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História Fora de Órbita :: nomin - Capítulo 5


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Capítulo 5 - 419


*

Quando Jaemin terminou de girar a chave na fechadura da confeitaria, ele conseguiu escutar o barulho da moto estacionando ali próximo a calçada.

O loiro respirou fundo antes de se virar e encarar o moreno ainda sentado na moto, já sem capacete e com suas roupas pretas tão seduzentes. Por que couro é tão sexy, hein?

Ele sorria e, droga, Jaemin estava todo encantado... E ainda por um garoto. Incrível!

— Boa noite.

— Boa noite, Na Jaemin.

O cheiro do motoqueiro estava o hipnotizando e por isso o loiro andou as cegas, bêbado pelo aroma agradável de sua colônia.

Jeno queria rir e dizer que não morde, ou que não havia essa necessidade de caminhar tão lentamente até ele. Queria tanto o agarrar logo.

— E então, quais os planos pra hoje? - ele pergunta com seu sorriso reinando, tamanhas as segundas intenções cercam sua mente.

Jaemin não faz ideia, apenas aceitou sair com ele depois de tanta insistência. Vai valer a pena, ele sabe. Ou talvez apenas espere mesmo. É muita loucura sair com ele?

— Não sei... Achei que íamos só ficar na sua casa.

Jeno adoraria. Ter um garoto bonito como Na Jaemin em sua casa?! É um sonho!

— Claro! Mas podemos fazer o que você quiser. Tá afim de comer em algum lugar? Eu pago! - ele é gentil. Em sua mente, o loiro merece ser muito bem tratado. — Tem um lugar muito legal aqui perto e-

— Jeno. - o Na interrompe. Sua mente está o fazendo recuar, e ele não quer. Droga, sem enrolação! — Só... Vamos pra sua casa, pode ser? Podemos beber um pouco e... Sei lá, o resto se ajeita depois.

Ou seja, vamos ficar. Jaemin está internamente gritando para que Jeno o beije mais tarde. Foi muito bom e, apesar de ainda estar se acostumando, quer muito repetir as boas sensações que o moreno lhe causa.

Não precisa de muito tempo para entender e assente, sorrindo por fim. Jeno o entrega um capacete para sua segurança: — Você tem horário? - ele pergunta, e o Na nega desta vez. — Ótimo, porque vamos ficar muito ocupados.

É extremamente sedutor ouvir isso. Jaemin sorri sem jeito antes de subir na garupa, e ele está agradecendo mentalmente pelo outro não poder ver seu rosto vermelho de tão corado.

E é num segundo que Lee Jeno está acelerando para longe dali.

° ° °

A moto para em frente à um pequeno prédio de apenas dois andares. Jaemin nem sabe se pode chamar de prédio, pra falar a verdade. Deve haver uma casa em baixo e outra em cima, ele tem quase certeza.

Assim que desce da moto e vai com o moreno para guardá-la no pequeno estacionamento ainda no andar de baixo, ele observa em volta. É um lugar bonitinho em um bairro que o loiro nunca sequer viu na vida, mas bonitinho ainda assim.

— Aqui - ele aponta para a porta em frente. — moram os vizinhos, um casal muito simpático de estrangeiros. Eu sou seu inquilino e moro lá em cima, inclusive.

Há um corredor ali do lado e no seu fim uma escada extensa que leva para uma varanda.

— Vamos subir. Assim você pode olhar de perto.

O olhar curioso de Jaemin é impossível de esconder, mas o moreno não se incomoda com isso. Não recebe visitas e ter o loiro ali deixa Jeno animado.

Ele o segue pelo corredor e sobe a escada logo depois. A varanda é bonita e a porta de vidro que dá para sala também o impressiona. O espaço do cômodo é grande por causa da cozinha americana, bem organizados. Há mais duas portas ali: Uma, possivelmente o banheiro. A outra, seu quarto.

— PORORO! - ele chama depois de jogar a chave da porta e moto numa mesinha. Aproveita e põe o celular na mesinha de centro, e Jaemin o acompanha. Os dois são idênticos.

Em um segundo o cachorro vem correndo até seu dono. Pula nele e só desce depois de receber seus carinho. É extremamente adorável!

— Ei, garotão! Esse aqui é o meu amigo Jaemin.

O cão enorme de pelos claros o observa primeiro e depois o cheira, mas logo está esperando seu carinho do desconhecido também. Jaemin quer levá-lo para sua casa! Mas seus pais surtariam se o fizesse.

— Como você é dado, Pororo! - o dono reclama, indignado. Esse cachorro quis morder o traseiro de seu ex quando o levou lá na primeira vez!

Dado como o dono. Jaemin anota mentalmente e se segura para não rir sozinho. Iria parecer um idiota. Jeno não vai querer pegar um idiota!

— Pode sentar, fica a vontade que eu vou pegar uma bebida pra gente. - e piscou. — A nossa favorita!

— Você lembra disso?

— Qual é! Eu não tava tão bêbado assim! Acho que não passei nem perto!

