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História Fora de Ordem - Capítulo 25


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Notas do Autor


Olá pessoa, tudo bem?
Hoje saberemos finalmente o que de fato aconteceu em Las Vegas.... Espero que vocês gostem!!!
Boa leitura!!

Capítulo 25 - Confissão


Fanfic / Fanfiction Fora de Ordem - Capítulo 25 - Confissão

25 – Confissão

Se a curiosidade de Bingley estava aguçada antes, depois das palavras de Darcy ele não suportava mais a espera e prometeria qualquer coisa.

“Eu juro que meus lábios não repetirão suas palavras para ninguém, nem mesmo para a Jane... que ela me perdoe.” Bingley respondeu rapidamente.

Darcy refletiu por um momento para organizar seus pensamentos e conseguir contar uma história coerente. Depois de meses, era difícil falar aquilo em voz alta, mesmo que ele tenha tentado contar para Elizabeth várias vezes. “Você se lembra o dia que Richard voltou de viagem? Nós estávamos juntos e você contou para ele tudo sobre as minhas brigas com Elizabeth, como nós nos conhecemos, o que eu falei para ela, como ela reagiu... Você se lembra desse dia?”

“Sim... Foi alguns dias antes da viagem para Las Vegas...” Bingley respondeu, sem entender qual era a relação daquela conversa com a história por trás das alianças.

“Naquele dia você disse que Elizabeth provavelmente iria para o Japão e ficaria lá por um ano... se algum dia ela voltasse.” Enquanto ele relatava, um pouco da sensação de perda daquele dia retornou com força. Mesmo antes de conviver com ela diariamente o pensamento de ficar tão distante era insuportável.

“Eu nem me lembrava disso... Lizzy nunca mais falou sobre essa viagem...” Bingley ainda não conseguia entender o que isso tinha a ver com o casamento dos dois.

“Bingley... eu não poderia perder Elizabeth sem ao menos tentar. Naquele mesmo dia eu peguei as joias da minha mãe que não foram deixadas para Georgiana e localizei o anel que sempre foi destinado para pertencer a minha esposa... Precisava de ajustes, porque os dedos de Elizabeth são mais finos do que os da minha mãe eram, e eu decidi trocar os rubis que adornavam o diamante por safiras... combinam mais com ela... eu sempre achei que ela fica tão bonita usando safiras...” Ele respondeu pensativo, fazendo uma pausa antes de continuar. “Minha intenção era conseguir um tempo à sós com ela em Las Vegas e confessar tudo o que eu sentia. Eu imploraria para ela não ir para o Japão, imploraria que ela me desse uma chance de conquista-la...”

Darcy respirou fundo e soltou o ar lentamente. “Eu até ensaiei o que eu iria falar, com medo de abrir a boca e dizer a coisa errada novamente... eu mostraria as alianças para ela como prova do meu comprometimento... e eu prometeria que teria paciência e que esperaria ela sentir o mesmo por mim antes de avançar... mas eu garantiria que nenhuma outra mulher usaria aquelas alianças, porque eu sabia, quase desde o primeiro momento, que era somente ela que eu poderia amar...”

Darcy se encostou no sofá, parecendo um pouco cansado. “Mas então... nada saiu como eu planejava. Elizabeth não ficava um minuto sequer sozinha. Se não era Jane ou Charlote por perto, era Richard a seguindo, babando em cima dela. E cada vez que ela sorria para ele, ou ria de algo que ele falava, eu ficava mais e mais irritado... e ela mais e mais descontente comigo. E ao invés de começar a construir a relação que eu desejava com ela... eu percebi que tudo estava ficando ainda pior... eu... eu estava arrasado. Desolado, mesmo...”

Bingley estava realmente espantado com toda aquela exibição de sentimentos profundos. “Então... deu tudo certo no final... vocês dois beberam até o esquecimento e você não precisou fazer um discurso eloquente para convencer Lizzy a se casar com você...ou pelo menos começar a pensar em um casamento com você. Eu não entendo porque você não contou isso para ela, Darcy... tenho certeza que ela vai adorar. Na verdade, poucas mulheres não ficariam lisonjeadas com uma declaração dessas.” Bingley disse sorrindo, impressionado que seu amigo austero fosse na verdade um romântico... mas parou quando viu que Darcy estava muito sério e com os olhos fechados em uma expressão quase de dor.

