gostei de você... O primeiro contato amigável que tive na mansão dos Mukami foi com você... Então por que está fazendo isso comigo?

Um riso divertido escapa por seus lábios, deixando suas presas à mostra.

-- Realmente... Estou apenas pegando o que é meu por direito. Exatamente como você disse, eu fui legal com você e pretendo receber meu pagamento por isso, afinal, no mundo nada é de graça. -- Kou aproxima os lábios do meu ouvido e sussurra: -- Não se lembra, Princesa?

Não sei dizer bem o porquê, mas Kou me provoca certos calafrios pelo corpo. Sua voz tão baixa e rente a mim me causa uma sensação... Interessante. Deliciosa, para ser mais específica. Ele transmite uma sensualidade natural e parece saber disso.

Kou não se afasta do meu ouvido ainda, e sua mão em minha cintura é tão firme... Deus me perdoe por isso, mas eu gostaria muito que a pele da minha cintura estivesse descoberta para que ele encostasse diretamente em mim. Estou fervendo por dentro apesar do perigo eminente que ele representa.

-- Kou-kun... -- pronuncio seu nome por meus lábios entreabertos, fecho os olhos. Eu não sei se ele percebe as sensações que me causa, porém ele continua a me apertar contra si de uma maneira dominadora.

-- Sabe, Princesa... Vou te contar um segredo. -- Dessa vez, seus lábios realmente tocam a pele de minha orelha. -- Eu sei o que preciso fazer com você agora, mas ainda assim, você, desta maneira, está me causando outras sensações que não a sede por sangue. Você está me provocando... E eu nem sei se você se dá conta disso.

-- E-Eu não sei do que... Você está falando... -- ouço sua risada ecoar mais uma vez, sua outra mão se encontra com meus cabelos e ele acaricia minha cabeça delicadamente. Em reposta ao nosso contato expandindo, apoio minhas mãos em seu peito.

-- Claro que não... -- ele brinca com uma mecha do meu cabelo escuro, enroscando em seu dedo. -- O que é irônico porque todas as demais mulheres que estiveram comigo sabiam.

E então o rosto de Kou afunda em meu pescoço. Estou tão absorta e afetada que sou tomada por uma surpresa ao sentir os lábios do vampiro deslizarem por minha pele. Ele me pressiona mais contra a grade e afasta meu cabelo para o lado a fim de ampliar sua área de atuação. Kou distribui beijos por minha clavícula, deslizando sua língua vez ou outra por minha pele, causando-me arrepios. Posso sentir as pontas de suas presas riscarem minha pele sem me perfurar ao mesmo tempo em que sua mão em minha cintura desliza por debaixo de minha blusa. Em resposta, arfo e um gemido tímido me escapa pela boca.

-- Kou-kun...

-- Shhhh...

O Mukami sobe os beijos por meu maxilar e vai descendo por meu colo. Eu sei que preciso mandá-lo parar com isso, mas acontece que eu simplesmente não posso. Não consigo fazer minha boca me obedecer e falar alguma coisa além dos gemidos e do nome do vampiro que me escapa de maneira arrastada.

Meu corpo está prestes a entrar em combustão, eu posso sentir. No entanto, deixando-me desapontada, ele para com os beijos e as carícias e volta a me fitar diretamente.

-- Que merda, você não tem noção do quanto eu fico excitado com você, garota... -- Kou enfim aproxima os dentes pontiagudos do meu pescoço com a intenção clara no olhar. E é como se o medo retornasse com tudo para o meu interior. -- Ah, Princesa, eu preciso te morder...

-- Não, Kou-kun, por favor...! Me solta...

-- Pelo visto, eu não vou conseguir fazer isso tão cedo.

Suas presas cortam minha pele como duas navalhas afiadas, indo tão fundo quanto a dor que me preenche.

-- Ah...!

-- Isso, Princesa. Grite mais, vamos...

Sinto o sangue fluir para fora de mim, deixando-me inevitavelmente mais fraca a cada segundo que se passa.

-- Por favor... Eu... Preciso... Sair...

-- Seu sangue é tão bom... Eu não sinto que eu tenha tido o bastante de você ainda, Princesa. Qual é, você aguenta mais um pouco...

Seus dedos enroscam-se por entre meus cabelos e ele os puxa enquanto suga mais sangue para fora de mim. Estou me esforçando para empurrá-lo para longe, contudo não tenho força o suficiente.

-- Kou-kun, por favor...

-- Você tem noção de que ficar chamando meu nome desse jeito sôfrego que esta fazendo só me incentiva a continuar, não sabe? Ah, Princesa... O seu jeito inocente de não reparar em algumas coisas é mais excitante do que imagina. Agora, me dê mais do seu sangue...

-- Deus, eu... Não posso mais... Com isso... -- estou fraca, as pernas bambas, os olhos semicerrados.

Prestes a apagar e perder a consciência, consigo fazer contato visual com Kou, e, de uma forma que eu definitivamente não sei explicar, aprofundo nossos olhares e, logo, ele me solta. O já familiar brilho dourado cruza suas íris.

Caio sob os pés do vampiro, o qual está evidentemente afetado e sacode a cabeça de um lado para o outro para se livrar da tal sensação. Reunindo meus últimos resquícios de força, fico de pé e saio cambaleando para longe dele. Quando já estou na metade da escada que leva para o segundo andar da escola, ouço a voz do Mukami ecoando pelo lance de escada:

"Isso ainda não acabou, Princesa."






Notas Finais


Eu AMEI esse capítulo! Quem não amou, só lamento kkkkk. Mas sério, gostei demais de escrever esses lapsos de memória da Keyce junto com a cena do Kou e do Subaru. Amo esses dois! 🤍
Mas, entrando no contexto da história, o que acham? Shippam a Keyce com o Kou? Ou shippam mais com o Subaru?
Autora é suspeita demais pra dizer, então vou ficar na minha, mas SIM, eu tenho um shipp preferido rsrsrsrs. ♥️
Acho que vocês só vão saber esse meu shipp favorito no final, quando eles ficarem juntos, mas já deixando claro aqui que ela vai ter um momento com os dois antes pra que ela possa ter tido a experiência de estar com os dois e, assim, poder escolher consciente no final, a bichinha. 🤍

"No mundo, nada é de graça. Não sei se você sabia, Princesa, mas agora fique sabendo. Afinal, eu não sou legal com você à toa... Logo eu voltarei pra pegar o que é meu por direito." ~ (Mukami, Kou)


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