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História Fora de Órbita :: nomin - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Tensão sexual



Jeno empurrou Jaemin contra a parede e continuou beijando sua boca com tanta saudade por esses minutos em que tiveram de procurar um lugar para ficarem juntos. O moreno deslizou a mão por seu corpo com muito mais intensidade desta vez e não poupou o ar do loiro.

Jaemin ainda não fazia ideia de como havia ido parar naquela situação, mas sabia que estava adorando. Nunca gostou tanto de ser expulso de um jogo.

Sua perna havia sido levantada e ele pôde sentir o volume do outro ao mesmo tempo em que os beijos e chupões em seu pescoço. Ele era único e tinha uma pegada e tanto. Jaemin arranhava os braços de Jeno a cada sentimento mais intenso, tinha passado a gostar tanto de sua boca.

Havia uma briga incessante por espaço e ele queria que essa guerra durasse o mesmo tempo que a muralha da China para ser feita. Jeno apalpava sua nádega ao mesmo tempo em que mordiscava seu lábio e Jaemin acabou não se controlando quando abriu um dos botões da camisa do outro, deixando sua mão arrastar-se para dentro e percorrer todo o peitoral do moreno. Experiente, Jeno fez o mesmo, mas com o zíper da calça do Na, e quando ele menos percebeu o mais alto acariciava-o pôr cima da cueca.

— Je-jeno... Hmm! Droga! N-não faz-Porra, não faz i-isso... A-ah, droga!

— Por que não? - ele provoca sem vergonha alguma, sorrindo e beijando-o. — Jaemin, você tá tão duro... Deixa eu colocar você na minha boca, vai. - mais e mais provocações, e Jaemin passou a gostar tanto das mãos de Jeno. — Eu deixo você puxar o meu cabelo, vi o quanto gostou, uh... Não precisa se assustar.

Estão bem escondidos do resto das pessoas na casa, então não é um problema se envolverem. Jaemin se vê nervoso, porque, assim, ninguém nunca o tocou antes da forma como Jeno se atreve e o pior é que gosta tanto que não pode pará-lo.

O moreno o beija mais uma vez, sem tanto euforia agora e então se afasta com um selinho tão singelo quanto o olhar que o direciona. Tão amoroso, ele alisa o rosto de Jaemin antes de se afastar e logo ele se ajoelha, abrindo o cinto do loiro. Não há tempo e nem oportunidade de nervosismo agora, não é algo assustador - ou talvez apenas o fato de ser um desconhecido o fazendo, mas um desconhecido que Jaemin está perdidamente atraído!

Ele apoia a cabeça na parede e a levanta um pouco quando sente Jeno tocar seu sexo duro pelas carícias de até então. Seus dedos acariciam o rosto do moreno assim que o sente lamber gentilmente suas bolas junto ao vaivém lento e aliviante.

— Porra... Aannmm- Jeno!

O moreno se delicia com a forma satisfeita que Jaemin o chama e é impossível não se tocar enquanto escuta. Se seu ego já não estivesse no máximo, ficaria ainda mais confiante agora. Ele lambe em volta da glande, se deliciando com a prévia do sabor do loiro e então a empurra para dentro de sua boca, sugando apenas a amostra do quão gostoso o Na pode ser. Jeno o sente puxar seus fios mais e mais e isso o motiva a continuar, cada vez mais intenso.

Os gemidos de Jaemin são tão gostosos e Jeno comprova o quão melhores podem ficar assim que empurra a própria cabeça, tomando o falo em sua boca ao máximo que pode. Seus fios são puxados com tanta força que o machucam inicialmente, mas ele acostuma fácil e continua seu trabalho. Jaemin empurra-se levemente contra a boca de Jeno e o mesmo gosta da sensação, deixando que o loiro force o caminho. Excitado, o Na agarra os fios em maior quantidade e move-se continuamente, até que o moreno esteja gemendo também, satisfeito. É tão bom que imagina-se alcançando o céu toda vez que Jeno o acolhe por inteiro.

Ele se esforça para contê-lo e no momento em que sua garganta dói ou suas bochechas tentam ceder, ele insiste em satisfazer seu parceiro, mantendo-se firme.

— J-jeno!! - ele vê-se próximo ao ápice e sem cerimônia é que Jeno se levanta, virando o loiro para a parede e juntando parcialmente suas pernas. É tão de imediato que Jaemin tem que apoiar as mãos na parede em reflexo para não cair. O moreno empurra-se entre as pernas de Jaemin com um pouco de dificuldade enquanto bombeia o pênis excitado do Na, gemendo em seu ouvido, tão erótico. Jaemin vai até o espaço e volta enquanto o aprecia tão rouco e satisfeito, assim que goza junto consigo.

E não poderia haver uma melhor experiência de amassos em uma festa.

[ ... ]

Correndo apressada por ali, a garota não se importa em quem a repara triste fazendo seu caminho.

Droga! Droga! Droga!

Tudo havia dado errado. Quer dizer, assim, havia dado certo até um certo ponto... Mas como ela passaria a noite com YukHei negando seu corpo do jeito que é? Com seu gênero a perturbando tanto!

Cansada e magoada ela se senta no gramado assim que chega ao lado de fora e não há sensação pior para a consumir nesse momento. Agora ele deve pensar o pior de mim! Por que é tudo tão injusto?