“Bingley... eu não tomei uma única gota de bebida alcóolica aquela noite.” Ele finalmente confessou o que estava entalado em sua garganta nos últimos cinco meses. Desde o primeiro momento naquela mesa de café-da-manhã no hotel em Las Vegas ele queria confessar. Ele simplesmente odiava qualquer tipo de mentira e manter esse engano por tanto tempo o perturbava demais. Mas a reação de Elizabeth ao casamento e o fato de que ela não se lembrava de nada o desencorajaram a ser completamente honesto. Ele sabia que ela não ficaria feliz no outro dia, mas ele realmente esperava que ela se lembrasse de tudo o que ele tinha falado e que o coração dela estivesse pelo menos amolecido por ele, afinal, ele não a obrigou a nada.

“O QUE?” Bingley gritou e encarou Darcy em silencio por alguns segundos. “Darcy, o que exatamente aconteceu naquela noite?” Bingley finalmente perguntou sério.

Darcy pegou a garrafa de vinho e completou as taças. Sentando-se novamente, ele iniciou o relato verdadeiro dos acontecimentos que levaram ao seu casamento com Elizabeth.

NOITE DO CASAMENTO EM LAS VEGAS, CINCO MESES ANTES:

Caroline estava completamente alcoolizada e se agarrou ao braço de Darcy como se fosse propriedade particular dela. “Wiiil, por que você não percebe que eu sou a pessoa certa para você? Eu estou esperando por você desde que nos conhecemos...”

Darcy tentou retirar o braço do aperto de Caroline, mas teve pouco sucesso. Aquela viagem não estava ocorrendo como ele esperava. Ele não conseguiu nenhum momento a sós com Elizabeth e para piorar, seu primo não perdia a oportunidade de ficar perto dela, provocando a todo momento o pior dele e fazendo Elizabeth ainda mais crítica de suas atitudes. Quanto mais Richard a bajulava, mais Darcy ficava irritado e mais argumentos surgiam entre os dois. Eles estavam parecendo mais antagonistas do que nunca. Ele se arrependeu amargamente de convidar Richard e desejava apenas uma oportunidade para conversar com ela antes de ser tarde demais. Ele só precisava de uma oportunidade. Apenas uma.

“Por favor, Caroline, não faça isso... quando você vai entender que eu nunca senti nada por você? Eu simplesmente odeio quando você fica se pendurando em mim dessa forma. Você está bêbada... volte para o hotel e enfia de uma vez na sua cabeça que eu nunca tive interesse em você.” Darcy soltava as mãos de Caroline dos seus braços, tentando não a machucar, mas estava difícil. Em alguns momentos ele odiava ser o cavalheiro educado. Sua vontade era empurrar a mulher para longe. Pelo canto dos olhos, ele viu Elizabeth dançando com um estranho. O homem a devorando com os olhos. Ela não tinha ficado nem um minuto sentada, o tempo inteiro na pista de dança. E o principal responsável era seu próprio primo, que a seguia por todo lado como um cachorro apaixonado.

“Volta comigo, Will. Eu mostro para você como eu posso ser a mulher certa.” Ela o segurou no braço com mais força e passou uma mão pelo peito dele.

Darcy se afastou o melhor que conseguiu das mãos dela, envergonhado por estar chamando a atenção de quem estava perto. “Não! Por favor, não me obrigue a fazer uma cena...” Ele sibilou furioso. A paciência dele com ela estava no limite há muito tempo.

“É ela, não é? Aquela mulher não vale a pena, Will... Ela não gosta de você como eu gosto. Ela nem mesmo tem nosso status. Ela só vai envergonhar você.” Caroline reclamava amargamente, perceptiva dos olhares de Darcy desde que conheceu Elizabeth, e ao mesmo tempo aliviada por assistir o quanto Elizabeth se sentia repelida por ele.

Antes de Darcy formular uma resposta, Elizabeth apareceu ao seu lado e agarrou seu braço livre. “Caroline, você monopolizou a companhia agradável do Darcy essa noite... divida ele com os meros mortais...”

Darcy percebeu que ela tinha bebido mais do que o normal no momento que Elizabeth o guiou para a pista de dança, o puxando pelo braço e andando em sua frente com um rebolado um pouco mais acentuado do que o normal. Ela nunca aceitou um convite dele para dançar e esse fato isolado era prova suficiente que Elizabeth não estava em seu juízo perfeito. “Venha, Sr. Intolerável... dance comigo.” Ela gritou por cima do ombro e Darcy não pensou duas vezes. Era a primeira vez durante a viagem inteira que ele teria a oportunidade de falar com ela sozinho.

