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História Fora de Ordem - Capítulo 21


Escrita por: klgodevi

Notas do Autor


Olá pessoal, tudo bem?
Espero que gostem do capítulo de hoje!!
Boa leitura!!
Bjs

Capítulo 21 - Sinais


Fanfic / Fanfiction Fora de Ordem - Capítulo 21 - Sinais

21 - Sinais

Bingley estava tão curioso quanto Jane e Charlote sobre o relacionamento de Darcy e Elizabeth, e aproveitando uma reunião que teve naquela segunda-feira de manhã, convidou Darcy para almoçar. Seu amigo estava prestes a completar cinco meses de casamento e nem uma única vez o chamou para reclamar ou pelo menos se distanciar de sua casa. Pelo contrário. Ele passou a ver Darcy menos vezes do que antes. No sábado, depois de todos aqueles toques, carícias e principalmente, depois daquele beijo, todos os amigos ficaram em expectativa esperando que eles anunciassem que o casamento tinha se tornado real, mas eles continuaram alegando que era apenas uma fachada. Uma fachada que nenhum deles acreditava.

 Ele também queria conversar com Darcy sobre o seu relacionamento com Jane. Há alguns meses ele estava alimentando a ideia de casamento. Se ele fosse sincero, sua primeira ideia era pedir ela em casamento logo depois que chegassem de Las Vegas, mas com toda a bagunça das núpcias surpresas de Darcy e Elizabeth, e com Jane tão preocupada com a irmã, isso acabou ficando em segundo plano. Para ele, era um passo muito sério.

“Eu e Jane vamos completar um ano e meio de namoro, Darcy, e eu sinto que Jane é a mulher certa. Eu sei que ela é a mulher certa. Eu já estou pensando em pedir que ela se case comigo há alguns meses, mas Caroline me viu verificando as joias da minha mãe e fez um escândalo...” Bingley mexeu distraidamente com o guardanapo sobre a mesa. “Ela quer que eu espere mais tempo... ela disse que tem certeza de que Jane não sente o mesmo por mim... O que você acha?” Bingley realmente não se importava com a opinião de Caroline, mas a falta de contato entre Jane e suas irmãs o chateava. Ele nunca quis uma família dividida. Sendo o homem sociável que era, essa distância o entristecia. Mesmo que Louise e Caroline passassem a maior parte do tempo em Nova York, ele sentia agudamente o distanciamento. Sua família nunca foi particularmente unida, e ele sempre quis mudar isso.

“O que você acha, Bingley? É a sua vida. Nem Caroline e nem eu deveríamos ter que opinar sobre isso. É o seu namoro, seu relacionamento. Você mesmo disse que está com ela há quase um ano e meio, como é que Caroline vai saber mais do que você sobre os sentimentos da Jane?” Darcy tomou um gole de sua água, um pouco exasperado com o amigo. “É casamento o que você quer? Então, faça o pedido levando em conta somente a sua felicidade e a da Jane... mas se você tem alguma dúvida, pense melhor. Esse é o único conselho que eu vou te dar.” Darcy disse com seriedade. Ele sempre quis que Bingley fosse tão decidido em sua vida pessoal quanto era na profissional.

“Eu amo a Jane... eu sei o que eu quero, mas é um passo muito importante.” Ele suspirou. Suas dúvidas não eram sobre Jane, eram sobre a futura dinâmica da sua família. Ele observou Darcy olhando para a própria aliança, acariciando-a enquanto refletia. “Você parece feliz com a Elizabeth...” Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Darcy e Bingley resolveu tentar descobrir mais sobre o relacionamento confuso por meio de uma provocação. “Mas você não conta... nem é um casamento de verdade... sem contar que em alguns meses vai acabar e cada um de vocês vai para um lado, viver a própria vida como se isso nunca tivesse acontecido...” Ele observou Darcy de perto para ver sua reação e percebeu que ele desviou os olhos e seus ombros caíram ligeiramente. “Diga-me honestamente, como vocês estão? Sinceramente eu pensei que vocês dois não suportariam a convivência por nem mesmo um mês completo. Definitivamente, eu estou surpreso com o quanto vocês se comprometeram com essa farsa.”