Pensa tanto e se compara com inúmeras garotas. Sabe que não precisa ser exatamente como elas, mas por que não poderia ter o rosto menos marcado, com um pouco mais de androgenia? Por que não poderia ser mais parecida com Hwa unnie?

...talvez porque não fosse de sua natureza.

— Com licença... Você se sente bem?

Ela encara a pessoa que conversa com ela e sente o reconhecer de algum lugar.

— O quê? - por que ele está falando comigo?

— É que você sentou aí do nada e sozinha... Está passando bem? Quer que eu peça um táxi pra você?

De onde o conhecia?

Por um momento sua tristeza se dissipa, graças ao desconhecido e sua preocupação. Ele agacha mais e se senta ao lado da garota, encarando-a antes de gentilmente limpar a bochecha molhada pelo choro.

— Sou o Hendery... E você? Como se chama?

Renjun. Ela sofre ao pensar. Eu sempre serei o Renjun.

Apesar ele foi tão cuidadoso, e ela não quer ser grosseira.

— ...June.

— Bonito nome. É estrangeira?

Ela assente.

— Sou da China. - ela comenta, menos magoada desta vez.

— Legal... Eu também venho da China! Por um minuto achei que pudesse ser americana, ou uma espécie de descendência ocidental, mas 'tava errado.

Ele sorri e puxa assunto, e June só consegue pensar no quão simpático o rapaz desconhecido é. Ah! É Hendery seu nome.

— Aceita? - ele oferece um gole de sua bebida, e ela nega. " Não sei qual é sua frustração, mas isto aqui... - ele levanta a garrafa, sorrindo travesso — cura qualquer mágoa. Aproveita.

Convencida, June aceita. Ela vira a garrafa com tanto anseio e o líquido desce tão rápido por sua garganta. E Hendery tem razão. Ela se sente muito melhor.

— Obrigada.

Agora ela também sorri.

Ele também toma mais um gole, um pouco confuso com seus sentimentos em relação à garota.

—  Preciso ir agora.

— Eu acompanho.

— Não, não precisa.

—  Que isso! Por favor, faço questão.

Jamais irá se perdoar se deixar uma garota sair por aí sozinha uma hora dessas, um pouco bêbada também - talvez.

— Também preciso procurar os meus amigos.

Ele a acompanha ao se levantar e não há como negar a companhia simpática de Hendery, então eles se vão.

   > > >

Sentados os dois continuam juntos. À cada dez minutos Jeno troca mais alguns beijos com Jaemin e eles não sabem como explicar essa química imediata. É nítido no jeito como eles se olham.

— Me perdoa... A tensão sexual era muito grande. - o moreno inicia, culpado. Que imagem o outro terá dele agora?

— Eu também gostei, tá? Então tá tudo bem.

Jaemin não imaginaria que eles acabariam sentados juntos numa varanda, menos ainda que estaria parcialmente deitado em Jeno e que o outro demonstraria afeto ao não parar de mexer em seu cabelo.

O Na se vira para olhá-lo e é nessa oportunidade que Jeno o beija mais uma vez. Droga, ele tava amando isso.

O celular vibrou no bolso de sua calça e ele precisou ver o que era.

" Mark me trouxe pra casa. Amanhã te explico tudo. Cuida da June. " dizia a mensagem de Hwa noona.

Certo, estava tarde mesmo e ele já havia bebido o suficiente.

Gemendo manhoso, ele resmungou: - Hmmm... Preciso ir. Sinto muito.

— Te levo em casa, 'tô de moto.

— Não dá, minha amiga tá comigo, preciso procurar ela.

Eles mal se conhecem. Jaemin não pode aceitar, mesmo que talvez tenha acabado de pegar uma doença e nem saiba.

— Então posso te ajudar.

O loiro não nega, mas no fim sua ajuda nem é necessária. Como um sinal dos céus, a garota vem gritando por seu nome a uma distância razoável, vendo-o de longe.

Jeno o acompanha até a garota, esta que também não se encontra sozinha.

— Esse é o Hendery. - ela aponta.

— Esse é o Jeno. - Jaemin também apresenta.

Os dois acompanhantes se cumprimentam, íntimos demais.

— Fala aí, Hen.

— Boa. - o chinês balança sua latinha e sorri. — ...Novo namorado?

O moreno sorri para Jaemin, mas é curto demais.

— Quem dera. - a frase veio para derreter o loiro. Suas pernas ficaram tão moles quanto macarrão depois de cozido. — Tô tentando levar ele pra casa.

— Pra sua casa? - ele brinca, causando o riso do outro, como se o Na nem estivesse ouvindo.

Mais uma vez: quem dera.

Derrotado, ele nega.

— Essa é a sua amiga?

Jaemin entende que Jeno está falando de June, e afirma.

— Hwa foi pra casa. Mark a levou. - o loiro avisa.

— Então somos eu e você agora.

— Aí, - Hendery interrompe. — 'cê tá de moto, Jeno? Por que eu tô com a minha, a gente podia levar eles.

— Aham, 'tô sim.

Eles não deveriam confiar em desconhecidos. Mas fala sério, né. Jeno até mesmo compartilhou um orgasmo com ele. Enquanto a June, a primeira coisa que Hendery fez foi tentar animá-la ao vê-la triste.

É nesse tipo de pessoa que não se deve confiar?

Bem, eles não sabem e nem tem certeza, mas mesmo assim põem o capacete. A noite acabou.





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