Ele sabia que em condições normais, ela não faria aquilo, mas naquele momento a vontade de estar com ela e o medo de perdê-la era intenso demais, então, ele não se importava. Elizabeth ria e dançava em frente a ele, segurando seus braços e o fazendo rir e esquecer da perseguição anterior de Caroline. Ao final de duas músicas, ela o empurrou para o bar da festa e pediu duas doses da bebida mais forte que eles tinham.

“Vamos, Darcy, beba comigo... você está deixando de ser o Sr. Intolerável para ser o Sr. Certinho... e o Sr. Certinho é ainda mais chato do que o Sr. Intolerável...” Rindo, ela virou sua dose e bateu o copo no balcão como tinha feito um ano antes. Percebendo que ele não tocou na outra bebida e apenas olhava para ela, Elizabeth pegou o outro copo e virou também, gargalhando quando viu os olhos dele arregalados.

“Elizabeth, eu acho que você deveria parar...” Ele tentou alertá-la, mas Elizabeth revirou os olhos e levantou dois dedos para o barman, indicando que queria mais duas doses.

Quando o barman colocou as doses em frente a ela, ela olhou para Darcy da forma desafiadora que ele conhecia. “Uma por mim.” Ela virou a dose em um só gole. “Outra por você.” Ela virou a segunda dose e o pegou pela mão. “Vamos, Sr. Certinho! Você vai dançar comigo essa noite e eu não aceito recusa.”

Ela o arrastou para a pista de dança e o provocou incansavelmente. Sua proximidade, seus movimentos, gestos e olhares eram demais, e sem conseguir se controlar, ele a agarrou para um beijo desesperado. Um beijo que ele evitou por um ano inteiro. Um ano de desejo, vontade, luxúria, paixão e amor reprimidos. Para sua surpresa absoluta, ela respondeu com a mesma intensidade.

“Você tem os lábios mais saborosos que eu já provei.” Ela passou a língua pelos lábios dele o fazendo gemer e suas pernas quase cederem. “Hummm... delicioso...” Ela sussurrou ofegante.

Darcy sentiu seu coração ainda mais acelerado do que antes. Suas mãos corriam pelo corpo dela em desespero e ele só não a reivindicava naquele lugar porque estavam cercados de pessoas. Ela tinha gosto de bebidas doces e algo mais que só poderia ser o sabor distintivo de Elizabeth, e ele estava completamente perdido.

O cheiro de jasmim e rosas o rodeava e o tonteava e ele sentiu urgência em provar o pescoço dela. Tirando sua boca da dela, ele a lambeu e beijou pelo maxilar, pescoço e todo o decote exposto. Uma de suas mãos que estavam agarradas na cintura dela fez o caminho para cima e segurou um dos seios, roçando o polegar no mamilo, a outra mão foi em sentido oposto e agarrou o traseiro dela, a pressionando contra sua ereção e a fazendo gemer e arquear o corpo. Isso o despertou para o lugar onde estavam e ele tentou se controlar a abraçando com força.

“Deus... Elizabeth... não podemos continuar com isso aqui.” Ele ofegou desesperado. Seus braços tremiam de desejo ao redor dela.

“Me leva para o seu quarto... vamos resolver nossas diferenças na cama, Sr. Darcy. Eu sempre quis acabar com você entre os lençóis até me saciar e mostrar quem é meramente tolerável... eu vou deixar você a noite inteira acordado, até você me implorar para parar...” Ela riu e mordeu o lóbulo da orelha dele.

A cabeça de Darcy corria com todas as possibilidades daquela noite. Por mais que ele estivesse faminto de desejo por ela, não era apenas uma noite de sexo que ele queria... “Case comigo, Elizabeth, e você poderá me mostrar isso para o resto das nossas vidas. Case comigo hoje, aqui em Las Vegas, e eu prometo que nunca vamos nos separar.”

Elizabeth se afastou um pouco dele, rindo. “Você quer casar comigo? Você anda escondendo seu grande amor por mim, Sr. Darcy?” Ela riu ainda mais, como se aquilo fosse uma piada.

Ele a puxou para mais beijos dizendo entre cada um o quanto a amava e o quanto ele a faria feliz. “Eu amo você... desde o primeiro dia... e se eu escondo isso, é porque você nunca me deu uma chance, Elizabeth... dê-me uma chance de mostrar o quanto nós fomos feitos um para o outro. Só uma chance...” Sentindo Elizabeth se agarrando a ele novamente, ele a parou para olhá-la nos olhos. “Você vai se casar comigo?”

Ela sorriu ofegante. “Sim... eu vou.”