Darcy se encolheu um pouco ao escutar Bingley chamar o seu casamento de farsa e voltou a olhar para ele. “Nós estamos bem. Eu e Elizabeth estamos bem. A convivência com ela é fácil... muito mais fácil do que eu previ. Os funcionários da minha casa a amam e Georgiana não poderia estar mais feliz...Meus parentes ainda não a aprovam, somente Richard conseguiu se aproximar um pouco dela, mas... eu simplesmente não me importo com o que eles pensam... ela me fez enxergar como eu estava me deixando ser controlado sem nem perceber.” Ele sorriu um pouco, novamente acariciando a aliança. “Ela é tão alegre... tão vivaz... é um prazer estar todos os dias com ela. Eu conto os minutos para terminar o trabalho e voltar para casa, onde eu sempre encontro uma conversa interessante... desafiante... ela fez da minha casa um lar... um que eu anseio retornar todos os dias...”

Bingley arqueou uma sobrancelha e sorriu. “Parece que não são só os seus funcionários, sua irmã e seu primo que estão satisfeitos...”

Darcy fechou os olhos e passou as mãos no rosto. Ele estava tão cansado de esconder o que sentia. “Eu não quero que isso chegue ao fim... eu só não sei o que fazer... não sei se ela sente o mesmo... eu... é tão difícil...”

Bingley riu de como Darcy e Elizabeth conseguiam complicar algo que poderia ser tão simples. “O que eu vi na boate aquele dia não era fingimento. Você não conseguiria agir daquela forma com quem não se sentisse confortável... e eu nunca vi você tão à vontade com alguém como fica com ela. E ela não parecia muito diferente... ela sabe ou pelo menos desconfia de como você se sente?”

“Não.” Darcy suspirou. “Eu sou um idiota e um covarde. Eu deveria ter conversado com ela há muito tempo. Muito antes desse casamento. Eu deveria ter pedido desculpas para ela e proposto reiniciar nossa amizade bem antes dessa bagunça toda... eu deveria ter convidado ela para um encontro, falado para ela tudo o que eu senti desde a primeira vez que eu a vi.”

“Desde a primeira vez, hein?” Bingley não aguentou e começou a rir novamente, ganhando um olhar sujo de Darcy. “Desculpe, cara... mas a primeira vez que você a viu não foi exatamente romântico...”

“Você tem um pouco de culpa... você sabe...” Darcy o acusou.

“EU?” Bingley sentou mais ereto, ainda assim ele continuou rindo. “Por favor, me explica como.”

“Se você não me perturbasse constantemente para dançar com amigas dos seus anjos, eu não teria respondido daquela forma...” Darcy reclamou.

“Se você tivesse olhado de verdade quando eu apontei para ela, talvez a coisa toda seria diferente.” Bingley respondeu com uma sobrancelha arqueada, sabendo que a razão estava com ele.

Darcy fechou os olhos e gemeu. “Até quando eu vou pagar por aquelas palavras?” Ele tomou mais um gole da sua água e balançou a cabeça. “Uma frase errada e depois tudo o que eu falava Elizabeth fazia questão de mal interpretar para fazer eu parecer o maior idiota que já existiu... por que eu tinha que me apaixonar pela mulher mais teimosa e difícil de todas?”

 “E você é a pessoa mais fácil do mundo....” Bingley comentou com ironia, enquanto revirava os olhos. “Se for ajudar, eu acho que ela gosta de você... e Jane também acha.” Bingley apontou o fato sorrindo um pouco. Elizabeth se entregava demais no personagem. No último ano e meio em que a conheceu, Bingley entendeu que Elizabeth não era uma mulher de fazer coisas que não queria.