— Acho que eu fiquei. - o Na se sente um pouco envergonhado em dizer. Poxa, nunca ficava assim mas na última havia se superado.

— Acho que não. Você me parecia bem, Jaemin.

— Cem por cento okay?

— Cem por cento okay.

Não, ele não estava e sabe disso. Se estivesse cem por cento, ele jamais teria ficado com Jeno.

O Na deita as costas no sofá e descansa nesse um segundo que consegue. O dia na confeitaria o cansou é muito. Isso é bom, porque significa movimento e movimento é bom para os lucros da loja.

Jeno senta ao seu lado e insiste que apoie a cabeça em suas coxas para que não precisa sentar. Está tão cansado que não faz cerimônia nenhuma, aceita mesmo.

— Você parece cansado. - Jeno começa e por um momento ele se arrepende de ter insistido para que saíssem.

—Normal... Qualquer trabalho cansa, então... Ah, sei lá, normal.

— Verdade. - o moreno concorda e toma um gole de sua bebida, na garrafa média mesmo. — Mas o que você faz lá, uh?

Seu semblante franze. — Ah... Eu fico no caixa, limpo, anoto alguns pedidos de encomendas e... Não sei, faço alguns doces, às vezes. Nem sempre é preciso. Minha mãe cuida de tudo pela manhã, na verdade, e eu começo de tarde, quando tudo já tá estável. Eu gosto de lá.

— Claro que gosta. É um trampo' moleza!

— Claro que não!

Pode ser mais trabalhoso do que você pensa!

— Acha seu trabalho difícil? - o outro questiona e Jaemin tem receio inicialmente, mas assente. - Eu faço entregas o dia inteiro e não paro por um minuto nem pra ver as horas. Sinto que minha coluna já faz um "S" por tanto tempo em cima da moto. Jaemin, você não passa nem cinco horas atrás de um balcão com assento. Valorize isso.

É, pode até ser. Ele entende todo o cansaço que o outro destaca. Como disse antes, "todo trabalho cansa" não há como fugir. Uma hora ou outra, você não aguenta a rotina.

— Hoje não trabalhei, por isso fui na festa ontem e conversei com você de tarde. Caso ao contrário, conversaríamos pouco por mensagem. - o Lee explica. Não se sabe se Jaemin imaginou exagero de sua parte.

— Você recebe bem pra ter um "S" como coluna?

Jeno ainda é novo. Deve ter vinte e um, talvez vinte e dois ainda! Arriscar sua saúde assim não vale a pena. Jaemin se sente mal por ele.

— Minha coluna não pode ser um "S" em vão! - ele sorri divertido apesar do assunto sério. — Meu salário é bom e me ajuda muito.

Jaemin acredita porque a casa em que o rapaz vive ainda é grande para ele morar sozinho. O aluguel certamente deve ser caro, e se ele sustenta a casa e diversos por fora, então sua vida é estável. Isso é algo ótimo, inclusive!

— Você mora com os seus pais, Jaemin?

— Sim.

— Então a vida deve ser fácil pra você.

Não é bem assim. — Eles... Só são invasivos e me cobram muito. Fui dispensado do serviço militar e o meu pai acha que a culpa é minha.

— Eu também fui! - compartilha sua história. Não há nenhum problema nisso, a menos que realmente queira. — Meu grupo era o penúltimo, então fomos todos dispensados com o último grupo. O meu amigo ficou muito feliz.

— Meu pai não gostou nada, mas eu fiquei muito feliz de voltar pra casa.

— Tivemos sorte, então.

De fato. Talvez os dois não tivessem se conhecido e esse momento agradável de conversa nunca existiria.

Jaemin estava esperando ser agarrado a qualquer momento. O outro o encarava tão seriamente, mas nada acontecia. O sorriso do loiro entregava sua vontade, mas... Por que Jeno não agia?

Eu quem devo tomar uma atitude, então?

Jaemin senta direito no sofá agora, enquanto o mais velho bebe um pouco mais do líquido alcoólico na garrafa.

— Sabe, essa é realmente a minha preferida.

— Me deixa experimentar, então. - o loiro pede. A garrafa que Jeno separou para ele está ao lado, na mesinha, mas não parece ser ela à quem Jaemin se refere.

O moreno eleva a garrafa em sua direção, mas Jaemin nega. Está errado, e ele mostra como quer quando segura o rosto de Jeno e se aproxima tão rápido que soa quase desesperado. Seus lábios se unem aos do mais velho e os dois mantém um ritmo constante, sem haver língua no beijo.

Porra, um beijo. Jaemin está dando um beijo em Jeno. E ele está gostando tanto, assim como o outro.

É fascinante como gosta tanto de puxar os fios morenos a cada sensação mais intensa, e achou ser o momento certo quando o mais velho se separou por meio segundo apenas para desvendar suas intenções e então fez com que deitasse novamente no sofá. Jaemin sentiu um calafrio pelo corpo, mas não deixou que isso o atrapalhasse. Conforme sentia os beijos do moreno descerem um pouco mais, puxava os fios em contentamento. O outro abriu seu zíper da calça, sem cerimônia mesmo e o acariciou ainda por cima do pano.