Ele agarrou a mão dela e a guiou para a primeira capela que encontrou, e com o pagamento generoso que ele efetuou, o casamento ocorreu rapidamente. Não querendo dar nenhuma chance para ela exigir uma anulação quando estivesse sóbria, ele tirou uma foto dos dois e enviou para um conhecido que era jornalista, pedindo que ele publicasse a notícia do seu casamento, dando os dados necessários de Elizabeth. Ele só precisava evitar que ela fosse para o Japão. Ele conseguiria conquistá-la depois.

Da capela, eles foram diretamente para o quarto de hotel de Darcy. Seu objetivo era apenas colocá-la para dormir na cama e ele ficaria no sofá, mas quando menos percebeu, Elizabeth tinha tirado sua roupa e estava completamente nua em frente a ele. Ela andou lentamente para ele e correu as mãos pelo seu peito. “Venha, Sr. Darcy, não seja tímido... essa é nossa noite de núpcias... e eu te quero tanto... e há tanto tempo...”

Ele a agarrou com força e a beijou com paixão. Elizabeth retirou a camisa dele, o cinto, a calça e quando chegou a sua boxer, Darcy se deu conta do que estava fazendo. Ele não queria que a primeira vez com ela fosse daquela forma. Ele queria ter certeza que ela sentia o mesmo por ele quando acontecesse. Ele esperaria por ela, seria paciente e teria fé que ela o amaria, e então, ele faria amor com ela.

Diminuindo a intensidade dos seus beijos, ele a guiou para a cama e deitou ao lado dela, segurando-a em seus braços enquanto ela entrava em um sono profundo. Ele fez questão de se cobrir com o lençol e deixar o edredom com ela, mantendo pelo menos um pouco de separação entre seus corpos. Esfregando as costas dela, ele prometia que faria aquilo dar certo. “Agora você é minha esposa, a pessoa mais importante da minha vida... eu sou capaz de morrer para te fazer feliz.” Ele sussurrava enquanto sentia a respiração constante de Elizabeth em seu peito.

No fundo da sua mente, ele sabia que tinha feito algo estúpido e muito, muito errado, mas simplesmente ignorava. Ele estava com ela dormindo em seus braços, o cheiro dela estava em todo seu corpo e ao seu redor e ele só queria aproveitar aquele momento. O outro dia chegaria com centenas de dificuldades e ele cuidaria de cada uma apenas para ter Elizabeth com ele. Depois, ele trabalharia para conquistá-la. Ele trabalharia para provar que o lugar dela era ao lado dele, como Elizabeth Darcy.

***

Ao final do relato, Bingley se levantou e ficou de costas para Darcy olhando por uma das janelas por um longo tempo. Darcy nunca tinha se sentido tanto como um menino que fez uma travessura grave como naquele momento, e aceitaria as palavras castigadoras de seu amigo com humildade.

De repente, ele percebeu que os ombros de Bingley tremiam e escutou uma grande gargalhada. Bingley se jogou no sofá uivando histericamente, lágrimas escorriam de seus olhos enquanto ele tentava se controlar. Quando parecia que ele estava parando, uma nova onda de risos começava novamente.

“Elizabeth vai te matar, Darcy. Ela vai te estrangular, e depois te picar em pedacinhos minúsculos... O próximo grande evento não vai ser o meu casamento, como eu pensei, vai ser o seu funeral... e dessa vez Elizabeth vai saber o que está acontecendo o tempo todo...” Bingley declarou assim que conseguiu se controlar o suficiente para falar. “Você é o primeiro homem da história que ao invés de levar uma mulher bêbada para a cama, leva para uma capela e se casa com ela...”

“Você já terminou?” Darcy perguntou exasperado.

“E de pensar que Lizzy acredita que a culpa do casamento era dela porque você não teria criatividade suficiente para pensar em uma coisa dessas... aliás, todo mundo pensava isso. Oh, as surpresas dessa vida!” Ele continuou a rir durante muito tempo e Darcy aguardou pacientemente, odiando cada segundo.

“Como você pretende contar para ela?” Bingley perguntou quando finalmente se controlou, limpando as lágrimas que escorreram dos seus olhos.

“Eu tentei contar para ela diversas vezes... ela sempre me interrompe. Eu me sinto tão culpado por não dar o que ela merece... eu queria que ela tivesse um casamento dos sonhos e não uma cerimônia apressada no meio da madrugada de Las Vegas e praticamente inconsciente do que estava acontecendo...” Ele disse com tristeza, se encolhendo em como parecia ainda pior quando colocado em palavras.