“Jane disse alguma coisa?” Darcy perguntou esperançoso, praticamente se debruçando sobre a mesa em direção ao amigo.

Bingley riu um pouco. “Se você quer saber se a Lizzie disse algo para a irmã... então não, ela não falou nada. Mas Jane me disse que Elizabeth se comporta diferente com você... disse que desde antes do casamento ela e Charlote acreditavam que ela gostava de você tanto quanto você gostava dela.” Bingley tinha pensado isso algumas vezes, mas descartava sempre que assistia uma discussão dos dois. Ele queria revirar os olhos. Darcy e Elizabeth eram dois teimosos e tão estranhos um com o outro...

“Ugh... por que todo mundo percebe isso, menos Elizabeth?” Ele estava aborrecido com todas as dificuldades. E o pior é que ele sabia que a culpa era dele mesmo e da própria Elizabeth.

“É o que elas disseram... para falar a verdade, eu realmente achava que vocês se detestassem... eu não notei nada, mas elas falaram que é porque eu sou um homem... seja lá o que isso quer dizer.” Bingley riu e Darcy sorriu. “Conversa com ela, Darcy... você só vai saber se tem alguma chance se conversar com ela.”

“Eu quero um sinal... qualquer sinal que me dê esperança que ela sente o mesmo por mim... na verdade, nessa altura, nem precisa ser o mesmo... eu só queria que ela fosse um pouquinho afeiçoada por mim... eu trabalharia para conquistar ela de vez.” Ele disse olhando pela janela antes de retomar a conversa anterior. “E quanto a você? Quando vai fazer o pedido?”

Bingley sorriu. “Talvez eu também precise de um sinal.”

***

Aquela segunda-feira inteira foi de sol, mas o tempo mudou drasticamente no final da tarde e Darcy se apressou a terminar todo o seu trabalho e correr para casa e ficar disponível no caso de Elizabeth precisar. Ele já tinha ligado e a Sra. Reynolds o informou que Elizabeth chegou mais cedo e estava na sala dela, mexendo em toda a parafernália que ela tinha.

Carregando os documentos que teria que revisar, ele entrou no carro e dirigiu um pouco mais rápido do que o seu costume, todo o seu pensamento estava direcionado para Elizabeth. Olhando para o céu e vendo as nuvens escuras, ele torcia silenciosamente que não fosse uma tempestade e que ele conseguisse chegar em casa antes da chuva. Assim que a primeira gota caiu no para-brisa do carro, ele acelerou, ansioso para chegar logo e verificar como ela estava. Ele planejava levar um chá para ela e trabalhar na sala dela, fazendo companhia durante o tempo que ela precisasse.

O cruzamento não era movimentado, e Darcy passava por ele todos os dias. Infelizmente, naquele dia específico, distraído pelos seus pensamentos e preocupações com a sua esposa, ele passou direto na preferencial e por pouco não colidiu com outro carro. No susto, ele freou e girou o volante, o que o direcionou diretamente para um poste. O impacto não foi tão forte e o airbag funcionou, mesmo assim a lateral da sua cabeça bateu no vidro e ele desmaiou.

***

A chuva daquela tarde estava fraca e o medo de ter outra crise era maior do que o da garoa que caía do lado de fora. Desde a última tempestade, Elizabeth estava insegura sobre como reagiria na próxima vez que chovesse. Seu único consolo era saber que Darcy estaria por perto, a ajudando e tranquilizando se fosse necessário. Ele tinha se tornado o porto-seguro dela, e cada vez mais a fronteira entre o que era falso e verdadeiro estava se tornando borrada, quase invisível. A mentira estava se tornando cada dia mais a verdade, o que aumentava seu medo de se machucar novamente.