Porra, não queria ficar duro tão rápido, mas com o outro o tocando parecia algo impossível. Mal consegue pensar com a mão tocando seu sexo, mesmo que precise avaliar as consequências de proceder com isso. Quer dizer, e se ele quiser me comer?

O próprio pensamento o assusta nesse meio segundo e quando vê o moreno se afastar para retirar a camiseta, Jaemin segura suas mãos antes que seus dedos subam a barra escura da roupa. Por um momento Jeno não entende.

— O que foi?

Sim, é claro que Na Jaemin está morrendo de tesão por Lee Jeno! Mas, entenda, é a primeira vez que fica com um cara e ainda é novidade para ele. Não acha que vai conseguir transar com o outro agora, e Jeno tem cara de quem fode! Jaemin não aguentaria ser fodido agora, nem se preparou para isso.

— A gente vai transar? - ele está claramente preocupado e sem querer passa esse sentimento ao outro.

— Não. Se você quiser... Mas nós não precisamos. - a resposta o acalma, mas o clima já não existe mais. Jeno está preocupado e confuso.

— É que... - ele dá uma pausa para se sentar direito. Os dois se olham, mas não há raiva vinda de Jeno e isso deixa Jaemin muito aliviado. — Eu não... Sei se vou conseguir... Assim, - ele dá outra pausa para suspirar e se sente mais calmo quando o mais velho acaricia sua mão, passando conforto para o que quer que queira dizer. — Jeno, você é o primeiro cara com quem eu fico e na verdade eu nem sabia que gostava até ontem na festa. Se a gente transar agora vai ser... Sei lá, muito rápido pra mim, eu acho.

— Perdão. - é a primeira coisa que passa pela mente do moreno. Não fazia ideia. Sente muito por ter acelerado tanto. — Eu acabei forçando você? Me desculpa, sério.

— Não! Claro que não! Não é nada disso. Eu só tô... Me acostumando, então... A gente pode, por favor, não transar hoje? Eu realmente acho que não consigo.

—Ei, ei! A gente não precisa, se você não se sentir bem. Pra falar a verdade, eu nem tava pensando em ir muito longe.

Jaemin fica mais aliviado.

— Mas... Nossa, eu não fazia ideia mesmo! Quer dizer, você já ficou com outras pessoas antes de mim, não é? - ele observa o Na confirmar. Isso o alivia um pouco, mas não que fosse exatamente um problema. — E eu sou o primeiro homem? - e mais uma vez o outro assente. Está um pouco envergonhado agora e Jeno repara. — O que aconteceu na festa foi muito pra você? Me desculpa.

O boquete. Jeno está falando do boquete de ontem, o que o levou do céu ao inferno e do inferno de volta ao céu. Jaemin não consegue se arrepender nem mesmo morrendo de vergonha.

— Eu gostei.

— Eu também. - é rápido como um disparo.

Agora os dois estão se olhando com firmeza.

— Eu só vou fazer o que você quiser, tá bem? - Jeno avisa, e Jaemin ainda consegue sentir os dedos acariciando sua palma.

O Na confirma e o moreno sorri, dando-o um selinho demorado. Jeno é menos bad boy do que Jaemin acreditava, mas ainda bem, esse tipo não é do jeito que o loiro gosta.

O cão vem latindo da varanda e não deixa que seu dono continue se agarrando com a visita.

De onde saiu esse cachorro?! Ele viu tudo? Meu Deus, eu não vou para o céu!

— Aigoo! Já volto... - o moreno avisa e vai até o, possível, quarto, acompanhado do cão.

O convidado apoia as costas no sofá e toma um gole da bebida enquanto espera, até aproveita para arrumar o zíper aberto da calça. Sorri como um bobo, sem querer. Jeno ganhou alguns pontos, por não forçá-lo, acha que dá pra confiar. Mal acredita que cogitou a ideia de não vir vê-lo hoje.

Será que ele vai poder falar comigo amanhã? Ou será que vai estar ocupado? Ele se pergunta. Jaemin! Ele não é seu namorado! Vá com calma! Se repreende logo em seguida. Os beijos do moreno são tão bons, e, aliás, estava um tempo sem a companhia de alguém tão confortante como Jeno.

— Mas será que ele...

O pensamento morre no final quando percebe a vibração de um celular. Ele olha para a mesa de centro na sua frente e fica confuso quando pega o aparelho, vendo a mensagem.

"Universo❤: Okay. Mas amanhã nós podemos passar o dia juntos? Sinto sua falta! Não continue se afastando de mim assim. Te amo"

Confundiu o seu celular com o de Jeno.

Mas por que? O que é isso? Ele tem alguém?! Um namorado..? Se tem, por que o trouxe até aqui?

Confuso, Jaemin se encontra de boca aberta no sofá da sala de Lee Jeno e agora ele não sabe mais o que pensar. Sua mente está um completo nó e só pode desfazê-lo com uma boa explicação.




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