História Fora da Realidade - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alucinações, Drama, Inspirado, Romance, Sonâmbulo
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Palavras 768
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá de novo!
Aqui vai mais um capítulo.
Boa leitura!

Capítulo 5 - Manhã


Acordei com alguém falando. 

O chão do local era quadriculado e tudo indicava uma cozinha. "Ah não...", pensei. Sentei, esfregue a cabeça e olhei em volta. Ao meu lado uma mulher falava ao telefone. 

- Sim, sim. Ele está aqui por algum motivo. Não! Eu já lhe disse três vezes, eu não o trouxe para cá! 

Minha mente foi clareando como um galpão velho, lembrando de tudo que havia acontecido na noite passada. 

- S-Sra. Jones? - Olhei em volta novamente e percebi que não estava em casa. Ao meu lado, estava a professora de literatura Mary Jones. Ela percebeu que eu havia acordado e despediu a pessoa do outro lado da linha. 

- Ah meu Deus! Como você veio parar aqui? E-Eu acordei de manhã e me deparei com você jogado no chão da minha cozinha. 

- Eu não lembro. - Respondi com a mão na cabeça. - Somente me lembro de vozes e luzes... Parecia um show de horrores religioso.

Ela parecia assustada com tudo. Se bem que eu não a julgo, pois até eu ficaria assim numa situação dessas. 

- Bem, estava  falando com sua mãe. Ela me disse que você sai mas que raramente vai longe. Normalmente, aparece no Jardim. Mas já foi até o morro... 

Olhei confuso para ela, isso não fazia sentido algum. 

- Levante-se, vou te levar para casa! - Disse ela quase histérica.

- N-Não precisa, minha casa é do outro lado da rua. - Respondi meio embargado. 

- Pelo menos me deixe acompanhá-lo até a porta... 

Não respondi para ela. Com poucos movimentos, me levantei e saí andando para a porta da frente. Ela veio logo atrás como quem prevê um desastre. 

Abri a porta e saí para a rua. Estava realmente silencioso mas nada que me estranhasse muito. Atravessei a rua e abri a porta da frente de casa, minha mãe e meu pai estavam na sala reunidos para algo que eu não havia sido convidado. 

- Sente por favor. - Disse meu pai, sério.

Nenhum deles demonstrava preocupação em seus rostos porém, de alguma forma eu sentia que ia haver medidas drásticas. 

- Estamos preocupados com você Norman. Praticamente toda noite você sai e vai parar em qualquer lugar do mundo. - Meu pai continuava sério. - Por isso, eu e sua mãe decidimos trancar seu quarto e a janela dele a noite para tentar evitar isso. 

Senti uma certa irritação me tocar. 

- Como é? Não seria melhor arranjar um remédio ou uma psicóloga ou seja lá o que for ao invés de fazer isso? Tenho sonambulismo, não cometi um crime que me prenda! 

- A última psicóloga que você foi, desistiu de ter sessões com você. Quer que a gente gaste mais do que gastamos com remédios e médicos e tudo mais? Pense um pouco em nós também, Norman. - Disse mamãe levemente acusadora. 

- Não importa. Está decidido e assim será. Não temos o que fazer então vamos tomar medidas drásticas. - Meu pai estava irritado. 

- Mas pai eu... 

- Isso encerra aqui. Vá tomar um banho e venha tomar café da manhã conosco. - Ele se levantou e saiu para a cozinha. Mamãe fez o mesmo. 

Com raiva, subi as escadas e bati a porta do quarto. "Inferno, quem eles pensam que são?" , pensei. Me joguei na cama e olhei para o teor como sempre fazia. Isso, foi o suficiente para me fazer esquecer tudo. 

Escrito no teto em letras grosseiras e negras estava: 

7 D 45M 56 S 

ANDE LOGO! 

Arregalou os olhos e quis gritar porém nenhum som saía da minha boca. Imediatamente, o episódio do poço no campo gramado me veio a mente e me lembrei que tinha apenas 28 dias. "Santo Deus! Se passaram três semanas desde então...", pensei em desespero. As palavras da voz ecoavam em minha mente: 

"Você, não vai salvar nada. Vai apenas assistir. O que muda as coisas aqui, são suas escolhas." 

- Mas que merda! - Murmurei.

Eu não tinha feito escolha nenhuma e duvidava muito de que poderia fazê-las agora. Provavelmente, eu não mudaria nada no fim do mundo porém, como disse o Arauto, eu seria  Adão. 

- Duvido muito de tudo isso... - Pensei alto. - Duvido muito... 

Deitei em minha cama e pensei em deixar as coisas do jeito que estavam só para ver o que acontecia. Após uma pequena deliberação interna, resolvi que faria isso. 

 De que me importava o fim do mundo? Afinal de contas, não vou mudar nada para ninguém além de mim mesmo. 

Levantei-me com isso em mente e fui tomar banho. 



Notas Finais


Obrigado por ler!
Parece que esses dias meu corretor está revoltado comigo...


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