Em dúvida se continuava a escutar sua música pelo fone de ouvido e meditava, ou se trabalhava um pouco mais, Elizabeth sentiu o celular vibrar no bolso da sua calça. Ela olhou no visor e era um número desconhecido. Por um breve momento, pensou em ignorar, mas algo lhe disse para atender aquela chamada.

“Eu falo com a Sra. Darcy?” Uma voz monótona perguntou.

“Sim, sou eu.” Elizabeth respondeu, muito mais confortável com seu novo nome do que meses antes. Na verdade, ela realmente começou a gostar quando as pessoas a chamavam de Sra. Darcy. Parecia certo.

“Sra. Darcy, seu marido sofreu um acidente de carro e está no San Francisco General Hospital...” Antes que a mulher completasse a informação que queria passar, a ligação caiu e Elizabeth ficou frenética de desespero. Imagens do acidente que vitimou seus pais passaram em sua mente, se repetindo sem parar. O rosto de seu pai, ensanguentado, substituído pelo rosto de Darcy. Sem pensar em nada mais e chamando a atenção por sua atitude sem precedentes, ela pegou a chave do seu carro em um frenesi e dirigiu o mais rápido possível para o hospital. O medo da chuva que caía naquele momento não era nada comparado ao que ela sentia ao pensar que poderia perder o marido. Ela se xingou o caminho inteiro por não ter coragem de assumir o que sentia por ele. Dizendo repetidamente para si mesma que nunca se perdoaria se ela tivesse perdido a chance.

Elizabeth estacionou o carro e correu sob a chuva em direção a entrada do hospital. Algumas pessoas estavam sentadas nas cadeiras da recepção e uma jovem fazia o atendimento sentada atrás de um balcão. Ignorando quem já estava esperando por atendimento, Elizabeth exigiu saber onde estava o seu marido.

***

Depois de ser atendido e levar alguns pontos, Darcy estava caminhando em direção a saída enquanto ligava novamente no celular de Elizabeth, que tocava até cair na caixa de mensagem. Como o ferimento foi superficial, o médico o liberou sem precisar de um acompanhante, desde que ele descansasse, não dirigisse aquela noite, e nem praticasse alguma atividade física. Ele tentou ligar novamente para ela, entretanto, enquanto a ligação caia na caixa de mensagem, ele escutou a voz inesperada e irritada da sua esposa gritando com a recepcionista. Elizabeth nunca era incivil com outras pessoas, principalmente pessoas que estavam trabalhando, por isso, a visão que ele teve era ainda mais surpreendente.

“É só olhar na droga do seu computador em que lugar dessa porcaria de hospital meu marido está.” Ela bateu a mão no balcão com força. O rosto estava vermelho e contorcido de raiva e preocupação.

“Senhora, eu preciso de mais algumas informações antes de direcioná-la para algum paciente... isso são normas do hospital.” A recepcionista tentava explicar pacientemente, acostumada com aquele tipo de situação.

“Eu não quero saber. Eu já dei o nome dele e o meu nome... se eu precisar abrir cada porta desse hospital até encontra o meu marido eu vou fazer isso e ninguém vai me impedir.” Ela ameaçava furiosa.

Darcy estava com os olhos arregalados. “Elizabeth?” Ele chamou sem acreditar que ela estava lá fazendo aquela cena.

“William! Graças a Deus.” Ela correu até ele, jogou os braços em torno de sua cintura e enterrou o rosto em seu peito. “Eu tive tanto medo... eu pensei que tinha perdido você... Eu pensei que tinha perdido você...” Ela se repetia aliviada e se afastou ligeiramente para conseguir verifica-lo, passando as mãos pelo rosto e peito dele e o abraçando novamente. “Graças a Deus você está bem... eu tive tanto medo...”

Darcy a abraçou de volta enquanto Elizabeth chorava com o rosto em seu peito. “Eu estou bem, Elizabeth. Foi só um susto e um corte pequeno.” Ele sussurrou, esfregando as costas dela e a beijando na testa. Então, ele notou que os cabelos e as roupas de Elizabeth estavam um pouco molhados. “Quem trouxe você até aqui?” Ele olhou para os lados esperando encontrar alguém.