“Por que ela não pode ter isso agora?” Bingley perguntou sorrindo e Darcy captou a ideia dele imediatamente.

“Eu posso fazer uma cerimônia de renovação de votos. Por que eu não pensei nisso antes...?” Darcy pulou do sofá andando de um lado para o outro. “Ela pode fazer a cerimônia exatamente como ela sonhou que seria seu casamento. Nós podemos dar uma festa e fazer uma viagem de lua-de-mel prolongada para compensar a que não tivemos... isso é perfeito.”

“Fico feliz por ser de ajuda... e eu que pensei que discutiria o meu futuro casamento com você, e não o seu casamento passado e futuro na mesma conversa... Você é um homem singular, William Darcy. Eu espero que você sobreviva à ira de Elizabeth o dia que ela descobrir que a culpa das núpcias surpresas é sua e não dela.”

“Ugh, eu não quero nem pensar nisso... mas eu preciso contar para ela.” Ele pensou por um momento. “Em alguns dias, eu e ela completaremos seis meses de casamento... eu planejava pedir que ela se casasse comigo quando fizéssemos seis meses de namoro, então... acredito que seria perfeito propor a renovação dos nossos votos nesse dia.”

Bingley sorriu com um rosto um pouco triste. “Você já tinha planejado quando propor para uma mulher que não era nem sua namorada e eu demorei meses para tomar essa decisão. Jane merece melhor.”

“Nós somos diferentes, Bingley, não nos compare. Você já me viu apaixonado antes?”

“Não... mas você sabia exatamente que ela era a mulher certa. Você planejou tudo...” Bingley sempre se considerou o romântico entre os dois. Saber que Darcy tinha feito tudo isso por Elizabeth, mesmo que fosse altamente impróprio, o fazia se sentir um pouco mal por levar tanto tempo para se decidir sobre Jane.

“Eu sonhei com tudo enquanto você estava construindo seu relacionamento na vida real. Não se menospreze... olha só a bagunça que eu fiz para ter Elizabeth comigo. Você conheceu a Jane, iniciou uma amizade com ela, começou um namoro e agora vai propor, como uma pessoa normal faz. Eu conheci a mulher da minha vida, insultei e briguei com ela por um ano, me aproveitei de um momento de embriaguez e me casei com ela e só depois eu iniciei uma verdadeira amizade e agora um namoro... eu namoro minha esposa... eu não vou pedir para ela se casar comigo, eu vou pedir para ela renovar os votos. Votos esses que ela nem se lembra de ter feito. Quão patético e estranho isso soa?” A risada de Darcy era autodepreciativa. “Eu tive minha noite de núpcias mais de cinco meses depois do meu casamento.”

Bingley começou a rir novamente e Darcy o olhou com um rosto severo. “Desculpa, Darcy, mas é engraçado...”

“Você vai falar isso quando fizer o discurso no meu funeral depois que Elizabeth me matar?” Darcy perguntou aborrecido.

“Provavelmente... eu vou ter que explicar porque eu estou rindo no funeral do meu amigo...” Ele respondeu, rindo ainda mais enquanto abraçava uma almofada.

“E quando é que você vai fazer o pedido para a Jane?” Darcy tentou desesperadamente mudar de assunto.

“Minhas irmãs e meu cunhado estarão aqui até o próximo mês... pelo menos eu estou torcendo para Caroline voltar para Nova York com Louise... eu vou esperar eles partirem e fazer o pedido. Eu ainda não planejei como vou fazer isso.” Bingley respondeu pensativo. Ele não sabia se seria melhor um grande gesto romântico ou algo mais privado, somente ele e Jane.

“Esperar suas irmãs partirem é um começo. Você vai contar para elas?”

“Graças a Caroline, elas desconfiam, mas eu vou apenas informá-las depois de fazer o pedido. Eu não quero ninguém tentando me desencorajar.”

Darcy olhou para Bingley com preocupação. “Se elas tentassem desencorajar, teriam chance?”

“Não... eu só não quero me aborrecer com isso.” Ele respondeu decidido e Darcy ficou aliviado. Ele sabia que se Jane estivesse infeliz, Elizabeth estaria infeliz, e ele não permitiria que isso acontecesse.


Notas Finais


E então, gente?? O que acharam?
Eu acho que não foi nada tão grave assim, e sinceramente? Elizabeth não vai ficar brava exatamente porque ele estava sóbrio e sabia o que fazia o tempo todo... ela ficará brava por um outro motivo... alguém arrisca um palpite?
Deixe-me saber o que você está pensando!! Bjs


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