Ainda agarrada a ele, ela respondeu e sua voz saiu abafada, pois sua boca estava pressionada no peito dele. “Ninguém... eu dirigi até aqui.”

Darcy olhou pela porta automática que abria e fechava e percebeu que do lado de fora chovia... não era uma chuva forte, mas o suficiente para deixar Elizabeth trancada dentro de casa.

“Você dirigiu na chuva?”

Ela acenou que sim com a cabeça.

“Você dirigiu na chuva para me ver?” Ele sussurrou mais para ele mesmo do que para Elizabeth.

“Ligaram falando que você tinha sofrido um acidente de carro e estava neste hospital... só que a ligação caiu e eu não tinha ideia de como você estava... eu entrei em pânico, William. Eu achei que tinha perdido você. Eu... eu não suportaria. Eu sou tão idiota... e se eu perdesse a minha chance? Eu nunca me perdoaria...” Ela se agarrou ainda mais a ele e o coração de Darcy corria como nunca.

Ele se afastou e olhou para o rosto preocupado, molhado de lágrimas e cheio de dor de Elizabeth e o acariciou com toda a ternura que sentia naquele momento. “Será que você não percebe, Elizabeth? Você não vai me perder nunca, querida.” Ele declarou antes de se inclinar e beijar lenta e apaixonadamente os lábios dela, se emocionando quando ela correspondeu com entusiasmo. Seus braços a cercaram e a apertaram em um abraço que demonstrava todo o seu amor. Era diferente das outras vezes. Parecia mais real, como se ambos não estivessem mais escondendo nada, como se eles estivessem se entregando de vez um ao outro.

Eles continuaram se beijando, cada vez mais próximos, tão perdidos no momento que ele a levantou do chão para que ela ficasse totalmente em contato com o corpo dele, gemendo quando sentiu a mão dela acariciar seus cabelos, e sentindo seu corpo responder de forma mais visceral do que nunca quando escutou um gemido dela também.

Alguém limpando a garganta os lembrou que estavam em um lugar público e ele a colocou de volta no chão. Eles se afastaram relutantemente, mas continuaram um nos braços do outro, se olhando nos olhos por um longo momento, ambos ofegantes. Darcy a puxou mais perto e a beijou delicadamente nos lábios. “Vamos para casa... Eu acho que a gente precisa ter uma conversa definitiva, Elizabeth... a gente não pode mais continuar assim...eu não posso mais...”

Como se fosse programado, a chuva tinha parado quando eles chegaram na saída do hospital. “Você quer que eu dirija, querida?”

“Não... de jeito nenhum. Você acabou de levar pontos na cabeça, William... eu dirijo. Não está mais chovendo e eu consegui chegar aqui, não consegui?” Ela respondeu com confiança, mas Darcy sentiu o corpo dela estremecer contra o dele.

“A gente pode pedir um táxi.” Ele sugeriu, tentando aliviar qualquer desconforto que ela sentia. Dirigir até o hospital sob a chuva provavelmente foi uma experiência aterrorizante para ela, ele faria qualquer coisa para proporcionar conforto e segurança a ela.

“Não. Eu posso fazer isso.” Ela insistiu, respirando fundo, e quando viu o olhar orgulhoso que ele dava a ela, ganhou mais confiança. Ele estava ao lado dela, praticamente ileso. Era só isso o que importava.

Poucos minutos depois, eles estavam a caminho da mansão. Como em comum acordo, eles ficaram em silêncio, esperando chegar em casa para conversar, ambos ansiosos para falar sobre o novo status do relacionamento. Durante todo o percurso, eles tocaram as mãos um do outro. Darcy levava a mão que ela não estava ocupando repetidamente aos lábios e beijava, ansioso para finalmente esclarecer o que sentia por ela.

Quando estavam entrando pela garagem, Elizabeth perguntou sobre o acidente. “O que aconteceu, William? E o seu carro, onde está? Eu estava tão preocupada com você que nem pensei sobre isso antes...”

“O carro foi guinchado. Começou a ficar nublado e eu fiquei tão preocupado com você que dirigi mais rápido do que o normal... e eu confesso que estava distraído também... eu passei reto em uma preferencial e quase colidi com outro carro. Por puro reflexo eu consegui frear e desviar, mas bati em um poste e apaguei por alguns minutos.” Ele respondeu com naturalidade, como se aquilo não fosse nada.

Elizabeth parou o carro na garagem coberta e olhou furiosa para ele. “Você dirigiu correndo e distraído debaixo de chuva porque estava preocupado comigo?” Ela praticamente gritou. “Você é um idiota.” Ela saiu do carro batendo a porta com força.

“Elizabeth!” Ele a chamou sem entender nada e saiu do carro com pressa, segurando o braço dela antes que ela chegasse à porta. “Qual é o problema?” Ele perguntou confuso e ficou assustado quando viu o rosto dela cheio de lágrimas.

“Qual é o problema? Você tem ideia de como eu me sentiria se acontecesse o pior com você? Eu já perdi duas pessoas que eu amo dessa forma, William. Duas pessoas! Eu não preciso perder mais uma. E tudo por culpa minha... DE NOVO!”

Ela retirou o braço do aperto dele e entrou com passos firmes dentro da casa. Darcy ainda estava paralisado com o que tinha acabado de escutar, um pé dentro da casa e o outro do lado de fora. Ela acabou de falar que me ama da maneira confusa e cheio de contradição que só Elizabeth consegue? Ele pensava entre esperançoso e temeroso.

Ele ainda estava sob o impacto das palavras dela quando foi abordado por sua governanta preocupada e confusa. “William, como você está? Elizabeth saiu dessa casa desesperada e não conseguia dizer nada além de que você estava no hospital e que ela não podia perder você... ninguém conseguiu convencê-la a tentar buscar mais informações antes de sair. Agora ela chegou chorando, furiosa como eu nunca vi antes, e bateu a porta da sala dela com força suficiente para ecoar na casa inteira e você está com esse curativo na testa... William, o que aconteceu? E por Deus, garoto, por que você está sorrindo desse jeito?”

Darcy riu e beijou sua governanta na bochecha. “Porque eu acabei de receber o sinal que eu esperava... eu acabei de receber o sinal de que Elizabeth me ama.” Ele quase cantou as palavras e saiu apressado em direção a sala dela. Quase pulando de alegria o caminho todo. Ele falaria a coisa certa dessa vez. Ele seria o mais eloquente possível sobre o que sentia por ela. E ele faria com que ela entendesse o quanto o casamento deles fazia sentido, mesmo que a princípio parecesse um erro.

A Sra. Reynolds observou seu patrão entrar contente dentro da casa, andando apressado em direção a sala da esposa e revirou os olhos. “E só agora ele percebeu... e ela não é muito melhor, só um tolo não consegue notar o que eles sentem um pelo outro...” Ela disse para si mesma antes de seguir seu caminho até a cozinha. A Sra. Hill ficaria feliz em proporcionar um jantar para os dois. “Teimosos... esses dois se merecem...” Ela resmungava enquanto intimamente comemorava, feliz pelos dois jovens que pareciam fadados a mal-entendidos.


Notas Finais


Vocês não acharam que seria tão fácil, acharam? Esses dois brigaram durante mais de um ano... era obrigatório ter uma pequena crise antes da calmaria... mas prometo que no próximo capítulo eles terão uma looooonga conversa esclarecedora...
Deixe o seu comentário, e confiem em mim... vai dar tudo certo!!!
Bjs


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